COM A PULGA ATRÁS DA ORELHA

Na charmosa Paris de 1908; uma mulher, enlouquecida de ciúme sem sentido, arma um plano para descobrir se seu marido realmente a trai. O problema é que criar uma mentira não é tão simples quanto se aparenta e tudo culmina na mais hilária das confusões.

Considerado um clássico da comédia, “Com a Pulga atrás da Orelha” do genial Georges Feydeau chega em uma adaptação de produção da Cia London; ainda mais frenética e despojada. Numa bola de neve de situações que se encavalam, de ritmo alucinante, com portas batendo e muitas piadas rápidas, o espetáculo revive o humor do teatro clássico com a comédia levemente modernizada; numa grande homenagem ao Belle Epòque e as comédias de vaudeville.

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Com a Pulga Atrás da Orelha

Com Rafael Mallagutti, Letícia Navarro, Maíra Natassia, Fábio Viecelli, Mateus Polli, Thais Coelho, Bárbara Trabasso, Nicholas Carrer, Fernando Maia, Diego Oliveira, Victor Garbossa, Bruno Akimoto, Letticia Moraes, Elizabeth Clini, Renan Rezente, Fernanda Godoy, Victória Vergamine, Felipe Cantoni, Felipe Chevalier, Yan Della Torre e Bruno Malheiro

Teatro União Cultural (R. Mario Amaral, 209 – Paraíso, São Paulo)

Duração 90 minutos

07/06 até 26/07

Sexta – 21h

$70

Classificação 14 anos

MANJAR DOS DEUSES

Ah, vamos falar sério…Quem liga pra mitologia grega hoje em dia? Bem, os Deuses Greco-romanos ligam! A história é deles, afinal de contas… E como será que está o Monte Olimpo nos dias de hoje? Bem… Como se não bastassem toda as confusões do mundo moderno, os doze olimpianos; comandados por Zeus, enfrentam um problema dos grandes: a chave dos portões do Olimpo sumiu e o ladrão está no meio dessa famosa família de imortais, que não hesita em armar o mais engraçado de todos os barracos mitológicos! Assim é “Manjar dos Deuses” – uma sincera homenagem à mitologia clássica, da maneira mais divertida e irreverente que você pode pensar.

O PROCESSO

“Manjar dos Deuses’” é uma comédia física de tom colaborativo e nessa temporada comemora dez anos de sucesso em São Paulo. Apesar de partir de um roteiro fixo, cada montagem foi diferente e surgiu através de meses e meses de estudo de atores comediantes que partiram da premissa da representação do panteão grego
em ritmo e cara de desenho animado. O roteiro é objetivamente simples: E se as chaves do Monte Olimpo estivessem sumidas? Como seria a reação de cada um desses deuses tão humanamente engraçados?

Não há uma estrela em Manjar dos Deuses. Existe a constelação, o grupo; e o engraçado é vê-lo junto. Cada ator construiu seu Deus com os traços marcantes da egrégora daquele Deus Greco-romano e sua metáfora e da personalidade mitologicamente atribuída com pitadas clown – criando uma família divertidíssima e uma acelerada comédia de perder o fôlego de tanto rir. Então pegue um prato pra quebrar e seja bem-vindo à nossa família!

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Manjar dos Deuses

Com Rafael Mallagutti, Victor Garbossa, Thais Coelho, Maíra Natássia, Mateus Polli, Letícia Navarro, Fernando Maia, Renan Rezende, Felipe Chevalier, Victória Rocha, Caio Baldin, Pedro Ruffo, Taís Orlandi, Nicholas Carrer Guerrero, Guilherme Brasil e Victória Vergamine

Espaço dos Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)

Duração 90 minutos

15/06 até 27/07

Sábado – 24h

$60

Classificação 14 anos

A FLOR DA LUA

Após uma circulação que passou por diferentes cantos da cidade de São Paulo nos últimos três meses, o artista Marcus Moreno chega à última apresentação da temporada do solo “A Flor da Lua”, trabalho que fala da passagem do tempo, usando como metáfora a rara flor de um cacto, que ao desabrochar dura apenas uma noite. O trabalho será apresentado no dia 8 de junho, na Capital 35, no Sumaré, às 19h, integrando a programação do “fotoBazar Delas”*.

