LIVRO SOBRE OS MUSICAIS DA DISNEY

Quer conhecer como são feitos os musicais da Disney? O braço da empresa responsável pela produção editorial lançou no final do ano o livro “How Does the Show Go On The Frozen Edition: An Introduction to the Theater (“Como o Espetáculo acontece – Edição “Frozen, o Musical: Uma Introdução ao Teatro Musical – tradução livre – 2019 – 3ª ed. – 144 páginas).

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Thomas Schumacher

A publicação é de autoria de Thomas Schumacher. O autor é produtor e presidente da Disney Theatrical Productions (Produções Teatrais Disney – tradução livre).

O ramo dos musicais da empresa comemoraram 25 anos em cartaz. O início se deu em 1994, quando o clássico “A Bela e a Fera” foi adaptado para o palco. Depois vieram outros sucessos, como “O Rei Leão“, “Newsies“, “Aladdin“.

Nesta edição do livro, é incluído a mais nova produção – “Frozen” – indicado a melhor musical no Tony Awards 2018. Fotos antes nunca vistas e histórias das pessoas que fazem os musicais também fazem parte da publicação.

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Uma novidade é a utilização da realidade aumentada. Utilizando o aplicativo Disney Scan em certas partes do livro, o leitor terá acesso a novas informações, vídeos, canções.

Os musicais da Disney já foram apresentados em mais de 50 países, sendo assistidos por mais de 20 milhões de pessoas anualmente. O público brasileiro já pôde assistir as montagens de “A Bela e a Fera”, “O Rei Leão”, “Aída”, “A Pequena Sereia”.

HAMILTON NO CINEMA

A sensação da Broadway – o musical “Hamilton” – será lançado nas telas dos cinemas no dia 15 de outubro de 2021, pela Disney.

A gravação aconteceu no palco do Richard Rodgers Theatre, com o elenco original da montagem na Broadway. O espetáculo está em cartaz desde agosto de 2015.⁣

“Hamilton”, é um musical sobre a vida de Alexander Hamilton,  primeiro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Foi indicado a 16 Tony Awards, vencendo 11, incluindo melhor musical.

 

O CANTO DE NINGUÉM

O Canto de Ninguém” conta a história de Samantha, uma cantora lírica, que não tem muita visibilidade. Ela se encontra com Geoffrey, um jovem compositor que é considerado uma revelação da música clássica. Deste encontro de personalidades distintas, muita coisa pode acontecer.

O espetáculo inédito traz aos palcos os talentos de Fabi Bang (“A Pequena Sereia”, “Garota de Ipanema, O Musical da Bossa Nova”, “Wicked”) e Luccas Papp (“O Ovo de Ouro”, “O Último Mafagafo”, “Nunca Fomos Tão Felizes”).

Kleber Montanheiro é o diretor do espetáculo, que tem a trilha sonora original composta pelo Maestro João Carlos Martins. A estreia está programada para 06 de março no Teatro Itália.

Luccas Papp, Fabi Bang e Kleber Montanheiro

Luccas Papp, Fabi Bang e Kleber Montanheiro (crédito foto – divulgação)

MÚSICA, CINEMA E DANÇA INTEGRAM PROGRAMAÇÃO 2020 DO CENTRO DA TERRA

Desde 2017 o Centro da Terra, espaço cultural independente, sem fins lucrativos, mantido por Keren e Ricardo Karman com o seu teatro subterrâneo instalado em Perdizes, abriu espaço a dezenas de artistas por meio de sua programação realizada por uma equipe de curadores que, a partir de suas pesquisas autorais, trazem trabalhos experimentais de artistas emergentes e/ou consagrados, lançamentos, remontagens, temporadas pós estreia e projetos especiais.

Para 2020, além da continuidade dos shows musicais às segundas e terças-feiras com assinatura do curador Alexandre Matias, o Centro da Terra apresenta novidades em sua programação e time de curadores. Ananda Guimarães, curadora e diretora da MOSCA – Mostra Audiovisual de Cambuquira e especialista em mídia, informação e cultura, fará a programação de cinema com curtas e médias metragens todas quartas-feiras e o bailarino e diretor Diogo Granato será o responsável pelas apresentações de dança, que sobem ao palco todas as quintas e sextas-feiras.

