PALHAÇOS

Com texto de dramaturgo Timochenco Wehbi (1943 – 1986), Palhaços estreia sexta-feira, 12 de maio às 21h no Parlapatões. O espetáculo conta com direção de Marcio Vasconcelos e atuação de Antônio Netto e Sérgio Carrera, além do sanfoneiro Guilherme Padilha. A montagem tem sessões sextas, às 21h, e sábados, às 22h, até 17 de junho. O projeto é uma realização da Cia das Artes e a Cia Pompa Cômica.

A trama se passa no intervalo de apresentação do palhaço Careta (Antônio Netto) que recebe em seu camarim a visita de um espectador, Benvindo (Sérgio Carrera), um vendedor de sapatos encantado com a performance. Se aproveitando da extrema inocência do visitante, o palhaço Careta expõe as dificuldades e dores de ser um artista, e estabelece um jogo de faz de contas para que Benvindo perceba o sentido de sua própria vida, condicionada aos padrões estabelecidos pela sociedade.

A peça fala sobre a condição humana ao expor os dois lados de um mesmo tipo de fragilidade: a desilusão frente à exploração social somada à uma insciência desta. Nesta versão, a obra de Timochenco Wehbi, ganha um novo integrante: o sanfoneiro.

Este personagem, em meio às músicas, caminha entre as histórias de Benvindo e o palhaço Careta, conduzindo a dramaturgia em um labirinto entre ficção e realidade. A montagem traz elementos que ajudam a trazer a atmosfera do picadeiro para o palco com artistas circenses que fazem números de clown, malabares, mágica.

O espetáculo é uma metalinguagem na questão da dificuldade de se viver de arte pelo país. O texto é um contraponto ao abordar o universo dos artistas, que mesmo diante de muitas barreiras, fazem o que mais gostam na vida. E também representa o mundo em que as pessoas seguem os costumes ditados pela maioria ”, fala Carrera.

O ator viveu uma situação contrária de seu papel na vida real ao desistir da carreira médica e optar pela vida artística. “Definitivamente, trabalhar com arte no Brasil é resistir. Já meu personagem Benvindo abriu mão de seus anseios ao entrar para todos os padrões possíveis”.

Um dos maiores trunfos do texto é fazer um jogo em que nos perguntamos quem é o palhaço de quem durante o encontro entre os personagens. Expurga os conflitos internos, coloca uma outra face do palhaço, além do picadeiro. Em cena, um é complemento do outro”, diz

Assim como o dramaturgo, Netto também nasceu em Presidente Prudente e sua atuação no espetáculo Palhaços na cidade natal foi um fator determinante para sua chegada em São Paulo e continuar sua carreira no início dos anos 90. Os dois atores têm uma longa trajetória de parceria nos palcos, pois já trabalharam juntos em duas montagens da comédia musical Bar D’Hotel e no espetáculo De Um Dia de Pierrot ao Curto-Circuito, obra também de Timochenco Wehbi.

Timochenco Wehbi é um dramaturgo extremamente significativo, contendente, transgrediu a época em que vivia. Estava inserido na era da contracultura, um momento de ebulição na sociedade. Questões que não passaram em branco e ficaram refletidas em sua obra. Era uma pessoa apaixonada pelo circo e acompanhou bem as famílias que viviam dessa arte pelo interior”, diz os Netto.

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FICHA TÉCNICA:

Direção Geral: Marcio Vasconcelos. Assistente de Direção: Jair Aguiar.  Iluminação: Agnaldo Nicoleti e Will Damas. Cenário e Figurino: Marcio Thadeu. Costura: Duda Viana e Suellen Souza Elenco: Antonio Netto, Sérgio Carrera e Guilherme Padilha. Percussão: Alt Garcia Artistas Circenses: Caio Solano, Gabriela Santana, Gabriel Felizardo e Victória Marcelino. Produção: Contorno Produções. Direção de Produção e Produção Executiva: Jessica Rodrigues e Victória Martinez. Assistente Geral: Aline Prado. Realização: Cia das Artes e Cia Pompa Cômica. Fotografia: Alexandre Diniz. Design Gráfico: Alt Garcia. Assessoria de Imprensa: Renato Fernandes.

