CARNAVAL NO TEATRO GAZETA COM CIA FILARMÔNICA

Cia. Filarmônica leva seus dois espetáculos para o Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo) no Carnaval: Beatles e a Música no Cinema.

Com criação e direção de Marco Fentanes, Beatles Segundo a Cia. Filarmônica procura fugir do conceito comum de bandas covers de artistas consagrados fazendo um mix de comédia e canções. Dois roadies (contrarregras) ajudam a infernizar o roteiro do show, até o minuto que se “incluem” como instrumentistas. Momentos engraçados são emoldurados por infláveis, adereços de submarino, bolhas e até mesmo bonecos gigantes dos Beatles que remetem aos cabeções do carnaval de Recife.

A Cia. Filarmônica é composta por músicos consagrados, como o baterista Gel Fernandes (Rita Lee/Radio Táxi), e explora a versatilidade que sua formação permite. Destacam-se também o pianista Flavio Fernandes, o guitarrista Miltinho e o baixista Pedro Henrique. A cantora Nathalie Salviano dá voz às canções.

A seleção das músicas seguiu o seguinte critério: encantar e surpreender”, diz Fentanes. É o que, por exemplo, em Yesterday, cuja letra é apresentada com “gerador de caracteres” para estimular a plateia a cantar junto, acompanhando uma “bolinha dançante”.

Beatles Segundo a Cia. Filarmônica está há 19 anos em cartaz. Já foi visto em diversas cidades do Brasil, totalizando um público superior a 600 mil pessoas. O repertório reúne sucessos como Day TripperI want to hold your hand, Let it beStrawberry fields foreverTwist and shoutYellow submarine, entre outras.

24/02

Segunda – 20h

$80

Livre

Com propósito de reunir “as mais belas canções de filmes inesquecíveis”, o espetáculo “Música no Cinema Segundo Cia. Filarmônica” mostra desde trilhas dos filmes Cinema Paradiso, Perfume de Mulher, Perdidos na noite, Hair e Golpe de mestre, até colagens de suspense (Psicose/Tubarão/Missão impossível) e faroeste (Da terra nascem os homens/Sete homens e um destino)

Criado e dirigido por Marco Fentanes, A Música do Cinema é conduzido por piano, violino, violão, percussão, bateria, guitarra, baixo e vozes. Cenas no telão, efeitos especiais e encenações de teatro de sombra completam o espetáculo.

No repertório, estão ainda A Ponte do Rio Kwai, Luzes da ribalta, Cantando na chuva, Casablanca, O Mágico de Oz, A noviça rebelde, E o vento levou, Moon River, Em algum lugar do passado, A primeira noite de um homem, Butch Cassid and Sandance Kid, Perdidos na noite, Hair, Uma mulher para dois e Diários de motocicleta.

Seguimos a tradição de pesquisar novas linguagens e possibilidades musicais e cênicas e compusemos um espetáculo com canções representativas de filmes importantes da história do cinema mundial”, define Fentanes.

25/02

Terça – 19h30

$80

Livre

AS MÃOS SUJAS

Depois de uma bem-sucedida temporada no Sesc Ipiranga, a versão de José Fernando Peixoto de Azevedo para As Mãos Sujas, do filósofo, crítico e escritor Jean-Paul Sartre (1905-1980), reestreia no dia 7 de fevereiro no CCSP – Centro Cultural São Paulo. O elenco traz Gabriela Cerqueira, Georgina Castro, Paulo Balistrieri, Paulo Vinícius, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Vinicius Meloni, além do músico Ivan Garro e do câmera Yghor Boy.

A montagem, que foi indicada ao prêmio APCA 2019 (Associação Paulista de Críticos de Arte) nas categorias de melhores espetáculo e ator, conta a história de um jovem intelectual que decide matar o líder de seu partido após este propor uma aliança com conservadores.

A encenação de Azevedo estabelece diálogo entre o teatro e o cinema, à medida que imagens captadas ao vivo por uma câmera são projetadas em um telão que é posicionado em vários lugares no palco. “Em seus deslocamentos espaciais, a câmera de fato contracena com os atores. Ela assume uma função de saturar as suas presenças e intensificar planos”, conta o diretor.

