TRIBUTO AO SÍNDICO

Um dos personagens mais icônicos da música popular brasileira ganha uma homenagem à sua altura (e ao seu peso também…). “Tributo Ao Síndico”, apresentado pelo cantor paulista Jonathan Neves, é uma imersão completa na musicalidade, no bom humor e nas incríveis apresentações ao vivo de Tim Maia. Dividindo o palco com 11 músicos – que reproduzem a formação original da lendária banda Vitória Régia – Jonathan traz um repertório repleto de clássicos, permeando todas as fases da carreira do homenageado.

Grande responsável pela introdução dos gêneros soul e funk no país e dono de uma voz inconfundível, o síndico da música brasileira lançou, em três décadas de muita atividade, 29 álbuns. Autor de diversos hits, Tim segue no imaginário do povo brasileiro mesmo 21 anos após sua morte. A prova são as inúmeras homenagens que o artista recebe em todo país, seja com espetáculos em formato de tributo, seja com festas temáticas. Em 2012 a revista Rolling Stone elegeu Tim Maia como o maior cantor brasileiro de todos os tempos.

Em quase duas horas de show, o público será convidado a embarcar numa viagem ao tempo, começando nos anos 70 com canções como “Primavera”, “Azul Da Cor Do Mar”, “Você”, “Gostava Tanto De Você” e “Não Quero Dinheiro”, passando pela fase racional, mergulhando nos anos 80 e revisitando os últimos lançamentos do pai da soul music brasileira, nos anos 90.

O SONHO DE SER CANTOR

Jonathan Neves viralizou na Internet em junho de 2019 após ser filmado interpretando a canção “Me Dê Motivo”. A semelhança da voz e do porte físico de Jonathan com Tim Maia chamou a atenção do público. O vídeo, intensamente compartilhado nas redes sociais, ultrapassou a marca de 10 milhões de visualizações em poucos dias e lhe rendeu convites para cantar nos programas de Raul Gil e Ratinho, além de várias entrevistas para portais e jornais impressos.

Artista radicado na rua, Jonathan se apresenta aos finais de semana (quando não chove), na Paulista, a principal avenida de São Paulo. Dependendo do horário, arranjar um espaço para assistir o cantor é um verdadeiro desafio. “A calçada fica congestionada”, apontou a Folha de São Paulo ao acompanhar um dia de trabalho de Jonathan. “O Tim Maia da Paulista é o melhor show em cartaz atualmente em São Paulo”, resumiu o jornalista Edson Aran em seu Twitter.

Saindo do universo das ruas e cantando, pela primeira vez, em teatros, Jonathan vai emprestar sua poderosa voz para homenagear seu ídolo em um show feito de fã para fã. Prepare-se para cantar, dançar e principalmente se emocionar. Seus olhos e ouvidos não vão acreditar…“Mais grave!”, “Mais agudo!”, “Olha o eco…”, “Aumenta o retorno meu filho…”: o Síndico está de volta!

Tributo ao Síndico

Com Jonathan Neves e banda

Teatro Liberdade (R. São Joaquim, 129 – Liberdade, São Paulo)

Duração 100 minutos

20 a 22/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h30

$80/$140 (doando 1kg de alimento tem 50% desconto)

