‘Great Scott’! Parece que estamos “De Volta Para O Futuro”!

De Volta para o Futuro” – filme que marcou uma geração de cinéfilos – tem sua história adaptada para os palcos do Teatro Musical confirmada.

O musical estreia na cidade de Manchester (Inglaterra) em fevereiro de 2020, para uma temporada de 12 semanas. Depois, baseado na reação do público e da crítica, está prevista a estreia em West End (Londres).

No papel de Marty Mc Fly, Olly Dobson (“Matilda”, “Bat Out of Hell”) assume o lugar que foi de Michael J. Fox nas telonas. O enredo será adaptado por Robert Zemeckis e Bob Gale (responsáveis também pelo filme) e a música e letras escritas por Alan Silvestri e Glen Ballard. Lógico que clássicos do filme, como “The Power of Love” e “Johnny B Goode” estarão na trilha sonora. A direção é de John Rando (“Urinetown the musical” e “On the Town”).

Foi durante uma convenção sobre o automóvel DeLorean, em 2004, que Bob Gale respondeu que sim, poderia haver a adaptação do filme para o teatro musical. As primeiras tentativas aconteceram em 2012. A ideia original é que o musical estreasse em 2015, ano em que os personagens chegam no futuro na segunda parte do filme – e também o ano que comemorou o aniversário de 30 anos de lançamento do primeiro filme. Mas, por desavenças entre o então diretor Jamie Lloyd com Robert Zemeckis, a adaptação foi cancelada.

O filme arrecadou cerca de 380 milhões de dólares e foi indicado para quatro Golden Globes, cinco Baftas e 4 Oscars. O total arrecadado pela trilogia foi de mais de 936 milhões de dólares.

A história

O enredo mostra a vida de um adolescente norte americano, Marty Mc Fly, que acidentalmente volta ao passado (1955), a bordo de um automóvel DeLorean. É quando ele encontra com seus pais, quando ainda jovens, e frequenta a mesma escola que ambos. Só que deste encontro, Marty muda seu futuro, pois sua mãe fica atraída por ele. Então, para que ele possa nascer, precisa arrumar sua história – fazendo com que seus pais se apaixonem. Para tanto, ele vai procurar o cientista, Dr. Emmett ‘Doc’ Brown, que inventou a máquina do tempo, e com isso, poder voltar ao futuro (1985).

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NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO

Na data que se comemora o centenário do cantor Nelson Gonçalves (✩ 1919 –  ✞ 1998), segundo maior vendedor de discos do Brasil, estará em cartaz o espetáculo Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo, uma peça de teatro musical em homenagem ao artista que imortalizou clássicos da MPB, como Chão de EstrelasCarinhoso Rosa. A montagem é idealizada e produzida por Guilherme Logullo, tem texto de Gabriel Chalita, direção e coreografia de Tânia Nardini, direção musical e arranjos de Tony Lucchesi, cenografia de Doris Rollemberg e figurinos de Fause Haten. Além da produção, Logullo também atua em parceria com a atriz e cantora Jullie. A temporada começa dia 3 de maio, sexta-feira, 21h, no Teatro Gazeta.
Sem a proposta de trabalhar questões biográficas da vida do artista, o musical se inspira em sentimentos e emoções expressas por Nelson Gonçalves nas canções que compunha e/ou interpretava. Na história, os protagonistas não representam personagens, mas sim a razão (Guilherme Logullo) e a emoção (Jullie), sentimentos que criam uma narrativa não-linear e de linguagem poética. 
Quis escrever um texto que, de alguma forma, fugisse um pouco dos musicais tradicionais. Nelson Gonçalves foi um homem que amou profundamente e que, também por isso, sofreu. O musical traça um diálogo entre a razão e a emoção, reforçado pela força e dramaticidade das canções interpretadas por ele. As músicas entrelaçam essas falas o tempo todo, enfatizando essa disputa de sentimentos”, explica o autor Gabriel Chalita.
O espetáculo reúne 33 canções, entre elas Naquela MesaA Volta do Boêmio e Chão de Estrelas. “A montagem tem um tom nostálgico e lírico. Vamos trazer fatos, histórias, emoções, músicas e sentimentos”, explica Guilherme Lagullo, que ‘descobriu’ Nelson Gonçalves durante estudos para um personagem, e por conta da semelhança do registro vocal, ficou encantado. A descoberta virou vício e admiração. E, aos poucos, nasceu a vontade de levar Nelson aos palcos.
Os figurinos criados pelo estilista Fause Haten se revelam ao longo do espetáculo. As peças vão sendo removidas uma a uma e trazem novas camadas que se traduzem em números musicais. Já o cenário de Doris Rollemberg faz uma verdadeira homenagem ao teatro, trazendo para a cena um camarim, coxias e até o urdimento de um palco. Uma banda composta por cinco músicos também acompanha a dupla de atores em cena.
 