A escolha por esses recursos cinematográficos é inspirada no filme Terra em Transe, uma das obras-primas do cineasta Glauber Rocha, lançada em 1967, cuja estética também inspirou os figurinos e as músicas executadas ao vivo por Ivan Garro. A trilha sonora sobrepõe sonoridades presentes no filme a outras que foram pensadas a partir do texto de Sartre.

José Fernando Peixoto de Azevedo conta que o desejo de montar esse texto  surgiu há mais de uma década, em meio a pesquisas feitas em conjunto com a companhia Teatro de Narradores  (1997-2016) sobre engajamento político nas artes, que contemplava textos do francês, de Glauber Rocha, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini.

O espetáculo elabora o que o diretor nomeia como “deslizamentos temporais”, de modo que a cena transita entre 1943 (ano em que Sartre situa a ação), o presente e interrogações a um futuro próximo. Com esses deslizamentos temporais, a peça discute questões como o conceito de um partido político, o sentido e as consequências das alianças com forças conservadoras e guerra ideológica que vivemos nos dias de hoje.

O diretor complementa que a reflexão também se estende para as condições que o engajamento político impõe a um indivíduo. “Quais são as alianças necessárias para a sobrevivência da esquerda e qual é a real necessidade disso?”, questiona-se.

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As Mãos Sujas

Com Gabriela Cerqueira, Georgina Castro,  Paulo Balistrieri, Paulo Vinícius, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Vinicius Meloni

CCSP – Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, Paraíso – São Paulo)

Duração 180 minutos

07/02 a 01/03 (não haverá sessão 21 a 23/02

Sexta a Domingo – 20h

$20

Classificação 14 anos.

DONNA SUMMER MUSICAL

Apresentado pelo Ministério da Cidadania e pela Zurich Santander Seguros e Previdência, o musical “DONNA SUMMER MUSICAL”  que estreou na Broadway  em março de 2018, com enorme sucesso de público e crítica, chega finalmente ao Brasil em uma grande produção no Teatro Santander, tendo como protagonistas as atrizes Jeniffer Nascimento, que interpreta a diva no auge da carreira – Disco Donna –  e Karin Hils, como Diva Donna.

Com a direção geral de Miguel Falabella e direção musical de Carlos Bauzys,o espetáculo é mais uma realização da Atual Produções e da Bárbaro!, responsáveis, entre outros, pelos musicais We Will Rock You Brazil, Alegria Alegria, Hebe, O Musical e Zorro – Nasce uma lenda, recentemente em cartaz no 033 RoofTop.

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Uma das maiores e mais carismáticas artistas da história da música contemporânea mundial, com uma voz de alcance invejável, Donna Summer é sem dúvida uma das maiores cantoras da história, tendo recebido os títulos de “Rainha da Disco Music” e “Rainha da Dance Music”. Em toda sua carreira, ganhou 5 prêmios Grammy, vendeu mais de 200 milhões de discos e foi a primeira artista a ter três álbuns duplos consecutivos a atingir o primeiro lugar nas paradas da Billboard nos Estados Unidos. Em 1978, a artista ainda ganhou um Oscar de Melhor Canção Original com seu single “Last Dance”, da trilha sonora de “Até Que Enfim É Sexta-Feira”.

Com texto original de Colman DomingoRobert Cary Des McAnuff e músicas de Donna SummerGiorgio Moroder Paul Jabara, o musical retrata a vida eletrizante da diva, seus amores tempestuosos e hits planetários que a fizeram uma das mais importantes personalidades da história da música mundial, mostrando três fases de sua trajetória: Jovem Donna,na pré-adolescência, Disco Donna no auge do sucesso e nos seus 50 anos, já no topo de sua carreira, Diva Donna.

 

Na trilha sonora do espetáculo, que aborda temas como o racismo, igualdade de gênero e empoderamento feminino, estão os sucessos mundiais da grande estrela, músicas que já fazem parte do inconsciente coletivo das pessoas, como “I feel love”, “Love to love you baby”, “MacArthur Park”, “On the Radio”, “Bad Girls”, “She works hard for the money”, “Hot Stuff” e “Last Dance” para citar algumas!