De acordo com a diretora do Centro da Terra Keren Ora Karman, o espaço cultural abre as portas para receber apresentações nas diversas linguagens artísticas que tenham sinergia com a pesquisa da Kompanhia do Centro da Terra, dirigida por Ricardo Karman e que completou 30 anos em 2019. “As experimentações e a pesquisa sempre pautaram o trabalho da Kompanhia, e a programação do Centro da Terra reflete este pensamento artístico”, explica ela.

Música, Cinema e Dança

Funcionando como um laboratório para experimentos musicais, em que artistas testam novas possibilidades e arriscam parcerias, formações e repertórios que nunca foram vistos por seus públicos, a curadoria de música de Alexandre Matias conseguiu estabelecer um vínculo com a cena da música independente brasileira e promete seguir com a mesma “pegada”. As temporadas das segundas-feiras, batizadas de sessão Segundamente, reúnem quatro apresentações de um mesmo artista, que cria uma obra em quatro noites, fracionando sua criação em quatro leituras musicais distintas ou complementares entre si. As terças-feiras abriram para a música a partir de 2018, trazendo shows únicos ou minitemporadas com duas apresentações ou até temporadas inteiras em que artistas diferentes puderam experimentar novas formações para seus trabalhos.

Já a curadora Ananda Guimarães inaugura um espaço dedicado aos curtas e médias metragens a serem exibidos em mostra permanente, valorizando um ângulo da linguagem do Cinema que muitas vezes só é apresentada em festivais. A ideia é que cada sessão (quartas-feiras, às 20h) destaque um profissional do cinema, valorizando funções diversas, para além da direção, como roteiro, montagem, atuação, direção de fotografia, direção de arte, som direto, desenho de som, trilha sonora original e produção. Sempre que possível haverá uma conversa com o artista convidado.

Com apresentações as quintas e sextas-feiras, às 20h, a curadoria de dança do bailarino e diretor Diogo Granato, propõe trazer para o palco inúmeras facetas que a cena autoral paulistana abrange, com o olhar voltado para a diversidade na pesquisa e na criação. Sem se apegar a um recorte específico, uma das ideias é dar visibilidade aos espetáculos de dança finalizados, que apesar de serem resultado de um processo e um trabalho de vários anos, acabam sendo apresentados pouquíssimas vezes. Ao mesmo tempo, sempre haverá espaço para experimentações inéditas e únicas, de acordo com o desejo dos artistas convidados.

Apresentações começam em fevereiro

A programação 2020 do Centro da Terra tem início dia 3 de fevereiro com o show Amostras Emocionais, de Beto Villares (apresentações de 3 de fevereiro a 3 de março, segundas-feiras, às 20h). O compositor e produtor musical, responsável pela produção musical da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e de filmes como Xingu e Bingo: O Rei das Manhas faz uma série de shows, sempre com convidados especiais, antecipando o seu segundo álbum Aqui Deus Andou que será lançado ainda no primeiro semestre de 2020. Já o show do dia 4 de fevereiro, terça-feira, às 20h, marca o encontro de dois grandes guitarristas do cenário rock brasileiro, Fabio Golfetti (Violeta de Outono) e Zé Antonio Algodoal (Pin Ups), representantes de duas bandas que fizeram história.

As sessões de cinema começam quarta-feira, dia 5 de fevereiro, às 20h, com a exibição de cinco curtas metragens dirigidos por Julia Zakia, que participa de bate-papo com o público após a sessão. O destaque da mostra fica por conta da estreia paulista do filme , dirigido por Júlia e Ana Flávia Cavalcanti.

As apresentações de dança começam na semana seguinte com o espetáculo Performances-Observatório (dias 13 e 14 de fevereiro, quinta e sexta-feira, às 20h). Com concepção e direção de Beth Bastos, as performances-observatório foram criadas com o desejo de despertar sentido ao olhar do observador. Trabalhar com a desaceleração, com o silêncio, com o uso da pausa, da repetição, do recomeço do reverso (reconstruir a frase de movimento de trás para a frente), foram estratégias para criar partituras de movimento inspiradas pelo ambiente e a arquitetura local.

