LEOPOLD E LOEB, O MUSICAL

A Néctar Cultural (“Meu Amigo, Charlie Brown”, “O Louco e a Camisa”) prepara sua versão musical sobre a história de dois amigos, Nathan Leopold e Richard Loeb, que assassinaram um jovem de 14 anos de idade, em 1924, pela simples vontade de cometer um crime perfeito.

O caso inspirou vários filmes e peças. Em 1929, Patrick Hamilton lançou sua peça “Rope” (“Corda” – 1929), que inspirou o filme homônimo (“Festim Diabólico“) de Alfred Hitchcock (1948). Depois vieram livro, filme, peças, seriados e até graphic novel (“Ice Haven” – 2005).

Os dois assassinos serão interpretados por Leandro Luna (“Chaplin – O Musical”) e André Loddi (“Cinderella, o Musical”).

(P.S. O título da matéria não é o título do musical)

A história dos dois assassinos

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Leopold e Loeb

Nathan Freudenthal Leopold, Jr. (1904-1971) e Richard Albert Loeb (1905 – 1936), mais conhecidos como “Leopold e Loeb“, eram dois jovens, namorados, estudantes da Universidade de Chicago. Ambos pertenciam as famílias mais ricas e prósperas da cidade, e eram extremamente inteligentes.

Baseados na obra de Friedrich Nietzsche, “Übermensch” (“Super-Homem”), resolveram cometer o crime perfeito. O escolhido foi Robert Franks, de 14 anos de idade, primo de Loeb.

Antes do assassinato, Leopold escreveu para Loeb: “Um super-homen (…) é, em virtude de certas qualidades superiores inerentes a ele, isento das leis comuns que regem os homens. Ele não é responsável por qualquer coisa que ele possa fazer.

O crime

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Robert Franks e seu pai (1924)

O crime aconteceu em 1924, quando ambos atraíram o garoto para dentro de um carro e o mataram com uma pancada em sua cabeça. Depois, jogaram ácido clorídrico no corpo para dificultar seu reconhecimento, e o abandonaram em um uma rodovia no estado vizinho de Indiana.

Ao retornarem para Chicago, ligaram para os pais de Frank, dizendo que o filho havia sido sequestrado. Só que antes do resgate ser pago, um trabalhador encontrou o corpo do garoto, e junto a ele, um par de óculos com uma armação rara e sofisticada. Em Chicago, apenas 3 pessoas tinham comprado o modelo. Uma delas era Nathan Leopold.

Com isso, os dois rapazes acabaram confessando e começou uma cobertura do ocorrido pela imprensa, de uma maneira jamais vista. O crime chocou o país quando se soube o motivo que os levaram a assassinar o garoto.

O julgamento

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Clarence Darrow

O julgamento de Leopold e Loeb foi um dos primeiros casos nos Estados Unidos a ser apelidado de “julgamento do século“. Para atuar como advogado de defesa, foi contratado Clarence Darrow, que veio a se tornar uma lenda no direito americano.

Enquanto todos esperavam que os assassinos alegassem insanidade mental, Darrow surpreendeu a todos quando ambos se declararam culpados. Com isso, o advogado conseguiu evitar o júri popular, o que poderia levar seus clientes à pena de morte; e assim pode montar seu caso frente a apenas ao juiz do caso, John R. Caverly.

Foram nas horas finais do julgamento, que Darrow fez uma declaração, que foi considerada a melhor de sua carreira. O discurso incluía: “Esse terrível crime era inerente a esses garotos, que se originou no passado … devemos culpar alguém que tomou os ensinamentos de Nietzsche em sua vida? … devemos realmente condenar um garoto de 19 anos pela filosofia que foi obrigado a absorver na faculdade?”

A sentença

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Leopold e Loeb

O juiz sentenciou Leopold e Loeb a prisão perpétua por assassinato, adicionados 99 anos pelo sequestro.

Em 1936, Loeb foi morto por outro prisioneiro. Leopold chegou a ser solto em 1958, após 33 anos preso. Escreveu um livro sobre o assunto (“Life Plus 99 Years“). Morreu em 1971.

