UM DIVERTIDO PASSEIO NO MUNDO DA DISLEXIA

Espetáculo divertido e ideal para professores, educadores e pessoas da área da Saúde bem como para pessoas que se interessem pelo assunto.
Um Divertido Passeio pelo Mundo da Dislexia é uma peça para adultos e crianças de todas as idades. Neste espetáculo, a diversão e o aprendizado caminham juntos.
A peça conta a história de Pedrinho, um menino tímido e introspectivo, que acalenta o sonho de tornar-se um grande dançarino, porém, por sofrer de dislexia enfrenta rejeição e incompreensão das pessoas com as quais convive, por conta de sua dificuldade com a leitura e a escrita. Faz amizade com os personagens “Betinho Valente” e “Guto Simpatia”, dois bonecos encantadores que o levam para salvar o Mundo da Dislexia.
A peça aborda ainda grandes celebridades que mesmo sendo disléxicos  venceram em suas áreas e passam uma mensagem super positiva para todos – disléxicos ou não.
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Um Divertido Passeio pelo Mundo da Dislexia
Com Ricardo Mondenezzi, Rita Lopes, Jadson Sanjes, Dayane Abreu e Sandra Andreoti.
Teatro Santo Agostinho (R. Apeninos, 118 – Liberdade, São Paulo)
Duração não informada
27/04
Sábado – 16h
$50
Classificação Livre

BRINCANTORIAS

Vencedor do Prêmio Profissionais do Ano em 2018, o grupo CantaVento faz dois shows gratuitos de lançamento de seu segundo CD, Brincantorias, na Praça do Sesc Pinheiros, nos dias 6 e 7 de abril, às 16h, gratuito.

O espetáculo reúne cantos de roda, trava línguas e improvisos coletivos para apresentar às crianças e às suas famílias lendas, mitos, festas e danças da cultura popular brasileira.

O álbum mistura sonoridades populares como Moçambique, cacuriá, coco, moda de viola, samba lenço, samba de roda e congada. E todas as crianças são convidadas a participar, brincar e cantar junto com os brincantores do CantaVento.

As músicas do disco são: “Brincantoria”, “Uá Uê”, “Kitum Bele”, “Balagulá/Óia a Onça”, “O Verde é Maravilha”, “Chovedor de Passarinhos”, “Meninos”, “Embalar Neném/Embala Eu”, “Pisa Pilão”, “Passarinho da Arnica”, “Moçambiques” e “Canção Amiga”.

Texto do encarte

“Este CD é carta de amor aos nossos filhos. Joaquim, Dara, Ravi, Lui, Mariana, Cecília, João, Flora, Cora e quem mais vier. Acontece que a História nos ensina que amar nossos filhos, é também amar toda uma geração da qual eles fazem parte. Sendo assim, este CD é carta de amor as crianças parecidas conosco e as crianças diferentes de nós. Desejamos compartilhar com elas um tantinho do Brasil Profundo que nos é tão precioso. Brasil em potência de festa, de criação, de gente fazendo bonitezas juntas. Queremos que estas músicas possam ser ponte para que os pequenos conheçam com o corpo esse pedaço de chão, e virá-lo de ponta cabeça, amassá-lo como barro, soprá-lo como pena, saboreá-lo como pitanga. É preciso deixar que o Brasil Profundo seja manuseado pelas crianças. E, como adultos, temos necessidade de aprender com isso, para transformarmos nossa adultez. É urgente que nos lembremos da capacidade de reinventar, da inteireza, do cuidado com o que é pequenino e das soluções carinhosas. Infâncias e culturas populares brasileiras… Sim, essa terra é fértil de belezas. Há muitas e muitas sementes de esperança a brotar. Nosso Tempo nos pede que cuidemos delas com amor”.

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Brincantorias

Com Cantavento

SESC Pinheiros – Praça (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração não informada

06 e 07/04

Sábado e Domingo – 16h

Grátis

Livre

NEM ISSO NEM AQUILO – QUANDO OS PAIS SE SEPARAM

Quatro novos nomes da dramaturgia atual unem suas forças para explicar o divórcio para crianças no espetáculo Nem Isso Nem Aquilo – Quando os Pais Se Separam, trabalho inaugural do Sabadinho em Cena com direção de Lucas Mayor e Marcos Gomes.

