ÀTMA – DE QUE TAMANHO É O TEU DESERTO

Os homens acreditam que satisfazer os sentidos é a necessidade primordial da civilização humana, assim optam pela ignorância de sua origem espiritual. Com isto, até o fim de sua vida sua ansiedade é imensurável dado ao fato de não se conhecerem internamente.

Àtma é um espetáculo sobre a Alma que tem como concepção cênica o palco vazio, sem cenários, mantendo caixa preta e contando apenas com o desenho de luz. Os figurinos remetem às tribos nômades e conta com uma trilha sonora incidental e músicos percussionistas ao vivo. Corpo e voz são os instrumentos que dão vida a encenação. O texto escrito e organizado por Ciro Barcelos, conta também com citações de poetas como Erasmo De Rotterdam (1469-1536) Dante Alighieri (1265- 1321) e do Bhagavad Gita (Bhaktivedanta Swami Prabhupada) além de trechos extraídos de pesquisas feitas pelos atores.

Para conceber o espetáculo, Ciro Barcelos (que também assina a direção) baseou-se em seu processo pessoal em busca do autoconhecimento através das inúmeras experiências que teve ao longo de quarenta anos peregrinando pela Índia, Assis (Itália), onde chegou a ser noviço franciscano e Turquia junto aos Sulfis e Dervixes giratórios. Na área do xamanismo indígena vivenciou durante 10 anos experiências com as plantas psicoativas como a Ayauascha.

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Àtma – De Que Tamanho É O Teu Deserto
Com Daniel Falcão, Diogenes Gonçalves, Gustavo Galliziano, Jhonatan Hoz, Ju Messias, Milton Aguiar, Patrícia Barbosa e Renata Toledo. Programação Visual de Rubens Macedo.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
06 a 27/08
Domingo – 19h30
$40
Classificação 14 anos

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL

‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) – que teria completado 90 anos em junho – defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.
 
Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo. Desta forma, nasceu o musical, que chega a São Paulo no dia 24 de agosto, no Teatro do Sesc Vila Mariana, com canções de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luís Carlos Vasconcelos e texto de Braulio Tavares.
 
Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos. ‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora.
 
A ideia inicial surgiu em conversas de Andrea com Ariano, que se confessava um palhaço frustrado e que elegeu o palhaço de ‘O Auto da Compadecida’ como um dos seus personagens prediletos. ‘Assim, surgiu a ideia de uma grande homenagem ao palhaço de Ariano e pensei na reunião da Barca dos Corações Partidos com o que eu chamo de “trio paraibano”. Assim foi sendo criada esta peça inédita, com músicas e texto originais, mas totalmente inspirada no legado de Ariano’, resume.
O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.
 
Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.
 
O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.
 
A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto. A maioria das letras ficou a cargo de Braulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.
 

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Suassuna – o Auto do Reino do Sol
Com a Cia. Barca dos Corações Partidos: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros. Atriz convidada: Rebeca Jamir. Artistas convidados: Chris Mourão e Pedro Aune
SESC Vila Mariana (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo )
Duração 120 minutos
24/08 até 01/10
Sexta e Sábado – 21h; Domingo e Feriado – 18h
$40 ($12 trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena).
Classificação 12 anos

SENHOR DAS MOSCAS

Com direção de Zé Henrique de Paula, direção musical de Fernanda Maia e elenco de 13 atores, o texto de William Golding adaptado para o palco por Nigel Williams ganha tradução de Herbert Bianchi e Zé Henrique de Paula.

Senhor das Moscas reestreia no Teatro do SESI para temporada gratuita de 19 de agosto a 3 de dezembro. O elenco é composto por Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Neumann, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Vellozo e Thalles Cabral.

Sinopse

Crianças inglesas de um colégio interno ficam presas em uma ilha deserta, sem a supervisão de adultos, após a queda do avião que as transportava para longe da guerra. Os meninos se vêm sob duas lideranças naturais: Jack está sempre preocupado em caçar, matar os porcos selvagens que existem na ilha, organizando sua equipe de caçadores; enquanto Ralph ocupa-se em deixar uma fogueira sempre acesa, para que possam ser, um dia, salvos. Ralph deseja voltar para o mundo moderno, para a civilização, enquanto Jack cada vez mais rompe seus laços com ela.

