O INCRÍVEL CASO DO MENINO DE VESTIDO

No dia 21 de março de 2020, sábado, às 16h, estreia o espetáculo infantil “O Incrível Caso do Menino de Vestido” no Teatro Cacilda Becker, na Lapa. A peça integra a Mostra Sonhos em Tempos de Guerra, da República Ativa de Teatro, contemplada pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. A temporada vai até o dia 19 de abril, sempre aos sábados e domingos às 16h. Grátis!

A história de Dennis revela a inocência e a ingenuidade da criança diante dos preconceitos dos adultos. Em cena estão os atores Leandro Ivo, Rodrigo Palmieri, Thiago Ubaldo e Vivi Gonçalves. A direção é de Fernando Neves.

Mostra Sonhos em Tempos de Guerra contempla seis espetáculos teatrais, com linguagens distintas e com a participação de diversos outros artistas. Em 2019 foram apresentados os espetáculos “O Inimigo” no Teatro Décio de Almeida Prado, “A Sombra do Vale” no Teatro João Caetano, “Invocadxs” A Cidade de Dentro no Teatro Alfredo Mesquita. “O Incrível Caso do Menino de Vestido” é o quinto dentre esses seis espetáculos que serão apresentados gratuitamente em Teatros Públicos Municipais. O projeto promoverá ainda debates públicos sobre o Teatro e a Criança na Embaixada Cultural – sede da República Ativa -, que fica na Vila Dom Pedro II – Zona Norte da cidade.

Um menino pode usar um vestido?

A história de Dennis revela a inocência e a ingenuidade da criança diante dos preconceitos dos adultos. Afinal, quem foi que disse que menino não pode usar vestido? Quem foi que ditou as regras que determinam nossa cultura? A cultura é estática ou está sempre em transformação? É possível falar sobre preconceito de gênero com uma criança? Essas e outras perguntas foram fundamentais para a construção desse espetáculo, que é fruto da pesquisa da República Ativa de Teatro.

No enredo, Dennis é apresentado como um menino comum. Mas ele se sentia diferente. Achava que sua vida era chata e monótona. Diante de uma rotina sem maiores surpresas, algo de extraordinário simplesmente tinha que acontecer! E foi exatamente quando aconteceu que tudo a sua volta virou “de cabeça pra baixo”: ele decidiu usar um vestido, e isso gerou uma infinidade de comentários, julgamentos e opiniões de todos os lados, principalmente de sua família. Mas, afinal, por que uma ação tão simples pode gerar tanta polêmica? Será que existe mesmo um problema com Dennis, ou esse problema está nos julgamentos de todos à sua volta? Com recortes e fragmentos deste episódio, o espetáculo mostra os desafios que Dennis enfrentou ao se vestir desta forma.

Mas será que tudo é o que parece ser? Por quais motivos Dennis resolveu usar um vestido? Será que as regras sociais são realmente mais importantes do que os sentimentos humanos? Até que ponto somos reféns dessa moral? A quem ela serve? Ao falar sobre gênero, também trazemos à realidade da criança e do adulto tais questionamentos, apresentando um caso real (entre tantos outros) que evidencia a urgência de discutir os assuntos propostos com nosso público.

Para tratar esse tema tão delicado, o grupo convidou o ator e diretor Fernando Neves para orientar essa etapa da pesquisa, trazendo seus conhecimentos da linguagem do Circo-Teatro e do Melodrama. Oriundo de uma família tradicional circense, Neves guiou o trabalho com técnicas de interpretação e de escolhas dramatúrgicas dessa linguagem para ajudar a contar a trama desse herói. Sim, herói no sentido de que ele passa por diversas provações sem desviar seu caráter. Essa escolha é pertinente para mostrar que a ação de Dennis é genuína e não merece ser julgada superficialmente. Tratar de preconceito é mostrar as diversas perspectivas e o quanto elas podem ser falhas por se basearem apenas na aparência ou em regras que nem sempre se encaixam na realidade.

Você se sente bem vestido da tua própria opinião?

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O Incrível Caso do Menino de Vestido

Com Leandro Ivo, Rodrigo Palmieri, Thiago Ubaldo e Vivi Gonçalves

Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 265 – Lapa, São Paulo)

Duração 50 minutos

21/03 a 19/04

Sábado e Domingo – 16h

Grátis

Classificação Livre

A MÁQUINA DO TEMPO

Para entender o mundo de hoje, um menino resolve usar objetos que tem em seu próprio quarto para construir uma máquina que o permita viajar ao passado em busca de respostas. Eis o ponto de partida de “A máquina do tempo”, peça infantojuvenil escrita pelo ator e músico Gui Stutz, com direção de Denise Stutz. O espetáculo inédito estreia em 7 de março no Clube Manouche, com sessões aos sábados e domingos, às 16h, até 29 de março.