Espécie pouco conhecida, geralmente encontrada em florestas tropicais, a flor da lua é geralmente descrita, por aqueles que tiveram oportunidade de experienciar sua rebentação, pelo perfume intenso e o movimento constante de suas pétalas se abrindo. Um desses relatos, o da artista e ilustradora botânica Margaret Mee, serviu de inspiração para a “Flor da Lua”, de Marcus Moreno: “Enquanto eu me postava ali, com a orla escura da floresta ao meu redor, sentia-me enfeitiçada. Então, a primeira pétala começou a se mexer, depois outra e mais outra, e a flor explodiu para a vida”, registrou Mee em sua última expedição à Amazônia, quando finalmente, aos 79 anos, após deixar a prancha preparada, ilustrando o cacto e as folhagens, acolheu a Flor da Lua em sua efêmera existência.

A apresentação faz parte do projeto “Novas Efemeridades”, contemplado pelo 25º edital do Programa Municipal de Fomento à Dança.

*Evento concebido pelas fotógrafas Bete Marques, Fabi Mendonça, Ju Vinagre, Paula Marina e Silvia Machado, o “fotoBazar Delas” cria uma atmosfera que respira arte, para que o público possa conhecer os trabalhos autorais de cada fotógrafa e também vivenciar uma experiência de troca com outras linguagens artísticas. O fotoBazar acontece sábado (8/6), das 17h às 23h, e domingo (9/6), das 11h às 20h. As fotografias estarão à venda.

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A Flor da Lua

Com Marcus Moreno

Capital 35 (Rua Capital Federal, 35 – Sumaré, São Paulo)

Duração 30 minutos

08/06

Sábado – 19h

Grátis

Classificação Livre

 

 

1984

Um ano depois de sua bem-sucedida estreia, a adaptação dirigida por Zé Henrique de Paula para a distopia clássica 1984, do jornalista e romancista britânico George Orwell (1903-1950), volta em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, entre 1º e 24 de junho. O elenco é composto por Rodrigo Caetano, Zé Henrique de Paula, Gabriela Fontana, Eric Lenate, Marcelo Villas Boas, Inês Aranha, Laerte Késsimos, Felipe Ramos, Fabio Redkowicz e Chiara Scalett.

Considerado um dos romances mais influentes do mundo no século 20, 1984 foi publicado em 65 países e virou minissérie, filmes, quadrinhos, mangás, ópera e até inspirou o reality show Big Brother, criado em 1999 pela produtora holandesa Endemol. Recentemente, a obra foi transformada em uma adaptação teatral dos ingleses Duncan MacMillan e Robert Icke. Esta última versão foi o ponto de partida da montagem brasileira.

Escrita em 1949, a obra-prima de Orwell voltou a ganhar enorme destaque na era de Donald Trump, na qual a pós-verdade e os “fatos alternativos” tomaram conta da política. Prova disso é que o livro subiu na lista dos mais vendidos na Amazon desde a posse do presidente norte-americano e, segundo a editora, as vendas aumentaram em 10.000%.

A distopia se passa no fictício Estado da Oceânia, governado por um líder supremo chamado Grande Irmão, que chegou ao poder depois de uma guerra mundial que eliminou as nações e criou três grandes potências totalitárias. Esse Estado é pautado pela burocracia, censura e, sobretudo, pela vigilância. Quase sem qualquer forma de privacidade, cidadãos são espiados o tempo todo pelas “teletelas”, uma espécie de televisores espalhados nos lares e em lugares públicos, capazes de monitorar, gravar e espionar tudo.

