OS VENCEDORES DO 72º TONY AWARDS

Os amantes de musical viram, na noite de ontem, uma banda passar contando histórias de ‘amor’ e com isso, arrebatar 10 dos 11 prêmios aos quais concorria (entre eles o de musical, ator, atriz e diretor).

O musical “The Band’s Visit” (“A Banda”) foi o grande ganhador da 72ª edição do Tony Awards – o prêmio do Teatro/Teatro Musical da Broadway.

Desbancou “Mean Girls” (“Meninas Malvadas”) e “SpongeBob Square Pants” (Bob Esponja Calça Quadrada), que lideravam as indicações (12 cada) e eram os preferidos do público. Somente “Mean Girls” levou uma estatueta, por melhor cenografia de musical.

O musical “Once on this Island” ganhou o prêmio de melhor remontagem de musical.

The Band’s Visit” estreou oficialmente na Broadway em 09 de novembro de 2017. Baseado no filme homônimo ( C2007), conta a história de uma banda policial egípcia, que foi contratada para tocar na inauguração de um centro cultural árabe. Mas por infortúnio, foi parar por engano em uma outra cidade em Israel. Não há mais ônibus naquele dia, com isso, são obrigados a passar a noite no local. Sem hotel para ficar, vão para um restaurante no qual a dona os oferece abrigo.

Abaixo, o trailer do espetáculo “The Band’s Visit“, que está em cartaz no The Ethel Barrymore Theatre, São oito sessões semanais, de terça a domingo. A duração do musical é de 90 minutos.

Quanto as produções não musicais, “Harry Potter and the Cursed Child” (“Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”), que conta como está Harry Potter e seus amigos 19 anos após o fim do sétimo livro da série, foi o vencedor. Levou seis estatuetas, entre elas a de melhor peça e direção.

A peça está em cartaz no Lyric Theatre. Dividida em duas partes, tem sessões de quarta a domingo.

Angels in America” (“Anjos na America”) ganhou três prêmios – remontagem de peça, ator e ator coadjuvante. Está em cartaz no Neil Simon Theatre por só mais cinco semanas, com sessões de quarta a domingo.

Veja a lista de vencedores abaixo:

– Melhor musical
The Band’s Visit

– Melhor remontagem de musical
Once On This Island

 

– Melhor ator de musical
Tony Shalhoub, The Band’s Visit

– Melhor atriz de musical
Katrina Lenk, The Band’s Visit

– Melhor ator coadjuvante de musical
Ari’el Stachel, The Band’s Visit

– Melhor atriz coadjuvante de peça
Lindsay Mendez, Rodgers & Hammerstein’s Carousel

– Melhor direção de musical
David Cromer, The Band’s Visit

– Melhor libreto de musical
The Band’s Visit

– Melhor trilha sonora (música e/ou letras) escrita para o teatro
The Band’s Visit

– Melhor coreografia
Justin Peck, Rodgers & Hammerstein’s Carousel

– Melhor orquestração
Jamshied Sharifi, The Band’s Visit

– Melhor cenografia de musical
David Zinn, SpongeBob SquarePants: The Musical

– Melhor figurino de musical
Catherine Zuber, My Fair Lady

– Melhor iluminação de musical
Tyler Micoleau, The Band’s Visit

– Melhor som de musical
Kai Harada, The Band’s Visit

– Melhor peça
Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two, de Jack Thorne

– Melhor remontagem de peça
Angels in America

– Melhor ator de peça
Andrew Garfield, Angels in America

– Melhor atriz de peça
Glenda Jackson, Edward Albee’s Three Tall Women

– Melhor ator coadjuvante de peça
Nathan Lane, Angels in America

– Melhor atriz coadjuvante de peça
Laurie Metcalf, Edward Albee’s Three Tall Women

– Melhor direção de peça
John Tiffany, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

– Melhor cenografia de peça
Christine Jones, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

– Melhor figurino de peça
Katrina Lindsay, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

– Melhor iluminação de peça
Neil Austin, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

– Melhor som de peça
Gareth Fry, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

 

 

 

 

 

 

CONHEÇA O ELENCO DE ‘O FANTASMA DA ÓPERA’

O musical “O Fantasma da Ópera” volta aos palcos brasileiros após 13 anos da sua primeira montagem. A estreia é no dia 01 de agosto no mesmo palco – antes Teatro Abril, atualmente Teatro Renault.

A história do triângulo amoroso entre uma cantora lírica, um ‘fantasma’ e um nobre é o enredo do musical criado por Andrew Lloyd Webber, baseado no romance homônimo de Gaston Leroux.

