CAROS OUVINTES

Visto por mais de 70 mil espectadores, o premiado espetáculo Caros Ouvintes, com texto e direção de Otávio Martins, volta em cartaz no Teatro Vivo a partir de 4 de março. A peça estreou em 2014, venceu os principais prêmios do teatro paulistano, como o Shell e o Aplauso Brasil, além de ter recebido destaque no site Times Square Chronicles.

O elenco é formado por Marcello Airoldi, Thiago Albanese, Agnes Zuliani, Natállia Rodrigues, Eduardo Semerjian, Alex Gruli, Carol Bezerra e Léo Stefanini.

Caros Ouvintes é uma comédia sobre o começo das telenovelas, sob o ponto de vista dos atores que faziam sucesso nas radionovelas. Na década de 1960, quando os aparelhos de televisão começaram a fazer parte das casas brasileiras, o público começou a prestar atenção não somente na voz dos personagens, mas também em sua imagem. Assim, muitos atores que faziam sucesso no rádio começaram a temer a TV: muitos galãs eram gordinhos e carecas, muitas mocinhas já eram senhoras.

Na comédia, a ação se passa numa das últimas emissoras a produzir radionovelas. O elenco prepara uma grande apresentação ao vivo, para depois se despedir do público em um palco armado do lado de fora da rádio.

Vicente (Marcello Airoldi), o produtor da radionovela, mantém com a atriz Conceição (Natállia Rodrigues) um caso amoroso que entra em colapso quando ela é chamada para estrelar uma telenovela. Empenhado para que o último capítulo seja impecável, Vicente conta com a absoluta lealdade e profissionalismo do sonoplasta Eurico (Alex Gruli) e do locutor Wilson (Eduardo Semerjian).

Vespúcio (Thiago Albanese), o publicitário, quer que o casal romântico da rádio repita a dose na telenovela que seu cliente irá patrocinar, despertando ódio no ex-galã Péricles Gonçalves (Léo Stefanini), Ermelinda Penteado (Agnes Zuliani) e a cantora decadente Leonor Praxades (Carol Bezerra). A série de atritos é desencadeada quando o anúncio de que o patrocinador passará a produzir telenovelas vem à tona, colocando em risco o final da radionovela.

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Caros Ouvintes 

Com Agnes Zuliani, Alex Gruli, Carol Bezerra, Eduardo Semerjian, Léo Stefanini, Marcello Airoldi, Natállia Rodrigues e Thiago Albanese.

Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi, São Paulo)

Duração 100 minutos

04/03  a 29/04

Quarta – 20h

$50

Classificação 12 anos

CRIANCEIRAS

Concebido para aproximar as crianças do universo artístico e literário do poeta Manoel de Barros (1916-2014), o musical CRIANCEIRAS tem quatro novas apresentações no Teatro-D, entre os dias 7 e 28 de março, aos sábados, sempre às 16h.

O espetáculo, concebido pelo músico Márcio de Camillo, transforma poemas desse grande autor brasileiro em canções, que são apresentadas ao público infantil junto com ilustrações, animações, projeções de vídeo e várias outras linguagens artísticas.

As personagens, que foram ilustradas pela filha do poeta, Martha Barros, saem do papel e ganham vida no palco, por meio de recursos digitais e de outras linguagens, interagindo com o cantor, músicos e atores ao longo do musical.

O projeto utiliza metalinguagens que despertam a curiosidade e o amor pelo mundo das artes. “Ao mergulhar em sua obra, percebi o quão lúdico é aquele universo de encantamento e descobertas, vividas pelo poeta em sua infância pantaneira. Assim, musiquei sua obra para as crianças, de forma que seus versos pudessem ser entoados como o canto dos passarinhos, e levados com o vento, sem direção”, conta o idealizador e realizador do projeto, o cantor e compositor sul-mato-grossense Márcio de Camillo.

O primeiro CD – Crianceiras Manoel de Barros – também rendeu um aplicativo com conteúdo educativo disponível para download gratuito na Googleplay e Appstore. Tanto os CDs, como o musical e App, possuem um grande viés educativo e têm sido cada vez mais utilizados por professores e educadores como ferramenta pedagógica para aproximar seus alunos e educandos de obras literárias de importantíssimo valor para a cultura brasileira. Ensina poesia e literatura de um jeito divertido, sem subestimar os pequenos, valorizando-os plenos e capazes de compreender poesia. Até porque toda criança nasce meio poeta. Pais, mães e educadores sabem bem disso!