O diretor musical Tony Lucchesi optou por incluir violões na orquestra, instrumento muito ligado ao homenageado. A emoção (o amor) a ser personificada na figura masculina e o tempo (a razão) na figura feminina também gera uma riqueza musical e mais diversidade às interpretações, já que, normalmente, se espera o contrário. Outros recursos, como uma marcação de relógio nas canções do repertório de Jullie, representando o tempo, e muitos mash-ups nos momentos que os protagonistas cantam juntos ajudam a associar os temas às interpretações. A direção e coreografias de Tânia Nardini faz com que os momentos da peça que pinçam situações vividas por Nelson não soem biográficos ou narrativos – a ideia é que a todo momento a poesia do homenageado seja traduzida em cena. 
Para Guilherme Logullo, que idealizou o projeto, a peça cria uma relação imediata com o público, já que as músicas escolhidas para a trilha são clássicos no país. “Nelson tem canções conhecidas em todo o Brasil, o que faz com que o espetáculo sempre traga uma série de recordações e sensações nostálgicas”, conclui o artista.
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Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo
Com Guilherme Logullo e Jullie
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
03/05 até 30/06
Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 18h
$80
Classificação Livre

73º TONY AWARDS

Hadestown” (14), “Ain’t Too Proud” (12) e “Tootsie” (11) são os musicais que lideram as indicações da 73ª edição do Tony Awards. Quanto às peças, “The Ferryman” e “To Kill a Mockingbird” estão empatadas com nove indicações cada.

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Os mitos gregos de Hades e Perséfone, e Orfeu e Eurídice, constituem a narrativa de “Hadestown“. A carreira do grupo vocal masculino norte americano “The Temptations“, que nos deu os clássicos como “My Girl,” “Just My Imagination,” “Get Ready,” “Papa Was a Rolling Stone” é o tema de “Ain’t Too Proud“. Já “Tootsie” é baseado no filme homônimo americano de 1982, que conta a vida de um ator que precisa assumir uma nova identidade para conseguir um emprego.

The Ferryman“, de Jez Butterworth, conta a ‘história da família de um ex-ativista do IRA, vivendo em sua fazenda na zona rural do condado de Armagh, Irlanda do Norte em 1981’. “To Kill a Mockingbird” é ‘baseado livremente nas memórias familiares da autora, Harper Lee, assim como em um evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela estava com 10 anos de idade’.

A cerimônia acontecerá no Radio City Music Hall em 09 de junho, e será apresentada por James Corden. A rede norte americana CBS transmitirá o evento.

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Jeremy Pope

O ator Jeremy Pope conseguiu duas indicações – uma de melhor ator na peça “Choir Boy” e outra por melhor ator coadjuvante no musical “Aint’ To Proud“.

