K-POP DREAMS, O MUSICAL

K-Pop Dreams, O Musical retrata o universo do movimento musical de maior sucesso global dos últimos tempos. O espetáculo ficará em cartaz de 14 de março a 05 de abril, aos sábados e domingos, no Teatro Claro SP. Os ingressos estão à venda no site Sympla.
O elenco é formado por 20 jovens que atuam, dançam e cantam ao vivo em mais uma super produção da Boom Produções e BRZ Produções com produção local Sócrates Online Eventos.
Com roteiro e direção de Esteban Grossy e coreografias de Vini Lee, K-Pop Dreamsconta a história de Sunny, uma garota brasileira que tenta ser aceita no movimento apesar de não ter ascendência asiática. A DreamTop, uma agência nacional de talentos, procura repetir o sucesso das agências coreanas e inicia uma série de audições para formar um novo grupo musical. Sunny – com a ajuda de suas melhores amigas orientais, Min e Jessie – passa por uma completa transformação que a deixa com um visual asiático e acaba sendo aceita pela produção. Mas logo percebe que não será fácil manter a farsa em um ambiente tão competitivo e exigente.
Embalados por canções originais cantadas em português, inglês e coreano, além de sucessos de nomes como BTS, Blackpink, EXO, TXT, Red Velvet, TWICE, Monsta X, NCT-U, KARD, entre outros, o espetáculo mostra a luta diária de jovens buscando seus sonhos. Esforço diário, treinamentos exaustivos em busca da perfeição de movimentos, piruetas vocais, aulas de idiomas e extensas sessões de fotos somados a exigências contratuais, abusos físicos e psicológicos e preconceitos raciais ou sexuais resultam em inevitáveis problemas pessoais.
O lado dos outros envolvidos na realização do trabalho também é retratado por personagens como Angelina – inabalável mulher de negócios e CEO da agência – e Falcon e Fátima, profissionais de sua confiança que trabalham incansavelmente na criação de um novo fenômeno.
E assim o público é apresentado a um novo grupo musical. Jovens talentosos que atuam, cantam e dançam em um show vibrante e energético com todos os ingredientes que tornaram o K-Pop um fenômeno mundial: coreografias marcantes, figurinos modernos, efeitos visuais, música pop dançante com letras que falam sobre as angústias dos adolescentes e a pressão social para serem bem sucedidos.
Após a temporada em São Paulo, K-Pop Dreams, O Musical fará uma extensa turnê por Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, entre outras cidades.
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K-Pop Dreams, O Musical
Com Vini Lee, Anna Akisue, Aya, Belli, Cíntia Kawahara, Erick Ryu, Felipe Hideky, Freddy, Jacque Kinjo, Jefferson Kucioyada, John Seabra, Luciana Naomi, Maria Netto, Nina Sato, Teddy Shigueyama e Yudchi Taniguti
Teatro Claro SP – Shopping Vila Olímpia (R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 90 minutos
14/03 a 05/04
Sábado – 18h, Domingo – 17h30
$90/$180
Classificação 12 anos

CCSP RECEBE PROGRAMAÇÃO DE DANÇA PARA CRIANÇAS COM BALANGANDANÇA CIA

Com 23 anos de carreira e uma referência em dança contemporânea para crianças, a Balangandança Cia apresenta espetáculo e uma série de atividades no Centro Cultural São Paulo. A programação é totalmente gratuita e gira em torno de um tema que o grupo tem pesquisado durante anos que é o corpo, a natureza e a ludicidade.  Esse trabalho faz parte do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

A programação continua no Centro Cultural São Paulo com mais sessões de Presente! Feito Da Gente nos dias 20, 21 e 22 de março (sexta-feira, às 14h30, sábado e domingo, às 16h); a ação Cabaninha procura criar uma vivência com crianças, d17 de março a 9 de junho, sempre às terças, das 14h às 17h; e  a sétima edição do tradicional Forinho acontece no dia 2 de abril, quinta-feira por meio de duas ações: a palestra Caminhos da Pesquisa, das 14h às 17h, para discutir e demostrar o processo criativo da cia; e das 18h às 21h, uma mesa reúne profissionais e público para discussões sobre a dança contemporânea para crianças.

Balangandança Cia. tem estudos em desenvolvimento motor e cognitivo, educação, arte contemporânea e estética. É reconhecida por desenvolver um trabalho sólido e pioneiro no Brasil, que vê e escuta a criança em seus processos e na comunicação com o público.  Assim, oferece à criança – de todas as idades – a possibilidade de apreciar espetáculos de dança contemporânea   que estimulam movimentos e a imaginação, resgatando o lado lúdico, saudável e criativo do corpo.