Todas as apresentações e sessões do Centro da Terra contam com ingresso consciente, uma parceria entre os espectadores e os artistas para viabilizar as atrações, sem abrir mão da democratização da cultura, onde o público, consciente do trabalho envolvido para realização do espetáculo, e do valor que ele dá para vivenciar esta experiência, escolhe quanto acha adequado pagar pelo seu ingresso, de acordo com sua condição financeira.

Programação

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Música

BETO VILLARES: AMOSTRAS EMOCIONAIS

De 3 de fevereiro a 2 de março, segundas-feiras, às 20h, no Centro da Terra (dia 24 de fevereiro não haverá apresentação).

O compositor e produtor musical, responsável pela produção musical da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e de filmes como Xingu e Bingo: O Rei das Manhas faz uma série de shows antecipando o seu segundo álbum Aqui Deus Andou que será lançado ainda no primeiro semestre de 2020. A cada apresentação Beto Villares recebe convidados especiais.

Duração – 60 minutos. Recomendado para maiores de 12 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

ZÉ ANTONIO E FÁBIO GOLFETTI

Dia 4 de fevereiro, terça-feira, às 20h, no Centro da Terra.

O show, dividido em três partes, é o encontro de dois grandes guitarristas do cenário rock brasileiro, Fabio Golfetti (Violeta de Outono) e Zé Antonio Algodoal (Pin Ups), representantes de duas bandas que fizeram história. Na primeira, Fabio mostra algumas de suas composições acompanhado da violinista Fernanda Kostchak (Vanguart) e de seu filho Gabriel Golfetti (Stratus Luna) nos sintetizadores. Em seguida, Zé Antonio apresenta algumas composições inéditas, parte de seu novo trabalho, acompanhado de uma banda formada por músicos da cena alternativa paulistana. Ao final, os dois apresentam juntos versões de músicas de suas próprias bandas e também alguns covers de artistas, que os influenciaram ao longo da carreira. A fusão de estilos e das duas bandas finalizam o show.

Duração – 60 minutos. Recomendado para maiores de 12 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

JOANA QUEIROZ + 6

Dia 11 de fevereiro, terça-feira, às 20h, no Centro da Terra.

Os artistas emaranham seus trabalhos solo, de formações inusitadas e em variadas convergências, com entremeios improvisados. Sopros, violoncelo, eletrônicos, vozes e percussões com uso ou não de loops e efeitos criam sonoridades imprevistas que se intercalam e se misturam.

Músicos – Joana Queiroz (clarinete, clarone e voz), Filipe Massumi (violoncelo e voz), Loreta Collucci, Claudia Dantas e Natalie Alvim (vozes), Bruno Qual (eletrônicos) e Melina Mulazani (voz e percussões). Iluminação – Olivia Munhoz. Duração – 60 minutos. Recomendado para maiores de 12 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

 LIVIA NERY

Dia 18 de fevereiro, terça-feira, às 20h, no Centro da Terra.

Instrumentista, cantora, compositora e produtora nascida em Salvador, Livia Nery apresenta canções de Estranha Melodia, seu primeiro disco. Produzido pela artista e Curumim, e gravado no Red Bull Studios, o álbum reúne 13 composições. Dessas, apenas Vinte Léguas traz uma regravação (leitura de Livia para a composição de Evinha e Marizinha, registrada em 1974 no álbum  Eva, lançado pela Odeon). As 12 restantes trazem Livia em duas parcerias –  Quem se Imaginou, com Ricardo Santana, e Pra Trabalhar, ao lado de Tatiana Lírio e Johanna Gaschler – e solo nas outras dez.

Duração – 60 minutos. Recomendado para maiores de 12 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

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Cinema

JULIA ZAKIA

Dia 5 de fevereiro, quarta-feira, às 20h, no Centro da Terra.

Sessão de curtas metragens dirigidos por Julia Zakia, que participa de bate-papo com o público após a sessão. O destaque da mostra fica por conta da estreia paulista do filme , dirigido por Júlia e Ana Flávia Cavalcanti.

Duração – 86 minutos. Recomendado para maiores de 12 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

Tarabatara, Julia Zakia, Doc, SP, 2007, 23’

O documentário é um chamado ao cotidiano e aos encantos de uma família cigana do sertão de Alagoas. O curta apreende momentos de um período de pausa no nomadismo desses ciganos. Na figura do mais velho e suas memórias, nas mulheres e crianças do grupo, com suas falas e gestos, com seus olhares e afazeres.