O espetáculo estreou em West End, Londres, em 1986 e dois anos após fez seu debut na Broadway, com o mesmo elenco principal: Sarah Brightman (Christine), Michael Crawford (Fantasma) e Steve Barton (Raoul).

A produção londrina é a terceira peça/musical com mais tempo em cartaz. Na Broadway é a que tem carreira mais longeva; com 9 sessões semanais (de segunda a domingo); além de ser a segunda produção com maior arrecadação. O musical já foi visto por mais de 130 milhões de pessoas, tendo sido apresentado em cerca de 24 países.

A T4F Musicais escolheu o título para sua temporada 2018/2019. Um sucesso de público também no Brasil, ficou em cartaz por dois anos (2005/2007), e que provocava engarrafamento de ônibus e carros na porta do teatro durante a entrada/saída das sessões.

Para esta montagem, foi escolhido um elenco direcionado para o canto operístico (nada mais certo afinal a ação se passa na L’Opera de Paris).

Para interpretarem o casal protagonista (Fantasma e Christine) foram escolhidos o tenor Thiago Arancam e a soprano Lina Mendes, ambos com uma carreira operística respeitada internacionalmente. Como alternantes, o tenor Leonardo Neiva, também conhecido no ramo, e Giulia Nadruz, famosa nos musicais.

Para interpretar Raoul, o Visconde de Chagny, outro ator que começou a carreira em música clássica, Fred Silveira. Inclusive, ele trabalhou na primeira montagem brasileira sendo cover de Raoul e Fantasma.

Completam o elenco principal: Bete Diva (prima donna), Cleyton Pulzi (Piangi), Taís Viera (Madame Giry), Fernanda Muniz (Meg Giry), Sandro Christopher (Monsieur Firmin) e Marcos Lanza (Monsieur Andre).

Como ensemble temos Annanda Samarine, Bianca Tadini, Diego Velloso, Douglas Tholedo, Gabriela Bueno, Gilberto Chaves, Henrique Moretzsohn, Joyce Martins, Laura Duarte, Leandro Cavalcante, Leo Diniz, Misael Santos, Natacha Wiggers, Natália Hubner, Paulo Santos, Raquel Paulin, Rodrigo Miallaret e Vandson Paiva.

No corpo de baile foram escolhidos Ariadne OkuyamaCarol PazCarol TangerinoCaru Truzzi, Isabella Morcinelli, João da Matta, Larissa Leão, Thiago Garça, Victor Vargas Yasmin Barbosa.

DIGA QUE VOCÊ JÁ ME ESQUECEU (Opinião)

Diga Que Você Já Me Esqueceu” é o novo trabalho – texto e direção – de Dan Rosseto, e está em cartaz aos sábados, às 21h30, e domingos, às 19h, no Teatro Viradalata.

Dan inspirou-se na obra de Nelson Rodrigues para escrever o texto. Considerado uma tragicomédia, estão presentes arquétipos encontrados nos textos rodrigueanos: a família, com sua organização e conflitos internos; o incesto; a traição; o assassinato como meio de lavar a honra; além do humor negro.

O texto foi construído em capítulos como parte de um folhetim, sendo que “cada cena apresenta ganchos para dar ao espectador a experiência de ter de esperar o jornal do dia seguinte para continuar a história“, afirma o autor.

O espetáculo conta a história de um casal, Sílvio e Lúcia, que no dia do casamento decide revelar seus segredos e frustrações, que estavam guardados ‘a sete chaves’.

O humor negro está presente já no prólogo. A peça começa com um cortejo nupcial, que à medida que os personagens vão entrando no palco, se transforma em uma procissão fúnebre. Isto porque, fechando o cortejo, vêm dois personagens carregando um caixão. O esquife é erguido e fica presente durante toda a história.

Nesta montagem – a terceira e definitiva – os personagens são grotescos, parecem que foram retirados de filmes de terror trash. Usam sobre seus rostos brancos, maquiagens exageradas, com figurinos com ‘ares de antigamente’. O que poderia dar errado, nas mãos da direção é um diferencial positivo da peça.

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O espetáculo traduz-se em um lindo conjunto estético, inspirados em obras de arte. “É um modelo novo de trabalhar, onde a gente – direção cênica – define a estética do espetáculo que queremos contar e estes profissionais – diretor de arte e iluminação – dão uma assinatura em cima da primeira ideia. Por isso que se percebe uma unidade tão grande destes elementos na peça” explica Dan Rosseto.

