SILVIO SANTOS VEM AÍ

2019 deverá ser um ano inteiro dominical. Explicamos…

Ano que vem, o apresentador/empresário Silvio Santos será homenageado nos palcos do teatro, nas salas de cinema e na telinha.

O grupo cinematográfico Paris Filmes fará não uma mas duas homenagens ao apresentador. Através dos direitos do livro “Silvio Santos – A Biografia“, de Márcia Batista e Anna Medeiros, prepara um filme, tendo o ator/apresentador Rodrigo Faro cotado para interpretar o homenageado. E também estreia no ramo teatral com o musical “Silvio Santos Vem Aí”.

O espetáculo chegará no palco pelas mãos do diretor Zé Henrique de Paula e direção musical de Fernanda Maia (“Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812“, “Dogville“, “Um Panorama Visto da Ponte“). O texto será de Emílio Boechat e Marilia Toledo

Deve passar pelo palco momentos marcantes da vida de Silvio – seu tempo de camelô, locutor da barca Rio-Niterói, a criação da caravana do Baú da Felicidade, a ida para tv,… Além de quadros marcantes dos seus programas dominicais, como “Show de Calouros”, “Qual é a Música”, “Domingo no Parque” e “Porta da Esperança”.

Por enquanto, nenhum nome nem maiores informações foram divulgados.

Silvio também poderá ser visto no filme sobre a vida da apresentadora Hebe Camargo (Globo Filmes/Warner). Na obra, será interpretado pelo ator Daniel Boaventura. Depois o filme será adaptado para uma minissérie, a ser apresentada pela rede Globo.

Que venha 2019 em ritmo de festa!

MATEUS RIBEIRO ‘CALÇA QUADRADA’

Após a cerimônia de entrega do IV Prêmio Reverência, a produtora Renata Borges (“Touché Entretenimento”) fez uma postagem, parabenizando Mateus Ribeiro por ter ganho o prêmio de melhor ator por “Peter Pan, o Musical da Broadway“.

Mas o que mais nos chamou a atenção – além de também termos ficado contentes pela conquista de Mateus – foram as últimas linhas: “…você já é meu outro protagonista. Em uma terra não muito distante. Onde o sol brilha e onde as bolhas são constantes…“.

Só uma coisa nos veio a cabeça – Mateus interpretará o personagem título do musical “SpongeBob Square Pants” (“Bob Esponja Calça Quadrada”). E não é que seria perfeito para ele – mais um papel onde o ator e personagem fundem-se?

O que nos resta agora, é aguardar as próximas notícias… mas estamos torcendo para que seja verdade!

Criado pela diretora Tina Landau, o musical estreou no Palace Theatre (Nova Iorque) em dezembro de 2017, ficando em cartaz até setembro de 2018. Para o ano que vem, está programada uma turnê pelos Estados Unidos.

A trilha sonora foi criada por estrelas da música internacional, como 
Steven Tyler eJoe PerrySara BareillesJohn LegendThe Flaming LipsCyndi LauperPanic! At the Disco e também David Bowie.

O musical é baseado no famoso desenho animado da Nickelodeon. Conta a história de Bob Esponja e toda a turma da Fenda do Bikini, que juntos enfrentam a destruição de seu mundo submarino. O caos toma conta de todos, quando aparece um herói inesperado, provando que poder do otimismo pode salvar o mundo de verdade.

Abaixo, um vídeo da apresentação do elenco americano durante a parada anual de Ação de Graças, patrocinada pela loja de departamentos Macy’s.

TOCA LULU E RAUL!

Lulu Santos e Raul Seixas. Estes são os próximos cantores/compositores que terão suas canções levadas para o Teatro Musical.

Para o próximo ano, a Aventura Entretenimento tem previsto a estreia de “O Meu Destino é Ser Star“, com músicas de Lulu Santos; e “Merlin – Sinfonia de Lenda e Magia“, com repertório de “Raul Seixas.

O primeiro título é uma uma comédia musical, que trata da construção de um espetáculo em teatro musical. O musical contará a história de atores, que buscam pelos seus lugares ao sol, durante o processo de audições, aspirando o estrelato (relação com o nome do musical).

O elenco é composto por dez atores. São eles: Myra Ruiz, Gabriel Falcão, Jéssica Ellen, Helga Nemeczyk, Victor Maia, Carol Botelho, Marina Palha, Mateus Ribeiro, Ana Elisa Schumacher e Leonardo Senna.

“O Meu Destino é Ser Star” terá a direção de Renato Rocha (“Ayrton Senna – o Musical”), direção musical de Zé Ricardo, e Victor Maia na direção de movimentos e coreografias. A estreia será no dia 19 de janeiro, no Teatro Riachuelo (Rio de Janeiro)

Merlin – Sinfonia de Lenda e Magia” terá a concepção e direção de Guilherme Leme Garcia (“Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”).

