PALESTRAS SOBRE EMPREENDEDORISMO NAS ARTES CÊNICAS

O Teatro Folha propõe ao mercado de artes cênicas uma série de palestras sobre empreendedorismo teatral, abordando temas diversos, com o objetivo de colaborar para a profissionalização da produção artística. As palestras serão voltadas para profissionais e estudantes de teatro interessados em gerir suas carreiras, entrar no mercado de trabalho ou se reposicionar neste ramo de atividade como investidor.

O ator, diretor e empresário nas artes cênicas Isser Korik realizará 14 palestras no primeiro semestre, sempre contanto com a participação de outros profissionais que devem falar de suas experiências, de acordo com o tema de cada palestra. Isser e convidados responderão dúvidas comuns entre estudantes e profissionais, oferecendo informações que serão úteis para quem deseja realizar os próprios projetos. “Um jovem passa anos estudando numa escola e se forma em Artes cênicas. O que fará no dia seguinte? As escolas ensinam a atuar, mas não se focam em aspectos práticos da carreira, como aprender a ler um contrato de trabalho ou se produzir”, explica Isser.

A programação do primeiro módulo de atividades se inicia no dia 05 de março com a palestra “O mercado de trabalho do ator”. Tratando de forma mais específica sobre os perfis dos atores profissionais e do mercado de teatro em escolas, empresas etc., haverá as palestras “O mercado do ator em TV, publicidade, dublagem e locução ” (12/03), “O mercado do ator conjugado com atividades paralelas na produção teatral (19/03), “O mercado do ator conhecido: mitos e verdades” (26/03), “O mercado do ator conhecido:  produção de elenco e agenciamento” (09/04), “O ator-empreendedor” (16/04), “Remuneração” (23/04), “O contrato” (07/05),  “Relação de trabalho e comportamento profissional” (14/05)  e “Relação de trabalho ator-diretor” (28/05). Ainda no primeiro semestre acontecerão as palestras “A produção, seus itens e estrutura” (04/06), “A produção cooperativada” (11/06), “A produção empresarial (18/06) e “A produção por cotas” (25/06).

O segundo módulo de palestras acontecerá de agosto a dezembro, abordando temas, como, direitos autorais, leis de incentivo, captação de recursos, divulgação de espetáculos e relação do produtor com os diferentes perfis de curadoria de programação de teatros privados e públicos, entre outros assuntos do interesse de quem quer ser um empreendedor nas artes cênicas.

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SOBRE ISSER KORIK

Diretor, ator, produtor, tradutor e dramaturgo, Isser Korik coleciona trabalhos marcantes como comediante em mais de 30 anos de carreira, como  “Vacalhau & Binho”, de Zé Fidélis, que permaneceu oito anos em cartaz; “O Dia que Raptaram o Papa”, de João Bethencourt; e, recentemente, “E  o Vento não Levou”, de Ron Hutchinson, e “Toda Donzela Tem um Pai que é uma Fera”, de Gláucio Gill.

Como diretor se destaca na comédia. Concebeu “Nunca se Sábado…”, apresentado por quatro temporadas sob sua direção-geral, que marcou a cena paulistana.

Dirigiu “O Empréstimo”, de Jordi Galceran;  “Jogo Aberto”, de Jeff Gould; ”Nove em Ponto”, de Rui Vilhena, “A Minha Primeira Vez”, de Ken Davenport; a trilogia cômica de Alan Ayckbourn “Enquanto Isso…”; “O Mala”, de Larry Shue; o projeto “Te Amo, São Paulo”, que reuniu grandes nomes da dramaturgia paulista; além dos infantis “A Pequena Sereia”, de Fábio Brandi Torres; “Grandes Pequeninos”, de Jair Oliveira; “Cinderela”, “O Grande Inimigo” e “Ele é Fogo!”, de sua autoria, tendo recebido por esse último o Prêmio APCA. É diretor artístico da produtora Conteúdo Teatral e do Teatro Folha.