O Chapéu do Meu Avô, Julia Zakia, Doc, SP, 2004, 29’

O filme mostra a aproximação entre a documentarista e seu avô chapeleiro. Entre visitas a velhos operários, o revirar de gavetas e armários do avô, roldanas de máquinas e narrações e imagens de histórias antigas, o documentário capta a passagem do tempo, os sentimentos e sutilezas das relações familiares e das relações construídas naquela antiga fábrica.

Pedra Bruta, Julia Zakia, Exp, SP/Mostar- Bósnia, 2009, 8’

Há lugares onde a arte tem que se tornar uma forma de combater a guerra.

Planeta Fábrica, Julia Zakia, Doc, SP, 2019, 11’

O documentário registra os últimos vapores de uma tradicional fábrica de chapéu que está sendo demolida e resgata o material de arquivo de Chapeleiros, filmado no auge da produção dessa mesma fábrica. 100 anos em 11 minutos. Um velho planeta está sendo extinto e novos habitantes ganham vida.

, Julia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti, Fic, SP, 2019, 15’

Val e suas duas filhas vivem numa casa de 16 metros quadrados. Em uma madrugada, mãe e filhas são subitamente acordadas com palmas e alguém chamando por Val no portão. A voz é de Neném Preto, amigo de Val e funcionário do mercadinho. No portão, Val ouve dele um estranho pedido: usar seu quintal para colocar uma carga exótica. Mãe de família, ela hesita, mas acaba cedendo.

LEANDRO GODDINHO

Dia 12 de fevereiro, quarta-feira, às 20h, no Centro da Terra.

Exibição dos curtas metragens mais recentes dirigidos por Leandro Goddinho. Destaque para Lolo, dirigido na Alemanha por Leandro em parceria com o diretor brasileiro Paulo Menezes e indicado ao Prêmio Unicef em 2019. A sessão terá a presença e bate-papo com o ator Marcos Oliveira, de Antes Que Seja Tarde e o diretor de arte Rafael Blas, de Piscina.

Duração – 87 minutos. Recomendado para maiores de 12 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

Piscina, Leandro Goddinho, Fic, SP, 2016, 29’,

Claudia decide investigar o passado de sua avó recém falecida. Através de uma carta ela conhece Marlene, uma velha alemã que vive no Brasil e mantém suas memórias dentro de uma piscina desativada. Piscina fala sobre a perseguição aos gays durante o período nazista e as recentes conquistas dos direitos civis da comunidade LGBTQ+.

Positive Youtubers, Leandro Goddinho, Doc, Online (São Paulo, Berlin, Curitiba, Brasilia, Recife), 2017, 15’,

Filmado inteiramente online, o documentário fala sobre quatro youtubers que criaram canais para falar sobre viver com HIV de uma forma positiva.

O Mundo é Redondo para Ninguém se Esconder nos Cantos – Parte I: Refúgio, Leandro Goddinho, Doc, Alemanha, 2017, 10’.

A jornada de um refugiado gay africano que procura asilo em Munique, Alemanha.

O Mundo é Redondo para Ninguém se Esconder nos Cantos – Parte II: O Beijo, Leandro Goddinho, Exp, Alemanha, 2017, 5’.

Um refugiado gay africano visita o Memorial do Holocausto Gay em Berlim.

Antes que Seja Tarde, Leandro Goddinho, Fic, SP, 2019, 15’.

Brasil, primeira semana de 2019. Um novo presidente toma posse num cenário de fanatismo, preconceitos e violência. Trancados em um quarto de hotel, dois jovens decidem mudar o rumo de suas vidas, antes que seja tarde demais.

Lolo, Leandro Goddinho e Paulo Menezes, Fic, Alemanha, 2019, 13’.

Lolo é um menino gay de 11 anos tentando finalmente convencer Max, seu primeiro amor, a tornar público seu namoro.

ANDRÉ BOMFIM

Dia 19 de fevereiro, quarta-feira, às 20h, no Centro da Terra.

Sessão com documentários de André Bomfim, cineasta que está em finalização de Ainda Estou Vivo, seu primeiro longa-metragem como diretor.