O ‘crime perfeito’, o tórrido envolvimento amoroso dos assassinos, o julgamento, a atuação magistral do advogado e todas as suas consequências,  impactaram profundamente a sociedade ocidental e em especial o mundo cultural.

 

PRÊMIO ARTE QUALIDADE 2017

Os melhores artistas do teatro com temporada em São Paulo em 2017 serão conhecidos, na próxima terça-feira, dia 20 de março. Espetáculos, atores, atrizes e diretores foram selecionados por uma comissão técnica especializada. A votação se encerra dia 19 de março. A cerimônia de gala para a entrega do Prêmio Arte Qualidade 2017 será no Clube Sírio e terá a presença de todos os indicados.

Neste ano, serão entregues estatuetas para os melhores de 2017: espetáculo, atriz, ator e diretor.Estrelas como Ary Fontoura, Renato Borghi, Cláudia Raia, Mel Lisboa, Andréa Beltrão, Débora Lamm, Thalita Carauta, Jarbas Homem de Mello, Malvino Salvador, Caio Blat, Amir Haddad, Gabriel Villela, Monique Gardenberg e Zé Celso Martinez Correa estão entre os indicados.

Os espetáculos 5X Comédia (Nós 3), Boca de Ouro (Cia Melodramática Brasileira, Cantando na Chuva (IMM, Raia Produções e EGG Entretenimento, Les Miserábles (Time Four Fun) e Refluxo (Daltrozo Produções) concorrem na categoria melhor espetáculo. Os indicados ao prêmio de melhor ator são: Ary Fontoura, por Num Lago Dourado; Jarbas Homem de Mello, por Cantando na Chuva; Malvino Salvador, por Boca de Ouro; Caio Blat, por Grandes Sertões: Veredas; e Renato Borghi, por O Rei da Vela.

As indicadas ao prêmio de melhor atriz são: Andréa Beltrão, por Antígona; Cláudia Raia, por Cantando na Chuva; Débora Lamm, por Mata teu pai; Mel Lisboa, por Boca de Ouro; e Thalita Carauta, por 5x Comédia.  Para melhor direção, os indicados são: Amir Haddad, por Antígona; Eric Lenate, por Refluxo; Gabriel Villela, por Boca de Ouro; Monique Gardenberg, por 5x Comédia; Zé Celso, por O Rei da Vela.

CONFIRA A LISTA COMPLETA DOS INDICADOS PELO SITE E APROVEITE PARA VOTAR:www.premioartequalidade.org.br

Prêmio

Prêmio Arte Qualidade é organizado pela Associação Prêmio Qualidade Brasil, que representa a International Quality Service (I.Q.S.). O prêmio foi criado originalmente para homenagear empresas destacadas no mercado, mas devido à grande receptividade, os organizadores acabaram estendendo as homenagens ao mundo artístico-cultural. O objetivo do Prêmio é reconhecer e incentivar a qualidade dos artistas e profissionais do teatro em São Paulo.

 

LARISSA MANOELA ESTÁ SIM EM “A NOVIÇA REBELDE”

A Noviça Rebelde” divulgou mais dois atores que farão parte do elenco.

Para acompanhar Malu Rodrigues (“Maria”), a jornalista Sônia Racy (“Estadão“) divulgou que o “Capitão Von Trapp” e a filha mais velha, “Liesl”, serão interpretados por Gabriel Braga Nunes e Larissa Manoela. (?!?)

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Ué, mas não haviam dito que ela não faria parte da produção???

Entenda o caso

No dia 27 de janeiro, o jornalista Fernando Oliveira (que assina como Fefito) publicou na sua coluna diária no jornal “Agora São Paulo“, que os atores Larissa Manoela e Nicolas Prattes haviam sido contratados para atuar na nova montagem do musical “A Noviça Rebelde”.

Larissa fez parte da última montagem do musical no país – Teatro Alfa em 2008, sob a direção de Charles Möeller e Claudio Botelho. Ela interpretou a filha mais nova da família Von Trapp, a pequena “Gretel”.