Palestras sobre empreendedorismo teatral com Isser Korik e convidados

Público alvo: estudantes e profissionais de teatro a partir de 17 anos

Investimento (1º módulo): R$ 150,00 por palestra.
50% de desconto para quem adquirir o pacote com todas as palestras (valor: R$ 1.050,00).

Inscrições: cursosteatrofolha@gmail.com ou (11) 95120-4000

Mais informações: www.teatrofolha.com.br e www.conteudoteatral.com.br

“70! DISCODÉCADA – DOC. MUSICAL”

Prazer em conhecer
Somos as tais frenéticas
E um anjo doido fez
A gente se encontrar no Dancing Days” (“Somos as tais Frenéticas“).

Dhu MoraesEdyr DuqueLeila “Leiloca” NevesMaria Lídia “Lidoka” Martuscelli, Regina Chaves e  Sandra Pêra. Ou simplesmente As Frenéticas.

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Edyr, Leiloca, Lidoka, Dhu, Regina e Sandra

Se você não viveu na década de 70, não deve saber quem elas são. Ou melhor, se estava em Marte a partir de 1976, não as conhece e/ou nunca ouviu, nem dançou um dos hits eternizados na voz delas.

Mas não tem problema. Elas devem se reunir mais uma vez, para estarem debaixo das luzes dos refletores do palco, em 70! Discodécada – Doc. Musical, a partir de 2018.

O musical de Frederico Reder e Marcos Nauer é a ‘continuação’ do sucesso de público 60! Década de Arromba – Doc. Musical (2017). O espetáculo utilizou ferramentas de documentário (fotos, vídeos e depoimentos reais), somadas a cenas, textos e canções apresentadas ao vivo por 24 atores/cantores /bailarinos para contar a história da década de 1960. A cantora Wanderléa foi a convidada especial para o musical.

Quer saber mais como foi o espetáculo, leia aqui.

Em uma conversa com Marcos Nauer na época de lançamento do espetáculo em São Paulo, ele disse que tinha gostado do resultado e queria fazer os ‘Doc Musicais’ das décadas de 70 a 90.

No final deste ano, ele postou uma foto “suspeita” no seu story do instagram. Ao centro do símbolo do novo espetáculo estavam elas, as representantes mor da época nacional da discoteca – As Frenéticas.

 

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Fazendo uma pesquisa sobre a década, a escolha é super adequada, pois elas foram o grupo musical brasileiro que melhor representou os anos 70, onde todos iam para as pistas de dança, abriam suas asas, soltavam suas feras, pois

Na nossa festa
Vale tudo
Vale ser alguém
Como eu
Como você” (“Dancing Days“)

A Influência dos Dzi Croquettes

Antes que elas aparecessem, em 1972 o coreógrafo americano Lennie Dale criou um grupo masculino com visual andrógino. Eram homens barbudos, com corpo peludo e uma maquiagem pesada e trajes femininos.

O grupo era formado por Lennie Dale, Wagner Ribeiro de Souza, Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Reginaldo di Poly, Bayard Tonelli, Rogério di Poly, Paulo Bacellar, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado, Eloy Simões e Roberto de Rodrigues.

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Durante os espetáculos, apresentavam monólogos humorísticos alternados com números de canto e dança.

Mas as autoridades brasileiras não aceitaram bem essa quebra de tabus dos Dzi Croquettes. Era o tempo do regime militar, com isso o espetáculo foi censurado. O grupo viajou para a Europa, exilando-se em Paris e fazendo sucesso em terras internacionais, tendo como madrinha a atriz e cantora, Liza Minelli.

Mas apesar de todo o sucesso, o grupo encerrou suas atividades em 1976. Só que influenciaram vários atores, cantores e grupos, inclusive essas tais Frenéticas.

 

O Surgimento do Grupo

A disco music já era moda nos Estados Unidos por volta de 1976, e teve seu boom com o lançamento do filme “Os Embalos de Sábado a Noite” (“Saturday Night Fever” – 1977), com John Travolta e as canções do grupo Bee Gees.