Crianceiras

Com João Bresser e Driely Palácio; os músicos Márcio De Camillo, Nath Calan e Tiago Sormani; e o VJ Paulo Higa

Teatro – D – Hipermercado Extra Itaim (Rua João Cachoeira, 899, Piso G2 – Itaim Bibi, São Paulo)

Duração 50 minutos

07 a 28/03

Sábado – 16h

$80 (Moradores do Itaim Bibi pagam meia com comprovante de residência)

Classificação: livre

COLETIVO DE GALOCHAS CELEBRA 10 ANOS DE EXISTÊNCIA

Para comemorar seus 10 anos de trajetória, o Coletivo de Galochas ocupa o Espaço Cia. da Revista, entre os dias 7 e 29 de março, com uma programação especial composta pelos espetáculos Mau Lugar e Piratas de Galochas, por uma oficina teatral, um cineclube e uma ocupação no hall do teatro.

O tema do suicídio como um ato de resistência é discutido em Mau Lugar, dirigido por Daniel Lopes, com apresentações nos dias 7, 8, 14 e 15 de março. A peça narra uma realidade distópica na qual uma onda de suicídios toma conta da cidade, e, em resposta a isso, o Estado – dominado por corporações e milícias – torna esse ato um crime hediondo, com violentas punições aos familiares de quem tirou a própria vida.

Entre as muitas formas possíveis de controle, nesta sociedade ele se dá através do consumo obrigatório do remédio da felicidade: qualquer insatisfação ou resistência não será tolerada. Diante dessa realidade, a gerente de fábrica Lúcia vê sua vida virar de cabeça para baixo após o suicídio de sua filha.

Com trilha sonora tocada ao vivo, a peça cria uma reflexão sobre as seguintes questões: como compreender o suicídio nessa realidade? Este é um ato de desespero ou desobediência? Esta é uma forma de desistir da vida ou resistir à opressão? É uma rendição ou recusa a ela?

O espetáculo estreou em 2017 no Espaço de Galochas e cumpriu duas novas temporadas no TUSP em 2018 e no Teatro de Arena Eugênio Kusnet em 2019.

Já a peça Piratas de Galochas, encenada nos dias 21, 22, 28 e 29 de março, estabelece um diálogo entre a pirataria clássica e o movimento social de luta por moradia. A comédia narra a saga de uma tripulação de piratas que ocupa a Ilha de Providence, liderada pelo capitão Willie William Will o’Well. Nesse lugar, eles fundam a bem-sucedida Federação de Piratas, mas, em pouco tempo, a Coroa Inglesa encontra problemas no aumento vertiginoso de bucaneiros.

O espetáculo estreou em 2011 e foi criado dentro da Ocupação Prestes Maia, a maior ocupação vertical da América Latina. A ideia da montagem é atritar, a partir de um universo ficcional, os elementos simbólicos que constituem uma ocupação; além de debater em cena os elementos que gerem o imaginário e a organização desse movimento social por moradia.

A dramaturgia pretende enfocar as imposições do poder instituído e as possibilidades da autonomia. As cenas recortam, sobretudo, as dificuldades de viabilizar um processo de ocupação. Os assuntos, em meio às gags, construções farsescas, brigas e quedas, giram em torno do direito à violência, das possibilidades de autonomia de ação, das contingências impostas a determinados setores mais pobres da sociedade. A peça pretende, sobretudo, mostrar as dificuldades de se resistir.

As coreografias e trilha sonora da peça seguem a estética do hip hop, com beats e bases inspiradas no RAP, com uma batida-tema para cada personagem. Toda a trilha sonora, que incluí quatro músicas cantadas ao vivo, é 100% autoral, desenvolvida ao longo do processo de pesquisa e montagem da peça.

Sobre o Coletivo de Galochas

Coletivo de Galochas é um grupo de teatro da cidade de São Paulo criado em 2010, a partir de um projeto de conclusão de curso de Direção Teatral da Universidade de São Paulo, com a peça “Zucco”. Em seu segundo trabalho, o coletivo ultrapassa os muros da universidade e passa a habitar por um ano a maior ocupação de moradia vertical da América Latina, a Ocupação Prestes Maia, localizada em São Paulo, realizando neste processo a peça “Piratas de Galochas” (2011) e colaborando para o estabelecimento de um núcleo cultural na ocupação, através da realização de oficinas de teatro e mediação de leitura.

