PRINCESA FALALINDA, SEM PAPAS NA LÍNGUA

A próxima atração da Sala B do Teatro Alfa, carinhosamente chamada de Alfinha por abrigar espetáculos dedicados ao público infantil, é Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua, do grupo O Trem Companhia de Teatro. Com direção de Cynthia Falabella, texto e dramaturgia de Lívia Gaudencio, o espetáculo fica em cartaz de 26 de outubro a 1º de dezembro, aos sábados e domingos às 16 horas e narra a história de uma princesa nada convencional, que fala o que pensa e acaba sofrendo as consequências.

Recomendada para crianças a partir de 5 anos, a peça tem 55 minutos de duração e traz no elenco os atores Bia Brumatti, Daniel Faria, Fafá Rennó, Érica Montanheiro, Giovanna Leão, José Sampaio e Livia Gaudêncio. Direção de movimento e assistente de direção de Ana Paula Lopez, visagismo de Lira Ribas e iluminação de Laura Salerno. Além dos atores em cena, a peça conta com trilha sonora original de autoria de Chuck Hipolitho e Thiago Guerra, no ritmo rock ‘n’ roll. A montagem tem figurinos com toques do período Elisabetano e uma cenografia em pop-up, criação de Kléber Montanheiro.

Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua narra a história de uma Princesa que recebeu da Bruxa a maldição de não ter papas na língua. Na infância, Falalinda é vista como uma menina curiosa, inteligente e divertida. Porém, à medida que cresce, Falalinda não é tão bem-vinda com a sua honestidade e começa a ter problemas com o Rei, que afirma que o povo não quer uma Princesa que tem sempre algo a dizer, uma opinião a dar. Então, o Rei resolve fazer o que os reis fazem de melhor: conseguir maridos para as filhas! Assim, Falalinda se casa com um Príncipe que é especialista em colocar papas nas línguas das pessoas. Misturando humor e poesia, a peça reflete sobre o silenciamento feminino através de uma inversão dos arquétipos dos contos de fadas.

Com o passar do tempo, o Príncipe utiliza o som: “Shhh!” para todas as manifestações de fala da princesa. Até que ele a prende no alto de uma torre e Falalinda vai, aos poucos, perdendo a fala, até terminar completamente calada.  Mesmo com o arrependimento do Rei, a situação parece estar perdida. É quando a Bruxa, indignada por terem desfeito a sua maldição, acabou salvando Falalinda da prisão do silenciamento. No final, descobrimos que a Bruxa era na verdade a Rainha, a mãe de Falalinda.  A pedido do povo, Falalinda recebe a missão de governar os dois reinos e se torna a rainha mais honesta e amada das histórias.

Sobre o texto

Ao trazermos uma princesa não convencional, uma protagonista mulher que questiona e transgride as normas (aludindo a mitos como Eva e Pandora), estamos provocando uma reflexão sobre o silenciamento feminino visto como virtude, mas que é a manifestação da posição inferiorizada da mulher na hierarquia social“, analisa a autora e atriz Lívia Gaudêncio. “O fato de a princesa ser presa pelo Príncipe no alto da torre e acabar sendo salva pela Bruxa traz uma subversão dos arquétipos, visando a desconstrução do antagonismo feminino e do homem como única possibilidade de salvação. É importante salientar que, com este novo olhar, não se pretende estabelecer um paradigma reverso, e sim oferecer novas possibilidades narrativas que suscitem a reflexão, mesmo em espectadores tão jovens.

Encenação

A direção de Cynthia Falabella para Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua propõe ser coerente com os elementos encontrados no texto de Lívia Gaudencio, como a convivência entre delicadeza e ironia; a alternância entre uma linguagem poética e as expressões idiomáticas coloquiais; a relevância das situações que trazem crítica e reflexão de forma lúdica. A Princesa Falalinda criança é representada por uma atriz mirim na primeira fase da história, a fim de causar uma identificação imediata com o público infantil. A trilha sonora foi feita exclusivamente para a peça, dialogando com a estética visual que remete aos tempos da realeza clássica, fazendo um contraponto com as escolhas de figurino e visagismo de Falalinda que, notoriamente, é uma princesa à frente do seu tempo. Sendo assim, conforme a proposta do grupo, “o espetáculo Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua busca proporcionar uma experiência teatral de extrema qualidade para crianças e jovens, trazendo reflexão sem didatismo ou discursos prontos. Ao contrário, há uma busca por formar um público crítico e, portanto, uma sociedade mais consciente de seus valores em um futuro próximo“.

