UM PANORAMA VISTO DA PONTE

Arthur Miller (1915-2005) é considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Ao longo de sua extensa carreira escreveu diversas peças que foram premiadas, analisadas e montadas em todo o mundo. Peças que revelam insights profundos e humanos que marcaram toda a sua obra dramática. Um Panorama Visto da Ponteé uma peça em dois atos escrita inicialmente em 1955 e reescrita em 1956. Recebeu recentemente, em 2016, premiadas montagens de sucesso em Nova Iorque e Londres. Com direção de Zé Henrique de Paula tem sua segunda montagem no Brasil, para temporada de 4 meses no Teatro Raul Cortez – Fecomércio em São Paulo, com mais 48 apresentações, todas seguidas de bate papo entre elenco e plateia. Em 2019, a peça segue em turnê nacional.

Assim como em outras peças de Miller, o texto aborda a sociedade moderna ao mesmo tempo em que oferece uma visão crítica do modo de vida desta sociedade. Ao tema da imigração, da solidariedade social, da fidelidade a um código de honra, se entrelaça o da intolerância. A peça foi saudada como obra-prima e montada em Londres, Paris e São Paulo, numa montagem histórica no Teatro Brasileiro de Comédia, em 1958, que trazia Leonardo Villar, Miriam Mehler, Nathália Timberg e Sérgio Britto no elenco.

A ação se passa em Nova Iorque e, narrada pelo advogado Alfiere, a peça conta a história de um casal de imigrantes italianos – Eddie Carbone, um trabalhador das docas do Brooklyn, e a dona de casa Beatrice. Os dois criam a sobrinha órfã de Beatrice, a jovem Catherine. O conflito se estabelece quando a família recebe dois primos italianos de Beatrice, Marco e Rodolfo, que estão imigrando ilegalmente para os Estados Unidos. A partir deste encontro o “sonho americano” fica ameaçado e todas as emoções antes camufladas começam a eclodir. Eddie então tomará uma atitude que marcará a sua vida e de todos que o rodeiam.

Em cena duas gerações de atores consagrados, Rodrigo Lombardi e Sérgio Mamberti, em um grande texto do teatro. Unido ao carisma de consagrados atores um texto de excelência com a sofisticação e profundidade, defendidas por Arthur Miller, de um teatro acessível ao grande público, que disperta emoções comuns a todos. Independentemente de condição social ou intelectual, suas peças tocam profundamente quem as assiste. “Clássico é o texto que resiste ao tempo, que permanece atual e capaz de nos fazer refletir e perceber que, bem ou mal, somos falhos, somos frágeis e somos humanos”, comenta Rodrigo Lombardi. Sergio Mamberti relembra, “acompanhei a montagem e assisti à peça no TBC. Foi um acontecimento, um marco no teatro, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. Sempre tive convicção de que precisávamos remontá-la”.

O teatro de Miller transmite ao seu espectador a convicção de que há uma verdade a ser investigada e descoberta e de que isto só é possível mediante o mergulho analítico nas experiências históricas e coletivas do passado. “Os clássicos são obras perenes não por acaso. Em geral, seus temas reverberam por muito tempo no seio da sociedade, independente de época e lugar. As peças de Arthur Miller são dessa lavra – falam das nossas paixões primais, da atualíssima ideia de delação, das delicadas questões de imigração, de identidade nacional e, acima de tudo, da pulsão de amor e morte que já foi o motor do teatro em inúmeras épocas da História. Dirigir Um Panorama Visto da Ponte é um privilégio para qualquer diretor. Minha abordagem é estripar a peça de sua casca naturalista e ir ao âmago da tragédia, transformando o palco numa arena para as ideias tão brilhantemente urdidas por Miller, colocando a palavra em primeiro plano e dando forma a uma história que se passa nas docas de Nova York em meados do século XX, mas que poderia ser muito bem a história da família de cada um de nós”, afirma Zé Henrique de Paula.

 

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Um Panorama Visto da Ponte

Com Rodrigo Lombardi, Sergio Mamberti, Antonio Salvador, Bernardo Bibancos, Gabriel Mello, Gabriella Potye, Patricia Pichamone, William Amaral

Teatro Raul Cortez – FECOMERCIO (Rua Dr. Plínio Barreto 285 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 100 minutos

03/08 até 25/11

Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 18h

$80

Classificação 14 anos

EXPRESSO BRASILEIRO

Vice-campeão da primeira temporada de Popstar, reality da rede Globo, Claudio Lins apresenta seu show Expresso Brasileiro dia 15 de agosto, quarta-feira, 21h, no Theatro Net São Paulo, na Vila Olímpia.
 