Guilherme escolheu as canções de Raul Seixas para contar a história do personagem mítico bretão, conselheiro do Rei Arthur. O processo de audição está em andamento, e a estreia ainda não teve sua data marcada.

(fonte – Teatro em Cena)

 

O DIA DOS MUSICAIS – EDIÇÃO EXPERIENCE

O projeto que surgiu em 2016 com a ideia de unir o mercado de Teatro Musical em um espaço que tem como objetivo principal incentivar o estudo, realiza no dia 30 de outubro, na Hebraica, em São Paulo, sua 3ª edição. Em parceria com o clube social, cultural, recreativo e esportivo, “O Dia dos Musicais”, que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, bem como o mercado do gênero em que atua, reúne anualmente profissionais da área, futuros artistas em formação e fãs para um dia inteiro de atividades imersivas culturais e educativas.

Idealizado por Jessé Scarpellini, conhecido por integrar o elenco de grandes superproduções, o ator se uniu ao amigo Lurryan Nascimento, também ator, porém reconhecido por sua famosa empresa ‘A Loja dos Musicais’ – responsável por desenvolver há quase 10 anos souvenirs personalizados de diversos espetáculos no eixo Rio-São Paulo – para criar algo que pudesse ser transformador para aqueles que, de alguma forma, contribuem com o universo dos musicais. Juntos eles uniram ideias e ideais após diversas reuniões a fim de encontrar uma proposta capaz de valorizar ainda mais os artistas brasileiros e gerar novas oportunidades de emprego no meio.

Me peguei pensando o quão bom seria se nosso mercado tivesse um crescimento acelerado em todos os âmbitos. Um tipo de vitamina cultural! Visualizei na minha mente todos reunidos, alunos, artistas, professores, profissionais se ajudando, trocando ideias e conhecimento, então pensei: ‘por que não’?”, conta Jessé

Com meses de planejamento a fim de enriquecer cada vez mais a experiência dos inscritos, a organização, que conta essencialmente com workshops de canto, dança e interpretação, busca a cada ano diferentes perfis de professores que se interessem por apresentar suas técnicas em uma ‘aula degustação’, onde o aluno inscrito pode depois escolher seguir com eles e assim continuar estudando.

Divididos em pacotes, e com preços separados por lotes, é possível escolher opções com uma, três ou cinco aulas diferentes, além de algumas atividades extras, que podem ser adquiridas juntas ou separadamente. No time de profissionais convidados deste ano estão Thiago Jansen (stilleto), Fefa Moreira (sapateado), Marcelo Klabin (teatro), Fernanda Camargo (teatro), Fabiana Tolentino (teatro), Beatriz Lucci (acting de song), Léo Romano (técnicas de audição), Carolina Franco (balé), Rafael Villar e Tinno Zani (empreendedorismo do artista), Douglas Tholedo (canto) e Tony Lucchesi (harmonia vocal).

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Além das aulas

Com uma programação de mais de 10 horas de duração, a edição Experience do evento que, com a co-produção da Hebraica, expande agora não apenas seu espaço físico, mas também sua proposta, de unir ainda mais o mercado em questão, recebe pela primeira vez as lojas Ponto Pipoca; Studio S, da atriz Sara Sarres; Direto de Oz, da atriz Fabi Bang; e Cover You, das atrizes Thais Piza e Maria Clara Manesco, em uma espécie de ‘galeria geek’ para os fãs, além da exposição ‘As Cores dos Musicais’, assinada pelo ilustrador Édipo Régis.

O dia conta ainda com atrações que podem ser aproveitadas independente da participação nas aulas, como a palestra gratuita “Contrato: O melhor papel da sua carreira” ministrada por Jonathas Joba, Julia Duarte, Luciana Millano e Fábio Cadôr, que vão bater um papo entre profissionais e aspirantes ao mercado de Teatro Musical, discutindo e esclarecendo pontos importantes que todos os artistas deveriam saber em relação ao que podem e devem negociar quando forem contratados. Para participar é preciso se inscrever no site oficial.

Estão na programação também pocket shows dos musicais “Na Pele” e “Os Últimos 5 Anos” – que incluem um bate papo sobre o processo criativo e produção dos Musicais -, uma apresentação na íntegra de “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, o Cinemaokê com Sessão Cosplay, onde os participantes podem se transformar em seus personagens preferidos e unir vozes em um karaokê com diversos hits dos musicais exibidos por uma grande tela de cinema.