O terceiro trabalho do Coletivo de Galochas, “Revolução das Galochas” (2014), realizado a partir do Proac Primeiras Obras, apresenta um Brasil não muito distante, em que trabalho, consumo e controle assumem a dianteira, acontece como espetáculo itinerante da Praça Princesa Isabel, seguido de uma ampla circulação por diversas regiões da cidade.

Em 2016 o grupo é contemplado na 28ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para Cidade de São Paulo com o projeto “Refugiados de Galochas”, que possibilita a montagem do seu primeiro infantil, “Cantos de Refúgio”, construído a partir da vivência do grupo com refugiadas e refugiados sírio-palestinos que vivem na Ocupação Leila Khaled. A peça foi pré-indicada ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

Em 2020, o grupo completará 10 anos de trabalho continuado, consolidando-se como um grupo de atuações político-poéticas, com galochas que caminham por toda a cidade: escolas, museus, ocupações, teatros, ruas, universidades ou vielas.

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Ocupação do Coletivo de Galochas

Espaço Cia. da Revista (Alameda Nothmann, 1135, Santa Cecilia, São Paulo)

07 a 29/03

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$20

Mau Lugar

Com Diego Henrique, Kleber Palmeira, Marina Di Giacomo, Natália Quadros, Rafael Presto, Wendy Villalobos

Duração 80 minutos

07, 08, 14 e 15/03

Classificação 16 anos

Piratas de Galochas

Com Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Nina Hotimsky, Mariana Queiroz, Wendy Villalobos

Duração 75 minutos

21, 22, 28 e 29/03

Classificação 14 anos

CARNAVAL NO TEATRO GAZETA COM CIA FILARMÔNICA

Cia. Filarmônica leva seus dois espetáculos para o Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo) no Carnaval: Beatles e a Música no Cinema.

Com criação e direção de Marco Fentanes, Beatles Segundo a Cia. Filarmônica procura fugir do conceito comum de bandas covers de artistas consagrados fazendo um mix de comédia e canções. Dois roadies (contrarregras) ajudam a infernizar o roteiro do show, até o minuto que se “incluem” como instrumentistas. Momentos engraçados são emoldurados por infláveis, adereços de submarino, bolhas e até mesmo bonecos gigantes dos Beatles que remetem aos cabeções do carnaval de Recife.

A Cia. Filarmônica é composta por músicos consagrados, como o baterista Gel Fernandes (Rita Lee/Radio Táxi), e explora a versatilidade que sua formação permite. Destacam-se também o pianista Flavio Fernandes, o guitarrista Miltinho e o baixista Pedro Henrique. A cantora Nathalie Salviano dá voz às canções.

A seleção das músicas seguiu o seguinte critério: encantar e surpreender”, diz Fentanes. É o que, por exemplo, em Yesterday, cuja letra é apresentada com “gerador de caracteres” para estimular a plateia a cantar junto, acompanhando uma “bolinha dançante”.

Beatles Segundo a Cia. Filarmônica está há 19 anos em cartaz. Já foi visto em diversas cidades do Brasil, totalizando um público superior a 600 mil pessoas. O repertório reúne sucessos como Day TripperI want to hold your hand, Let it beStrawberry fields foreverTwist and shoutYellow submarine, entre outras.

24/02

Segunda – 20h

$80

Livre

Com propósito de reunir “as mais belas canções de filmes inesquecíveis”, o espetáculo “Música no Cinema Segundo Cia. Filarmônica” mostra desde trilhas dos filmes Cinema Paradiso, Perfume de Mulher, Perdidos na noite, Hair e Golpe de mestre, até colagens de suspense (Psicose/Tubarão/Missão impossível) e faroeste (Da terra nascem os homens/Sete homens e um destino)

Criado e dirigido por Marco Fentanes, A Música do Cinema é conduzido por piano, violino, violão, percussão, bateria, guitarra, baixo e vozes. Cenas no telão, efeitos especiais e encenações de teatro de sombra completam o espetáculo.

