IMPACTO ECONÔMICO DO TEATRO MUSICAL NO PAÍS

A Sociedade Brasileira do Teatro Musical (SBTM) reuniu convidados – produtores, artistas, patrocinadores, representantes do poder público do estado e município de São Paulo, e membros da imprensa – na manhã desta segunda feira, 23 de setembro, no Teatro Opus, para apresentar os resultados da primeira pesquisa sobre o Impacto Econômico do setor.

Realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o estudo aponta dados relevantes da atividade dentro da  indústria criativa, retorno sobre investimento via leis de incentivo à cultura, criação de empregos diretos e indiretos, além de geração de impostos.

A SBTM é uma associação composta por produtores de espetáculos musicais no país. Fazem parte Carlos Conrad e Noemia Matsumoto (Opus Promoções), Julio Figueiredo e Bárbara Guerra (Atual Produções), Renato Chiquito (Chiquito Produções), Carlos Cavalcanti (Atelier de Cultura), Adriana Del Claro e Simone Carneiro (Del Claro Produções), Almali Zraik (Caradiboi) e Stephanie Mayorkis (IMM Esporte e Entretenimento e EGG Entretenimento), que é a atual presidente.

Mayorkis explicou que a pesquisa foi encomendada para que fosse confirmada a impressão inicial que eles tinham – a da importância do Teatro Musical na cadeia produtiva da indústria criativa; e com isso, suscitar o debate com a opinião pública e o poder público sobre o papel do setor.

Análise dos resultados da pesquisa

Luiz Gustavo Barbosa, economista da FGV, apresentou os resultados da pesquisa, que estudou 28 espetáculos musicais que estiveram em cartaz em 2018 na cidade de São Paulo.

Somados os impactos diretos e indiretos, estes espetáculos movimentaram aproximadamente R$ 1 bilhão. Deste montante, cerca de R$ 813 milhões (80,6%) foram referentes a gastos de espectadores, com alimentação, hospedagem, compras pessoais, passeios, transporte local e outros tipos de gastos. Os outros R$ 196 milhões (19,4%) foram referentes à organização dos espetáculos.

Isto resultou em um Índice de Alavancagem Econômica de R$8,25, ou seja, para cada $1,00 investido pelos organizadores nos espetáculos de teatro musical, foram movimentados R$ 8,25 na economia.

Foram gerados 12.824 postos de trabalho, sendo 8.622 (67,5%) postos de trabalho diretos e 4.162 (32,5%) indiretos.

A captação de recurso, por meio das leis de incentivo, dos organizadores dos espetáculos que fizeram parte desse estudo, foi de, aproximadamente, R$ 68 milhões. Destes, 99,8% foram incentivados através da Lei Rouanet. No ano, os 28 espetáculos geraram o retorno de $131,3 milhões em tributos, sendo R$ 29,3 milhões (22,3%) para o município, R$15,4 milhões (11,7%) para o estado, e R$88,6 milhões (66,0%) para a federação.

Portanto, o Retorno sobre o Investimento Público foi de R$1,92, ou seja, de cada R$ 1,00 captado através de mecanismos de incentivo nos projetos do segmento pesquisado, geram R$ 1,92 de retorno em tributos para o governo, em suas três esferas.

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O público total do Teatro Musical no ano passado foi de 1.091.673 pessoas, sendo que foram concedidos um total de 189.173 ingressos gratuitos para as apresentações e cerca de 100.000 ingressos a preços populares

Mas sem a possibilidade de captar verba através de mecanismos de incentivo, a conta dos produtores do setor não fechará, pois o gasto médio por espectador realizado pela organização para realização dos espetáculos musicais foi de R$ 112,11; e o valor médio do ingresso praticado nos espetáculos foi de R$ 82,47. Ou seja, um débito de R$ 29,64.

O futuro do setor

O resultado da pesquisa será apresentado pela Sociedade Brasileira do Teatro Musical para o governo, para que os números possam ser estudados, e a importância do setor possa ser reavaliada pela equipe econômica e governantes.

Mas, é quase uma certeza, que o cenário para o próximo ano será difícil. Se a mudança feita pelo governo federal – teto de R$ 1 milhão por projeto pela Lei Rouanet – se mantiver, o mercado de Teatro Musical retrocederá 20 anos, quando havia somente 2 musicais blockbuster por ano na cidade.

Com isso, vários postos de emprego deixarão de existir. Teatros que foram construídos especialmente para o setor poderão fechar as portas.

