EXPLICANDO ‘NATASHA, PIERRE E O GRANDE COMETA DE 1812’

O musical “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812” tem sua estreia marcada para esta sexta, 24 de agosto no 033 Rooftop. Uma produção da Move Concerts (“Nuvem de Lágrimas, o musical”, “Carrossel, o Musical”) e com a direção geral de Zé Henrique de Paula (Núcleo Experimental).

O espetáculo é a versão brasileira para o sucesso da Broadway. Composta por Dave Malloy, e dirigida por Rachel Chavkin, “O Grande Cometa” abriu as cortinas pela primeira vez em 2012. Chegou a ser montada em Quito (Equador) no idioma espanhol, antes de estrear na Broadway em 2016. Recebeu 12 indicações ao Tony Awards, mas só recebeu o troféu em duas categorias – cenário e iluminação.

O espetáculo é focado em 70 páginas do 2º livro de “Guerra e Paz“, obra prima do escritor russo Leon Tolstói.

Para você entender melhor o que acontecerá no teatro, fizemos esta matéria, situando-o na história.

A obra que deu origem a tudo

1110612-350x360Guerra e Paz” é um romance histórico do autor russo, Leon Tolstói. Foram escritas duas versões – a primeira foi publicada em 1865. Mas por não estar contente com o livro, Tolstói reescreveu sua obra, alterando o final e o publicou em 1869 (dizem que também, ao final da vida, falava que não estava feliz com a segunda versão).

(A saber – Tolstói também é o autor de outro clássico da literatura mundial, “Anna Karenina“)

A obra conta com 1.225 páginas, divididas em quatro livros (quinze partes) e dois epílogos – um principalmente narrativo, o outro inteiramente temático.

Conta a história de cinco famílias aristocráticas (particularmente os Bezukhovs, os Bolkonskys e os Rostovs) e o vínculo delas com a história da Rússia de 1805 a 1813, principalmente com invasão de Napoleão Bonaparte em 1812.

Apesar de ser escrito em russo, os diálogos dos aristocratas eram em francês (costume das cortes da época). Isto seria considerado como uma falta de contacto com os autênticos valores da Rússia.

Há mais de de 500 personagens no livro. Mas os principais – inclusive para o musical – são Pierre Bezukhov, Natasha Rostova e Anatoly Kuragin.

Mas e o cometa? O astro realmente existiu e esteve visível na Terra por cerca de nove meses (seu início foi em 1811). Como muitos acreditavam, a passagem de um cometa traria mau agouro, mas Pierre, ao final do espetáculo, vê a passagem do astro como sendo um novo começo de vida para si.

As 70 páginas transformadas em musical

O compositor norte americano, Dave Malloy, focou seu musical em uma parte da história da dupla de protagonistas – Natasha Rostova e Pierre Bezukhov, que é o verdadeiro personagem central de “Guerra e Paz”. Filho ilegítimo de um conde abastado, após receber uma herança inesperada, fica confuso e perdido em encontrar seu lugar na sociedade aristocrata russa.

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A plateia entra em um clube russo do início do século XIX, com uma cenografia feita por Bruno Anselmo, e 11 luminárias Sputnik, assinadas pela designer Ana Neute. O elenco percorre o clube, atuando além do palco principal, pelas passarelas que permeiam toda a plateia.

O musical começa com o Prólogo, onde são apresentados os personagens e a plateia é situada da ação. “Afinal, estamos em uma ópera, e precisamos estudar um pouco o que está acontecendo. Como é um romance russo complicado, e cada personagem tem até nove variações de nomes, a plateia precisa ler o programa que foi dado a porta. Obrigado.” (tradução própria)

Caso você compreenda a língua inglesa, abaixo há uma montagem da canção do prólogo do musical com cenas da minissérie “Guerra e Paz”, apresentadas pela BBC em 2016)

A história se passa em Moscou, em 1812, antes de Napoleão invadir a cidade e por fogo em tudo. Pierre Bezukhov está perdido na vida, sem saber como se comportar na sociedade aristocrata russa. Passa o tempo bebendo e lendo. É amigo do príncipe Andrey Bolkonsky, que está na guerra.