No repertório, estão ainda A Ponte do Rio Kwai, Luzes da ribalta, Cantando na chuva, Casablanca, O Mágico de Oz, A noviça rebelde, E o vento levou, Moon River, Em algum lugar do passado, A primeira noite de um homem, Butch Cassid and Sandance Kid, Perdidos na noite, Hair, Uma mulher para dois e Diários de motocicleta.

Seguimos a tradição de pesquisar novas linguagens e possibilidades musicais e cênicas e compusemos um espetáculo com canções representativas de filmes importantes da história do cinema mundial”, define Fentanes.

25/02

Terça – 19h30

$80

Livre

AS MÃOS SUJAS

Depois de uma bem-sucedida temporada no Sesc Ipiranga, a versão de José Fernando Peixoto de Azevedo para As Mãos Sujas, do filósofo, crítico e escritor Jean-Paul Sartre (1905-1980), reestreia no dia 7 de fevereiro no CCSP – Centro Cultural São Paulo. O elenco traz Gabriela Cerqueira, Georgina Castro, Paulo Balistrieri, Paulo Vinícius, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Vinicius Meloni, além do músico Ivan Garro e do câmera Yghor Boy.

A montagem, que foi indicada ao prêmio APCA 2019 (Associação Paulista de Críticos de Arte) nas categorias de melhores espetáculo e ator, conta a história de um jovem intelectual que decide matar o líder de seu partido após este propor uma aliança com conservadores.

A encenação de Azevedo estabelece diálogo entre o teatro e o cinema, à medida que imagens captadas ao vivo por uma câmera são projetadas em um telão que é posicionado em vários lugares no palco. “Em seus deslocamentos espaciais, a câmera de fato contracena com os atores. Ela assume uma função de saturar as suas presenças e intensificar planos”, conta o diretor.

A escolha por esses recursos cinematográficos é inspirada no filme Terra em Transe, uma das obras-primas do cineasta Glauber Rocha, lançada em 1967, cuja estética também inspirou os figurinos e as músicas executadas ao vivo por Ivan Garro. A trilha sonora sobrepõe sonoridades presentes no filme a outras que foram pensadas a partir do texto de Sartre.

José Fernando Peixoto de Azevedo conta que o desejo de montar esse texto  surgiu há mais de uma década, em meio a pesquisas feitas em conjunto com a companhia Teatro de Narradores  (1997-2016) sobre engajamento político nas artes, que contemplava textos do francês, de Glauber Rocha, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini.

O espetáculo elabora o que o diretor nomeia como “deslizamentos temporais”, de modo que a cena transita entre 1943 (ano em que Sartre situa a ação), o presente e interrogações a um futuro próximo. Com esses deslizamentos temporais, a peça discute questões como o conceito de um partido político, o sentido e as consequências das alianças com forças conservadoras e guerra ideológica que vivemos nos dias de hoje.

O diretor complementa que a reflexão também se estende para as condições que o engajamento político impõe a um indivíduo. “Quais são as alianças necessárias para a sobrevivência da esquerda e qual é a real necessidade disso?”, questiona-se.

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As Mãos Sujas

Com Gabriela Cerqueira, Georgina Castro,  Paulo Balistrieri, Paulo Vinícius, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Vinicius Meloni

CCSP – Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, Paraíso – São Paulo)

Duração 180 minutos

07/02 a 01/03 (não haverá sessão 21 a 23/02

Sexta a Domingo – 20h

$20

Classificação 14 anos.

DONNA SUMMER MUSICAL

Apresentado pelo Ministério da Cidadania e pela Zurich Santander Seguros e Previdência, o musical “DONNA SUMMER MUSICAL”  que estreou na Broadway  em março de 2018, com enorme sucesso de público e crítica, chega finalmente ao Brasil em uma grande produção no Teatro Santander, tendo como protagonistas as atrizes Jeniffer Nascimento, que interpreta a diva no auge da carreira – Disco Donna –  e Karin Hils, como Diva Donna.

Com a direção geral de Miguel Falabella e direção musical de Carlos Bauzys,o espetáculo é mais uma realização da Atual Produções e da Bárbaro!, responsáveis, entre outros, pelos musicais We Will Rock You Brazil, Alegria Alegria, Hebe, O Musical e Zorro – Nasce uma lenda, recentemente em cartaz no 033 RoofTop.