O público que consome Teatro Musical deixará de gastar seu dinheiro aqui e, quem pudesse, irá gastar no exterior (Broadway e West End). O valor dos ingressos serão aumentados e não haverá mais acessibilidade aos espetáculos para uma parte da população.

Algumas possibilidades para reverter este quadro foram pensadas pelo público presente:

  • mostrar a importância econômica do setor para o governo;
  • divulgar informações corretas sobre o setor, para esclarecer ‘preconceitos existentes’ por parte da sociedade;
  • ter uma força política atuante e articulada em Brasília;
  • e o principal, ter uma união da classe teatral (produtores, atores, empregados) para se ter uma voz ativa maior na sociedade;

BROADWAY HOMENAGEIA 20 ANOS DO “GOOD MORNING AMERICA”

Good Morning America (ou GMA) – programa televisivo norte americano – completou no dia 13 de setembro seus 20 anos de transmissão direto da Broadway.

Durante uma semana, foram relembrados vários momentos marcantes do programa, além de convidados que passaram por seus estúdios.

Para abrilhantar as festividades, parte do elenco de produções da Disney on Brodaway – “The Lion King“, “Aladdin” e “Frozen” – realizaram no dia 19 um mashup de suas canções.

O GMA é um programa misto de jornalismo com talk-show, entremeado de previsão do tempo, reportagens especiais e entretenimento. A produção costuma realizar várias inserções, durante o programa, direto da rua, do lado de fora dos estúdios. Se estiver por Nova York, não deixe de passar na frente dos estúdios – pode estar acontecendo a apresentação de algum artista famoso, ou simplesmente você mandar um oi para os amigos que estão no Brasil.

Transmitido diariamente, desde 1975, pela rede televisiva ABC para todo território norte americano, das 07h às 09h. A rede é uma subsidiária do grupo de mídia Disney-ABC Television Group.

Veja abaixo como foi a apresentação.

RUA AZUSA – O MUSICAL (OPINIÃO)

Segue em cartaz neste momento em São Paulo, o espetáculo chamado Rua Azusa, O Musical que contempla todos os principais requisitos para ser no mínimo considerado um bom musical – impecável argumento narrativo, um elenco composto por mais de 40 atores que buscam o jogo teatral o tempo todo, escolhas musicais que te guiam e convocam sua presença enquanto espectador e cenários que contribuem diretamente para a história contada.

Baseado na história de William Joseph Seymour, homem negro, filho de um casal escravizado, o musical narra em meio ao grande conflito da segregação dos EUA em 1906, o Chamado que William atendeu para liderar o movimento que quebrou barreiras raciais, criando buscar espaços onde não houvesse distinção entre brancos e negros e, ainda, num jogo metalinguístico existe um casal contemporâneo que nos conduz o olhar para sua busca pela paternidade.

O que seria mais um musical em cartaz no circuito teatral de São Paulo, me salta aos olhos quando compreendo que se trata de um musical autoral produzido por um coletivo cristão, e é em meio a esta informação e o privilégio de ter tido o encontro com esta história na última quinta dia 20 de junho de 2.019, que pretendo exercitar meu pensamento.

Não é novidade nenhuma que estamos vivendo nestes tempos tortos, onde há intolerância, perseguição religiosa, racismo e genocídio negro e indígena, homofobia, misoginia e tantos outros males nomeados que ganharam força nesta nossa sociedade atual. Logo qualquer ação que busca ao menos a tentativa da comunhão/do encontro, particularmente já diz muito sobre muita coisa.

Penso que existam três vertentes principais que culminam em RUA AZUSA:

A primeira seria o cunho histórico no âmbito teatral mesmo, de um coletivo teatral cristão que existe há 19 anos, com uma missão – acredito eu – que antes de evangelizar me parece ser a busca do se ENCONTRAR com o outro, este outro que não o conheço e por vezes é tão diferente de mim mesmo, mas por reconhecer que o OUTRO do OUTRO sou EU eu me coloco como instrumento e ajo, agir, ação, atua sobre algo, no nosso caso ATUAÇÃO!

Com um histórico de peças apresentadas em lugares não comuns ao clássico italiano como presídios, asilos, orfanatos, ruas etc. No qual não existe uma igreja oficial, pois os membros do coletivo provem de várias vertentes da igreja pentecostal, decidem produzir, sem patrocínio direto, um espetáculo musical do zero.