A peça estreia em 6 de abril no Teatro Cemitério de Automóveis, onde segue em cartaz até 25 de maio, com apresentações aos sábados, às 17h. O elenco traz Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

A montagem reúne quatro cenas curtas sobre os impactos da separação dos pais para a vida das crianças. Em “Como Falar com um Anjo?”, de Claudia Barral, a menina Lucila fala com seu amigo-imaginário sobre conversas difíceis de ter com qualquer pessoa. Cansado de ter que frequentar as duas casas de seus pais separados, o menino Hélio decide montar um acampamento no porão de sua mãe em “Uma barraca para o resto de minha vida”, de Bruna Pligher.

A pequena Rebecca tem uma profunda conversa com seu terapeuta em “Pé na Estrada”, de Lucas Mayor. Já em “Ninguém Sabe”, de Marcos Gomes, são apresentados Cris e Marcos, que se conheceram ainda na infância, começaram a namorar, casaram-se, tiveram um filho e se separaram.

Queríamos lidar com temas que geralmente não são muito abordados nas peças infantis e são mais complicados, como a separação dos pais. E escolhemos falar sobre isso de maneira mais adulta e séria, sem subestimar a capacidade de entendimento das crianças. Por isso, os personagens infantis têm atitudes típicas de adultos – como uma menina desabafando sobre os problemas de sua vida com seu psicanalista, ou alguém indo morar fora de casa, no porão, ou mesmo as duas crianças da cena do Marcos, que repassam os acontecimentos da infância à vida adulta, a fim de entenderem o que foi que deu errado”, conta Lucas Mayor, que assina a direção ao lado de Marcos Gomes.

Como referências estéticas e temáticas, a encenação busca uma aproximação com o cinema do tipo “Sessão da Tarde” dos anos de 1980 e 1990, sobretudo em relação aos filmes de John Hughes, como “A Malandrinha” (1991) e “Esqueceram de Mim” (1990). Outras influências importantes foram “Meu Primeiro Amor” (1991), de Laurice Elehwany; a série “Anos Incríveis” (1988-1993); além dos mais recentes “Moonrise Kingdom” (2010), de Wes Anderson, e “Onde Vivem Os Monstros” (2009), de Spike Jonze.
Os figurinos da peça também procuram essa ambientação da moda dos anos de 1980. Já a cenografia trabalha com palco nu e apenas alguns objetos que entram e saem de cena a cada sequência.

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Nem Isso Nem Aquilo – Quando Os Pais Se Separam

Com Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)

Duração 50 minutos

06/04 até 25/05

Sábado – 17h

$30

Classificação Livre

VAMOS COMPRAR UM POETA

Inspirado no livro homônimo de Afonso Cruz, o musical infantojuvenil inédito Vamos Comprar um Poeta estreia no dia 23 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB São Paulo), e segue em cartaz até 31 de agosto.

O musical narra a chegada de um Poeta à casa de uma família comum. Nesse lar, moram um pai que só pensa em ganhar dinheiro; uma mãe que organiza todos os dias os trabalhos domésticos; uma menina esperta e curiosa que gosta de entender o significado das coisas; e um menino que adora fazer contas.

O poeta ensina os pequenos a observar borboletas, compor os próprios poemas e aprender a dar abraços. A montagem cria uma divertida reflexão sobre a nossa capacidade de invenção, fazendo um importante paralelo entre cultura e economia. É uma homenagem à cultura, em um espetáculo que mistura poesia, música e dança.

Vamos Comprar um Poeta é a última parte da trilogia de histórias de amor para crianças, composta também pelos premiados musicais A Gaiola e Contos Partidos de Amor.

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Vamos Comprar um Poeta

Com Letícia Medella, Luan Vieira, Sergio Kauffmann

Centro Cultural Banco do Brasil (R. Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo)

Duração 60 minutos

23/03 até 31/08

Sábado – 11h

$30

Livre

CARMEN, A GRANDE PEQUENA NOTÁVEL

Depois de uma longa e bem-sucedida temporada no Centro Cultural Banco do Brasil, o musical Carmen, a Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro, reestreia no Teatro Itália, no dia 23 de março. O espetáculo é inspirado no livro homônimo de Heloísa Seixas e Julia Romeu, vencedor do Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção (2015), e apresenta o universo artístico da diva Carmen Miranda (1909-1955) para o público de todas as idades.

O espetáculo está indicado ao Prêmio São Paulo para crianças e jovens de melhor figurino (Kleber Montanheiro), melhor texto adaptado (Heloisa Seixas e Julia Romeu), melhor direção musical (Ricardo Severo) e melhor atriz (Amanda Acosta).

Em 2019, Carmen completaria 110 anos. Portuguesa radicada no Brasil, ela se tornou um dos maiores símbolos da cultura brasileira para todo o mundo. Quem dá vida à diva é a atriz Amanda Acosta, que divide o palco com Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto. Os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França também estão em cena.

