ELZA

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira foram o ponto de partida para o musical “Elza”, que estreou em julho no Rio de Janeiro, passou por outras capitais e retorna ao Teatro Riachuelo após imenso sucesso popular e a aprovação irrestrita da homenageada.

De 7 a 23 de dezembro, Larissa Luz, convidada para a montagem, e outras seis atrizes selecionadas após uma bateria de testes (Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim) sobem ao palco para celebrar o trabalho, as indicações aos principais prêmios nacionais e os quatro troféus do Prêmio Reverência recém-conquistados (Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Autor e Categoria Especial).

Em cena, as atrizes se dividem ao viver Elza Soares em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903-1964), apresentador do programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933-1983), que protagonizou com ela um notório relacionamento.

Com texto inédito de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia, o espetáculo tem a direção musical de Pedro LuísLarissa Luz e Antônia Adnet. Além disso, o maestro Letieres Leite, da Orquestra Rumpilezz, foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora, tais como LamaO Meu GuriA Carne e Se Acaso Você Chegasse. O projeto foi idealizado por Andrea Alves, da Sarau Agência, a partir de um convite da própria Elza e de seus produtores Juliano Almeida e Pedro Loureiro.

Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam no palco, a estrutura de Elza foge do formato convencional das biografias musicais. Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura do texto também não é necessariamente cronológica. Da mesma forma que músicas recentes (A Mulher do Fim do Mundo, a emblemática A Carne e Maria da Vila Matilde) se embaralham aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Se Acaso Você ChegasseLamaMalandroLata D’Água e Cadeira Vazia.

Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –, a jornada de Elza é contada com alegria.

A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada, conta Vinicius Calderoni, que leu e assistiu a infindáveis entrevistas que a cantora deu ao longo da vida e também pesquisou a obra de pensadoras negras, como Angela Davis e Conceição Evaristo, cujos fragmentos de textos aparecem na peça.

O espetáculo foi desenvolvido ao longo de um período em que Elza se encontra no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e sua base de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira.

Vinícius Calderoni, autor do texto, chama a atenção para a coletividade presente em todo o processo de criação da montagem. Após ter escrito as primeiras páginas, ele começou a frequentar os ensaios e estabeleceu um rico intercâmbio com Duda Maia e as sete atrizes. ‘Hoje poderia dizer que elas são coautoras e colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria os relatos delas e as opiniões. Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram este espaço’, conta o dramaturgo.

Tal processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa das atrizes e das musicistas nos ensaios com os diretores musicais, e o maestro Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios. O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: Ogum, de Pedro Luís, e Rap da Vila Vintém, de Larissa Luz. Se a escolha de Pedro Luís para a função foi referendada pela própria Elza – que gravou e escolheu um verso do compositor para nomear seu último disco –, Larissa Luz já estava envolvida com o projeto desde o seu embrião.

Elza

Com Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacôrte, Verônica Bonfim e a atriz convidada Larissa Luz.

Teatro Riachuelo Rio (Rua do Passeio, 38/40 – Centro, Rio de Janeiro)

Duração 120 minutos

07 a 23/12

Quinta – 19h, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

$40/$150

Classificação 14 anos

O FRENÉTICO DANCIN’ DAYS

A aura mítica em torno da Frenetic Dancing´Days Discotheque se mantem. Após ser um marco na noite carioca, com apenas quatro meses de funcionamento, a boate renasceu em forma de musical e, mais uma vez, a magia se fez.

Grande sucesso da temporada teatral carioca 2018, ‘O Frenético Dancin´Days’ já foi visto por mais de 40 mil pessoas e retorna para celebrar o verão carioca, a partir de 05 de janeiro, no Teatro Bradesco Rio. Nelson Motta (ao lado de Patrícia Andrade) assinou o texto com a absoluta propriedade de quem foi um dos fundadores da boate e viveu toda a agitação que marcou o Rio naquela época. O musical resgata esse clima de celebração da vida, de sentir a felicidade bater na porta e conta a história da Frenetic Dancing´Days Discotheque, boate idealizada, em 1976, pelos amigos Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto, Dom Pepe e Djalma. Deborah Colker aceitou o desafio e fez sua estreia na direção teatral, além de assinar as coreografias, ao lado de Jacqueline Motta. A realização é das Irmãs Motta e Opus e produção geral de Joana Motta.