E este trabalho, no principal polo de teatro do brasil, que é a cidade de São Paulo, ganha voos tão altos, que uma temporada prevista para apenas 1 mês, ganha outros palcos e já esta findando seu primeiro semestre em cartaz, com um movimento de recomendação boca-a-boca (um trabalho de formação de público catártico) no qual a página oficial do instagram conta com mais de 40 mil seguidores. E ainda mais surpreendente quando o coletivo garante para os próximos 10 anos o arrendamento de um espaço teatral histórico de São Paulo que é o antigo teatro Brigadeiro. Isso de longe, é o sonho de qualquer coletivo teatral paulista, que possui ou busca fomentação para sua criação artística.

A segunda vertente que é outra força gigantesca que me arrebata, e talvez onde o exercício da fala começa a me dificultar é sobre o cunho carismático, ecumênico, religioso/sagrado, rito e metalinguístico que ocorre a cada apresentação de Rua Azusa. Espinosa já dizia sobre as paixões alegres e as paixões tristes que nos provocam revoluções que pode ou não nos impulsionar pra vida.

Como espectador não leigo de teatro e sendo negro, meus olhos brilharam por diversos momentos por diversas razões, por ver no palco tantos artistas gigantes e parecidos comigo fisicamente, por ver o cuidado em contar uma história que não é contada no Brasil, muito pelo contrario, consciente de que existe um racismo estrutural que insiste em nos retirar de toda e qualquer possibilidade/responsabilidade de entendimento sobre nós mesmos, afinal não se pode falar sobre política, políticas públicas-sociais, publico e privado sem entender a formação da sociedade em que estamos inseridos, não há como falar sobre cotas raciais, se o Brasil mais do que nunca vive um movimento de meritocracia efervescente, não há como vislumbrar melhorias sem entender que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão e hoje o que esta em voga quando se trata destes temas são três sílabas repetidas “Mi Mi Mi”.

Falar sobre o avivamento da Rua Azusa é diretamente encarar as nossas próprias cicatrizes coloniais. Estar sentado na plateia e me ver rodeado de um público rapidamente identificado como “não público” cativo de teatro e/ou teatro musical é surpreendente, acompanhar os comentários, as respirações, os embates com o terceiro sinal e/ou o embate sobre lugar correto para se sentar em meio ainda de sussurros ou gritos de Aleluia – Glória a Deus! Onde acaba o teatro e onde começa a vida? Quando acaba o teatro realista e inicia o épico… ou ainda quando acaba o épico e se inicia o performativo!

Há muito a ser pensado antropologicamente falando sobre este interim de encontro, entre palco e plateia. O teatro por si só busca o tempo todo o convite pela convocação da presença, a presença dos atores e daqueles que fazem o espetáculo acontecer e principalmente a convocação do público, um público que não seja apenas conivente ou contemplativo, mas que haja conforme sua corporeidade  e vida se manifesta em detrimento aquilo que se vê, e isto sem dúvida acontece em Rua Azusa. O público está por que quer estar e se interessa em estar, o espetáculo como num diálogo abre espaço para o respiro e encanto que gera ação física e emocional  a plateia, ex: do meu lado havia um senhor negro, que no segundo ato quando um dos personagens fala textos racistas sobre uma criança negra – ele diz, como pra si mesmo e pra quem conseguir ouvir – Hey vou jogar o sapato em você!! Mas não posso porque é teatro (…). Isto pra mim é mágico é o vislumbre de algo que não está, é o sonho se manifestando como energia física e real, não é a toa que o teatro na história se apresenta como algo diretamente ligado a política, e hoje sem dúvida nenhuma, teatro é política e ele sim, sem sombra de dúvida atua e age como influenciador direto de uma sociedade, por isso fica mais evidente este momento de ataque aos movimentos de cultura do nosso país por partes de grandes conservadores que hoje mais do que nunca possui uma força gigante nas decisões do nosso país.

Aqui entra a terceira e última vertente sobre este meu exercício de pensamento sobre Rua Azusa. Eu cresci dentro da igreja católica, no interior de São Paulo, numa cidade de 4000 habitantes em que o tempo é literalmente outro, a força sensível de um instituição religiosa nestas áreas pode ser, e normalmente é imensa! Grande parte deste SER artista que tenho buscado ser, se semeou dentro das paredes desta igreja no interior; tenho um irmão mais velho que é Frade Franciscano, e portanto creio e para além de acreditar eu sinto energeticamente e exercito minha fé, e estou mais que familiarizado com palavras e conceitos como Espirito Santo e etc.