SERVIÇO:

Espaço Parlapatões: Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo – SP

Telefone: (11) 3258-4449. Capacidade: 98 lugares. TemporadaSextas, às 21h, e Sábado, às 22h até 17 de junhoPreço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).https://www.ingressorapido.com.br/ Classificação: 12 Anos. Duração: 70 minutos.

É MELHOR SER ALEGRE QUE SER TRISTE

O musical é um tributo a Vinicius de Moraes (1913-1980), com as cantoras Célia, Jane Duboc e o ator e cantor Juan Alba, dirigidos por Fernando Cardoso. Com direção musical de Ogair Júnior, o espetáculo traz canções como Eu Sei Que Vou Te Amar, Bom Dia Tristeza, Chega de Saudade, Pra Que Chorar e poemas interpretados por Juan Alba como Soneto da Separação.

As composições e os poemas são acompanhados de histórias de Vinicius com alguns parceiros como Tom Jobim, Baden Powell, Adoniran Barbosa, Carlos Lyra e Toquinho contados por Juan Alba. O roteiro é assinado por Fernando Cardoso e pela jornalista Ciça Corrêa.

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FICHA TÉCNICA

Idealização: Fernando Cardoso
Roteiro: Ciça Correa e Fernando Cardoso
Elenco: Célia, Jane Duboc e Juan Alba
Direção musical e arranjos: Ogair Jr.
Direção Geral: Fernando Cardoso
Piano/Acordeon: Ogair Junior
Violão e Guitarra: Jorge Ervolini
Contrabaixo: Robertinho Carvalho
Bateria: Giba Favery

Iluminação: Bruno Cerezoli
Cenografia: Fernando Cardoso
Figurino: Robson Faustini
Fotos: João Caldas
Programação visual: Jessica Takahashi
Operador de luz: Jefferson Bessa
Operador de som: Kiko Carbone
Direção de Produção: Roberto Monteiro
Realização: Mesa 2 Produções

 

SERVIÇO

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.)

Gênero: MPB
Duração: 85 minutos
Classificação Etária: 12 anos
Terça, 13 de junho, às 21h

INGRESSOS

Plateia: R$ 80,00 | R$ 40,00 (meia-entrada)
Balcão: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada)
Frisas: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada)

O GRANDE AMOR DA MINHA VIDA

O Grande Amor da Minha Vida conta com muito humor, romantismo, dúvidas e incertezas, a história de amor de Maria Helena e Luis Eduardo. Como uma palestra, o casal apresenta um manual bem-humorado que nos mostra os caminhos para encontrar o grande amor, e não desperdiçar essa oportunidade, que eles acreditam ser única na vida.

Como se comportar no primeiro encontro? O primeiro ano de namoro? Como viver uma grande cena de amor? Como enfrentar os problemas que podem surgir? Os encontros e desencontros, as diferenças de gostos, a incompatibilidade de gênios, a primeira grande briga, os planos para o futuro, fidelidade e traição, o fim do amor…O fim? Sim, o fim!

Com clichês que fogem do lugar comum e alternando entre a comédia e o drama, sempre com muito humor, João Falcão nos surpreende com um final nada surpreendente. Não existe final feliz, pois não existe fim para o grande amor de nossas vidas.

 

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FICHA TÉCNICA

Elenco: Marcello Melo Jr. e Tatyane Goulart
Direção: Pedro Vasconcelos
Autores: Guel Arraes, João Falcão e Karina Falcão
Direção de Produção: Léo Fuchs e Mauro Lemos

Produção e Administração: Claudio Juarez
Produção Executiva: Daniele Nascimento
Tec. De Som/Vídeo: Rodrigo Barom

 

SERVIÇO

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo)

Estreia 07 de junho

Gênero: Comédia Romântica
Duração: 80 minutos
Classificação Etária: 12 anos
Quartas e quintas, às 21h

INGRESSOS

Plateia: R$ 70,00 | R$ 35,00 (meia-entrada)
Balcão: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada)
Frisas: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada)

ASSIM É (SE LHE PARECE)

A premiada montagem de Assim é (se lhe parece), dirigida por Marco Antônio Pâmio, mistura humor, ironia, suspense e melodrama para discutir a natureza da verdade.O espetáculo estreou em 2014 e recebeu os Prêmios: APCA de melhor diretor (para Marco Antônio Pâmio), Shell de melhor ator (para Rubens Caribé) e Arte Qualidade Brasil de melhor atriz em comédia (para Bete Dorgam).