Aqui em terras cariocas, nesta mesma época, o produtor musical Nelson Motta foi convidado para fazer uma ação que divulgasse o Shopping da Gávea. Por que não criar uma discoteca dentro do shopping?

Em 1976, surge o “The Frenetic Dancin’ Days Discotheque” (onde atualmente é o Teatro dos Quatro), para funcionar por apenas três meses. Para trabalhar como garçonetes e cantoras, Nelson convidou seis atrizes de teatro/teatro musical – Dhu, Edyr, Leiloca, Lidoka, Regina e Sandra, que em pouco tempo seriam conhecidas como “As Frenéticas“.

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O Sucesso Frenético

As atrizes atuavam como garçonetes no começo da noite, até que em uma certa hora, abandonavam os aventais e bandejas, para subirem no palco e interpretarem covers de Rita Lee, Rolling Stones e outros. Os ensaios eram comandados por Roberto de Carvalho , que começava a namorar Rita Lee.

O primeiro uniforme do sexteto foi feito por Marília Pêra, que era casada com Nelson, na época. Dizem também que ela foi a inspiração para um dos maiores hits do grupo – “Perigosa” (“Eu sei que eu sou, bonita e gostosa, e sei que você me olha e me quer…”).

Bastou duas semanas para as atrizes serem conhecidas pelo público e reverenciadas por atores e cantores como Tônia CarreiroMilton Nascimento, Sônia BragaCaetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Lulu Santos, entre outros, que terminavam a noite na discoteca. A febre disco emplacou no país e virou sucesso nacional.

Das ‘discos’ para o mundo

Que a Dona Felicidade
baterá em cada porta,
e que importa a Mula Manca 
se eu quero 
A Dona Felicidade” (“A Felicidade Bate à Sua Porta“)

Com o fechamento da discoteca, o sexteto permaneceu junto, ensaiando novas canções, entre elas a composição de Gonzaguinha, até então conhecido como cantor de protesto – “A Felicidade Bate à Sua Porta“.

Liminha, ex-baixista do grupo “Os Mutantes” e produtor musical, resolve produzir o primeiro compacto. Por coincidência, essa gravação foi feita no estúdio da Wanderléa.

Com o sucesso, elas foram contratadas pela WEA/Warner Music e lançaram o primeiro disco em 1977 – “Frenéticas“, que tinha o hit “Perigosa“. Vendeu 150 mil cópias e recebeu um Disco de Ouro.

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Do segundo disco, “Caia na Gandaia” (1978), vieram os hits “Dancing Days” e “O Preto que Satisfaz“, que foram temas das novelas da rede Globo – “Dancin’ Days” (1978) e “Feijão Maravilha” (1979).

A novela “Dancin’ Days” foi uma mania nacional, que mostrava a protagonista Júlia Matos (Sônia Braga) arrasando na pista de dança. Influenciou a moda nacional (meias lurex, sandália de salto fino), brinquedos (boneca ‘Pepa’), difusão dos vôos de asa delta, além das várias discotecas abertas pelo país.

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O sucesso do grupo foi tanto que elas fizeram shows na América Latina e Europa, além de terem sido convidadas para participarem da primeira transmissão da televisão em cores, em Portugal (1980 – Festival da Canção).

As Frenéticas ainda lançaram mais três discos, mas sem tanto sucesso. Já era o começo do fim. No último disco, “Diabo a 4” (1983), o grupo já não contava com a presença de Sandra Pêra e Regina Chaves. Até que em 1984, o grupo se desfez.

Tentaram ainda mais dois retornos, sendo que ainda emplacariam o hit “Perigosas Peruas” na novela homônima (1992).

70! Discodécada – Doc. Musical

Agora, esperamos que seja mais uma oportunidade para revê-las no palco. Se bem que das seis, só quatro poderão estar presentes, afinal Lidoka faleceu em 2016 e Edyr está atualmente no Retiro dos Artistas.