 

 

 

 

 

Segue a lista dos indicados:

Melhor Peça
Choir Boy by Tarell Alvin McCraney
Gary: A Sequel to Titus Andronicus by Taylor Mac
Ink by James Graham
The Ferryman by Jez Butterworth
What the Constitution Means to Me by Heidi Schreck

Melhor Musical
Ain’t Too Proud
Beetlejuice
Hadestown
The Prom
Tootsie

Melhor Nova Montagem de uma Peça
All My Sons
Burn This
The Boys in the Band
The Waverly Gallery
Torch Song

Melhor Nova Montagem de um Musical
Kiss Me, Kate
Oklahoma!

Melhor Roteiro
Scott Brown and Anthony King, Beetlejuice
Bob Martin and Chad Beguelin, The Prom
Anaïs Mitchell, Hadestown
Dominique Morisseau, Ain’t Too Proud
Robert Horn, Tootsie

Best Original Score
Adam Guettel, To Kill a Mockingbird
Joe Iconis, Be More Chill
Anais Mitchell, Hadestown
Eddie Perfect, Beetlejuice
Matthew Sklar and Chad Beguelin, The Prom
David Yazbek, Tootsie

Melhor Ator em uma Peça
Paddy Considine, The Ferryman
Bryan Cranston, Network
Jeff Daniels, To Kill a Mockingbird
Adam Driver, Burn This
Jeremy Pope, Choir Boy

Melhor Atriz em uma Peça
Annette Bening, All My Sons
Laura Donnelly, The Ferryman
Elaine May, The Waverly Gallery
Janet McTeer, Bernhardt/Hamlet
Laurie Metcalf, Hillary and Clinton
Heidi Schreck, What the Constitution Means to Me

Melhor Ator em um Musical
Brooks Ashmanskas, The Prom
Derrick Baskin, Ain’t Too Proud
Alex Brightman, Beetlejuice
Damon Daunno, Oklahoma!
Santino Fontana, Tootsie

Melhor Atriz em um Musical
Stephanie J. Block, The Cher Show
Caitlin Kinnunen, The Prom
Beth Leavel, The Prom
Eva Noblezada, Hadestown
Kelli O’Hara, Kiss Me, Kate

Melhor Ator Coadjuvante em uma Peça
Bertie Carvel, Ink
Robin De Jesús, The Boys in the Band
Gideon Glick, To Kill a Mockingbird
Brandon Uranowitz, Burn This
Benjamin Walker, All My Sons

Melhor Atriz Coadjuvante em uma Peça
Fionnula Flanagan, The Ferryman
Celia Keenan-Bolger, To Kill a Mockingbird
Kristine Nielsen, Gary: A Sequel to Titus Andronicus
Julie White, Gary: A Sequel to Titus Andronicus
Ruth Wilson, King Lear

Melhor Ator Coadjuvante em um Musical
André De Shields, Hadestown
Andy Grotelueschen, Tootsie
Patrick Page, Hadestown
Jeremy Pope, Ain’t Too Proud
Ephraim Sykes, Ain’t Too Proud

Melhor Atriz Coadjuvante em um Musical
Lilli Cooper, Tootsie
Amber Gray, Hadestown
Sarah Stiles, Tootsie
Ali Stroker, Oklahoma!
Mary Testa, Oklahoma!

Melhor Direção de uma Peça
Rupert Goold, Ink
Sam Mendes, The Ferryman
Bartlett Sher, To Kill a Mockingbird
Ivo van Hove, Network
George C. Wolfe, Gary: A Sequel to Titus Andronicus

Melhor Direção de um Musical
Rachel Chavkin, Hadestown
Scott Ellis, Tootsie
Daniel Fish, Oklahoma!
Des McAnuff, Ain’t Too Proud
Casey Nicholaw, The Prom

Melhor Coreografia
Camille A. Brown, Choir Boy
Warren Carlyle, Kiss Me, Kate
Denis Jones, Tootsie
David Neuman, Hadestown
Sergio Trujillo, Ain’t Too Proud

Melhor Direção Musical (Orquestração)
Michael Chorney and Todd Sickafoose, Hadestown
Simon Hale, Tootsie
Larry Hochman, Kiss Me, Kate
Daniel Kluger, Oklahoma!
Harold Wheeler, Ain’t Too Proud