Na história, uma família vai morar numa pequena província do interior da Sicília (sul da Itália), após sobreviver a um terremoto. Na nova cidade, eles começam a chamar a atenção dos habitantes locais. O motivo: a filha, casada, e sua mãe moram em casas separadas. Genro e sogra tentam explicar o fato com duas curiosas e conflitantes versões. A Sra. Frola afirma que ela e a filha vivem em casas diferentes devido à possessividade do marido da última, o Sr. Ponza. Ele, por sua vez, jura que sua primeira esposa, filha da senhora Frola, está morta e que a sogra tem problemas mentais e, por isso, crê que a filha ainda esteja viva.Assim, segundo ele, sua segunda esposa é obrigada a se fazer passar por filha dela para não contrariá-la. Logo, é necessário que as duas morem em casas diferentes. Os moradores da cidade decidem, então, reunir esforços para descobrir qual dos dois está mentindo e quem é, na verdade, a misteriosa Sra. Ponza.

Temos uma história que, mesmo se passando numa outra época,nos faz refletir sobre a curiosidade obsessiva sobre a vida alheia, tão característica dos nossos dias.Os depoimentos conflitantes de sogra e genro evoluem num crescendo de intensidade que atinge seu ápice na cena final, de longe a mais comentada, discutida e citada da peça. Procuramos instigar, provocar, e por que não dizer “enlouquecer” o espectador – assim como enlouquecem os personagens da história – para descobrir a tal “verdade”. Mesmo que esta seja incapaz de ser alcançada. 100 anos depois, Pirandello continua atual e necessário“, comenta o diretor.

Como em junho completam-se 150 anos do nascimento do grande dramaturgo, poeta e romancista italiano, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, o Instituto Italiano de Cultura fez uma parceria com o espetáculo e o inseriu nas comemorações da data, além de incluí-lo no evento de estudos sobre a obra de Pirandello na USP.

Nesta temporada comemorativa houve algumas substituições no elenco: Ricardo Gelli (Lamberto Laudisi), Mateus Monteiro (Sr. Ponza) e Luciano Schwab (Sr. Sirelli). O restante do elenco permanece como no original: Bete Dorgam(Senhora Frola), Joca Andreazza (conselheiro Agazzi), Martha Meola (senhora Amália), Amanda Hayar (Dina), Ella Bellissoni (senhora Sirelli), Regina Maria Remencius (Senhora Cini), Mara Rúbia Monteiro (senhora Nenni e secretária Centuri), Luis Deschamps (copeiro na casa dos Agazzi), Hugo Coelho (Prefeito).

 

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FICHA TÉCNICA

Texto: Luigi Pirandello. Tradução: Sérgio Nunes Melo. Direção: Marco Antônio Pâmio. Assistência de Direção:Gonzaga Pedrosa. Elenco: Bete Dorgam, Ricardo Gelli, Joca Andreazza, Mateus Monteiro, Martha Meola, Luciano Schwab, Regina Maria Remencius, Ella Bellissoni, Hugo Coelho, Mara Rúbia Monteiro, Amanda Hayar e Luís Deschamps. Cenários e figurinos: Fabio Namatame. Iluminação: Caetano Vilela.  Fotos de Divulgação: Rosano Mauro.Produção: Fernanda Moura e Renata Araújo.Realização: Ministério da Cultura e Palimpsesto Produções Artísticas. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO

Assim é (se lhe Parece). Apresentações: de 02 a 25 junho de 2017, sexta e sábado, às 21h e domingo, às 19h no Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo). Informações e Vendas: Compre Ingressos (11) 2122-2474 Capacidade: 274 lugares. Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos.Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia – conforme legislação e com cartão vale-cultura)

ROCK OF AGES

A Era do Rock” (“Rock of Ages“), nova produção da 4ACT (“Ghost, o Musical”, “Nas Alturas”), tem estreia marcada para 02 de junho, no Teatro Porto Seguro.

O espetáculo é um musical jukebox, com clássicos do rock dos anos 80, principalmente com canções de Journey, Bon Jovi, Twisted Sister, Steve Perry, Poison, entre outras.

