DEPÓSITO

Cia. Palhadiaço estreia o espetáculo Depósito no dia 14 de março (sábado, às 15h30) na Praça do Forró, em São Miguel Paulista. Explorando a linguagem da palhaçaria moderna, a montagem fala de um tempo no qual a arte se tornou um vírus e a pessoas infectadas, de nariz vermelho, são isoladas em um depósito de artistas.

Com criação coletiva, dramaturgia de Matheus Barreto e direção de Rani Guerra, o espetáculo investiga uma vertente, denominada pelo grupo de “palhaçaria periférica”, que cria diálogos com a cidade, suas periferias, seus artistas marginalizados e suas excelências artísticas, subversivas e resistentes. O artifício do trabalho é a comicidade. O texto de Depósito surgiu de um processo de pesquisa, no qual os integrantes foram para as ruas do Itaim Paulista em busca de uma narrativa, imersos em improvisos, jogos e entrevistas com habitantes em feiras, mercados e praças, questionando-os sobre como seria para eles se a arte fosse uma expressão proibida.

No enredo, o vírus da arte causa uma doença com muitos sintomas e, em quadros mais graves, o paciente fica com o nariz vermelho. Para deter essa infestação um estado totalmente desarticulado é instituído com medidas severas em busca de aniquilar a existência artística: os donos do poder constroem depósitos para isolar as pessoas infectadas, chamadas de “artistas”. A montagem da Cia. Palhadiaço reflete sobre essa ‘epidemia’: haverá cura?

Os palhaços Terrô (Matheus Barreto), Disgraça (Jhuann Scharrye), Miséria (Priscyla Klepscke) e Catástrofe (Rogério Nascimento) são os quatro últimos artistas restantes no Itaim Paulista e são confinados. “Na cena, somos os que restaram, somos todos iguais, sem um líder, mas organizados”, explicam os atores. O nascimento de uma criança com o principal sintoma da doença, o nariz vermelho, acelera a necessidade de erradicar a síndrome. Ativistas protestam contra a ação. E a poção de cura é então sabotada pela criança que adultera o líquido com sua própria fralda. Quando ingerido por Miséria, Terrô e Disgraça, o efeito é invertido, provocando uma epifania artística.

O grupo, cujos integrantes são oriundos de escola de palhaços em busca de uma identidade periférica, explora os trejeitos do corpo em relação ao espaço valendo-se de uma dramaturgia circense onde gags, malabares, equilibrismo e acrobacias estão a favor da cena. Depósito é um espetáculo lúdico-musical-reflexivo, no qual a diversão é artifício para refletir sobre identidade cultural, arte e relações de autoridade. A música também desempenha papel fundamental com paródias, releituras e composições originais, entre as quais um rap, que traz uma hilária batalha de palhaços.

A partir da visão dos moradores sobre o artista e o papel da arte na sociedade, o enredo traz um fábula, uma distopia desarticulada, onde o artista e suas manifestações culturais se tornaram obsoletos. “Toda a forma de expressão desorganizada é perigosa e nada funcional. É neste contexto que se insere o palhaço, o ser sem órgãos, que não se organiza, não tem nenhuma valia ao desenvolvimento social, não só olha para o seu desacerto, ao contrário, coloca uma lupa sobre ele”, explicam os atores. Depósito mostra esse palhaço que evidencia o desfuncionamento e gargalha do mesmo. “Assim como o palhaço, muitas formas artísticas à margem, na beira, na periferia, podem ser tão profundas, ou até mais que aquelas realizadas em pontos mais centrais da cidade”, finalizam.

No dia 18 de abril, a Companhia Palhadiaço ministra oficina – A lógica do Ilógico – que aborda o jogo cômico, a investigação sobre as possibilidades do corpo e as lógicas do palhaço com seu olhar sobre a periferia.

