MOSTRA DE ARTES CÊNICAS TIRADENTES EM CENA

No ano em que a Mostra de Artes Cênicas Tiradentes em Cena apresenta a LIBERDADE como temática do evento, nada mais emblemático do que homenagear uma grande artista que há 60 anos transita entre todas as artes com grande destaque e talento. Seja no cinema, nos palcos ou na música, Zezé Motta sempre foi um símbolo de resistência e vanguarda.

É uma grande honra poder falar de liberdade e ainda por cima homenagear uma pessoa que sempre foi à frente de seu tempo e se posicionou como mulher, negra, artista e cidadã. É uma voz que ecoa o significado de liberdade em todas as instâncias – conta Aline Garcia, idealizadora do Tiradentes em Cena.

Até o dia 12 de maio, a bela cidade mineira será palco para mais de 20 espetáculos teatrais, além de performances, rodas de conversa, oficinas, peças infantis, exposição e shows. Uma mostra que explora a apresentação em espaços alternativos e coloca a cidade de Tiradentes na rota das artes cênicas no país. Um espaço livre para a reflexão e apresentação de todos os gêneros teatrais e que proporciona o intercâmbio de artistas e suas linguagens.

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Programação diversificada para todas as idades durante nove dias

Somos de fato livres? Liberdade se resume em ter o livre arbítrio para decidir o que quiser de forma independente ou é algo ainda mais subjetivo? Onde a liberdade e a responsabilidade se cruzam? Liberdade de expressão, liberdade de pensamento, liberdade religiosa, liberdade de criação, liberdade de escolha. E você como usa sua liberdade? De maneira geral, a liberdade de indivíduos ou grupos sempre sugere, ou tem a possibilidade de implicar, a limitação da liberdade de outros. Esses e outros questionamentos em relação à liberdade estarão presentes durante todo o evento, não só em cena, como também fora dela.

A abertura acontece no dia 4 de maio, sexta-feira, com uma apresentação inédita da bailarina Morena Nascimento. Nascida em Minas, filha de bailarinos, Morena iniciou a carreira no grupo Primeiro Ato, integrou a companhia da grande bailarina alemã Pina Bausch e firmou-se como um dos principais expoentes da nova geração da dança contemporânea.

Quero dizer primeiro da minha felicidade em concretizar esse sonho de dançar em Tiradentes, cidade que faz parte do meu inventário emotivo, psíquico, que me conecta com minhas memórias mais emblemáticas de infância com meu pai e me aproxima da minha essência bicho do mato. Agradeço o convite e digo que terei um enorme prazer em contribuir com o festival – diz Morena Nascimento.

A programação inclui um cortejo que celebrará os 300 anos desde quando Tiradentes foi elevado à categoria de vila e fará uma representação do batizado de Bárbara Heliodora, considerada a primeira poeta brasileira, revolucionária e casada com o poeta, advogado e inconfidente Alvarenga Peixoto. O ator Julio Adrião fará uma dobradinha inédita no festival, apresentando o premiado espetáculo A Descoberta das Américas e a estreia nacional de Urbana.  A criançada poderá se divertir com o musical infantil Chapeuzinho Vermelho, enquanto o público adulto assistirá a espetáculos como Trombo, Negro Conta e apresentação musical de Zezé Motta com o show Divina Saudade.

A mostra receberá grandes nomes do teatro, como ator Tonico Pereira, comemorando 50 anos de carreira com seu primeiro monólogo O Julgamento de Sócrates; Fabiano Persi encena o animado Sapato Bicolor, narrando a história da Soul Music pelo olhar de um engraxate; Fabio Schmidt leva para o Tiradentes em Cena sua performance em homenagem ao ídolo Freddie Mercury, líder da Banda Queen, Freddie Rock Star; O diretor mineiro Pedro Paulo Cava apresenta a comédia de casal Intimidade Indecente; O ator Dinho Lima apresenta o sensível espetáculo Ledores do Breu; Alexandre Lino encena seu novo espetáculo O Porteiro, mais um grito libertário dos excluídos em forma de comédia teatral documental.

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Rodas de conversa, oficinas, residência artística e projeto de continuidade

Uma das iniciativas que abrilhantaram a mostra no ano passado, as rodas de conversa em parceria com o Sesc Minas, estará presente novamente durante todo o evento. Corpo e Liberdade; Teatro e Resistência; A representatividade da mulher negra nas artes cênicas: diálogos e liberdade serão os temas apresentados com participantes que estão na programação da mostra.

A jornalista cultural Carolina Braga ministra a oficina Crítica na Prática. A partir de fundamentos teóricos do jornalismo cultural e da crítica de teatro, a oficina propõe uma experiência prática voltada para a análise de obras teatrais, redação, edição e publicação do material produzido no site e redes sociais do Tiradentes em Cena.