A história se passa em Los Angeles, no ano de 1987, e é narrada por Lonny, gerente da casa de shows Bourbon Room. Tudo começa quando a jovem Sherrie chega a Los Angeles, vinda de uma pequena cidade dos EUA, cheia de expectativas na mochila. Ela sonha em se tornar uma atriz de sucesso, mas, ao desembarcar do ônibus, tem sua mala roubada. Drew, funcionário do Bourbon Room, ajuda Sherrie a conseguir um emprego de garçonete na famosa casa de shows.

Pelo sucesso que fez na Broadway (2009 – 2015), e depois em outros países, o musical foi transformado em filme (2012), estrelado por Tom Cruise, Alec Baldwin, Catherine Zeta-Jones, Paul Giamatti e tendo Diego Boneta e Julianne Hough como o casal principal.

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Confira o elenco completo deste musical, que trará de volta os anos 80. Thuany Parente (Sherrie Christian) e Diego Montez (Drew Boley) são o casal de protagonistas.

Lonny Barnett (Gabriel Bellas)
Stace Jaxx (Ricardo Marques)
Dennis Dupree (Rodrigo Miallaret)
Franz Klinemann (Diego Martins)
Regina McKaig (Ana Luiza Ferreira)
Justice Charlier (Shirley Oliveira)
Hertz Klinemann (Eduardo Leão)
Joey Primo/Pai da Sherrie (Abner Depret)
Prefeito/Ja’keith Gill (Gustavo Mazzei)
Constance Sack/Mãe da Sherrie (Ana Araújo)
Garçonete nº1/Destiny (Lia Canineu)
Jovem Groupie/Angel (Mariana Amaral)
Safira (Taís Orlandi)
Swing Onstage (Fernando Lourenção)
Dance Captain/Swing Onstage (Bia Freitas)

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A Era do Rock
Com Thuany Parente, Diego Montez, Gabriel Bellas, Ricardo Marques, Rodrigo Miallaret, Diego Martins, Ana Luiza Ferreira, Shirley Oliveira, Eduardo Leão, Abner Depret, Gustavo Mazzei, Ana Araújo, Lia Canineu, Mariana Amaral, Taís Orlandi, Fernando Lourenção, Bia Freitas
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 140 minutos
Estreia 02/06
Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 18h
$60/$120
Classificação 12 anos
 
Direção: Léo Rommano
Direção Artística: Léo Rommano e Ricardo Marques
Direção musical: Paulo Nogueira
Coreografia: Thiago Jansen
Cenário: Márcia Pires
Figurino: Márcio Vinícius
Visagismo: Guilherme Nutti
Design de Som: Bruno Pinho
Iluminação: Drika Matheus

 

60! DÉCADA DE ARROMBA – DOC. MUSICAL

Aos primeiros acordes da abertura da ópera “O Guarani” (Carlos Gomes), abrem-se as cortinas do espetáculo “60! Década de Arromba – Doc. Musical“, no palco do Theatro Net São Paulo.

O espetáculo, criado por Frederico Reder e Marcos Nauer, retrata – através de projeções de fotos e filmes – o que aconteceu no nosso país e no mundo durante a década de 60. E como estamos falando de teatro musical, a história é embalada por canções do mesmo período.

O que é um Documentário Musical

Nem os autores sabiam. O formato era algo inovador no gênero do Teatro Musical.

O que ambos sabiam era o desejo que Frederico Reder tinha por fazer um musical com a Wanderléa, segundo Marcos Nauer. Era uma relação de fã e ídola. Do convite até o sim, durou aproximadamente um ano.

O musical conta a história do mundo durante esta década. Não há um protagonista específico. Os autores criaram três fios condutores que atravessam o período: a exploração espacial pelos Estados Unidos e União Soviética; o desenvolvimento da juventude (já que até os anos 50, de criança passava-se direto para adulto) e a transformação do papel da mulher na família e sociedade.

Para contar a história, os autores também recorreram aos meios de comunicação. No prólogo, é mostrada a década de 20, com o início das transmissões de rádio no país. E passam-se quatro décadas, até chegar a década de 60, com a televisão e o cinema (o palco do teatro é uma grande televisão – que vai do preto e branco até a em cores).

O musical segue uma estrutura cronológica, que vai mostrando os fatos mais importantes, bem como as músicas lançadas, ano após ano. Há uma intercalação entre os momentos de projeção de filmes e fotos, com o dos atores no palco.