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Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua

Com Bia Brumatti, Daniel Faria, Érica Montanheiro, Fafá Rennó, Giovanna Leão, José Sampaio e Livia Gaudencio

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 60 minutos

26/10 até 01/12

Sábado e Domingo – 16h

$30

Classificação 5 anos

NATAL DA BELA E A FERA

O clima natalino chega mais cedo e a ER Artes trás aos palcos, mais um mágico e encantador musical, como uma forma bem humorada de mostrar ao público, sendo eles crianças ou adultos, que esta data é mais do que luzes, enfeites e presentes. Pois, tudo isso passa, exceto o amor no coração que é o que chamamos de Espírito de Natal.

Com a proximidade da data, acreditamos que será um belo presente de Natal para toda a família, assistir ao Natal da Bela e a Fera.

Dos mesmos realizadores dos sucessos “A Bela e a Fera – 20 anos” e “Pinocchio – Uma aventura teatral mágica”,” A Branca de Neve – O musical Encantado a equipe envolvida nestas superproduções, optou por trazer aos palcos a magia do natal para emocionar e se sensibilizar.

O espetáculo tem profissionais atuantes no mercado Paulistano, 10 atores, figurinos deslumbrantes, 08 cenários e projeções, efeitos especiais incríveis preparados para criar toda a magia que envolve a história. 

Sinopse

O Natal da Bela e a Fera nos remete ao primeiro Natal no período em que Bela vive no castelo da Fera. Os objetos encantados informam a Bela que o Amo proibiu a celebração do Natal no castelo, já que foi neste dia que a feiticeira disfarçada o colocou sob o feitiço que o transformou em Fera. Mas Bela desperta o espírito natalino nos objetos encantados e planeja uma festa de Natal sem que a Fera saiba. 

A ex-decoradora do castelo, Angelique, que foi transformada em um enfeite de Natal em formato de anjo no momento do encantamento, fica animadíssima com a ideia de comemorar o Natal mais uma vez. Apesar de relutante a principio, devido o temor a Fera, ela e os outros objetos encantados começam a decorar o castelo e fazer os preparativos. Mas alguns moradores do castelo não gostam disso e começam a conspirar para arruinar o Natal de Bela. 

Esses moradores são o espelho Forte e o flautim Pífano. Forte foi o compositor da corte e tinha uma propensão para composições sombrias e Pífano é um amigo íntimo de Forte, e começa a participar do plano sujo de Forte. 

Mas nem sob sua terrível ameaça Bela desiste de ensinar a Fera o verdadeiro sentido do Natal!

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Natal da Bela e a Fera

Com Tawany  Rein, Raphael Durão, Ygor Sapucaia, Gabriella Tavares, Guilherme Pedroso, Felipe Estevão, Lili Helena, Igor Florindo, Tami Pontes e Rafaela Duarte

Teatro Fernando Torres (Rua Padre Estevão Pernet, 588 – Tatuapé, São Paulo)

Duração 60 minutos

02 a 17/11

Sábado e Domingo – 16h

$60

Classificação Livre

O PORTAL ENCANTADO

Grupo Dragão7 de Teatro estreia, no dia 2 de novembro (sábado, às 11h), O Portal Encantado, espetáculo de bonecos para bebês com direção de Creuza F Borges. 

A montagem fica em cartaz na Sala Pascoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso somente até o dia 10 de novembro, com sessões aos sábados e domingos, às 11 horas. 

Com enredo sensorial e lúdico, O Portal Encantado apresenta a criação do universo a partir do átomo e suas combinações, dando origem à matéria. A viagem passa pelo surgimento das estrelas, das galáxias, dos planetas, da Terra, dos continentes, das florestas. 

Explorando os efeitos de luzes e de cores, encenação chega à Floresta Amazônica, trazendo para os pequeninos a exuberância de sua fauna e sua flora; apresentando-lhes o índio, além de mitos, lendas e seres da Amazônica: o boto, o curupira, o canto do uirapuru, a arara azul e a boiuna (cobra grande). 

O roteiro foi desenvolvido conjuntamente por Sérgio Portela, Creuza F Borges e pelas atrizes manipuladoras Mônica Negro e Marisa Mainarte. Às falas coube somente o papel necessário, a exemplo do jogo com sinônimos de palavras ou coisas na língua tupi-guarani. No espetáculo predominam o visual, as sensações e encantamento dos bonecos, criados por Lucas Luciano.