Sozinho em cena, Gui Stutz narra a história do menino de forma lúdica e entremeada por canções autorais. Nessa aventura pelo tempo, o menino é capturado por um navio pirata, vê diferentes dinossauros na pré-história, testemunha Santos Dumont voando no 14-Bis, vai trabalhar num circo de 1923 como o “menino do futuro” e passa por muitas cidades e países até voltar ao ano de 2020. Seu desejo nessa viagem é observar as florestas, os mares e as cidades para tentar entender como o passado se tornou o presente.

Acostumado a trabalhar com companhias teatrais, Gui já cultivava há tempos a vontade de montar um solo que reunisse música e dramaturgia. Para escrever “A máquina do tempo”, ele se inspirou na própria infância e na paternidade. “Sou filho único. Minha memória da infância tem muito de brincar sozinho e acompanhar as viagens de trabalho dos meus pais. Desenhava muito, criava mundos e histórias na minha cabeça”, recorda. Hoje pai de três filhos com idades entre dois meses e quatro anos, Gui se vê rodeado pelo universo da criança.

A música é um elemento constante nos trabalhos de artes cênicas de Gui Stutz, e não foi diferente na construção da dramaturgia de “A máquina do tempo”. Em cena, ele utiliza guitarra, e sintetizador ligados a um equipamento de looping para compor em tempo real a trilha sonora original.

Mãe e filho, Denise e Gui já trabalharam juntos em muitas produções, mas é a primeira vez que estão apenas os dois na criação de uma obra. Na bagagem, compartilham experiências que vão desde o teatro de rua popular da Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades até o teatro contemporâneo do espanhol Fernando Renjifo. “A nossa vontade era de fazer uma peça que não infantilizasse a criança. Queríamos dar espaço para ela pensar sobre o tempo de hoje”, enfatiza Denise.

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A Máquina do Tempo

Com Gui Stutz

Clube Manouche/ Casa Camolese (R. Jardim Botânico, 983 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

07 a 29/03 (dia 08 – sessão extra 14h / não haverá sessão dia 15)

Sábado e Domingo – 16h

$40

Classificação 5 anos

O PORTAL ENCANTADO

Grupo Dragão7 de Teatro estreia no dia 7 de março (sábado, às 11 horas) o espetáculo de bonecos para bebês O Portal Encantado, no Teatro das Artes, com direção de Creuza F Borges.

Com enredo sensorial e lúdico, O Portal Encantado apresenta a criação do universo a partir do átomo e suas combinações, dando origem à matéria. A viagem passa pelo surgimento das estrelas, das galáxias, dos planetas, da Terra, dos continentes, das florestas.

Explorando os efeitos de luzes e de cores, a encenação chega à Floresta Amazônica, trazendo para os pequeninos a exuberância de sua fauna e flora, apresentando-lhes o índio, além de mitos, lendas e seres da Amazônica: o boto, o curupira, o canto do uirapuru, a arara azul e a boiuna (cobra grande).

O roteiro foi desenvolvido conjuntamente por Sérgio Portela, Creuza F Borges e pelas atrizes manipuladoras Mônica Negro e Marisa Mainarte. Às falas coube somente o papel necessário, a exemplo do jogo com sinônimos de palavras ou coisas na língua tupi-guarani. No espetáculo predominam o visual, as sensações e o encantamento dos bonecos, criados por Lucas Luciano.

O Dragão7 de Teatro é uma companhia que atua, desde 1988, tendo em seu repertório várias montagens, adultas e infantis, que já foram apresentadas em palcos nacionais e internacionais. Atualmente, com O Portal Encantado, investe nessa nova linguagem, que vem sendo explorada em vários países: o teatro para bebês de seis meses a quatro anos de idade. Em novembro de 2019, aconteceram quatro sessões muito bem sucedidas no Teatro Sérgio Cardoso, estimulando o grupo a colocar o espetáculo em cartaz.