O dia se completa com o tão aguardado show de encerramento, que pode ser adquirido de forma avulsa, e neste ano leva o nome de “Identidade”, em referência às características do artista de teatro, apresentado por diversos nomes conhecidos dos palcos, entre eles Roberta Jafet, Laura Suleiman, Vânia Canto, Raquel Paulin, Kiara Sasso, Fred Silveira, Rodrigo Negrini, Rafael Aragão, Davi Tápias, Letícia Soares, Ágata Matos, Bruna Pazinato e Pamella Machado, que serão acompanhados pela banda composta pelos atores: Renato Bellini, Lázaro Menezes, Jessé Scarpellini e Elton Towersey.

Outra novidade da edição 2018 é a Trilha Kids, uma grade de atividades desenvolvida especialmente para crianças com idade entre 7 e 12 anos, que contará com a orientação de Laura Visconti e Andreia Vitfer em aulas de canto, e de Fernanda Chamma em uma palestra sobre o mercado infantil dentro do Teatro Musical, essa podendo ser também acompanhada pelos pais sem custo adicional. Para as crianças, o pacote inclui ainda acesso ao Cinemaokê e ao Show final.

Com um crescimento a olhos vistos, o evento, que hoje estima receber um público quatro vezes maior do que na edição anterior, atrai pessoas de todo o Brasil, como Pernambuco e Pará, e já apresenta relatos de participantes que vieram unicamente para o evento, mas optaram por viver na capital paulista, estudando e trabalhando na área.

Na primeira edição ainda não tínhamos noção no que se transformaria ‘O Dia dos Musicais’. Hoje sonhamos em ser o maior evento de teatro musical do mundo, ser referência no mercado e poder trazer profissionais de outros países para cá. A gente sonha alto, mas estamos dispostos a trabalhar para isso”, explica Lurryan.

Para Jessé, o lema que permeia o evento este ano é a conexão. “Queremos que as pessoas se conectem e tenham uma experiência 360 graus. Que além da parte educacional dos workshops, os fãs que não tem o sonho de estar no palco, mas que amam teatro possam participar assistindo a espetáculos durante todo o dia, como nos festivais de teatro que acontecem pelo país, só que dentro do nosso evento, e não só os fãs claro, pois entre uma aula e outra é possível participar de atrações paralelas”, complementa Jessé.

A parceria de sucesso entre Jessé e Lurryan se solidifica agora com a chegada da Dracma Núcleo Criativo, produtora capitaneada pela dupla e que a partir desse ano passa a assumir não apenas “O Dia dos Musicais”, como outras propostas culturais. “Juntando todas as nossas experiências foi natural o surgimento da produtora. Hoje dedico grande parte do meu tempo a Dracma, estamos trabalhando em novos projetos que acreditamos e que nos realizam profissionalmente. Nosso lado empreendedor se dá muito bem com o artístico, e a ideia é transitar por vários lugares, como teatro, teatro musical, eventos e até onde nossa imaginação deixar”, afirma Lurryan.

A Dracma Núcleo Criativo acredita que a arte pode mudar o mundo inspirando pessoas. Desde o impacto direto gerado por nossas produções artísticas, até a sua reverberação natural. Nossas ações e projetos respeitam com empatia o artista, a pessoa, a plateia e a missão de fazer com que a arte contribua para a harmonia da sociedade. A palavra Dracma remete a uma medida antiga usada para pesar pedras preciosas, ou metais de alto valor. Comparamos o artista, os projetos e espetáculos a uma pedra bruta preciosa, que quanto mais lapidada for, maior terá seu brilho. Esse brilho nunca acontece sozinho, pois a pedra apesar de todo o seu valor, depende da luz, que é a arte em sua total essência”, conclui Jessé.

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O Dia dos Musicais – Edição Experience

30/ 10

Terça – 10h às 21h

Clube Hebraica (Rua Hungria, 1000 – Pinheiros, São Paulo)

LOTE 5: (17 a 23 de Outubro)
– 1 aula + Show Final: R$150,00;
– 3 aulas + Cinemaokê + Show Final: R$210,00;
– 5 aulas + Cinemaokê + Kit Especial + Show Final: R$280,00;
– Espetáculos e atrações avulsos, (Cinemaokê, Cargas D’Água, Últimos 5 anos (pocket e bate papo),
Na Pele (pocket e bate papo) e Palestra “O mercado Infantil de Teatro Musical”): R$30,00.

Maiores informações – e ingressos – no site http://www.odiadosmusicais.com.br/

UMA NOVA GERAÇÃO DE ATORES

Pelos próximos meses, o país receberá produções musicais, onde, ao invés dos adultos, as crianças é que serão os astros principais. Títulos como “A Megera Domada – o Musical“, “Annie, o Musical“, “Billy Elliot” e “School of Rock” vão invadir os palcos. Nelas, atores de 6 a 16 anos darão  vida aos personagens principais das produções.

