AUTOBIOGRAFIA AUTORIZADA

Depois de passar por várias cidades do Brasil, o ator Paulo Betti estreiou o monólogo Autobiografia Autorizada, no dia 11 de agosto(sexta-feira, às 21h30), no Teatro Vivo, em São Paulo. O espetáculo, dirigido pelo próprio ator em parceria com Rafael Ponzi, comemora os 40 anos de carreira de Paulo, que também assina o texto. A montagem está em turnê pelo Brasil por meio do projeto Vivo EnCena.

No palco, Betti interpreta, com muito humor, histórias que viveu e ouviu na infância e adolescência. São passagens que ficaram registradas em sua memória e em anotações que fazia sobre tudo que acontecia à sua volta, em busca de compreender a própria vida. Os textos eram anotados em grandes blocos onde também fazia colagens de fatos da época. Este “livro” de memórias compõe a cena do espetáculo.

A história de Paulo Betti (64 anos) começou no mundo rural onde o avô, um imigrante italiano, trabalhava como meeiro para um fazendeiro negro, em Sorocaba, SP. “Eu via a fazenda da perspectiva da senzala”, relembra. Sua mãe, uma camponesa analfabeta, ao se mudar para a cidade, trabalhou como empregada doméstica, para criar os 15 filhos (Paulo é o décimo quinto, temporão, com 10 anos de diferença de do irmão mais novo). Seu pai era esquizofrênico. Apesar disso, Paulo estudou em boas escolas, cursou um Ginásio Industrial em tempo integral, se formou pela Escola de Arte Dramática da USP e foi professor na Unicamp.

O testemunho do ator, autor e diretor, que interpreta pai, mãe, avó e muitos outros personagens da própria vida, brinda o público com uma peça emocionante. Com bom humor, poesia e dor, Paulo mergulha na vida dessas personagens de sua história e emerge com uma peça edificante que reafirma a importância do ensino publico e do trabalho social para a valorização do ser humano.

Segundo Paulo Betti, lendo as anotações que fez no decorrer de quase uma vida inteira, chegou à conclusão que, todo o tempo, preparava-se para revelar as extraordinárias condições que o levaram a sobreviver e a contar como isso aconteceu. “Minha fixação pela memória da infância e adolescência, passada num ambiente inóspito e ao mesmo tempo poético, talvez mereça ser compartilhada no intuito de provocar emoção, riso, entretenimento e entendimento”, comenta o artista.

Entre as lembranças vividas em Autobiografia Autorizada, estão os momentos em que ouvia radionovelas enquanto ajudava a mãe na tarefa de passar roupas (ela também desempenhava esta função para completar o orçamento). “Lembro-me bem de Adoniran Barbosa na pele de Charutinho em Histórias das Malocas”, relembra o ator. A história do irmão cavaleiro que dormiu montado no cavalo, a memória da carrocinha que recolhia cachorros de rua, os momentos como funcionário do Hospital Votorantim e a descrição do cardápio do bandejão do Centro Residencial da USP, também estão entre as histórias do espetáculo. E não poderiam ficar de fora fatos curiosos dos bastidores da televisão e do cinema, além da revelação sobre o beijo na TV: afinal, ele é técnico ou real?

A encenação é calcada na interpretação e na força do texto. Além da iluminação e do figurino, belas projeções de vídeo integram a ambientação cênica. O ator também manipula alguns objetos como a faca pontiaguda que sua avó usava para matar o porco e o pião que fazia girar quando criança.

Paulo Betti busca inserir o espectador na história, antes mesmo de entrar em cena. Ainda no saguão, o ator se aproxima do público que, ao entrar no teatro, é envolvido pela trilha sonora com músicas dos anos 60 e 70. Assim, inicia-se a cumplicidade entre o artista e sua plateia.Autobiografia Autorizada é um amalgama do Brasil profundo, inspirada pela inusitada historia de superação de Paulo, que percorre o trajeto riquíssimo da roça à cidade, contando um pouco da historia da Imigração Italiana no Brasil.

Paralelamente ao espetáculo, Paulo produziu e dirigiu um novo longa-metragem que será lançado em breve. Trata-se de A Fera na Selva, baseado na obra do escritor norte-americano Henry James, no qual também atua ao lado de Eliane Giardini. O filme é uma adaptação para o cinema do espetáculo que ele encenou com a atriz e ex-mulher, em 1992, que lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator. As filmagens foram realizadas em Sorocaba, sua cidade natal onde conheceu Eliane.

