PANO. FIM.

Com estreia marcada para dia 5 de outubro, sábado, 20h30, no Teatro Pequeno Ato, o primeiro espetáculo do Grupo Pano, chamado Pano. Fim., parte da pergunta sobre o que artistas podem fazer frente à crise do teatro para encenar o que seria a última de todas as peças do mundo. A direção é de Caio Silviano, que também assina dramaturgia ao lado de Lucas Sanchez. No elenco, Cecília BarrosGeorge LucasHenrique ReisIan Noppeney e Lucas Sanchez. O grupo é composto por artistas movidos por reflexões sobre o exercício da arte cênica.

A peça traz em cena três jovens atores que se propõem a executar a última peça do mundo ao se depararem com o fim iminente e irreversível do teatro. A tarefa que tomam para si resulta em situações que transitam entre o trágico e o patético, revelando o olhar dos artistas sobre o fazer teatral atualmente e sua vontade de lutar contra a crise que está instaurada na área. A narrativa se estabelece no último teatro do mundo, com localização e temporalidade indeterminadas, mas que encontra algumas referências textuais que fazem alusão à contemporaneidade.

A ideia para a peça começou em um grupo de estudos promovido por Caio Silviano, Lucas Sanchez e George Lucas. Nos encontros, textos teóricos apoiaram um pensamento sobre a crise do teatro e da cultura. As discussões estavam embasadas em três eixos: o primeira era filosófico, tendo como principal representante o conceito de indústria cultural proposto por Adorno e Horkheimer; o segundo era fático e tinha como intuito observar o contexto em que a cultura está inserida hoje, utilizando como norte para reflexão o livro A Pedagogia do Espectador, de Flavio Desgranges; e o último eixo era sobre a questão da dramaturgia nos dias de hoje. O foco dessa pesquisa é a noção da crise do drama, um olhar sobre os percursos do teatro ao longo da história e de suas mudanças de gênero e pensamento cênico.

Há um embate que vem pela crise do teatro que nós já estamos acostumados, mas hoje em dia estamos nos deparando com algo de um âmbito mais geral, uma verdadeira crise da cultura. Vivemos uma sensação constante de que faltam ferramentas para não deixar que o fim chegue, mas muitas vezes tomamos escolhas e seguimos caminhos que não são tão eficientes quanto gostaríamos”, conta Caio.

Em Pano. Fim., os atores buscam na cena diferentes gêneros e períodos para tentar a chance de dar continuidade à arte teatral: com adereços e mudanças de figurinos, eles passam pela estética épica brechtiana e clownesca, entre outras, em apelos à salvação da cena. O cenário é quase desértico e os elementos que o compõem remetem à um espaço que está sendo destruído. “Tudo que está na cena, como um carrinho de mão ou um baú, é usado pelos atores para tentar fazer essa reforma”, completa o diretor.

A peça foi elaborada durante dois anos e passou por mudanças frequentes desencadeadas por novidades na área da cultura e pelo contexto político. O período também marcou a consolidação do Grupo Pano, que pretende dar início a uma nova montagem após a temporada de Pano.Fim. “Nossas peças devem atender a diferentes propostas que levantarmos em grupos de estudo, o que funcionou muito bem nesse trabalho”, completa o diretor.

FACE (5)

Pano. Fim.

Com Cecília Barros, George Lucas, Henrique Reis, Ian Noppeney e Lucas Sanchez

Teatro Pequeno Ato (R. Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 80 minutos

05/10 até 06/11

Sábado – 20h30, Domingo – 19h30

$30

Classificação 12 anos

ALADDIN (trailer)

Walt Disney Studios acabou de lançar o novo trailer da sua produção live-action “Aladdin“.

O trailer apresenta um resumo da história, mostrando o personagem principal andando pelas ruas de Agrabah, até ser encontrado por Jafar. Aladdin entra na caverna onde encontra o gênio, que lhe concede três desejos….

Há trechos de “Friend like me” e “Whole New World”.

O filme estreia tem estreia prevista para o Brasil no dia 23 de maio.