Este aumento no número de musicais só é possível porque as crianças estão se preparando cada vez mais cedo. Isto se reflete no aumento do número de cursos voltados para o Teatro Musical para elas. Iguais aos colegas de trabalho adultos, além de aprenderem atuar, também aprendem a dançar vários ritmos e a se desenvolverem na arte do canto.

Para sabermos quem são estes novos astros do Teatro Musical, conversamos com quatro deles que já conhecem muito bem como é a vida no palco. Encontramo-nos numa tarde, durante um final de semana, com Ana Clara Martins (12) (“Megera Domada, o Musical”, “Um Sonho de Natal”, “Annie, o Musical”), Helô Aquino (14) (“Megera Domada, o Musical”, “Annie, o Musical”), Manuela Costa (11) (“As Aventuras de Poliana”, “Carinha de Anjo”, “Megera Domada, o Musical”, “Annie, o Musical”) e Pedro Braga (15) (“Megera Domada, o Musical”, “Ritmos da Broadway”).

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Pedro Braga, Ana Clara Martins, Helô Aquino e Manuela Costa

A conversa teve que ser cronometrada, afinal, a agenda deles é corrida. O dia a dia precisaria ter mais de 24 horas, afinal além dos estudos do colégio – e os trabalhos para casa – ainda têm cursos de canto, dança, atuação,… Isto se não estiverem em cartaz.

Mas vamos começar do começo, sabendo como foi que eles resolveram entrar nesta área.

Ana Clara Martins: “Desde pequena, eu sempre gostei de cantar. Na escola, entrei no Clube de Teatro, onde pude participar de algumas montagens. Ouvia elogios e foi então que resolvi me aprofundar nos estudos.

Helô Aquino: “Eu assistia a novela ‘Carrossel’. Eu queria fazer igual ao que eles faziam. Pedi para minha mãe me levar e matricular numa escola. Lá, pude ver várias montagens de musicais”.

Manuela Costa: “Comecei cedo indo ao teatro. Adorei ficar olhando os atores, em como eles atuavam. Daí ficava me olhando no espelho, falando textos. Até que pedi para minha mãe me matricular em uma escola”.

Pedro Braga: Na minha escola, a professora de artes fazia peças de teatro. O que começou como brincadeira, virou algo que realmente gosto de fazer. Foi quando resolvi estudar numa escola voltada para Teatro Musical.

Algo em comum a todos, que percebemos, foi que o ‘brincar-teatro‘ surgiu no colégio, nas aulas de Artes. Uma disciplina que há tempos, em grandes partes das escolas, servia apenas para cumprir a carga horária (tanto que de acordo com as reformas propostas para o Ensino, há a possibilidade de ser excluída), mas que na vida dos quatro foi algo decisivo para a escolha de serem atores.

CARMEN (3)Mesmo já trabalhando, em primeiro lugar vem o colégio. Como dissemos, para conseguirem dar conta de todas as atividades, e não esquecerem nada, a agenda precisa ser observada, até para poder terem um tempo para brincar, afinal, não podemos esquecer que são crianças.

Ana Clara Martins: “Para mim é um pouco mais difícil, porque estudo em período integral, até as 15h10. Depois tenho aula de piano, canto e teatro também, quando não estou trabalhando em alguma peça.

Helô Aquino: “Também estudo de manhã. A tarde varia. Faço inglês, curso de teatro, xadrez no próprio colégio. E vou começar a fazer balé.

Manuela Costa: “Escola em primeiro lugar. Afinal, tem muita coisa para eu saber antes de me tornar uma boa atriz. Estudo pela manhã, e a tarde, tenho aulas de teatro, balé, canto, dança, jazz, sapateado. Tenho que dividir bem o horário para ter tempo para a escola e o teatro”.

Pedro Braga: “A escola é fundamental. Termina a aula, chego em casa e almoço, depois tenho que sair correndo para os cursos – teatro musical e atuação. As vezes, só chego em casa pelas 22 horas, e tenho que dormir, porque no dia seguinte, acordo cedo. Agora, por causa destes novos títulos, vou retomar os estudos de bateria”.

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E como atores que são, há o momento do reconhecimento, o dos aplausos. Algo comum a todos é receberem a visita de colegas, professores e familiares na plateia, para poderem assisti-los. Depois, no saguão, é o ‘momento de tietagem’, onde ficam sabendo dos conhecidos, o que mais gostaram; além de tirarem fotos com o público e assinarem os programas dos musicais.