 

Autobiografia Autorizada
Com Paulo Betti
Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460. Vila Cordeiro. São Paulo)
Duração 110 minutos
11/08 até 01/10
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 18h
$50
Classificação 12 anos

BACK2ITALIA

“Back2Italia”, apresentação do projeto “Davi Não Vê Estrelas” celebra os 60 anos do amor que o brasileiro (e o mundo) tem pelas canções pop italianas. Seguindo uma linha do tempo, de 1957 até hoje, mais de 40 canções italianas que embalaram a história de amor de muita gente no Brasil.

De Domenico Modugno e Peppino di Capri, passando por surpresas como Roberto Carlos, Zizi Possi e outras curiosidades (um dos maiores sucessos da carreira de uma das maiores cantoras da MPB é versão de uma música italiana), sem esquecer da era dos tenores (Pavarotti, Bocelli) e dos contemporâneos Eros Ramazzotti, Laura Pausini e Tiziano Ferro, retrabalhando ainda canções que fizeram sucesso na trilha de novelas e filmes brasileiros e estrangeiros.

Visualmente, pequenas mudanças no figurino e visagismo, além de textos curtos, vão acompanhando a evolução dos sucessos italianos. A sonoridade é aquela que se pode esperar de um projeto com a marca Davi Não Vê Estrelas, um projeto luso brasileiro com repertório totalmente acústico e versões particulares de grandes sucessos na voz envolvente de Davi Amarante.

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Back2Itália
Com Davi Amarante
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 110 minutos
05/09
Terça – 21h
$60/$100
Classificação Livre

 

ENQUANTO AS CRIANÇAS DORMEM

Estreia no dia 31 de maio, no Teatro Aliança Francesa, a nova produção da Applauzo e Lugibi, o espetáculo Enquanto as Crianças Dormem, inaugurando o novo horário de peças no Teatro, às quartas e quintas, às 20h30.

Nesse novo texto, um antimusical tragicômico, Dan Rosseto em que também assina a direção, discute o que o ser humano seria capaz de fazer para realizar os seus sonhos.

Enquanto as Crianças Dormem, conta a história de Kelly (Carol Hubner) uma fã do musical O Mágico de Oz, que trabalha como atendente de uma rede de fast-food e sonha em imigrar para a América e se tornar uma atriz de musical na Broadway.

Sem perspectivas para realizar o seu desejo, a mulher fantasia sua rotina transformando em números musicais momentos da sua vida: um dia difícil na lanchonete se torna um show onde ela é a grande estrela. Mas como a vida não sorri para a mulher, à medida que a história avança ela acumula experiências ruins, fazendo com que os sonhos se transformem em pesadelos terríveis.

Num inusitado encontro no supermercado, Kelly vê uma possibilidade de transformar o seu sonho em realidade ao conhecer Ellen (Carolina Stofella), uma mulher disposta a financiar passagem, passaporte e dólares para bancar as suas despesas na América.

Mas qual será o preço a pagar? E se há um preço, o que pode acontecer quando alguém muda por completo a sua vida e embarca numa jornada sem redenção? Kelly e Ellen, serão cúmplices ou inimigas? E você, estaria disposto a tudo para realizar um sonho?

O elenco além das atrizes Carol Hubner e Carolina Stofella, conta com os atores, Diogo Pasquim, Haroldo Miklos, João Sá, Juan Manuel Tellategui, Roque Greco e Samuel Carrasco. A peça terá trilha sonora original composta pelo cantor, ator e compositor Fred Silveira.

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FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: Dan Rosseto

Assistente de direção: Diogo Pasquim

Elenco: Carol Hubner, Carolina Stofella, Diogo Pasquim, Haroldo Miklos, João Sá, Juan Manuel Tellategui, Roque Greco e Samuel Carrasco

Direção de produção: Fabio Camara

Produção executiva: Roque Greco

Trilha sonora original: Fred Silveira

Letras originais: Dan Rosseto

Figurinos: Kleber Montanheiro

Assistente de figurino: Marina Borges

Cenário e adereços: Luiza Curvo

Cenotécnico: Domingos Varela

Desenho de luz: César Pivetti e Vania Jaconis

Preparação de elenco: Amazyles de Almeida

Direção de movimentos e coreografias: Alessandra Rinaldo e João Sá

Operador de luz e som: Jackson Oliveira

Designer gráfico: André Kitagawa e Francine Kunghel

Fotos: Leekyung Kim

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Applauzo Produções e Lugibi Produções Artísticas

SERVIÇO: 

LOCAL: Teatro Aliança Francesa, Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque. 226 lugares+ 04 PNE. (Estacionamento conveniado em frente)

DATA: 31/05 até 27/07 (Quartas e Quinta às 20h30)

INFORMAÇÕES: 3572 2379 e www.teatroaliancafrancesa.com.br

INGRESSOS: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)

DURAÇÃO: 110 min

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

ENTRE VÃOS

O espetáculo foi contemplado pela 29ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e conta com a direção de Luiz Fernando Marques, o coletivo teatral A Digna reestreia o espetáculo Entre Vãos no dia 1º de abril, sábado, às 15 horas. A peça propõe uma experiência teatral que começa antes mesmo da cena.