Outro ponto positivo que vale realçar é o trabalho dos atores. Um elenco bem selecionado e muito bem dirigido. Os oito atores formam uma unidade, mas alguns personagens nos saltaram mais aos olhos – Dona Querubina (Juan Manuel Tellategui), a matriarca da família; Selma (Marjorie Gerardi), uma das primas de Lúcia; e Teresa (Larissa Ferrara), a irmã de Sílvio. Ou seja, três personagens femininos que demonstram a importância e o poder feminino.

Por que você tem que ver?

Gosta de textos de – e inspirados em – Nelson Rodrigues;

Gosta do trabalho de Dan Rosseto;

O conjunto estético da montagem;

O elenco.

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Diga Que Você Já Me Esqueceu
Com Ana Clara Rotta, Daniel Morozetti, Carol Hubner, Juan Manuel Tellategui, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Nalin Junior e Pablo Diego Garcia
Coros dos vizinhos (em fotos): André Grecco, Carolina Stofella, Giovanna Marqueli, Glória Rabelo, Rodrigo Castro e Samuel Carrasco
Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387 – Sumaré, São Paulo)
31/03 até 27/05
Duração 105 minutos
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos

PROCÓPIO FERREIRA

0401T2Nascido João Álvaro de Jesus Quental Ferreira na cidade do Rio de Janeiro, em 1898, filho de pais portugueses. Adotou o nome de Procópio, por ser o santo católico do dia do seu nascimento.

Procópio ria de sua aparência – era muito baixo, atarracado e narigudo – largamente superada pela simpatia e pelo carisma.

Quando ingressou na Escola Nacional de Teatro do Rio, aos 18 anos, foi expulso de casa porque não queria se tornar advogado. Sua estreia foi com a comédia francesa Lang L’ange Du Foyer (“Amigos, Mulher e Marido“), em 1917 no Teatro Carlos Gomes (RJ).

Em 1924 fundou a Companhia Procópio Ferreira, na qual trabalha até meados dos anos 50 como produtor, diretor e ator principal.

Procopio-Gravura-de-J.-MaiaSeu maior sucesso no teatro foi o espetáculo “Deus lhe Pague” (estreou em 1932, no Teatro Serrador), de Joracy Camargo, com o qual viajou o país inteiro e foi para o exterior. Bibi montou a peça, transformada em um musical, em 1976. Participou de mais de quatrocentas peças e teve uma carreira de mais de 60 anos.

Há uma gravação ao vivo em LP da última montagem de “O Avarento” (1969), de Moliére – no Teatro Princesa Isabel (RJ) – na qual interpretou Harpagon.

Bibi_Ferreira_com_seus_paisCasou-se com a bailarina espanhola Aída Izquierdo e teve uma filha, Abigail Izquierdo Ferreira, ou mais conhecida por Bibi Ferreira, uma de nossas grandes Damas das Artes. Além de Bibi, Procópio teve outros cinco filhos de mais dois casamentos – as atrizes Norma Geraldy e Hamilta Rodrigues; e um romance com a musicista Celecine Nunes.

Faleceu na cidade natal em 1979. Foi um ator (teatro, cinema e tv), diretor de teatro e dramaturgo brasileiro. É considerado um dos grandes nomes do teatro brasileiro.

Você poderá “vê-lo” nos palcos a partir de 04 de maio no Teatro Bradesco (Bourbon Shopping), no musical que homenageia sua filha – “Bibi – Uma Vida em Musical“.

Abaixo, uma homenagem ao grande ator feita por sua filha no programa “Arquivo N”, da Globo News.

 

A PEQUENA SEREIA

Durante a coletiva de imprensa de “A Pequena Sereia“, foram apresentados quatro números musicais do espetáculo.

 

 

 

Após a apresentação, a equipe de criativos do musical e o elenco principal subiu para responder perguntas.

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Questionada como é a personagem Ariel, a atriz Fabi Bang falou que a vê como uma adolescente que luta para ser quem ela realmente é, e não quem o ‘destino’ a determinou.

A atriz Andrezza Massei, intérprete da bruxa Úrsula, falou como é a reação do público infantil ao espetáculo.

Tiago Abravanel falou como é a brasilidade do caranguejo amigo de Ariel.

Sabia que Tiago Abravanel já representou dois personagens com o mesmo nome – Sebastião. O atual é um caranguejo, e você se lembra do outro?

Sabia que nossa Ariel também se comunica em LIBRAS (LInguagem BRAsileira de Sinais) durante o musical?