Andrey é noivo de Natasha Rostova. Ela chega na cidade, com sua prima Sonya, para passar o inverno na casa de sua madrinha, Marya Dimitryevna, enquanto espera pelo retorno do noivo. Marya sugere que a afilhada vá visitar seu futuro sogro, o Príncipe Bolkonsky e sua filha, Mary, para ser aceita pela família. Mas tem mais em jogo – o casamento garantirá o status e a sobrevivência da família Rostov, que está quase falida. Só que infelizmente, o resultado da visita não foi o esperado – os Bolkonsky não aprovaram Natasha.

Na noite seguinte, Natasha é apresentada a sociedade decadente de Moscou (quem realmente é alguém na sociedade está em São Petersburgo, atual sede do governo). Na ópera, ela acaba conhecendo o Príncipe Anatole Kuragin, que acaba mexendo com seus sentimentos.

Após a ópera, Anatole, Dolokhov e Pierre saem para beber. Acabam encontrando a esposa de Pierre, Hélène, que por acaso é irmã de Anatole. Ela dá em cima de Dolokhov na frente de Pierre, que acaba desafiando-o para um duelo. Mas ninguém morre, só Dolokhov sai ferido.

Anatole arma com sua irmã e com Dolokhov, que ele dará em cima de Natasha e acabará com o casamento dela. É quando ficamos sabendo que Anatole também é casado. A investida se dará no baile de máscaras que Hélène dará na noite seguinte.

Na manhã seguinte, Hélène visita Natasha e faz o convite. Ela aceita. Durante o baile, Natasha dança com Anatole e ouve juras de amor. Ela se faz de rogada, dizendo que está noiva de Andrey. Anatole parte para cima e lhe beija.

Intervalo – lembre-se que o musical é baseado em uma história do século XIX, então juras de amor e beijo são levados muito seriamente por donzelas e cavalheiros.

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Cartas começam a ser escritas e enviadas: planos de fuga entre os novos amantes (Anatole e Natasha), rompimento de noivado (Natasha e Andrey), notícias sobre a guerra (Pierre e Andrey).

Só que Sonya descobre o plano de Natasha e resolve se intrometer pelo bem da prima. Enquanto isso, Anatole e Dolokhov dão prosseguimento ao plano. Quando chegam na casa de Natasha, conduzidos pelo motorista Balaga (ele tem até uma canção em seu nome), Marya Dimitryevna expulsa os dois. Ao entrar em casa, ela repreende Natasha, que desesperada foge e fica esperando pela volta de Anatole, durante a noite toda.

Ao ver a afilhada daquele jeito, Marya chama Pierre e pede pela sua ajuda. Só então que elas ficam sabendo que Anatole é um homem casado. Natasha tenta se suicidar com um veneno, mas sobrevive. Pierre, com raiva, vai até Anatole e lhe dá dinheiro, contanto que ele saia de Moscou.

No dia seguinte, o Príncipe Andrey retorna. Pierre tenta explicar o ocorrido e pede que o amigo perdoe Natasha. Só que para ele, o casamento acabou. Pierre acaba visitando Natasha, ao final da história. Ambos acabam se auxiliando, dando forças um para o outro. Após a visita, Pierre olha para o céu e vê o Grande Cometa de 1812. É o sinal que esperava para mudar sua vida.

Um verdadeiro jantar russo

A experiência pode ser completa com o serviço de bar, que oferecerá drinks e aperitivos; além de um jantar, servido antes do musical. O cardápio foi elaborado pelo Chef Mario Azevedo (033 Rooftop), com pratos da gastronomia russa. O serviço é composto de uma entrada, prato principal e sobremesa, no valor de R$ 125 por pessoa. (maiores informações no link)

Nossa sugestão – sente, relaxe e aproveite a história. Temos certeza que essa noite na Rússia do século XIX será única e muito interessante.

Vache zdoróvie!” (À sua saúde!)