Nesse lugar vive Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade, responsável por falsificar registros históricos para garantir que eles respaldem os interesses do Grande Irmão. O protagonista detesta o novo sistema, mas não tem coragem de desafiá-lo. Ele apenas declara seu ódio nas páginas de um diário secreto. Isso muda quando ele conhece Júlia, uma funcionária do Departamento da Ficção. Juntos eles sonham com uma rebelião e praticam pequenos atos de desobediência. A represália aos amantes será brutal.

No Núcleo Experimental, costumamos dizer que os temas que nos interessam discutir sobre o palco são aqueles que nos provocam raiva. Esta montagem de 1984 vem contaminada dessa revolta, dessa profunda indignação em relação à Polícia das Ideias que persegue o livre pensamento e vaporiza quem não corrobora o sistema, em relação ao Ministério da Verdade que produz uma sequência interminável de notícias falsas que confundem e manipulam os fatos, em relação ao Departamento de Ficção que imbeciliza e amansa a população e até mesmo à Novafala, a tentativa do poder estabelecido de minar a linguagem ao ponto de impedir a capacidade de pensamento”, comenta o diretor.

Sobre a adaptação de Duncan MacMillan e Robert Icke, Zé Henrique de Paula acrescenta: “Ela ressalta e funde duas ideias aparentemente opostas, ficção e realidade. Qual delas é mais preponderante sobre a outra? Elas são necessariamente excludentes? No que acreditar mais, naquilo que se supõe ficcional ou no que nos ensinaram que é real? Em época de ficcionalização da vida privada através das infames redes sociais, os adaptadores colocam Winston Smith – que ainda traz em si uma centelha de consciência – no centro de um redemoinho de acontecimentos ora reais, ora ficcionais, que poderia muito bem ser encarado como um reality show a respeito do próprio Winston. Isso amplifica o alcance do romance e aproxima a distopia ao nosso presente”.

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1984

Com Rodrigo Caetano, Zé Henrique de Paula, Gabriela Fontana, Eric Lenate, Marcelo Villas Boas, Inês Aranha, Laerte Késsimos, Felipe Ramos, Fabio Redkowicz e Chiara Scalett

Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)

Duração 90 minutos

01 a 24/06 (não haverá sessão no dia 10/06)

Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h

$40

Classificação 14 anos

ABRE A JANELA E DEIXE ENTRAR O AR PURO E O SOL DA MANHÃ

Com direção de André Garolli, o espetáculo narra a história de duas mulheres, Heloneida e Geni, que foram condenadas à prisão perpétua. De origens e crimes diferentes, se conheceram atrás das grades e tornaram-se amigas para sobreviverem. A desorientação delas em relação ao tempo e espaço é evidente.  Reveem suas vidas interrompidas transitando entre a loucura e a razão. Estão presas numa cela de prisão, num manicômio, purgatório, inferno ou na mente delas?

Com humor e sensibilidade, o autor Antônio Bivar expõe o espírito do Brasil e os valores dos anos 60, inspirado pela linguagem do teatro do absurdo, pelo existencialismo e pela metateatralidade. Elenco desta montagem é formado por Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio.

Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã ganha uma nova temporada na SP Escola de Teatro, entre 14 de junho e 1º de julho, com apresentações às sextas, aos sábados e às segunda, às 21h, e aos domingos, às 19h. A peça estreou em 2018 no Centro Cultural São Paulo.

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Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã

Com Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio

SP Escola de Teatro (Praça Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)

Duração 75 minutos

14/06 até 01/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h

$20

Classificação 14 anos

BEATLES BIG BAND

Conhecidos Brasil afora por circular com os dois shows do projeto Beatles Para Crianças, os músicos e arte-educadores Fabio Freire, Gabriel ManettiEduardo PuperiJohnny Frateschi Humberto Zigler agora colocam foco no público adulto. Embalando as músicas do quarteto de Liverpool ao ritmo do blues e do jazz, o show Beatles Big Band faz sua estreia nacional no Teatro MorumbiShopping para temporada de 6 a 27 de junho, com sessões às quintas-feiras, às 21 horas.