LUA DE SANGUE

Escola de Atores Wolf Maya apresenta espetáculo Lua de Sangue, concebido por sua Turma M6A, inspirado em obras de Frederico Garcia Lorca. Com direção de Kleber Montanheiro, as apresentações acontecem nos dias 9 e 10 de março (sábado e domingo) e entre os dias 14 e 17 de março (quinta a domigo), no Teatro Nair Bello.

A montagem é um estudo que celebra o universo de García Lorca (1898-1936). O grupo de formandos coloca em cena um diálogo cruzado que se estabelece entre três importantes obras do poeta e dramaturgo espanhol: Bodas de SangueYerma e A Casa de Bernarda Alba. Segundo o diretor, a peça traz as relações existentes nos três textos. A história se passa em uma aldeia onde circulam personagens de Bodas de Sangue que se relacionam com outros de Yerma e A Casa de Bernarda Alba.

FACE (1)

Lua de Sangue

Com André Albuquerque, Andressa Miranda, Bruno Peres, Carolinne Assis, Carol Meyer, Giovanna Paola, Giovanni Pilan, Larissa Antonello, Layla Faraj, Liz Olivier, Lucas Amorim, Luiza Loup, Luiza Martucci, Marcela Fernandes, Marcela Furlan, Natália Melli, Rafael Licks, Rayssa Emy, Thaisa Carvalho e Thiago Lima

Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)

Duração 80 minutos

09 e 10/03

Sábado – 21h, Domingo – 19h

14 a 17/03

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$15

Classificação 12 anos

AMOR NÃO RECOMENDADO

Realizado pelo Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (LCICC – UFF), o espetáculo “Amor Não Recomendado”, com direção e dramaturgia de Martha Ribeiro, faz curta temporada, de 19 a 27 de março, às terças e quartas-feiras, às 20h, no Teatro da UFF, em Niterói.

A peça parte das inquietações contidas no “Banquete” de Platão para nos questionar sobre amor e desejo nos dias de hoje. A partir de cinco hipóteses sobre o afeto, “Amor Não Recomendado” nos oferece diferentes pontos de vista sobre o amor e sua escassez, confrontando o sujeito contemporâneo com seus inconfessáveis desejos de destruição de si e do objeto amado.

O espetáculo convoca personalidades marginais, artistas conturbados e personagens clássicos, como Artaud, Nijinsky e Fedra, para compor uma paisagem ótico-sonora que nos desafia a pensar o que fazemos em nome do amor – afirma Martha.

Mais informações sobre o espetáculo no https://www.facebook.com/amornrecomendado/

FACE (3)

Amor Não Recomendado

Com Bruno Bernardini, Charlotte Cochrane, Claudia Wer, Lucas Rodrigues, Nicolle Longobardi, Raíza Cardoso, Thales Ferreira

Teatro da Universidade Federal Fluminense (Centro de Artes UFF – R. Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ)

Duração 90 minutos

19 a 27/03

Terça e Quarta – 20h

$30

Classificação 16 anos

‘NOTURNO’ NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

Cantora, atriz e compositora, Alessandra Verney se destaca como um dos principais nomes no Teatro Musical do país. Depois do sucesso do lançamento do show “Café de Hotel” em São Paulo e no Rio de Janeiro e do espetáculo musical “A Noviça Rebelde”, a cantora lança “ NOTURNO”, o seu primeiro single do projeto “Café de Hotel”.  A música já está disponível em todas as plataformas digitais.

“Noturno” dos compositores Caio Sílvio e Graco, fez história na voz de Fagner, no final dos anos 70 e marcou toda uma geraçãoEssa nova leitura busca resgatar pérolas que marcaram época no repertório brasileiro mais contemporâneo e fazer, também, com que novas gerações conheçam mais desses ícones e do seu alcance popular.

A produção musical é do renomado baixista Fernando Nunes, que atualmente toca com Zeca Baleiro e que foi da banda de Cássia Eller, durante anos. Além de Nunes, grandes músicos também fazem parte da gravação: Lui Coimbra (cellos), Fernando Caneca (violões), Rafa Moraes (guitarra), Carla Cristine (percussão) e Tiago Azevedo (bateria). O arranjo vocal é de Jules Vandystadt.

 

Presença constante nos palcos, Alessandra Verney recentemente  completou 25 anos de carreira e, em 2018, completa 20 anos nos musicais.