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Uma das maiores e mais carismáticas artistas da história da música contemporânea mundial, com uma voz de alcance invejável, Donna Summer é sem dúvida uma das maiores cantoras da história, tendo recebido os títulos de “Rainha da Disco Music” e “Rainha da Dance Music”. Em toda sua carreira, ganhou 5 prêmios Grammy, vendeu mais de 200 milhões de discos e foi a primeira artista a ter três álbuns duplos consecutivos a atingir o primeiro lugar nas paradas da Billboard nos Estados Unidos. Em 1978, a artista ainda ganhou um Oscar de Melhor Canção Original com seu single “Last Dance”, da trilha sonora de “Até Que Enfim É Sexta-Feira”.

Com texto original de Colman DomingoRobert Cary Des McAnuff e músicas de Donna SummerGiorgio Moroder Paul Jabara, o musical retrata a vida eletrizante da diva, seus amores tempestuosos e hits planetários que a fizeram uma das mais importantes personalidades da história da música mundial, mostrando três fases de sua trajetória: Jovem Donna,na pré-adolescência, Disco Donna no auge do sucesso e nos seus 50 anos, já no topo de sua carreira, Diva Donna.

 

Na trilha sonora do espetáculo, que aborda temas como o racismo, igualdade de gênero e empoderamento feminino, estão os sucessos mundiais da grande estrela, músicas que já fazem parte do inconsciente coletivo das pessoas, como “I feel love”, “Love to love you baby”, “MacArthur Park”, “On the Radio”, “Bad Girls”, “She works hard for the money”, “Hot Stuff” e “Last Dance” para citar algumas!

Em dezembro do ano passado foram realizados vários dias de audições e centenas de candidatos passaram frente à bancada montada pelo diretor Miguel Falabella para escolher o restante do elenco do musical. As audições deram rostos e vozes ao demais personagens, que serão vividos por Edson Montenegro, André Loddi, Marcel Octavio, Amanda Vicente, Vanessa Mello, Leticia Nascimento, Tiss Garcia, Joyce Cosmo, Leilane Teles, Mariana Saraiva, Debora Polistchuck, Mariana Gomes, Rafael Machado, Rafael Leal, Daniel Caldini, Ygor Zago, Lucas Nunes, André Luiz Odin, Renato Bellini, Andrezza Medeiros e Fernando Marianno.

donna-summe-amanda-souza-credito-jairo-goldflusNas audições também foi escolhida a terceira atriz que irá viver a personagem título, na fase mais jovem de sua vida: Amanda Souza, uma paulista de São Caetano do Sul, de 26 anos, com formação em piano clássico, canto erudito e passagem pela Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Depois de participar das montagens de A Flauta Mágica, L’Élixir d’Amour, Sonho de uma Noite de Verão e A Viúva Alegre, no Theatro Municipal de São Paulo, ela mergulhou em aulas de canto para poder se candidatar a uma vaga no elenco do musical, e acabou escolhida para um dos papéis título:

Eu conhecia algumas músicas da Donna, mas estudando mais a fundo vi como o trabalho dela era incrível. Estou muito feliz em participar do musical e ainda dividir o palco com a Karin e a Jeniffer, que são duas profissionais que eu admiro muito. Fazer esse espetáculo me trará muita experiência e aprendizado, e podem apostar: vai ser um uma produção grandiosa!” diz Amanda.

Na ficha técnica do espetáculo, que fará temporada no Teatro Santander de 5 de março 28 de junho, estão, além de Miguel Falabella como diretor geral, Carlos Bauzys assinando a direção musical, Bárbara Guerra a coreografia, Zezinho e Turíbio Santos a cenografia, Richard Luiz o video cenário. A iluminação será de Caetano Vilela, o design de som de Tocko Michelazzo, os figurinos de Theo Cochrane e o visagismo de Anderson Bueno e Simone Momo. A versão brasileira é de Bianca Tadini e Luciano Andrey.

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Donna Summer Musical

Com Karin Hils, Jeniffer Nascimento, Amanda Souza, Edson Montenegro, André Loddi, Marcel Octavio, Amanda Vicente, Vanessa Mello, Leticia Nascimento, Tiss Garcia, Joyce Cosmo, Leilane Teles, Mariana Saraiva, Debora Polistchuck, Mariana Gomes, Rafael Machado, Rafael Leal, Daniel Caldini, Ygor Zago, Lucas Nunes, André Luiz Odin, Renato Bellini, Andrezza Medeiros e Fernando Marianno

Teatro Santander (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)

Duração 100 minutos (sem intervalo)

05/03 a 28/06

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 18h e 21h, Domingo – 16h e 19h

$75/$280

Classificação 12 anos

POR QUE NÃO VIVEMOS?