O Portal Encantado

Com Grupo Dragão7 de Teatro

Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 35 minutos

07 a 28/03

Sábado – 11h

$70 (combo com 4 ingresso $120)

Classificação Livre

DEPÓSITO

Cia. Palhadiaço estreia o espetáculo Depósito no dia 14 de março (sábado, às 15h30) na Praça do Forró, em São Miguel Paulista. Explorando a linguagem da palhaçaria moderna, a montagem fala de um tempo no qual a arte se tornou um vírus e a pessoas infectadas, de nariz vermelho, são isoladas em um depósito de artistas.

Com criação coletiva, dramaturgia de Matheus Barreto e direção de Rani Guerra, o espetáculo investiga uma vertente, denominada pelo grupo de “palhaçaria periférica”, que cria diálogos com a cidade, suas periferias, seus artistas marginalizados e suas excelências artísticas, subversivas e resistentes. O artifício do trabalho é a comicidade. O texto de Depósito surgiu de um processo de pesquisa, no qual os integrantes foram para as ruas do Itaim Paulista em busca de uma narrativa, imersos em improvisos, jogos e entrevistas com habitantes em feiras, mercados e praças, questionando-os sobre como seria para eles se a arte fosse uma expressão proibida.

No enredo, o vírus da arte causa uma doença com muitos sintomas e, em quadros mais graves, o paciente fica com o nariz vermelho. Para deter essa infestação um estado totalmente desarticulado é instituído com medidas severas em busca de aniquilar a existência artística: os donos do poder constroem depósitos para isolar as pessoas infectadas, chamadas de “artistas”. A montagem da Cia. Palhadiaço reflete sobre essa ‘epidemia’: haverá cura?

Os palhaços Terrô (Matheus Barreto), Disgraça (Jhuann Scharrye), Miséria (Priscyla Klepscke) e Catástrofe (Rogério Nascimento) são os quatro últimos artistas restantes no Itaim Paulista e são confinados. “Na cena, somos os que restaram, somos todos iguais, sem um líder, mas organizados”, explicam os atores. O nascimento de uma criança com o principal sintoma da doença, o nariz vermelho, acelera a necessidade de erradicar a síndrome. Ativistas protestam contra a ação. E a poção de cura é então sabotada pela criança que adultera o líquido com sua própria fralda. Quando ingerido por Miséria, Terrô e Disgraça, o efeito é invertido, provocando uma epifania artística.

O grupo, cujos integrantes são oriundos de escola de palhaços em busca de uma identidade periférica, explora os trejeitos do corpo em relação ao espaço valendo-se de uma dramaturgia circense onde gags, malabares, equilibrismo e acrobacias estão a favor da cena. Depósito é um espetáculo lúdico-musical-reflexivo, no qual a diversão é artifício para refletir sobre identidade cultural, arte e relações de autoridade. A música também desempenha papel fundamental com paródias, releituras e composições originais, entre as quais um rap, que traz uma hilária batalha de palhaços.

A partir da visão dos moradores sobre o artista e o papel da arte na sociedade, o enredo traz um fábula, uma distopia desarticulada, onde o artista e suas manifestações culturais se tornaram obsoletos. “Toda a forma de expressão desorganizada é perigosa e nada funcional. É neste contexto que se insere o palhaço, o ser sem órgãos, que não se organiza, não tem nenhuma valia ao desenvolvimento social, não só olha para o seu desacerto, ao contrário, coloca uma lupa sobre ele”, explicam os atores. Depósito mostra esse palhaço que evidencia o desfuncionamento e gargalha do mesmo. “Assim como o palhaço, muitas formas artísticas à margem, na beira, na periferia, podem ser tão profundas, ou até mais que aquelas realizadas em pontos mais centrais da cidade”, finalizam.

No dia 18 de abril, a Companhia Palhadiaço ministra oficina – A lógica do Ilógico – que aborda o jogo cômico, a investigação sobre as possibilidades do corpo e as lógicas do palhaço com seu olhar sobre a periferia.