Autor de musicais consagrados como ‘Elis, a musical’, ‘Tim Maia- Vale Tudo, o musical’ e ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’, Nelson Motta afirma que nunca foi tão feliz com um espetáculo. “Esse musical é uma festa, as pessoas ficam enlouquecidas na plateia, parece que estamos mesmo voltando aos tempos da boate. É uma alegria imensa”, festeja. “Eu sabia da potência, da força do Dancin´Days, de como ele mudou a cidade. A boate chegou com esse caráter libertário, lá as pessoas eram livres, podiam ser como elas são. Isso tem uma grande força política, social, filosófica, artística. Não há nada como o livre arbítrio, estar em um lugar onde você vai ser quem você é”, afirma Deborah.

CARMEN (1)

O musical é uma superprodução, com 17 atores e sete bailarinos, escolhidos através de audições, à exceção de Érico Brás (Dom Pepe) e Stella Miranda (Dona Dayse), uma das mais importantes atrizes de musicais do país, convidados especialmente para o projeto. O elenco é formado ainda por: Ariane Souza (Madalena), Bruno Fraga (Nelson Motta), Cadu Fávero (Djalma), Franco Kuster (Léo Netto), Ivan Mendes (Inácio/Geraldo), Renan Mattos (Catarino), Karine Barros (coro/stand in feminino), Larissa Venturini (Scarlet), Natasha Jascalevich (Bárbara),  além das Frenéticas: Carol Rangel (Edyr de Castro), Ester Freitas (Dhu Moraes), Ingrid Gaigher (Lidoca), Julia Gorman (Regina Chaves), Larissa Carneiro (Leiloca) e Ludmila Brandão (Sandra Pêra).

Deborah Colker (premiada na Rússia com o Prix Benois de la Danse, considerado o Oscar da Dança) assina também as coreografias (ao lado de Jacqueline Motta) e tem ao seu lado uma ficha técnica de peso: Gringo Cardia (cenografia e direção de arte), Maneco Quinderé (desenho de luz), Alexandre Elias (direção musical), Fernando Cozendey (figurinos) e Max Weber (visagismo). Passarão pelo palco os principais personagens que marcaram não apenas a história da boate, mas da cultura nacional.

Os cenários e figurinos recriam a atmosfera disco, mas com uma identidade própria. “A minha inspiração foi a estética de como as pessoas se comportavam na época e o quão ousadas eram no vestir”, explica Fernando Cozendey. “O desafio foi trazer o shape 70 atualizado, criar algo que ainda provocasse espanto, alegria e libertação para um público em 2018. O espetáculo para mim é sobre transgressão de ser, vestir, dançar, existir”, acrescenta.

A direção musical de Alexandre Elias também acompanha o espírito da época e inova ao trazer um DJ pilotando a música ao vivo. “Quando a Joana Motta me convidou para esse projeto, ela veio com essa “sacada” que iríamos contar a história de uma discoteca e que devíamos ter um DJ. E, no caso do Dancing´Days, o DJ Dom Pepe era uma das figuras centrais”. Para construir os arranjos, Alexandre Elias passou meses pesquisando e optou pela técnica dos samples. “Estamos usando tecnologia de ponta nessa área, misturei elementos dos arranjos originais, que são clássicos presentes na nossa memória afetiva, com ideias minhas e da direção, para chegarmos ao resultado final”, explica Alexandre.

Abaixo, uma matéria feito pelo programa Cariocou, do SBT Rio, na época da estreia do musical.

 O Frenético Dancin’ Days

Com Érico Brás, Stella Miranda, Ariane Souza, Bruno Fraga, Cadu Fávero, Franco Kuster, Ivan Mendes, Renan Mattos, Karine Barros, Larissa Venturini, Natasha Jascalevich, Carol Rangel, Ester Freitas, Ingrid Gaigher, Julia Gorman, Larissa Carneiro e Ludmila Brandão

Teatro Bradesco Rio – Shopping VillageMall (Avenida das Américas, 3900 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro)