Escolha seu melhor figurino e vá – seja camisa de poliéster ultra estampada, terninho, salto plataforma, calça boca de sino, macacão com decote bem generoso, shortinho, paetê, tecido metalizado, transparência e muita lycra… tudo acompanhado de meias lurex com sandálias de salto alto fino e…

Dance bem
Dance mal
Dance sem parar
Dance bem
Dance até
Sem saber dançar” (“Dancing Days“)

Quer conhecer mais

Sandra Pêra registrou em livro a história – ou melhor, as histórias – do grupo em “As Tais Frenéticas – Eu Tenho uma Louca Dentro de Mim” (2008).

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O programa “Por Toda Minha Vida” (rede Globo), lançado em 2011, contou a história do grupo. Pode ser encontrado no youtube. Para interpretá-las foram escolhidas Lisieux Maia (Leiloca), Gabrielle Lopez (Lidoka), Nina Morena (Sandra), Corina Sabbas (Dhu), Denise Spíndola (Edir) e Flávia Rubim (Regina). É também deste programa a última imagem que temos das seis juntas.

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Lidoka, Dhu, Regina, Leiloca, Sandra e Edyr

DESTAQUE IMPRENSA DIGITAL 2017

Após 11 meses, onde foram analisadas 27 produções musicais que se apresentaram em São Paulo e cumpriram os os pré requisitos exigidos para elegibilidade (veja o regulamento completo aqui), vamos hoje reconhecer os vencedores da primeira edição do Destaque Imprensa Digital.

O prêmio surgiu com a união de seis veículos digitais (A Broadway é Aqui!Acesso CuturalAcesso IrrestritoCircuito Teatral SP,  Opinião de Peso Perdido in Sampa). Os representantes dos veículos reuniram-se e fizeram as indicações para as 10 categorias.

Para definir os vencedores, foram convidados veículos e jornalistas da Imprensa Digital para compor o corpo de jurados. São Anderson Santana (Soda Pop), Claudio Erlichman (Broadway World), Cristiane Santos (Em Cartaz), Fabiana Seragusa (Culturice), Filipe Vicente (Setor VIP), Júlia Zaremba (Musicais em Cena), Lucas Vargas (Balde de Pipoca), Maiara Tissi (Funny Girl), Priscila Ribeiro (Mundo dos Musicais) e Ubiratan Brasil (Blog do Estadão).

Os  vencedores receberão um troféu especial do DID, desenvolvido a partir da arte da designer Samira Oliveira e um quadro personalizado exclusivo, ilustrado pelo artista Édipo Regis.

Para as categorias de Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e Direção, os premiados também irão ganhar um voucher que dá direito a aproveitar uma das salas do Escape Hotel em São Paulo, segundo regulamento.

Abaixo o vídeo da Cerimônia de Premiação da primeira edição do Destaque Imprensa Digital, apresentado por Joaquim Araújo (Acesso Irrestrito).

Os vencedores são

DESTAQUE COREOGRAFIA

Katia Barros e Chris Matallo (Cantando Na Chuva)

DESTAQUE ROTEIRO

Miguel Falabella (O Som e a Sílaba)

DESTAQUE ATOR COADJUVANTE

Ivan Parente (Les Misérables)

DESTAQUE ATRIZ COADJUVANTE

Andrezza Massei (Les Misérables)

DESTAQUE ATOR

Nando Pradho (Les Misérables)

DESTAQUE ATRIZ

Débora Reis (Hebe, O Musical)

DESTAQUE DIREÇÃO MUSICAL

Tony Lucchesi (60! Década de Arromba – Doc. Musical)

DESTAQUE DIREÇÃO

Zé Henrique de Paula (Lembro Todo Dia de Você)

DESTAQUE MUSICAL BRASILEIRO

Lembro Todo Dia de Você

DESTAQUE MUSICAL ESTRANGEIRO (Versão Brasileira)

Les Misérables

Gostaríamos de agradecer aos curadores, jurados, parceiros, técnicos, atores e produções envolvidas pelo apoio para a realização da cerimônia.

Até 2018!

