FÓSSIL

Idealizado pela atriz Natalia Gonsales, espetáculo Fóssil ganha nova temporada no Teatro Aliança Francesa a partir de sexta-feira, 13 de março, às 20h30. O drama, que trata sobre a guerra curda em meio ao processo de libertação da mulher no Oriente Médio, tem direção de Sandra Corveloni e dramaturgia de Marina Corazza. Em cena, Natália divido o palco com Nelson Baskerville.

Para uma imersão completa sobre o tema, o Aliança Francesa exibe o filme Filhas do Sol (2018), com direção de Eva Husson, na quinta-feira, 19 de março, às 19h, com entrada gratuita. Após a sessão haverá debate com a atriz, a dramaturga, a diretora e o curdo residente em São Paulo Bulend Karadag.

O filme Filhas do Sol abriu o festival de Cannes em 2018 e conta a história de Bahar, comandante das Filhas do Sol, um batalhão composto apenas por mulheres curdas que atua ofensivamente na guerra do Curdistão. Ela e as suas soldadas estão prestes a entrar na cidade de Gordyene tomada pelo Estado Islâmico. Mathilde é uma jornalista francesa que está acompanhando o batalhão durante o ataque. O encontro entre as duas mulheres, dentro da guerra, transformará a vida de ambas.

A montagem teatral foi criada a partir de uma pesquisa de três anos da atriz Natalia Gonsales e da dramaturga Marina Corazza a respeito do povo curdo e da revolução de Rojava, na Síria.

A peça se passa dentro da sala do empresário Luiz Henrique (Nelson Baskeville), diretor da maior empresa de gás liquefeito de petróleo. Anna (Natalia Gonsales), uma jovem cineasta, vai ao seu encontro em busca de recursos para a realização de um filme sobre a Revolução de Rojava, no norte da Síria. A cineasta narra o roteiro de seu filme e a importância político-social deste, cruzando histórias de mulheres curdas torturadas da Síria com memórias de mulheres na ditadura brasileira de 64.

Ao olhar para nós à luz dessa revolução, vemos as mulheres que nos geraram, e antes delas, as que geraram nossas mães, e antes delas, as outras, e as outras, e as outras e todas nós. Ao olhar para nós à luz da Revolução de Rojava, sabemos que queremos e que podemos acreditar em utopias por meio de um trabalho diário que deixe nascer outras formas mais justas e libertárias de se pensar e viver”, complementa a dramaturga Marina Corazza.

A tensão entre os dois personagens vai crescendo durante o espetáculo. Luiz, que viu Anna crescer, tem um olhar paternal para com ela e conforme a cineasta conta sobre o seu projeto e a importância da luta curda, relações dúbias de opressão e falta de escuta são estabelecidas. Em um plano que atravessa o presente, a jovem cineasta fala de sua mãe, presa política na ditadura de 64. O papel contraditório de financiamento das artes por grandes empresas também perpassa toda a peça. Abre-se com isso mais uma camada crítica na peça a respeito da política cultural e as contradições que incluem valores éticos e morais para a realização de um produto altamente desvalorizado no mercado atual.

Encenar a luta curda pela democracia revela contradições do sistema democrático ocidental que se apresenta na forma atual do patriarcado, sustentado pelo Estado e pela hierarquia. A forma de Estado-Nação aliado ao Capitalismo é um modelo baseado nas dominações de classe, gênero, etnia e religião associado à competitividade econômica, impossibilitando assim, que a nação alcance os objetivos de liberdade, igualdade e justiça social” explica Natalia.

A encenação de Sandra Corveloni propõe um encontro entre teatro e audiovisual tendo projeções sensitivas e trilha sonora original, criando um clima de sala de cinema, para falar da Revolução de Rojava ou Confederalismo Democrático do Norte da Síria. “Fóssil possui uma dramaturgia bastante profunda, com camadas de informações e sentimentos que aparecem à medida em que o texto avança. A montagem que é ao mesmo tempo teatral e cinematográfica, nos leva a refletir sobre questões como os direitos das mulheres, a democracia, as fronteiras e a arte“, comenta a diretora.