Começou sua extensa trajetória no Teatro Musical, com a dupla Möeller & Botelho, com quem estrelou muitos espetáculos como “Cole Porter – Ele nunca disse que me amava”,  “7 – O Musical” e “Beatles num Céu de Diamantes”.

Destacam-se, também, seus diversos trabalhos realizados com Miguel Falabella, como os musicais “Império”, “Alô Dolly” (ao lado também deMarília Pêra), a comédia “O que o Mordomo Viu”, de Joe Orton – pela qual ganhou o Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Atriz Coadjuvante  – e a série televisiva “Sexo e as Negas”, da Rede Globo.

Em “Kiss Me Kate – O Beijo da Megera”, artista protagonizou a famosa obra de Cole Porter ao lado de José Mayer e, por sua atuação, recebeu oPrêmio Cesgranrio de Melhor Atriz em Musical, sendo também indicada ao renomado Prêmio Shell de Melhor Atriz e aos Prêmios APTR eReverência.

No Cinema, estreou ao lado de Marco Nanini num dos principais papéis de “Apolônio Brasil”, de Hugo Carvana. Recentemente, participou do longa-metragem “Veneza”, de Miguel Falabella e fez um papel de destaque em “Jovens Polacas”, de Alex-Levy Heller, ambos com lançamentos previstos para 2019.

Seu último trabalho fez o papel da Baronesa Elsa Schraeder no musical “A Noviça Rebelde”, dirigido pela dupla Möeller & Botelho, onde fez dobradinha com Marcelo Serrado (Tio Max).  Foi o décimo sétimo musical da carreira da artista.

Alessandra-Verney.png

_TEATRAL

Uma nova forma de vivenciar o teatro – e a cultura – na capital paulistana.

Nesta quinta, 02 de agosto, foi apresentado a imprensa, o _Teatral (lê-se Espaço Teatral). Um projeto inovador e multidisciplinar, apoiado pela Prevent Senior, que tem como objetivo transformar a maneira como o público vive o teatro

IMG_20180802_115515_333A idealizadora – e diretora geral – do projeto é a atriz e produtora, Claudia Raia. Ela pensou num espaço onde as artes acontecem simultaneamente, agregando suas características às outras, permitindo que o público tenha uma visão global sobre determinado assunto que estará “em cartaz”.

 

A experiência teatral começa no momento da compra do ingresso, passando pela chegada ao teatro, até sua volta a casa.

O _Teatral está localizado no Instituto Tomie Othake, nos dois espaços teatrais: o _Principal (antiga sala GEO/Cetip), com capacidade para 625 lugares; e o _Plural, uma sala de 324 m , preparada a receber todo tipo de performance.

Para nortear o projeto, e construir uma programação de qualidade e diferenciada, foram definidos sete pilares – Gastronomia, Dança, Audiovisual, Música, Cultura Contemporânea, Teatro e Esporte.

Cada pilar será gerido por dois curadores – profissionais da área e de renome internacional. São eles Carlos Bertolazzi e Mariella Lazaretti (Gastronomia), Ana Botafogo e Rodrigo Pederneiras (Dança), Rubens Ewald Filho e Ingrid Guimarães (Audiovisual), Adriana Calcanhotto e Rogério Flausino (Música), Thalita Rebouças e Fernanda Souza (Cultura Contemporânea), Beth Goulart e José Possi Neto (Teatro) e Fernanda Gentil e Felipe Andreoli (Esporte).

20180802_114453.jpg

Para nossa programação, buscamos um assunto que misture teatro com dança, com música, com superação na área do esporte. A gastronomia como arte. Assim é a procura de projetos novos, que sejam diferentes nessa concepção e apresentados de uma maneira nova para o público“, explica Claudia Raia.

_Teatral busca produzir uma programação democrática, que valorize não só a cultura brasileira, mas toda e qualquer cultura. O objetivo do local é permitir que outras tradições possam ser vistas e assimiladas num grande processo de troca, diálogo e envolvimento.

Para abertura das atividades, no _Principal será apresentada a nova temporada de “Chaplin, o Musical“, a partir de 09 de agosto. Está sendo estudado a colocação de uma tela de cinema onde antes (ou após) da sessão do espetáculo, serão apresentados filmes de Carlitos.  Às quintas feiras, haverá possibilidade da plateia ficar após o término do musical, para conversar com os atores/produtores. E também de montar no _Plural, sessões de debates com diretores de filmes.