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Publicamos a matéria no dia seguinte, mas recebemos comunicado da produção que eles não estavam no elenco do espetáculo. Passados exatos 21 dias, veio a confirmação que Larissa faz sim parte do espetáculo.

Então, agora é aguardar para ver quem fará o papel de Rolf Gruber, a paixão da jovem Liesl.

O espetáculo é uma produção do Atelier de Cultura, e tem a direção de Möeller & Botelho. A estreia é dia 28 de março no Teatro Renault.

DANIEL BOAVENTURA – ENCERRAMENTO DE TURNÊ

O Theatro NET São Paulo recebe Daniel Boaventura nos dias 1 e 2 de dezembro, sexta-feira e sábado, às 21 horas. O show é o mesmo que o artista apresentou no México, em outubro, onde gravou seu novo DVD com uma homenagem aos 50 anos do álbum Sinatra e Jobim, no Teatro Metropolitan, com a casa lotada.

O repertório do artista é formado por músicas que estão na memória de todos, os maiores hits de segmentos variados, o que torna o show vibrante com a participação ativa do público. No palco, Daniel Boaventura fará uma homenagem a dois de seus ídolos, Frank Sinatra e Tom Jobim.

Ele interpretará canções do álbum clássico Francis Albert Sinatra and Antonio Carlos Jobim. A música I’d Rather Hurt Myself, sucesso nas rádios na voz de Daniel Boaventura, também estará presente na apresentação junto com sucessos de Roberto Carlos, Luiz Miguel, George Michael, Bruno Mars e entre outros.

Estou com certeza na melhor fase da minha carreira: um DVD de pura qualidade em todos os aspectos, especialmente nos arranjos, o momento que vivo no exterior e o fato de ser meu primeiro produto lançado ao mesmo tempo em três países me comprovam isso”, celebra o cantor.

Daniel Boaventura – Encerramento de Turnê
Com Daniel Boaventura
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 80 minutos
01 e 02/12
Sexta e Sábado – 21h
$180/$220
Classificação 12 anos

DOSTOIÉVSKI – TRIP

Sete anos após a estreia do premiado O Idiota – Uma Novela Teatral, as companhias Livre e Mundana se reencontram em Dostoiévski-Trip, nova viagem ao universo do escritor russo e ao célebre romance publicado em 1869. Com direção de Cibele Forjaz, o espetáculo, inédito no país, está em cartaz no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.
 
O elenco de Dostoiévski-Trip é composto por atores criadores das companhias Livre e Mundana: Aury Porto, Edgar Castro, Guilherme Calzavara, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Marcos Damigo, Sergio Siviero e Vanderlei Bernardino. A direção de arte do espetáculo é assinada por Simone Mina.
 
Esta é a primeira montagem brasileira do texto de Vladímir Sorókin – um dos grandes nomes da chamada nova literatura russa –, já encenado em Moscou e Nova York. Na peça, um grupo de viciados aguarda a chegada de um traficante que lhes prometeu trazer uma novidade. Enquanto isso, conversam, discutem (e até mesmo brigam) sobre grandes nomes da literatura mundial – Kafka, Pushkin, Cervantes, entre outros – e seus supostos efeitos. Este, contudo, não é um encontro amistoso entre amantes das letras, e sim de um bando de pessoas que mal se conhecem, unidos apenas pela condição de viciados em literatura.
 
Ávidos pela próxima dose, os personagens são lançados em uma jornada pelo universo de Fiódor Dostoiévski (1821-1881). Em contato com a prosa do romancista russo, os personagens embarcam na trip do título e acabam por protagonizar uma das mais célebres passagens de O Idiota, na qualseus dilemas filosóficos e existenciais se aprofundam e se potencializam transcendendo para as formas do mundo contemporâneo.
 