Natalia Gonsales finaliza: “hoje é comum ouvir a população curda de Rojava e de outras regiões do Curdistão defender a vida sem um Estado. Os curdos lutam pela autonomia de seu povo e de outras etnias sem representatividade. Buscam a conscientização democrática, o direito à educação na língua nativa, o acesso ao sistema público de saúde, a proteção do meio ambiente e a liberdade de expressão. Uma política que se tornou referência libertária no mundo.

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Fóssil

Com Natalia Gonsales e Nelson Baskerville

Teatro Aliança Francesa (Rua General Jardim 182 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 70 minutos

13/03 a 05/04

Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h

$60

Classificação 14 anos

Aulas sobre os conflitos do Oriente Médio: Reginaldo Nasser

Palestrante: Bulend Karadag

Realização: Bem Casado Produções Artísticas

Filme+ Debate: Filhas do Sol

19/03

Quinta – 19h

Grátis (retirada ingresso 60 minutos antes da sessão)

Classificação 14 anos

DE VOLTA PARA O FUTURO, O MUSICAL

A versão musical para o filme “De Volta para o Futuro” estreia no Opera House (Manchester, Inglaterra) em 20 de fevereiro, em uma temporada de três meses, antes de ir para West End (Londres).

Para aumentar o interesse do público, fizeram um trailer onde os personagens do musical encontram com o Doctor Emmett Brown original, o ator Christopher Lloyd. Great Scott!!

O musical tem o roteiro de Bob Gale, com novas músicas compostas por Alan Silvestri e Glen Ballard. Mas os clássicos do filme como “The Power of Love” e “Johnny B. Goode” estarão na trilha sonora. A direção é de John Rando. Nos papeis principais, Roger Bart e Olly Dobson, como Emmett Brown e Marty McFly.

O primeiro filme da trilogia “De Volta Para o Futuro” foi lançado em 1985 com Michael J. Fox e Christopher Lloy nos papeis principais. A franquia arrecadou quase U$ 1 bilhão.

 

DONNA SUMMER MUSICAL

Como contar a história de uma diva da música mundial com apenas uma personagem? Você cria três!!!

Donna Summer Musical” retrata a vida da cantora em três fases: a pré adolescência (“Patinho Feio Donna”), a criação da música que a transformaria em estrela (“Disco  Donna”), e seus últimos anos (“Diva Donna”).

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O espetáculo – realizado pelas mãos da Atual Produções e Bárbaro Produções – estreia no Teatro Santander no dia 05 de março. Direção é de Miguel Falabella, com assistência de Beatriz Lucci e direção residente de Lívia Dabarian. Direção musical é de Carlos Bauzys. Coreografias são de Bárbara Guerra e assistência de Johnny Camollese.

Encabeçando o elenco temos Karin Kils (fase Diva), Jeniffer Nascimento (fase Disco) e Amanda Souza (fase pré adolescente). Marcel Octávio será Neil Bogart, presidente da Casablanca Records e mentor de Donna, Edson Montenegro será Andrew Gaines, pai da cantora, e André Loddi será Bruce Sudano, seu segundo marido.

O elenco se completa com  Amanda Vicente, André Luiz Odin, Daniel Caldini, Débora Polistchuck,  Joyce Cosmo, Leilane Teles, Letícia Nascimento, Lucas Nunes, Mari Saraiva, Mariana Gomes, Rafael Leal, Rafael Machado, Renato Bellini, Vanessa Mello, Ygor Zago, Andreza Meddeiros e Fernando Mariano como swings.

Para você apreciar mais o musical, vamos contar:

21 fatos sobre a carreira da Diva da Discoteca e da Dance Music.

1. LaDonna Adrian Gaines nasceu em Boston (EUA) em 31/12/48.

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Donna e suas irmãs Linda e Amy, com as pernas da prima Barbara.

2. Começou a carreira aos 10 anos, quando cantou pela primeira vez na sua igreja, e impressionou os fiéis.

3. Mudou-se para a Alemanha para participar da montagem de “Hair” aos 18 anos. Com isso, não terminou o colégio.

4. Casou com o cantor Helmuth Sommer, com quem teve uma filha. Seu nome artístico mudou para Donna Sommer.

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Helmuth, Mimi e Donna

5. Conheceu os produtores Giorgio Moroder e Pete Bellotte, com quem viria a escrever/produzir vários de seus clássicos.

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Pete, Donna e Giorgio

6. Seu debut foi o disco “Lady of the Night” (1974), mas por causa de um erro de impressão, saiu no álbum Donna Summer. O nome pegou.