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Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812

Com André Frateschi, Bruna Guerin, Gabriel Leone, Guilherme Leal, Nani Porto, Adriana Del Claro, Miranda Kassin, Wilson Feitosa, Lola Fanucchi, Nábia Villela, Daniel Cabral, Natália Glanz, Andre Torquato, Fabiana Tolentino, Vitor Moresco, Carol Bezerra, Arthur Berges, Letícia Soares, Giovanna Moreira, Patrick Amstalden, Rafael Pucca e Thiago Perticarrari

033 Rooftop – Complexo Shopping JK Iguatemi (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, SãoPaulo)

Duração 150 minutos

24/08 até 25/11

Sexta – 21h30, Sábado – 16h e 21h30, Domingo – 19h30

$130/$160

Classificação 12 anos

MENOPAUSA, O MUSICAL

Quatro mulheres de meia-idade encontram-se no interior de uma loja de departamentos. Durante este dia, elas irão compartilhar suas experiências sobre mais um estágio na vida feminina, mas que é o pesadelo de 10 em 10 mulheres, a Menopausa.

Este fato foi transformado em musical por Jeanie Linders. Estreou em 2001 em Orlando, Florida. Por cerca de 90 minutos, acompanhamos um dia na vida de quatro personagens – a Atriz, a Hippie, a Executiva e a Dona de Casa do Interior, que, complementares, formam o quarteto disposto a lidar de forma bem-humorada com os detalhes e preciosidades de ser mulher entre os 45 e 55 anos de idade.

Durante o espetáculo são interpretadas 25 canções sobre o ‘fogacho’, o desejo por chocolate, a perda de memória, os suores noturnos e a dificuldade sexual. As letras são paródias de canções famosas como “What’s Love Got to Do With It”, “The Great Pretender”, “Stayin’ Alive“, “YMCA“, entre outras.

O musical foi um sucesso. Depois de Orlando, percorreu mais de 450 cidades nos Estados Unidos e diversos países. Está em cartaz há 12 anos na cidade de Las Vegas, atualmente no hotel cassino Harrah’s.

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Público feminino x masculino

Seth Greenleaf, diretor e sócio da GFour Productions, que detém os direitos do musical, ao ser questionado como é a reação do público masculino estrangeiro ao espetáculo, respondeu que “incentivamos ao público feminino trazerem seus parceiros, pois é algo educativo para eles. Eles chegam meio retraídos, mas durante o espetáculo, relaxam, aproveitam, riem bastante, e ao final, nos agradecem por poderem compreender um pouco sobre o que é a Menopausa. Pelo que pude ver durante as primeiras apresentações aqui no país, vi que o mesmo aconteceu com o público masculino brasileiro.

Menopausa em terras brasileiras

A montagem do espetáculo é um sonho do produtor Cássio Reis desde 2003, quando o assistiu pela primeira vez. Cerca de 15 anos foram necessários para colocar em pé o musical. E desde 10 de agosto, “Menopausa, o Musical” está em cartaz no palco do Teatro Gazeta, com sessões de sexta a domingo.

A direção coube a Anderson Bueno, que debuta no cargo. “Assumi o papel de direção por ser atrevido e inquieto. Já tinha minha experiência com visagismo e produção, mas queria experimentar algo a mais“. Para ajudá-lo na tarefa de contar a história, ele chamou sua amiga, Maximiliana Reis. A ela, por sua experiência, coube o papel de dirigir as atrizes.

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Luciana Milano, Simone Gutierrez, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui e Adriana Fonseca (crédito foto – Marco Máximo)

 

O elenco feminino brasileiro

Para compor o elenco, foram convidadas cinco atrizes. Adriana Fonseca, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui e Simone Gutierrez dão vida, respectivamente, à Hippie, à Dona de Casa do Interior, à Executiva, e à Atriz. Luciana Milano assume o papel de stand-in.

Oficialmente, nós temos um elenco mais jovem do que o que é montado nos outros países. Porque, no Brasil, a menopausa atinge mulheres cada vez mais jovens. Então rejuvenescer estas personagens seria importante“, afirma Bueno.

Simone Gutierrez entende esta mudança como importante, afinal “o musical foi criado há 20 anos. A mulher de 50 anos atual é bem diferente daquela do início do século XXI. Ela é uma Claudia Raia, ela faz de tudo“. Já Alessandra Vertamatti vê o espetáculo como “uma forma de deixar mais leve esse ‘tabu’. Afinal, sobre menopausa só se ouve falar sobre a parte médica, algo pesado“.