Só que para estar onde estão, há que passar pelo momento que deixa até atores experientes preocupados – o das audições. Mas iguais aos adultos, eles se preparam com antecedência, através dos cursos. Quando o título da próxima montagem é divulgado, eles começam a pesquisar, vêem o musical pelo youtube, estudam os personagens que desejam audicionar, além de solicitarem aquele auxílio extra para os professores de canto e interpretação. “Eu, às vezes, até escrevo as minibiografias dos personagens que eu quero fazer, para melhor entendê-los“, disse Ana Clara. O nervosismo existe, improvisos acontecem, mas “se você estudou e ensaiou muito, você pode confiar em si próprio e ficar mais tranquilo. Afinal, isso é uma brincadeira e temos que nos divertir, primeiramente“, conclui Pedro.

Chegando ao final da conversa, resolvemos perguntar o que era ser ator para eles. As respostas que nos deram, impressionaram pela maturidade, e por saberem o que os esperam. Vêm o Teatro como algo diferente, que fez com que o buscasse por isso. Sabem que há, e haverá, dificuldades. O aprendizado será contínuo. Que para serem bons atores, precisam ter disciplina, talento, coragem e técnica. Mas que principalmente, que gostam do que estão fazendo, pois é algo para vida. E para arrematar, o ator é uma eterna criança, que a cada dia pode brincar de alguma coisa.

EXPLICANDO ‘ANNIE, O MUSICAL’

Nesta quinta, 30 de agosto, o Teatro Santander abre as cortinas para “Annie, o Musical“. O espetáculo é a mais nova produção do Atelier de Cultura (“A Noviça Rebelde“, “O Homem de La Mancha“, “A Madrinha Embriagada“).

O elenco é encabeçado por Miguel Falabella (que a princípio seria só o diretor do espetáculo) e Ingrid Guimarães (estreando em musicais). Ambos são acompanhados por nomes conhecidos do nosso teatro musical, como Cleto Baccic, Sara Sarres, Ester Elias, entre outros.

Para viverem as garotas órfãs do musical, foram escolhidas 21 meninas dentre as 3.500 que participaram das audições realizadas pelo país. A personagem título será interpretada por Luiza Gattai, Maria Clara Rosis e Sienna Belle (são 3 elencos infantis).

A melhor amiga de Annie, a cadelinha Sandy, será interpretada pelos cães Lisa e Scott, da raça Podengo Português .

Um gênio domado

Miguel Falabella mantém uma forte conexão com o musical, afinal foi o primeiro espetáculo adulto que viu, em 1979, em Londres. A possibilidade de montá-lo no país o acompanha desde 2015, quando o Atelier de Cultura comprou os direitos do musical e começou a produção.

É um musical complexo, com arranjos grandiosos e vocalmente difícil. Mas, como o projeto vem sendo construído desde 2015, tive tempo para cuidar de detalhes na tradução, especialmente da canção mais conhecida, ‘Tomorrow’“, afirmou o ator para o jornalista Ubiratan Brasil (Estadão).

miguel-1Para se transformar diariamente no seu personagem, Falabella utilizaria, a princípio, uma prótese na cabeça. Mas depois que viu o trabalho que teria, preferiu raspar os cabelos, surpreendendo a todos com o novo visual.

Mas essa será a única surpresa que ele dará a sua plateia. Conhecido por seus cacos, que fazem todos rir (inclusive seus companheiros de elenco), neste musical, Falabella terá que seguir o texto integralmente, visto que os detentores dos direitos originais da montagem não permitem nenhuma adaptação no musical.

(Uma pena, pois estava previsto que o famoso muralista brasileiro, Eduardo Kobra, faria parte da confecção dos cenários.)

Tudo começou nas tirinhas

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Harold Gray

O musical é baseado na tira em quadrinhos “Little Orphan Annie” (“Pequena Órfã Annie”), criada por Harold Gray, e lançada no jornal Daily News em 1924 (Nova Iorque, EUA).

As histórias são sobre as aventuras de Annie, sua cadela Sandy e seu benfeitor, o empresário milionário Oliver Warbucks. Através de suas tiras, Gray falou para seus leitores adultos sobre sindicato trabalhista, a política New Deal e o comunismo (assuntos que estavam na moda nos Estados Unidos), entre outros temas.

O sucesso da pequena órfã foi tanto que suas aventuras deram origem a um programa de rádio (1930), a um musical da Broadway (1977), e três adaptações de filme para o cinema (1982, 1999 e 2014).  Mas infelizmente a popularidade das tirinhas foi caindo ao passar dos anos. Quando foi cancelada, em 2010, somente 20 jornais em todo o país imprimiam as histórias em suas páginas.