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Depósito

Com Cia. Palhadiaço – Jhuann Scharrye, Matheus Barreto, Priscyla Klepscke e Rogério Nascimento

Duração 60 minutos

14 a 22/03

Grátis

Classificação Livre

Apresentações

14/03 – sábado 15h30 – Praça do Forró (Praça Padre Aleixo, S/N – São Miguel Paulista)

15/03 – domingo 11h30 – Praça Coroinhas (Rua Jandira dos Santos – Parque Residencial D’Abril)

19/03 – quinta 10h – Casa de Cultura São Rafael (Rua Quaresma Delgado, 354 – Jardim Vera Cruz)

20/03 – sexta 10h – Casa de Cultura Itaim Paulista (Rua Monte Camberela, 490 – Vila Silva Teles)

22/03 – domingo 11h30 – Parque Ecológico Chico Mendes (Rua Cembira, 1201 – Vila Curuçá)

Oficina de Comicidade – Tema: A lógica do Ilógico

Casa de Cultura Itaim Paulista (Rua Monte Camberela, 490 – Vila Silva Teles)

18/04

Sábado – 09h30 às 12h30

Grátis

Classificação 12 anos

ELIZABETH COSTELLO

Elizabeth Costello é um projeto teatral idealizado pela atriz Lavínia Pannunzio, que resultou no espetáculo com dramaturgia e direção do ator Leonardo Ventura, sobre a obra homônima do laureado escritor sul-africano J.M Coetzee, considerado um dos principais escritores de língua inglesa. Com o trabalho em andamento desde o início de 2018, a peça estreou em 22 de janeiro no TUSP – Teatro da USP. Agora, a partir de 29 de fevereiro, inicia a segunda temporada de um mês, somente com sessões aos sábados e domingos.

Uma velha escritora vive entre gatos em uma aldeia do interior. Enquanto faz uma profunda reflexão diante de um gravador, cria uma narrativa de ficção onde a personagem Elizabeth Costello, deve fazer declarações de crença diante de uma banca de juízes para passar por um misterioso portão. Diante das questões “No que creio? Por quê creio?”, Elizabeth Costello recorre à sua luta mais cara, a dos direitos dos animais para respondê-las. No entanto, sente-se inadequada com a recepção de suas ideias por parte da banca de seus ávidos juízes. Para encontrar uma maneira de falar que traga iluminação e não divisão, Elizabeth recorre à outros temas como: a filosofia e os animais; a poesia e os animais; o mal sob a ótica de  um estupro que sofre ainda jovem; a análise crítica da lógica cristã em um potente embate com sua irmã na África; a empatia gestada pela sua perspectiva humanista, entre outros. Estes temas, ainda que não revertam sua condição inadequada, acabam por levar a escritora a um culminante contato com forças míticas ontológicas e primordiais de existência, revelando suas crenças sobretudo no que é real no âmbito da natureza.

Elizabeth Costello é um espetáculo que apresenta três planos temporais, resultantes do hibridismo narrativo presente na obra original e pautado, sobretudo, pelo trabalho da atriz na construção das diferentes narrativas e facetas da personagem.

Sobre a Dramaturgia por Leonardo Ventura

Elizabeth Costello, de J.M. Coetzee é dividido em oito “lições”, de escrita densa, com múltiplas camadas, referências literárias, filosóficas e com trânsito por diversos gêneros; além da presença de um narrador flutuante que assume diferentes perspectivas. Diante desta abrangência, nosso processo instaurou-se suprimindo toda matéria de reflexão literária, deixando emergir ações, circunstâncias, fortes imagens e sobretudo, o ponto de vista prismático da personagem.

Observamos que a questão do Mal era recorrente na narrativa, notadamente nas lições acerca da temática dos animais, do holocausto e do cristianismo: o mal como consequência dos desvios de processos civilizatórios; essas narrativas configuram a primeira metade da nossa peça.

Na lição a respeito das humanidades na África, o autor apresenta a cultura do Renascimento como uma possível via de conciliação civilizatória, tema que foi inserido no início da segunda parte da peça, e que abriu espaço para o retorno da personagem ao ambiente mítico presente nas últimas lições. Este retorno encerra o desfecho da nossa dramaturgia: o contato da personagem com os elementos e com as forças primordiais como sua proposta de civilidade.

Entretanto, precisávamos de uma ação geral como receptáculo dessa trajetória, que encontramos na última lição: uma mulher escrevendo uma declaração de crença diante de uma banca de juízes para atravessar um misterioso portão; cada narrativa escolhida tornou-se então, uma das declarações que Elizabeth escreve aos juízes. Por fim, o conto “A mulher e os gatos” (onde a personagem encontra-se exilada, metaforicamente para além deste portão), foi inserido, estabelecendo o tempo presente da ação geral dramatúrgica e a condição concreta da personagem: uma mulher, num lugar longínquo, ficciona esta personagem e estas narrativas diante de um portão.