Em dezembro do ano passado foram realizados vários dias de audições e centenas de candidatos passaram frente à bancada montada pelo diretor Miguel Falabella para escolher o restante do elenco do musical. As audições deram rostos e vozes ao demais personagens, que serão vividos por Edson Montenegro, André Loddi, Marcel Octavio, Amanda Vicente, Vanessa Mello, Leticia Nascimento, Tiss Garcia, Joyce Cosmo, Leilane Teles, Mariana Saraiva, Debora Polistchuck, Mariana Gomes, Rafael Machado, Rafael Leal, Daniel Caldini, Ygor Zago, Lucas Nunes, André Luiz Odin, Renato Bellini, Andrezza Medeiros e Fernando Marianno.

donna-summe-amanda-souza-credito-jairo-goldflusNas audições também foi escolhida a terceira atriz que irá viver a personagem título, na fase mais jovem de sua vida: Amanda Souza, uma paulista de São Caetano do Sul, de 26 anos, com formação em piano clássico, canto erudito e passagem pela Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Depois de participar das montagens de A Flauta Mágica, L’Élixir d’Amour, Sonho de uma Noite de Verão e A Viúva Alegre, no Theatro Municipal de São Paulo, ela mergulhou em aulas de canto para poder se candidatar a uma vaga no elenco do musical, e acabou escolhida para um dos papéis título:

Eu conhecia algumas músicas da Donna, mas estudando mais a fundo vi como o trabalho dela era incrível. Estou muito feliz em participar do musical e ainda dividir o palco com a Karin e a Jeniffer, que são duas profissionais que eu admiro muito. Fazer esse espetáculo me trará muita experiência e aprendizado, e podem apostar: vai ser um uma produção grandiosa!” diz Amanda.

Na ficha técnica do espetáculo, que fará temporada no Teatro Santander de 5 de março 28 de junho, estão, além de Miguel Falabella como diretor geral, Carlos Bauzys assinando a direção musical, Bárbara Guerra a coreografia, Zezinho e Turíbio Santos a cenografia, Richard Luiz o video cenário. A iluminação será de Caetano Vilela, o design de som de Tocko Michelazzo, os figurinos de Theo Cochrane e o visagismo de Anderson Bueno e Simone Momo. A versão brasileira é de Bianca Tadini e Luciano Andrey.

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Donna Summer Musical

Com Karin Hils, Jeniffer Nascimento, Amanda Souza, Edson Montenegro, André Loddi, Marcel Octavio, Amanda Vicente, Vanessa Mello, Leticia Nascimento, Tiss Garcia, Joyce Cosmo, Leilane Teles, Mariana Saraiva, Debora Polistchuck, Mariana Gomes, Rafael Machado, Rafael Leal, Daniel Caldini, Ygor Zago, Lucas Nunes, André Luiz Odin, Renato Bellini, Andrezza Medeiros e Fernando Marianno

Teatro Santander (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)

Duração 100 minutos (sem intervalo)

05/03 a 28/06

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 18h e 21h, Domingo – 16h e 19h

$75/$280

Classificação 12 anos

POR QUE NÃO VIVEMOS?

Após se dedicar à criação de dramaturgias originais, montagens e traduções de autores contemporâneos inéditos, a companhia brasileira de teatro retorna aos clássicos sem perder, no entanto, o caráter de inovação.

Escrita pelo dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904) por volta dos 20 anos, a história do professor Platonov foi descoberta nos arquivos do seu irmão após a sua morte, e publicada em 1923. Inédita no Brasil, a obra recebeu nesta adaptação dirigida por Marcio Abreu o nome Por que não vivemos?. A peça faz duas temporadas em São Paulo, a primeira entre 14 de fevereiro e 01 de março e a segunda temporada entre 20 de março e 19 de abril, no Teatro Cacilda Becker.

A vontade da companhia de montar esse texto vem desde 2009. Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar assinam a adaptação da obra, feita a partir de uma tradução original do russo por Pedro Augusto Pinto e de versões francesas.

Embora não tenha um título oficial, a peça foi publicada em diversos países como Platonov em homenagem a um dos personagens, o professor Mikhail Platonov. Foi somente no final da década de 1990 que a obra ganhou traduções e montagens em diversos teatros da Europa. Em 2017, os atores Cate Blanchett e Richard Roxburgh estrearam uma versão do texto na Em Sidney, na Austrália, com o título de The Present. Giovana conta que o processo de adaptação também contou com atualizações sobre dinâmicas e relações que não fariam tanto sentido de serem postas em cena nos dias de hoje. “Também reduzimos o número de personagens, fizemos cortes e reposicionamos cenas para que os assuntos centrais do texto não fossem perdidos, mas sim condensados“, explica Giovana.

