CASOS E CANÇÕES

Eva Wilma, uma das maiores atrizes brasileiras em atividade, mostra agora mais uma faceta artística. Protagonista do espetáculo Casos e Canções, ela canta sua vida e memórias ao lado do filho, o compositor, violonista e cantor John Herbert Jr., do pianista e cantor William Paiva e do diretor cênico Eduardo Figueiredo.

Em Casos e Canções, Eva convida o público a embarcar numa viagem lúdica e musical por algumas dascanções e imagens que se eternizaram e marcaram sua memória e a do país nos últimos 65 anos. “Isso eu trago da primeira infância. As horas mais felizes de intimidade com meu pai e minha mãe, é quando eles se revezavam ao piano e nós cantávamos”, lembra ela.

Dessa época, comparecem no repertório “Felicidade”, de Lupicínio Rodrigues e “O Trenzinho do Caipira”, de Ferreira Gullar e Heitor Villa Lobos. Da adolescência, quando foi aluna de Inezita Barroso, uma homenagem à mestra, com “Uirapuru” e “Azulão”. O amigo Baden Powell também ganha reverência, com “Bom Dia Amigo”, parceria dele com Vinícius de Moraes, e “Violão Vagabundo”, tema da personagem da gêmea Raquel, que Eva interpretou em “Mulheres de Areia”, novela exibida pela TV Tupi em 1973.

Das lembranças da trama de Ivani Ribeiro, vêm também as instrumentais “First Love” e “Last Love”, tocadas por William e John e produzidas à época por Arnaldo Saccomani com a Orquestra Phonoband, e uma homenagem a Adoniram Barbosa, que atuou na novela como o pescador Chico Belo, com a versão do trio para “Tiro ao Álvaro” e “Saudosa Maloca”.

O clássico “Sorri” versão de Braguinha para “Smile”, de Charlie Chaplin, enriquece a narrativa, além de outras referências a canções da Bossa Nova, MPB, Tropicália, Beatles… que William e John sugerem como fundo musical e costura às histórias contadas por Eva.

FACE (2)

Casos e Canções

Com Eva Wilma

Duração não informada

Classificação Livre

SESC Ipiranga (R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo)

29 e 30/11

Sexta e Sábado – 21h

$40 ($12 – credencial plena)

SESC Jundiaí (Av. Antônio Frederico Ozanan, 6600 – Jardim Botânico, Jundiaí – SP)

01/12

Domingo – 18h

$30

PASSARINHO

Primeiro trabalho como dramaturga da atriz Ana Kutner, Passarinho retorna para duas apresentações na Escrevedeira nos próximos dias 21 e 22 de novembro, quinta e sexta, às 20h30. Com direção de Clara Kutner, a peça vem agora em um novo formato, com Ana propondo um diálogo maior com o público e o espaço, dando ares de performance ao seu solo que estreou em 2017. A peça tem um tom autobiográfico e  fala sobre as experiências afetivas, memórias, dores e descobertas de Ana.
Em cena, Ana, que é também iluminadora, opera a própria a luz, além do som, e promove um encontro franco, direto e amoroso com o público, para quem oferece seus relatos num tom que, apesar de confessional, não deixa entrever os limites entre realidade e ficção e se vale de sua experiência particular para falar do que é universal e reconhecível por qualquer um de nós.
A peça foi transformada em livro, que saiu pela editora Cobogó no ano passado. Quem desejar, poderá comprar seu exemplar nos dias da apresentação também.
Passarinho e a Escrevedeira
Essa é a segunda vez que Passarinho se apresenta na Escrevedeira. A montagem revisita esse ninho recentemente  criado em parceria com o espaço e, juntos, se lançam em mais uma experimentação. “Um ninho de encontros se fez entre nós porque, quando comecei a fazer o Passarinho, ficou muito claro para mim e para a diretora Clara Kutner que o espetáculo precisava transitar em espaços múltiplos, deslocar, para além das salas de teatro, experimentar outras interlocuções, performar em novos espaços, causando a provocação estética que buscamos: os atravessamentos”, explica Ana Kutner.
Em jogo o desafio, a surpresa e o risco, para ambas as partes – público e atriz. Nesta proposta o espetáculo adota um formato de performance, já que a estética será criada a partir do que o espaço nos oferece em seu ambiente, em todos os aspectos. Artista e platéia são convocadas a reconstruir juntas a cena, através dos estímulos encontrados neste ambiente.
Esta voz seria: eu estou aqui, você está aqui, nós estamos aqui nos olhando, falando, nos ouvindo e nos dando permissão de sermos o que somos. Cada ninho se constrói com o que se tem, sem nunca deixar de ser ninho. Convido a todos a ocuparem os lugares em que pousarmos“, conta Ana.
A peça defende o direito e a liberdade de sermos quem somos, sem julgamentos ou rótulos. E neste sentido ela é política e universal. Ela só é radical na não radicalidade. Falo, sim, de meu pai e minha mãe (Paulo José e Dina Sfat), na medida em que eles são também minha história e minha memória, mas falo de muitos outros afetos e de como eles me atravessaram pela vida.” completa Ana.
Além de Passarinho, que Ana deseja fazer pousar em outros ninhos, a atriz também está bem envolvida com o cinema e séries para TV. Recentemente, esteve envolvida em Psi (HBO), Colônia (Canal Brasil), Terrores Urbanos (Sentimental Filmes e Reccord), Boca a Boca (Netflix) e As Aparecidas (filme de Ivan Feijó).
FACE (1)
Passarinho
Com Ana Kutner
Escrevedeira (R. Isabel de Castela, 141 – Vila Madalena, São Paulo)
Duração 60 minutos

