CORAÇÃO SAFADO

É uma comédia divertida que entrelaça os personagens a partir de um transplante de coração.

Após sofrer infarto, Safira recebe a doação do coração de Danilo, um conquistador barato que morreu de congestão ao praticar sexo com a amante Odete na cama de motel.

Com a fatalidade, a esposa Lisa e a amante, decidem procurar o endereço do transplantado, com a intenção de encontrar no corpo dele as atitudes e respostas do homem com quem viveram. Odete, pelo sentimento do poder, Lisa por desconfiar de uma traição.

No entanto, Safira não imaginava o que aconteceu com o encontro das duas mulheres em seu apartamento. Sua vida poderia tomar um rumo completamente diferente da realidade.

Primeiro, o encontro entre as mulheres de Danilo, segundo a presença do espírito do conquistador na casa da feminina Safira fazento-a tomar atitudes inusitadas, ganhando traços masculinos, aí sim a confusão está armada.

Coração Safado é uma comédia para sentar e dar risadas e nessa sequência de cenas hilárias tome cuidado para não enfartar de tanto RIR

FACE (1).png

Coração Safado

Com Kaká de Lyma, Kátia Roberta, Rogério Moretto,Kamila Bielawski e Allê Santy

Teatro Santo Agostinho (Rua Apeninos, 118 – Liberdade, São Paulo)

Duração 80 minutos

até 30/03

Sábado – 21h

$50

Classificação 12 anos

HOMENS NO DIVÃ

Com texto leve e recheado de situações engraçadas do cotidiano a comédia Homens no Divã, que Darson Ribeiro dirige, depois de três anos consecutivos em cartaz comemora o quarto ano de temporada.  

A reestreia acontece no dia 15 de fevereiro, sexta, às 21h30, no Teatro Fernando Torres, na zona leste paulistana. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e acontecimentos que servem de complemento ao divã, vai gradativamente em um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens – o executivo, o bombeiro e o médico – e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum.

À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

Com o cuidado de não resvalar em falsos moralismos, a intenção é amenizar a fama de que os homens não gostam de falar sobre si. Assim, revela fraquezas e dúvidas do sexo masculino em um divã freudiano”, salienta Darson Ribeiro.

O NOME DELA É CATERING (1).png

Homens no Divã

Com Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro

Teatro Fernando Torres (Rua Padre Estevão Pernet, 588 – Tatuapé, São Paulo)

Duração 90 minutos

15/02 até 24/03

Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 12 anos

NA CAMA COM MOLIÈRE

Com trajetória consolidada no teatro, no cinema e na televisão, o ator Henrique Taubaté Lisboa comemora seus 50 anos de carreira no novo espetáculo da COMMUNE, a comédia “Na Cama Com Molière”, dirigida pelo encenador inglês John Mowat.  Estão previstas 30 apresentações, que acontecem no Teatro COMMUNE, entre 9 de fevereiro e 21 de abril, às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

O texto é uma adaptação de “O Doente Imaginário”, a última peça escrita por Molière (1622-1673) e que marcou a derradeira vez que ele subiu aos palcos. O dramaturgo francês sofria de uma tuberculose em estágio avançado e morreu algumas horas depois de concluir a quarta apresentação da montagem original.

Publicada em 1673, a obra narra as peripécias de Aragão, um velho hipocondríaco que é incentivado por seu médico a testar novos tratamentos e remédios para todas as suas doenças imaginárias. Além disso, a segunda esposa de Aragão é a interesseira Beline e ele sonha casar sua filha Angélica com o filho de um amigo médico – só para ter um doutor na família.

A encenação, que acontece toda em cima de uma cama em um hospital, cria uma reflexão sobre o medo iminente da morte, a solidão do mundo contemporâneo e outros temas comuns à obra do autor, como a cobiça, o egoísmo, a charlatanice e a arrogância.  Trata-se de uma sátira bem atual sobre a poderosa indústria da medicina.

O diretor John Mowat desenvolve um teatro que comunica ideias levando em conta o aspecto visual da cena, sem deixar de criar um diálogo efetivo entre o lado cênico, o texto e as sonoridades das produções. Em suas montagens, nenhum elemento se sobrepõem ao outro. “Eu me interesso muito pelo equilíbrio entre o físico e o visual no teatro. A Commedia Dell ’Arte é algo que está sempre presente nas minhas montagens”, diz o diretor.

A maneira como o John conduz as improvisações do teatro físico é interessante. E, para mim, do alto dos meus 73 anos, tenho que prestar muita atenção para ir juntando tudo no cérebro, para filtrar e ver como conduzo, como resolvo. Trabalhar com o John é aquilo que eu digo: o ator tem sempre as suas surpresas. Seja de onde vier a opinião, o diretor ou o espectador, o ator está sempre aprendendo”, conta Taubaté.

Para dar vida à história, o elenco escolhido foi Henrique Taubaté Lisboa, Wilma de Souza, Augusto Marin, Fabricio Garelli, Dulcinéia Dibo e Paulo Dantas. “Nós trabalhamos juntos jogando e brincando até formarmos a peça a partir destas improvisações. Não tem truques ou segredos, é apenas uma questão de bagunçar tudo”, afirma Mowat.