Por ser uma obra sem título oficial, o grupo batizou a peça com uma pergunta chave que está inserida no texto: por que não vivemos como poderíamos ter vivido?. “Essa questão, que se abre para tantas outras, é um pouco a alma dessa peça“, diz Marcio.  “Quando esse texto foi resgatado, não havia capa nem título. Como outras peças em que o personagem principal dá nome ao texto, como Ivanov, se deu esse nome Platonov“, conta Giovana Soar, que ressalta que o título escolhido pela companhia traduz o drama que permeia o espetáculo. “São pessoas que gostariam de estar em outro lugar, mas não fizeram nada para isso. Mostra como a trama da vida vai se desenrolando e as pessoas vão caindo na armadilha de ficar onde estão“.

O diretor complementa ainda que o título estabelece uma dinâmica política ao apontar simultaneamente para o passado que não foi vivido e para uma convocação a um futuro que pode ser construído. Para ele, a encenação busca propor reflexões sobre as singularidades dos sujeitos, a conexão coletiva e uma consciência sobre as diferenças. “Os corpos dos atores se reconheceram na estrutura de um texto escrito no final do século XIX e as dinâmicas estabelecidas nos ensaios fizeram com que ele se atualizasse, conferindo ainda mais força à dimensão política da peça“, conclui.

A peça trata de temas recorrentes na obra de Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e do pequeno que existem em cada um de nós, o legado para as gerações futuras – tudo isso na fronteira entre o drama e a comédia, com múltiplas linhas narrativas. “É o primeiro texto de Tchekhov, um texto muito jovem, mas muito revisitado em diversos países porque tem nele o que depois vem a ser o cerne do Tchekhov“, diz o diretor.

A montagem tem um foco muito específico nas personagens femininas. São elas que causam transformação, que caminham, que querem e mudanças, contravenções e que enfrentam conceitos pré-estabelecidos na sociedade da época” , conta Giovana. A artista complementa que esses traços estavam no texto de Tchekhov, mas foram acentuados na adaptação. Para ela, o olhar do autor causava uma espécie de premonição para os movimentos futuros que se sucederam.

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Por Que Não Vivemos?

Com Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josi Lopes, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan, Rodrigo dos Santos, Rodrigo Ferrarini, Vanderlei Bernardin

Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295, Lapa – São Paulo)

Duração 150 minutos

14/02 a 01/03

Quinta a Sábado – 20h, Domingo – 19h

20/03 a 19/04

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

$30

Classificação 16 anos

AMAR, VERBO INTRANSITIVO

Escrito em 1927 e considerado o primeiro romance do escritor modernista Mário de Andrade (1893-1945), Amar, Verbo Intransitivo ganha uma adaptação teatral com dramaturgia de Luciana Carnieli e direção de Dagoberto Feliz. O espetáculo estreou em maio de 2019 e volta em cartaz no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, para uma temporada às sextas-feiras, às 20h, de 31 de janeiro a 27 de março de 2020.

A trama narra a história da governanta Fräulein Elza (interpretada pela própria Luciana Carnieli), que é contratada por uma família tradicional paulista nos anos de 1920 para fazer a iniciação amorosa e sexual de Carlos (vivido por Pedro Daher), o primogênito herdeiro. A partir desse encontro, os personagens vivem uma relação amorosa, revelando críticas sociais e comportamentais.

Leitor da alma feminina, Mário de Andrade constrói uma protagonista que se destaca por sua multiplicidade. A governanta, professora de línguas, de piano e de amor deixa a terra onde nasceu, a Alemanha, e torna-se sujeito de seu próprio destino em território brasileiro. Uma prostituta alemã inserida na sociedade aristocrática de disfarces. A protagonista, apesar de estar colocada no contexto histórico do início do século XX, é ideal para discutir o constante papel de subordinação da mulher na sociedade burguesa e patriarcal.