A Pequena Sereia
Com Fabi Bang, Tiago Abravanel, Rodrigo Negrini, Andrezza Massei, Lucas Cândido, Conrado Helt, Fábio Yoshihara, Elton Towersey, Lucas de Souza, Marcelo Vasquez, Arízio Magalhães, Alberto Venceslau, Alessandra Dimitriou, Ana Araújo, Andreza Meddeiros, Bruna Vivolo, Carla Vazquez, Daniel Caldini, Fernanda Muniz, Guilherme Pereira, Henrique Moretzsohn, Johnny Camolese, José Dias, Letícia Soares, Marisol Marcondes, Murilo Armacollo, Nay Fernandes, Renato Bellini, Rodrigo Garcia, Sandro Conte, Vanessa Mello, Willian Sancar e Ygor Zago.
Teatro Santander (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
30/03 até 29/07
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 16h e 20h, Domingo – 15h e 19h
$75/$280
Classificação Livre

A NOVIÇA REBELDE (COLETIVA DE IMPRENSA)

Nesta sexta feira, 23 de março, foi apresentada a imprensa três números musicais do novo espetáculo da dupla Möeller & Botelho – “A Noviça Rebelde“, em parceria com o Atelier de Cultura.

O que se vê agora não é uma remontagem da primeira apresentação em 2008. Passaram-se os anos, a realidade do Teatro Musical é outra, têm-se novos atores e técnicos. Com isso, o espetáculo é algo novo, assim como se encontra nas montagens anuais dos textos de Shakespeare e óperas, por exemplo.

Da primeira montagem, vieram Malu Rodrigues, que de filha passa a interpretar a noviça Maria; e Larissa Manoela, que interpretou a caçula da família Von Trapp e agora foi promovida a irmã mais velha, Liesl.

Abaixo os três números apresentados e no link, a galeria de fotos do espetáculo.

 

 

A Noviça Rebelde
Com Malu Rodrigues, Gabriel Braga Nunes, Larissa Manoela, Marcelo Serrado, Alessandra Verney, Diego Montez, Gottsha, Marya Bravo, Luiz Guilherme, Nabia Vilella, Marianna Alexandre, Roberto Arduin, Fabio Barreto, Carlo Porto, Raquel Antunes, Jana Amorim, Ana Catharina Oliveira, Chiara Gutierri, Laura Visconti, Lia Canineu, Luiza Lapa, Talita Silveira, Vânia Canto, Marcelo Ferrari, Thiago Perticarrari, Lara Suleiman, Andrei Lamberg, Leonardo Cidade, Nicolas Tulchesky, Beatriz Dalmolin, Gigi Patta, Melissa Hendrick, Dudu Ejchel, Michel Singer, Nicolas Cruz, Bia Brumatti, Martha Nobel, Valentina Oliveira, Catharina Colela, Giovanna Lodes, Lorena Queiroz, Danny Prince, Laura Pavan e Maria Eduarda Agois.
Teatro Renault ( Av. Brigadeiro Luis Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 165 minutos
28/03 até 27/05
Quarta, Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 16h e 21h, Domingo – 15h e 20h
$150/$310
Classificação Livre

DIÁLOGOS ANTROPOFÁGICOS

De 20 a 28 de março, a Companhia Antropofágica de Teatro promove mais a primeira série de Diálogos Antropofágicos do ano em sua sede, o Espaço Pyndorama localizado em Perdizes.

Durante quatro encontros, a companhia recebe convidados especiais para falar sobre produção teatral, processos criativos de companhias como Kiwi Companhia de Teatro, Cia Os Satyros e da própria Antropofágica. Participarão também dos encontros, pesquisadores que abordarão temas como Biodiversidade, Sistemas Agrícolas de Produção Alimentar, Desenvolvimento e Planejamento Urbano e Cultural.

As temáticas dos Diálogos Antropofágicos foram escolhidos de acordo com o novo projeto da Antropofágica, [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X, projeto que parte da necessidade da Companhia em aprofundar as pesquisas sobre questões eco-ambientais contemporâneas, a fim de operar a ponte entre um pensamento desenvolvido no início do século XX e os processos de devastação do planeta atualmente em curso.

Uma proposta de pesquisa sintetizada no conceito de Modernidade Tóxica: uma ampla toxicologia dos muitos projetos modernos que coabitam no país, abrangendo desde questões do manejo ecológico do solo como oposição aos agrotóxicos industriais até a dimensão metafórica do conceito de tóxico presente na arte, na literatura, no teatro e em manifestações diversas da indústria cultural.

Este é um projeto de continuidade dos quinze anos de trabalho teatral coletivo da Antropofágica, que busca abarcar a totalidade de seu diálogo artístico com a cidade de São Paulo. Com mais de trinta integrantes que se revezam entre direção, atuação, música, pesquisa, produção, registro e muitos dos quais com mais de 10 anos de trabalhos conjuntos e ininterruptos, o grupo busca desde sua origem devolver à cidade criações e experiências cênico-musicais que sejam alimento para o livre pensar.