Melhor Cenografia de uma Peça
Miriam Buether, To Kill a Mockingbird
Bunny Christie, Ink
Rob Howell, The Ferryman
Santo Loquasto, Gary: A Sequel to Titus Andronicus
Jan Versweyveld, Network

Melhor Cenografia de um Musical
Robert Brill and Peter Nigrini, Ain’t Too Proud
Peter England, King Kong
Rachel Hauck, Hadestown
Laura Jellinek, Oklahoma!
David Korins, Beetlejuice

Melhor Figurino de uma Peça
Rob Howell, The Ferryman
Toni-Leslie James, Bernhardt/Hamlet
Clint Ramos, Torch Song
Ann Roth, Gary: A Sequel to Titus Andronicus
Ann Roth, To Kill a Mockingbird

Melhor Figurino de um Musical
Michael Krass, Hadestown
William Ivey Long, Beetlejuice
William Ivey Long, Tootsie
Bob Mackie, The Cher Show
Paul Tazewell, Ain’t Too Proud

Melhor Design de Som em uma Peça
Adam Cork, Ink
Scott Lehrer, To Kill a Mockingbird
Fitz Patton, Choir Boy
Nick Powell, The Ferryman
Eric Sleichim, Network

Melhor Design de Som em um Musical
Peter Hylenski, Beetlejuice
Peter Hylenski, King Kong
Steve Canyon Kennedy, Ain’t Too Proud
Drew Levy, Oklahoma!
Nevin Steinberg and Jessica Paz, Hadestown

Melhor Design de Luz em uma Peça
Neil Austin, Ink
Jules Fisher and Peggy Eisenhauer, Gary: A Sequel to Titus Andronicus
Peter Mumford, The Ferryman
Jennifer Tipton, To Kill a Mockingbird
Jan Versweyveld and Tal Yarden, Network

Melhor Design de Luz em um Musical
Kevin Adams, The Cher Show
Howell Binkley, Ain’t Too Proud
Bradley King, Hadestown
Peter Mumford, King Kong
Kenneth Posner and Peter Nigrini, Beetlejuice

5 X COMÉDIA

Visto por mais de 450 mil espectadores nos anos 90, tornando-se uma das grandes sensações da história do teatro brasileiro, o espetáculo “5 X Comédia” voltou totalmente repaginado em 2016 com esquetes escritos e interpretados por alguns dos mais prestigiados nomes do humor e da nova dramaturgia do país. No mesmo caminho de sucesso da antecessora, a montagem, com direção de Monique Gardenberg e Hamilton Vaz Pereira, está novamente na estrada, pelo quarto ano consecutivo, com apresentações de sexta a domingo, em São Paulo, no Teatro Shopping Frei Caneca, de 03 a 26 de maio.

Nesta versão do século XXI, Bruno Mazzeo, Debora Lamm e Katiuscia Canoro dão vida aos personagens criados, respectivamente, por Antonio Prata, Julia Spadaccini e Pedro Kosovski, enquanto Fabiula Nascimento e Lucio Mauro Filho interpretam textos de Jô Bilac. O cenário é de Daniela Thomas e Camila Schmidt, a iluminação, de Maneco Quinderé, e o figurino, de Cassio Brasil. A produção é da Dueto Produções. O espetáculo é apresentado pela Volkswagen Financial Services, responsável pelas operações financeiras do Grupo Volkswagen em todo o mundo, e conta ainda com o patrocínio da SulAmérica Seguros e o apoio do UOL. Os ingressos para as apresentações em São Paulo já estão à venda, por meio do site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do Teatro Frei Caneca (mais informações no serviço abaixo). 

