FALANDO SOBRE “HEBE, O MUSICAL”

Hebe O Musical estreou nesta última quinta feira, 12 de outubro, no Teatro Procópio Ferreira.

No primeiro programa, falamos sobre o espetáculo, curiosidades do musical e a nossa avaliação.

Minutagem do Programa

0:28 – O Musical
Curiosidades
05:29 – Programa de Perguntas e Respostas
11:20 – Hebe, Família e Início da Carreira
15:40 – Os Amores
20:40 – As Amizades
25:55 – Figurinos e Jóias
27:10 = Selinho
30:30 – Hebe na TV
33:07 – O Adeus
Avaliação
33:33 – Opinião sobre o Musical

Hebe, o Musical
Com Adriano Tunes, Brenda Nadler, Carlos Leça, Carol Costa, Clarty Galvão, Daniel Caldini, Debora Reis, Dino Fernandez, Fefa Moreira, Fernando Marianno, Frederico Reuter, Giovana Zotti, Guilherme Magon, Keka Quarterone, Mari Saraiva, Maysa Mundim, Renata Bras, Renata Ricci, Renato Bellini, Renato Caetano e Rodrigo Garcia
Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823 – Jardins, São Paulo)
Duração 140 minutos
12/10 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h
$50/$190
Classificação 12 anos

 

DA AUDIÇÃO À PRÁTICA DE MONTAGEM

Atendendo a (muitos) pedidos, o curso prático de Teatro Musical com o diretor Charles MoellerDa Audição à Prática de Montagem estará de volta a partir de 24 de outubro, desta vez no Teatro do Leblon!

As aulas ocorrerão às terças e quintas, em dois horários diferentes:
* Módulo I: 14h às 17h
* Módulo II: 18h às 21h
Total: 16 aulas

Inscrições: 02 a 23 de outubro, de 13h às 20h (Segunda a Sexta)

Para mais informações, dúvidas e inscrições, escreva para  cursos@moellerbotelho.com.brcursos@moellerbotelho.com.br ou ligue para 2529-7700 (13 às 20h) e/ou (21) 99525-9629.

* Voltado para estudantes, atores, técnicos e apaixonados por Teatro Musical.

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PEDRAS AZUIS (OPINIÃO)

O vilarejo de Pedras Azuis, localizado no sertão do nordeste do país, é tão pequeno que nem santo padroeiro tem. Para participar de uma procissão, para pedir que chova e com isso a plantação vingue e o gado não morra, os moradores têm que recorrer ao vilarejo vizinho. Diana costurou as asinhas de anjos para que seus meninos e os dos vizinhos participem. Mas ela mesma não foi. Ficou em casa só com o marido, Antero, pois ele não é muito ‘chegado’ nestas questões espirituais. Antero está preocupado porque a prefeitura (através de um funcionário público vindo do ‘Sul’) comprou um caminhão pipa, e com isso, irá tirar o sustento da sua família, pois terá que encostar o seu velho caminhão. Ele precisa fazer algo. Ao terminar o dia, suas vidas serão transformadas… para sempre!

Pedras Azuis“, texto de Márcio Macena, é livremente inspirado em “27 Carros de Algodão” de Tennessee Williams.

A peça aborda dois temas principais – a sobrevivência do homem sertanejo frente à seca e o abuso sofrido pelas mulheres.

O elo de ligação da peça, e destes dois mundos diferentes – “Nordeste x Sul” (dicotomia do saber popular e do conhecimento técnico), pertence a Diana. A personagem de Annelise Medeiros é uma mulher de múltiplas faces – a mulher com deficiência de locomoção (‘é manca’) e que sofreu bullying quando jovem; a pessoa que não estudou e com isso ‘pensar dói’; a mulher submissa que não olha o marido nos olhos e ‘aceita’ seus abusos – físicos e psicológicos; e o da mãe religiosa, que preza pelo bem da família e dos filhos.

A personagem tem uma força que atrai os olhos da plateia. Quando está em cena (quase toda a duração da peça), não se consegue desviar os olhos dela. Annelise conseguiu fazer uma Diana forte, que sofre resignada e calada pelo ‘bem da família’.

Os papéis masculinos são interpretados por Neto Mahnic (Antero) e Emanuel Sá (Lívio). A princípio tão diferentes entre si – um mostra a ‘rudeza’ do sertão e o outro, a ‘educação e a sedução’ do estrangeiro. Ambos opostos, mas que no final provam que não tão opostos assim.