Porém, todavia, entretanto… nestas andanças, não posso ser hipócrita, e fechar os olhos para toda a barbárie que existiu e ainda existe dentro destas instituições religiosas, o teatro tem por princípio ser SUBVERSIVO, logo em Rua Azusa por mais que possa existir a instituição religiosa por trás e por tanto, provável, muitos membros adeptos a um conservadorismo extremo que separa, divide e julga, o movimento que se dá com este espetáculo é o de tolerância e busca pelo respeito e vislumbre do indivíduo privado e social, percebo a busca por validar a existência divina/sagrada do ser humano independente de sua aparência – vide que Rua Azusa coloca em cena o personagem de um Pastor Racista que consegue parar e encarar seus próprios monstros, e isto é lindo! Logo o que me pulsa é saber para onde vai este movimento?

Até onde esta luta artística pretende ir a favor destes direitos humanos que deve ser para todos e há de esbarrar em outras temáticas para além da questões raciais sobre negritude. Nesta “Rua Azusa” há espaço para os Índios, para questões LGBTs e tantos outros que ainda sofrem diariamente na nossa sociedade?

Como parte deste publico que esteve na plateia de Rua Azusa, meu sentimento é de encantamento, gratidão, vislumbre e sem dúvida Fé, esta Fé que crê em movimentos assim para que de fato haja a mudança, e quiçá um dia poder estar perto de alguma maneira e contribuir da maneira que puder para que este exercício de tolerância se expanda para lugares que outrora nem imaginávamos.

Vida LONGA a “RUA AZUSA”
Vida LONGA ao Teatro Nissi

 

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Renato Caetano (ator – julho 2019)

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Rua Azusa, o Musical

Com Adhemar de Campos, Aline Menezes, Benner Jacks, Fabricio Bittencourt, Jéssica Augusto, Kaiky Mello, Otavio Menezes, Soraya Moraes, Thales César e grande elenco composto por 47 atores.

Teatro Nissi (Av. Brigadeiro Luís Antonio, 884 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 180 minutos
Sexta – 19h30, Sábado – 14h30 e 19h30, Domingo – 14h
$72/$92
Classificação 12 anos

TEATRO UNIMED ABRE SUAS PORTAS

A cidade de São Paulo recebe no dia 22 de agosto mais uma sala de espetáculos. Nesta data, a Central Nacional Unimed inaugura o “Teatro Unimed” em um prédio localizado na esquina da rua Augusta com a Alameda Santos.
 
O renomado arquiteto brasileiro, Isay Weinfeld, assina seu primeiro projeto teatral.A sala terá um total de 249 lugares, divididas em plateias superior e inferior. A curadoria ficará a cargo da Dueto Produções dos sócios Monique Gardenberg, Jeffrey Neale e Carlos Martins. A programação receberá peças teatrais, espetáculos de dança, pocket shows e performance artísticas.
 
Alexandre Ruschi, presidente da cooperativa nacional fala sobre o novo teatro. “É mais uma conquista para a marca, visando fortalecer a imagem de todas as cooperativas, incentivando e proporcionando grandes oportunidades e experiências de cultura e lazer a todos os tipos de público”.
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A peça que estreia o espaço cultural é o musical “Lazarus“, escrito por David Bowie. A direção é de Felipe Hirsch e a direção musical de Maria Beraldo e Mariá Portugal. No elenco, temos Bruna Guerin, Jesuíta Barbosa, Carla Salle, Erom Cordeiro, Luci Salutes, Natasha Jascalevich, Olivia Torres, Rafael Losso e Valentina Herszage
 
O musical – inspirado no romance de ficção científica “O Homem que Caiu na Terra” (1963, e levado ao cinema em 1976) – acompanha a atormentada vida de um alienígena que vive na Terra, disfarçado de humano, incapaz de morrer.
 
A trilha sonora do espetáculo apresenta além de canções do catálogo de Bowie, quatro novas faixas; e todas serão interpretadas em inglês, por obrigação contratual.

TONY AWARDS 2019

O Tony Awards 2019, prêmio máximo dos destaques do Teatro/Teatro Musical da Broadway, aconteceu na noite de ontem, 9 de junho.

Hadestown” foi o grande vencedor, levando oito premiações, incluindo melhor musical. Na categoria teatro, “The Ferryman” ganhou quatro estatuetas, incluindo melhor peça. “Rodgers and Hammerstein’s Oklahoma!” levou o prêmio de melhor remontagem de um musical. “The Boys in the Band” foi o vencedor de melhor remontagem de uma peça. E aqui no país, o ator/diretor Tadeu Aguiar aproveitou para postar no seu instagram, que montará  a peça no ano que vem.