No formato de big band, o show, com clássicos da banda de Liverpool, reúne no palco 10 músicos, sob a regência do maestro e pianista Eduardo Puperi, além da cantora Cláudia Bossle – intérprete conhecida do Jazz e da Bossa Nova na noite paulistana. “A voz dela deu um baita brilho“, comenta Fabio Freire. Estreia no ano em que o Beatles Para Crianças completa cinco anos e que o disco Abbey Road, um dos mais icônicos dos Beatles, faz 50.

O show abre com uma versão de Sargent Peppers Lonely Hear ts Club Band e prepara o público para clássicos imperdíveis da carreira dos Beatles – A hard day’s nightCan’t buy me love e Ticket to ride, entre outras. Outras versões recriadas para big band sãoSomething, BlackbirdLet it be e Hey Jude.

Além dos integrantes da formação original do BPC (Beatles Para Crianças), o grupo terá reforço de um quarteto de sopros (sax tenor, sax alto, trombone e trompete) para recriar arranjos da banda. No palco serão: Fabio Freire (voz e guitarra), Gabriel Manetti (voz),Edu (Ludi) Puperi (piano e vocais), Johnny Frateschi (baixo e vocal), Humberto Zigler (bateria), Luís Passos (guitarra), Chiquinha de Almeida (sax tenor, sal alto e flauta), Pedro Vithor (sax tenor e sax alto), Joabe (trombone) e Bruno Belasco (trompete).

Todos os integrantes já haviam trabalhado juntos em formação de big band em shows, festas e eventos. Dessa vez, os artistas uniram-se para recriar algumas das músicas mais famosas dos Beatles. “Fizemos releituras que não ficam restritas só ao rock. Também há muitas citações de jazz e de blues”, adianta Fabio Freire. Como exemplo, o artista cita A Hard Day’s Night, que ganhou arranjo jazzístico para os shows no Teatro MorumbiShopping.

Os shows mantém a marca registrada dos artistas, que é a interação com o público, sempre estabelecida com bom-humor e informalidade. Entre as canções, Fabio e Gabriel compartilham histórias sobre os Beatles, desde curiosidades até informações sobre como foram gravadas as canções do repertório do show.

O set list prioriza clássicos como Sargent Peppers Lonely Hearts Club BandCan’t Buy me LoveTicket to RideLet it Be Hey Jude. Fabio conta que também estão incluídas músicas dos Beatles que não entraram no repertório dos shows do Beatles Para Crianças, como Come Together eEleanor Rugby. “São músicas mais pesadas que não combinam com o clima do infantil, mas que casa com o formato de big band”, conta Fabio.

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Beatles Big Band

Com Fabio Freire, Gabriel Manetti, Cláudia Boosle, Edu (Ludi) Puperi, Johnny Frateschi, Humberto Zigler, Luís Passos, Dado Magnelli, Pedro Vithor, Joabe Reis e Bruno Belasco

Teatro MorumbiShopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)

Duração 70 minutos

06 a 27/06

Quinta – 21h

$60ShoShow

Classificação 12 anos

AI-5: UMA RECONSTITUIÇÃO CÊNICA

No dia 14 de junho (sexta), às 21h, o espetáculo de teatro documentário AI-5: Uma Reconstituição Cênica, estreia nova temporada no teatro Arthur Azevedo, na Mooca, região leste da capital paulista. Com sessões sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h, até 14 de julho, o projeto segue em cartaz há três anos pelo Coletivo Ato de Resistência – A política em cena.