7. Seu primeiro hit “Love to Love You Baby” foi lançado em 1975. Era uma resposta a um outro hit clássico “Je t’aime… Moi non plus” (1967)

8. Depois vieram os outros hits “Try Me, I Know We Can Make It”, “Winter Melody”, “Love’s Unkind” incluindo…

9. “I Feel Love” (1977). Começa a Era Disco. Donna Summer é a sua rainha.

10. Conheceu Bruce Sudano, da banda ‘Brooklyn Dreams’, também em 1977. Casaram e tiveram duas filhas – Brooklyn e Amanda.

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Mimi, Brooklyn,Amanda e a mãe, Donna.

11. Primeira artista a ter três álbuns duplos “Live and More”, “Bad Girls” e “On the Radio: Greatest Hits vol I & II” no número 1 da Billboard 200.

12. Em um período de doze meses, emplacou 4 singles no topo das paradas “Macarthur Park”, “Hot Stuff”, “Bad Girls” e “No More Tears (Enough is Enough)“, um dueto com outra diva, Barbra Streisand.

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Donna e Barbra

13. “Last Dance” (1978) rendeu um Grammy, um Golden Globe e um Oscar.

14. Além da Disco, ela também passeou pelos ritmos R&B, Gospel, Rock e Dance.

15. Das 18 indicações ao prêmio Grammy, ganhou cinco.

16. Em 1983, conheceu a garçonete Onetta Johnson em Los Angeles. Foi a inspiração para o clássico “She works hard for the money”. Foi o primeiro vídeo clip de uma cantora negra a tocar várias vezes na MTV.

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Onetta e Donna

17. Seu décimo sétimo e último álbum, gravado em estúdio, foi “Crayons” (2008), com os hits número um nas paradas “I’m a fire”, “Stamp your feet” e “Fame (the game)”.

18. Donna Summer nos deixou em 17/05/12, por causa de um câncer no pulmão, aos 63 anos.

19. A artista tem sua estrela na Calçada da Fama (1992), faz parte do Rock and Roll Hall of Fame (2013). Sua canção “I feel love” está no Registro Nacional de Gravaçõs da Biblioteca do Congresso norte americano, eternizada como um clássico (2012).

20.  O musical “Summer: The Donna Summer Musical” estreou em San Diego (2017). No ano seguinte, abriu as cortinas na Broadway.

21. Agora, em 2020 desembarca no Brasil.

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Donna Summer Musical

Teatro Santander (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)

Duração 100 minutos

05/03 a 28/06

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 18h e 21h, Domingo – 16h e 19h

$75/$280

Classificação 12 anos

A COR PÚRPURA

Após dois meses de temporada de sucesso no Rio, o musical chega a São Paulo com 17 atores, 8 músicos, 90 figurinos, um palco giratório de 6 metros de diâmetro e uma escada curva com sistema de travelling em volta do cenário. “A história é universal: fala do ser humano, em especial das mulheres. É imediata a identificação com o momento do país, onde há tantas histórias de opressão às mulheres. A COR PÚRPURA é um grande grito de liberdade”, explica o diretor e idealizador Tadeu Aguiar, responsável também pela encenação de Bibi, uma vida em musical Quase Normal. Tadeu prioriza a interpretação como força motriz da cena. “Reforcei o caráter epistolar do romance, valorizei o ponto de vista da protagonista, tendo a figura do ator como principal instrumento condutor da história. A palavra é a grande força do espetáculo”, afirma o diretor.

Alice Walker foi a primeira escritora negra a ganhar o Pulitzer pelo seu livro A Cor que continua contemporâneo ao retratar relações humanas, de amor, poder, ódio, em um mundo pontuado por estruturais diferenças econômicas, sociais, étnicas e de gênero. A Cor Púrpura foi lançado em 1982. Com direção de Steven Spielberg, a obra foi adaptada para o cinema em 1985, recebendo 11 indicações ao Oscar. A transposição para musical ocorreu em 2005, na Broadway. Em 2016, houve uma nova montagem, rendendo à produção 2 prêmios Tony e o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical.

