SUNSET BOULEVARD

Os primeiros nomes da produção nacional do musical “Sunset Boulevard” foram divulgados hoje – Marisa Orth e Daniel Boaventura.

Marisa interpretará a estrela dos tempos do cinema mudo, Norma Desmond, que vive  do seu passado, na sua decadente mansão na famosa rua de Los Angeles (Sunset Boulevard); e Daniel, será Max von Mayerling, o sombrio mordomo de Norma.

Com isso, além do restante do elenco, fica faltando a divulgação do nome do ator que interpretará a terceira parte do triângulo amoroso, o do jovem roteirista Joe Gillis, que acidentalmente cruza o caminho da ex-Diva das telas.

“Sunset Boulevard” é a mais nova coprodução da empresária e produtora Stephanie Mayorkis, da EGG Entretenimento e da IMM Esporte e Entretenimento (‘My Fair Lady’, ‘Cantando na Chuva’ e ‘A Pequena Sereia’).  A estreia está prevista para março de 2019 no Teatro Santander. A direção é de Fred Hanson, a direção musical de Carlos Bauzys e a coreografia de Kátia Barros.

Marisa e Daniel já se encontraram no palco antes. No musical “A Família Addams“, em 2012, interpretaram o casal de protagonistas, Morticia e Gomez Addams.

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créditos fotos – Francisco Cepeda (AgNews) / divulgação

UMA NOVA GERAÇÃO DE ATORES

Pelos próximos meses, o país receberá produções musicais, onde, ao invés dos adultos, as crianças é que serão os astros principais. Títulos como “A Megera Domada – o Musical“, “Annie, o Musical“, “Billy Elliot” e “School of Rock” vão invadir os palcos. Nelas, atores de 6 a 16 anos darão  vida aos personagens principais das produções.

Este aumento no número de musicais só é possível porque as crianças estão se preparando cada vez mais cedo. Isto se reflete no aumento do número de cursos voltados para o Teatro Musical para elas. Iguais aos colegas de trabalho adultos, além de aprenderem atuar, também aprendem a dançar vários ritmos e a se desenvolverem na arte do canto.

Para sabermos quem são estes novos astros do Teatro Musical, conversamos com quatro deles que já conhecem muito bem como é a vida no palco. Encontramo-nos numa tarde, durante um final de semana, com Ana Clara Martins (12) (“Megera Domada, o Musical”, “Um Sonho de Natal”, “Annie, o Musical”), Helô Aquino (14) (“Megera Domada, o Musical”, “Annie, o Musical”), Manuela Costa (11) (“As Aventuras de Poliana”, “Carinha de Anjo”, “Megera Domada, o Musical”, “Annie, o Musical”) e Pedro Braga (15) (“Megera Domada, o Musical”, “Ritmos da Broadway”).

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Pedro Braga, Ana Clara Martins, Helô Aquino e Manuela Costa

A conversa teve que ser cronometrada, afinal, a agenda deles é corrida. O dia a dia precisaria ter mais de 24 horas, afinal além dos estudos do colégio – e os trabalhos para casa – ainda têm cursos de canto, dança, atuação,… Isto se não estiverem em cartaz.

Mas vamos começar do começo, sabendo como foi que eles resolveram entrar nesta área.

Ana Clara Martins: “Desde pequena, eu sempre gostei de cantar. Na escola, entrei no Clube de Teatro, onde pude participar de algumas montagens. Ouvia elogios e foi então que resolvi me aprofundar nos estudos.

Helô Aquino: “Eu assistia a novela ‘Carrossel’. Eu queria fazer igual ao que eles faziam. Pedi para minha mãe me levar e matricular numa escola. Lá, pude ver várias montagens de musicais”.

Manuela Costa: “Comecei cedo indo ao teatro. Adorei ficar olhando os atores, em como eles atuavam. Daí ficava me olhando no espelho, falando textos. Até que pedi para minha mãe me matricular em uma escola”.

Pedro Braga: Na minha escola, a professora de artes fazia peças de teatro. O que começou como brincadeira, virou algo que realmente gosto de fazer. Foi quando resolvi estudar numa escola voltada para Teatro Musical.