Após se dedicar à criação de dramaturgias originais, montagens e traduções de autores contemporâneos inéditos, a companhia brasileira de teatro retorna aos clássicos sem perder, no entanto, o caráter de inovação.

Escrita pelo dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904) por volta dos 20 anos, a história do professor Platonov foi descoberta nos arquivos do seu irmão após a sua morte, e publicada em 1923. Inédita no Brasil, a obra recebeu nesta adaptação dirigida por Marcio Abreu o nome Por que não vivemos?. A peça faz duas temporadas em São Paulo, a primeira entre 14 de fevereiro e 01 de março e a segunda temporada entre 20 de março e 19 de abril, no Teatro Cacilda Becker.

A vontade da companhia de montar esse texto vem desde 2009. Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar assinam a adaptação da obra, feita a partir de uma tradução original do russo por Pedro Augusto Pinto e de versões francesas.

Embora não tenha um título oficial, a peça foi publicada em diversos países como Platonov em homenagem a um dos personagens, o professor Mikhail Platonov. Foi somente no final da década de 1990 que a obra ganhou traduções e montagens em diversos teatros da Europa. Em 2017, os atores Cate Blanchett e Richard Roxburgh estrearam uma versão do texto na Em Sidney, na Austrália, com o título de The Present. Giovana conta que o processo de adaptação também contou com atualizações sobre dinâmicas e relações que não fariam tanto sentido de serem postas em cena nos dias de hoje. “Também reduzimos o número de personagens, fizemos cortes e reposicionamos cenas para que os assuntos centrais do texto não fossem perdidos, mas sim condensados“, explica Giovana.

Por ser uma obra sem título oficial, o grupo batizou a peça com uma pergunta chave que está inserida no texto: por que não vivemos como poderíamos ter vivido?. “Essa questão, que se abre para tantas outras, é um pouco a alma dessa peça“, diz Marcio.  “Quando esse texto foi resgatado, não havia capa nem título. Como outras peças em que o personagem principal dá nome ao texto, como Ivanov, se deu esse nome Platonov“, conta Giovana Soar, que ressalta que o título escolhido pela companhia traduz o drama que permeia o espetáculo. “São pessoas que gostariam de estar em outro lugar, mas não fizeram nada para isso. Mostra como a trama da vida vai se desenrolando e as pessoas vão caindo na armadilha de ficar onde estão“.

O diretor complementa ainda que o título estabelece uma dinâmica política ao apontar simultaneamente para o passado que não foi vivido e para uma convocação a um futuro que pode ser construído. Para ele, a encenação busca propor reflexões sobre as singularidades dos sujeitos, a conexão coletiva e uma consciência sobre as diferenças. “Os corpos dos atores se reconheceram na estrutura de um texto escrito no final do século XIX e as dinâmicas estabelecidas nos ensaios fizeram com que ele se atualizasse, conferindo ainda mais força à dimensão política da peça“, conclui.

A peça trata de temas recorrentes na obra de Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e do pequeno que existem em cada um de nós, o legado para as gerações futuras – tudo isso na fronteira entre o drama e a comédia, com múltiplas linhas narrativas. “É o primeiro texto de Tchekhov, um texto muito jovem, mas muito revisitado em diversos países porque tem nele o que depois vem a ser o cerne do Tchekhov“, diz o diretor.

A montagem tem um foco muito específico nas personagens femininas. São elas que causam transformação, que caminham, que querem e mudanças, contravenções e que enfrentam conceitos pré-estabelecidos na sociedade da época” , conta Giovana. A artista complementa que esses traços estavam no texto de Tchekhov, mas foram acentuados na adaptação. Para ela, o olhar do autor causava uma espécie de premonição para os movimentos futuros que se sucederam.

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Por Que Não Vivemos?

Com Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josi Lopes, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan, Rodrigo dos Santos, Rodrigo Ferrarini, Vanderlei Bernardin

Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295, Lapa – São Paulo)

Duração 150 minutos

14/02 a 01/03

Quinta a Sábado – 20h, Domingo – 19h

20/03 a 19/04

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

$30

Classificação 16 anos