Sobre a Encenação

A encenação parte da lógica da dramaturgia, onde se têm três planos da personagem: a escritora exilada, velha, fazendo uma reflexão profunda diante de um gravador (já que não escreve mais) e criando uma narrativa de ficção que resulta na segunda Elizabeth Costello; esta, ficcionada, deve fazer uma declaração de crença diante de uma banca de juízes para passar por um misterioso portão. Estas declarações geram o terceiro plano, o de ações e circunstâncias desta personagem criada, como por exemplo, a narração de um estupro que sofre ainda jovem; a análise crítica da lógica cristã em um potente embate com sua irmã na África; a empatia gestada pela sua potente perspectiva humanista, revelada pela sua relação com seres muito diversos e o culminante contato com os mitos gregos e as forças primordiais de existência. Com os três planos em cena convencionou-se uma tradução em ação dos desdobramentos das narrativas que o autor propõe no material original. O cenário, a luz e o som ajudarão na definição destes diferentes planos, entretanto, a encenação é ancorada, sobretudo, no trabalho da atriz.

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Elizabeth Costello

Com Lavínia Pannunzio

TUSP – Teatro da USP (R. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 70 minutos

29/02 a 29/03

Sábado – 21h, Domingo – 20h

$30

Classificação 16 anos

MOSTRA DE REPERTÓRIO CIA. MUNGUNZÁ DE TEATRO

Durante o mês de março a Cia Mungunzá de Teatro apresenta sua mostra de repertório com os cinco espetáculos do grupo no Teatro João Caetano. Com ingressos gratuitos, a mostra começa com Epidemia Prata – dias 6, 7 e 8 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h. Recentemente apresentado no Festival Internacional de Teatro de Kerala, na Índia, o espetáculo, que tem direção de Georgette Fadel, é uma costura entre duas linhas narrativas: a visão pessoal dos atores sobre os personagens reais que conheceram em sua atual residência no Teatro de Contêiner – Centro de São Paulo, e o mito da medusa, que transforma pessoas em estátuas.

Na sequência serão apresentados os espetáculos Luis Antonio – Gabriela (de 13 a 15 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h), Por que a Criança Cozinha na Polenta? (de 20 a 22 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h), Poema Suspenso para uma Cidade em Queda (de 27 a 29 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h). O infantil Era uma Era faz apresentações dias 28 e 29 de março, sábado e domingo, às 16 horas.

Epidemia Prata (2018) é uma pequena gira teatral. Dura. Sólida. Nessa gira, a poesia é como um rato, deve se espremer pelos cantos para superar um céu de metal. Repleto de imagens e predominantemente performático e sinestésico, o universo prata, no espetáculo, assume uma infinidade de conotações que vão desconstruindo personagens estigmatizados pela sociedade e compartilhando a sensação de petrificação diante de tudo.

Apesar de levar à cena o endurecimento do ser humano e o fim da sutileza e da comunicação, Epidemia Prata, com texto autoral e supervisão dramatúrgica de Verônica Gentilin, não tem o objetivo de ser um espetáculo de denúncia e sim de alavancar a poesia. “Faço junto com a Cia Mungunzá um alerta desse endurecimento, do parafuso emperrado que não deixa o mundo girar como deveria, mas que também nos coloca como observadores dessa miséria”, conta a diretora Georgette Fadel.

Um chão todo azul com apenas uma carcaça de piano, uma tampa de bueiro e dois mil reais em moedas de cinco centavos a cenografia de Epidemia Prata se completa com uma tela de projeção em cima do palco. A tela mostra imagens relacionadas com objetos duros e de metais. “É a inversão do céu e terra, onde ninguém tem chão e o céu pode ser cruel”, diz Fadel.