Dos quadrinhos aos palcos da Broadway

Annie, o Musical” estreou na Broadway pelas canções de Charles Strouse (música) e Martin Charnin (letras), e o enredo de Thomas Meehan. Ficou em cartaz no Alvin Theatrhe (atual Neil Simon Theatre) de 1977 até 1982. Ganhou seis Tony Awards, inclusive o de Melhor Musical, e já foi produzido em mais de 40 países.

Duas canções de sua trilha sonora ficaram famosas mundialmente. São elas: “Tomorrow” (“O Amanhã”) e “It’s the Hard Knock Life” (“É Uma Vida Dura”).

A história de Annie

O musical começa no final de ano de 1933, com uma órfã de onze anos de idade, Annie, que vive no Orfanato Municipal para Garotas, junto com Molly, Kate, Tessie, Pepper, July e Duffy. Durante um pesadelo, Molly acaba acordando todas suas colegas de quarto, o que as deixam muito irritadas. Annie as acalma cantando uma canção que fala sobre seus pais, que as abandonaram, e devem estar por aí .

Annie resolve escapar do orfanato para procurar seus pais, mas é pega por Dona Hannigan, a responsável pelo orfanato. Só que ela está de ressaca e desconta nas garotas, fazendo-as trabalharem na limpeza do local. Logo após o incidente, chega o responsável da lavanderia que vem recolher a roupa suja. Annie se esconde no carrinho usado por ele e foge.

Já nas ruas da cidade, a garota encontra uma cadela amigável, Sandy, Enquanto vão se conhecendo, Annie canta que dias melhores virão a partir de amanhã. É quando aparece o funcionário da carrocinha que quer pegar a cadela. Annie fala que a cachorra é sua e fica com o animal.  Enquanto caminham por um bairro, onde vivem pessoas desabrigadas por causa da Depressão de 1929, um policial a encontra e a leva novamente para o orfanato.

A assistente do bilionário Oliver Warbucks, Grace Farrell, vai até o orfanato convidar uma garota para passar o feriado natalino com eles. Como Annie está no escritório de Dona Hannigan, Grace pede para levá-la. Meio a contragosto, Hannigan concorda, e ao saírem, ela canta que odeia todas as crianças.

Enquanto isso, na mansão de Warbucks, todos os empregados da casa recebem Annie muito bem. Só que quando Oliver Warbucks retorna ao lar, não fica muito contente em ver a criança. Pede que Grace leve-a para ver um filme, mas ela faz com que todos os três vão juntos. Enquanto passeiam pela cidade, vão se conhecendo melhor, e um sentimento de carinho começa a surgir.

No orfanato, o irmão de Dona Hannigan, Rooster, chega com a namorada, Lily, para uma visita. Ao saberem que Annie está numa mansão, começam a planejar um golpe para se darem bem.

Warbucks vê que Annie usa um pingente no pescoço e resolve comprar um novo para a garota. Só que ela não aceita, porque aquilo é a única coisa que seus pais deixaram com ela. Grace e o resto dos funcionários dizem que irão ajudá-la a encontrar seus pais, custe o que custar.

Intervalo de 15 minutos

Durante o programa de rádio de Bert Healy, Warbucks oferece uma larga quantia de dinheiro para o casal que puder provar que são os pais de Annie. No orfanato, as outras garotas estão ouvindo o programa e ficam felizes pela amiga, com exceção de Pepper. Quando dona Hannigan entra no quarto, ela pergunta o que está acontecendo. Molly diz que estão oferecendo uma recompensa para os pais de Annie.

Hannigan volta para seu escritório, quando entra um casal dizendo que há onze anos deixou lá uma garotinha ruiva. Ela fica assustada, até que o casal se revela – são Rooster e Lily. Eles explicam o plano – querem saber tudo sobre a garotinha para poderem por a mão na recompensa.

Warbucks vai com Annie até Washington, onde ambos irão se encontrar com o presidente norte americano, Franklin D. Roosevelt. Na sala oval da Casa Branca, Annie canta a canção “Tomorrow” (“O Amanhã). Roosevelt acredita que a população tem que ser otimista durante os tempos de crise – então, todos a acompanham na canção.

De volta a casa, Warbucks diz o quanto está gostando de Annie. E já que seus pais não aparecem, ele vai adotá-la. Para celebrar as boas notícias, uma festa de Natal é preparada, e Annie deseja convidar Dona Hannigan e suas amigas do orfanato.

Quando um juiz aparece para começar os procedimentos legais da adoção, os ‘pais falsos’ aparecem para se encontrar com Annie e receber a recompensa. Para afirmar que são eles, falam sobre o bilhete que deixaram junto a bebê e também o pingente. Warbucks pede para que Annie passe a noite de Natal na mansão e na manhã seguinte, eles poderão partir para sua fazenda de porcos de Nova Jersey.