Classificação 12 anos

K-POP DREAMS, O MUSICAL

K-Pop Dreams, O Musical retrata o universo do movimento musical de maior sucesso global dos últimos tempos. O espetáculo ficará em cartaz de 14 de março a 05 de abril, aos sábados e domingos, no Teatro Claro SP. Os ingressos estão à venda no site Sympla.
O elenco é formado por 20 jovens que atuam, dançam e cantam ao vivo em mais uma super produção da Boom Produções e BRZ Produções com produção local Sócrates Online Eventos.
Com roteiro e direção de Esteban Grossy e coreografias de Vini Lee, K-Pop Dreamsconta a história de Sunny, uma garota brasileira que tenta ser aceita no movimento apesar de não ter ascendência asiática. A DreamTop, uma agência nacional de talentos, procura repetir o sucesso das agências coreanas e inicia uma série de audições para formar um novo grupo musical. Sunny – com a ajuda de suas melhores amigas orientais, Min e Jessie – passa por uma completa transformação que a deixa com um visual asiático e acaba sendo aceita pela produção. Mas logo percebe que não será fácil manter a farsa em um ambiente tão competitivo e exigente.
Embalados por canções originais cantadas em português, inglês e coreano, além de sucessos de nomes como BTS, Blackpink, EXO, TXT, Red Velvet, TWICE, Monsta X, NCT-U, KARD, entre outros, o espetáculo mostra a luta diária de jovens buscando seus sonhos. Esforço diário, treinamentos exaustivos em busca da perfeição de movimentos, piruetas vocais, aulas de idiomas e extensas sessões de fotos somados a exigências contratuais, abusos físicos e psicológicos e preconceitos raciais ou sexuais resultam em inevitáveis problemas pessoais.
O lado dos outros envolvidos na realização do trabalho também é retratado por personagens como Angelina – inabalável mulher de negócios e CEO da agência – e Falcon e Fátima, profissionais de sua confiança que trabalham incansavelmente na criação de um novo fenômeno.
E assim o público é apresentado a um novo grupo musical. Jovens talentosos que atuam, cantam e dançam em um show vibrante e energético com todos os ingredientes que tornaram o K-Pop um fenômeno mundial: coreografias marcantes, figurinos modernos, efeitos visuais, música pop dançante com letras que falam sobre as angústias dos adolescentes e a pressão social para serem bem sucedidos.
Após a temporada em São Paulo, K-Pop Dreams, O Musical fará uma extensa turnê por Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, entre outras cidades.
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K-Pop Dreams, O Musical
Com Vini Lee, Anna Akisue, Aya, Belli, Cíntia Kawahara, Erick Ryu, Felipe Hideky, Freddy, Jacque Kinjo, Jefferson Kucioyada, John Seabra, Luciana Naomi, Maria Netto, Nina Sato, Teddy Shigueyama e Yudchi Taniguti
Teatro Claro SP – Shopping Vila Olímpia (R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 90 minutos
14/03 a 05/04
Sábado – 18h, Domingo – 17h30
$90/$180
Classificação 12 anos

CCSP RECEBE PROGRAMAÇÃO DE DANÇA PARA CRIANÇAS COM BALANGANDANÇA CIA

Com 23 anos de carreira e uma referência em dança contemporânea para crianças, a Balangandança Cia apresenta espetáculo e uma série de atividades no Centro Cultural São Paulo. A programação é totalmente gratuita e gira em torno de um tema que o grupo tem pesquisado durante anos que é o corpo, a natureza e a ludicidade.  Esse trabalho faz parte do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

A programação continua no Centro Cultural São Paulo com mais sessões de Presente! Feito Da Gente nos dias 20, 21 e 22 de março (sexta-feira, às 14h30, sábado e domingo, às 16h); a ação Cabaninha procura criar uma vivência com crianças, d17 de março a 9 de junho, sempre às terças, das 14h às 17h; e  a sétima edição do tradicional Forinho acontece no dia 2 de abril, quinta-feira por meio de duas ações: a palestra Caminhos da Pesquisa, das 14h às 17h, para discutir e demostrar o processo criativo da cia; e das 18h às 21h, uma mesa reúne profissionais e público para discussões sobre a dança contemporânea para crianças.

Balangandança Cia. tem estudos em desenvolvimento motor e cognitivo, educação, arte contemporânea e estética. É reconhecida por desenvolver um trabalho sólido e pioneiro no Brasil, que vê e escuta a criança em seus processos e na comunicação com o público.  Assim, oferece à criança – de todas as idades – a possibilidade de apreciar espetáculos de dança contemporânea   que estimulam movimentos e a imaginação, resgatando o lado lúdico, saudável e criativo do corpo.

Veja a programação completa abaixo:

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PRESENTE! FEITO DA GENTE

É uma aventura de movimentos-danças criada a partir de um processo de pesquisa sobre a relação entre a natureza, o corpo e o imaginário das crianças. O espetáculo abre espaço para a imaginação de forma lúdica, delicada e sensível, ao se relacionar brincando de diferentes formas com materiais naturais coletados pelo grupo, como areia, sementes, folhas secas e galhos de árvores.

A partir de técnicas de improvisação e da brincadeira, os bailarinos criadores interagem de várias formas com esses objetos de acordo com a disposição que eles aparecem em cena a cada apresentação. Junto com a iluminação e a trilha sonora, que evocam elementos de paisagens naturais, eles estimulam a plateia a inventar mundos. Na preparação corporal a companhia conta com técnicas de Educação Somática, que fazem parte de seu treinamento, ampliando a percepção do corpo e novas possibilidades de movimento.