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60! Década de Arromba – Doc. Musical

Pelo palco do Teatro NET São Paulo desfilam cerca de 100 canções desta década, por cerca de 180 minutos, interpretadas por um elenco de 23 jovens atores/cantores. (Não há como destacar um só. Todos têm o seu momento de destaque. São a nova geração de atores do nosso Teatro Musical brasileiro)

Wanderléa aparece ao final do primeiro ato, com a canção “Ternura” (1965), que veio lhe dar o apelido de Ternurinha. É um dos momentos mais aguardados pela plateia. Depois ela volta para cantar outros clássicos, como “Pare o Casamento” (1966), “Pode vir quente que estou fervendo” (1966) e “Te Amo” (1967). Ela encerra o espetáculo com “Foi Assim” (1969) e “É preciso saber viver” (1968).

Durante o espetáculo, algumas cenas marcam emocionalmente a plateia: a construção do Muro de Berlim (1961), tragédia do Gran Circo Norte Americano em Niterói/Rio de Janeiro (1961), o envio dos jovens para lutar no Vietnam (1963), a censura durante o tempo da ditadura (1968); além da perda de personalidades, como Marylin Monroe (1962) e John Kennedy (1963).

Mas também há espaço para o humor. Podemos destacar os atores Rodrigo Naice e Tauã Delmiro, que além de interpretarem vários papéis, cuidam do número de plateia (começo do segundo ato). Ambos são duas freiras que irão reger o público num número musical.

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Os próximos Doc. Musicais

Marcos Nauer disse que, devido a receptividade do público carioca (a temporada inicial prevista era de dois meses, ficaram cinco) e do público paulista, já estão previstos os Doc. Musicais dos anos 70, 80 e 90. “2000 ainda não porque está muito perto.” As pesquisas já começaram. E conjuntamente, Marcos está escrevendo “As Vozes que Mudaram o Mundo“, um outro doc. musical que retrata as vozes negras femininas na América.

Ficou com vontade de ver alguns números musicais? Vá na nosso canal do youtube, que publicamos oito vídeos.

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60! Década de Arromba – Doc. Musical
Com Wanderléa, Amanda Döring, Analu Pimenta, André Sigom, Bel Lima, Cássia Raquel, Deborah Marins, Erika Affonso, Fabiana Tolentino, Giu Mallen, Jade Salim, Jullie, Leandro Massaferri, Leo Araujo, Marcelo Ferrari, Mateus Ribeiro, Pedro Arrais, Rachel Cristina, Raphael Rossatto, Rodrigo Morura, Rodrigo Naice, Rodrigo Serphan, Rosana Chayin, Tauã Delmiro
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 180 minutos
10/04 até 28/05
Quinta e Sexta – 20h30; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 17h
$50/$220
Classificação 12 anos
Roteiro e Pesquisa: Marcos Nauer
Direção: Frederico Reder
Direção Musical: Tony Lucchesi
Coreografia: Victor Maia
Figurino: Bruno Perlatto
Cenário: Natália Lana
Iluminação: Daniela Sanchez
Diretora Assistente: Alessandra Brantes
Videografismo cenário: Thiago Stauffer
Desenho de Som: Talita Kuroda e Thiago Chaves
Direção de Produção: Juliana Reder e Frederico Reder
Produtores Associados: Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr

A CASA DE BERNARDA ALBA

A aclamada peça de Federico García Lorca, em uma surpreendente adaptação feita só com homens, nos leva ao pequeno povoado de Andaluzia, em uma Espanha pré-guerra civil.

A sociedade é machista e o nome e a honra contam mais do que a vida e os prazeres carnais.

A austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura.

Bernarda tem cinco filhas e todas se interessam por um único homem do vilarejo, que é prometido à filha mais velha: Angustias. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados, e se digladiam longe dos olhos da mãe.

Nessa montagem especial, homens interpretam essas mulheres sem amantes, mostrando o quão brutas e fortes podem ser as personagens de Lorca que metaforizam os soldados da guerra civil espanhola.

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A Casa de Bernarda Alba
Com Rafael Mallagutti, Joaquim Araújo, Ivan Radecki, Caio Gorzoni, Alexandre Nunes, Rafael de Castro, Pedro Ruffo, Thiago Marangoni, Miguel Langone, Gustavo Dittrichi e Dan Rodrigues
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
31/03 até 05/05
Sexta – 21h
$50
Classificação 12 anos