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 O Portal Encantado

Com Mônica Negro e Marisa Mainarte

Teatro Sérgio Cardoso – Sala Pascoal Carlos Magno (R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 30 minutos

02 a 10/11

Sábado e Domingo – 11h

$50

Classificação Livre

WAKATTA-GENSÔ

Mesmo falado em japonês durante os 50 minutos de duração de Wakatta-Gensô, o espetáculo vai ser entendido por crianças e adultos. A criação do grupo Oculto do Aparente reestreia dia 2 de novembro para temporada até 1º de dezembro no Teatro Alfa aos sábados e domingos, às 17h30. A nova montagem do grupo vem depois de Wakatta-Tejina: Mágica e Japão, montada pela companhia em 2018.  Wakatta (que significa entendi na língua japonesa) nasceu como uma performance, apresentada em japonês, com o ator Célio Amino empurrando um carrinho de chá, enquanto oferecia números de mágica. Chegou a ser apresentado no Sesc Belenzinho, durante uma edição da Virada Cultural, há quatro anos. Depois ganhou corpo e transformou-se em um espetáculo de mágica.

A nova versão de Wakatta,  Wakatta-Gensô , reúne 15 números de mágicas e um conceito delineado em referências a elementos da cultura japonesa, como o mangá Naruto, a tecnologia, o estilo Wazuma de mágica, o Teatro Nô e o Kabuki, mas combinados de uma maneira muito diferente do que os japoneses fariam.  “Todos  combinados de uma maneira bem diferente dos costumes japoneses“, informa o ator e criador Célio Amino.  Em japonês, Gensô, quer dizer fantasia, ilusão. “Usa-se esta palavra para dizer, por exemplo, que a realidade é ilusória. Wakatta-Gensô, além de ser um espetáculo de mágica falado em japonês, há uma segunda camada, refletindo sobre a natureza do que é diferente, usando como ponto de referência a peça de teatro Nô Takasago“, explica Célio Amino .

Será que aquilo que é diferente é uma forma de ilusão? E de que tipo, pois sabemos que a diferença existe em algum nível. Um trecho de Takasago é tradicionalmente cantado nos casamentos japoneses, pois conta a história de dois  pinheiros diferentes, um que um está na baía de Takasago e outro na baía de Suminoe, e que, apesar de diferentes, formam algo único: Aioi-no-Matsu. Para mostrar a própria diferença do Japão, Wakatta- Gensô tem também dois personagens tirados de tradições japonesas antagônicas, o Kabuki e o Teatro Nô.

No palco, Amino – o intérprete do personagem Amino-san, o mágico que só fala japonês – ganhou o apoio de mais uma colaboradora. Interpretado por Luciana Beloli, o novo personagem é inspirado no Teatro Nô. O papel de Luana Tonetti bebe na fonte do Teatro Kabuki.  “Esta mudança faz com que o espetáculo ganhe um novo sentido, reforçando sua vocação para mostrar a diversidade, mesmo dentro de um país pequeno como o Japão.” Célio comenta que vai apresentar números originais de mágica que surpreenderão até mesmo os mágicos profissionais.

Em um espetáculo de mágica para toda a família, a diferença de línguas, paradoxalmente, é usada de maneira criativa para mostrar que a comunicação é algo muito mais amplo“, fala Amino.  Apesar de Amino-san não falar português, todos o entendem. Esta é a grande mágica do espetáculo. Só não entendem como ele faz seus belos números de mágica. Mas Amino-san guarda outro grande segredo. Será que você é capaz de descobri-lo?” Apesar de Amino-san não falar português, todos o entendem. Esta é a grande mágica desta apresentação. Só não entendem como ele faz seu belos números de mágica. Mas Amino-san guarda um guarda um grande segredo. Será que você é capaz de descobri-lo?

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Wakatta-Gensô

Com Célio Amino, Luana Tonetti e Luciana Beloli

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 50 minutos

02/11 até 01/12

Sábado e Domingo – 17h30

$40

Classificação 6 anos

CARMEN, A GRANDE PEQUENA NOTÁVEL

O musical Carmen, A Grande Pequena Notável – inspirado na obra homônima de Heloísa Seixas e Julia Romeu e com direção de Kleber Montanheiro – volta aos palcos paulistanos, dia 26 de outubro, após temporadas de sucesso com todo o público, principalmente o infantil.