21 e 22/11

Quinta e Sexta – 20h30

$40

Classificação 16 anos

VAMOS?

A comédia conta com um par de homens e outro de mulheres às voltas com um grande jogo de conquista e seus entreveros do amor. O jogo instaurado pelo dramaturgo paulistano subverte essa ordem e transforma tudo aquilo que poderia soar como drama em uma boa comédia. 

Dirigida por Marcio Rosario, a nova montagem traz os atores Aretha Oliveira, Jean Visconti , Mitt Yamada, e Mony Gester, revezando-se em apenas dois papéis: uma dupla de casal de amigos onde um tenta convencer o outro a trair a relação. 

Vamos?” recebeu o prêmio de 2o lugar no Concurso Nacional de Dramaturgia 99, Prêmio Carlos Carvalho (RS), e acontece em uma noite, num cenário único, onde, depois de alguns copos de uísque, dois amigos conversam dos assuntos mais banais aos mais reveladores de uma maneira admirável: sem meias palavras. Um deles quer, a qualquer custo, levar o outro pra cama em celebração aos três anos de amizade, mas a grande questão é que os dois são casados com outras pessoas. Nesse mote, os argumentos para a noite esperada vão de teorias de santidade do número três à capacidade de recuperação na hora H, além de uma discussão reflexiva envolvendo sexo, traições, aventuras e, claro, amizade. 

Vamos?” é uma comédia atual com a capacidade de abordar, de forma dinâmica e divertida, todos os lados possíveis de um relacionamento, desde seu início até a “maré baixa”, onde os anos de convívio e sentimentos percorrem do extremo calor ao frio glacial. Há anos a dramaturgia fala sobre relacionamentos, mas Vamos? não só expõe o amor, como debate a realidade em torno dele, o conceito de fidelidade, desilusão, confiança e intimidade, seja entre amigos ou amantes. 

FACE

VAMOS? 

Com Aretha Oliveira, Jean Visconti, Mitt Yamada e Mony Gester

Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (R. Itacaiúna, 61 – Vila Andrade, São Paulo)

Duração 70 minutos

02/11 a 14/12

Sábado – 21h

$70

Classificação 14 anos

“O POÇO” – DOS PALCOS PARA AS TELAS

Gruparteiro de Teatro, criado em 2015, já levou aos palcos as peças “A Ponte“, “Ruindade – o Musical“, “Entre 4 Parentes“, “Poço – o Musical” e “Noites de Sol – o Musical“.

Neste ano, a Borelli Produções (produtora responsável pelo Gruparteiro de Teatro) resolveu levar a história de “Poço – o Musical” para as telas de cinema.

A história aborda a reflexão sobre a depressão no indivíduo e na sociedade. Uma garota chamada “Bo”, misteriosamente acorda em um lugar estranho e escuro, precisa descobrir como sair dali. Aparentemente, ela é a salvação para os habitantes desse lugar, que a recebem como uma espécie de salvadora. A garota parece viver um sonho que se repete, mas será ela a verdadeira salvadora? Quem são os habitantes daquele lugar? Há uma saída?

A premiere vip de “O Poço” (“The Well“) acontece no dia 13 de novembro no cine Belas Artes. O filme tenta uma vaga para participar no ano que vem do Festival Sundance de Cinema, o maior festival de cinema independente.