Há duas cenas cruciais na história, para nós. A primeira é quando Diana está só com Lívio, e este vai engendrando uma teia para capturá-la; e a segunda, a cena final, quando ela está só com o marido, ‘à noitinha’ (não vamos estragar a surpresa da cena).

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Neto Mahnic, Annelise Medeiros e Emanuel Sá (crédito foto – Marcus Leoni / Folhapress)

Completa a montagem as vozes de Zeca Baleiro, que no começo da peça, faz uma narração, como se fosse uma oração; Mel Lisboa, que passa os dados estatísticos dos abusos sofridos por mulheres no país; e Maria Gadú, que faz o fundo musical da peça.

Ressaltamos o cenário do diretor, Márcio Macena. Simples – uma rede, uma cerquinha, e um banco, mas tão essencial para a história, e que combina com o estado de simplicidade do local e dos moradores daquela casa.

A iluminação de Cesar Pivetti e Vania Jaconis também é muito bem desenhada. Mesmo com o ar condicionado da sala do teatro ligado, você consegue sentir o ar parado, abafado e angustiante do sertão brasileiro, que margeia a vida de Diana e Antero.

Não deixe de assistir e recomendar para amigos.

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cena de “Pedras Azuis” (crédito foto – Leekyung Kim)

Pedras Azuis
Com Annelise Medeiros, Emanuel Sá e Neto Mahnic
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré – São Paulo)
Duração 60 minutos
06/09 até 16/10
Quarta e Quinta – 21h
$50
Classificação 16 anos

 

HAIR – A REVOLUÇÃO DO AMOR

O musical produzido pela Cena em SOL Produções, com Luciana Solitão como produtora executiva do espetáculo, tem muitas novidades, a companhia acaba de lançar um canal no youtube, onde é possível ver mais sobre os ensaios, versões das músicas e conhecer melhor essa tribo.  No primeiro vídeo podemos assistir um dos primeiros ensaios da peça e sentirmos toda a emoção transmitida através das músicas “Aquarius“, “The Flesh Failures” e “Let the Sunshine In“.

Outra novidade do grupo é que você também pode fazer parte dessa tribo. Basta contribuir através dp catarse para que essa história seja contada: www.catarse.me/pt/arevolucaodoamor Ao contribuir você adquiri recompensas como agradecimentos em vídeo nas redes sociais, direito para assistir ensaio, foto com o elenco, visita ao camarim, agradecimento no programa, canecas exclusivas, ingressos para o espetáculo, programas da peça, inserção da logo em materiais gráficos, vídeo no foyer do teatro, agradecimento especial ao final de cada apresentação, um sarau com elenco do espetáculo em local a combinar com a produção do espetáculo e amor e carinho do elenco.

A história trata do movimento hippie e da revolução sexual dos anos 1960, com músicas de rock que marcaram época, como “Aquarius” e “Let the Sun Shine In”. A nova montagem brasileira terá versões de Giulia Nadruz, direção de Rafael Pucca, direção musical e vocal de Thiago Perticarrari e direção de movimento de Gabrielle Maia. O regente será Gabriel Fabbri.

A produção pretende evidenciar novas questões, entre elas a figura do índio na história das Américas e na cultura hippie. A direção contará essa história de um jeito diferente, ousado, mas ainda homenageando este clássico musical. Resgatando a essência do movimento hippie, com a luta pela paz, amor livre, expansão da consciência e fraternidade independente de cor ou credo.

O musical estreia dia 11 de novembro, no Espaço Cia da Revista, em São Paulo.

Para mais informações siga as redes sociais e se inscreva no canal:

Instagram: @musicalhair

Facebook: www.facebook.com/hairarevolucaodoamor

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCQT7t81irS3_fYA-vWmaJP

 

GAROTA DE IPANEMA – O MUSICAL DA BOSSA NOVA

Garota de Ipanema, O Musical da Bossa Nova” estreia nesta sexta no Teatro Opus (Shopping Villa Lobos).

São Paulo verá um espetáculo diferente do que foi apresentado no Rio de Janeiro. Segundo Aniela Jordan, sócia da produtora Aventura Entretenimento, esta mudança foi para colocar o gênero musical Bossa Nova à frente do romance de ficção que foi apresentado no palco carioca.