Para ajudá-las a entrar nas personagens, foi contatada a endocrinologista Elaine Dias, que presta assessoria ao musical.

Abrasileirando o musical

Para trazer o espetáculo mais próximo do público brasileiro, mudanças foram feitas em algumas personagens. A Hippie mora nos bairros italianos de São Paulo, e a Dona de Casa, saiu do interior dos Estados Unidos e veio parar em Minas Gerais.

Outra mudança necessária foi a versão das canções para o português. Isto ficou a cargo do diretor musical, Thiago Gimenes – “É importante que a prosódia e a acentuação das palavras estejam corretas, mas estou me baseando principalmente nas fonéticas. As pessoas vão ouvir as músicas com o mesmo tipo de sonoridade que ouvem em inglês, mas com palavras em português“.

A única canção brasileira que foi permitida ser incluída pela pela produção americana é o clássico das Frenéticas, “Dancing Days“, inserida no encerramento do show.

A coreografia também foi algo estudado, afinal as personagens são senhoras de meia idade, que não tem mais o vigor de quando eram jovens. Para tanto a coreógrafa Ciça Simões e sua assistente Nina Sato Pires pensaram em algo mais natural, ouvindo o que as atrizes pensaram para compor seus personagens. “A coreografia é feita para contar a história. Tem que ser natural. Lógico que alguns movimentos muito clichês tem que ficar, como forma de homenagem, como no caso de “Saturday Night Fever”. Conseguimos encontrar um equilíbrio entre fazer movimentos que ficassem bons nos corpos das atrizes e que contassem bem a história“, disse Ciça.

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crédito foto – Opinião de Peso

Vídeos das cenas apresentadas durante a coletiva de imprensa.

 

Menopausa, o Musical
Com Adriana Fonseca, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui, Simone Gutierrez e Luciana Milano (stand in) Fafy Siqueira (em off).
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/08 até 21/10
Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 16h
$80
Classificação 12 anos

OS VENCEDORES DO 72º TONY AWARDS

Os amantes de musical viram, na noite de ontem, uma banda passar contando histórias de ‘amor’ e com isso, arrebatar 10 dos 11 prêmios aos quais concorria (entre eles o de musical, ator, atriz e diretor).

O musical “The Band’s Visit” (“A Banda”) foi o grande ganhador da 72ª edição do Tony Awards – o prêmio do Teatro/Teatro Musical da Broadway.

Desbancou “Mean Girls” (“Meninas Malvadas”) e “SpongeBob Square Pants” (Bob Esponja Calça Quadrada), que lideravam as indicações (12 cada) e eram os preferidos do público. Somente “Mean Girls” levou uma estatueta, por melhor cenografia de musical.

O musical “Once on this Island” ganhou o prêmio de melhor remontagem de musical.

The Band’s Visit” estreou oficialmente na Broadway em 09 de novembro de 2017. Baseado no filme homônimo ( C2007), conta a história de uma banda policial egípcia, que foi contratada para tocar na inauguração de um centro cultural árabe. Mas por infortúnio, foi parar por engano em uma outra cidade em Israel. Não há mais ônibus naquele dia, com isso, são obrigados a passar a noite no local. Sem hotel para ficar, vão para um restaurante no qual a dona os oferece abrigo.

Abaixo, o trailer do espetáculo “The Band’s Visit“, que está em cartaz no The Ethel Barrymore Theatre, São oito sessões semanais, de terça a domingo. A duração do musical é de 90 minutos.

Quanto as produções não musicais, “Harry Potter and the Cursed Child” (“Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”), que conta como está Harry Potter e seus amigos 19 anos após o fim do sétimo livro da série, foi o vencedor. Levou seis estatuetas, entre elas a de melhor peça e direção.

A peça está em cartaz no Lyric Theatre. Dividida em duas partes, tem sessões de quarta a domingo.

Angels in America” (“Anjos na America”) ganhou três prêmios – remontagem de peça, ator e ator coadjuvante. Está em cartaz no Neil Simon Theatre por só mais cinco semanas, com sessões de quarta a domingo.