SOBRE O ESPETÁCULO

Primeiro texto do escritor e roteirista Antonio Prata para o teatro, “Nana, nenê” retrata o desespero do clarinetista Rodrigo (Bruno Mazzeo), um pai enlouquecido entre escolas de mamada e de métodos para fazer o bebê dormir: “Vocês acreditam nisso? Acreditam que não tem Alô Bebê 24 horas?! Se existe alguma coisa que funciona 24 horas neste mundo é um bebê! Nada é mais 24 horas que um bebê! E não tem nenhuma Alô, Bebê 24 horas!” 

Em “Branca de Neve”, de Julia Spadaccini, a personagem vivida por Debora Lamm luta para se desapegar da vida de princesa: “Dizem que o mundo mudou, que eu não me adequo mais, que sou antiquada, careta, casada. Mas gente, ser casada agora é um problema? Queriam o quê? Uma princesa divorciada? Vivendo pela Lei do Concubinato? Solteira aos 40 fazendo fertilização in vitro, barriga de aluguel, colhendo sêmen em banco de esperma alemão?”

Arara Vermelha”, criado por Jô Bilac para Fabiula Nascimento, é uma metáfora da sociedade brasileira. Do alto de seu poleiro, a ave tem um surto de intransigência diante do novo mascote do pet shop: “Alá! Espia! Vem ver, Sérgio! Corre! Já tá lá o Poodle Queen se roçando na vitrine, se esfregando, balançando rabinho, se exibindo pros outros! Não pode ver um ser humano, já fica todo se querendo! O mundo tá mesmo perdido, hein! Olha, vou te contar! Se tem uma coisa pior pra mim no mundo é bicho puxa-saco de humano! Olha, me sobe um ódio! Mas um óoodio! Ser humano prende, vende, sacaneia a gente e tá lá o cachorro babando, fazendo festa!”

Já em “Milho aos Pombos”, de Pedro Kosovski, Katiuscia Kanoro interpreta uma eterna aspirante a atriz: “Vocês não estão me reconhecendo, não? Pronto, aquela ali me reconheceu. Ah, é minha vizinha no Leme, não é não? A gente caminha no calçadão. Tá fazendo figuração também?”

Em “Bola Branca”, o ator Lucio Mauro Filho, vive um homem na tentativa desesperada de meditar em meio ao caos urbano. Ao tentar esvaziar a mente, a busca pelo sentido da vida se coloca em seu caminho.

As versões anteriores de 5 x Comédia, de 1993, 1995 e 1999 – dirigidas por Hamilton Vaz Pereira e produzidas por Monique Gardenberg – celebrizaram-se por fichas técnicas que se entrelaçavam desde a década de 1970, ora no grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone – capitaneado, não por acaso, por Hamilton –, ora no programa “TV Pirata”, que foi ao ar na Rede Globo de 1988 a 1990 e voltou à grade em 1992. Os quadros e os atores foram se revezando nos palcos. Quinze quadros. Doze atores: Andréa Beltrão, Denise Fraga, Diogo Vilela, Pedro Cardoso, Luiz Fernando Guimarães, Débora Bloch, Fernanda Torres, Miguel Magno, Cláudia Raia, PatryciaTravassos, Evandro Mesquita, Totia Meireles.

Agora, sublinha Monique, não é muito diferente. “São atores-criadores que se uniram para a produção de um novo humor, como foi o caso da série ‘Cilada’, que ficou no ar durante seis temporadas, do filme ‘Muita calma nessa hora’, ou do programa ‘Junto e misturado’“, ela situa. Hamilton classifica a nova montagem de “corajosa”: “Quem viu lá atrás pode querer comparar, e isso é um perigo. Mas a nova versão não se amedronta, é o que se percebe nos textos que recebemos e na vitalidade que está sendo mostrada por cada intérprete”.

Retornar ao “5 X Comédia” era um desejo antigo que só ganhou corpo quando Monique se aproximou de Bruno Mazzeo por intermédio de Augusto Casé, que produz os filmes de ambos. Se em 1993 a peça foi concebida por Sylvia Gardenberg, irmã de Monique, a partir de um encontro com Pedro Cardoso, Bruno foi o catalisador da nova montagem. “Vi nele, esse cara multitalentoso que eu admirava de longe, o parceiro que precisava para me ajudar a trazer a peça de volta, assim como o Pedro ajudou a Sylvinha a escalar autores, atores, diretores”, diz a diretora. “Isso aqui é, também, uma homenagem a ela”.