Novo projeto é fruto da experiência vivida durante o programa em que interpretou clássicos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Djavan, João Bosco, Aldir Blanc, Baden Powell, Vinícius de Moraes, Alceu Valença, Edu Lobo e, claro, seu pai Ivan Lins e o parceiro e Vítor Martins.
 
Com arranjos novos e contemporâneos, show apresenta repertório que inclui Expresso 2222, Canto de Ossanha, Lembra de Mim, Tropicana, Corsário, Oceano, Fora da Ordem, Ponteio, Volte para o seu lar, Lotação Esgotada, DDD, Impaciência (gravada por Luciana Mello), Por toda vida, gravada também pela cantora Maria Rita e trilha sonora da novela Avenida Brasil, entre outras músicas que marcaram a carreira musical dos dois álbuns lançados pelo cantor: Um e Cara.
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Expresso Brasileiro
Com Claudio Lins
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 100 minutos
15/08
Quarta – 21h
$50/$120
Classificação 12 anos

CAIXA DE MEMÓRIAS

Com 27 anos de existência, a veterana Companhia Razões Inversas está em cartaz com seu novo trabalho, Caixa de Memórias, a partir do texto inédito de José Eduardo Vendramini, no Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho. Encenado por Marcio Aurelio, o espetáculo tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos às 20h. O elenco é formado por Walter Bedra, Denise Del VecchioPaulo Marcello,Samanta Precioso, Gonzaga Pedrosa, Laís Marques e Carolina Fabri.

O texto trata da formação dos núcleos familiares na virada do século XX, responsáveis pela criação e montagem das cidades e de seus redutos com as diferentes células, que dão forma à figura do homem nostálgico brasileiro. São homens oriundos de diferentes pontos que trazem no peito uma dor à qual não sabem nomear: saudade é a argumentação da busca. Faz o elogio das raízes familiares profundas, que tanto norteiam as relações pessoais através do tempo quanto as problematizam. Nesse sentido, não haveria família que não fosse o resultado – aceito ou rejeitado – de grandes princípios genéticos, éticos e emocionais. Esta peça trata das heranças profundas – por vezes doloridas – que a Arte pode transformar em compartilhamento familiar e social.

O personagem principal é o tempo. A “Caixa de Memórias” é como uma câmera fotográfica que registra os que se vão, e também uma tumba, onde se processam as cerimônias rituais da deposição dos restos mortais dos familiares. O objetivo da encenação é tomar o texto como micro-organismo da peça para desenvolver e ampliar seu discurso interno, dando sustentação ao projeto poético do espetáculo.

O texto que servirá como base – pois está ligado à grande transformação da cena do fim do século XIX e início do século XX – trata da colocação do homem em nova sociedade, no grande movimento em transformação, a dimensão temporal. Aqui mora o trágico dos tempos modernos: o tempo e a velocidade, e a grande transformação social.

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Caixa de Memórias

Com Walter Breda, Denise Del Vecchio, Paulo Marcello, Samanta Precioso, Gonzaga Pedrosa, Laís Marques e Carolina Fabri

Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)

Duração 100 minutos

22/06 até 29/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h

$20 (grátis para pessoas com deficiência)

Classificação 14 anos

SILHUETAS

Todas as marcas e vivências que há mais de três décadas tecem a história da polivalente atriz e cantora Kiara Sasso, grande estrela do teatro musical brasileiro, se reúnem em uma nova apresentação de seu show solo “Silhuetas“, uma verdadeira viagem pelos inesquecíveis momentos de sua carreira, marcada para 26 de junho, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo.

Produzido pela O Alto Mar Produções, comandada por Kiara Sasso e Lázaro Menezes, o projeto, que nasceu como uma grande comemoração de 30 anos da trajetória da artista nos palcos e também no cinema através da dublagem, foi apresentado pela primeira vez há pouco mais de um ano, passando por São Paulo e Rio de Janeiro, onde conquistou um público diverso e despertou nos aficionados por musicais um saudosismo especial com a ajuda de um roteiro divertido e um setlist emocionante cheio de clássicas canções de suas personagens mais icônicas como Bela de “A Bela e a Fera”, Donna de “Mamma Mia, Maria de “A Noviça Rebelde”, Christine de “O Fantasma da Ópera”, e Ariel de “A Pequena Sereia” – a quem emprestou sua voz nas canções da animação que foi redublada em 1997.