Segundo Cibele Forjaz, a ideia de montar Dostoiévski-Trip surgiu ainda durante as apresentações de O Idiota – Uma Novela Teatral (2010), também dirigido por ela. Apesar de partirem da obra de um mesmo autor, para a diretora, as peças têm estéticas e temáticas bastante distintas. “Dostoiévski-Trip é uma espécie de pós-Idiota. Fizemos aquele espetáculo levando muito a sério a narrativa da novela e o seu lado humano e mais sensível. Esta, por sua vez, tem um desencanto pós-moderno. É Dostoiévski tomado como uma droga que a sociedade contemporânea não pode suportar, pois a sua poesia e sua humanidade não cabem mais nesse mundo, em que as relações sociais estão marcadas pela egotrip”, explica a encenadora.
 
O espetáculo também se beneficia de um traço comum à história recente de ambas as companhias: a pesquisa da obra do alemão Bertolt Brecht, que permeou o processo de criação. Além das leituras, também foram realizadas “travessias pela cidade” – uma experiência de toda a equipe pelas ruas de São Paulo que revelou, em uma sociedade viciada em excessos, um resquício de humanidade em meio ao concreto e à carência das populações de rua. Além de contrapor o texto russo com a realidade brasileira, a pesquisa de campo evidenciou a atualidade de Dostoiévski, autor que radiografou a burguesia de sua época e sua obsessão por dinheiro, poder e prestígio.
 
Além das apresentações em São Paulo, o espetáculo também cumprirá temporadas em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte em 2018.

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Dostoiévski-Trip
Com Aury Porto, Edgar Castro, Guilherme Calzavara, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Marcos Damigo, Sergio Siviero e Vanderlei Bernardino
Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo)
Duração 120 minutos
28/10 até 18/12
Sexta, Sábado e Segunda – 20h, Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos
 
Sessão gratuita: 13/11 (segunda-feira), 19h30, seguida de bate-papo com o elenco e a diretora

“REMOSTRA” NA VILA MARIA ZÉLIA

A partir de 30 de setembro, o Grupo XIX de Teatro volta a apresentar as cinco peças criadas nas oficinas ministradas pelos integrantes do grupo entre fevereiro e julho, durante seu Núcleo de Pesquisas 2017.

A programação chamada Remostra traz A Palavra e o Abismo, com direção de Luiz Fernando Marques (dias 30 de setembro e 1º de outubro), In Cômodos, com direção de Juliana Sanches (também nos dias 30 de setembro e 1º de outubro), Plantar Cavalos Para Colher Sementes, com direção de Ronaldo Serruya (dias 7, 8 e 9 de outubro), Invenção Do Eu, com direção deRodolfo Amorim (dias 14 e 15 de outubro) e Feminino Abjeto, com direção de Janaina Leite (dias 4 e 5 de novembro). As sessões acontecem na Vila Maria Zélia, com ingressos pague quanto puder.

Os núcleos são coletivos formados a partir de seleções – que já chegaram a atingir o número de 600 inscritos-, que ao longo do ano e sob a orientação dos artistas do Grupo XIX de Teatro, desenvolvem pesquisas nas áreas de atuação, direção, dramaturgia, corpo e direção de arte. No total mais de mil artistas já participaram destas atividades e delas surgiram novos coletivos teatrais.

Programação dos espetáculos:

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A PALAVRA E O ABISMO

Dias 30 de setembro e 1º de outubro – Sábado e domingo às 16h.

Com orientação de Luiz Fernando Marques a partir do texto Destinos, de Paulo Emílio Salles Gomes (escrito e encenado na Vila Maria Zélia em 1936), o núcleo desenvolveu uma pesquisa que une esta dramaturgia pré-elaborada com uma dinâmica de improviso. No texto duas/dois e irmãs/irmãos discordam das questões políticas e comportamentais de seu tempo, aflitos com as escolhas, próprias e do outro,  influenciando em seus destinos.  No experimento, atrizes, atores e público se divertem entre a palavra e o abismo.