Luis Antonio – Gabriela

Sucesso de público e crítica com mais de 400 apresentações e 40 mil espectadores em todo Brasil, a montagem conta, desde 2018, com a atriz trans Fabia Mirassos no papel de Gabriela. Em Luis Antonio – Gabriela (2011) o diretor Nelson Baskerville coloca em cena sua própria história, onde o irmão mais velho, homossexual, Luis Antonio, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960. O documentário cênico tem início no ano de 1953, com o nascimento de Luis Antonio, filho mais velho de cinco irmãos, que passou infância, adolescência e parte da juventude em Santos até ir embora para Espanha aos 30 anos, onde se transforma em Gabriela, e vai até 2006, data de sua morte.

Diferentes pontos de vista, como do irmão caçula que foi abusado sexualmente; da irmã que sai pelo mundo em busca do corpo de Gabriela; do pai que não reconhecia o filho travesti; da madrasta que via tudo como se fosse uma grande comédia; e dos amigos e colegas de trabalho, que viam a figura da protagonista com uma mistura de admiração e estranhamento são usados na montagem para mostrar a transformação de Luis Antonio em Gabriela.

Por que a Criança Cozinha na Polenta?

Com cinco temporadas em São Paulo e participações em festivais nacionais, entre eles o festival de Curitiba e Recife, Por que a Criança Cozinha na Polenta? (2008) é o primeiro espetáculo da Cia Mungunzá de Teatro e conta a história de uma menina romena cujos pais são artistas circenses exilados de seu país. A mãe se pendura no trapézio pelos cabelos todas as noites e o pai é um palhaço que não acredita em Deus. Enquanto, em seu exílio, excursiona pela Europa Central, a menina, ao lado da irmã mais velha, é arremessada de encontro ao despedaçamento de todos os seus ideais, bem como o preço por cada um deles.

Baseado na obra da escritora romena Aglaja Veteranyi, a montagem foi adaptada por Nelson Baskerville, que também assina a direção. Narrado por uma adolescente que se defende da degradação pela ótica infantil, a peça é ao mesmo tempo lírica e cruel.

Poema Suspenso para uma Cidade em Queda

Encenada em quatro torres de andaimes de cinco metros de altura e baseada em histórias e experiências pessoais dos atores, Poema Suspenso para uma Cidade em Queda (2015) tem direção de Luiz Fernando Marques – integrante do Grupo XIX de Teatro – e mostra um pouco sobre o sentimento de imobilidade que atinge muitas pessoas nos dias de hoje.

Poema Suspenso para uma Cidade em Queda é uma fábula contemporânea sobre a sensação de suspensão e paralisia geral do mundo moderno. Uma pessoa cai do topo de um prédio e não chega ao chão. Os anos passam e este corpo não consuma a queda. A partir daí, a vida das pessoas nos apartamentos desse edifício fica presa numa espécie de buraco negro pessoal, onde cada um vive uma experiência que não finaliza. Cada personagem fica preso em sua metáfora, ignorando o conjunto à sua volta.

O diretor Luiz Fernando Marques conta como a peça foi construída: “a Mungunzá é uma companhia atípica, só de atores. O convite veio logo após o sucesso deles com Luis Antonio – Gabriela, espetáculo premiado e minha responsabilidade aumentou com isso. Primeiro, ouvi o que esses atores queriam contar com esse projeto. Essa é uma das características da minha direção: focar nos atores e trabalhar em conjunto com eles. Na primeira parte do trabalho, com os workshops para levantar a dramaturgia, atuei como um provocador desse processo que foi super orgânico”, explica.

Era uma Era

Espetáculo da Cia. Mungunzá de Teatro voltado para o público infanto-juvenil, Era uma Era (2015) tem direção de Verônica Gentilin e conta as desventuras de um rei que tenta, a qualquer custo, fazer parte da história e, para tal, documenta toda a fundação do seu reino e seus feitos.

Inspirada no livro O Decreto da Alegria, de Rubem Alves, a montagem tem como temas centrais a memória e a tecnologia e é encenada em andaimes de cinco metros de altura. No espetáculo, os personagens que contam a história do Grande Reino Ainda Sem Nome surgem de uma caixa abandonada. Barba Rala, rei deste Reino deseja a todo custo entrar para a história dando um nome ao seu Reino. A única forma que um Reino tem de ser reconhecido e entrar para a história, é completando 100 páginas no Grande Livro de Autos. Assim, o rei resolve registrar todo e qualquer passo nesse livro. Até que um dia, após um incêndio, o livro é destruído e os habitantes tem que recomeçar sua vida do zero. No entanto, nessa segunda parte da história, os tempos são outros e a tecnologia domina a vida das pessoas. A peça se repete, mas completamente contextualizada no caos da era digital. Novamente o Reino cresce e vai se preenchendo de memórias e registros e selfies até entrar em colapso de novo.