Veja a lista de vencedores abaixo:

– Melhor musical
The Band’s Visit

– Melhor remontagem de musical
Once On This Island

 

– Melhor ator de musical
Tony Shalhoub, The Band’s Visit

– Melhor atriz de musical
Katrina Lenk, The Band’s Visit

– Melhor ator coadjuvante de musical
Ari’el Stachel, The Band’s Visit

– Melhor atriz coadjuvante de peça
Lindsay Mendez, Rodgers & Hammerstein’s Carousel

– Melhor direção de musical
David Cromer, The Band’s Visit

– Melhor libreto de musical
The Band’s Visit

– Melhor trilha sonora (música e/ou letras) escrita para o teatro
The Band’s Visit

– Melhor coreografia
Justin Peck, Rodgers & Hammerstein’s Carousel

– Melhor orquestração
Jamshied Sharifi, The Band’s Visit

– Melhor cenografia de musical
David Zinn, SpongeBob SquarePants: The Musical

– Melhor figurino de musical
Catherine Zuber, My Fair Lady

– Melhor iluminação de musical
Tyler Micoleau, The Band’s Visit

– Melhor som de musical
Kai Harada, The Band’s Visit

– Melhor peça
Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two, de Jack Thorne

– Melhor remontagem de peça
Angels in America

– Melhor ator de peça
Andrew Garfield, Angels in America

– Melhor atriz de peça
Glenda Jackson, Edward Albee’s Three Tall Women

– Melhor ator coadjuvante de peça
Nathan Lane, Angels in America

– Melhor atriz coadjuvante de peça
Laurie Metcalf, Edward Albee’s Three Tall Women

– Melhor direção de peça
John Tiffany, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

– Melhor cenografia de peça
Christine Jones, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

– Melhor figurino de peça
Katrina Lindsay, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

– Melhor iluminação de peça
Neil Austin, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

– Melhor som de peça
Gareth Fry, Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two

 

 

 

 

 

 

CONHEÇA O ELENCO DE ‘O FANTASMA DA ÓPERA’

O musical “O Fantasma da Ópera” volta aos palcos brasileiros após 13 anos da sua primeira montagem. A estreia é no dia 01 de agosto no mesmo palco – antes Teatro Abril, atualmente Teatro Renault.

A história do triângulo amoroso entre uma cantora lírica, um ‘fantasma’ e um nobre é o enredo do musical criado por Andrew Lloyd Webber, baseado no romance homônimo de Gaston Leroux.

O espetáculo estreou em West End, Londres, em 1986 e dois anos após fez seu debut na Broadway, com o mesmo elenco principal: Sarah Brightman (Christine), Michael Crawford (Fantasma) e Steve Barton (Raoul).

A produção londrina é a terceira peça/musical com mais tempo em cartaz. Na Broadway é a que tem carreira mais longeva; com 9 sessões semanais (de segunda a domingo); além de ser a segunda produção com maior arrecadação. O musical já foi visto por mais de 130 milhões de pessoas, tendo sido apresentado em cerca de 24 países.

A T4F Musicais escolheu o título para sua temporada 2018/2019. Um sucesso de público também no Brasil, ficou em cartaz por dois anos (2005/2007), e que provocava engarrafamento de ônibus e carros na porta do teatro durante a entrada/saída das sessões.

Para esta montagem, foi escolhido um elenco direcionado para o canto operístico (nada mais certo afinal a ação se passa na L’Opera de Paris).

Para interpretarem o casal protagonista (Fantasma e Christine) foram escolhidos o tenor Thiago Arancam e a soprano Lina Mendes, ambos com uma carreira operística respeitada internacionalmente. Como alternantes, o tenor Leonardo Neiva, também conhecido no ramo, e Giulia Nadruz, famosa nos musicais.

Para interpretar Raoul, o Visconde de Chagny, outro ator que começou a carreira em música clássica, Fred Silveira. Inclusive, ele trabalhou na primeira montagem brasileira sendo cover de Raoul e Fantasma.