O evento também teve vários momentos especiais e inéditos. Ali Stroker (Rodgers and Hammerstein’s Oklahoma!) foi a primeira atriz cadeirante a ser premiada. Rachel Chavkin foi a única mulher a concorrer a categoria de direção de musical (Hadestown) e levou o prêmio. Os atores veteranos Elaine May e André De Shiels, ganharam seus primeiros Tony por melhor atriz da peça “The Waverly Gallery” e ator coadjuvante do musical “Hadestown”.

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A cerimônia

A abertura foi emocionante. James Corden, o apresentador do evento, começou o número musical, no sofá de sua sala assistindo televisão. Falou de todos os seriados e programas que ele assiste, as maratonas que tem que ser vistas para poder se inteirar do que está no ar,… mas que sentia falta de ver algo ao vivo, sentir uma energia especial. É quando a parede de sua casa levanta e mostra a platéia do Radio City Music Hall, onde acontece a cerimônia de premiação.

Durante cerca de 10 minutos, James canta a diferença de ver uma apresentação ao vivo, com os atores na sua frente, do que ver pela telinha, um programa ‘frio e distante’ (mas, ele faz um mea culpa para a tv, já que tem seu programa de entrevistas diário)

Premiação

 

Teatro

Melhor Peça – The Ferryman

Melhor Remontagem – The Boys in the Band

Melhor Ator – Bryan Craston (Network)

Melhor Atriz – Elaine May (The Waverly Gallery)

Melhor Ator Coadjuvante – Bertie Carvel (Ink)

Melhor Atriz Coadjuvante – Cellie Keenan-Bolger (To Kill a Mockingbird)

Melhor Direção – Sam Mendes (The Ferryman)

Melhor Design de Som – Fitz Patton (Choir Boy)

Melhor Design de Luz – Neil Austin (Ink)

Melhor Figurino – Rob Howell (The Ferryman)

Melhor Cenografia – Rob Howell (The Ferryman)

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Teatro Musical 

Melhor Musical – Hadestown

Melhor Remontagem – Rodgers and Hammerstein’s Oklahoma!

Melhor Ator – Santino Fontana (Tootsie)

Melhor Atriz – Stephanie J. Block (The Cher Show)

Melhor Ator Coadjuvante – André De Shields (Hadestown)

Melhor Atriz Coadjuvante – Ali Stroker (Rodgers and Hammerstein’s Oklahoma!)

Melhor Direção – Rachel Chavkin (Hadestown)

Melhor Libreto – Robert Horn (Tootsie)

Melhor trilha sonora (música e/ou letras) escrita para o teatro – Anaïs Mitchell (Hadestown)

Melhor Orquestração – Michael Chorney e Todd Sickafoose (Hadestown)

Melhor Coreografia – Sergio Trujillo (Ain’t too Proud)

Melhor Design de Som – Nevin Steinberg and Jessica Paz (Hadestown)

Melhor Design de Luz – Bradley King (Hadestown)

Melhor Figurino – Bob Mackie (The Cher Show)

Melhor Cenografia – Rachel Hauck (Hadestown)

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APARECIDA, UM MUSICAL

Walcyr Carrasco precisava de um milagre para poder encontrar o mote do espetáculo musical que faria em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. A parte histórica ele já tinha, através das pesquisas feitas para escrever a novela “A Padroeira“, que estreou em 2001 na rede Globo. Mas ele queria algo mais atual.

Até que a mão do Destino se pronunciou.

Durante um voo, o autor sentou ao lado de um casal, que durante a conversa, contou o milagre pelo qual o marido tinha passado. Era o que Walcyr esperava – a história de “Caio e Clara” se intercalaria à da Santa.

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A história

Aparecida, um Musical” conta a história de Caio, um jovem advogado, materialista, de pouca fé, casado com Clara. No início da história, ele descobre ser vítima de um câncer. O tratamento não funciona, e ainda tira sua visão. Até que juntos vão ao santuário da Padroeira do Brasil, pedir por um milagre.

Milagres não faltam na história da imagem de Nossa Senhora, desde quando foi encontrada em 1717, por três pescadores, e que se produziu o seu primeiro milagre – o dos Peixes. No musical são retratados, além deste, os milagres das velas, do escravo Zacarias e do cavaleiro prepotente, além de incluir a passagem do atentado em 1978, quando foi destruída e depois restaurada no MASP.