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Mostra de Repertório Cia. Mungunzá de Teatro

Teatro João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo)

06 a 29/03

Grátis (retirada de ingressos com uma hora de antecedência)

Teatro Adulto

Epidemia Prata 

Com Gustavo Sarzi, Leonardo Akio, Lucas Beda, Marcos Felipe, Pedro Augusto, Verônica Gentilin e Virginia Iglesias

Duração 60 minutos

06 a 08/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Classificação 16 anos

Luis Antonio – Gabriela

Com Fabia Mirassos, Marcos Felipe, Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias e Lilian de Lima

Duração 100 minutos

13 a 15/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Classificação 16 anos

Por Que a Criança Cozinha na Polenta?

Com Verônica Gentilin, Sandra Modesto, Virgínia Iglesias, Marcos Felipe e Lucas Beda

Duração 80 minutos

20 a 22/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Classificação 16 anos

Poema Suspenso para uma Cidade em Queda

Com Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Lucas Bêda, Marcos Felipe e Sandra Modesto

Duração 70 minutos

27 a 29/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Classificação 14 anos

Teatro infantil

Era uma Era

Com Sandra Modesto, Virginia Iglesias, Leonardo Akio, Lucas Beda, Marcos Felipe e Pedro Augusto

Duração 70 minutos

28 e 29/03

Sábado e Domingo – 16h

Classificação Livre

ATÉ QUE MEU SHOW TE SEPARE

Sucesso em todo o Brasil com seus shows, em que despe o seu famoso personagem na Tv para se apresentar de cara limpa, Matheus Ceará estreia temporada em São Paulo com seu novo show “Até que meu Show te Separe” no dia 6 de março, 23h50, no Teatro das Artes.

Grande contador de histórias, o Humorista leva para os palcos as situações engraçadas, e reais, vividas em família, o dia a dia como pai da pequena Ivy, seu casamento, e outros acontecimentos hilários que terão identificação imediata com os casais da plateia.

Ele ainda traz para o palco o seu quadro “Vocês Pedem e Eu Conto”, um sucesso na internet em que Matheus conta piadas com temas escolhidos pelos fãs. No Teatro, a interação será na hora e a gargalhada também!

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Até Que Meu Show Te Separe

Com Matheus Ceará

Teatro Das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 90 minutos

06/03 a 29/05

Sexta – 23h50

$70 (01kg alimento não perecível – ingresso $40)

Classificação 16 anos

IRMÃOS CARRETO

Nos dias 04 e 11 de março de 2020, às 10h30, a Trupe DuNavô apresenta o espetáculo Irmãos Carreto com entrada gratuita no Palco Galpão 2 do Tendal da Lapa, um dos espaços emblemáticos da cena circense de São Paulo.

Conhecida por apresentar espetáculos sensíveis, divertidos e de muita qualidade, a Trupe DuNavô, que é formada por Renato Ribeiro, Gis Pereira, Vinicius Ramos e Gabi Zanola, completa dez anos de história em 2020 e inicia suas comemorações com apresentações do espetáculo Irmãos Carreto

Uma divertida batalha entre dois palhaços que são irmãos e se vêem diante de um grande dilema deixado pelo pai no momento da partilha da herança da família. Duas personalidades muito distintas e um grande desafio: afinal, quem estaria pronto para se tornar o novo dono do Carreto que pertencera ao pai durante anos? 

Claudius (Renato Ribeiro) alega ser o mais habilidoso, inteligente e responsável para assumir esta missão. Enquanto Clóvis (Vinicius Ramos), aposta em sua velocidade, força, simpatia e sensibilidade para ganhar a freguesia e a oportunidade de comandar o carreto do pai.  Em meio a uma divertida disputa, com muitas trapalhadas, esses dois palhaços irão dar um show de habilidades.