Duração 120 minutos

05/01 até 24/02/19

Sexta – 21h, Sábado – 18h e 21h, Domingo – 19h

$75/$160

Classificação 12 anos

TROPICALISTAS

Concluindo mais uma oficina teatral que reuniu atores, dançarinos e músicos, Ciro Barcelos, autor, diretor e coreógrafo leva ao palco da Funarte, o espetáculo: Tropicalistas.
O espetáculo conta a trajetória do movimento Tropicália, criado por vários artistas de renome, como, Torquato Neto, Hélio Oiticica, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros.
Visando a contação da trajetória do movimento em questão através da música, canto e dança, o espetáculo é conduzido por um roteiro das canções originais dos autores tropicalistas e texto autoral de Ciro Barcelos, interpretado por uma trupe de jovens atores que se unem em torno de um ideal, reviver o movimento cultural transgressor que tanto representou e representa nos dias de hoje para nossa cultura nacional.
O espetáculo é formado por 14 atores, com direção musical e execução ao vivo pela Banda Xabá, que compõe o elenco.
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Tropicalistas
Com Beatriz Freitas, Bruno Eustáquio, Carla Varjão, Diógenes Gonçalves, Eduardo Pascuti, Felipe Camelo, Gabriel Carvalho, José Esteves, Laiza Fernanda, Rafael Tesoto, Renata Toledo, Silvio Sanches, Tabata Campion, Vicente Henrique
Complexo Cultural Funarte SP (Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 70 minutos
07 a 16/12
Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h30
$40
Classificação 16 anos

RODA VIVA

No ano em que completam seus 60 anos de existência, o Teatro Oficina comemora com a apresentação de um clássico da dramaturgia brasileira, “Roda Viva“, de Chico Buarque de Holanda.

Escrita no final de 1967, estreou no Rio de Janeiro no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, tendo no elenco Marieta Severo, Heleno PrestesAntônio Pedro, nos papéis principais na primeira temporada e foi um sucesso. A peça foi a primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.

ensaio da peça “Roda Viva”, com o autor presente.

Durante a segunda temporada, com Marília PêraAndré Valli e Rodrigo Santiago substituindo o elenco original, a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar. Um grupo de cerca de vinte pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, espancou os artistas e depredou o cenário.

Após o revés na capital paulista, o espetáculo voltou a ser encenado, desta vez em Porto Alegre. No entanto, os atores da peça voltaram a ser vítimas da violência e intransigência do CCC e, após este segundo incidente, o Roda Viva deixou de ser encenada.

A dramaturgia fala sobre a ascensão e queda de Benedito Silva, cantor e compositor de sucesso inventado e fabricado pela mídia. A trama se desenvolve pelas intervenções do Anjo da Guarda e do Capeta, que fazem do tolo e ambicioso Benedito o cantor de grande sucesso popular Ben Silver. Mas sua genialidade fabricada é ininterruptamente monitorada e redirigida a cada vez que se pressentem baixos índices de popularidade.

Agora, o SESC Pompéia apresenta a nova montagem de “Roda Viva”, 50 anos após a sua estreia e com a autorização de Chico Buarque, entre os dias 06 a 09 de dezembro. Depois, a partir de 23 de dezembro até 10 de fevereiro, a peça será encenada no Teatro Oficina.

No vídeo abaixo, Chico fala sobre a peça e a repercussão causada.

Roda Viva

Com Camila Mota, Roderick Himeros, Joana Medeiros, Guilherme Calzavara, Marcelo Drummond, Sylvia Prado, Isabela Mariotto, Clarisse Johansson, Kael Studart, Nash Laila, Lucas Andrade, Tulio Starling, Tony Reis, Danielle Rosa, Fernanda Taddei, Carol Castanho, Cyro Morais, Kelly Campello,Cafira Zoé, Marcelo Dalourzi, Marcella Maia, Mayara Baptista, Nolram Rocha, Viviane Clara, Zé Ed

Duração não informada

Classificação não informada

Sesc Pompéia (R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo)

06 a 09 de dezembro

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

$50 ($15 – credencial plena)

Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo)

23, 25, 28, 29, 30, 31/12; 04/01 até 10/02/19

Sexta, Sábado – 20h, Domingo – 19h

$ (ainda não informado)

AS AVENTURAS DO SUPER ESPANTALHO CONTRA O DR. CORVO

Depois dos clássicos de Maria Clara Machado (Pluft, o fantasminha e A bruxinha que era boa) que fizeram tanto sucesso em São Paulo, agora é a vez do autor Ivo Bender, com “As aventuras do Super Espantalho contra o Dr. Corvo” que tem como objetivo (além de divertir) levar o espectador a uma reflexão leve e agradável sobre certas dificuldades de relacionamento e aceitação do que surge como diferente e inusitado e como podemos superar tudo com o amor e amizade.