Pelo site do espetáculo www.adigna.com/entrevaos, o público escolhe o local e a personagem que deseja acompanhar: uma balconista que trabalha numa loja de paletas mexicanas na Santa Cecília; um livreiro de um sebo no Anhangabaú; ou uma mulher, conhecida como Anjo de Corredor (pessoa que guiava os moradores nas dependências do antigo edifício São Vito, normalmente sem luz elétrica, até seus apartamentos), que mora próxima ao metrô Marechal Deodoro.

A quarta personagem é Walkyria Ferraz, uma espécie de empreendedora comercial que passa por todas as histórias.

A montagem propõe uma experiência cênica pulverizada que transita entre fronteiras de linguagens, oferecendo ao espectador um encontro vivo com histórias reais, ficcionais e paisagens paulistanas.

Durante o processo, A Digna mergulhou na realidade do Edifício São Vito, um prédio de arquitetura modernista, popularmente conhecido por Treme-Treme, que foi concebido como opção de moradia popular na baixada do Glicério e acabou demolido em 2011.

No site do espetáculo, as personagens fazem um convite ao espectador por meio de vídeos. As cenas, imagens e textos funcionam como prólogo da peça e dão pistas sobre as histórias. Após finalizar a compra do ingresso, o espectador recebe um e-mail com orientações e o endereço para o ponto de encontro próximo a cada história.

No ponto de encontro marcado, cada grupo, formado por até 15 pessoas, caminha para os locais onde se desenrola cada história individual. Após o término dessa cena, os espectadores são convidados a acompanhar sua personagem em um percurso a pé e por meio de transporte coletivo até outro ponto da cidade. No trajeto, o público é guiado por um áudio composto de músicas e textos que sugerem colagens entre sons, a história contada e as paisagens do caminho. Ao fim do percurso, as quatro personagens e os três grupos de espectadores se encontram para a cena final.

Para sincronizar as ações, o uso da tecnologia é determinante, por isso a parceria com o coletivo Um Cafofo – Núcleo de criação artística que mescla variadas vertentes das artes e das tecnologias em suas obras – que propõe novas camadas de fruição, além de estabelecer os elos entres as cenas.

O desafio do diretor Luiz Fernando Marques foi potencializar essa dinâmica. “A proposta dialoga com a linguagem que eu costumo trabalhar, por ser num espaço não convencional, pelo envolvimento do público e a ideia do seu deslocamento. Durante o processo fiz provocações no sentido de trabalhar a relação com a plateia, transformando esse texto pronto numa conversa e deixando que o espaço também conte a história”, explica.

Por afetar a vida particular de centenas de cidadãos, a demolição do Edifício São Vito serve de ponto de partida para a reflexão sobre o despejo físico e simbólico de inúmeras pessoas. A cidade se transforma e obriga os cidadãos a refazerem suas histórias, ao mesmo tempo em que essas novas histórias colaboram para a contínua transformação da cidade. A intimidade mais profunda de cada um e a sua relação com o que é público permeia todos os meus textos”, explica o autor Victor Nóvoa.

Esta segunda temporada de Entre Vãos faz parte do projeto 3 ATOS POR SP,  que envolve diversas ações cênicas nas cinco regiões da cidade. A peça é parte da Trilogia do Despejo, uma série de obras que buscam compreender como os modos de vida do paulistano se alteraram com a gentrificação do espaço urbano. A pesquisa originou o espetáculo Condomínio Nova Era (2014), Entre Vãos (2016) e prevê uma série de ações intitulada 3 Atos Por SP, que nortearão o terceiro espetáculo.