Escolhi esse romance porque gosto muito da literatura de Mário de Andrade. Ele construiu uma personagem muito complexa, fascinante, redonda e vertical e eu tive muita curiosidade de me lançar nesse trabalho. Apesar de se passar nos anos de 1920, o romance espelha muito a nossa sociedade atual, na qual a mulher é subordinada ao homem o tempo todo. Por mais que Fräulein tenha sua dignidade e seja intelectualmente e culturalmente superior àquela família, é tratada como um ser inferior – não só pelo fato de ela ser prostituta, mas por ser mulher. Na história, vemos claramente que a sociedade paulistana, a aristocracia e a burguesia não mudaram nada”, revela a atriz Luciana Carnieli, que idealizou a montagem.

A encenação tem como foco central o jogo cênico entre os dois atores, que narram a história e simultaneamente interpretam os personagens. Assim, a linguagem cênica se alterna entre narração e dramatização.

A ação transcorrerá em um cenário que simula um estúdio cinematográfico. As partes dramatizadas acontecerão como se estivessem sendo filmadas, acrescentando mais um degrau à história e à linguagem do espetáculo. Literatura, teatro e cinema se intercalam nessa transposição do romance para o palco.

A criação dos figurinos conta com elementos essenciais e necessários para a construção desse universo. A música e a iluminação também darão suporte para retratar o ambiente de aparências e a sociedade patriarcal em que estão inseridos os personagens.

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Amar, Verbo Intransitivo

Com Luciana Carnieli e Pedro Daher

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 70 minutos

31/01 a 27/03

Sexta – 20h

$50

Classificação 12 anos

CARMEN, A GRANDE PEQUENA NOTÁVEL

O musical Carmen, A Grande Pequena Notável – inspirado na obra homônima de Heloísa Seixas e Julia Romeu e com direção de Kleber Montanheiro – volta aos palcos paulistanos, dia 18 de janeiro, após temporadas de sucesso com todo o público, principalmente o infantil.

Nessa nova fase, agora no Teatro Tuca, o espetáculo com linguagem de Teatro de Revista tem Antonio Fagundes como produtor. “Há anos eu procurava um infantil para produzir. Carmen foi amor à primeira vista. A história dessa icônica mulher é contada de maneira deliciosa e pode (e deve) ser vista por todos os brasileiros” conta o também ator que segue em cartaz no mesmo teatro com a comédia Baixa Terapia e no ar na novela Bom Sucesso.

Amanda Acosta dá vida à portuguesa radicada no Brasil, que completaria 110 anos em 2019, e que virou símbolo do nosso País para todo o Mundo, em cenas que retratam o Rio de Janeiro daquela época, com as rádios em que se apresentou, o cinema brasileiro, Cassino Urca e os filmes de Hollywood – contando essa biografia de maneira leve e colorida, dividindo as cenas com Amanda Acosta, Nábia Vilela, Luciana Ramanzini, Júlia Sanches, Vitor Moresco, Guh Rezende e os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França.

Carmen, A Grande Pequena Notável fica em cartaz no Teatro Tuca de 18 de janeiro a 29 de março. O musical tem sessões aos sábados e domingos às 16h e os ingressos podem ser adquiridos através do site da Ingresso Rápido ou na bilheteria do Tuca.

Sinopse 

O musical conta a história da cantora Carmen Miranda, de sua chegada ao Brasil ainda criança, passando pelas rádios, suas primeiras gravações em disco, pelo cinema brasileiro e o Cassino da Urca, ao estrelato nos filmes de Hollywood. Inspirado no livro homônimo infanto-juvenil de Heloísa Seixas e Julia Romeu, o espetáculo conta e canta para toda a família os 46 anos de vida dessa pequena notável que levou a música e a cultura brasileira para os quatro cantos do mundo.

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Carmen, A Grande Pequena Notável

Com Amanda Acosta, Nábia Vilela, Luciana Ramanzini, Júlia Sanches, Vitor Moresco, Guh Rezende e os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França

Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes – São Paulo)

Duração 70 minutos

18/01 a 29/03

Sábado e Domingo – 16h

$80

Classificação Livre

MARIA E OS INSETOS

Com direção geral de Thaís Medeiros (diretora revelação do ano de 2019 no Prêmio APCA de Teatro Infantil e Jovem), dramaturgia da Companhia Delas de Teatro e com Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld no elenco, “Maria e os Insetos” é o segundo espetáculo da trilogia Mulheres e Ciência, na qual a companhia conta para crianças e adultos histórias de vida de mulheres que mudaram o curso da ciência. O espetáculo estreia dia 1 de fevereiro no Sesc Consolação, às 11h.