Uma iniciativa inédita para 2018, e muito sonhada pela equipe do Tiradentes em Cena, é a parceria com o grupo Teatro da Pedra, residente em Tiradentes. Além de fomentar a manutenção das aulas para jovens estudantes durante todo o ano, a mostra promoverá encontros com profissionais da área teatral que culminará em uma montagem de um espetáculo a ser apresentado no Tiradentes em Cena em 2019.

exemplo de alguns festivais europeus, o Tiradentes em Cena, em co-produção com a Spasso Escola de Circo fará uma residência artística durante toda a mostra, recebendo artistas de várias regiões, que juntos, proporão a montagem de um novo espetáculo. A residência estará aberta para visitas durante toda a mostra e será um núcleo do livre pensamento e deexperimentação.

Cenas Curtas chega à terceira edição

Pelo terceiro ano consecutivo, o Tiradentes em Cena promove um festival de cenas curtas durante a mostra. Grupos e artistas da região poderão inscrever cenas com temática livre de até 10 minutos que serão apresentadas no dia 9 de maio no teatro municipal de São João del Rei. As três melhores cenas, além de receberem premiação em dinheiro, serão apresentadas no último dia da mostra, 12 de maio, no Sesi – Centro Cultural Yves Alves.

A Mostra de Teatro Tiradentes em Cena é realizada com os benefícios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e conta com o patrocínio da Cemig e parceria cultural com o SESC Minas.

Tiradentes em Cena

De 4 a 12 de maio

www.tiradentesemcena.com.br

Veja programação completa no site oficial do evento

O MÁGICO DE OZ – O MUSICAL

O time de atores mirins do espetáculo O Mágico de Oz – o Musical, a novidade fica por conta das crianças Catarina Lakshimi e John Gopalade 9 e 8 anos, respectivamente.

Filhos de Fernanda Young, John e Catarina com Totó, o caozinho do musical

Filhos da escritora, roteirista e apresentadora Fernanda Young com o roteirista Alexandre Machado (o casal tem mais dois, as gêmeas Estela May e Cecília Madonna, de 17 anos), eles participaram das audições e foram selecionados para o elenco do novo musical de Billy Bond, que entra em cartaz dia 14 de abril no palco do Teatro Bradesco. Os pequenos estarão no palco em quase todas as coregrafias, “ora atuando como esmeraldinhas, papoulas ou pirulitos”. 

Eles estudam pela manhã e ensaiam à tarde“, informa a mãe, contando que as crianças estão empolgadas, se divertindo, e até já sabem o que vão fazer com o primeiro cachê: viajar para um acampamento.

Com a experiência de uma família que trabalha no showbizz, Fernanda não se deslumbra com a aventura teatral dos filhos. “Eles são educados a valorizar o trabalho“, fala. Já Cecília, que fará 18 anos em breve, é fascinada por musicais e prefere os bastidores. Está trabalhando como assistente de Andrea Oliveira, a produtora de Billy Bond. Mais tímida, a mais velha encara o trabalho com seriedade e diz que vai gastar o salário comprando ingressos para ver musicais.

Fernanda Young está desenvolvendo com o marido projetos com a TV Globo e também um programa novo de TV ao lado de Maju Coutinho e Marcelo Sebá.

ANNIE, O MUSICAL

As audições para “Annie, o Musical“, nova produção do Atelier de Cultura (“A Noviça Rebelde“) começaram nesta semana, mas os primeiros nomes já foram divulgados.

72423_36São Miguel Falabella, que será o o multimilionário Oliver Warbucks, que cai de amores pela menina órfã, e Ingrid Guimarães, a Tia Agatha, uma pessoa interesseira, que cuida do orfanato onde vive a protagonista.

 

A estreia está prevista para o segundo semestre no Teatro Santander. A direção e versão também ficam sob responsabilidade de Falabella.

 

NATASHA, PIERRE E O GRANDE COMETA DE 1812 (AUDIÇÕES)

Estão abertas as audições para a montagem brasileira de “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812“. As inscrições vão até 20 de abril.

 O musical, que esteve em cartaz na Broadway no ano passado, é inspirado no clássico da literatura “Guerra e Paz”, de Tolstói.

Na Rússia do século 19, uma história de amor, perdão e redenção surge à sombra da guerra que se aproxima. O Grande Cometa de 1812 conta a história de um desencontro amoroso e de uma busca pelo significado da vida. O cenário é Moscou, no inverno, em janeiro de 1812.

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A produção é uma parceria entre a Firma de Teatro (Núcleo Experimental) com a Move Concerts (“Carrossel”, “Nuvem de Lágrimas, o Musical”). Zé Henrique de Paula responde pela direção e Fernanda Maia, pela direção musical.