Algo em comum a todos, que percebemos, foi que o ‘brincar-teatro‘ surgiu no colégio, nas aulas de Artes. Uma disciplina que há tempos, em grandes partes das escolas, servia apenas para cumprir a carga horária (tanto que de acordo com as reformas propostas para o Ensino, há a possibilidade de ser excluída), mas que na vida dos quatro foi algo decisivo para a escolha de serem atores.

CARMEN (3)Mesmo já trabalhando, em primeiro lugar vem o colégio. Como dissemos, para conseguirem dar conta de todas as atividades, e não esquecerem nada, a agenda precisa ser observada, até para poder terem um tempo para brincar, afinal, não podemos esquecer que são crianças.

Ana Clara Martins: “Para mim é um pouco mais difícil, porque estudo em período integral, até as 15h10. Depois tenho aula de piano, canto e teatro também, quando não estou trabalhando em alguma peça.

Helô Aquino: “Também estudo de manhã. A tarde varia. Faço inglês, curso de teatro, xadrez no próprio colégio. E vou começar a fazer balé.

Manuela Costa: “Escola em primeiro lugar. Afinal, tem muita coisa para eu saber antes de me tornar uma boa atriz. Estudo pela manhã, e a tarde, tenho aulas de teatro, balé, canto, dança, jazz, sapateado. Tenho que dividir bem o horário para ter tempo para a escola e o teatro”.

Pedro Braga: “A escola é fundamental. Termina a aula, chego em casa e almoço, depois tenho que sair correndo para os cursos – teatro musical e atuação. As vezes, só chego em casa pelas 22 horas, e tenho que dormir, porque no dia seguinte, acordo cedo. Agora, por causa destes novos títulos, vou retomar os estudos de bateria”.

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E como atores que são, há o momento do reconhecimento, o dos aplausos. Algo comum a todos é receberem a visita de colegas, professores e familiares na plateia, para poderem assisti-los. Depois, no saguão, é o ‘momento de tietagem’, onde ficam sabendo dos conhecidos, o que mais gostaram; além de tirarem fotos com o público e assinarem os programas dos musicais.

Só que para estar onde estão, há que passar pelo momento que deixa até atores experientes preocupados – o das audições. Mas iguais aos adultos, eles se preparam com antecedência, através dos cursos. Quando o título da próxima montagem é divulgado, eles começam a pesquisar, vêem o musical pelo youtube, estudam os personagens que desejam audicionar, além de solicitarem aquele auxílio extra para os professores de canto e interpretação. “Eu, às vezes, até escrevo as minibiografias dos personagens que eu quero fazer, para melhor entendê-los“, disse Ana Clara. O nervosismo existe, improvisos acontecem, mas “se você estudou e ensaiou muito, você pode confiar em si próprio e ficar mais tranquilo. Afinal, isso é uma brincadeira e temos que nos divertir, primeiramente“, conclui Pedro.

Chegando ao final da conversa, resolvemos perguntar o que era ser ator para eles. As respostas que nos deram, impressionaram pela maturidade, e por saberem o que os esperam. Vêm o Teatro como algo diferente, que fez com que o buscasse por isso. Sabem que há, e haverá, dificuldades. O aprendizado será contínuo. Que para serem bons atores, precisam ter disciplina, talento, coragem e técnica. Mas que principalmente, que gostam do que estão fazendo, pois é algo para vida. E para arrematar, o ator é uma eterna criança, que a cada dia pode brincar de alguma coisa.

PEQUENA LADAINHA ANTI–DRAMÁTICA PARA A REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DOS CATEDRÁTICOS DO INSTITUTO FEITOSA BULHÕES A EXCELÊNCIA DO ENSINO EM MAIS DE CINCO DÉCADAS DE FUNCIONAMENTO

O espetáculo se inicia com três senhoras, que são membros titulares do corpo administrativo do Instituto Feitosa Bulhões, em um encontro de emergência com o professor Adalberto Prachedes, que acaba de ser acusado formalmente pela secretaria de educação do município, por comportamento inadequado em sala de aula. Seu erro, aparentemente, fora tamborilar os dedos inadvertidamente nas costas da aluna Ludmilla Stefanno em uma inspeção de rotina durante uma prova semestral.