A peça conta a história de Julinha que mora com sua tia Clara, uma costureira que usa uma velha máquina de costura que só aceita ser lubrificada com óleo de girassol. Ao lado da casa, elas cultivam uma plantação de girassóis guardada por um espantalho. Ao chegar o tempo da colheita com as sementes já fortes, tia Clara decide se desfazer do espantalho. Julinha, compadecida da sorte do espantalho, se propõe a cuidar dele até que fosse necessário novamente. Como a tia se recusasse a manter o espantalho, certa noite, Julinha resolve resgatá-lo mas ao se aproximar percebe o som de um coração que bate no espantalho.
A partir daí, Julinha, seu novo amigo, tia Clara, a Estrela da Manhã e o Doutor Corvo vão viver experiências surpreendentes. 

O espetáculo estreia dia 2 de dezembro, ficando em cartaz aos domingos, 16h, no Teatro Jardim Sul. A diversão é para todas as idades e como sempre, a Ferbeck vai encantar a todos com o incrível trabalho das mágicas mãos de Angela Schoendorfer, além do talento dos atores.

As aventuras do Super Espantalho contra o Dr. Corvo

Com Gabriela Camargo, Marcello Palermo, Michelle Alexandre, Rita Mirone e Victor Garbossa. Gabriela Colin e Igor Ludac (stand ins)

Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (Avenida Giovanni Gronchi, 5.819 – Vila Andrade, São Paulo)

Duração 60 minutos

02 a 16/12, 13 a 27/01

Domingo – 16h

$50

Classificação Livre

EU OUTRO

No dia 30 de novembro, sexta, às 20 horas, o Sesc Belenzinho recebe única apresentação de Eu Outro, montagem da Cia. Fragmento de Dança.

O espetáculo tem direção e coreografia assinadas por Vanessa Macedo que também está em cena ao lado dos outros intérpretes: Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Letícia Mantovani e Maitê Molnar.

O espetáculo de dança contemporânea parte da investigação de um procedimento que a companhia nomeia como ‘dança depoimento’, no qual invade, expõe e divide ambientes íntimos, não somente para falar de si, mas para tornar-se o outro. O espetáculo busca sondar o que arte e vida dizem uma sobre a outra e de que forma memórias não são propriedades exatamente privadas. Assuntos como sexualidade, gênero e instinto atravessaram o processo criativo numa perspectiva da alteridade – quem é o outro que olho e me olha? Quem é o outro de mim mesmo?

O processo Eu Outro é fruto do Projeto Atravessamentos, contemplado pelo Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo. Estreou e ficou em cartaz na ocupação Encontros na Cena Depoimento, na Funarte SP, em dezembro de 2017.

Dirigida por Vanessa Macedo e sediada em São Paulo, a Cia. Fragmento de Dança desenvolve pesquisa e criação em dança contemporânea, desde 2002, já tendo 15 montagens em sua trajetória. Na busca por uma dança teatralizada, preocupa-se com a construção de uma dramaturgia do corpo e da cena coerente com os temas pesquisados. Suas criações são marcadas pela inspiração em artistas, obras e conteúdos, especialmente, confessionais. A partir do tema, discute as relações vividas pelo homem – ser social e ser solitário. A companhia constrói vocabulário de movimento próprio que visa uma estética dramatúrgica autoral.

Eu Outro

Com Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Letícia Mantovani, Maitê Molnar e Vanessa Macedo – Cia Fragmento de Dança

SESC Belenzinho – Sala de Espetáculos II (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)

Duração 70 minutos

30/11

Sexta – 20h

$20 ($6 – credencial plena)

Classificação 16 anos

FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA (FITA)

Depois de uma maratona de 17 dias e mais de 50 atrações, a 13ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra, realizada de 17 a 30 de setembro em Angra dos Reis, conhecerá os vencedores da sexta edição do PRÊMIO FITA DE TEATRO na próxima terça-feira, dia 27, no Arte Sesc Flamengo. O evento será apresentado pelo ator Alexandre Lino e contará com a participação musical de Izabella Bicalho.