3a edição Prêmio Reverência

A noite desta terça feira, 5 de dezembro, foi noite de festa para o Teatro Musical. No palco do Teatro Bradesco (Rio de Janeiro), aconteceu a terceira edição do Prêmio Reverência.
 
O grande vencedor foi “My Fair Lady” (Takla Produções Artísticas, EGG Entretenimento e IMM). Das onze categorias que concorreu, arrecadou cinco prêmios. “Les Misérables” (T4F Musicais) recebeu três estatuetas, sendo que um deles foi de melhor musical. “Cinderella” (Fábula Entretenimento) também recebeu três prêmios, sendo um por melhor musical voto popular. Os outros quatro prêmios foram distribuídos por “Lembro Todo Dia de Você” (Núcleo Experimental), “Auê” (Sarau Agência de Cultura Brasileira), “Cia Barca dos Corações Partidos” e “Gota D’Água [a seco]” (Sarau Agência de Cultura Brasileira).
A cerimônia foi apresentada pelos atores Lúcio Mauro Filho e Tiago Abravanel. O número de abertura foi sobre a produção de um espetáculo. Lembrando o musical “The Book of Mormon”, atores cantaram sobre os percalços de colocar um espetáculo em pé. Depois um mashup em referência aos musicais que concorriam a categoria de melhor espetáculo.
Como curiosidade, Laila Garin ficou invicta na categoria melhor atriz – recebeu por “Elis, a Musical” (2015), “O Beijo no Asfalto, o Musical” (2016) e “Gota D’Água [a seco] (2017).
Os cinco prêmios de “My Fair Lady” não foram recebidos por seus vencedores (pois estavam todos viajando). Quem subiu para agradecer pelas cinco estatuetas foi a atriz Noêmia Duarte (na última vez, recebeu até uma ovação em coro por parte da plateia).
Ano que vem, a cerimônia acontece em São Paulo. Nos vemos lá!
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Veja abaixo a lista dos vencedores (está em negrito)

Melhor Direção

Duda Maia por Auê’
João Falcão por Gabriela, Um Musical
Jorge Takla por ‘My Fair Lady
Luis Carlos Vasconcelos por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Susana Ribeiro por Rent

Melhor Ator

Gabriel Bellas por A Era do Rock
Jarbas Homem de Mello por A Paixão Segundo Nelson
Marcelo Medici por Rocky Horror Show
Marcos Tumura por Forever Young
Nando Pradho por Les Miserables
Paulo Szot por ‘My Fair Lady

Melhor Atriz

Fabi Bang por Wicked
Laila Garin por Gota d’água [a seco]
Myra Ruiz por Wicked
Paula Capovilla por Forever Young
Rebeca Jamir por Suassuna – O Auto do Reino do Sol

Melhor Ator Coadjuvante

Diego Montez por Rent
Fred Silveira por My Fair Lady
Ivan Parente por Les Miserables
Nicola Lama por Rocky Horror Show
Sandro Christopher por My Fair Lady

Melhor Atriz Coadjuvante

Andrezza Massei por Les Miserables
Bruna Guerin por Rocky Horror Show
Giulia Nadruz por ‘Cinderella
Laura Lobo por Les Miserables
Paula Capovilla por Meu Amigo Charlie Brown
Priscila Borges por Rent

Melhor Autor

Bráulio Tavares por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Diego Fortes por O Grande Sucesso
Duda Maia e Cia Barca dos Corações Partidos por Auê’
Fernanda Maia por Lembro Todo Dia de Você’
Gustavo Gasparani por ‘Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical

Melhor Coreografia

Alonso Barros por Rocky Horror Show
Alonso Barros por Cinderella
Fabricio Licursi por Gota d’água [a seco]
Jarbas Homem de Mello e Fernando Neves por A Paixão Segundo Nelson
Tania Nardini por My Fair Lady

Melhor Figurino

Carol Lobato por Cinderella
Charles Möeller por Rocky Horror Show
Fabio Namatame por My Fair Lady
Kika Lopes e Heloisa Stockler por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Simone Mina por Gabriela, Um Musical