Este é só o começo. Novas ideias multidisciplinares virão. O público brasileiro irá vivenciar o Teatro de uma nova maneira. Aguarde.

 

PIPPIN

Pippin’ fez uma revolução na Broadway na época de sua estreia, em 1972. Com uma estrutura ousada e a aposta na metalinguagem, o musical arrebatou cinco Tony Awards ao contar a fábula do príncipe Pippin, o herdeiro do trono do Rei Carlos Magno que segue uma atribulada jornada existencial em busca do sentido da vida. Contada por uma trupe teatral, a saga é conduzida por uma Mestra de Cerimônias e pela música de Stephen Schwartz, autor de ‘Godspell’ (1971), ‘Wicked’ (2003) e vencedor de prêmios como o Oscar, o Grammy e o Globo de Ouro.

Após 44 anos da única montagem que teve no Brasil (1974), o musical estará de volta aos palcos brasileiros pelas mãos de Charles Möeller & Claudio Botelho, que assinam juntos o seu 43º espetáculo. Com estreia marcada para 3 de agosto no Teatro Clara Nunes, o espetáculo, apresentado pelo Ministério da Cultura e Circuito Cultural Bradesco Seguros, terá em cena um elenco de 19 atores liderado por Felipe de Carolis, Totia Meireles, Nicette Bruno e Jonas Bloch e oito músicos.

Este é um musical com muito mais substância e camadas do que se imagina. ‘Pippin’ é uma comédia cínica, que traz um protagonista absolutamente moderno, cheio de dúvidas e questionamentos, com um vazio existencial que jamais será preenchido. É um dos motivos pelo qual é chamado de ‘Hamlet’ dos musicais. Ele rejeita antigos clichês e quebra com algumas tradições do gênero.  Como se não bastasse, ele retoma essa ideia do ‘teatro dentro do teatro’ e traz um grupo teatral e a figura da Mestra de Cerimônias para contar a história‘, conta Charles Möeller, que adquiriu os direitos do espetáculo com Claudio Botelho após o revival da peça na Broadway em 2013.

Foram necessários quase cinco anos para levantar toda a produção, que envolve um número grande de atores e músicos em cena. Com total liberdade de criação, Möeller & Botelho vão manter em cena o clima de magia que envolve a obra original, a começar pelo número inicial, o clássico ‘Magic To Do’. ‘O musical fala muito sobre a decisão entre enfrentar um mundo real ou permanecer em um mundo de aparências ou de magia, como o que é mostrado em cima de um palco. É um tema muito atual, em um mundo de redes sociais e realidades falseadas’, analisa Möeller.

Além de toda a sua arrojada dramaturgia, ‘Pippin’ tem ainda uma das mais complexas partituras coreográficas do teatro musical contemporâneo. Dirigido e coreografado originalmente pelo ícone Bob Fosse (1927-1987), o espetáculo conta agora com o coreógrafo Alonso Barros, especialista no estilo de Fosse, responsável por criar toda uma cartilha própria que virou referência em uma série de musicais que foram produzidos nas últimas décadas.

Möeller & Botelho convocaram para a ficha técnica novos e antigos colaboradores, como o cenógrafo Rogério Falcão (com mais de vinte projetos idealizados para a dupla), o iluminador Rogério Wiltgen (‘Rocky Horror Show’), a figurinista Luciana Buarque (‘Os Saltimbancos Trapalhões’) e o diretor musical Jules Vandystadt (‘Beatles Num Céu de Diamantes’). Parceira da dupla desde 2003, Tina Salles assina, mais uma vez, a Coordenação Artística.

Um elenco de mágicas mil

Até a estreia desta nova versão, a saga de ‘Pippin’ tinha chegado aos palcos brasileiros apenas uma única vez, em 1974, em uma montagem que marcou época, com direção de Flávio Ragel e protagonizada por Marília Pêra (Mestra de Cerimônias) e Marco Nanini (Pippin). Coincidentemente, foi o primeiro musical visto por Totia Meireles, na época em 14 anos, quando começou a sua história de amor com os palcos.