Com Alexandre Medeiros, Alan Scherk, Clara Gouvêa, Ciro Godoy e Isabel Monteiro

Duração 50 minutos

20 a 22/03

Sexta – 14h30, Sábado e Domingo – 16h

Grátis

Classificação Livre

CABANINHA

Esta ação compreende uma nova forma de encontro, convívio e investigação com crianças. Viabiliza a continuidade do convívio da Cia. com crianças como parte integrante da práxis da companhia.  A ideia é ter a possibilidade de contato e convívio com um mesmo grupo de crianças que vivem na cidade de São Paulo: com suas referências corporais, referências do que possa ser “natureza”, de movimento e do imaginário. A duração será de 12 encontros, uma vez por semana.

17/03 a 09/06

Terça – 14h Às 17h

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VII FORINHO

Mesa e palestra

Palestra – Caminhos da Pesquisa com a Balangandança Cia.

Dia 2 de abril, quinta-feira, das 14h às 17h

Companhia expõe seu trabalho para discuti-lo frente às variadas questões levantadas no forinho como um todo. Constitui-se também como um espaço de troca com pensantes e dançantes para crianças. A palestra contará com a exibição dos registros em vídeo como por exemplo o documento: “Cabeceiras” – vídeo editado e registros das pesquisas acerca do tema corpo-natureza-imaginário realizadas com crianças em diferentes habitats/localidades.

Mesa

Dia 2 de abril, quinta-feira, das 18h às 21h, na sala de ensaio 1.

Iniciado em 2010, o forinho vem tendo grande repercussão e demanda de público em suas edições. A sétima edição tem uma proposta de continuar a refletir e debater a dança, o brincar e a improvisação. Durante o encontro, haverá a participação de convidados especialistas Paula Mendonça (Brincar), Tica Lemos (Improvisação) e Elizabeth Menezes (Dança Para Crianças), com mediação de Georgia Lengos (Balangandança Cia.)

O ARQUITETO E O IMPERADOR DA ASSÍRIA

Escrita em 1967 pelo dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, O Arquiteto e o Imperador da Assíria é uma das peças fundamentais da reflexão sobre o pós-guerra e o totalitarismo que culminou no confronto. Uma montagem inédita do espetáculo, criada pelo grupo Garagem 21, estreia no Centro Cultural São Paulo, no dia 27 de março de 2020, sexta-feira, às 20h30. A direção é de Cesar Ribeiro. No elenco, os atores Eric Lenate (Arquiteto) e Helio Cicero (Imperador).

Situada em uma ilha deserta, a peça se inicia com um desastre aéreo que leva seu único sobrevivente a entrar em contato com um nativo que jamais teve contato com outro ser humano. A partir dessa interação, o sobrevivente busca impor ao outro suas ideias de cultura e civilização.

Ao contrapor um homem civilizado com um ser sem origem reconhecida, sem ascendência e que nunca teve contato com outro humano, a obra retrata a violência inserida no processo de formação da sociedade. Utilizando a cultura para seduzir o Arquiteto sobre as supostas maravilhas da civilização, além da construção da linguagem, há o processo de formação do Estado e do conhecimento de toda a estrutura social, em que entram conceitos como política, religião, família, relações afetivas, artes, filosofia e a própria noção de humano, termos desconhecidos pelo nativo e sempre apresentados pelo Imperador de modo distorcido, trazendo conexões com as ideias de fake news e pós-verdade”, analisa o diretor.

A escolha de montar O Arquiteto e o Imperador da Assíria representa uma continuidade da proposta de Cesar Ribeiro em dirigir peças que abordem sistemas diversos de violência. “De acordo com o conceito de Triângulo da Violência, proposto pelo sociólogo norueguês Johan Galtung, pode-se dividi-la em três tipos: a violência direta, que é a forma mais reconhecível na sociedade, em que há um agente que comete a violência, um que a sofre e uma ação violenta, como o assassinato; a violência estrutural, em que a violência se imiscui na estrutura da sociedade, como a desigualdade social, por meio de questões como o desemprego; e a violência cultural, que retrata os modos de discurso e visão de mundo que buscam validar a violência direta e a estrutural, como o racismo, o machismo e a homofobia. Na peça, há as três tipificações, mas o alicerce da criação do poder do Imperador está na violência cultural, ao utilizar o conhecimento do mundo dito civilizado para seduzir o Arquiteto e fazer com que o jogo de dominação seja aceito por ele”, diz Cesar.