Melhor Iluminação

Cesar de Ramires por Gabriela, Um Musical
Maneco Quinderé por Cinderella
Renato Machado por Auê’
Renato Machado por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Robert Wilson e John Torres por Garrincha

Melhor Cenário

Duda Arruk por A Paixão Segundo Nelson
Kika Lopes por Auê’
Nicolás Boni por My Fair Lady
Rogério Falcão por Cinderella
Sérgio Marimba por Suassuna – O Auto do Reino do Sol

Melhor Design de Som

Gabriel DAngelo por Gota d’água [a seco]
Gabriel DAngelo por Auê’
Gabriel DAngelo por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Mike Potter por Les Miserables
Tocko Michelazzo por My Fair Lady

Melhor Direção Musical

Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por Auê’
Chico Cesar, Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Luis Gustavo Petri por My Fair Lady
Nando Duarte por Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical
Pedro Luís por Gota d’água [a seco]

Categoria Especial

Claudio Botelho pelas versões de Les Miserables
Elenco da Cia. Barca dos Corações Partidos por Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ e ‘Auê’
Feliciano San Roman pelo design de perucas de My Fair Lady
Mariana Elisabetsky e Victor Muhlethaler pelas versões de Wicked
Rafa Miranda e Fernanda Maia pelas composições de Lembro Todo Dia de Você’
Tony Luchesi pelos arranjos de 60 Doc Musical

 

Melhor Espetáculo – Voto Popular

‘Cinderella’ – Fábula Entretenimento

Melhor Espetáculo

Auê’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
Cinderella’ – Fábula Entretenimento
Forever Young’ – Benjamin Produções e Chaim XYZ Produções
Gabriela, Um Musical’ – Tempo Entertainment, Caradiboi Arte e Esporte, em associação com Opus Promoções e quinaMáquina ProduçõesArtísticas 
Gota D’água [a seco]’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
Les Miserables’ – T4F Entretenimento
My Fair Lady’ – Takla Produções Artísticas, EGG Entretenimento e IMM
‘Rocky Horror Show’ – M&B
Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
‘Wicked ‘– T4F Entretenimento

FALANDO SOBRE “HEBE, O MUSICAL”

Hebe O Musical estreou nesta última quinta feira, 12 de outubro, no Teatro Procópio Ferreira.

No primeiro programa, falamos sobre o espetáculo, curiosidades do musical e a nossa avaliação.

Minutagem do Programa

0:28 – O Musical
Curiosidades
05:29 – Programa de Perguntas e Respostas
11:20 – Hebe, Família e Início da Carreira
15:40 – Os Amores
20:40 – As Amizades
25:55 – Figurinos e Jóias
27:10 = Selinho
30:30 – Hebe na TV
33:07 – O Adeus
Avaliação
33:33 – Opinião sobre o Musical

Hebe, o Musical
Com Adriano Tunes, Brenda Nadler, Carlos Leça, Carol Costa, Clarty Galvão, Daniel Caldini, Debora Reis, Dino Fernandez, Fefa Moreira, Fernando Marianno, Frederico Reuter, Giovana Zotti, Guilherme Magon, Keka Quarterone, Mari Saraiva, Maysa Mundim, Renata Bras, Renata Ricci, Renato Bellini, Renato Caetano e Rodrigo Garcia
Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823 – Jardins, São Paulo)
Duração 140 minutos
12/10 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h
$50/$190
Classificação 12 anos

 

DA AUDIÇÃO À PRÁTICA DE MONTAGEM

Atendendo a (muitos) pedidos, o curso prático de Teatro Musical com o diretor Charles MoellerDa Audição à Prática de Montagem estará de volta a partir de 24 de outubro, desta vez no Teatro do Leblon!

As aulas ocorrerão às terças e quintas, em dois horários diferentes:
* Módulo I: 14h às 17h
* Módulo II: 18h às 21h
Total: 16 aulas

Inscrições: 02 a 23 de outubro, de 13h às 20h (Segunda a Sexta)

Para mais informações, dúvidas e inscrições, escreva para  cursos@moellerbotelho.com.brcursos@moellerbotelho.com.br ou ligue para 2529-7700 (13 às 20h) e/ou (21) 99525-9629.