Duração – 52 minutos. Recomendado para maiores de 12 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

 As Incríveis Histórias de um Navio Fantasma, Doc, SP, 2015, 26’.

Los Angeles, 1932. Em meio à Grande Depressão, a terra do cinema prepara-­se para sediar uma Olimpíada dos sonhos. Mas longe dos holofotes uma delegação tropical faz de tudo para entrar em cena. Viagem em um navio carregado de café, falta total de recursos, despreparo técnico e emocional, esforço sobre-humano de superação: eis alguns dos destaques. Mesmo não ganhando a Olimpíada, nossa participação deu muito o que falar.

Seguindo a Linha, a História de Ricardo Prado, Doc, SP, 2016, 26’.

Não existe natação sem dor. Assim Ricardo Prado define o esporte que o tornou ídolo na década de 80. Campeão mundial aos 17, medalha de prata aos 19 nas Olimpíadas de Los Angeles, durante quatro anos ele teve que penar para ser o melhor do mundo. Sozinho e longe de casa, suportando uma disciplina quase militar e dividido entre a natação e o cotidiano de uma universidade americana, não foram raros os momentos de dúvida para o atleta adolescente. Para Ricardo Prado, não foi fácil seguir a linha.

Sessões em 2020: Tila Chitunda, Roney Freitas, Thais Fujinaga, Safira Moreira, Amir Admoni e Ana Julia Travia.

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Dança

 PERFORMANCES-OBSERVATÓRIO

Dias 13 e 14 de fevereiro, quinta e sexta-feira, às 20h, no Centro da Terra.

As performances-observatório foram criadas com o desejo de despertar sentido ao olhar do observador. Trabalhar com a desaceleração, com o silêncio, com o uso da pausa, da repetição, do recomeço do reverso (reconstruir a frase de movimento de trás para a frente), foram estratégias para criar partituras de movimento inspiradas pelo ambiente e a arquitetura local.

Concepção/Direção – Beth Bastos. Dramaturgia – Débora Tabacof. Núcleo Pausa – Isis Marks, Fernanda Windholz, Maíra Mesquita, Emilio Salvetti Cordeiro, Izabel Costa, Maíra Rocha e Daniela Pinheiro. Duração – 60 minutos. Recomendado para maiores de 12 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

GUME

Dias 20 e 21 de fevereiro, quinta e sexta-feira, às 20h, no Centro da Terra.

Trabalho de performance integrada realizado pela Spio Orquestra e convidados.

Com abordagem experimental, o trabalho abarca uma mescla de métodos de condução expandida, integra as mais diversas modalidades artísticas e desenvolve um trabalho de coesão que vai além de pré-determinações, jogando diretamente com o desconhecido na performance. Toda peça é composta em tempo real. A apresentação conta com a Antônima Cia de Dança e a poeta Beth Brait Alvim.

Duração – 60 minutos. Recomendado para maiores de 14 anos. Ingressos – Ingresso consciente.

Apresentações em 2020: À Mesa, de Henrique Lima e Cabra, de Marina Abib.

TALENTOS

Novos talentos do Teatro Musical brasileiro serão revelados na segunda temporada do reality show da TV Cultura, que tem estreia prevista para maio.

Jarbas Homem de Mello volta a comandar o programa “Talentos” (“Cultura o Musical”), que revelou na sua primeira edição os atores Aline Serra e Vitor Moresco como os ganhadores.

Para participar da seleção para este ano, é preciso ter entre 16 e 45 anos e se cadastrar no site da emissora até o dia 23 de fevereiro. Ao todo, serão selecionados 24 candidatos, que disputarão as eliminatórias em 12 programas, até chegar a grande final, que será transmitida ao vivo pela TV Cultura.

#EuValorizo SESC e SENAC

Este abaixo-assinado tem por objetivo respaldar, apoiar e fortalecer a atuação do Serviço Social do Comércio (Sesc), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em todo o Brasil, e de todo Sistema Comércio, composto pela Confederação Nacional do Comércio – CNC, Federações, Sindicatos, Sesc e Senac.