Bruno fala da alegria que é participar de um projeto que sempre teve como referência: “O ‘5 X Comédia’ foi montado por pessoas que fizeram a minha cabeça desde sempre. Quando Monique ligou eu topei mesmo sem saber o que era, porque trabalhar com ela já era desejo antigo.

Quando soube o que era, meus olhos brilharam. Dividir o palco com amigos queridos e parceiros de outros carnavais, trazendo de volta um espetáculo que marcou uma geração, e poder mostrá-lo para as novas gerações é um dos pontos mais charmosos da minha carreira até agora.” Destacando que é a primeira vez que os cinco se reúnem no teatro, Fabiula Nascimento continua: “A gente se admira artisticamente e na vida, por isso somos amigos há dez anos e o seremos por 20, 30, 40.

Debora Lamm, que se lembra de sair de uma sessão de 5 X Comédia no Canecão com as bochechas doendo de tanto rir, ressalta que a união entre os atores faz a força nesta nova versão, assim como no passado. “Nós também somos uma turma, já trabalhamos juntos diversas vezes e temos uma afinidade, que é justamente o que faz com que continuemos trabalhando juntos”, avalia. 

Unidos esteticamente pelo cenário de Daniela Thomas e Camila Schmidt, pela luz de Maneco Quinderé e pelo figurino de Cassio Brasil, os cinco quadros também dialogam no que trazem de mais atual. Temas e citações se repetem aqui e ali: o novo feminismo, a intolerância que borra os limites entre civilidade e barbárie e o desenho animado “Peppa Pig”, entre outros. 

Hamilton louva o fato de o espetáculo captar, ao mesmo tempo, um novo momento e uma nova maneira de produzir o riso – “Um riso com conteúdo, graça, que tenha o espírito de um povo, de uma idade” –, embora confesse que às vezes se perde entre uma ou outra referência mais recente. Para Monique, “é uma turma que busca alternativas, novos canais para existir, e é nesse encontro mais livre que surgem ideias surpreendentes, que apontam para um humor irreverente, antenado”.

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5X Comédia

Com Bruno Mazzeo, Debora Lamm, Fabiula Nascimento, Katiuscia Canoro e Lucio Mauro Filho

Teatro Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)

Duração 100 minutos

03 a 26/05

Sexta – 21h, Sábado – 19h e 21h, Domingo – 18h

$30/$60

Classificação 14 anos

GOTA D’ÁGUA {PRETA}

A peça Gota D’Água {PRETA}”, vista por quase cinco mil pessoas em duas temporadas, reestreia no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, em três apresentações especiaisdias 10, 11 e 12 de maio (sexta-feira e sábado, às 20h; e domingo, às 19h). Com direção do ator, diretor e dramaturgo Jé Oliveira, fundador do Coletivo Negro, a montagem mostra a versatilidade artística de transitar entre o Rap e a MPB. O Itaú Cultural apoiou a montagem da peça, cuja estreia ocorreu em fevereiro de 2019, no próprio Itaú Cultural, com casa lotada durante dois finais de semana.

Pela primeira vez com um elenco predominantemente negro, o espetáculo traz para a cena paulistana a realidade negra que perpassa a obra Gota D’Água” (1975), escrita por Chico Buarque e Paulo Pontes.

Inspirado na tragédia Medeia, de Eurípedes, Gota D’Água {PRETA}” traz como personagem principal Joana, mulher madura, sofrida, moradora de um conjunto habitacional. Jasão, seu ex-marido, é um jovem vigoroso, sambista que desponta para o sucesso com a composição da canção que dá nome à peça. Agora ele é noivo de Alma, filha de Creonte, corruptor por excelência e o detentor do poder econômico e das casas, a Vila do Meio-dia, local onde antes morou com Joana e os filhos. Se em Medeia” havia reis e feiticeiros, na tragédia brasileira Gota D’Água {PRETA}” há pobres e macumbeiros, além de um coro negro, em alusão ao grego.