O sucesso da jornada da atriz junto ao público traz “Silhuetas” de volta aos palcos para um show repleto de novidades e que dará espaço para outras silhuetas se revelarem. Em um novo momento, Kiara Sasso relembra grandes parcerias de palco e convida Saulo Vasconcelos, com quem contracenou em sete produções e formou cinco casais, Kacau Gomes e Li Martins, para relembrar icônicas personagens e inesquecíveis canções. Sem deixar de lado alguns momentos da temporada de 2017, que relembraram desde sua infância até os dias de hoje, a apresentação cheia de frescor e com muitas surpresas trará não só novidades no roteiro – escrito e dirigido por Lázaro Menezes, com quem divide o trabalho e a vida –, como também números inéditos, incluindo um momento de “As Aventuras de Poliana”, nova novela do SBT em que integra o elenco como Alice, mãe da protagonista.

Acompanhada por cinco músicos e sob a direção musical de Guilherme Terra, o show conta ainda com figurinos de Geraldo Couto, o visagismo de Anderson Bueno, o design de luz de Xuxa e de som de Alexandre Japa.

Silhuetas

Com Kiara Sasso e participações de Kacau Gomes, Li Martins e Saulo Vasconcelos

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elísios, São Paulo)

Duração 100 minutos

26/06

Terça – 21h

$80/$100

Classificação Livre

 

A PROFISSÃO DA SRA. WARREN

Com diálogos ácidos e brilhantes, a tragicomédia A Profissão da Sra. Warren, do irlandês Bernard Shaw, considerado um dos maiores dramaturgos de língua inglesa ganha uma nova encenação com direção de Marco Antônio Pâmio e tradução da atriz Clara Carvalho.

A trama começa em uma casa de campo em Surrey, que a jovem e inteligente Vivie Warren (Karen Coelho) alugou para estudar direito. Com apenas 22 anos, a menina foi criada longe de casa e estudou nos melhores colégios e frequenta a Universidade de Cambridge. Por isso, ela não conviveu com a mãe, Sra Warren (Clara Carvalho).

Neste lugar, Vivie recebe a visita de amigos da mãe que não conhecia, como o arquiteto Praed (Mário Borges), um tipo romântico e esteta; o jovem de moral duvidosa Frank Gardner (Caetano O’Maihlan), que logo se enamora da moça; o barão milionário Sir. George Crofts (Sergio Mastropasqua); e o reverendo Samuel Gardner (Cláudio Curi), pai de Frank, o mais velho conhecido da Sra. Warren, cujo passado esconde uma chocante revelação.

Entre discussões fervorosas e bem-humoradas sobre o enriquecimento, a hipocrisia social e os paradoxos morais, a filha descobre que sua educação refinada foi financiada por uma rede internacional de bordéis comandada pela Sra. Warren. A mãe entrou para essa vida por necessidade, mas, no final das contas, torna-se uma bem-sucedida empresária do ramo e trabalha por puro prazer.

Escrita entre 1893 e 1894, “A Profissão da Sra. Warren” foi proibida de ser encenada na Inglaterra e nos Estados Unidos no começo do Século 20. “A peça tem um caráter transgressor, com discussões muito à frente de seu tempo, principalmente no que tange ao papel da mulher na sociedade. Shaw nos fala do hoje tão discutido ‘empoderamento feminino’ quando esse tipo de debate era impensável na época. Ele nos fala de ‘uma nova mulher’: independente, ‘dona do seu nariz’, com opinião e personalidade próprias. Na época da peça, as mulheres sequer podiam votar”, comenta Pâmio.

A montagem assume a opção estética de deslocar a ambientação da trama, que foi escrita na última década do século 19, para os anos de 1950. “Manter a encenação fiel à época original nos faria correr o risco de soar anacrônicos diante de tantas conquistas da mulher durante este século e pouco que nos separa da época em que a peça foi escrita e os dias de hoje. Trazer a história para a atualidade também soaria estranho. Assim, a década de 1950 nos situa nesse terreno intermediário, quase ‘pré-feminista’. Estamos falando de assuntos bastante espinhosos, mas ainda num contexto ‘de época’“, acrescenta.