Nessa nova fase, agora no Teatro Tuca, o espetáculo com linguagem de Teatro de Revista tem Antonio Fagundes como produtor. “Há anos eu procurava um infantil para produzir. Carmen foi amor à primeira vista. A história dessa icônica mulher é contada de maneira deliciosa e pode (e deve) ser vista por todos os brasileiros” conta o também ator que segue em cartaz no mesmo teatro com a comédia Baixa Terapia e no ar na novela Bom Sucesso.

Amanda Acosta dá vida à portuguesa radicada no Brasil, que completaria 110 anos em 2019, e que virou símbolo do nosso País para todo o Mundo, em cenas que retratam o Rio de Janeiro daquela época, com as rádios em que se apresentou, o cinema brasileiro, Cassino Urca e os filmes de Holywood – contando essa biografia de maneira leve e colorida, dividindo as cenas com Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis, Fabiano Augusto e os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França.

Carmen, A Grande Pequena Notável fica em cartaz no Teatro Tuca, a partir de 26 de outubro, em curta temporada. O musical tem sessões aos sábados e domingos às 15h e os ingressos podem ser adquiridos através do site da Ingresso Rápido ou na bilheteria do Tuca.

Sinopse 

O musical conta a história da cantora Carmen Miranda, de sua chegada ao Brasil ainda criança, passando pelas rádios, suas primeiras gravações em disco, pelo cinema brasileiro e o Cassino da Urca, ao estrelato nos filmes de Hollywood. Inspirado no livro homônimo infanto-juvenil de Heloísa Seixas e Julia Romeu, o espetáculo conta e canta para toda a família os 46 anos de vida dessa pequena notável que levou a música e a cultura brasileira para os quatro cantos do mundo.

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Carmen, A Grande Pequena Notável

Com Amanda Acosta (Carmen Miranda), Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis, Fabiano Augusto e os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França

Teatro TUCA (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)

Duração 70 minutos

26/10 até 10/11

Sábado e Domingo – 15h

$80

Classificação Livre

ALADDIN, O MUSICAL

Referência em teatro infanto-juvenil, a premiada diretora Carla Candiotto – Prêmio Governador do Estado na categoria Arte para Crianças, além de seis estatuetas APCA e cinco troféus São Paulo de Teatro Infantil/Jovem – traz sua linguagem artística diferenciada para embalar a nova produção da Chaim Produções. A marca criativa e inteligente da encenadora agora poderá ser vista em Aladdin, o Musical, que estreia em São Paulo dia 2 de novembro, sábado, no Teatro Porto Seguro. Apresentado pelo Ministério da Cidadania, com realização da Lei de Incentivo à Cultura, o espetáculo tem patrocínio da Porto Seguro, Rede Impar e Colgate.

No palco, uma carroça estilizada se transforma numa caixa mágica e funciona como teatro ambulante, mercado, quarto e gruta. Em cena, 12 atores e um pianista vestem 25 figurinos e interpretam uma trupe de teatro que viaja pelo mundo contando uma das mais incríveis narrativas de aventura. Entre os personagens, destaque para o tigre branco Namur (companheiro de Jafar, o feiticeiro maldoso e ávido por poder), o espirituoso gênio da lâmpada e o tapete que acha que é um cachorro e funciona, comicamente, com acrobacias.

Aladdin é um ladrãozinho de pequenos furtos, que, através de uma lâmpada mágica e um gênio, começa a repensar a vida e o amor. A princesa Jasmine é uma adolescente que deseja ser livre para escolher os seus próprios caminhos, diferente das mulheres de gerações anteriores que vislumbravam apenas o casamento como desejo máximo e definitivo.O ganancioso Jafar se comporta com a astúcia e movimentos corporais de um gato. O Tapete Voador faz várias acrobacias. O Tigre possui formação acrobática.

No Aladdin de Carla Candiotto, o personagem Gênio é um jovem bailarino. “O gênio gostaria de estar no mundo do show business, ele faz uma pequena homenagem a Broadway”, descreve a diretora.

Para embalar a história que se desenrola no universo da fantasia e imaginação, a diretora utiliza uma fusão de linguagens artísticas, característica marcante em sua obra. Tem teatro físico, circo, manipulação de bonecos e teatro de sombras, truques e efeitos especiais, além de vídeos com imagens de palácios, luas e estrelas. “É uma história sobre mágicas, tem um gênio que mora numa lâmpada, um tapete que fala e um tigre que pensa. Enfim, a magia existe o tempo todo.