O espetáculo tem direção de Gis Pereira e Gabi Zanola (que faz parte do elenco dos Doutores da Alegria) e convida o público de todas as idades a passar pelo momento decisivo da vida de dois irmãos. Um espetáculo criativo que une acrobacias, ilusionismo e claro, muitas palhaçadas. 

A montagem tem como referência vivências da Trupe DuNavô ao longo de sua pesquisa levando a linguagem do palhaço para as ruas. Seguindo sua linha de pesquisa sobre a linguagem do palhaço e a rua, o espetáculo Irmãos Carreto é inspirado no universo dos catadores de materiais recicláveis, sucatas e andarilhos das grandes cidades. Figuras presentes no imaginário dos grandes centros urbanos, mas que muitas vezes passam despercebidos ou até desumanizados.

Se você ainda não conhece o trabalho dessa divertidíssima trupe, se programe para participar. Mais informações sobre os dez anos da Trupe DuNavô acesse: www.facebook.com/DuNavo

A realização é da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura da Cidade de São Paulo. 

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Irmãos Carreto

Com Trupe DuNavô

Tendal da Lapa (Rua Guaicurus, 1100 – Água Branca, São Paulo)

Duração 50 minutos

04 e 11/03

Quarta – 10h30

Grátis

Classificação Livre

DE TODAS AS MANEIRAS QUE HÁ DE AMAR

Clara Carvalho e Brian Penido protagonizam De Todas As Maneiras Que Há De Amar, montagem do Grupo Tapa para o texto de Edward Albee (1928-2016), que ganha mais uma temporada de temporada na sala Atelier do Teatro Aliança Francesa de 6 a 29 de março. As sessões acontecem às sextas, às 21h, sábados e domingo às 19h30.

A peça, que leva o nome de Counting the Ways no original, é baseado em um soneto da poetiza inglesa Elizabeth Barrett. A montagem tem direção de Eduardo Tolentino de Araujo.

Na trama, casados ​​há muito tempo, mas conscientes de que o tempo provocou mudanças no relacionamento, os dois trocam reminiscências alegres, tristes e até mesmo brutais. A versão brasileira leva o nome De Todas As Maneiras Que Há De Amar, uma referência a música de Chico Buarque. “São personagens mais maduros e vivem um casamento que já passou por tudo. É um texto que questiona as maneiras de amar, o que sobra de uma vida de casal após todo esse tempo juntos? Ao longo da peça, vem lembranças, trocas ácidas, detalhes do cotidiano que refletem sobre a finitude do amor, tudo regado com humor, às vezes, até meio corrosivo”, conta o diretor.

A encenação é em forma de teatro de arena com um cenário que possui uma mesa, duas cadeiras e um lustre. Uma escolha para intensificar a aproximação do público e colocá-lo praticamente para dentro desse casamento. Albee foi um mestre do clima do teatro de câmara, por meio de histórias e personagens condensados, trabalhando bastante com o absurdo.

O autor americano deixa as relações viradas do avesso em suas obras, atributo que o coloca como uma espécie de herdeiro do sueco August Strindberg (1849-1912), dramaturgo bem conhecido pelo Grupo Tapa que já montou CamaradagemCredoresSenhorita Julia, e está em cartaz com Brincando com Fogo no Teatro Aliança Francesa.

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De Todas As Maneiras Que Há De Amar

Com Clara Carvalho e Brian Penido

Teatro Aliança Francesa – Sala Atelier (Rua General Jardim 182 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 50 minutos

06 a 29/03

Sexta – 21h, Sábado e Domingo – 19h30

$50

Classificação 14 anos

O CANTO DE NINGUÉM

O universo da música clássica, um jovem gênio perturbado, uma homenagem aos que tem muito a dizer. Esses são os elementos de O Canto de Ninguém que estreia no dia 6 de março, sexta-feira, às 21h, no Teatro Itália. Com texto de Luccas Papp, que está em cena ao lado da atriz Fabi Bang, a peça tem direção de Kleber Montanheiro e direção musical de João Carlos Martins. A temporada vai até 5 de abril com sessões sexta, às 21h, sábado, às 20h, e domingos, às 19h.