A situação se torna mais complexa quando aparece um “bicho” para aterrorizá-los. Então as crianças escolhem um símbolo sobrenatural: uma cabeça de porco espetada numa estaca, que eles batizaram como Senhor das Moscas e para quem pedem proteção contra os perigos da ilha.

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Sobre a encenação – por Zé Henrique de Paula

“Senhor das Moscas” é um clássico da literatura inglesa – escrito em 1954, em plena Guerra Fria, o romance se tornou um dos mais importantes do século XX e deu a William Golding um Prêmio Nobel de Literatura.  Mas o que existe nele que ainda possa nos interessar e, mais ainda, provocar interesse no jovem de hoje em dia?

Felizmente, a obra sobreviveu ao tempo e está mais atual do que nunca. Em tempos de grande agitação política, de ídolos instantâneos e de fluidez de identidade (especialmente entre os adolescentes), as aventuras de Jack, Ralph, Simon e Porquinho e seus dilemas éticos, morais e afetivos parecem ter sido escritos para o Brasil do século XXI. Como numa saga shakespereana em que há drama, comédia, luta, morte, natureza, aventura e religião – tudo junto numa só história – queremos dar combustível à peça através de uma de suas principais características: a velocidade e a ferocidade dos acontecimentos.

Há muito esse binômio ritmo acelerado/violência tem frequentado o cinema, as graphic novels, o videoclipe. No teatro, o fenômeno é sazonal: visitou os palcos na era elisabetana, reapareceu pontualmente em alguns momentos do século XX. Pois é esse binômio que queremos explorar, acreditando ser a matéria prima que trará à tona os grandes eixos temáticos da obra de Golding – a essência verdadeiramente bestial do ser humano; a luta pela civilização; a formação dos partidos (em sentido mais amplo, não o meramente político); o sentido de amizade, lealdade e a criação dos vínculos afetivos; a natureza do misticismo, a necessidade dos deuses e da epifania espiritual na vida dos homens.

O Núcleo Experimental tem como base de seu trabalho o ator. Aliado à síntese de elementos cênicos e à busca de bons textos, o trabalho dos atores é o foco de nossa pesquisa cênica. Pesquisamos a expressividade da ação física, o sentido de coesão e união cênica e, paralelamente, experimentamos os possíveis usos para a música e o canto no acontecimento teatral. Todos esses elementos permeiam a encenação de “Senhor das Moscas”, já que buscamos uma encenação limpa, de poucos elementos, com iluminação e música com alta significação cenográfica e direcionada aos quatorze intérpretes das crianças criadas por William Golding. Ele que é o nosso protagonista, uma vez que acreditamos que não há bom teatro se não iluminarmos, antes de mais nada, as ideias do autor.

Senhor das Moscas
Com Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Neumann, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Vellozo e Thalles Cabral
Teatro do SESI (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 90 minutos
17/08 até 03/12
Quinta, Sexta e Sábado – 15h; Domingo – 14h30
Entrada Gratuita
Classificação 14 anos

A VISITA DA VELHA SENHORA

Os cidadãos de Güllen, uma cidade arruinada, esperam ansiosos a chegada da milionária que prometeu salvá-los da falência.

No jantar de boas-vindas, Claire Zahanassian, ex-moradora da cidade, impõe a condição: doará um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e a abandonou grávida.

Tendo a proposta rejeitada, Claire decide esperar hospedando-se com seu séquito no hotel da praça principal.

A partir dessa premissa, o suiço Friederich Dürrenmatt cria uma sequência tragicômica de cenas que expõe ao máximo a fragilidade moral do homem quando a palavra é dinheiro. Quem mata Krank? Cairá Güllen na tentação de satisfazer o desejo de vingança da milionária? Ou fará justiça? Até que ponto a linha ética enverga diante do poder do dinheiro?

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A Visita da Velha Senhora
Com Denise Fraga, Tuca Andrade, Ary França, Fábio Herford, Daniel Warren, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino
Teatro do SESI (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 120 minutos
18/08 a 26/11
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h
Entrada grátis (reserva pelo site do SESI ou direto na bilheteria)
Classificação 14 anos

CIA LONDON EM AGOSTO

A Cia London está em cartaz neste mês de agosto com três espetáculos – um infantil “As Princesas e o Poeta“, todos os sábados no Teatro Jardim Sul; e dois adultos “A Casa de Bernarda Alba” e “O Manjar dos Deuses“, ambos no Espaço Parlapatões, no final de semana.