Com isso, o musical está estruturado em quatro grandes blocos. No primeiro são abordadas as histórias e curiosidades sobre o nome ‘Bossa Nova’; no segundo a origem do estilo musical, as influências do passado e como o cenário musical brasileiro propiciou o surgimento do movimento; o terceiro bloco trata dos costumes dos artistas da época e os locais onde se reuniam para criar; e o último mostra como a Bossa Nova ganhou o mundo.

Para contar esta nova história, foi chamada uma nova equipe criativa e um novo elenco. O diretor Sérgio Módena procurou fazer um musical teatralizado, onde o foco principal são as letras e melodias das canções, que viraram clássicas nas vozes de João Gilberto, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, entre outros; e que fazem parte da memória afetiva de grande parte da população brasileira.

Entremeando as canções são contadas histórias desta turma de jovens da zona sul do Rio de Janeiro, que no final dos anos 50, juntou-se em apartamentos para poder cantar e tocar samba de um novo jeito; e com isso, acabaram criando um gênero musical que influenciou, e influencia, a música brasileira e dos outros países.

Para focar a atenção do público mais nas canções, a equipe criativa procurou fazer um cenário e figurino mais minimalista e monocromático. “Qualquer elemento cênico em termos de movimentação e de figurino, quanto de interferência imagética, além do ponto, fica excessivo. O gênero se basta. Só no segundo ato, após o intervalo, que o espetáculo ganha um pouco de cor, mas mesmo assim, ainda de uma maneira intimista“, afirma Sérgio.

20170920_154105Do elenco carioca, o único que permaneceu foi Cláudio Lins, filho de Ivan Lins que fez parte do movimento musical. Entraram Andrea Marquee, Ariane Souza, Eduarda Faidini, Fabi Bang, Myra Ruiz, Marcelo Varzea, Nicola Lama, Tadeu Freitas, Jhafiny Lima.

A produção marca a estreia de Fabi Bang e Myra Ruiz em musicais cem por cento nacionais com um gênero musical bem diferente do que estão acostumadas a cantar. Será diferente também  para o público que as acompanha e estão acostumados a ouvir canções de musicais da Broadway e West End.

20170920_180145.jpgPara Fabi, essa será uma oportunidade para “trazer muita gente para o teatro, que se surpreenderá e apaixonará por este novo repertório. Sinto-me responsável e cuidadosa em apresentar este conteúdo novo para o público que me acompanha. É um conteúdo novo também para mim, mas estou gostando muito em poder conhecer e cantar“.

Myra concorda com a amiga. “Também sou jovem, tenho 24 anos, idade do meu público. Estou enriquecida em poder conhecer e cantar estas canções“. E o espetáculo proporcionará a realização de uma vontade dela. “Quero poder cantar estas canções para a minha vó, que ama a Bossa Nova“.

Abaixo, dois números que foram apresentados durante a coletiva de imprensa do espetáculo.

 

Garota de Ipanema, o Musical da Bossa Nova
Com Andrea Marquee, Ariane Souza, Eduarda Faidini, Fabi Bang, Myra Ruiz, Claudio Lins, Marcelo Varzea, Nicola Lama, Tadeu Freitas, Jhafiny Lima
Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Avenida das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros, São Paulo)
Duração 90 minutos
22/09 até 10/12
$50/$160
Classificação Livre

VIRILHAS (OPINIÃO)

Se fosse nos anos 50, uma boa trilha para a peça “Virilhas” seriam as músicas de Dolores Duran e Maysa, e uma dose de whisky para essa sessão de terapia no teatro.

Mas nos tempos atuais, em que as relações começam e acabam por meio de aplicativos, ninguém mais está preocupado em saber o porquê a relação acabou. Será?

Virilhas” é uma peça de Alexandre Ribondi que aborda o final de relacionamento. Em um quarto, trancados, está um ex-casal de namorados. Ambos se reencontraram após 12 meses e 9 dias. Novamente a química sexual funcionou e ambos transaram. Só que para Neto foi só tesão; para Thiago, ainda resquícios do amor.

Enquanto conversam, Thiago quer saber o motivo pelo qual foi abandonado pelo outro. Mas Neto não sabe explicar – acabou porque acabou. O primeiro não satisfeito fica insistindo para saber do porquê, e vai mais além, quer saber sobre o que o outro fez enquanto estiveram separados. E por aí vai a peça, até que há uma reviravolta na última parte (sem spoilers).