Essa mudança de contexto implica mudanças na cenografia e figurino. “Os figurinos seguirão essa tendência de uma maneira bastante fiel. O texto possui quatro atos, sendo que nenhum deles acontece no mesmo ambiente. Para evitar a quebra da fluência na narrativa através de trocas de cenário durante os entreatos, optamos por uma cenografia mais neutra e abstrata, em que os ambientes são mais sugeridos do que traduzidos de maneira realista. A trilha sonora preencherá os climas de tensão e distensão da trama, alicerçada fundamentalmente nos embates verbais entre os personagens e as ideias que eles defendem, através não só de temas musicais mas também de outras sonoridades”, comenta o diretor.

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A Profissão da Sra. Warren

Com Clara Carvalho, Karen Coelho, Caetano O’Maihlan, Cláudio Curi, Mario Borges e Sergio Mastropasqua

Auditório MASP (Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 100 minutos

11/05 até 22/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h

$30/$50

Classificação 12 anos

 

FOREVER YOUNG

Sucesso de público, em cartaz desde 2016 e indicado aos principais prêmios em 2017, a comédia musical Forever Young chega ao Teatro Porto Seguro para temporada de 30 de maio a 5 de julho, com sessões às quartas e quintas, às 21h.

No elenco, Nany People, Saulo Vasconcelos, Janaina Bianchi, Rodrigo Miallaret, Felipe Catão e Carol Bezerra. Miguel Briamonte  Rafael Marão se revezam ao piano. A direção é Jarbas Homem de Mello, tradução e adaptação de Henrique Benjamin e direção musical de Miguel Briamonte.

De forma poética e bem-humorada, Forever Young aborda a vida de seis grandes atores que representam a si mesmos no futuro, quase centenários. Apesar das dificuldades eles continuam cantando, se divertindo e amando. Tudo acontece no palco de um teatro, que foi transformado em retiro para artistas, sempre sob a supervisão de uma enfermeira. Quando ela se ausenta, os simpáticos senhores se transformam e revelam suas verdadeiras personalidades através do bom e velho rock’n’roll e mostram que o sonho ainda não acabou e que eles são eternamente jovens.   

A comédia musical consegue relatar não apenas o problema da exclusão social na “melhor idade”, mas também aborda questões sobre a velhice com muito humor e músicas que marcaram várias gerações. Os hits são sucessos do rock/pop mundial de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 90. Músicas que são verdadeiros hinos como I Love Rock and RollSmells Like a Teen SpiritI Wil SurviveI Got You BabeRoxanneRehabSatisfactionSweet DreamsMusicSan FranciscoCalifornia DreaminLet It BeImagine, e a emblemática Forever Young. Já o repertório nacional conta com canções como Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás de Raul Seixas, Do Leme ao Pontal de Tim Maia e Valsinha de Chico Buarque.

 

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Forever Young
Com Nany People, Saulo Vasconcelos, Janaina Bianchi, Rodrigo Miallaret, Felipe Catão e Carol Bezerra.
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 100 minutos
30/05 até 05/07
Quarta e Quinta – 21h
$50/$70
Classificação 10 anos

FOREVER YOUNG

De forma poética e bem-humorada, Forever Young aborda a vida de seis grandes atores que representam a si mesmos no futuro, quase centenários. Apesar das dificuldades eles continuam cantando, se divertindo e amando. Tudo acontece no palco de um teatro, que foi transformado em retiro para artistas, sempre sob a supervisão de uma enfermeira. Quando ela se ausenta, os simpáticos senhores se transformam e revelam suas verdadeiras personalidades através do bom e velho rock’n’roll e mostram que o sonho ainda não acabou e que eles são eternamente jovens.

A comédia musical consegue relatar não apenas o problema da exclusão social na “melhor idade”, mas também aborda questões sobre a velhice com muito humor e músicas que marcaram várias gerações. Os hits são sucessos do rock/pop mundial de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 90. Músicas que são verdadeiros hinos como I Love Rock and RollSmells Like a Teen SpiritI Wil SurviveI Got You BabeRoxanneRehabSatisfactionSweet DreamsMusicSan FranciscoCalifornia DreaminLet It BeImagine, e a emblemática Forever Young. Já o repertório nacional conta com canções como Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás de Raul Seixas, Do Leme ao Pontal de Tim Maia e Valsinha de Chico Buarque.

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Forever Young
Com Nany People, Saulo Vasconcelos, Janaina Bianchi, Rodrigo Miallaret, Marcos Lanza, Carol Bezerra e Rafael Marão
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 100 minutos
30/05 até 05/07
Quarta e Quinta – 21h
$50/$70
Classificação 10 anos