 

 

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Entre Vãos
Com Ana Vitória Bella, Helena Cardoso, Laís Marques e Plinio Soares
Duração 110 minutos
01/04 até 16/05
Sábado, Domingo, Terça e Feriados – 15h
$20
Classificação 16 anos
Capacidade 15 lugares (por personagem)
 
Endereço de cada ponto de encontro – A peça acontece nas imediações das estações Marechal Deodoro, Santa Cecília e Anhangabaú. As reservas, assim como as informações de logística de encontros só serão passadas via site da obra – http://www.adigna.com/entrevaos
Telefone para informações: 11 98846-6080
 
Direção: Luiz Fernando Marques
Diretor assistente: Paulo Arcuri
Dramaturgia: Victor Nóvoa
Videografismo e Tecnologias: Um Cafofo (André Grynwask e Priscila Argoud)
Cenografia e iluminação: Marisa Bentivegna
Assistente de cenografia e iluminação: Amanda Vieira
Trilha sonora: Carlos Zimbher
Figurinos: Eliseu Weide
Cinegrafista e Edição de vídeo: Bruno Araújo
Atriz convidada (vídeo Anjo de Corredor): Maria Flora Gonçalves
Equipe de Apoio: Anderson Vieira, Rodrigo Bertucci, Tatiana Vinhais e Vivian Petri
Fotos: Alécio Cezar
Programação visual: Vertente Design
Assistência de Produção: Catarina Milani
Concepção: A Digna e Um Cafofo.
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli

PETER PAN

 

Para encenar a trama em formato de musical, o diretor Billy Bond seguiu a história original do escritor escocês J.M Berrie, criada em 1904 e publicada pela primeira vez no início do século 20, como peça teatral. Posteriormente, o autor publicaria Peter & Wendy, em 1911. “Assim como Berrie ao escrever queria despertar a imaginação do leitor, procuro provocar a fantasia do público”, conta Billy Bond, informando que sua adaptação é pessoal. “Nosso musical é brasileiro.”

Em sua versão, Billy Bond utiliza influências da cultura pop para aproximar ainda mais o espectador do clássico. Por trás das aventuras vividas na Terra do Nunca há uma história cheia de simbologias: viver eternamente a infância, preservar a inocência e a maneira colorida de se enxergar a vida.

O elenco – formado por 27 artistas que cantam e dançam em diferentes cenários, alternando o uso de mais de 100 figurinos –  foi selecionado em audição que reuniu mais de 600 candidatos. Para interpretar os personagens principais, Peter Pan e Wendy, foram escolhidos, respectivamente, Matheus Ueta (Carrossel e Bom Dia & Cia, do SBT) e Giulia Nassa (The Voice Kids, da Globo, onde cantou com Ivete Sangalo).

Billy é conhecido por incorporar às suas peças elementos que façam com que a plateia tenha a sensação de fazer parte do espetáculo. Nesta produção há forte investimento na interatividade e sofisticação do conto de fadas. Em sua fórmula bem-sucedida (“despojada de qualquer intelectualidade e de fácil leitura pela criança”), Billy moderniza o formato usando efeitos especiais, recursos de raio laser, gelo seco,  projeções em 4D, telões de LED. “Usamos a tecnologia a serviço da história”, diz ele, que mescla cenários reais com virtuais, projetados em LED.

A produção bem-cuidada das cenas reúne trajes inspirados na cultura asteca para o figurino dos índios. Já as roupas dos piratas (“sujos e malvados”) têm inspiração no século 18, no Renascentismo, com casacões de botão dourado. “Como o Teatro Bradesco é grandioso, o figurino tem de estar muito presente para aparecer, até maquiagem precisa ser exagerada”, diz Carlos Gardin.

A iluminação tem o propósito de dar volume à cena. A luz acompanha as cores do painel de LED e, junto com o cenário 4D, cria uma ambientação lúdica. No palco, uma composição física completa, com objetos cênicos, o cenário projetado no painel.

Sobre Peter Pan

Peter Pan conta a história de um garoto que se recusa a crescer. Peter e a fada Sininho levam seus amigos Wendy, João e Miguel para conhecer o lugar em que vivem, a Terra do Nunca, onde o tempo não passa. Uma sucessão de aventuras espera a turma. Eles vão se deparar com um navio pirata e ter que enfrentar o temível Capitão Gancho, conhecer a aldeia dos índios e os meninos perdidos. Uma história cheia de emoções e mensagens.