Na peça, Geoffrey Smithson é o “Mozart contemporâneo”. Aos 27 anos, o compositor e pianista já é considerado o maior representante da música erudita do seu tempo. Antissocial e enigmático, ele procura uma jovem cantora para estrelar sua ópera, que segundo ele será “a maior realização musical do século”. Samantha é uma cantora lírica de muito talento e quase nenhuma experiência. Surpreendentemente é aprovada nas audições e adentra a sala secreta de composições do rapaz para seu primeiro ensaio. O que acontece a partir desse momento vai muito além do que ela poderia imaginar. Desejos, segredos, reviravoltas e uma dose de loucura fazem desse, um encontro único e imprevisível.

A música clássica permeia o espetáculo com oito temas inéditos compostos pelo maestro João Carlos Martins e José Antônio Almeida, uma delas – O Canto de Ninguém – tem letra de Papp, que a compôs durante a dramaturgia. Em uma cena, Fabi Bang interpreta A Rainha da Noite, composição da ópera A Flauta Mágica de Mozart, além de citações a Antonio Vivaldi e Johann Sebastian Bach.

Luccas Papp escreveu o texto em 2015, admirador da música erudita e instigado pelo desejo de aproximar o gênero musical a um maior número de pessoas possível. “A história questiona o fato de artistas excelentes em seu trabalho não terem a mesma voz que certos expoentes.  É algo que sempre quis dizer, de como lidamos com a arte, que é uma questão mais de status do que de apreciação. O consumo da arte hoje, principalmente com o advento das redes sociais, coloca as pessoas em um evento artístico mais para serem vistas do que para apreciar uma obra de arte”, conta o dramaturgo e ator. O longa Amadeus (1984), com direção de Milos Forman, livremente baseada na vida dos compositores Wolfgang Amadeus Mozart e Antonio Salieri, é uma de suas inspirações para criar o universo dramatúrgico do espetáculo.

Primeira vez juntos em cena, Papp conta que pensou em Fabi Bang para contracenar com ele assim que terminou de escrever o texto. Ela, que já mostrou seu talento em grandes produções como Miss Saigon, Cats, Evita, Cabaret, A Família Addams, Wicked e A Pequena Sereia, faz sua primeira incursão em um espetáculo fora do universo dos musicais. “A medida em que fui entrando na história, o texto foi fazendo cada vez mais sentido para mim e percebi o quanto a minha carreira se cruza com a da personagem. Eu já havia atuado em muitos musicais, mas foi aos 30 anos que tive uma grande oportunidade de visibilidade em Wicked. É como uma quebra-cabeça pessoal que vai se encaixando e é um texto muito apropriado para nossa história pessoal”, diz Fabi.

Sobre o desafio de fazer uma personagem fora do circuito musical, Fabi conta que há muito tempo estava buscando amplificar esse território. “É uma forma para ampliar ainda mais minha carreira artística, um privilégio cantar a composição do maestro João Carlos Martins e a ária A Rainha da Noite, uma composição, que muitas artistas se prepararam uma vida inteira”.

A encenação

Mesmo em uma sala de ensaio as cenas entre Geoffrey e Samantha ganham contornos operísticos por meio de luzes e outros recursos cênicos. O local tem uma arquitetura cheia de pedestais e abajures que dão um tom de fantasia e imponência para aquele ambiente em que vive o músico.

Os elementos visuais procuraram revelar o que se passa na cabeça dos personagens, trazer em alguns momentos a atmosfera da ópera.  O projeto é uma oportunidade de levar a música clássica para o teatro e discutir as relações humanas, fator que traz identificação com o público. Questiona os limites do trabalho artístico e as hierarquias sociais”, fala o diretor.

Kleber Montanheiro e Luccas Papp já têm diversos trabalhos juntos no teatro. O Falcão VingadorOs Donos do MundoOvo de Ouro e agora O Canto e Ninguém. Papp sempre mostrando o seu trabalho na dramaturgia e na atuação das peças, enquanto Montanheiro desempenhando diversas funções dependendo do projeto, direção, iluminação, figurino, visagismo, cenografia.

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O Canto de Ninguém

Com  Fabi Bang e Luccas Papp

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 90 minutos

06/03 a 05/04

Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 19h

$60

Classificação 10 anos