O Sistema Comércio faz parte da vida de milhões de brasileiros, seja na oferta de cursos profissionalizantes, nas atrações culturais ou no acesso a ações de saúde e qualidade de vida e na defesa e representação dos empresários com Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Ao assinar este documento, cada brasileiro está contribuindo para tornar ainda mais fortes tanto o Sesc quanto o Senac, ajudando a garantir a continuidade de um trabalho que valoriza os trabalhadores do comércio e suas famílias, gerando desenvolvimento e promovendo ações de educação, alimentação, saúde, cultura,
esporte e lazer em todo o território nacional.

 

LANÇAMENTO LIVRO “MEMÓRIAS SINCERAS”

Por quase cinco anos, Leilah Assumpção revolveu sua memória para pinçar o que mais lhe saltava à mente para compartilhar com os leitores: os bons e velhos amigos, o início de carreira, a família, as escolhas profissionais; histórias tristes e dolorosas, passagens de chorar de rir que compõem uma face mais íntima de sua vida e dos seus 50 anos dedicados ao teatro.

Dispostas em 15 capítulos curtos e sem se prender a uma sequência cronológica, as Memórias sinceras de Leilah desenham, quase em estilo de crônicas, toda a história de uma geração atuante no cenário brasileiro cultural, no teatro, na TV e no cinema. Estão no livro Leila Diniz, Odete Lara (sua melhor amiga por anos), Zé Celso, José Vicente, Antonio Bivar, Consuelo de Castro, Clóvis Bueno, Ruth Escobar, Antunes Filho, Flavio Rangel, Irene Ravache, Marieta Severo, Aderbal Freire Filho, Marcos Caruso e Vera Holtz (dupla que neste momento está em cartaz em Lisboa, com Intimidade indecente, sucesso de público onde quer que aporte).

As festas, os amigos que se tornaram famosos, sua origem como manequim do costureiro Dener, as terríveis lembranças dos duros anos de ditadura, o enfrentamento com a censura, tudo está no livro. E, pasme com essa revelação: Leilah também foi atleta campeã de saltos ornamentais em trampolim.

Leilah Assumpção conquistou reconhecimento como dramaturga, sobretudo por ressignificar em seus textos o papel da mulher na sociedade. Desde sua estreia com  Fala baixo senão eu grito, em 1969,  já mostrava que sua principal vocação estava em compor personagens femininas densas em busca do autoconhecimento e da liberdade. Ganhou com esta peça o Molière de melhor texto. O crítico Sábato Magaldi observou: “disposta a colocar em xeque determinadas posturas assumidas no mundo do trabalho e no espaço familiar, a autora voltou-se para os problemas existenciais da mulher imersa numa estrutura política ditatorial”.

Antes de 1969, já havia escrito Vejo um vulto na janela, me acudam que sou donzela (1964) e Use pó de arroz Bijou (1968). Continuou com Jorginho, o machão (1970) e Amanhã, Amélia, de manhã (1973), que foi rebatizada como Roda cor de roda (1975). Mais títulos foram se acrescentando à sua fértil produção: A Kuka de Kamaiorá (1975), que foi encenada sete anos depois na forma de musical com o título O segredo da alma de ouro (1983), Sobrevividos (1978), Seda pura e alfinetadas (1981) e Boca molhada de paixão calada (1984), além de novelas, minisséries e casos especiais para a televisão.

Maria Adelaide Amaral escreve fechando o livro: “O colorido coloquial e o humor se fundem para criar uma poética muito pessoal”, disse o saudoso Yan Michalsky, a propósito da dramaturgia de Leilah Assumpção. “Uma autora original e única”, disse Renata Pallotini sobre Leilah. Eu acrescentaria a inteligência, a vocação natural para escrever diálogos, criar subtextos, situações e conflitos inusitados. Uma a uma, Leilah remove todas as máscaras até revelar nua e crua a pequena tragicomédia do ser humano. Suas criaturas ultrapassam a classe que pertencem”.

Fotos de Vania Toledo e do arquivo pessoal da dramaturga dão um toque emocionante e expressivo à edição.

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Lançamento livro “Memórias Sinceras”

De Leilah Assumpção

204 páginas (caderno de fotos de 16 páginas) Formato: 16×23 cm

ISBN: 978-85-8202-077-7 Preço de capa: R$49,90

Sá Editora

Livraria Cultura – Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)

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Sábado – a partir das 16h