Pela manhã, todos recebem uma visita de Roosevelt e do Serviço Secreto. É revelado que os verdadeiros pais de Annie morreram enquanto ela ainda era um bebê. A farsa é descoberta, e Dona Hannigan, Rooster e Lily são presos. Roosevelt declara seu novo plano econômico, que irá melhorar a economia do país.

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Annie, o Musical

Com  Ingrid Guimarães, Miguel Falabella, Sara Sarres, Cleto Baccic e grande elenco

Teatro Santander (Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)

Duração 160 minutos

30/08 até

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 16h30 e 21h, Domingo – 15h e 19h

$75/$310

Classificação Livre

EXPLICANDO ‘NATASHA, PIERRE E O GRANDE COMETA DE 1812’

O musical “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812” tem sua estreia marcada para esta sexta, 24 de agosto no 033 Rooftop. Uma produção da Move Concerts (“Nuvem de Lágrimas, o musical”, “Carrossel, o Musical”) e com a direção geral de Zé Henrique de Paula (Núcleo Experimental).

O espetáculo é a versão brasileira para o sucesso da Broadway. Composta por Dave Malloy, e dirigida por Rachel Chavkin, “O Grande Cometa” abriu as cortinas pela primeira vez em 2012. Chegou a ser montada em Quito (Equador) no idioma espanhol, antes de estrear na Broadway em 2016. Recebeu 12 indicações ao Tony Awards, mas só recebeu o troféu em duas categorias – cenário e iluminação.

O espetáculo é focado em 70 páginas do 2º livro de “Guerra e Paz“, obra prima do escritor russo Leon Tolstói.

Para você entender melhor o que acontecerá no teatro, fizemos esta matéria, situando-o na história.

A obra que deu origem a tudo

1110612-350x360Guerra e Paz” é um romance histórico do autor russo, Leon Tolstói. Foram escritas duas versões – a primeira foi publicada em 1865. Mas por não estar contente com o livro, Tolstói reescreveu sua obra, alterando o final e o publicou em 1869 (dizem que também, ao final da vida, falava que não estava feliz com a segunda versão).

(A saber – Tolstói também é o autor de outro clássico da literatura mundial, “Anna Karenina“)

A obra conta com 1.225 páginas, divididas em quatro livros (quinze partes) e dois epílogos – um principalmente narrativo, o outro inteiramente temático.

Conta a história de cinco famílias aristocráticas (particularmente os Bezukhovs, os Bolkonskys e os Rostovs) e o vínculo delas com a história da Rússia de 1805 a 1813, principalmente com invasão de Napoleão Bonaparte em 1812.

Apesar de ser escrito em russo, os diálogos dos aristocratas eram em francês (costume das cortes da época). Isto seria considerado como uma falta de contacto com os autênticos valores da Rússia.

Há mais de de 500 personagens no livro. Mas os principais – inclusive para o musical – são Pierre Bezukhov, Natasha Rostova e Anatoly Kuragin.

Mas e o cometa? O astro realmente existiu e esteve visível na Terra por cerca de nove meses (seu início foi em 1811). Como muitos acreditavam, a passagem de um cometa traria mau agouro, mas Pierre, ao final do espetáculo, vê a passagem do astro como sendo um novo começo de vida para si.

As 70 páginas transformadas em musical

O compositor norte americano, Dave Malloy, focou seu musical em uma parte da história da dupla de protagonistas – Natasha Rostova e Pierre Bezukhov, que é o verdadeiro personagem central de “Guerra e Paz”. Filho ilegítimo de um conde abastado, após receber uma herança inesperada, fica confuso e perdido em encontrar seu lugar na sociedade aristocrata russa.

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A plateia entra em um clube russo do início do século XIX, com uma cenografia feita por Bruno Anselmo, e 11 luminárias Sputnik, assinadas pela designer Ana Neute. O elenco percorre o clube, atuando além do palco principal, pelas passarelas que permeiam toda a plateia.

O musical começa com o Prólogo, onde são apresentados os personagens e a plateia é situada da ação. “Afinal, estamos em uma ópera, e precisamos estudar um pouco o que está acontecendo. Como é um romance russo complicado, e cada personagem tem até nove variações de nomes, a plateia precisa ler o programa que foi dado a porta. Obrigado.” (tradução própria)

Caso você compreenda a língua inglesa, abaixo há uma montagem da canção do prólogo do musical com cenas da minissérie “Guerra e Paz”, apresentadas pela BBC em 2016)

A história se passa em Moscou, em 1812, antes de Napoleão invadir a cidade e por fogo em tudo. Pierre Bezukhov está perdido na vida, sem saber como se comportar na sociedade aristocrata russa. Passa o tempo bebendo e lendo. É amigo do príncipe Andrey Bolkonsky, que está na guerra.