Veja a programação completa abaixo:

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PRESENTE! FEITO DA GENTE

É uma aventura de movimentos-danças criada a partir de um processo de pesquisa sobre a relação entre a natureza, o corpo e o imaginário das crianças. O espetáculo abre espaço para a imaginação de forma lúdica, delicada e sensível, ao se relacionar brincando de diferentes formas com materiais naturais coletados pelo grupo, como areia, sementes, folhas secas e galhos de árvores.

A partir de técnicas de improvisação e da brincadeira, os bailarinos criadores interagem de várias formas com esses objetos de acordo com a disposição que eles aparecem em cena a cada apresentação. Junto com a iluminação e a trilha sonora, que evocam elementos de paisagens naturais, eles estimulam a plateia a inventar mundos. Na preparação corporal a companhia conta com técnicas de Educação Somática, que fazem parte de seu treinamento, ampliando a percepção do corpo e novas possibilidades de movimento.

Com Alexandre Medeiros, Alan Scherk, Clara Gouvêa, Ciro Godoy e Isabel Monteiro

Duração 50 minutos

20 a 22/03

Sexta – 14h30, Sábado e Domingo – 16h

Grátis

Classificação Livre

CABANINHA

Esta ação compreende uma nova forma de encontro, convívio e investigação com crianças. Viabiliza a continuidade do convívio da Cia. com crianças como parte integrante da práxis da companhia.  A ideia é ter a possibilidade de contato e convívio com um mesmo grupo de crianças que vivem na cidade de São Paulo: com suas referências corporais, referências do que possa ser “natureza”, de movimento e do imaginário. A duração será de 12 encontros, uma vez por semana.

17/03 a 09/06

Terça – 14h Às 17h

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VII FORINHO

Mesa e palestra

Palestra – Caminhos da Pesquisa com a Balangandança Cia.

Dia 2 de abril, quinta-feira, das 14h às 17h

Companhia expõe seu trabalho para discuti-lo frente às variadas questões levantadas no forinho como um todo. Constitui-se também como um espaço de troca com pensantes e dançantes para crianças. A palestra contará com a exibição dos registros em vídeo como por exemplo o documento: “Cabeceiras” – vídeo editado e registros das pesquisas acerca do tema corpo-natureza-imaginário realizadas com crianças em diferentes habitats/localidades.

Mesa

Dia 2 de abril, quinta-feira, das 18h às 21h, na sala de ensaio 1.

Iniciado em 2010, o forinho vem tendo grande repercussão e demanda de público em suas edições. A sétima edição tem uma proposta de continuar a refletir e debater a dança, o brincar e a improvisação. Durante o encontro, haverá a participação de convidados especialistas Paula Mendonça (Brincar), Tica Lemos (Improvisação) e Elizabeth Menezes (Dança Para Crianças), com mediação de Georgia Lengos (Balangandança Cia.)

O ARQUITETO E O IMPERADOR DA ASSÍRIA

Escrita em 1967 pelo dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, O Arquiteto e o Imperador da Assíria é uma das peças fundamentais da reflexão sobre o pós-guerra e o totalitarismo que culminou no confronto. Uma montagem inédita do espetáculo, criada pelo grupo Garagem 21, estreia no Centro Cultural São Paulo, no dia 27 de março de 2020, sexta-feira, às 20h30. A direção é de Cesar Ribeiro. No elenco, os atores Eric Lenate (Arquiteto) e Helio Cicero (Imperador).

Situada em uma ilha deserta, a peça se inicia com um desastre aéreo que leva seu único sobrevivente a entrar em contato com um nativo que jamais teve contato com outro ser humano. A partir dessa interação, o sobrevivente busca impor ao outro suas ideias de cultura e civilização.

Ao contrapor um homem civilizado com um ser sem origem reconhecida, sem ascendência e que nunca teve contato com outro humano, a obra retrata a violência inserida no processo de formação da sociedade. Utilizando a cultura para seduzir o Arquiteto sobre as supostas maravilhas da civilização, além da construção da linguagem, há o processo de formação do Estado e do conhecimento de toda a estrutura social, em que entram conceitos como política, religião, família, relações afetivas, artes, filosofia e a própria noção de humano, termos desconhecidos pelo nativo e sempre apresentados pelo Imperador de modo distorcido, trazendo conexões com as ideias de fake news e pós-verdade”, analisa o diretor.