Este é o segundo filme da Borelli Produções. O primeiro foi “Quase Livres“, lançado neste ano (o filme pode ser visto no canal do youtube da produtora – link). Inicialmente concebido como peça teatral, houve duas tentativas de montagem, mas que foram canceladas. Então, foi transposta diretamente para o cinema. Participou de vários festivais internacionais, sendo premiado no Cult Critic Movie AwardsL’Age d’Or International Arthouse Film Festival e Five Continents International Film Festival.

Agora é aguardarmos para que “O Poço” tenha uma boa recepção também e que alguma distribuidora lance o filme nas telas de cinema nacional.

O Poço (“The Well”)

Trailer oficial do longa-metragem musical independente de André Borelli.

Elenco: Aline Serra, Julia Rosa, Pablo Diego Garcia, Larissa Furtado, Gustavo Ceccarelli, Lucas Bamonte, Marcela Gibo e Tiago Prates

Roteiro, Direção e Produção: André Borelli

Músicas Originais: Vitor Moutte

Direção de Fotografia: Carina Borelli

Design de Produção: André Borelli, Carina Borelli e Melissa Maia

Figurino e Visagismo: Melissa Maia

Direção de Produção: Simone Borelli

Assistência de Produção: Augusto Jordão, Beatriz Oliveira, Mari Sasah, Naty Thyaie e Tallison Oliveira

Produção Executiva: Delduque Martins

Apoio: FAMBRAS, Estúdio 3-4, Recriarte, Jazz Nos Fundos, APRPP, Colégio Albert Sabin

A realização desta obra contou com o apoio da São Paulo Film Commission.

(IN)JUSTIÇA

No dia 15 de novembro, sexta, a Companhia de Teatro Heliópolis reestreia o espetáculo (In)justiça, no Sesc Belenzinho, às 20 horas. A encenação é dirigida por Miguel Rocha, fundador e diretor do grupo. Evill Rebouças assina o texto que foi criado em processo colaborativo com o grupo.

(In)justiça é um ensaio cênico, norteado pela indagação ‘o que os veredictos não revelam?’, para refletir sobre aspectos do sistema jurídico brasileiro. Para tanto, conta a história do jovem Cerol que, involuntariamente, pratica um crime. A partir daí, surgem diversas concepções sobre o significado da justiça, seja a praticada pelo judiciário ou sentenciada pela sociedade.

O espetáculo, que estreou em janeiro de 2019, está indicado aos prêmios ao SHELL, na categoria de Melhor Música, e Aplauso Brasil, como Melhor Espetáculo de Grupo. No 4º FESTKAOS – Festival Nacional Teatro do Kaos, em Cubatão, SP -, conquistou os prêmios de Melhor Atriz (Dalma Régia), Melhor Ator (David Guimarães), Ator Coadjuvante (Danyel Freitas) e Melhor Figurino (Samara Costa), além das indicações à Melhor Trilha Sonora e Melhor Iluminação. Também participou do 34º Festivale – Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba e da 12ª Mostra Cooperifa. Participa, em novembro, do 41º FESTE – Festival Nacional de Teatro Pindamonhangaba e 14º FENTEPIRA – Festival Nacional de Teatro de Piracicaba.

A encenação

Permeado por imagens-sínteses (estética característica da Companhia de Teatro Heliópolis) e explorando a performance corporal, o espetáculo coloca em cena a complexidade da justiça no país, deixando a plateia na posição de júri em um tribunal. O embate entre os dois lados da justiça – o da vítima e do o criminoso – se estabelece em um jogo contundente que expõe com originalidade a crua realidade dos jovens pobres e negros. A música ao vivo confere ainda mais densidade poética ao ‘relato’, que foge de qualquer abordagem clichê.

A história de Cerol é contada de forma não linear. Exímio empinador de pipas, o garoto vive com sua avó; a mãe morreu no parto e o pai, assassinado. Depois de uma briga por conta do alto volume da música na vizinhança, Cerol é perseguido e, durante a fuga, dispara um tiro involuntário atingindo uma mulher, que morre em seguida. Ele é preso e submetido ao julgamento da lei e da sociedade.

Com base nesse argumento, a Companhia discute os direitos humanos à luz da Constituição Nacional. A encenação recupera também a ancestralidade do brasileiro em frtes passagens ritualísticas. “Queremos pensar o homem negro e a justiça, desde a nossa origem até os dias de hoje”, afirma o diretor Miguel Rocha.