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As Princesas e o Poeta

A pequena sereia, o soldadinho de chumbo, o patinho feio. Personagens que fazem parte do imaginário de crianças do mundo inteiro. Ícones da literatura infantil criados pelo escritor norueguês Hans Christian Andersen. Em agosto, todos esses clássicos estarão reunidos no espetáculo AS PRINCESAS E O POETA, da Cia London, em cartaz aos sábados em São Paulo.

O roteiro se passa em meados de 1800 e mostra Hans, um jovem garoto que tem uma vida difícil na cidade onde mora por ser mal entendido com sua criatividade e prazer pelos contos de fada. Certo dia, ao dormir em seu quarto, tudo muda quando ele acorda num lugar inesperado, o reino de “Era uma vez”, onde habitam todos os contos de fada.

O reino está em guerra, pois está sob a ditadura da Rainha má, que está acabando com a memória de todos os personagens que vivem no lugar e dominando todos os cantos junto às forças das trevas. Juntamente à amiga Rovena, Hans desbrava essa fantástica terra até se deparar cara a cara com a temida rainha, em um grande combate.

As Princesas e o Poeta
Com Rafael Mallagutti, Carla Leandro, Hellen Kazan, Victória Rocha, Maíra Natássia, Mônica Bonna, Natália Graziel, Luna Di Milano, Beatriz Sauer, Alex Lopes, Bárbara Trabasso, Bruna Izar, Thais Coelho e Luiza Arruda.
Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (Av. Giovani Gronchi, 5819 – Piso 2 – Vila Andrade, São Paulo)
Duração 60 minutos
até 26/08
Sábado – 16h e 18h
$50
Classificação Livre
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A Casa de Bernarda Alba

A história se passa no pequeno povoado de Andaluzia, na Espanha pré-guerra civil, onde em uma sociedade machista as mulheres eram obrigadas a suprimir suas vontades e prazeres em nome da honra e reputação. Na peça, a austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura. Enquanto isso, a filha mais velha, Angustias, é prometida em casamento ao homem mais cobiçado do vilarejo, desejado por todas as outras irmãs. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados e se enfrentam numa disputa psicológica sempre longe dos olhos da mãe.

Especialmente nessa montagem, homens interpretam essas mulheres sem amantes, representando a força e brutalidade das personagens que são uma metáfora de Lorca aos soldados da guerra civil espanhola.

 

A Casa de Bernarda Alba
Com Rafael Mallagutti, Joaquim Araújo, Ivan Radecki, Vinícius Candoti, Alexandre Nunes, Rafael de Castro, Miguel Langone, Diego Chimenes, Bruno Akimoto, Thiago Marangoni.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
06/08 até 03/09
Domingo – 20h
$50
Classificação 12 anos
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O roteiro faz um recorte na vida dos deuses gregos nos dias de hoje. Os olimpianos, comandados por Zeus, estão reunidos no Monte Olimpo e enfrentam um grande problema: as chaves dos portões foram roubadas e agora todos estão presos ali, juntos. O problema é que o culpado está entre eles. A questão agora é investigar. Uma grande confusão está instalada. Todos têm suas opiniões e um grande julgamento é montado para descobrir quem pegou as chaves e qual foi motivo.

  Escrito por Rafael Mallagutti, o texto traz várias referências históricas e mitológicas à cena. Cada personagem mostra suas características e peculiaridades de acordo com a mitologia a que estão conectados. Tudo isso contado de forma divertida, com situações super engraçadas, na comédia onde uma família de imortais faz um jogo de perguntas e respostas expondo o íntimo de suas famosas vidas, de uma maneira que você nunca viu.

A criação do jogo cênico e da construção dos personagens é trabalhada na comédia física com um ar de desenho animado e o grupo desenvolveu a criação do Monte Olimpo de maneira conjunta, inspirado nas características de tipos humanos existentes nos dias de hoje e que se encaixariam aos deuses tão famosos, em uma proposta de comédia rasgada e cheia de caras e bocas.