Escrito há mais de 35 anos, A Cor Púrpura é um musical baseado em uma história passada na primeira metade do século XX, na zona rural do Sul dos Estados Unidos, com personagens típicos dessa região. “Mantive até alguns nomes que, na tradução do romance, ganharam versões em português. Mister, por exemplo, continuou sendo Mister, embora no romance tenha se transformado em Sinhô. Mas, apesar de ser um musical de época, fala muito de questões atuais, como a participação da mulher na sociedade, o papel da mulher numa relação amorosa, o machismo, o racismo… Não foi preciso adaptação alguma para o musical interessar à plateia brasileira. Ele, naturalmente, fala a qualquer plateia do mundo de hoje”, esclarece Artur Xexéo, responsável pela versão brasileira do texto e das letras.

Com um elenco em sua maioria escolhido por meio de testes, o musical apresenta a trajetória e luta de Celie (Letícia Soares) contra as adversidades impostas pela vida a uma mulher negra, na Geórgia, no decorrer da primeira metade do século XX. Na adolescência, a personagem tem dois filhos de seu suposto pai (Jorge Maya), que a oferece a um fazendeiro local para criar seus herdeiros (entre eles, Harpho – Alan Rocha), lavar, passar e trabalhar sem remuneração. Ela é tirada à força do convívio de sua irmã caçula Nettie (Ester Freitas) e passa a morar com o marido Mister (Sérgio Menezes). Enquanto Celie resigna-se ao sofrimento, Sofia (Lilian Valeska) e Shug (Flávia Santana) entram em cena, mostrando que há possibilidade de mudanças e novas perspectivas, esperança e até prazer. A saga de Celie é permeada por questões sociais de extrema relevância até os dias atuais como a desigualdade, abuso de poder, racismo, machismo, sexismo e a violência contra a mulher. Completam o elenco: Analu Pimenta (Squeak); Suzana Santana (Jarene); Erika Affonso (Doris); Cláudia Noemi (Darlene); Caio Giovani (Grady Ensemble); Leandro Vieira (Chefe da Tribo Olinka Ensemble); Gabriel Vicente (Bobby Ensemble); Thór Junior (Pastor Ensemble); Renato Caetano (Soldado Ensemble); Nadjane Pierre (Solista da Igreja Ensemble).

Quando estava em pré-produção de Love Story, há 4 anos, um amigo me ligou e perguntou se tinha personagem para ator negro. Ator é ator, negro, branco, japonês, gordo… Encenei a peça somente com atores negros. Comprei os direitos de A Cor Púrpura– O Musical em 2018, quando procurava mais uma vez, algo que me provocasse como artista. Nos dias de hoje, acho importante falar sobre uma mulher que vence; sobre amor; representatividade negra e feminina. A peça tem muito humor e é emotiva. É um texto de emoção”, detalha Tadeu Aguiar, que já anuncia seus próximos espetáculos: Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito e Os Rapazes da Banda, que versa sobre o universo gay.

A direção musical é de Tony Lucchesi. São 32 números musicais, contando com as vinhetas. “Tem uma parte do espetáculo que é ambientada na África. Para esse momento, abri as vozes, trabalhei com polifonia, com outros sons, uma música por trás da cena”, revela Tony. No espetáculo, os atores precisam ter grande extensão vocal, dando conta de vários ritmos como jazz, blues, música africana e gospel. Logo na abertura da peça, há um número que lança mão de diversas sonoridades, representando o coro de uma igreja entrecruzado ao sermão do pastor.

A orquestra é composta por 8 músicos que tocam piano-condutor, teclado, saxofone alto, clarinete, flauta, saxofone barítono, clarinete, clarinete baixo, saxofone tenor, trompete, fliscorne, violões, baixos, bateria e percussão.

Artur Xexéo, ao interpretar as canções, teve como principal intenção respeitar a métrica. “Às vezes, um verso original termina com uma vogal aberta e, para aproximar a versão de uma tradução literal, você termina com uma vogal fechada. Então, o melhor é se afastar da tradução literal e se aproximar do efeito sonoro. Há, na peça, todo tipo de música negra americana: spirituals, blues, work songs, etc. Muito da ação é transmitida pela música. Então, a versão não pode tomar muitas liberdades. Tem que respeitar a intenção da letra original”, afirma Xexéo.