Para contar essa história, o espetáculo adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro, grande destaque na época, no qual Carmen Miranda também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro.

Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas, recentemente, está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.

A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a pequena notável, como a cantora era conhecida, e a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas.

As interpretações dos atores obedecerão a prosódia de uma época, influenciada diretamente pelo modo de falar ‘aportuguesado’, o maneirismo de cantar proveniente do rádio, onde as emissões vocais traduzem um período e uma identidade específica”, revela Montanheiro.

A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra MAR aparece no porto, e MÃE, na casa dos pais da cantora.

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Carmen – A Grande Pequena Notável 

Com Amanda Acosta, Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto, Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França.

Teatro Itália – Sala Drogaria SP – Edifício Itália (Avenida Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 70 minutos

23/03 até 28/04

Sábado e Domingo – 15h

$60

Classificação Livre

O DIÁRIO DE MIKA EM O MUNDO É NOVO PARA MIM

Baseado em animação de sucesso indicada ao Emmy Kids Awards de 2017 e televisionada pela Disney Junior, TV Brasil e TV Escola, o espetáculo O Diário de Mika em: O Mundo É Novo Para Mim faz temporada no Teatro MorumbiShopping a partir do dia 16 de março, sábado, às 16 horas. A peça tem direção de Rodrigo Maiellaro, ator formado pela escola de atores Braapa, que está no ramo infantil há oito anos. As coreografias são assinadas por Luciana Basso, que foi professora no grupo Raça, uma das mais conceituadas escolas de dança do Brasil. No elenco, composto por nove atores e bailarinos, há sete bonecos e dois personagens humanos que interagem e improvisam o tempo todo com o público. Quem assina o texto da peça é Elizabeth Mendes em parceria com Rodrigo Maiellaro.

O Diário de Mika em: O Mundo é Novo para Mim conta a história de Mika, uma menina que descobre, de forma divertida, como lidar com as novidades do dia-a-dia. Com a ajuda de seus amigos brinquedos, que ganham vida em sua presença e assumem traços de sua personalidade, ela ilustra as descobertas que os pequenos fazem nessa fase da vida. Repleta de interações com o público, a peça é voltada para o público de todas as idades.

Sobre a série

O Diário de Mika, uma série de animação brasileira indicada ao Emmy Kids Awards 2017 conta as aventuras de Mika, uma menina de quatro anos muito curiosa, que está aprendendo a lidar com tudo que o mundo tem para oferecer.

A série é veiculada no Brasil, entre outros canais, por Disney Junior, TV Brasil e TV Escola, estando também presente em mais de 130 países de todos os continentes, nas principais plataformas digitais (Netflix) e canais de TV. Recentemente a empresa criadora da animação, Supertoons, fechou parceria com a renomada TV Cultura, para exibição da série.

Desenvolvida como um projeto transmídia, com acompanhamento psicopedagógico, é capaz de expandir seu universo ficcional em diversos formatos para diferentes públicos. A presença no YouTube também é marcante, reunindo episódios da primeira temporada, além de clipes e karaokês das músicas originais, ultrapassando a marca de 142 milhões de visualizações e mais de 385 mil inscritos no Youtube Brasil.

Em setembro de 2017, a Supertoons em parceria com a Sony Music, lançou o primeiro DVD com episódios da primeira temporada da série, e também o canal VEVO que já conta com mais de 77 mil inscritos. Outra novidade são os episódios em libras, levando o conteúdo a milhares de crianças com deficiência auditiva no Brasil.

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O Diário de Mika em: O Mundo É Novo Para Mim

Com Rodrigo Maiellaro, João Pedro Bierrenbach, Tamiris Santos de Lima, Gustavo Maester, Joilton Lopes dos Santos, Yasmin de Souza Koppe, Lucas Godoy, Jorge Braz Basso e Luciana Basso

Teatro MorumbiShopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acacias, São Paulo)

Duração 55 minutos

16 a 31/03

Sábado e Domingo – 16h

$60

Classificação Livre

O DIA EM QUE A MINHA VIDA MUDOU POR CAUSA DE UM CHOCOLATE COMPRADO NAS ILHAS MALDIVAS

Espetáculo infantil O dia em que a minha vida mudou por causa de um chocolate comprado nas Ilhas Maldivas estreia no Sesc Pinheiros, no dia 10 de março. Inspirada no livro de Keka Reis, que foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2018, a peça marca a estreia de Thaís Medeiros como diretora. A temporada segue até 14 de abril, com sessões aos domingos, às 15h e às 17h. O elenco traz Angela Ribeiro, Thomas Huszar e Tutti Pinheiro.