A Dra Neusa, a diretora do Instituto Feitosa Bulhões, Dona Soraia,  secretária pedagógica e Dona Eneida, auxiliar para assuntos administrativos, se reúnem ao redor da grande mesa com o referido acusado para tratar das razões que levaram a situação àquele limite.

O ponto de partida é a incapacidade de fugirmos às repetições como princípio das investidas humanas. Palavras e gestos encrencam mutuamente numa espiral de células rítmicas e sonoras bastante emblemáticas de uma encruzilhada que é típica do nosso tempo: a velocidade da informação em parceria com uma sensação de vazio gerada justamente pelo aceleramento do tempo e do espaço”, descreve Chico Carvalho.

Como resultado, as ideias também naufragam. É um cenário Beckettiano com pitadas de Kafka e Thomas Bernhard, todos poetas que escancaram a difícil tarefa que é movimentar-se em um contexto pegajoso de regras, burocracias, retóricas e asfixiamentos variados.

Sobre a encenação

O cenário da ação, criado por Júlia Armentano e Maíra Benedetto, é, essencialmente, uma grande mesa, objeto que, já de início, nos incita à tarefa de tagarelar em parceria com outros, todos devidamente sentados em cadeiras igualmente aprisionadoras de qualquer espírito adepto de alguma liberdade.  A luz e o som, ao invés de pontuar ou sublinhar o que as palavras dos atores ecoam, agem como interferências decisivas no andamento dos diálogos, ora direcionando a ação para determinado lado, ora interrompendo o fluxo ininterrupto de verbos trocados.

Os figurinos de Marichilene Artisevskis sugerem um atraso no tempo, uma sensação de emboloramento da vida que insiste em tropeçar e nunca empreender avanço. Se houvesse uma cor que tingisse uma película entre palco e plateia, seria a sépia. Há qualquer coisa de cansaço misturado ao desejo de resolver os problemas apresentados pelo mundo.

A contradição é justamente essa: de um lado um tédio monumental, do outro uma prontidão absoluta para dançar a música.

A tentativa de comunicação com a plateia é uma empreitada de semelhante ousadia, afinal de contas, nessa altura do campeonato, será que há alguma coisa importante a ser transmitida ou compartilhada? Qual é o papel do teatro dentro desse contexto premente de esquizofrenias? O palco aparece não como solução de nada, senão como espelho do gigantesco descompasso rítmico a que chegamos, seja para impedir-nos de organizar ideias, ou mesmo para fazer delas uma chama potente de algo ainda sem direção definida.” Completa o diretor.

Voltado para um público a partir de 12 anos, o espetáculo Pequena Ladainha Anti-Dramática para a reunião de emergência dos catedráticos do Instituto Feitosa Bulhões, a excelência do ensino em mais de cinco décadas de funcionamento dialoga com todos os interessados independente de gênero, classe social, perfil cultural, formação e hábitos.

SINOPSE

O corpo administrativo do Instituto Feitosa Bulhões convoca um encontro de emergência com o professor Adalberto Prachedes que acaba de ser acusado formalmente pela Secretaria de Ensino do município por comportamento inadequado em sala de aula. Seu erro, aparentemente, fora tamborilar os dedos inadvertidamente nas costas da aluna Ludmilla Stefanno durante uma inspeção de rotina durante uma prova semestral.  Dra Neusa, diretora do Educandário Feitosa Bulhões, Dona Soraia, secretária pedagógica e Dona Eneida, auxiliar para assuntos administrativos, se reúnem ao redor da grande mesa com o referido acusado para tratar das razões que levaram a situação daquele limite.