 

Sob a direção de Rafael Salmona, Neto Mahnic e Thiago Schreiter conseguem imprimir os altos e baixos dos seus personagens – o sentimento de carinho, o ataque de fúria, a raiva, o abandono, além do que, há uma boa química entre os dois.

O texto de Ribondi, com as atuações de Neto e Thiago, faz com que em momentos você consiga se identificar mais com um, para de repente, ter uma identificação – ou seria compreensão? – pelo outro.

O cenário é limpo. Há uma cama no centro do palco e quatro panos de tecido estendidos do teto ao chão do palco. Dois supostamente seriam os boxes do banheiro (dedução pelas fotos de divulgação), e os outros dois panos como espelhos, onde os personagens realmente se desnudam quando estão por trás dos mesmos (pelo jogo de luz, só vemos as silhuetas).

A peça será vista de forma diferente para cada um da platéia. Depende se você está em um relacionamento; se já abandonou ou se foi abandonado; se viveu as ‘sete fases do luto’; se conseguiu virar a página e está em outra. (Fomos em três assistir a peça e cada um teve o seu ponto de vista no final. E o bacana é que o texto não fala quem está certo ou errado. Cada um tem sua experiência de vida.)

“Virilhas” está em cartaz no Teatro Augusta – Sala Experimental, nos finais de semana até outubro.

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Virilhas
Com Neto Mahnic e Thiago Schreiter
Teatro Augusta – Sala Experimental (Rua Augusta, 943 – Cerqueira Cesar, São Paulo)
Duração 50 minutos
25/08 até 01/10
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60
Classificação 18 anos

TEATRO DR. BOTICA

Boticário, o Instituto Grupo Boticário e a Brain+ inauguram o Teatro Dr. Botica, no Shopping Metrô Tatuapé, em São Paulo. Patrocinado pelo O Boticário, com realização da Brain+ e Instituto Grupo Boticário, o Teatro Dr. Botica abre para o público em 9 de setembro, com a estreia de espetáculo do premiado Grupo Giramundo, “As Aventuras do Dr. Botica“.

A Brain+ mantém em operação os Theatro NET São Paulo, Theatro NET Rio, Theatro Bangu Shopping (Rio), Theatro Via Sul e (Fortaleza) e Teatro Iguatemi (Campinas). Com o novo teatro, inaugura sua sexta casa de espetáculos. Sob o comando do empresário e produtor cultural Frederico Reder, a Brain+ completa 10 anos de mercado em 2018.

Com capacidade para 259 pessoas, o Teatro Dr. Botica foi idealizado para apresentar espetáculos dedicados a famílias e crianças. Há 13 anos o Instituto Grupo Boticário oferece experiências culturais.  Entre 2004 e 2017, mais de 11 milhões de pessoas foram impactadas em seus 11 espaços culturais. Há, por exemplo, o Teatro de Bonecos Dr. Botica, localizado em Curitiba, que dissemina a milenar arte do teatro de bonecos e agora o Teatro Dr. Botica, com a missão de trazer toda essa essência bonequeira e a magia para a capital paulistana.

A estreia do espaço é com uma montagem inédita, do Grupo Giramundo, que assina a criação de As Aventuras do Dr. Botica, que inaugura o Teatro Dr. Botica dia 9 de setembro, sábado, às 16 horas (dias 2 e 3, apenas para convidados). O novo espaço cultural da cidade, patrocinado pelo O Boticário e que conta com a realização da Brain+ e Instituto Grupo Boticário, está localizado no Shopping Metrô Tatuapé, na zona Leste de São Paulo.

As Aventuras do Dr. Botica é uma história divertida, com personagens únicos, que tratam os valores essenciais, como amizade, compromisso, tolerância, inclusão, e que num passe de mágica, os levarão para um mundo cheio de fantasias. Dr. Botica e seu amigo Fido vivem cercados por amigos especiais e tudo segue harmoniosamente até que um dia a dupla acorda diante de um grande mistério.

As Aventuras do Dr. Botica
Com Grupo Giramundo
Teatro Dr. Botica – Shopping Metrô Tatuapé (Rua Dr. Melo Freire, s/n. Tatuapé, São Paulo)
09/09 até 29/10
Sábado e Domingo – 16h
$50
Classificação Livre