Tanto no livro como no musical, as mudanças de vida da protagonista estão relacionadas ao ambiente no qual ela vive. Cenas no bar de Harpho e Sophia e nas casas do pai, marido e Shug provocam alterações no percurso de Celie. A cenógrafa Natália Lana criou uma casa giratória como elemento central, representando as diferentes facetas da trajetória da vida da personagem. Contornando a casa, uma espécie de escadaria construída ao longo do tempo e de forma não ortogonal, representando a diversidade de ambientes externos e de aprisionamento em certos pontos da história. A estrutura da casa foi baseada nas construções do sul dos Estados Unidos e teve como inspiração as shack, representando o tradicional porch, varanda onde se reúnem famílias americanas. “Para a criação do cenário, foi fundamental a leitura do livro, mergulhando fundo no estudo do texto, pensando em como poderíamos representar essa história que se passa em outro país, mas que, ao mesmo tempo, representa tanto da nossa história e da força dessas mulheres negras que construíram o Brasil”, descreve a cenógrafa Natália Lana.

Um ateliê de costura foi montado ao lado da sala de ensaios na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, onde o musical estreou em setembro de 2019. São 90 figurinos, confeccionados com 350 metros de tecidos, passando por processos de tingimento artesanal e impressão em serigrafia. O figurino de retrata o tempo da costura feita em casa. “Na América, as colchas de retalhos, produzidas desde a colonização, são influenciadas pela estética da África, onde o trabalho de costura de retalhos é prática centenária. Desta forma, o conjunto de figurinos do espetáculo formará um “quilt”, em tons envelhecidos, retratando a Geórgia da primeira metade do século passado. É no trabalho de costura manual que Celie encontra refúgio na dura realidade de seu dia a dia. Nesse contexto, a cantora de jazz Shug Avery é o manifesto de amor e liberdade de Celie e pontua sua trajetória com trajes de tons de cor púrpura saturados”, detalha o figurinista Ney Madeira. A iluminação do espetáculo é do Rogério Wiltgen e as coreografias de Sueli Guerra. A Cor Púrpura – O Musical é apresentado pelo Ministério da Cidadania e pela Bradesco Seguros.

A Cor Púrpura

Com Letícia Soares, Sérgio Menezes, Lilian Valeska, Flavia Santana, Jorge Maia, Alan Rocha, Ester Freitas, Analu Pimenta, Suzana Santana, Claudia Noemi, Erika Affonso, Caio Giovani, Renato Caetano, Thór Jr, Gabriel Vicente, Leandro Vieira, Nadjane Rocha

Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)

Duração 180 minutos

06/12 até 16/02/20 (não haverá apresentação 27, 28 e 29/12)

Dezembro – Sexta – 20h30, Sábado – 18h e 21h30, Domingo – 19h

Janeiro e Fevereiro – Sexta – 20h30, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 19h

$75/$220

Classificação 12 anos

O PORTAL ENCANTADO

Grupo Dragão7 de Teatro estreia, no dia 2 de novembro (sábado, às 11h), O Portal Encantado, espetáculo de bonecos para bebês com direção de Creuza F Borges. 

A montagem fica em cartaz na Sala Pascoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso somente até o dia 10 de novembro, com sessões aos sábados e domingos, às 11 horas. 

Com enredo sensorial e lúdico, O Portal Encantado apresenta a criação do universo a partir do átomo e suas combinações, dando origem à matéria. A viagem passa pelo surgimento das estrelas, das galáxias, dos planetas, da Terra, dos continentes, das florestas. 

Explorando os efeitos de luzes e de cores, encenação chega à Floresta Amazônica, trazendo para os pequeninos a exuberância de sua fauna e sua flora; apresentando-lhes o índio, além de mitos, lendas e seres da Amazônica: o boto, o curupira, o canto do uirapuru, a arara azul e a boiuna (cobra grande). 

O roteiro foi desenvolvido conjuntamente por Sérgio Portela, Creuza F Borges e pelas atrizes manipuladoras Mônica Negro e Marisa Mainarte. Às falas coube somente o papel necessário, a exemplo do jogo com sinônimos de palavras ou coisas na língua tupi-guarani. No espetáculo predominam o visual, as sensações e encantamento dos bonecos, criados por Lucas Luciano.