* Voltado para estudantes, atores, técnicos e apaixonados por Teatro Musical.

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PEDRAS AZUIS (OPINIÃO)

O vilarejo de Pedras Azuis, localizado no sertão do nordeste do país, é tão pequeno que nem santo padroeiro tem. Para participar de uma procissão, para pedir que chova e com isso a plantação vingue e o gado não morra, os moradores têm que recorrer ao vilarejo vizinho. Diana costurou as asinhas de anjos para que seus meninos e os dos vizinhos participem. Mas ela mesma não foi. Ficou em casa só com o marido, Antero, pois ele não é muito ‘chegado’ nestas questões espirituais. Antero está preocupado porque a prefeitura (através de um funcionário público vindo do ‘Sul’) comprou um caminhão pipa, e com isso, irá tirar o sustento da sua família, pois terá que encostar o seu velho caminhão. Ele precisa fazer algo. Ao terminar o dia, suas vidas serão transformadas… para sempre!

Pedras Azuis“, texto de Márcio Macena, é livremente inspirado em “27 Carros de Algodão” de Tennessee Williams.

A peça aborda dois temas principais – a sobrevivência do homem sertanejo frente à seca e o abuso sofrido pelas mulheres.

O elo de ligação da peça, e destes dois mundos diferentes – “Nordeste x Sul” (dicotomia do saber popular e do conhecimento técnico), pertence a Diana. A personagem de Annelise Medeiros é uma mulher de múltiplas faces – a mulher com deficiência de locomoção (‘é manca’) e que sofreu bullying quando jovem; a pessoa que não estudou e com isso ‘pensar dói’; a mulher submissa que não olha o marido nos olhos e ‘aceita’ seus abusos – físicos e psicológicos; e o da mãe religiosa, que preza pelo bem da família e dos filhos.

A personagem tem uma força que atrai os olhos da plateia. Quando está em cena (quase toda a duração da peça), não se consegue desviar os olhos dela. Annelise conseguiu fazer uma Diana forte, que sofre resignada e calada pelo ‘bem da família’.

Os papéis masculinos são interpretados por Neto Mahnic (Antero) e Emanuel Sá (Lívio). A princípio tão diferentes entre si – um mostra a ‘rudeza’ do sertão e o outro, a ‘educação e a sedução’ do estrangeiro. Ambos opostos, mas que no final provam que não tão opostos assim.

Há duas cenas cruciais na história, para nós. A primeira é quando Diana está só com Lívio, e este vai engendrando uma teia para capturá-la; e a segunda, a cena final, quando ela está só com o marido, ‘à noitinha’ (não vamos estragar a surpresa da cena).

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Neto Mahnic, Annelise Medeiros e Emanuel Sá (crédito foto – Marcus Leoni / Folhapress)

Completa a montagem as vozes de Zeca Baleiro, que no começo da peça, faz uma narração, como se fosse uma oração; Mel Lisboa, que passa os dados estatísticos dos abusos sofridos por mulheres no país; e Maria Gadú, que faz o fundo musical da peça.

Ressaltamos o cenário do diretor, Márcio Macena. Simples – uma rede, uma cerquinha, e um banco, mas tão essencial para a história, e que combina com o estado de simplicidade do local e dos moradores daquela casa.

A iluminação de Cesar Pivetti e Vania Jaconis também é muito bem desenhada. Mesmo com o ar condicionado da sala do teatro ligado, você consegue sentir o ar parado, abafado e angustiante do sertão brasileiro, que margeia a vida de Diana e Antero.

Não deixe de assistir e recomendar para amigos.

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cena de “Pedras Azuis” (crédito foto – Leekyung Kim)

Pedras Azuis
Com Annelise Medeiros, Emanuel Sá e Neto Mahnic
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré – São Paulo)
Duração 60 minutos
06/09 até 16/10
Quarta e Quinta – 21h
$50
Classificação 16 anos