Ficha técnica:

Direção: Luiz Fernando Marques. Co-direção: Paulo Arcuri. Participantes: Alexandre Quintas, Ayiosha Avellar, Carlin Franco, Carlitos Tostes, Carol Kern, Eduardo Pires, Fernanda Stein, Joana Pegorari, Larissa Morais, Leticia Tavares, Luiz Rodrigues, Priscila Jácomo, Mariana Cordeiro Serra, Mariel Fernandes e Tatiana Vinhais. Duração: 70 minutos. Classificação etária: 16 anos. Capacidade: 24 lugares.

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IN CÔMODOS

Dias 30 de setembro e 1º de outubro  – Sábado às 19h e domingo às 20h.

Com orientação de Juliana Sanches o núcleo foi estimulado por obras de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Susan Sontag e em escritos das próprias artistas criadoras. O experimento apresenta uma casa e suas moradoras. As paredes que limitam o espaço, o chão que as suporta e acolhe, as divisões que são impostas, e uma busca constante em ser, só ser.

 Ficha técnica:

Direção: Juliana Sanches. Assistência de direção: Evelyn Klein. Colaboradora do processo: Lucimar De Santana. Artistas criadoras: Bruna Iksalara, Camila Ferreira, Carol Andrade, Carol Gierwiatowski, Carol Vidotti, Carol Pitzer, Carolina Catelan, Caru Ramos, Elisete Santos, Ericka Leal, Gabi Gomes, Gabriela Segato, Giovana Siqueira, Ju Terra, Lidi Seabra, Natália Martins, Natasha Sonna, Patrícia Faria, Rita Damasceno, Samara Lacerda, Thaís Peixoto, Victoria Moliterno e Vivian Valente. Classificação: 16 anos. Duração: 70 minutos. Capacidade: 60 lugares.

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PLANTAR CAVALOS PARA COLHER SEMENTES

Dias 7, 8 e 9 de outubro – Sábado e domingo às 19h e segunda-feira às 20h.

Orientado por Ronaldo Serruya a performance é livremente inspirada no manifesto Falo Por Minha Diferença do ativista chileno Pedro Lemebel.  A ideia é criar uma peça-manifesto onde cada artista traduz em cena seu lugar de fala, revelando a vivência como algo que se inscreve no corpo e na carne, a experiência como discurso.

Ficha técnica:

Direção: Ronaldo Serruya. Assistência de direção: Bruno Canabarro. Participantes: Ailton Barros, Ana Vitória Prudente, Bruno Canabarro, Camila Couto, Carlos Jordão, Cristina Maluli, Gabi Costa, Gil Gobbato, Hebert Luz, Isabela Marioti, Jonathan Moreira, Mateus Menezes, Mayra Bertazzoni, Patrícia Cretti, Tatiana Ribeiro, Thaís Sanches Thiago Félix e Tomás Decina. Duração: 80 minutos. Classificação etária: 18 anos. Capacidade: 45 lugares.

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INVENÇÃO DO EU

Dias 14 e 15 de outubro – Sábado e domingo às 20h.

Necessário fazer inscrição prévia pelo Facebook.com/grupoxixdeteatro.

Com orientação de Rodolfo Amorim a proposta do núcleo foi a investigação em torno da ideia de um “eu” e de que como este pode ser revelado e/ou inventado a partir de nossas memórias. Por meio de questionários, observações, imersões, breves narrativas, entre outras experimentações, o grupo buscou desnudar-se e abrir-se para o contato com o outro, como um caminho para revelar-se a si mesmo.

O grupo formulou algumas estratégias para criar dispositivos cênicos que anseiam por fazer com que o público vivencie algumas dessas experiências e atue neste rito de descobrir e inventar quem é ou o que é este “eu” que nos define.

Ficha técnica:

Direção: Rodolfo Amorim. Participantes: Alberto Magno, Bruno Rocha, Camila Spinola, Érica Arnaldo, Fernanda Möller, Iago Índio do Brasil, Jean Le Guévellou, Julia Diniz, Kaline Barboza, Leo Braz, Manuel Fabrício, Marcella Piccin, Paula Medeiros, Paulo Maeda e Rafael Theophilo. Duração: 60 minutos. Classificação etária: 14 anos. Capacidade: Reduzida. Necessário fazer inscrição pelo Facebook.com/grupoxixdeteatro

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FEMININO ABJETO

Dias 4 e 5 de novembro – Sábado às 20h e domingo às 19h.