A COMPANHIA

Companhia Antropofágica é um grupo criado em 2002 que tem a antropofagia como princípio motivador de seu processo sócio-artístico, com um histórico que envolve inúmeros processos de criação, estudo e experimentação, reconhecidos por prêmios e indicações. Desde sua criação, o grupo opta por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados à tradição das formas híbridas, muito propícias ao ideal antropófago que nos move.

Estas são ações do novo projeto [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X, contemplado na 31ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que contará com atividades ao longo de todo ano de 2018.

O projeto começou com a estreia de um novo espetáculo chamado OPUS XV que celebra os 15 anos da Antropofágica. Agora o projeto segue também com uma série dos Diálogos Antropofágicos.

Confira a programação e se programe para participar!

Diálogos Antropofágicos – Programação

Os encontros acontecerão sempre às 19h30.

Onde: Na sede da companhia, o Espaço Pyndorama – Endereço: Rua Turiassú, 481 – Fundos – Perdizes – São Paulo

Dia 20 de março de 2018 – A Atualidade do Teatro Documentário – Convidada: Fernanda Azevedo (Atriz, integrante da Kiwi Companhia de Teatro desde 2006. Pesquisadora e mestranda em teatro no Instituto de Artes da Unesp, sob orientação do Prof. Alexandre Mate)

Para discutir a atualidade do teatro documentário, analisaremos alguns dos seus fundamentos conceituais e suas consequências estéticas e sociais, além de examinar exemplos retirados da produção teatral contemporânea.

Dia 21 de março de 2018 – Processos de Devising no Trabalho Criativo dos Satyros – Convidado: Rodolfo García Vázquez II (Dramaturgo, diretor teatral e um dos fundadores da Cia Os Satyros Prêmio Shell de Melhor Diretor em 2005 por “A Vida na Praça Roosevelt”, de Dea Loher)

O encontro visa esclarecer as diferenças entre devising e o teatro colaborativo desenvolvido no Brasil. Em um segundo momento, o encontro visa apresentar possibilidades diferentes de devising no processo da montagem teatral, através da desconstrução de processos criativos de alguns espetáculos emblemáticos dos Satyros.

Dia 27 de março de 2018 – Segurança Alimentar e Nutricional – Convidada: Soraia de Fátima Ramos – (Geógrafa; Mestre em Geografia; Doutoranda na Faculdade de Saúde Pública – USP, Pesquisadora Científica no Instituto de Economia Agrícola (IEA); foi Conselheira do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável -CONSEA/SP).

A segurança alimentar e nutricional abrange o acesso a alimentos com qualidade biológica, sanitária e nutricional, de modo regular e permanente. Alia-se a práticas alimentares promotoras de saúde, com atenção às populações vulneráveis. A produção no campo deve estar amparada em sistemas agrícolas da agricultura familiar com atenção à preservação da biodiversidade e diversidades culturais locais.

Dia 28 de março de 2018 – Desenvolvimento e Planejamento Urbano e Cultural – Convidada: Terezinha Ferrari (Pesquisadora e Professora do Centro Universitário Fundação Santo André – Doutora em Ciência Política. Autora do livro, a Fabricalização da cidade e ideologia da circulação, além de outros textos)

A temática proposta tanto pode ser tratada de modo afirmativo como crítico. A segunda opção seduz porque para enfrentá-la é preciso destacar a presença do Estado no planejamento das cidades; no capitalismo neoliberal esse planejamento urbano contempla também um desenvolvimento e um planejamento cultural – o que nem sempre foi assim. Como o Estado do capital planeja uma cidade para poucos, perguntamos qual é, afinal, o papel da cultura nesta cidade planejada para poucos?

Temporada do Espetáculo OPUS XV

OPUS XV – Máquina de Memória dos quinze anos da Companhia Antropofágica, que desafia a história do grupo na busca por responder aos mecanismos históricos que determinam a própria possibilidade de qualquer existência coletiva. Uma engrenagem teatral projetada para expor suas próprias entranhas, desafiando o individualismo crescente. Como forma de resistência à realidade degradada, a peça crava uma fresta de liberdade entre as determinações objetivas do passado social e as escolhas subjetivas do indivíduo, transformando o espaço do palco em uma plataforma onírica em meio às tensões históricas do tempo presente.

Temporada: 02 de Março a 22 de Abril de 2018 – Sextas e Sábados as 21h e Domingos as 19h

Preço: Gratuito – Classificação Indicativa: 18 anos

Local: Espaço Pyndorama – Endereço: Rua Turiassú, 481 – Fundos – São Paulo – SP