Completam o elenco principal: Bete Diva (prima donna), Cleyton Pulzi (Piangi), Taís Viera (Madame Giry), Fernanda Muniz (Meg Giry), Sandro Christopher (Monsieur Firmin) e Marcos Lanza (Monsieur Andre).

Como ensemble temos Annanda Samarine, Bianca Tadini, Diego Velloso, Douglas Tholedo, Gabriela Bueno, Gilberto Chaves, Henrique Moretzsohn, Joyce Martins, Laura Duarte, Leandro Cavalcante, Leo Diniz, Misael Santos, Natacha Wiggers, Natália Hubner, Paulo Santos, Raquel Paulin, Rodrigo Miallaret e Vandson Paiva.

No corpo de baile foram escolhidos Ariadne OkuyamaCarol PazCarol TangerinoCaru Truzzi, Isabella Morcinelli, João da Matta, Larissa Leão, Thiago Garça, Victor Vargas Yasmin Barbosa.

DIGA QUE VOCÊ JÁ ME ESQUECEU (Opinião)

Diga Que Você Já Me Esqueceu” é o novo trabalho – texto e direção – de Dan Rosseto, e está em cartaz aos sábados, às 21h30, e domingos, às 19h, no Teatro Viradalata.

Dan inspirou-se na obra de Nelson Rodrigues para escrever o texto. Considerado uma tragicomédia, estão presentes arquétipos encontrados nos textos rodrigueanos: a família, com sua organização e conflitos internos; o incesto; a traição; o assassinato como meio de lavar a honra; além do humor negro.

O texto foi construído em capítulos como parte de um folhetim, sendo que “cada cena apresenta ganchos para dar ao espectador a experiência de ter de esperar o jornal do dia seguinte para continuar a história“, afirma o autor.

O espetáculo conta a história de um casal, Sílvio e Lúcia, que no dia do casamento decide revelar seus segredos e frustrações, que estavam guardados ‘a sete chaves’.

O humor negro está presente já no prólogo. A peça começa com um cortejo nupcial, que à medida que os personagens vão entrando no palco, se transforma em uma procissão fúnebre. Isto porque, fechando o cortejo, vêm dois personagens carregando um caixão. O esquife é erguido e fica presente durante toda a história.

Nesta montagem – a terceira e definitiva – os personagens são grotescos, parecem que foram retirados de filmes de terror trash. Usam sobre seus rostos brancos, maquiagens exageradas, com figurinos com ‘ares de antigamente’. O que poderia dar errado, nas mãos da direção é um diferencial positivo da peça.

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O espetáculo traduz-se em um lindo conjunto estético, inspirados em obras de arte. “É um modelo novo de trabalhar, onde a gente – direção cênica – define a estética do espetáculo que queremos contar e estes profissionais – diretor de arte e iluminação – dão uma assinatura em cima da primeira ideia. Por isso que se percebe uma unidade tão grande destes elementos na peça” explica Dan Rosseto.

Outro ponto positivo que vale realçar é o trabalho dos atores. Um elenco bem selecionado e muito bem dirigido. Os oito atores formam uma unidade, mas alguns personagens nos saltaram mais aos olhos – Dona Querubina (Juan Manuel Tellategui), a matriarca da família; Selma (Marjorie Gerardi), uma das primas de Lúcia; e Teresa (Larissa Ferrara), a irmã de Sílvio. Ou seja, três personagens femininos que demonstram a importância e o poder feminino.

Por que você tem que ver?

Gosta de textos de – e inspirados em – Nelson Rodrigues;

Gosta do trabalho de Dan Rosseto;

O conjunto estético da montagem;

O elenco.

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Diga Que Você Já Me Esqueceu
Com Ana Clara Rotta, Daniel Morozetti, Carol Hubner, Juan Manuel Tellategui, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Nalin Junior e Pablo Diego Garcia
Coros dos vizinhos (em fotos): André Grecco, Carolina Stofella, Giovanna Marqueli, Glória Rabelo, Rodrigo Castro e Samuel Carrasco
Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387 – Sumaré, São Paulo)
31/03 até 27/05
Duração 105 minutos
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos

PROCÓPIO FERREIRA

0401T2Nascido João Álvaro de Jesus Quental Ferreira na cidade do Rio de Janeiro, em 1898, filho de pais portugueses. Adotou o nome de Procópio, por ser o santo católico do dia do seu nascimento.