A dramaturgia nasce a partir da gravação disponibilizada pela Comissão da Verdade, de uma reunião que ocorreu em 13 de dezembro de 1968, em que o Conselho de Segurança Nacional se reúne com o então presidente General Arthur da Costa e Silva para votar a aprovação da proposta de Ato Institucional número 5. Sua aprovação deu início à fase mais sangrenta do regime ditatorial civil-militar brasileiro, deixando feridas abertas na política e também vida pública até os dias de hoje. O objetivo do espetáculo é manter viva e ativa a lembrança e a denúncia do período histórico da ditadura civil-militar em nosso país, e dos crimes cometidos pelo terrorismo de Estado.

Com concepção de Paulo Maeda e, neste ciclo, com direção coletiva de Leticia Negretti, Rafael Castro, Rodolfo Morais e Renato Mendes, o ensejo da peça não é apenas o retrato de uma ocorrência no período da ditadura brasileira, mas remete, em paralelo, a atualidade do inexplicável efeito saudosista que o autoritarismo causa em grande parte da sociedade, não apenas do Brasil, mas em grande parte do mundo.

É também a partir dos acontecimentos contemporâneos na política brasileira, que a peça incorpora performaticamente acontecimentos e polêmicas declarações – com ocorrência quase diária – que causam escândalo na imprensa e nas redes sociais.

O espetáculo nasceu a partir da leitura do livro ‘A ditadura envergonhada’, de Elio Gaspari. Enquanto lia um capítulo específico chamado ‘A missa negra’, percebi que ele citava muitas frases prontas dos ministros que estavam na reunião do dia 13 de dezembro e fiquei curioso para ter também acesso a isso. Foi quando descobri a ata e os áudios. Em 2016, estávamos vivendo um momento que era muito duro com o golpe da então presidente democraticamente eleita e eu vi que os discursos feitos para tirá-la do poder eram muito parecidos com os de 1968. E dessa proximidade, eu pensei em fazer uma reprodução daquele momento com 20 atores brancos em cena, mostrando a ostensividade desse conservadorismo”, afirma o diretor Paulo Maeda.

Segundo a nova direção desse ciclo de apresentações: “No ano de 2019, em que grupos saudosistas e apoiadores da ideia da ditadura civil-militar brasileira, se manifestam abertamente em vias públicas e mesmo em cargos de poder, entendemos como urgente retomar e manter em circulação nosso espetáculo. Sem perder o caráter documental, mas acrescentando elementos de revista, nossa versão atual mantém-se viva e em princípio de work-in-progress, radicalizando o jogo entre os atores que compõem a mesa e os diálogos com a situação atual. Mostramos assim que a história não é linear, que não há acontecidos deixados para trás, mas ecos, que habitam nossa estética e nossa ética, no palco e nas ruas.”, conclui o diretor.

Sinopse Numa estética documental, reconstituímos a noite de 13 de dezembro de 1968, em que o Conselho de Segurança Nacional se reúne com o presidente Gal. Arthur da Costa e Silva para votar a aprovação da proposta de Ato Institucional número 5. Sua já antecipada aprovação dará início à fase mais sangrenta do regime ditatorial civil-militar brasileiro, deixando feridas abertas que podem ser sentidas e vistas em nossas política e vida pública ainda hoje. O espetáculo se utiliza das gravações originais das falas dos ministros presentes, bem como traça paralelos contundentes com a contemporaneidade.

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AI-5: Uma Reconstituição Cênica

Com Alexander Vestri, André Hendges, André Castelani, André Pastore, Caio Marinho, Cristiano Alfer, Dagoberto Macedo, Danilo Minharro, Fernando Pernambuco, Gero Santana, Guilherme Conradi, Leticia Negretti, Lucas Scandurra, Luiz Campos, Mario Spatizziani, Michel Galiotto, Pedro Felício, Pedro Stempniewski, Rafael Castro, Ramon Gustaff, Renato Mendes, Ricardo Socalschi, Roberto Borenstein, Roberto Mello, Rodolfo Morais, Rodrigo Marques, Thalles Alves, Thiago Marques e Wilson Saraiva

Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)

Duração 120 minutos

14/06 até 14/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$30

Classificação 14 anos