Cenas impactantes e desconcertantes surpreendem todo o tempo. A encenação de Miguel Rocha, alinhavada pela dramaturgia de Evill Rebouças, mostra como a democracia pode ser manipulada. O crime versus a vítima ou o criminoso versus a justiça aparecem de forma não superficial nem previsível. A abordagem de (In)justiça parte do ponto de vista mais íntimo e segue para o mais coletivo: da comunidade para a sociedade, da moral pessoal às convenções sociais. Isso permite, igualmente, as leituras de um mesmo caso jurídico, como no julgamento (defesa e promotoria), onde ambos os discursos são tão contundentes quanto convincentes. “Para falar de justiça, temos que falar das relações humanas contraditórias, pois a justiça se apresenta pelas contradições”, reflete o diretor.

Com emoções e sensações que fogem da obviedade, o espetáculo tem quadros coreografados que dão o respiro necessário à dinâmica da encenação: cidadãos urbanos, policiais, advogados com suas togas desfilam pela área cênica e hipnotizam o espectador. Os depoimentos inseridos nas cenas humanizam e tornam crível a proposta da montagem, sejam densos, desconcertantes ou lúdicos. Segundo o diretor, os três pontos de vista – o pessoal, o divino e o do homem – são considerados na concepção de (In)justiça, bem como a máxima que diz “só quem passou por uma injustiça sabe o que é justiça”.

O cenário (de Marcelo Denny) situa a força da ancestralidade, presente na terra e no terreiro, na estética religiosa que foge aos estereótipos. Traz também o símbolo da lentidão da justiça: a burocracia em pilhas e pilhas de papéis e processos. Elementos como areia, terra, projéteis de bala e pipas compõem a área cênica, onde predomina a cor cinza. A trilha (de Meno Del Picchia) e os efeitos sonoros são executados ao vivo em sincrona com as cenas. Os atores interpretam também cantos de tradição que reforçam a busca pela humanização e pela ancestralidade propostas pelo espetáculo.

(In)justiça integra o projeto Justiça – O que os Vereditos Não Revelam. Nasceu de um longo processo criativo, iniciado em fevereiro de 2018, disparado por encontros da Companhia de Teatro Heliópolis com pensadores ativistas que falaram sobre os vários aspectos da Justiça. Os convidados foram Viviane Mosé (filósofa), Gustavo Roberto Costa (promotor de justiça), Ana Lúcia Pastore (antropóloga) e Cristiano Burlan (cineasta), tendo Maria Fernanda Vomero (provocadora cênica, jornalista e pesquisadora teatral) como mediadora.

FACE

(In)Justiça

Com Alex Mendes, Cícero Junior, Dalma Régia, Danyel Freitas, David Guimarães, Gustavo Rocha, Maggie Abreu e Walmir Bess

SESC Belenzinho – Sala de Espetáculos I (R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)

Duração 105 minutos

15/11 até 08/12 (sessão extra 20/11, quarta feira – 17h)

Sexta e Sábado – 20h, Domingo e feriado – 17h

$30 ($9 – credencial plena)

Classificação 14 anos

NAS 4 ESTAÇÕES

Dos palcos para novos palcos. A relação que já existe há mais de uma década em dedicação aos espetáculos teatrais ganha agora um novo capítulo na carreira do ator, cantor e músico Beto Sargentelli. O paulistano multifacetado, de 30 anos recém completados, se lança ao universo da música POP com seu novo trabalho e apresenta o primeiro single e clipe da canção ‘Nas 4 Estações’, a ser lançado pela distribuidora ONERPM em todas as plataformas digitais nesta sexta, 25. Para celebrar a novidade, o Paris 6 Burlesque, em São Paulo, será palco de um show inédito que acontece dia 12 de novembro, terça-feira, com ingressos já à venda e muitas surpresas previstas.

Antigo conhecido dos musicais, tendo estrelado diversas produções da Broadway e Off-Broadway no país, entre elas a mais recente, “Os Últimos 5 Anos”, que lhe rendeu o reconhecimento de Melhor Ator no 7º Prêmio Bibi Ferreira, o mais importante do Teatro Musical brasileiro, Beto tem história antiga com a música, paixão descoberta na infância e alimentada pela família de veia artística pulsante. Agora ele reúne um repertório eclético, dividido entre o romântico e o dançante, que vai de Tiago Iorc e Vitor Kley passando por Queen, Beatles e Marília Mendonça, imprimindo toda sua personalidade e versatilidade, e sem deixar de fora sucessos conhecidos de grandes musicais como “We Will Rock You”, “Moulin Rouge” e muito mais.