Além de conteúdo e concepção, esta montagem de Carla Candiotto aposta na qualidade também na escolha da equipe de criativos, como tem sido ao longo de sua carreira. Com direção musical de Carlos Bauzys, design de luz de Wagner Freire, figurino de Fábio Namatame, cenário de Bruno Anselmo, coreografia de Alonso Barros, videografismo e videomapping de André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo), design de som de Tocko Michelazzo e visagismo de Dicko Lorenzo, o espetáculo tem texto de Carla Candiotto e Igor Miranda e músicas de Carlos Bauzys (com letras de Igor). O elenco é formado por Andreza Meddeiros, Bruno Ospedal, Caio Mutai, Edmundo Vitor, Giu Mallen, Gustavo Della Serra, Joyce Cosmo, Léo Rommano, Marco Antonio Costa, Nábia Villela, Pedro Navarro e Thays Parente.

Carreira pautada por clássicos da literatura infantil

Aos 25 anos de carreira e, aproximadamente, 30 espetáculos, a diretora, paulista de Jundiaí, fez sua formação artística na França, Itália e Inglaterra. Estudou na Ecole Internationale Phillippe Gaullier, no Théâtre du Soleil, com Ariane Mnouchkine, e na Desmond Jones School of Mime. Há anos a diretora Carla Candiotto adapta contos da literatura infantil em suas montagens. “Trago as histórias do passado para os tempos atuais, com agilidade e piadas para toda a família, mantendo o significado delas; afinal, esses contos existem para ensinar, para dar voz a problemas que as crianças passam em seu crescimento”, diz. “Nunca deixo de contar a verdadeira história, sou sempre fiel a uma boa tradução ou uma boa autoria.

O espetáculo tem agilidade, tiradas rápidas e é repleto de momentos engraçados, (como a personalidade de sua criadora), a começar pelas cenas do gênio, que sempre realiza os desejos de uma forma divertida. Nas palavras da diretora, “é uma historia antiga com uma visão moderna, por exemplo, da mulher que não quer ser apenas uma princesa e, sim, cuidar de seu povo”. “O texto é um pretexto para falar de amor, do amor próprio, da liberdade, que é muito mais importante do que depender de um príncipe. A história é eterna porque faz sentido. A adaptação e o conceito artístico são diferentes da linguagem de um musical da Disney”, detalha ela. “Um pequeno grande espetáculo, recheado de mágica e mistérios”, define a diretora, que geralmente parte de um roteiro de ações para improvisar com os atores e sorver deles suas influências. “Assim, a história vem carregada de modernidade e vida“, completa.

Trilha sonora composta

O elenco interpreta ao vivo as 13 canções compostas originalmente por Carlos Bauzys, responsável também por arranjos e orquestrações. Carlos já trabalhara com a diretora em Pinóquio (Teatro Imprensa) e Bichos do Mundo (Pia Fraus). O pianista Rodolfo Schwenger toca ao vivo e dispara efeitos e playbacks, gravados por Bauzys em estúdio com orquestra de 12 instrumentistas (2 violinos, viola, violoncelo, flauta, clarinete, sax alto, soprano, tenor e clarone, trompete, flugel, trombone, percussão árabe (vários instrumentos como carron e carrilhão), bateria, baixo acústico e elétrico e piano).

Figurino – inspiração oriental

Com referências contemporâneas e mais antigas, o figurino de Fábio Namatame tem cortes modernos. A estrutura é formada por uma base de cores neutras – em bege, cinza e azul acinzentado – e sobreposições coloridas em tons de verde, bordô e dourado. O Tigre tem uma roupa bem contemporânea, diferente de todas as montagens, um desenho quase futurista. “Conforme as personagens contam a história, fazem uma sobreposição de peças”, conta, ressaltando a inspiração oriental do figurino, em um mix de Japão, China e Arábia. “É um luxo criativo. Temos brocado, muita aplicação na própria roupa, pintura, textura, não tem paetê, nem predaria”, finaliza Namatame. O criativo fugiu de estereótipos ou referências da Broadway e seguiu as indicações da direção, que o deixou livre para criar e viajar pela fábula. “O tapete (quase um edredom, flexível) foi um grande desafio”, revela, ressaltando que Carla pediu bonecas balinesas para a cena das marionetes, em teatro de sombras.

Coreografia – sintonia

A criação das coreografias resulta de um conjunto de fatores, como explica Alonso Barros. “Primeiro eu me inspiro no texto e na música do espetáculo, que tem que me estimular a contar uma história.” O criativo gosta de trabalhar em sintonia com a dramaturgia, faz questão de contar uma história. “Jamais coreografo pensando apenas em fazer números de passos e, quando escolho o elenco, sei exatamente como vou aproveitar determinado ator ou atriz, tirando o melhor possível de suas qualidades.