Com orientação de Janaina Leite, o núcleo se apoiou sobre a obra da artista espanhola Angélica Liddell e sobre o conceito de “abjeção” proposto por Julia Kristeva para investigar as representações do feminino hoje. Para essa abertura de processo, o grupo trabalhou a partir de quatro disparadores tomados de obras de Liddell: Minha Relação com a ComidaFuck You Mother,Eu Não Sou Bonita e O Que Farei Com Essa Espada?

Ficha técnica:

Direção: Janaina Leite. Assitência de direção: Tatiana Caltabiano. Dramaturgismo: Tatiana Ribeiro. Performers: Ana Laís Azanha, Bruna Betito, Cibele Bissoli, Débora Rebecchi, Emilene Gutierrez, Florido,  Gilka Verana, Juliana Piesco, Letícia Bassit, Maíra Maciel, Olívia Lagua, Ramilla Souza e Sol Faganello. Duração: 90 minutos. Classificação etária: 18 anos. Capacidade: 55 lugares.

 

Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa 13 – Belém, São Paulo)
Acesso para deficientes físicos.
Bilheteria – Abre 1 hora antes de cada espetáculo exceto para
Invenção Do Eu que é necessário fazer inscrição prévia.
Estacionamento: gratuito.

 

CHACRINHA, O MUSICAL

Grande sucesso dos palcos em todo o país desde 2014, “Chacrinha, o musical” volta ao Rio de Janeiro, em curta temporada, em homenagem ao centenário de Abelardo Barbosa. O espetáculo marcou a volta de Stepan Nercessian ao teatro, emocionando com sua interpretação do velho guerreiro. Em cena, personagens emblemáticos do Cassino, como Russo, Elke Maravilha, Pedro de Lara, Boni e, claro, as Chacretes. Produzido pela Aventura Entretenimento, com texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, o musical conta com direção de Andrucha Waddington. “Chacrinha, o musical” reestreia dia 28 de setembro, no Teatro Riachuelo Rio.

Comandante de extravagantes concursos de calouros, responsável por revelar grandes nomes da música nacional e inventor de bordões infames, o apresentador completaria 100 anos em 2017. Para homenageá-lo, “Chacrinha, o musical” passará também pelas cidades de Ribeirão Preto (Centro de Eventos do Ribeirão Shopping), Recife (Teatro Guararapes), Campinas e Belo Horizonte (Cine Theatro Brasil).

A montagem é assinada pela Aventura Entretenimento e já foi assistida por mais de 2 milhões de pessoas no teatro e na exibição do espetáculo no Canal VIVA. As temporadas contaram com a participação especial de artistas que batiam ponto nos programas do Chacrinha, como Xuxa, Fábio Jr, Paulo Ricardo, Biafra e Wanderléa. Com texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, o espetáculo marca a primeira direção teatral de Andrucha Waddington. Com apresentação do Grupo Bradesco Seguros, “Chacrinha, o musical” tem patrocínio da Riachuelo e Avianca como transportadora oficial.

O espetáculo acompanha a trajetória do apresentador desde sua infância em Surubim, Pernambuco, até o auge da carreira na TV Globo, comandando o programa de auditório “Cassino do Chacrinha”, com espaço para as rebolativas chacretes, os trocadilhos infames, buzinadas e troféu abacaxi. Dois atores dão vida ao protagonista: Stepan Nercessian interpreta o Chacrinha consagrado no rádio e na TV, enquanto Thiago Marinho incorpora o jovem Abelardo Barbosa. Aos 63 anos, Nercessian retornou aos palcos depois de mais de 10 anos sem trabalhar no teatro. “Eu sempre disse que só voltaria se fosse para participar de um projeto muito especial. É uma atividade que requer muita dedicação, esforço e disciplina. Falei desde o início que não sou um imitador. O Chacrinha aconteceu naturalmente“, explica Stepan. Completam o elenco 18 atores-cantores-bailarinos, que vão dar vida a familiares do Velho Guerreiro e personalidades que fizeram parte da vida do apresentador como Boni (Saulo Rodrigues) e Elke Maravilha (Laura Carolinah). 