De modo inédito na história do teatro brasileiro Joana, interpretada pela cantora e atriz Juçara Marçal (Metá Metá), e Jasão, vivido por Jé Oliveira, são negros. A escolha política-estética do diretor traz a força da musicalidade ancestral e a influência das religiões de matriz africana. “É como se estivéssemos realizando a coerência que a peça sempre pediu e até hoje não foi realizada”, destaca Jé Oliveira. “A personagem é pobre e é da umbanda. Tudo leva a crer, pelo contexto histórico, social e racial do país, que essa personagem é preta. Estamos realizando o que a peça insinua. Estamos de fato enegrecendo a obra de Chico Buarque e concretizando o que ele propõe.”.

A montagem não busca apenas uma reparação histórica para diminuir um hiato sobre a presença negra em papéis relevantes na dramaturgia nacional, mas, sobretudo, propõe uma re-atualização, com base na coerência, ainda não realizada por nenhuma montagem, do clássico drama brasiliano.

Estamos discutindo traição de classe e de raça”, diz Jé Oliveira, citando a metáfora da traição conjugal. “Ele troca Joana por uma mulher mais nova, então discutimos também o feminismo. Jasão também é preto e com ele debatemos a ascensão social e a legitimidade ética disso.

Para Juçara, Joana representa a mulher oprimida desde a formação do Brasil. O grito oprimido desta camada da sociedade. As relações humanas servem de pretexto para questionar essas posições sociais, como se cada um de representasse um lugar, um grupo. “Ela é a mulher que foi violentada, agredida. A pessoa sem voz que quer se vingar e não sabe como”, explica a atriz.

Quando o Jé resolveu montar Gota D’Água mais preta, a proposta foi trazer o universo da periferia para a cena. Com os acentos, não só os percussivos, mas os da cultura de periferia mesmo”, aponta o músico Fernando Alabê.

O sagrado também está presente na música. “Com pessoas da comunidade negra é natural que as religiões de matriz africana estejam presentes. Tem canto de candomblé, de umbanda e o jongo – dança de roda de origem africana com acompanhamento de tambores – serve de base. Tentamos trazer para a peça a maneira que o negro entende sua divindade”, realça Juçara.

O diretor musical William Guedes,  da Cia. do Tijolo, propôs uma instrumentação de saxofone somada à percussão, guitarra, violãocavaco e DJ. “Com isso, temos uma estrutura musical que desfolcloriza a musicalidade de periferia, a musicalidade negra, que é o cerne desta peça”, observa Alabê.

O cenário traz a representação da religiosidade afro-brasileira na concepção do artista Julio Dojczar, do coletivo casadalapa. Painéis simbolizando os Orixás e elementos de cena como a imagem de Ogum / São Jorge compõem o palco que remonta o período setentista em uma montagem que, assim como a encenação, busca a percepção do todo pela parte. As representações não são realistas mas induzem a criação imagética do espaço de cena.

Além de Jé Oliveira e Juçara Marçal, a montagem conta com a atriz, diretora e dançarina Aysha Nascimento (Coletivo Negro), a atriz e MC Dani Nega, a atriz e bailarina Marina Esteves, o ator Mateus Sousa, o ator, diretor e artista-educador Ícaro Rodrigues, o ator e diretor Rodrigo Mercadante (Cia do Tijolo) e o ator, dramaturgo e professor Salloma Salomão.

A música é executada ao vivo por DJ Tano (Záfrica Brasil) nas pick-ups, Fernando Alabê (percussão), Suka Figueiredo (saxofone), Gabriel Longuitano (guitarra, violão, cavaco e voz), Jé Oliveira (cavaco) e Salloma Salomão (flauta transversal). A luz é um projeto do light designer Camilo Bonfanti; o design de som é de Eder Bobb e Felipe Malta; os figurinos e a assistência de direção, de Eder Lopes; e a produção é de Janaína Grasso.