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O texto original de Arrabal foi preservado na adaptação, mas o grupo inseriu trechos de obras de outros autores, como do dramaturgo irlandês Samuel Beckett e do carioca Nelson Rodrigues. Segundo o diretor, trata-se de inserções pontuais que complementam frases de Arrabal e reforçam as semelhanças que regimes totalitários têm entre si. “Também foi possível inserir texto de editorial do dia seguinte ao golpe militar de 1964, em uma busca de intensificar a crítica da montagem ao autoritarismo atual”, conta.
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Houve a opção de não representar na cena os elementos que poderiam remeter a uma ilha deserta – a escolha foi criar um terreno distópico não facilmente identificado, por meio de uma estética contemporânea que remete a jogos eletrônicos e HQs para representar uma sociedade que se vale do artifício e do arbítrio, em oposição à alegação de suposta “natureza das coisas”. Do mesmo modo, o desastre também deixa rastros que são utilizados cenicamente, como a cabine e a poltrona do avião, que se tornam, respectivamente, o trono do Imperador e sua cabana.

A inspiração para esse cenário apocalíptico é múltipla. Há elementos da saga japonesa Ghost In The Shell; do artista plástico suíço H. R. Giger, reconhecido pela estética metalizada e futurista de Alien; do cinema expressionista alemão; e das propostas cênicas do encenador polonês Tadeusz Kantor.

O figurino também responde a uma estética futurista fundida à moda elisabetana, com influências do estilista britânico Gareth Pugh. “Há uma busca de não localizar tempo e espaço na montagem, ao mesmo tempo em que esse espelhamento em um futuro de ruínas industriais e tecnológicas aponta para a transformação da sociedade a partir de sua periferia, de seus produtos, mas não do humano em si”, complementa Cesar.

O diretor reforça que o ponto central da encenação é abordar como determinados modos da narrativa, que representam uma visão da realidade, servem a um projeto totalitário de poder que se pretende salvador, mas que, para exercer essa ideia de salvação, constrói a destruição do outro, do divergente, seja por meio de crimes diretamente executados por agentes do Estado ou por diversos mecanismos de coerção e perseguição. “Trata-se de uma necropolítica, do constante retorno a modos de tratar o outro como inimigo, seja por aspectos morais, religiosos, econômicos, políticos, raciais, sexuais ou afins. O poder de agentes, intra ou extra Estado, de determinar quem é útil ou inútil a determinada sociedade e dispor sobre sua vida e sua morte. Esse princípio de aniquilação do outro visando a um suposto bem comum, sempre excludente, é característica de toda ditadura e de uma civilização em estado de guerra contra sua própria população, solidificando a barbárie como aspecto do cotidiano”, conclui.

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O Arquiteto e o Imperador da Assíria

Com Eric Lenate e Helio Cicero

Duração 120 minutos

Classificação 16 anos

Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)

27/03 a 19/04

Quinta a Sábado – 20h30, Domingo – 19h30

$20 (entrada gratuita para estudantes e professores da rede pública de ensino)

Teatro Cacilda Becker (R. Tito, 295 – Lapa, São Paulo)

01 a 24/05

Sábado – 21h, Domingo – 19h (sessão extra 01/05 – sexta 21h)

$20 (entrada gratuita para estudantes e professores da rede pública de ensino)

II MAS – MOSTRA DE ARTE SINGULAR

A PAR Produção, em parceria com a FETAERJ, através da cogestão, Chacrinha em Cena, apresentam a 2ª edição da “MAS – Mostra de Arte Singular.” As inscrições online acontecem através do site www.fetaerj.com até 10 de março de 2020.

Poderão participar do “MAS – Mostra de Artes Singular” projetos culturais (Teatro, Dança, Música e Artes Visuais) em que parte ou totalidade dos seus integrantes sejam PcD (Pessoas com Deficiência).

O evento visa uma interação em que a arte se sobreponha a todas as diferenças, demonstrando que cada um tem suas próprias superações e que as limitações não impedem o fazer artístico.

A mostra de arte singular surge com o intuito de criar um espaço em que os artistas, com deficiência ou não, possam apresentar todas as suas singularidades, expondo através da arte suas características próprias e únicas, ideias fora do comum, inusitadas.

A palavra usada para se referir a características únicas de um indivíduo foi escolhida também para nomear nosso novo projeto que busca expressões artísticas únicas. A mostra, gratuita, será realizada no período de 14 a 18 de abril de 2020, na Arena Carioca Chacrinha, gratuita.