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Depósito

Com Cia. Palhadiaço – Jhuann Scharrye, Matheus Barreto, Priscyla Klepscke e Rogério Nascimento

Duração 60 minutos

14 a 22/03

Grátis

Classificação Livre

Apresentações

14/03 – sábado 15h30 – Praça do Forró (Praça Padre Aleixo, S/N – São Miguel Paulista)

15/03 – domingo 11h30 – Praça Coroinhas (Rua Jandira dos Santos – Parque Residencial D’Abril)

19/03 – quinta 10h – Casa de Cultura São Rafael (Rua Quaresma Delgado, 354 – Jardim Vera Cruz)

20/03 – sexta 10h – Casa de Cultura Itaim Paulista (Rua Monte Camberela, 490 – Vila Silva Teles)

22/03 – domingo 11h30 – Parque Ecológico Chico Mendes (Rua Cembira, 1201 – Vila Curuçá)

Oficina de Comicidade – Tema: A lógica do Ilógico

Casa de Cultura Itaim Paulista (Rua Monte Camberela, 490 – Vila Silva Teles)

18/04

Sábado – 09h30 às 12h30

Grátis

Classificação 12 anos

MOSTRA DE REPERTÓRIO CIA. MUNGUNZÁ DE TEATRO

Durante o mês de março a Cia Mungunzá de Teatro apresenta sua mostra de repertório com os cinco espetáculos do grupo no Teatro João Caetano. Com ingressos gratuitos, a mostra começa com Epidemia Prata – dias 6, 7 e 8 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h. Recentemente apresentado no Festival Internacional de Teatro de Kerala, na Índia, o espetáculo, que tem direção de Georgette Fadel, é uma costura entre duas linhas narrativas: a visão pessoal dos atores sobre os personagens reais que conheceram em sua atual residência no Teatro de Contêiner – Centro de São Paulo, e o mito da medusa, que transforma pessoas em estátuas.

Na sequência serão apresentados os espetáculos Luis Antonio – Gabriela (de 13 a 15 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h), Por que a Criança Cozinha na Polenta? (de 20 a 22 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h), Poema Suspenso para uma Cidade em Queda (de 27 a 29 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h). O infantil Era uma Era faz apresentações dias 28 e 29 de março, sábado e domingo, às 16 horas.

Epidemia Prata (2018) é uma pequena gira teatral. Dura. Sólida. Nessa gira, a poesia é como um rato, deve se espremer pelos cantos para superar um céu de metal. Repleto de imagens e predominantemente performático e sinestésico, o universo prata, no espetáculo, assume uma infinidade de conotações que vão desconstruindo personagens estigmatizados pela sociedade e compartilhando a sensação de petrificação diante de tudo.

Apesar de levar à cena o endurecimento do ser humano e o fim da sutileza e da comunicação, Epidemia Prata, com texto autoral e supervisão dramatúrgica de Verônica Gentilin, não tem o objetivo de ser um espetáculo de denúncia e sim de alavancar a poesia. “Faço junto com a Cia Mungunzá um alerta desse endurecimento, do parafuso emperrado que não deixa o mundo girar como deveria, mas que também nos coloca como observadores dessa miséria”, conta a diretora Georgette Fadel.

Um chão todo azul com apenas uma carcaça de piano, uma tampa de bueiro e dois mil reais em moedas de cinco centavos a cenografia de Epidemia Prata se completa com uma tela de projeção em cima do palco. A tela mostra imagens relacionadas com objetos duros e de metais. “É a inversão do céu e terra, onde ninguém tem chão e o céu pode ser cruel”, diz Fadel.

Luis Antonio – Gabriela

Sucesso de público e crítica com mais de 400 apresentações e 40 mil espectadores em todo Brasil, a montagem conta, desde 2018, com a atriz trans Fabia Mirassos no papel de Gabriela. Em Luis Antonio – Gabriela (2011) o diretor Nelson Baskerville coloca em cena sua própria história, onde o irmão mais velho, homossexual, Luis Antonio, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960. O documentário cênico tem início no ano de 1953, com o nascimento de Luis Antonio, filho mais velho de cinco irmãos, que passou infância, adolescência e parte da juventude em Santos até ir embora para Espanha aos 30 anos, onde se transforma em Gabriela, e vai até 2006, data de sua morte.

Diferentes pontos de vista, como do irmão caçula que foi abusado sexualmente; da irmã que sai pelo mundo em busca do corpo de Gabriela; do pai que não reconhecia o filho travesti; da madrasta que via tudo como se fosse uma grande comédia; e dos amigos e colegas de trabalho, que viam a figura da protagonista com uma mistura de admiração e estranhamento são usados na montagem para mostrar a transformação de Luis Antonio em Gabriela.

Por que a Criança Cozinha na Polenta?