CARMEN (6)

PEQUENA LADAINHA ANTI–DRAMÁTICA PARA A REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DOS CATEDRÁTICOS DO INSTITUTO FEITOSA BULHÕES A EXCELÊNCIA DO ENSINO EM MAIS DE CINCO DÉCADAS DE FUNCIONAMENTO

Com Ana Junqueira, André Hendges, Dani Theller e Sarah Moreira

Sesc Pompéia – Espaço Cênico (R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo)

Duração 60 minutos

13/09 até 06/10

Quinta, Sexta, Sábado – 21h3, Domingo e Feriado – 18h30

$20

Classificação 16 anos

COMUM

Após enorme sucesso de público na temporada de estreia em Perus e no Teatro de Contêiner Mungunzá, o Grupo Pandora de Teatro realiza temporada de seu mais novo espetáculo na sede da Companhia do Feijão, que fica no bairro República, região central de São Paulo. A temporada na sede da Companhia do Feijão acontece de 03 a 26 de setembro, com apresentações às segundas e quartas-feiras, sempre às 20h00.

O espetáculo COMUM, que tem como eixo norteador o período ditatorial brasileiro e a descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco em 1990, local que fica a cerca de 2 quilômetros da sede do grupo em Perus – a Ocupação Artística Canhoba. Uma vala comum com mais de mil ossadas, onde foram identificados desaparecidos políticos e cidadãos mortos pela violência da ditadura militar.

A revelação da existência de uma vala clandestina dentro de um cemitério oficial, desencadeou um processo de busca da verdade sem precedentes no país. A vala comum do Cemitério Dom Bosco foi apresentada ao mundo como um dos muitos crimes cometidos pelo regime surgido com o golpe de estado de 1964, e trouxe a crueldade da ditadura militar à tona no começo dos anos 1990. Até ali, o desaparecimento de pessoas, os falsos tiroteios e atropelamentos, as marcas de tortura e dores da perda, pertenciam apenas ao universo dos familiares, sobreviventes e amigos.

O espetáculo é formado por fragmentos de três histórias que se relacionam e se complementam. A primeira se passa no final dos anos 80, quando um jovem precisa passar por diversos obstáculos e conflitos para descobrir a verdade sobre o desaparecimento de seus pais, envolvidos com atividades de movimentos revolucionários na época da ditadura militar.

A segunda, inspirada nos coveiros da peça Hamlet de William Shakespeare, se passa nos anos 70 e retrata de forma cômica o universo de dois coveiros que recebem uma estranha tarefa: cavar uma vala enorme, de tamanho desproporcional.

A terceira é a historia de Beatriz Portinari e seu namorado, Carlos. O casal é retratado desde o primeiro encontro, as atividades politicas na faculdade em pleno período da ditadura militar, até a transformação desta garota comum em uma integrante do Movimento Estudantil. Seus ideais, contradições, sua prisão e o nascimento de seu filho.

A temporada de estreia de COMUM faz parte das ações do projeto contemplado na 30ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. Em Julho, o grupo estreou o espetáculo na Ocupação Artística Canhoba, realizou uma temporada em Agosto no Teatro de Contêiner Mungunzá. Agora o grupo ocupa o Espaço da Companhia do Feijão, no Bairro República e convida o público para participar das apresentações que acontecem às segundas e quartas-feiras de setembro.

Em 2018 o Grupo Pandora de Teatro comemora 14 anos de um trabalho contínuo de pesquisa e criação teatral no bairro de Perus, fortalecendo parcerias com polos culturais, artistas da região e com a própria população.

Compõe seu repertório também o espetáculo “Relicário de Concreto” (2013) inspirado nas memórias dos trabalhadores da Fábrica de Cimento Portland Perus e naGreve dos Queixadas, que ocorreu na Fábrica e durou sete anos. Além de ter lançado um livro chamado “Efêmero Concreto – Trajetória do Grupo Pandora de Teatro” organizado por Thalita Duarte e Lucas Vitorino, que destaca as ações do grupo fomentando a cultura no bairro e atuando em prol da revitalização da Fábrica de Cimento Portland Perus.

Sinopse: Inspirado na descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco no bairro de Perus em 1990. Um jovem em busca de informações sobre o desaparecimento de seus pais, dois coveiros envolvidos com a criação da vala e uma estudante que se aproxima do ativismo político. 1970/1990 épocas distintas se entrelaçam e evidenciam causas e consequências.