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 FETAERJ

 A FETAERJ – Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro – é uma instituição sem fins lucrativos e de utilidade pública estadual. Há 41 anos associa grupos de teatro com o objetivo de fomentar a criação, manutenção e a difusão do teatro no nosso estado e o incentivo à formação de plateia. Trabalha com o princípio da descentralização da produção cultural, realizando congressos, concursos, seminários, oficinas, mostras, intercâmbios, palestras, debates, leituras, cursos e festivais de teatro. A partir dos trabalhos realizados, a Federação tem gerado oportunidades para o desenvolvimento de talentos mais diversificados: são autores, iluminadores, sonoplastas, maquinistas, contrarregras, atores, diretores, músicos com especialização na composição para o teatro, etc. Os resultados podem ser comprovados nas montagens que se multiplicam nos municípios e que excursionam pelo estado. Por suas ações, a FETAERJ recebeu o Prêmio Golfinho de Ouro / Estácio de Sá (2000), concedido pelo Governo do Estado do Rio, o Troféu Mandacaru (2004), concedido pela prefeitura de Armação de Búzios pelos 4 anos de desenvolvimento teatral sistemático no município, a Moção de Aplauso (2004), concedida pelo Ateneu Angrense de Letras, pela realização da FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra) e a Moção De Congratulação (2006), concedida pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pelo “excelente trabalho em prol da cultura brasileira”. Recentemente recebeu o Diploma Heloneida Studart de Cultura 2016, da Assembleia Leg islativa do Estado do Rio de Janeiro.

 MAS – Mostra de Arte Singular

Abertura de inscrições: Até dia 10 de março de 2020 através do site: www.fetaerj.com

Arena Carioca Abelardo Barbosa – Chacrinha – Rua Soldado Elizeu Hipólito, 138 – Pedra de Guaratiba. – Telefone: (21) 3404-7980 – GRATUITO

FETAERJ – Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro

Informaçõesfetaerj.singular@gmail.com

O INCRÍVEL CASO DO MENINO DE VESTIDO

No dia 21 de março de 2020, sábado, às 16h, estreia o espetáculo infantil “O Incrível Caso do Menino de Vestido” no Teatro Cacilda Becker, na Lapa. A peça integra a Mostra Sonhos em Tempos de Guerra, da República Ativa de Teatro, contemplada pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. A temporada vai até o dia 19 de abril, sempre aos sábados e domingos às 16h. Grátis!

A história de Dennis revela a inocência e a ingenuidade da criança diante dos preconceitos dos adultos. Em cena estão os atores Leandro Ivo, Rodrigo Palmieri, Thiago Ubaldo e Vivi Gonçalves. A direção é de Fernando Neves.

Mostra Sonhos em Tempos de Guerra contempla seis espetáculos teatrais, com linguagens distintas e com a participação de diversos outros artistas. Em 2019 foram apresentados os espetáculos “O Inimigo” no Teatro Décio de Almeida Prado, “A Sombra do Vale” no Teatro João Caetano, “Invocadxs” A Cidade de Dentro no Teatro Alfredo Mesquita. “O Incrível Caso do Menino de Vestido” é o quinto dentre esses seis espetáculos que serão apresentados gratuitamente em Teatros Públicos Municipais. O projeto promoverá ainda debates públicos sobre o Teatro e a Criança na Embaixada Cultural – sede da República Ativa -, que fica na Vila Dom Pedro II – Zona Norte da cidade.

Um menino pode usar um vestido?

A história de Dennis revela a inocência e a ingenuidade da criança diante dos preconceitos dos adultos. Afinal, quem foi que disse que menino não pode usar vestido? Quem foi que ditou as regras que determinam nossa cultura? A cultura é estática ou está sempre em transformação? É possível falar sobre preconceito de gênero com uma criança? Essas e outras perguntas foram fundamentais para a construção desse espetáculo, que é fruto da pesquisa da República Ativa de Teatro.

No enredo, Dennis é apresentado como um menino comum. Mas ele se sentia diferente. Achava que sua vida era chata e monótona. Diante de uma rotina sem maiores surpresas, algo de extraordinário simplesmente tinha que acontecer! E foi exatamente quando aconteceu que tudo a sua volta virou “de cabeça pra baixo”: ele decidiu usar um vestido, e isso gerou uma infinidade de comentários, julgamentos e opiniões de todos os lados, principalmente de sua família. Mas, afinal, por que uma ação tão simples pode gerar tanta polêmica? Será que existe mesmo um problema com Dennis, ou esse problema está nos julgamentos de todos à sua volta? Com recortes e fragmentos deste episódio, o espetáculo mostra os desafios que Dennis enfrentou ao se vestir desta forma.