O diretor Andrucha Waddington fez sua estreia na atividade teatral depois de quase três décadas de carreira dedicada à produção cinematográfica.

A trama

O jornalista Pedro Bial foi responsável pelo primeiro tratamento do texto, a partir de extensa pesquisa de Carla Siqueira. A trama é dividida em dois atos, com espaço para episódios biográficos e momentos líricos e fantasiosos. A infância difícil com a falência do pai, o ingresso no rádio e revolução que ele promoveu na televisão brasileira são temas presentes, assim como momentos em que são revelados sua bipolaridade, autoritarismo e obsessão pelos números de audiência. “Responder a pergunta: ‘por que Chacrinha?’ é difícil. Temos que perguntar: ‘Como Chacrinha?’ . ‘Como o Abelardo inventou o Chacrinha?’ ,’Como esse sujeito inaugurou no Brasil e no mundo a comunicação de massas?’, ‘Como esse cara inventou o primeiro palhaço da televisão?’, ‘De onde ele tirou isso?’. A gente se pergunta e vai atrás das respostas durante o espetáculo“, descreve Bial. O dramaturgo Rodrigo Nogueira frisa o lado teatral que sempre marcou a carreira do apresentador. “Acho que o Chacrinha é uma das pessoas mais teatrais que eu já conheci. Ele conseguiu levar a profanação para a televisão, um ambiente que até então era careta e regido por fórmulas. O que a gente quer fazer é pegar toda essa liberdade e excentricidade e jogá-las de volta ao teatro. O público vai ter a oportunidade de viver a experiência que tinha quando assistia aos seus programas“, detalha Rodrigo. 

A trilha sonora é composta por mais de 60 canções (com medleys) consagradas na história da música nacional. Muitos desses sucessos fizeram parte do repertório do Cassino do Chacrinha e dos artistas que o comunicador ajudou a consagrar, como ‘O meu sangue ferve por você’ (Sidnei Magal), ‘O amor e o poder’ (eternizada por Rosana), ‘Tente outra vez’ (Raul Seixas), ‘Televisão’ (Titãs) e ‘Fogo e Paixão’ (Wando). “Vamos reunir músicas desde o fim dos anos 30 até meados dos 80, apresentadas nos últimos programas. Entre os musicais em que trabalhei, este é o que reúne canções com comunicação mais imediata da plateia. São obras bem populares, mas que os espectadores terão oportunidade de escutar de uma outra forma. Muitas são consideradas bregas, mas são belíssimas“, conta a diretora musical Delia Fischer. Os atores serão acompanhados por uma banda de cinco músicos.

Também fazem parte da equipe criativa o diretor de movimento  e coreógrafo Alonso Barros (Diretor e coreógrafo de ‘Se eu fosse você, o musical’), Gringo Cardia (Direção de arte e cenografia), Carlos Esteves (Desenho de som), Claudia Kopke (Figurinista – venceu o Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro na categoria figurino com o espetáculo), Paulo César Medeiros (Desenho de luz) e Marcela Altberg (Produção de elenco). 

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Chacrinha, o Musical
Com Stepan Nercessian, Thiago Marinho, Ana Elisa Schumacher, André Lemos, Diego Campagnolli, Diego Montez, Fabiana Tolentino, Hugo Kerth, Jullie, Laura Carolinah, Leonam Moraes, Nay Fernandes, Neusa Romano, Saulo Rodrigues, Saulo Segreto, Vittor Fernando, Natacha Travassos e Gabriel Demartine
Teatro Riachuelo Rio (Rua do Passeio, 38/40 – Cinelândia, Rio de Janeiro)
Duração 160 minutos
28/09 até 11/10
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 20h30, Domingo – 18h
$70/$150
Classificação Livre