Com cinco temporadas em São Paulo e participações em festivais nacionais, entre eles o festival de Curitiba e Recife, Por que a Criança Cozinha na Polenta? (2008) é o primeiro espetáculo da Cia Mungunzá de Teatro e conta a história de uma menina romena cujos pais são artistas circenses exilados de seu país. A mãe se pendura no trapézio pelos cabelos todas as noites e o pai é um palhaço que não acredita em Deus. Enquanto, em seu exílio, excursiona pela Europa Central, a menina, ao lado da irmã mais velha, é arremessada de encontro ao despedaçamento de todos os seus ideais, bem como o preço por cada um deles.

Baseado na obra da escritora romena Aglaja Veteranyi, a montagem foi adaptada por Nelson Baskerville, que também assina a direção. Narrado por uma adolescente que se defende da degradação pela ótica infantil, a peça é ao mesmo tempo lírica e cruel.

Poema Suspenso para uma Cidade em Queda

Encenada em quatro torres de andaimes de cinco metros de altura e baseada em histórias e experiências pessoais dos atores, Poema Suspenso para uma Cidade em Queda (2015) tem direção de Luiz Fernando Marques – integrante do Grupo XIX de Teatro – e mostra um pouco sobre o sentimento de imobilidade que atinge muitas pessoas nos dias de hoje.

Poema Suspenso para uma Cidade em Queda é uma fábula contemporânea sobre a sensação de suspensão e paralisia geral do mundo moderno. Uma pessoa cai do topo de um prédio e não chega ao chão. Os anos passam e este corpo não consuma a queda. A partir daí, a vida das pessoas nos apartamentos desse edifício fica presa numa espécie de buraco negro pessoal, onde cada um vive uma experiência que não finaliza. Cada personagem fica preso em sua metáfora, ignorando o conjunto à sua volta.

O diretor Luiz Fernando Marques conta como a peça foi construída: “a Mungunzá é uma companhia atípica, só de atores. O convite veio logo após o sucesso deles com Luis Antonio – Gabriela, espetáculo premiado e minha responsabilidade aumentou com isso. Primeiro, ouvi o que esses atores queriam contar com esse projeto. Essa é uma das características da minha direção: focar nos atores e trabalhar em conjunto com eles. Na primeira parte do trabalho, com os workshops para levantar a dramaturgia, atuei como um provocador desse processo que foi super orgânico”, explica.

Era uma Era

Espetáculo da Cia. Mungunzá de Teatro voltado para o público infanto-juvenil, Era uma Era (2015) tem direção de Verônica Gentilin e conta as desventuras de um rei que tenta, a qualquer custo, fazer parte da história e, para tal, documenta toda a fundação do seu reino e seus feitos.

Inspirada no livro O Decreto da Alegria, de Rubem Alves, a montagem tem como temas centrais a memória e a tecnologia e é encenada em andaimes de cinco metros de altura. No espetáculo, os personagens que contam a história do Grande Reino Ainda Sem Nome surgem de uma caixa abandonada. Barba Rala, rei deste Reino deseja a todo custo entrar para a história dando um nome ao seu Reino. A única forma que um Reino tem de ser reconhecido e entrar para a história, é completando 100 páginas no Grande Livro de Autos. Assim, o rei resolve registrar todo e qualquer passo nesse livro. Até que um dia, após um incêndio, o livro é destruído e os habitantes tem que recomeçar sua vida do zero. No entanto, nessa segunda parte da história, os tempos são outros e a tecnologia domina a vida das pessoas. A peça se repete, mas completamente contextualizada no caos da era digital. Novamente o Reino cresce e vai se preenchendo de memórias e registros e selfies até entrar em colapso de novo.

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Mostra de Repertório Cia. Mungunzá de Teatro

Teatro João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo)

06 a 29/03

Grátis (retirada de ingressos com uma hora de antecedência)

Teatro Adulto

Epidemia Prata 

Com Gustavo Sarzi, Leonardo Akio, Lucas Beda, Marcos Felipe, Pedro Augusto, Verônica Gentilin e Virginia Iglesias

Duração 60 minutos

06 a 08/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Classificação 16 anos

Luis Antonio – Gabriela

Com Fabia Mirassos, Marcos Felipe, Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias e Lilian de Lima

Duração 100 minutos

13 a 15/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Classificação 16 anos

Por Que a Criança Cozinha na Polenta?