Para costurar tudo de forma harmoniosa e interessante, Beto, que segue ativo em todas as áreas de sua carreira, conta com as diretrizes do renomado produtor Hélio Bernal, vencedor de um Grammy Latino ao lado de Zezé Di Camargo e Luciano, com quem trabalha há 28 anos. O cantor sobe ao palco do seu primeiro show acompanhado da banda completa da famosa dupla sertaneja, formada por músicos que já se apresentaram com outros importantes nomes como Raul Seixas, Roberto Carlos, Fábio Junior e Fafá de Belém.

Responsável também pela direção musical do show, Bernal conheceu Beto durante a temporada do musical “2 Filhos de Francisco”, em 2017, estrelada pelo artista no papel de Zezé. A sintonia musical foi além da produção realizada pela Time For Fun, capaz de render um convite ao artista para essa nova empreitada. Os laços se estreitaram ao longo dos últimos dois anos, período este voltado para o amadurecimento da parceria e a criação da identidade do lançamento, que tem a realização da Lab Cultural no primeiro show de Beto, ‘Nas 4 Estações’, capaz de representar toda a sua pluralidade profissional.

Acompanhe o trabalho solo de Beto Sargentelli pelas redes sociais oficiais:
Nas 4 Estações
Com Beto Sargentelli
Paris 6 Burlesque Music Hall & Bistrô (R. Augusta, 2809 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 70 minutos
12/11
Terça – 21h
$60
Classificação 14 anos

AS MÃOS SUJAS

A peça de teatro As Mãos Sujas, escrita pelo filósofo, crítico e escritor Jean Paul Sartre (1905 – 1980) ganha nova montagem dirigida por José Fernando Peixoto de Azevedo que estreia dia 1º de novembro de 2019, sexta-feira, no Sesc Ipiranga. O espetáculo conta a história de um jovem intelectual que decide matar o líder de seu partido após este propor uma aliança com partidos conservadores. No elenco estão Gabriela Cerqueira, Georgina Castro, Paulo Balistrieri, Paulo Vinicius, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Vinicius Meloni. Também estão em cena os músicos Ivan Garro, Rodrigo Scarpelli e Thomas Huszar e o câmera Yghor Boy.

O espetáculo marca desdobramentos na linguagem de José Fernando Peixoto de Azevedo em criar um dispositivo cênico que relaciona o teatro ao cinema. Em um cenário quase vazio, destaca-se um telão em que são projetadas imagens captadas ao vivo. “Em seus deslocamentos espaciais, a câmera de fato contracena com os atores. Ela assume uma função de saturar as suas presenças e intensificar planos“, conta o diretor.

A escolha coloca a peça em diálogo direto com Terra em Transe, uma das obras-primas do cineasta Glauber Rocha, lançada em 1967, cuja estética também inspirou os figurinos e as músicas executadas ao vivo por Guilherme Calzavara. A trilha sonora sobrepõe sonoridades presentes no filme a outras que foram pensadas a partir do texto de Sartre.

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José Fernando Peixoto de Azevedo conta que o desejo de montar esse texto de Sartre surgiu há mais de uma década, em meio a pesquisas feitas em conjunto com a companhia Teatro de Narradores  (1997-2016) sobre engajamento político nas artes, que contemplava textos do francês, de Glauber Rocha, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini.

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A encenação elabora o que o diretor nomeia “deslizamentos temporais”, de modo que a cena transita entre 1943 (ano em que Sartre situa a ação), o presente e  interrogações a um futuro próximo. Com esses deslizamentos temporais, a peça discute questões como o conceito de um partido político, o sentido e as consequências das alianças com forças conservadoras e guerra ideológica que vivemos nos dias de hoje.

O diretor complementa que a reflexão também se estende para as condições que o engajamento político impõem a um indivíduo. “Quais são as alianças necessárias para a sobrevivência da esquerda e qual é a real necessidade disso?“, questiona-se.

FACE (1)

As Mãos Sujas

Com Gabriela Cerqueira, Georgina Castro, Paulo Balistrieri, Paulo Vinicius, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Vinicius Meloni.

Sesc Ipiranga (R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo)

Duração 180 minutos

01 a 24/11

Sexta e Sábado – 20h, Domingo e Feriado – 18h

$30 ($9 – credencial plena)

Classificação 14 anos.