CARMEN (5)

Comum

Com Filipe Pereira, Rodolfo Vetore, Rodrigo Vicente, Thalita Duarte e Wellington Candido

Espaço Companhia do Feijão (Rua Dr. Teodoro Baima, 68 – República, São Paulo)

Duração 100 minutos

03 a 26/09

Segunda e Quarta – 20h

Pague quanto puder

Classificação 12 anos

1 MILHÃO DE ANOS EM 1 HORA

Sucesso de público e crítica especializada, volta a São Paulo o espetáculo 1  Milhão de  Anos em 1 Hora.  Estrelado por Bruno Motta, ator e produtor da primeira montagem fora dos Estados Unidos, a comédia, deColin Quinn e Jerry Seinfeld,  foi sucesso na Broadway e chega ao Brasil com versão assinada por Marcelo Adnet. A direção é de Cláudio Torres.

O trio criativo se reuniu para mudar o ângulo do projeto original (dos Estados Unidos para o Brasil), mas sem mudar sua essência: a observação incisiva e os comentários afiados sobre impérios caídos e vigentes. De Sócrates ao Big Brother, da idade da pedra ao Facebook, o espetáculo foi considerado “Hilário e Imortal” pelo New York Times e “Afiado e de vanguarda” pela revista Time.

Bruna Motta esta em cena em ritmo alucinante. São 15 quadros que vão desde a era das cavernas ao facebook, onde vários personagens, sotaques e regiões são apresentados nesta comédia que viaja pelo mundo e pelo tempo.

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Projeto Diário Semanal

Bruno Motta é reconhecido por seu talento em aliar humor e crítica. É um dos responsáveis pela criação de programas como o Furo MTV e mais de 30 milhões de acessos em seus vídeos de stand up comedy no canal Youtube.

Ele acaba de estrear o Diário Semanal, projeto inédito na internet que traz uma deliciosa mistura entre notícia, humor e sátira.

Daí o nome, uma piada entre ser Diário ou Semanal. O programa na íntegra está disponível no Youtube, todas as terças e quintas e ao meio dia no canal que leva o nome do humorista, e pílulas diárias são reproduzidas no facebook e no twitter. Há ainda uma versão em podcast, distribuída semanalmente nas principais plataformas dessa mídia.

A equipe

A equipe do programa conta com nomes como Claudio Torres Gonzaga, nome que já assinou os programasSai de Baixo e A Grande Família, na Globo,  e ainda está por trás de sucessos atuais como Os Parças, no cinema, e Dra Darci, no Multishow, e ainda convidados como Igor Guimarães (o Boneco Josias, fênomeno do Pânico), Paulo Vieira (do Programa do Porchat) e Murilo Couto (do The Noite, com Danilo Gentili).

1 Milhao de Anos em 1 Hora

Com Bruno Motta

Teatro Fernando Torres (Rua Padre Estevão Pernet, 588 – Tatuapé, São Paulo)

Duração 60 minutos

21/09 até 18/11

Sexta – 21h30, Sábado, 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 12 anos

REFÚGIO

Sem nenhum motivo aparente pessoas começam a ir embora, sem explicações. Parecem ter sido sequestradas ou mortas, mas nada é muito claro. Uma mulher procura entender o que está acontecendo, seu marido a acompanha nesta busca. O mundo ao redor deles caminha para uma completa desestruturação, e ela mergulha cada vez mais em uma angústia sem solução onde o suspense é cada vez mais crescente.

O clima de mistério permeia o espetáculo Refúgio, de Alexandre Dal Farra, que volta em cartaz para temporada de 12 de setembro a 3 de outubro,  no Teatro Sérgio Cardoso. As sessões acontecem às terças e quartas, às 19h30. No elenco estão Marat DecartesFabiana GugliAndre Capuano Carla Zanini e Clayton Mariano.

Na trama, nada se explica completamente. A linguagem lacunar das personagens não se deve às suas características psicológicas, mas sim a uma indefinição objetiva da própria realidade. A peça flerta com o ambiente do Cinema Noir de diretores como Alfred Hitchcock e com o Teatro do Absurdo de Samuel Beckett. “Se existiu um teatro do pós-guerra, que tentava dar conta da experiência catastrófica da guerra, aqui é como se estivéssemos olhando para a possibilidade de um conflito iminente, como um ‘teatro pré-guerra’. O texto fala de um mundo que se acabou, de um momento histórico em que a esperança de um capitalismo com face humana caiu por terra”, comenta Dal Farra.