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A produção

Assim como o Brasil, “Aparecida, um musical” é eclético – seja no seu elenco, nos ritmos musicais e nos figurinos. Não é uma obra de catequização, mas sim, um espetáculo de teatro musical, voltado a todo tipo de público.

No palco, são mais de 30 atores, das mais variadas raças e credos religiosos, oriundos das principais produções de musicais no país.

Não espere encontrar canções que já fazem parte do imaginário de devoção à Santa. Na verdade, somente “Ave Maria“, de Bach e Gounod, se faz presente no musical. Todas as outras canções são originais, e procuram complementar a história que está sendo contada. Os ritmos musicais são os presentes na nossa cultura, não podendo deixar de citar a presença dos ritmos afro-brasileiros.

Para também mostrar a força da brasilidade nos figurinos, foram escolhidos os tecidos de algodão cru e renda nacional.

Os cenários utilizam uma mistura de estruturas físicas grandiosas com projeções de vídeos. Para mostrar uma sensação de dinamismo, serão movimentados pelo elenco, inclusive durante as cenas e canções.

“Aparecida, um musical” tem tudo para ser considerado um dos grandes espetáculos do ano.

 

Aparecida, um Musical

Com Leandro Luna, Bruna Pazinato, Edson Monttenegro, Frederico Reuter, Nábia Villela, Ana Araújo, Maysa Mundim, Arthur Berges, Reynaldo Machado, Cadu Batanero, Talita Real, Alessandra Vertamatti, Pamella Machado, Joyce Cosmo, André Torquato, Marcelo Vasquez, Daniel Cabral, Rubens Caribé, Vandson Paiva e Bernardo Berro, Keila Bueno, Rafael Machado, Maria Clara Manesco, Isabel Barros, Ygor Zago, Ditto Leite, Lucas Nunes, Tutu Morasi, Nay Fernandes, Gigi Debei, Isa Castro, Guilherme Pereira e Nina Sato 

Teatro Bradesco – Bourbon Shopping (R. Palestra Itália, 500 – Perdizes, São Paulo)

Duração 135 minutos

Estreia 22/03

Sexta – 21h, Sábado – 16h e 21h, Domingo – 15h e 19h30

$75/$220

Classificação Livre

CONHECENDO O MUSICAL “SUNSET BOULEVARD”

O musical “Sunset Boulevard“, de Andrew Lloyd Weber, estreia no país no dia 22 de março, no Teatro Santander. Encabeçando o elenco, temos Marisa Orth, Daniel Boaventura e Júlio Assad.

O espetáculo é baseado no filme clássico, em preto e branco, de mesmo nome.

Conta a história de Norma Desmond, uma atriz que foi uma estrela nos tempos do cinema mudo, mas não soube se adaptar aos filmes falados. Só que o tempo vai passando, e ela acredita que ainda é uma grande estrela, mesmo sem pisar num estúdio cinematográfico há anos.

Com a ajuda do destino, ela conhece um roteirista, Joe Gillis, que vem bater a sua porta. Ela o contrata-o para reescrever o roteiro do filme, que a trará de voltas às telas. Mas, Norma vive num mundo de fantasias. O roteiro que ela escreveu é péssima, e os grandes produtores/diretores se esqueceram dela.

Numa trama de gato e rato, Norma tenta seduzir Joe, que é apaixonado por Betty Schaefer, assistente de produção num estúdio. Só que Norma não aceita o romance e faz com que termine. Joe acaba com Betty, mas também diz que sairá da vida da atriz. Será que ela deixará?

ah, só pra falar – a história é contada por um morto.

Sunset Boulevard

Com Marisa Orth, Daniel Boaventura, Julio Assad, Andrezza Massei, Eduardo Amir, Lia Canineu, Bruno Sigrist, Sérgio Rufino, Carlos Leça, Arízio Magalhães, Abner Depret, Brenda Nadler, Dante Paccola, Ester Elias, Fábio Ventura, Giovana Zotti, Hellen de Castro, Jana Amorim, Juliana Olguin, Letícia Soares, Luana Zenun, Mau Alves, Nick Vila Maior, Rafael de Castro, Renato Bellini, Rodrigo Negrini, Thiago Lemmos, Vânia Canto

Teatro Santander – Complexo do Shopping JK (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)

Duração 150 minutos

22/03 até 07/07

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 15h e 19h

$75/$290

Classificação Livre