O diretor já havia anunciado informalmente que ainda este ano seria montada a sua versão do musical.

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PIPPIN (2018)

O diretor Claudio Botelho postou no seu facebook uma notícia sobre o próximo trabalho da dupla Möeller Botelho – “Pippin“.

A estreia prevista é para 02 de agosto no Rio de Janeiro.

Claudio também postou a abertura original do programa dominical “Fantástico“, de 1973. Ela foi inspirada na abertura de “Pippin”, na Broadway, e que foi coreografada por Bob Fosse no ano anterior.

O musical foi montado no Brasil em 1974, no Teatro Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro, com produção do próprio Adolpho Bloch. A direção foi de Flávio Rangel, e no elenco tinha NOMES como Marco Nanini (Pippin), Marília Pêra (Líder da Trupe/Mestre de Cerimônias), Carlos Kroeber, Ariclê Perez, Tetê Medina, Sandra Pêra, Ronaldo Resedá, Maria Sampaio, Miriam Müller, entre outros.

Como curiosidade, Marília Pêra foi a primeira atriz a interpretar o papel de Mestre de Cerimônias – papel originalmente masculino. Depois vieram sua substituta, Suely Franco e Patina Miller, somente em 2013.

Já desejamos que essa montagem consiga ser encenada em São Paulo. Ainda aguardamos por “Kiss Me Kate – O Beijo da Megera“, “Os Saltimbancos Trapalhões – o Musical“, “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força“, “Judy Garland – O Fim do Arco Íris“.

ELZA SOARES – O MUSICAL

A cantora Elza Soares é plural, multifacetada. Uma mulher só para interpretá-la no Teatro é pouco. Para tanto, foram escolhidas sete (7)!

São elas:  Larissa Luz, Janamo, Julia Dias, Késia Estácio, Khrystal, Laís LacorteVeronica Bonfim.

Elza Soares – o Musical”  tem estreia prevista para 23 de julho, dia de aniversário da homenageada.

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A direção é de Duda Maia, dramaturgia de Rafael Gomes e Vinicius Calderoni, direção musical de Pedro Luís e produção da Sarau Agência de Cultura Brasileira (“Suassuna – O Auto do Reino do Sol”, “Gota D’Água [a seco].

A gente não quer uma imitação da Elza porque é impossível. Ela é tão maravilhosa, tão incrível, é tanta história… Ela tem esse lugar que se arrisca e a gente quer isso dessas mulheres. Que risco é esse? Que vida foi essa? Que voz foi essa? É olhar pra vida e a obra da Elza e fragmentar nas possíveis Elzas que a gente tem dentro de sala de aula” conta a diretora Duda Maia.

Ela foi mãe muito jovem, passou por histórias de agressão, e mesmo com um passado de tantas tragédias, foi brilhante e luminosa. Elzas mais magras, Elzas mais fortes, Elzas menores, Elzas maiores. Apesar dela ter um tamanho só, quando sobe aos palcos aquela pequenininha que eu tenho a honra de ser amigo há uns 20 anos fica gigante” finaliza o diretor musical Pedro Luís.

BIBI, UMA VIDA EM MUSICAL

Ontem [25 de março],  Bibi Ferreira foi assistir, pela primeira vez, ao espetáculo que conta sua trajetória profissional e pessoal, “Bibi, uma Vida em Musical“, em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no RJ, até 1 de abril, de onde segue para temporada em SP, no Teatro Bradesco, a partir de 4 de maio.

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A vida de Bibi, 95 anos de idade e 77 de carreira, é contada do nascimento aos 90 anos, por Amanda Acosta, como Bibi, e mais 18 atores-cantores, sob direção de Tadeu Aguiar, com texto de Artur Xexéo e Luanna Guimarães. Uma mulher à frente de seu tempo, que desfazia casamentos para perseguir a carreira de atriz, isso nos anos 1940, que lançou Maria Della Costa e deu a Cacilda Becker seu primeiro protagonismo, entre outras apostas. Estrelou My Fair Lady, Alô Dolly, Homem de la Mancha, Gota d’Água e Piaf. Em 2003, Bibi foi enredo da Viradouro, e aos 90 anos, chegou aos palcos da Broadway, seu sonho de menina.

Bibi, Uma Vida em Musical
Com Amanda Acosta, Analu Pimenta, André Luiz Odin, Bel Lima, Caio Giovani, Carlos Darzé, Chris Penna, Fernanda Gabriela, Flavia Santana, Guilherme Logullo, João Telles, Julie Duarte, Leandro Melo, Leo Bahia, Leonam Moraes, Luísa Vianna, Moira Osório, Rosana Penna, Simone Centurione.
Teatro Oi Casagrande (Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro)
Duração 140 minutos
05/01 até 01/04
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 19h
$50/$150
Classificação 10 anos