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Peter Pan
Com Matheus Ueta, Giulia Nassa, Maria Clara Rossi, Álvaro de Padua, Fabio Galvão, Tirzi Oliveira, Marcio Yaccof, Ítalo Rodrigues, Larissa Porrino, Beatricce Stoll, Diego Fecini, Marco Antonelli, Newton Yamassaki, Paula Canterini, Queren Simplicio, Sidney Simplicio, Gabriela Sega, Gui Zoboli, Gabriel Santana, Tayanne Zandonato, Paula Perillo, Carla Reis, Mayla Betti, Anton Uzhyk, Mateus Bertolli, William Santana, Uriel Trindade.
Teatro Bradesco – Bourbon Shopping (Rua Palestra Itália, nº 500 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 110 minutos
01 a 16/04
Sábado e Domingo – 15h
Sessões extras 09 e 16/04 – 11h
$50/$150
Classificação livre
 
Figurinista: Carlos Alberto Gardin.
Realização: Anna Cristina Cafaro Driscoll, Benedita Calistro, Hilda de Oliveira.
Adereços de figurinos e próteses: Sílvio Galvão.
Assistência em figurinos com leds: Paulo Mendes de Oliveira.
Makes e caracterização: Chris Mourelhe , Carlos Alberto Gardin.
Perucas e postiços: Wellington Fontinelli, Emily Garcia.
Cenários: Silvio Galvão, Billy Bond.
Adaptação: Billy Bond , Lilio Alonso.
Diretor geral de dramaturgia: Billy Bond,  Andrew Mettine .
Direção de Cena: Marcio Yacoff.
Coreografia: Italo Rodrigues , Paula Perillo .
Direção Musical: Bond , Villa.
Designer de som: Paul Gregor Tancrew.
Designer de luz:  Paul Stewart .
Efeitos especiais: Gabriele Fantine.
Filmes e animações: George Feller, Lucas Médici.
Mappings: Nicolas Duce. Fotos: Chico Audi.
Direção de Produção: Andréa Oliveira.
Direção geral e direção de arte: Billy Bond.
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

 

 

TRÓILO E CRÉSSIDA

Nos 400 anos da morte do, talvez, mais amado, reverenciado e estudado dramaturgo de todos os tempos, William Shakespeare, nada mais justo do que uma nova incursão na vastidão incomparável de tramas, personagens e amplitude de sua obra imortal, encenada pela ótica incomparável de Jô Soares. Para tal comemoração, a escolha de Tróilo e Créssida, uma comédia sinistra, irá propor ao público uma experiência rara, até para os próprios admiradores do autor, dado que esta é uma de suas obras menos conhecidas e encenadas em todo o mundo.

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A peça não é uma tragédia convencional, porque o seu protagonista (Tróilo) não morre, em vez disso termina numa nota muito fria com a morte do nobre troiano Heitor e com a destruição do amor entre Tróilo e Créssida.

Num paralelo inquestionável aos tempos atuais, a obra é considerada como o texto de Shakespeare que mais se aproxima do Brasil. As personagens parecem oferecer ao público um espelho extremamente cruel para ser contemplado e verdadeiro demais para ser aceito. Shakespeare apresenta, com ironia avassaladora, um retrato devastador da condição humana numa denúncia de nossas mazelas profundas.

Esta reflexão satírica é ressaltada na montagem através da visão elegante, precisa e cômica de Jô Soares que, além de assinar a direção, traduziu o texto em parceria com o roteirista Mauricio Guilherme.

Tróilo e Créssida
Com Marco Antônio Pâmio, Luciano Schwab, Otávio Martins, Tuna Dwek, Maria Fernanda Cândido, Giovani Tozi, Nícolas Trevijano, Paulo Marcos, Fernando Pavão, Adriane Galisteu, Ando Camargo, Luiz Damasceno, Guilherme Sant’anna, Kiko Bertolini, Felipe Palhares, Ataíde Arcoverde, Ricardo Gelli, Eduardo Semerjian
Teatro do Sesi-SP – Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 110 minutos
25/01 até 19/02
Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h30
Entrada gratuita
(As reservas antecipadas on-line para as sessões que acontecem entre os dias 1º e 15 são realizadas pelo Meu Sesi a partir do dia 25 do mês anterior, e as reservas para as sessões entre os dias 16 e 30 têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes são distribuídos nos dias do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.)
Classificação 14 anos
Autoria de William Shakespeare
Direção de Jô Soares
Tradução e Adaptação de Jô Soares e Mauricio Guilherme
Produção: Rodrigo Velloni
Diretor Assistente: Mauricio Guilherme
Cenário: Chris Aizner e Nilton Aizner
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurino: Fábio Namatame
Música Original: Ricardo Severo
Videografismo e Mapping: André Grynwask e Pri Argoud
Fotografia: Priscila Prade
Direção de Arte Gráfica: Giovani Tozi
Assistente de Direção: Antonio Colossi
Assistente do Diretor: Fabio Nascimento
Produção Executiva: Mariana Melgaço e Barbara Dib
Financeiro: Vanessa Velloni