Procópio ria de sua aparência – era muito baixo, atarracado e narigudo – largamente superada pela simpatia e pelo carisma.

Quando ingressou na Escola Nacional de Teatro do Rio, aos 18 anos, foi expulso de casa porque não queria se tornar advogado. Sua estreia foi com a comédia francesa Lang L’ange Du Foyer (“Amigos, Mulher e Marido“), em 1917 no Teatro Carlos Gomes (RJ).

Em 1924 fundou a Companhia Procópio Ferreira, na qual trabalha até meados dos anos 50 como produtor, diretor e ator principal.

Procopio-Gravura-de-J.-MaiaSeu maior sucesso no teatro foi o espetáculo “Deus lhe Pague” (estreou em 1932, no Teatro Serrador), de Joracy Camargo, com o qual viajou o país inteiro e foi para o exterior. Bibi montou a peça, transformada em um musical, em 1976. Participou de mais de quatrocentas peças e teve uma carreira de mais de 60 anos.

Há uma gravação ao vivo em LP da última montagem de “O Avarento” (1969), de Moliére – no Teatro Princesa Isabel (RJ) – na qual interpretou Harpagon.

Bibi_Ferreira_com_seus_paisCasou-se com a bailarina espanhola Aída Izquierdo e teve uma filha, Abigail Izquierdo Ferreira, ou mais conhecida por Bibi Ferreira, uma de nossas grandes Damas das Artes. Além de Bibi, Procópio teve outros cinco filhos de mais dois casamentos – as atrizes Norma Geraldy e Hamilta Rodrigues; e um romance com a musicista Celecine Nunes.

Faleceu na cidade natal em 1979. Foi um ator (teatro, cinema e tv), diretor de teatro e dramaturgo brasileiro. É considerado um dos grandes nomes do teatro brasileiro.

Você poderá “vê-lo” nos palcos a partir de 04 de maio no Teatro Bradesco (Bourbon Shopping), no musical que homenageia sua filha – “Bibi – Uma Vida em Musical“.

Abaixo, uma homenagem ao grande ator feita por sua filha no programa “Arquivo N”, da Globo News.

 

A PEQUENA SEREIA

Durante a coletiva de imprensa de “A Pequena Sereia“, foram apresentados quatro números musicais do espetáculo.

 

 

 

Após a apresentação, a equipe de criativos do musical e o elenco principal subiu para responder perguntas.

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Questionada como é a personagem Ariel, a atriz Fabi Bang falou que a vê como uma adolescente que luta para ser quem ela realmente é, e não quem o ‘destino’ a determinou.

A atriz Andrezza Massei, intérprete da bruxa Úrsula, falou como é a reação do público infantil ao espetáculo.

Tiago Abravanel falou como é a brasilidade do caranguejo amigo de Ariel.

Sabia que Tiago Abravanel já representou dois personagens com o mesmo nome – Sebastião. O atual é um caranguejo, e você se lembra do outro?

Sabia que nossa Ariel também se comunica em LIBRAS (LInguagem BRAsileira de Sinais) durante o musical?

A Pequena Sereia
Com Fabi Bang, Tiago Abravanel, Rodrigo Negrini, Andrezza Massei, Lucas Cândido, Conrado Helt, Fábio Yoshihara, Elton Towersey, Lucas de Souza, Marcelo Vasquez, Arízio Magalhães, Alberto Venceslau, Alessandra Dimitriou, Ana Araújo, Andreza Meddeiros, Bruna Vivolo, Carla Vazquez, Daniel Caldini, Fernanda Muniz, Guilherme Pereira, Henrique Moretzsohn, Johnny Camolese, José Dias, Letícia Soares, Marisol Marcondes, Murilo Armacollo, Nay Fernandes, Renato Bellini, Rodrigo Garcia, Sandro Conte, Vanessa Mello, Willian Sancar e Ygor Zago.
Teatro Santander (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
30/03 até 29/07
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 16h e 20h, Domingo – 15h e 19h
$75/$280
Classificação Livre