A ideia é explorar em cena duas concepções diferentes de refúgio para discutir a desestruturação simbólica do cotidiano. “Tratamos da ambiguidade entre dois sentidos da palavra refúgio: uma opção de fuga de um lugar em que não se quer/pode ficar ou como um espaço em que se fica para fugir de uma situação. É por causa desse sentido amplo que o refúgio se dá em um ambiente aparentemente cotidiano. Não se trata de uma guerra ou algo destrutivo, mas sim de uma espécie de desagregação sutil da estrutura do próprio cotidiano”, explica o autor.

Para criar esse ambiente, a iluminação e a cenografia transmitem ao espectador uma sensação de espera em um lugar entre dois mundos. “Essa casa vai diminuindo até chegar a prensar as personagens até que eles quase não caibam ali. A música também ajuda a reproduzir essa sensação de crescente claustrofobia. Os figurinos sugerem certa violência e um ambiente belicoso de maneira sutil e algo subterrânea, que tensiona as características reais das personagens, dando sinal da tensão que sustenta a peça como um todo”, acrescenta.

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Refúgio

Com Fabiana Gugli, Marat Descartes André Capuano, Carla Zanini e Clayton Mariano

Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Magno (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 75 minutos

12/09 até 03/10

Terça e Quarta – 19h30

$50

Classificação 14 anos

A GAIOLA

A bem-sucedida adaptação teatral do livro infantojuvenil A Gaiola, de Adriana Falcão, que foi indicada pela obra ao Prêmio Jabuti de Literatura em 2014 volta a São Paulo para uma temporada no Teatro Vivo, de 8 a 30 de setembro, com apresentações aos sábados e domingos, às 15h. Dirigido por Duda Maia, o espetáculo ganhou cinco troféus no 5º Prêmio Botequim Cultural e sete no 3º Prêmio CBTIJ.

Trata-se de uma peça que conta uma história de amor e separação entre uma menina (Carol Futuro) e um passarinho (Pablo Áscoli) que cai ferido na varanda de sua casa. Ela passa a cuidar do passarinho e eles se apaixonam. Quando chega a hora da despedida, ele mesmo pede para que ela o prenda em uma gaiola. Certo dia, a menina flagra o pássaro encantado com a beleza do dia lá fora e uma crise se instaura entre os dois.

A tentativa de aprisionar o amor é inútil e os dois chegam a uma importante conclusão. “É uma história que aborda temas delicados, mas fala também de reinvenção e novas possibilidades, de uma forma lúdica, carregada de humor e lirismo”, define a autora.

A Gaiola é um espetáculo que provoca sensações, onda cada um, independente da idade e experiência de vida, se identificam, por isso eu costumo dizer que é um espetáculo para a família”, afirma a diretora. A encenação de Duda Maia mistura teatro, dança, música, canto e contação de história. Ela criou uma partitura coreográfica que costura toda a encenação, exigindo um intenso trabalho físico dos atores. Eles também interpretam as seis canções originais, cujas letras são assinadas por Eduardo Rios sendo uma delas, um trecho do livro escrito pelo autora. Os arranjos foram compostos pelo premiado diretor musical Ricco Viana. Este também é responsável pelos temas instrumentais que permeiam praticamente todo o espetáculo.

Criada pelo artista plástico João Modé, a cenografia é uma instalação artística formada por um banco comprido e um trapézio, que servem para dividir o espaço cênico entre terra e céu, espaço do sonho e espaço da realidade, e uma grande caixa, que se transforma na gaiola.  Já a luz de Renato Machado foi pensada para recortar as cenas e acentuar os diversos climas do espetáculo, e os figurinos de Flavio Souza remetem ao universo dos cartoons, com cores e muitos detalhes, trazendo contudo uma estética moderna.

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A Gaiola

Com Carol Futuro e Pablo Áscoli

Teatro VIVO (Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi, São Paulo)

Duração 50 minutos

08 a 30/09

Sábado e Domingo – 15h

$40

Classificação Livre