A escolha de montar O Arquiteto e o Imperador da Assíria representa uma continuidade da proposta de Cesar Ribeiro em dirigir peças que abordem sistemas diversos de violência. “De acordo com o conceito de Triângulo da Violência, proposto pelo sociólogo norueguês Johan Galtung, pode-se dividi-la em três tipos: a violência direta, que é a forma mais reconhecível na sociedade, em que há um agente que comete a violência, um que a sofre e uma ação violenta, como o assassinato; a violência estrutural, em que a violência se imiscui na estrutura da sociedade, como a desigualdade social, por meio de questões como o desemprego; e a violência cultural, que retrata os modos de discurso e visão de mundo que buscam validar a violência direta e a estrutural, como o racismo, o machismo e a homofobia. Na peça, há as três tipificações, mas o alicerce da criação do poder do Imperador está na violência cultural, ao utilizar o conhecimento do mundo dito civilizado para seduzir o Arquiteto e fazer com que o jogo de dominação seja aceito por ele”, diz Cesar.

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O texto original de Arrabal foi preservado na adaptação, mas o grupo inseriu trechos de obras de outros autores, como do dramaturgo irlandês Samuel Beckett e do carioca Nelson Rodrigues. Segundo o diretor, trata-se de inserções pontuais que complementam frases de Arrabal e reforçam as semelhanças que regimes totalitários têm entre si. “Também foi possível inserir texto de editorial do dia seguinte ao golpe militar de 1964, em uma busca de intensificar a crítica da montagem ao autoritarismo atual”, conta.
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Houve a opção de não representar na cena os elementos que poderiam remeter a uma ilha deserta – a escolha foi criar um terreno distópico não facilmente identificado, por meio de uma estética contemporânea que remete a jogos eletrônicos e HQs para representar uma sociedade que se vale do artifício e do arbítrio, em oposição à alegação de suposta “natureza das coisas”. Do mesmo modo, o desastre também deixa rastros que são utilizados cenicamente, como a cabine e a poltrona do avião, que se tornam, respectivamente, o trono do Imperador e sua cabana.

A inspiração para esse cenário apocalíptico é múltipla. Há elementos da saga japonesa Ghost In The Shell; do artista plástico suíço H. R. Giger, reconhecido pela estética metalizada e futurista de Alien; do cinema expressionista alemão; e das propostas cênicas do encenador polonês Tadeusz Kantor.

O figurino também responde a uma estética futurista fundida à moda elisabetana, com influências do estilista britânico Gareth Pugh. “Há uma busca de não localizar tempo e espaço na montagem, ao mesmo tempo em que esse espelhamento em um futuro de ruínas industriais e tecnológicas aponta para a transformação da sociedade a partir de sua periferia, de seus produtos, mas não do humano em si”, complementa Cesar.

O diretor reforça que o ponto central da encenação é abordar como determinados modos da narrativa, que representam uma visão da realidade, servem a um projeto totalitário de poder que se pretende salvador, mas que, para exercer essa ideia de salvação, constrói a destruição do outro, do divergente, seja por meio de crimes diretamente executados por agentes do Estado ou por diversos mecanismos de coerção e perseguição. “Trata-se de uma necropolítica, do constante retorno a modos de tratar o outro como inimigo, seja por aspectos morais, religiosos, econômicos, políticos, raciais, sexuais ou afins. O poder de agentes, intra ou extra Estado, de determinar quem é útil ou inútil a determinada sociedade e dispor sobre sua vida e sua morte. Esse princípio de aniquilação do outro visando a um suposto bem comum, sempre excludente, é característica de toda ditadura e de uma civilização em estado de guerra contra sua própria população, solidificando a barbárie como aspecto do cotidiano”, conclui.

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O Arquiteto e o Imperador da Assíria

Com Eric Lenate e Helio Cicero

Duração 120 minutos

Classificação 16 anos

Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)

27/03 a 19/04

Quinta a Sábado – 20h30, Domingo – 19h30

$20 (entrada gratuita para estudantes e professores da rede pública de ensino)

Teatro Cacilda Becker (R. Tito, 295 – Lapa, São Paulo)

01 a 24/05

Sábado – 21h, Domingo – 19h (sessão extra 01/05 – sexta 21h)

$20 (entrada gratuita para estudantes e professores da rede pública de ensino)