Na trama, Mia, Bereba e Jade têm 11 anos e são estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental. Mia encontra um bilhete anônimo debaixo de sua carteira que diz: “Quer sentar do meu lado hoje na perua?”. Abalada pela possibilidade de o autor ser Bereba, seu melhor amigo, ela se tranca no banheiro da escola para pensar sobre o que fazer. De repente, descobre que nada será como antes. Aquele minúsculo bilhetinho tem tudo para mudar seu destino, sua vida e até mesmo o eixo do Planeta Terra. Além de conter fortes indícios de que Bereba está com segundas intenções em relação a ela, o bilhetinho significa que: Mia está despertando o interesse dos meninos, ela deixou de ser criança, é oficialmente uma pré-adolescente, não terá mais amizades inocentes com garotos e ela não tem a menor ideia de como se comportar em uma situação dessas.

Mia encontra seu campo de guerra e de paz na cabine do banheiro das meninas. Naquele cubículo, conversando consigo mesma, ela começa sua jornada emocional. A pré-adolescente vai construindo e reconstruindo aquilo que sente e aquilo que viu, por meio de interpolações cronológicas, retrocessos e avanços temporais. A partir daí a narradora nos transporta para outras esferas da sua vida, através dos parênteses que ela vai abrindo e dos personagens e lugares que surgem: Bereba, Jade, seu pai, sua mãe, o parquinho, o seu quarto… A encenação acompanha estes deslocamentos espaciais e também apresenta o ponto de vista e o universo de Bereba e Jade. Os três usam a imaginação para criar novas cores, personagens, rumos e significados para seus problemas reais ou inventados.

O elenco se reveza na interpretação de todos os papéis e na manipulação dos elementos (cenário, figurinos e adereços), em uma encenação ágil e com as estruturas do jogo cênico reveladas. A montagem é fortemente apoiada na criatividade e bom uso dos recursos de luz, cenografia, sonoplastia, adereços, figurinos e transporta o público para diversos tempos e espaços.

Durante os ensaios, o elenco realizou um intenso treinamento de improvisação com Rhena de Faria, no qual foram experimentados diversos jogos que desencadearam um processo rico e original de proposição de cenas e composição de personagens. Este trabalho foi decisivo para a definição do tom de jogo da peça e para a transposição da atmosfera vibrante do livro para o teatro. A fisicalidade também surgiu nesses encontros, sugerindo uma dinâmica versátil entre os atores, em que cada um se multiplica como personagem, pensamento, narrador, imagem e paisagem. O espetáculo convoca o espectador a uma experiência teatral imaginativa e intensa, equivalente a perspicácia e a graça que o relato de Mia oferece aos seus leitores.

Os figurinos assinados por Mira Haar, em parceria com Paula Weinfeld, propõem uma combinação divertida entre estampas e sobreposições de roupas casuais que permitem uma manipulação rápida e revelada na composição de todos os personagens. A dupla também assina o cenário e os adereços do espetáculo, criando um diálogo preciso entre todos os elementos. O cenário é minimalista, composto por um chão de lona com a pintura de um labirinto, como nos jogos de tabuleiro, e um cabideiro de madeira suspenso por faixas de lona que atravessam o palco. Nele estão penduradas cerca de 30 mochilas de onde saem grande parte dos adereços.

A iluminação de Olivia Munhoz é parte importante do jogo proposto pela encenação. Ela demarca territórios, propõe cor, vibração e movimento e nos ajuda a compor o espaço da memória. A trilha sonora repleta de climas e efeitos divertidos de Arthur Decloedt também completa o clima animado do espetáculo e ajuda na composição dos momentos ternos com as canções feitas a partir referências jazzísticas.

A montagem aborda os principais temas da pré-adolescência: mudanças hormonais, físicas e emocionais, pertencimento, despertar do amor, novas responsabilidades escolares, despedida da infância, busca pela verdadeira identidade, novos paradigmas nas relações familiares e a importância das amizades e do grupo, sempre com muito humor, linguagem veloz e uma pitada de drama.

O espetáculo foi contemplado em 2017 pelo Edital PROAC 07/2017 de Produção de Espetáculos Infanto-Juvenis.

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O Dia em que a Minha Vida Mudou por Causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas

Com Angela Ribeiro, Thomas Huszar e Tutti Pinheiro

Sesc Pinheiros (Rua Pais Leme, 195, Pinheiros – São Paulo)

Duração 55 minutos

10/03 até 14/04

Domingo – 15h e 17h

$17 ($5 credencial plena)

Classificação: Livre