Já fiz musicais em que só cantava, outros em que era bailarina e muitas peças sem música. É o meu primeiro trabalho em que preciso atuar, cantar e dançar muito’, celebra a atriz, famosa pela parceria com Möeller & Botelho em espetáculos como ‘Gypsy’ (2010), ‘Cristal Bacharach’ (2004) e ‘Nine – Um Musical Felliniano’ (2015).

Após um processo de testes, em disputadas audições, todo o elenco foi sendo escolhido. O desafio de encarar o complexo personagem-título recaiu sobre Felipe de Carolis, que estreou com a dupla em ‘O Despertar da Primavera’ (2009). Após produzir e estrelar os dramas ‘Incêndios’ e ‘Céus’, o ator retomou os laços com o teatro musical em ‘Rocky Horror Show’ (2016) e agora terá em mãos o primeiro protagonista de sua carreira.

Já Nicette Bruno está de volta aos palcos para dar vida a Berthe, a libertária e hedonista avó de Pippin, que aconselha o personagem a viver intensamente e desfrutar dos prazeres carnais. A atriz foi dirigida por Möeller & Botelho recentemente, no sucesso ‘O Que Teria Acontecido a Baby Jane?’ (2016). Enquanto Adriana Garambone (‘Gypsy’, ‘Como Vencer na Vida Sem Fazer Força’), Cristiana Pompeo (‘O Mágico de Oz’), Guilherme Logullo (‘Kiss Me, Kate’) e Luiz Felipe Mello (‘Nine – Um Musical Felliniano’) também repetem a parceria com os diretores, Jonas Bloch trabalha pela primeira vez com a dupla.

 Analu Pimenta, Bel Lima, Bruninha Rocha, Daniel Lack, Flavio Rocha, Jéssica Amendola, João Felipe Saldanha, Paulo Victor, Rodrigo Cirne, Sérgio Dalcin e Victoria Aguillera –  também escolhidos na bateria de audições – completam a trupe teatral e se revezam entre dezenas de personagens, dentro e fora da história contada no palco.

Uma trajetória extraordinária

Pippin’ estreou em outubro de 1972 no Imperial Theatre, em Nova York. Stephen Schwartz vinha de um sucesso no off-Broadway (‘Godspell’) e a partir daí se tornou um requisitado compositor, com trabalhos no cinema que lhe renderam três Oscars por conta de ‘Pocahontas’ (1995) e ‘O Príncipe do Egito’ (1998). Em 2003, ele retorna ao teatro e assina letra e música de ‘Wicked’, musical responsável por quebrar recordes de bilheteria ao redor do mundo em diversas montagens.

A encenação original de ‘Pippin’ teve onze indicações ao Tony e levou cinco prêmios: Melhor Ator, Cenografia, Iluminação e Bob Fosse ganhou os de Melhor Direção e Melhor Coreografia. Em 2013, uma remontagem da American Repertory Theatre dirigida por Diane Paulus chegou na Broadway com imenso sucesso, ficou em cartaz por quase dois anos e arrebatou quatro prêmios Tony.

Consagrado por Bem Vereen em 1972, o papel do Mestre de Cerimônias foi vivido por uma mulher (Marília Pêra e Suely Franco, que a substituiu posteriormente) pela primeira vez na montagem brasileira. Tal fato só se repetiu com a versão de 2013, protagonizada por Patina Miller. Foi a única vez na história do Tony Awards em que o mesmo personagem rendeu o prêmio principal a dois atores diferentes.

38248788_2187277431520149_2892328696222318592_n.jpg

 Pippin

Com Felipe de Carolis, Totia Meireles, Nicette Bruno, Jonas Bloch, Adriana Garambone, Cristiana Pompeo, Guilherme Logullo, Luiz Felipe Mello, Analu Pimenta, Bel Lima, Bruninha Rocha, Daniel Lack, Flavio Rocha, Jéssica Amendola, João Felipe Saldanha, Paulo Victor, Rodrigo Cirne, Sérgio Dalcin e Victoria Aguillera.

Teatro Clara Nunes – Shopping da Gávea (R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro)

Duração 120 minutos

03/08 até 21/10

Quinta – 17h, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h30

$50/$120

Classificação 12 anos