Com Verônica Gentilin, Sandra Modesto, Virgínia Iglesias, Marcos Felipe e Lucas Beda

Duração 80 minutos

20 a 22/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Classificação 16 anos

Poema Suspenso para uma Cidade em Queda

Com Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Lucas Bêda, Marcos Felipe e Sandra Modesto

Duração 70 minutos

27 a 29/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Classificação 14 anos

Teatro infantil

Era uma Era

Com Sandra Modesto, Virginia Iglesias, Leonardo Akio, Lucas Beda, Marcos Felipe e Pedro Augusto

Duração 70 minutos

28 e 29/03

Sábado e Domingo – 16h

Classificação Livre

IRMÃOS CARRETO

Nos dias 04 e 11 de março de 2020, às 10h30, a Trupe DuNavô apresenta o espetáculo Irmãos Carreto com entrada gratuita no Palco Galpão 2 do Tendal da Lapa, um dos espaços emblemáticos da cena circense de São Paulo.

Conhecida por apresentar espetáculos sensíveis, divertidos e de muita qualidade, a Trupe DuNavô, que é formada por Renato Ribeiro, Gis Pereira, Vinicius Ramos e Gabi Zanola, completa dez anos de história em 2020 e inicia suas comemorações com apresentações do espetáculo Irmãos Carreto

Uma divertida batalha entre dois palhaços que são irmãos e se vêem diante de um grande dilema deixado pelo pai no momento da partilha da herança da família. Duas personalidades muito distintas e um grande desafio: afinal, quem estaria pronto para se tornar o novo dono do Carreto que pertencera ao pai durante anos? 

Claudius (Renato Ribeiro) alega ser o mais habilidoso, inteligente e responsável para assumir esta missão. Enquanto Clóvis (Vinicius Ramos), aposta em sua velocidade, força, simpatia e sensibilidade para ganhar a freguesia e a oportunidade de comandar o carreto do pai.  Em meio a uma divertida disputa, com muitas trapalhadas, esses dois palhaços irão dar um show de habilidades.

O espetáculo tem direção de Gis Pereira e Gabi Zanola (que faz parte do elenco dos Doutores da Alegria) e convida o público de todas as idades a passar pelo momento decisivo da vida de dois irmãos. Um espetáculo criativo que une acrobacias, ilusionismo e claro, muitas palhaçadas. 

A montagem tem como referência vivências da Trupe DuNavô ao longo de sua pesquisa levando a linguagem do palhaço para as ruas. Seguindo sua linha de pesquisa sobre a linguagem do palhaço e a rua, o espetáculo Irmãos Carreto é inspirado no universo dos catadores de materiais recicláveis, sucatas e andarilhos das grandes cidades. Figuras presentes no imaginário dos grandes centros urbanos, mas que muitas vezes passam despercebidos ou até desumanizados.

Se você ainda não conhece o trabalho dessa divertidíssima trupe, se programe para participar. Mais informações sobre os dez anos da Trupe DuNavô acesse: www.facebook.com/DuNavo

A realização é da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura da Cidade de São Paulo. 

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Irmãos Carreto

Com Trupe DuNavô

Tendal da Lapa (Rua Guaicurus, 1100 – Água Branca, São Paulo)

Duração 50 minutos

04 e 11/03

Quarta – 10h30

Grátis

Classificação Livre

JOÃO E MARIA – O MUSICAL

Clássico dos livros infantis, a história de João e Maria ganhou uma adaptação que vai surpreender toda família, em especial os pequenos. O musical que estará em cartaz no Teatro Lauro Gomes, SBC, 29/02, sábado, 16h30, conta com efeitos especiais, 25 figurinos, bailarinos e cantores, sensações em 4D onde a plateia poderá sentir o cheiro da casa de doces da bruxa, cenários grandiosos e, claro, todo cantado ao vivo com banda.

Na montagem baseada na literatura infantil, João e Maria saem pela floresta a mando da mãe em busca de mantimentos para a família, que passa por uma situação de extrema de pobreza. Perdidos na floresta, eles encontram uma casa feita de doces, que na verdade é a morada de uma bruxa. Presos na armadilha, os irmãos precisam encontrar uma forma de fugir antes de serem devorados. Para isso, vão contar com a ajuda de novos amigos.

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João e Maria – O Musical

Com Marcos Antonelli, Manu Littiéry, Lili Colononnese, Maria Gerjoy, Rodrigo Monteiro, Rosimary Luz, Cassio Colares, Bruno de Paiva, Caio de Paiva e Julia Walther

Teatro Lauro Gomes (Rua Helena Jacquey, 171 – Rudge Ramos, São Bernardo do Campo)

Duração 80 minutos

29/02

Sábado – 16h30

$60

Classificação Livre