O júri da FITA é formado pelo ator e escritor Sergio Fonta (presidente do Juri); a atriz Stella Freitas; o diretor de arte e cenógrafo José Dias e o diretor do Teatro Maison de France Cédric Gottesmann. Conheça os indicados:

Categoria Especial:

Dançando no Escuro (pela inclusão de músicos deficientes visuais no espetáculo).

Denise Stutz (Direção de movimento de “Dançando no Escuro”)

Elenco de “A Vida não é um Musical – O Musical”

Prêmio Especial do Juri:

Para Marcos Caruso e Guida Vianna pelas brilhantes atuações nos espetáculos “O Escândalo Philippe Dussart” e “Agosto”, respectivamente.

Melhor Figurino:

Jorge Farjalla (Vou Deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)

Carol Lobato (A Vida não é um Musical – O Musical)

Patricia Muniz (Agosto)

Melhor Cenário:

Lucas Isawa ( O Leão no Inverno)

Carla Berry e Paulo de Moraes (Hamlet)

Carlos Alberto Nunes (Agosto)

Revelação:

Jefferson Melo (Ator no espetáculo “Favela 2”)

Herton G. Cratto (Autor dos espetáculos “Rugas”)

Ator Coadjuvante: 

Fabricio Negri (Emilinha)

Rafael de Bonna (O Leão no Inverno)

Cláudio Mendes (Agosto)

Atriz Coadjuvante:

Lisa Eiras (Hamlet)

Cilene Guedes (Elizeth, A Divina)

Letícia Isnard (Agosto)

Melhor Ator:

Leopoldo Pacheco (O Leão no Inverno)

Flavio Migliaccio (Confissões de um Senhor de Idade)

Tonico Pereira (O Julgamento de Sócrates)

Melhor Atriz:

Janaína Bianchi (Forever Young)

Regina Duarte ( O Leão no Inverno)

Izabela Bicalho (Elizeth, a Divina)

Stella Maria Rodrigues (Emilinha)

Melhor Autor:

Yuri Ribeiro (Vou Deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)

Flavio Migliaccio (Confissões de um Senhor de Idade)

Leandro Muniz (A Vida não é um Musical – O Musical)

Ivan Fernandes (O Julgamento de Sócrates)

Melhor Diretor:

Ulysses Cruz (O Leão no Inverno)

Jorge Farjalla (Vou Deixar de ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)

Martín Flores Cárdenas (Entonces Bailemos)

André Paes Leme (Agosto)

Melhor Música:

Miguel Briamonte (Direção musical e canções adicionais de Forever Young)

Ricardo Rente (Direção musical e arranjos de Kid Morengueira)

João Paulo Mendonça (Direção musical de Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?)

Melhor Espetáculo:

Forever Young

Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?

Elizeth, A Divina

Agosto

Destaque na FITA:

Para Alexandre Lino que iniciou sua trilogia nordestina na FITA com os espetáculoS “Domésticas”, em 2012, “Nordestinos”, em 2015, e a concluiu nesta 13ª FITA com o cativante trabalho em “O Porteiro”.

Melhor Espetáculo Infantil (composto por crianças de Angra dos Reis):

Lololendi

O Pulgo e o Elefante

Da Mala que Sai

Melhor Espetáculo Júri Popular:

Forever Young

Confissões de um Senhor de Idade

Dançando no Escuro

O Júri do 6º Prêmio FITA de Teatro declara que:

1 – Apesar da inegável qualidade da cenografia do espetáculo “Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?”, o jurado José Dias, cenógrafo da referida montagem, por uma questão de ética, não participou das indicações nesta categoria.

2 – Em virtude do alto nível dos espetáculos apresentados na FITA 2018, foram colocadas 4 indicações em algumas categorias

3 – O corpo de jurados parabeniza João Carlos Rabello, criador da Festa Internacional de Teatro de Angra, pela iniciativa de desenvolver há tantos anos uma abrangente formação de plateia trazendo de barco crianças de escola da região para o evento.