Andrey é noivo de Natasha Rostova. Ela chega na cidade, com sua prima Sonya, para passar o inverno na casa de sua madrinha, Marya Dimitryevna, enquanto espera pelo retorno do noivo. Marya sugere que a afilhada vá visitar seu futuro sogro, o Príncipe Bolkonsky e sua filha, Mary, para ser aceita pela família. Mas tem mais em jogo – o casamento garantirá o status e a sobrevivência da família Rostov, que está quase falida. Só que infelizmente, o resultado da visita não foi o esperado – os Bolkonsky não aprovaram Natasha.

Na noite seguinte, Natasha é apresentada a sociedade decadente de Moscou (quem realmente é alguém na sociedade está em São Petersburgo, atual sede do governo). Na ópera, ela acaba conhecendo o Príncipe Anatole Kuragin, que acaba mexendo com seus sentimentos.

Após a ópera, Anatole, Dolokhov e Pierre saem para beber. Acabam encontrando a esposa de Pierre, Hélène, que por acaso é irmã de Anatole. Ela dá em cima de Dolokhov na frente de Pierre, que acaba desafiando-o para um duelo. Mas ninguém morre, só Dolokhov sai ferido.

Anatole arma com sua irmã e com Dolokhov, que ele dará em cima de Natasha e acabará com o casamento dela. É quando ficamos sabendo que Anatole também é casado. A investida se dará no baile de máscaras que Hélène dará na noite seguinte.

Na manhã seguinte, Hélène visita Natasha e faz o convite. Ela aceita. Durante o baile, Natasha dança com Anatole e ouve juras de amor. Ela se faz de rogada, dizendo que está noiva de Andrey. Anatole parte para cima e lhe beija.

Intervalo – lembre-se que o musical é baseado em uma história do século XIX, então juras de amor e beijo são levados muito seriamente por donzelas e cavalheiros.

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Cartas começam a ser escritas e enviadas: planos de fuga entre os novos amantes (Anatole e Natasha), rompimento de noivado (Natasha e Andrey), notícias sobre a guerra (Pierre e Andrey).

Só que Sonya descobre o plano de Natasha e resolve se intrometer pelo bem da prima. Enquanto isso, Anatole e Dolokhov dão prosseguimento ao plano. Quando chegam na casa de Natasha, conduzidos pelo motorista Balaga (ele tem até uma canção em seu nome), Marya Dimitryevna expulsa os dois. Ao entrar em casa, ela repreende Natasha, que desesperada foge e fica esperando pela volta de Anatole, durante a noite toda.

Ao ver a afilhada daquele jeito, Marya chama Pierre e pede pela sua ajuda. Só então que elas ficam sabendo que Anatole é um homem casado. Natasha tenta se suicidar com um veneno, mas sobrevive. Pierre, com raiva, vai até Anatole e lhe dá dinheiro, contanto que ele saia de Moscou.

No dia seguinte, o Príncipe Andrey retorna. Pierre tenta explicar o ocorrido e pede que o amigo perdoe Natasha. Só que para ele, o casamento acabou. Pierre acaba visitando Natasha, ao final da história. Ambos acabam se auxiliando, dando forças um para o outro. Após a visita, Pierre olha para o céu e vê o Grande Cometa de 1812. É o sinal que esperava para mudar sua vida.

Um verdadeiro jantar russo

A experiência pode ser completa com o serviço de bar, que oferecerá drinks e aperitivos; além de um jantar, servido antes do musical. O cardápio foi elaborado pelo Chef Mario Azevedo (033 Rooftop), com pratos da gastronomia russa. O serviço é composto de uma entrada, prato principal e sobremesa, no valor de R$ 125 por pessoa. (maiores informações no link)

Nossa sugestão – sente, relaxe e aproveite a história. Temos certeza que essa noite na Rússia do século XIX será única e muito interessante.

Vache zdoróvie!” (À sua saúde!)

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Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812

Com André Frateschi, Bruna Guerin, Gabriel Leone, Guilherme Leal, Nani Porto, Adriana Del Claro, Miranda Kassin, Wilson Feitosa, Lola Fanucchi, Nábia Villela, Daniel Cabral, Natália Glanz, Andre Torquato, Fabiana Tolentino, Vitor Moresco, Carol Bezerra, Arthur Berges, Letícia Soares, Giovanna Moreira, Patrick Amstalden, Rafael Pucca e Thiago Perticarrari

033 Rooftop – Complexo Shopping JK Iguatemi (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, SãoPaulo)

Duração 150 minutos

24/08 até 25/11

Sexta – 21h30, Sábado – 16h e 21h30, Domingo – 19h30

$130/$160

Classificação 12 anos