Seguindo o mesmo princípio que inspirou o espetáculo “Mary e os Monstros Marinhos”, a vida de Maria Sybilla Merian e seu material de estudo serviram como base para a criação de um espetáculo lúdico, que une uma linda história de vida ao magnetismo da ciência e seus desafios.

Sinopse

No início do século XVII uma mulher decide explorar sozinha as enigmáticas florestas tropicais do Suriname. Lá ela encontra calor, umidade, plantas exóticas e… insetos! O que para alguns era motivo de repulsa, para ela era material de pesquisa. Seu olhar e paciência em acompanhar o processo de metamorfose das borboletas revolucionou a maneira como esses animais foram compreendidos. A vida de Maria nos fala sobre determinação, coragem e persistência.

Um pouco sobre a encenação

A criação da encenação e dramaturgia do espetáculo foram feitas a partir de duas linhas: a vida de Maria Sybilla Merian, suas reviravoltas, desafios e criações; e a vida invisível dos insetos tornada visível pelo trabalho e pela imaginação de Maria. Hoje, mais do que nunca, se sabe da importância dos insetos para a manutenção de qualquer ecossistema. E infelizmente sua gradual diminuição vem preocupando muitos cientistas. A habilidade da cientista e ilustradora ao retratar detalhes em seus desenhos em oposição ao tamanho real dos insetos que ela observava cria uma relação interessante de inversão de perspectiva que foi explorada em cena.

A concretude do trabalho da entomologista está no palco: a persistência, a resiliência diante dos desafios, o talento para registrar artisticamente esse trabalho, a atenção e observação apuradas. Maria, atenta ao maravilhoso mundo que observa, também parece brincar com o lúdico, seus desenhos, que podem ter parecido vir de sonhos malucos, possibilitaram que muitos pudessem enxergar o que antes era invisível.

Quem foi Maria Sibylla Merian

Maria_Sibylla_Merian_portrait_colorsNascida na Alemanha em 1647, Maria Sibylla Merian combinou ciência e arte para se tornar uma das maiores ilustradoras científicas de todos os tempos. Desde jovem, ela começou a coletar insetos para estudar seu comportamento. O padrasto ensinou-a a pintar, habilidade que ela usou para ilustrar os diferentes estágios da vida de seus insetos favoritos. Maria se interessava especialmente pelas borboletas. Na época, ninguém entendia realmente a conexão entre as lagartas e as borboletas. Em 1679, ela publicou um livro sobre metamorfose, repleto de anotações científicas e ilustrações.

A partir daí, a vida de Maria mudou drasticamente. Ela deixou o marido e levou a mãe e suas duas filhas para a Holanda. Elas se juntaram a um grupo religioso estrito que tinha laços com uma colônia holandesa na América do Sul, o Suriname. O grupo religioso mal administrado acabou se desfazendo, mas o interesse de Maria pelo Suriname permaneceu. Aos 52 anos de idade, curiosa a respeito dos novos insetos, Maria desbravou as florestas da América do Sul. Ela documentou insetos nunca vistos antes e enfrentou os perigos da chuva e do calor. Infelizmente, a viagem terminou antes do previsto, pois ela contraiu malária e teve que voltar à Europa. Mas ela já tinha feito as ilustrações de que precisava para criar seu maior livro. “A metamorfose dos insetos do Suriname” foi publicado em 1705 e se tornou um sucesso em toda a Europa. O trabalho de Maria ajudou os cientistas futuros a classificar e entender os insetos. Suas ilustrações belas e detalhadas surpreendem e ensinam pessoas até hoje.

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Maria e os Insetos

Com Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld

SESC Consolação (R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 60 minutos

01 a 29/02 (22, 24 e 25/02 – sessões às 15h)

Sábado – 11h

$20 ($6 – credencial plena / Grátis crianças até 12 anos)

Classificação Livre