Manjar dos Deuses
Com Rafael Mallagutti, Caio Baldin, Pedro Ruffo, Carla Leandro, Elisa Malta, Marcos Teixeira, Victória Rocha, Jefferson Mascarenhas, Denis Yoshio, Thiago Marangoni e Diego Chimenes.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
12/08 até 02/09
Sábado – 23h59
$50
Classificação 12 anos

CINDY

Acabar com as definições atuais de homem e mulher e apresentar um novo gênero, livre de tabus e sem tantas predefinições. Esta é a missão de Cindy Spencer, que se autointitula “A Nova Mulher”. A comédia Cindy, com dramaturgia de Gabriel Miziara Marcelo Lazzaratto, é inspirada em personagens de autores homossexuais, como Caio Fernando Abreu, Oscar Wilde, Gore Vidal e Pedro Almodóvar, figuras que desafiam a fronteira dos gêneros conhecidos.

Pensei em fazer uma colcha de retalhos de diversos autores. No entanto, durante o período de pesquisa e o começo dos ensaios, conversando com Marcelo Lazzaratto, entendemos que poderíamos construir uma única figura baseada em várias personagens e, assim, discutir o masculino e o feminino presentes em um único ser. E fazemos isso através do humor e não do drama”, explica Miziara, que também dá vida à protagonista.

Outras referências da peça são o livro “Amor em Tempos Sombrios”, do irlandês Colm Tóibim, textos das escritoras Elisabeth Bishop, Gertrud Stein e Marguerite Yourcenar e autorretratos do ícone da pop art Andy Warhol vestido de drag queen.

Fã do cinema das décadas de 1930 e 1940, Cindy tem o sonho de ser atriz, por isso, os mitos hollywoodianos estão constantemente presentes em sua fala. Não há nada que a excite mais do que um bom desafio. Seu ex-marido Prince Spencer cometeu suicídio, e, desde então, ela faz análise via correspondência com o terapeuta e dentista Dr. Boyle.

Este trabalho marca o retorno de uma longa parceria entre Lazzaratto e Miziara. Gabriel integrou por mais de dez anos a Cia Elevador de Teatro Panorâmico, dirigida por Lazzaratto. Este é o primeiro projeto dos dois juntos, depois que o ator deixou a Companhia.

SINOPSE

Cindy Spencer, que se autointitula “A Nova Mulher”, tem a missão de apresentar outras possibilidades de vivenciar o ser humano, para além das noções de homem e mulher, um outro gênero, sem tantas predefinições e tabus. A peça é livremente inspirada em personagens de Caio Fernando Abreu, Gore Vidal, Oscar Wilde e Pedro Almodóvar, nos autorretratos Andy Warhol montado de drag queen e em textos de Elisabeth Bishop, Gertrud Stein e Marguerite Yourcenar.

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Cindy
Com Gabriel Miziara
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Biblioteca Municipal Mário de Andrade – Auditório Rubens Borba de Moraes (Rua da Consolação, 94, Centro, São Paulo)
04 a 25/09
Segunda – 19h
Ingresso grátis (Distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada sessão)
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré, São Paulo)
2 a 31/10
Segunda e Terça – 21h;
$40

 

ATÉ QUE O CASAMENTO NOS SEPARE

Nos dias atuais em que os relacionamentos são tão efêmeros, durando cada vez menos, em que numa semana o casal está na capa da revista mostrando o começo de namoro e na semana seguinte o fim da união, ficar junto durante 20 anos não é tarefa fácil.

Em Até que o Casamento nos Separe, reestreia dia 19 de agosto no Teatro Itália, conta as intimidades de Otávio (Eduardo Martini) e Maria Eduarda (Suzy Rego), durante os seus 20 anos de história.

Com inteligência e romantismo Até que o Casamento nos Separe, é não só uma grande comédia, mas uma seqüência de momentos hilários que poucas vezes são tão bem colocados. Tavinho e Duda com a maior sinceridade abrem sua vida, cheia de comédia, contrapontos e riqueza de detalhes onde fica absolutamente impossível não se identificar com algum fato da vida deles.

Durante a peça eles falam com muito bom humor sobre assuntos pertinentes a qualquer casal: TPM, a lua de mel, o cotidiano da casa, a divisão de tarefas, as brigas, o balanço da relação e de amor. FOTO 02 A.jpg

Até Que o Casamento Nos Separe
Com Eduardo Martini e Suzy Rêgo
Teatro Itália, (Av. Ipiranga 344 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
19/08 até 01/10
Sábado – 21h30; Domingo – 19h
$80
Classificação 12 anos