Alonso prefere trabalhar alinhado com o diretor musical, principalmente quando as canções são originalmente compostas. Para a coreografia, “é importante que o coreógado e o diretor musical tenham afinidade”, diz Alonso, que repete com Carlos Bauzys a dobradinha de Peter Pan, o Musical.

Cenário – caixinha de surpresas

O elemento mais destacado do cenário é a carroça, estrutura feita de ferro e forrada com chapas de madeira, de 3 metros por 1.50. Trata-se de uma caixa mágica, quase um personagem, que se desloca e se transforma ao longo do espetáculo, e por onde Aladdin tem que entrar para pegar a lâmpada do gênio e encontrar seu tapete mágico para escapar. Criada com o intuito de revelar “coisas”, é chamada de caixinha de surpresas pelo cenógrafo Bruno Anselmo. As cenas acontecem em torno, em cima de seu palco e na frente da carroça, que também serve de passagem para os atores. Parada, ela gira no eixo e cada um de seus lados abriga mini cenários. “O fundo da carroça é o quarto da Jasimie, a frente é o palácio e assim, a cada movimento novas possibilidades de espaço são reveladas, como a gruta e os baús”, explica Glauco Bernardi, complementando que o teatro de sombras é projetado no seu interior.

Além da temporada em São Paulo, curta turnê nacional:

Dias 5, 6, 12 e 13/10 – Rio de Janeiro, RJ – Teatro Clara Nunes
Dias 19 e 20/10 – Brasília, DF – Teatro do Hotel Royal Tulip
Dias 26 e 27/10 – Campinas, SP – Teatro Iguatemi
Dias 15 e 16/12 – Manaus, AM – Teatro Manauara

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Aladdin, o Musical

Com Andreza Meddeiros, Bruno Ospedal, Caio Mutai, Edmundo Vitor, Giu Mallen, Gustavo Della Serra, Joyce Cosmo, Léo Rommano, Marco Antonio Costa, Nábia Villela, Pedro Navarro e Thays Parente

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 75 minutos

02/11 até 08/12

Sábado e Domingo – 15h

$50/$90

Classificação Livre

A CIDADE DE DENTRO

No dia 5 de outubro, sábado, às 16h, estreia o espetáculo infantil A Cidade de Dentro no Teatro Alfredo Mesquita, em Santana. A peça integra a Mostra Sonhos em Tempos de Guerra da República Ativa de Teatro, contemplada pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. A temporada vai até 27 de OutubroGrátis!

A Cidade de Dentro é um espetáculo teatral que aborda os conflitos de uma grande metrópole e os reflexos dos problemas originados entre as necessidades dos indivíduos e a má gestão do poder público. Em cena estão Leandro Ivo, Rodrigo Palmieri, Thiago Ubaldo e Vivi Gonçalves. A encenação é da República Ativa e a direção e provocação cênica é de Eliana Monteiro.

Mostra Sonhos em Tempos de Guerra contempla seis espetáculos teatrais, com linguagens distintas e com a participação de diversos outros artistas. O Inimigo foi apresentado no Teatro Décio de Almeida Prado em junho; A Sombra do Vale foi apresentado no Teatro João Caetano, em julho; Invocadxs cumpriu temporada entre agosto e setembro no Teatro Alfredo Mesquita. A Cidade de Dentro é o quarto dentre esses seis espetáculos que serão apresentados gratuitamente em teatros públicos municipais. O projeto promoverá ainda debates públicos sobre o Teatro e a Criança na Embaixada Cultural – sede da República Ativa -, que fica na Vila Dom Pedro II – Zona Norte da cidade.

Sinopse:

Perfeitolândia é uma cidade diferente que faz jus ao seu nome. Tudo nela funciona perfeitamente bem: árvores que contam histórias, estátuas vivas, ruas que se movem… Tudo milimetricamente planejado pelo Sr. Perfeito – o Prefeito. Mas o que é uma cidade senão as pessoas que nela vivem? Será que todos os seus cidadãos conseguem desfrutar de tudo aquilo que a cidade tem a oferecer?

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 A Cidade de Dentro

Com Leandro Ivo, Rodrigo Palmieri, Thiago Ubaldo e Vivi Gonçalves

Teatro Alfredo Mesquita (Av Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo)

Duração 45 minutos

05 a 27/10

Sábado e Domingo – 16h

Entrada gratuita

Classificação Livre