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Gota D’Água {PRETA}

Com Aysha Nascimento, Dani Nega, Ícaro Rodrigues, Jé Oliveira, Juçara Marçal, Marina Esteves, Mateus Sousa, Rodrigo Mercadante e Salloma Salomão

Auditório Ibirapuera – sala Oscar Niemeyer (Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana, São Paulo)

Duração 220 minutos

10 a 12/05

Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h

$30

Classificação 14 anos

9ª EDIÇÃO DO FESTU – FESTIVAL DE TEATRO UNIVERSITÁRIO

Os estudantes universitários de todo o país já podem se inscrever na 9ª edição do FESTU – Festival de Teatro Universitário. Até o dia 24 de maio, o evento recebe os projetos para participarem da Mostra de Espetáculos (peças longas) e da Mostra Nacional Competitiva (esquetes). As inscrições são gratuitas e podem feitas somente pelo site www.festu.com.br.  O resultado com os grupos selecionados será divulgado no site e nas redes sociais do FESTU, a partir do dia 5 de junho.

Este ano, o FESTU acontecerá entre 05 e 22 de setembro em diferentes espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro. Criado em 2010 pelo produtor Miguel Colker e pelo diretor e ator Felipe Cabral, o FESTU é uma verdadeira maratona teatral com montagens criadas por jovens da cena universitária nacional. Em oito edições, o festival recebeu cerca de 2.600 inscrições de grupos de todo Brasil. Desde então, o evento apresentou 200 esquetes e 32 espetáculos, tendo patrocinado 11 peças e premiado 73 categorias.

De esquetes a espetáculos, passando por gêneros como drama, musical, teatro-dança, palhaçaria e experimental, o FESTU promove uma intensa troca entre as escolas e universidades de artes cênicas de todo o país e revela novos talentos. A cada edição, um novo júri é formado para julgar os projetos em competição. Já passaram 74 profissionais de artes cênicas pelo júri do FESTU. Entre eles, estão nomes como Marília Pêra, Cássia Kis Magro, João Falcão, José Wilker, Otávio Augusto, Debora Lamm, Renata Mizrahi, Pedro Kosovski, Tonico Pereira, Gregório Duvivier, Deborah Colker, Lilia Cabral, Milton Gonçalves, Catarina Abdalla, Karina Ramil, Johnny Massaro, Leopoldo Pacheco e Caio Paduan.

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UM DIVERTIDO PASSEIO NO MUNDO DA DISLEXIA

Espetáculo divertido e ideal para professores, educadores e pessoas da área da Saúde bem como para pessoas que se interessem pelo assunto.
Um Divertido Passeio pelo Mundo da Dislexia é uma peça para adultos e crianças de todas as idades. Neste espetáculo, a diversão e o aprendizado caminham juntos.
A peça conta a história de Pedrinho, um menino tímido e introspectivo, que acalenta o sonho de tornar-se um grande dançarino, porém, por sofrer de dislexia enfrenta rejeição e incompreensão das pessoas com as quais convive, por conta de sua dificuldade com a leitura e a escrita. Faz amizade com os personagens “Betinho Valente” e “Guto Simpatia”, dois bonecos encantadores que o levam para salvar o Mundo da Dislexia.
A peça aborda ainda grandes celebridades que mesmo sendo disléxicos  venceram em suas áreas e passam uma mensagem super positiva para todos – disléxicos ou não.
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Um Divertido Passeio pelo Mundo da Dislexia
Com Ricardo Mondenezzi, Rita Lopes, Jadson Sanjes, Dayane Abreu e Sandra Andreoti.
Teatro Santo Agostinho (R. Apeninos, 118 – Liberdade, São Paulo)
Duração não informada
27/04
Sábado – 16h
$50
Classificação Livre