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 O Portal Encantado

Com Mônica Negro e Marisa Mainarte

Teatro Sérgio Cardoso – Sala Pascoal Carlos Magno (R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 30 minutos

02 a 10/11

Sábado e Domingo – 11h

$50

Classificação Livre

PANO. FIM.

Com estreia marcada para dia 5 de outubro, sábado, 20h30, no Teatro Pequeno Ato, o primeiro espetáculo do Grupo Pano, chamado Pano. Fim., parte da pergunta sobre o que artistas podem fazer frente à crise do teatro para encenar o que seria a última de todas as peças do mundo. A direção é de Caio Silviano, que também assina dramaturgia ao lado de Lucas Sanchez. No elenco, Cecília BarrosGeorge LucasHenrique ReisIan Noppeney e Lucas Sanchez. O grupo é composto por artistas movidos por reflexões sobre o exercício da arte cênica.

A peça traz em cena três jovens atores que se propõem a executar a última peça do mundo ao se depararem com o fim iminente e irreversível do teatro. A tarefa que tomam para si resulta em situações que transitam entre o trágico e o patético, revelando o olhar dos artistas sobre o fazer teatral atualmente e sua vontade de lutar contra a crise que está instaurada na área. A narrativa se estabelece no último teatro do mundo, com localização e temporalidade indeterminadas, mas que encontra algumas referências textuais que fazem alusão à contemporaneidade.

A ideia para a peça começou em um grupo de estudos promovido por Caio Silviano, Lucas Sanchez e George Lucas. Nos encontros, textos teóricos apoiaram um pensamento sobre a crise do teatro e da cultura. As discussões estavam embasadas em três eixos: o primeira era filosófico, tendo como principal representante o conceito de indústria cultural proposto por Adorno e Horkheimer; o segundo era fático e tinha como intuito observar o contexto em que a cultura está inserida hoje, utilizando como norte para reflexão o livro A Pedagogia do Espectador, de Flavio Desgranges; e o último eixo era sobre a questão da dramaturgia nos dias de hoje. O foco dessa pesquisa é a noção da crise do drama, um olhar sobre os percursos do teatro ao longo da história e de suas mudanças de gênero e pensamento cênico.

Há um embate que vem pela crise do teatro que nós já estamos acostumados, mas hoje em dia estamos nos deparando com algo de um âmbito mais geral, uma verdadeira crise da cultura. Vivemos uma sensação constante de que faltam ferramentas para não deixar que o fim chegue, mas muitas vezes tomamos escolhas e seguimos caminhos que não são tão eficientes quanto gostaríamos”, conta Caio.

Em Pano. Fim., os atores buscam na cena diferentes gêneros e períodos para tentar a chance de dar continuidade à arte teatral: com adereços e mudanças de figurinos, eles passam pela estética épica brechtiana e clownesca, entre outras, em apelos à salvação da cena. O cenário é quase desértico e os elementos que o compõem remetem à um espaço que está sendo destruído. “Tudo que está na cena, como um carrinho de mão ou um baú, é usado pelos atores para tentar fazer essa reforma”, completa o diretor.

A peça foi elaborada durante dois anos e passou por mudanças frequentes desencadeadas por novidades na área da cultura e pelo contexto político. O período também marcou a consolidação do Grupo Pano, que pretende dar início a uma nova montagem após a temporada de Pano.Fim. “Nossas peças devem atender a diferentes propostas que levantarmos em grupos de estudo, o que funcionou muito bem nesse trabalho”, completa o diretor.

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Pano. Fim.

Com Cecília Barros, George Lucas, Henrique Reis, Ian Noppeney e Lucas Sanchez

Teatro Pequeno Ato (R. Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 80 minutos

05/10 até 06/11

Sábado – 20h30, Domingo – 19h30

$30

Classificação 12 anos

ALADDIN (trailer)

Walt Disney Studios acabou de lançar o novo trailer da sua produção live-action “Aladdin“.

O trailer apresenta um resumo da história, mostrando o personagem principal andando pelas ruas de Agrabah, até ser encontrado por Jafar. Aladdin entra na caverna onde encontra o gênio, que lhe concede três desejos….

Há trechos de “Friend like me” e “Whole New World”.

O filme estreia tem estreia prevista para o Brasil no dia 23 de maio.