Mas será que tudo é o que parece ser? Por quais motivos Dennis resolveu usar um vestido? Será que as regras sociais são realmente mais importantes do que os sentimentos humanos? Até que ponto somos reféns dessa moral? A quem ela serve? Ao falar sobre gênero, também trazemos à realidade da criança e do adulto tais questionamentos, apresentando um caso real (entre tantos outros) que evidencia a urgência de discutir os assuntos propostos com nosso público.

Para tratar esse tema tão delicado, o grupo convidou o ator e diretor Fernando Neves para orientar essa etapa da pesquisa, trazendo seus conhecimentos da linguagem do Circo-Teatro e do Melodrama. Oriundo de uma família tradicional circense, Neves guiou o trabalho com técnicas de interpretação e de escolhas dramatúrgicas dessa linguagem para ajudar a contar a trama desse herói. Sim, herói no sentido de que ele passa por diversas provações sem desviar seu caráter. Essa escolha é pertinente para mostrar que a ação de Dennis é genuína e não merece ser julgada superficialmente. Tratar de preconceito é mostrar as diversas perspectivas e o quanto elas podem ser falhas por se basearem apenas na aparência ou em regras que nem sempre se encaixam na realidade.

Você se sente bem vestido da tua própria opinião?

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O Incrível Caso do Menino de Vestido

Com Leandro Ivo, Rodrigo Palmieri, Thiago Ubaldo e Vivi Gonçalves

Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 265 – Lapa, São Paulo)

Duração 50 minutos

21/03 a 19/04

Sábado e Domingo – 16h

Grátis

Classificação Livre

A MÁQUINA DO TEMPO

Para entender o mundo de hoje, um menino resolve usar objetos que tem em seu próprio quarto para construir uma máquina que o permita viajar ao passado em busca de respostas. Eis o ponto de partida de “A máquina do tempo”, peça infantojuvenil escrita pelo ator e músico Gui Stutz, com direção de Denise Stutz. O espetáculo inédito estreia em 7 de março no Clube Manouche, com sessões aos sábados e domingos, às 16h, até 29 de março.

Sozinho em cena, Gui Stutz narra a história do menino de forma lúdica e entremeada por canções autorais. Nessa aventura pelo tempo, o menino é capturado por um navio pirata, vê diferentes dinossauros na pré-história, testemunha Santos Dumont voando no 14-Bis, vai trabalhar num circo de 1923 como o “menino do futuro” e passa por muitas cidades e países até voltar ao ano de 2020. Seu desejo nessa viagem é observar as florestas, os mares e as cidades para tentar entender como o passado se tornou o presente.

Acostumado a trabalhar com companhias teatrais, Gui já cultivava há tempos a vontade de montar um solo que reunisse música e dramaturgia. Para escrever “A máquina do tempo”, ele se inspirou na própria infância e na paternidade. “Sou filho único. Minha memória da infância tem muito de brincar sozinho e acompanhar as viagens de trabalho dos meus pais. Desenhava muito, criava mundos e histórias na minha cabeça”, recorda. Hoje pai de três filhos com idades entre dois meses e quatro anos, Gui se vê rodeado pelo universo da criança.

A música é um elemento constante nos trabalhos de artes cênicas de Gui Stutz, e não foi diferente na construção da dramaturgia de “A máquina do tempo”. Em cena, ele utiliza guitarra, e sintetizador ligados a um equipamento de looping para compor em tempo real a trilha sonora original.

Mãe e filho, Denise e Gui já trabalharam juntos em muitas produções, mas é a primeira vez que estão apenas os dois na criação de uma obra. Na bagagem, compartilham experiências que vão desde o teatro de rua popular da Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades até o teatro contemporâneo do espanhol Fernando Renjifo. “A nossa vontade era de fazer uma peça que não infantilizasse a criança. Queríamos dar espaço para ela pensar sobre o tempo de hoje”, enfatiza Denise.

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A Máquina do Tempo

Com Gui Stutz

Clube Manouche/ Casa Camolese (R. Jardim Botânico, 983 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

07 a 29/03 (dia 08 – sessão extra 14h / não haverá sessão dia 15)

Sábado e Domingo – 16h

$40

Classificação 5 anos