CARMEN.png

Na Cama com Molière

Com Henrique Taubaté Lisboa, Wilma de Souza, Augusto Marin, Fabricio Garelli, Dulcinéia Dibo e Paulo Dantas

Teatro Commune (Rua da Consolação, 1218 – Consolação, São Paulo)

Duração 80 minutos

09/02 até 21/04

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h

$30

Classificação 12 anos

RUA AZUSA, O MUSICAL

Após temporada com sessões esgotadas, Rua Azusa – O Musical entra em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, com apresentações às sextas (20h), sábados (14h30 e 19h30) e domingos (14h30).

Em 1906, em meio ao grande conflito da segregação que dividia os Estados Unidos, um homem negro, filho de escravos, chamado William Joseph Seymour é escolhido para liderar o movimento que quebrou barreiras raciais, criando um espaço onde não existia distinção entre brancos e negros. O movimento na Rua Azusa marcou gerações, e permanece vivo até os dias de hoje. 

Essa história centenária serve de inspiração para Elizabeth nos dias de hoje. A jovem sonhadora, impossibilitada de gerar um filho, luta para que seu marido aceite a adoção de Maria, uma criança negra de oito anos que carrega as marcas de uma sociedade preconceituosa em sua história. 

Rua Azusa – O Musical tem criação de Caíque Oliveira, que se aprofundou em uma pesquisa sobre a segregação racial da época e no impacto que o movimento pentecostal ocasionou na vida de negros e brancos. 

O roteiro começou a ser desenvolvido em outubro de 2018 e em meados de novembro já estava pronto para os ensaios. Para compor o elenco, Caique convidou nomes importantes da música gospel como Soraya Moraes (Laura Smith), vencedora de prêmios Grammy Latino; Adhemar de Campos (William Seymour), que revolucionou o estilo na década de 80; Benner Jacks (Sra. Dalila), que já se apresentou em concertos por toda Europa; e Jéssica Augusto (Miss California), cujo canal no YouTube soma mais de 7 milhões de visualizações. 

Com 47 atores dividindo o palco, o musical contou com a atriz da Broadway Patrice Covington , do musical “The Color Purple”, como preparadora de elenco. Ela veio dos EUA exclusivamente para ensinar técnicas aos atores de Rua Azusa. A direção geral é de Caíque Oliveira, diretor fundador da Cia. de Artes Nissi. Toda renda do musical, excluindo-se as despesas de produção, é revertida para a Aldeia Nissi.

Wendy Vatanabe Cruz-74.jpg

Rua Azusa – o Musical

Com Adhemar de Campos, Aline Menezes, Benner Jacks, Fabricio Bittencourt, Jéssica Augusto, Kaiky Mello, Otavio Menezes, Soraya Moraes, Thales César e grande elenco composto por 47 atores.

Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823 – Jardins, São Paulo)

Duração 180 minutos

08/02 até 07/04

Sexta – 20h, Sábado – 14h30 e 19h30, Domingo – 14h30

$50/$90

Classificação 12 anos

HOTEL TENNESSEE

Peça encenada em casarão restaurado dos Campos Elísios que abriga o hipotético Hotel Tennessee  com hospedes dos clássicos de Tennessee Williams. Livremente baseado em 12 peças de do autor norte americano, é uma criação Cia Boa Vista liderada por Brian Penido Ross

As cenas escolhidas para compor o Hotel Tennessee foram retiradas de peças curtas estudadas no período de dois anos pelo grupo de estudos aprofundados de Tennessee Willians do Grupo Tapa.

As peças retratam o mesmo “tipo” de ser humano e embora tenham sido escritas em momentos diferentes de sua carreira, se referem aos seres incompreendidos, renegados, marginalizados, e que por muitas vezes sofrem preconceito e abuso da sociedade por não se enquadrarem nos padrões estabelecidos, restando a eles vagarem em busca de encontrar um lugar de pertencimento.

Por que montar peças curtas e esquecidas, peças escritas nos anos 1930 e 1940, antes do dramaturgo encontrar a sua glória? “Primeiramente falaríamos que Tennessee foi um grande escritor, dramaturgo, poeta e romancista que soube botar no papel a dor da alma humana dos pobres de espírito e dos derrotados. Foi ele quem deu voz a todos os incompreendidos, a todos os marginalizados, a todas as minorias, a todos os sem voz, sem lugar de fala, a todos os esquecidos da sociedade e do bem-estar social das democracias capitalistas”, diz Brian.

Vivemos hoje no Brasil uma situação muito parecida a da América nos anos 1930 e 1940, entre a Grande Recessão, de 1929 e a II Guerra Mundial. Aqui, também, estamos vivendo uma brutal recessão, onde uma parcela significativa da população passa pelas mesmas privações, inconformidades e incompreensão’, acrescenta Ross.

A proposta deste pout-pourri de Tennesse Willians permite que o público retorne ao “Hotel” mais vezes para conhecer os outros desfechos das cenas, pagando meia-entrada mediante a apresentação do primeiro ingresso, e assim vivenciar diferentes personagens.

Sinopse:

Peça interativa, imersiva e passeante por uma mansão nos Campos Elísios. Em um hotel de Nova Orleans, na década de 40, o público interage com personagens de 12 peças de Tennessee Williams. Entre eles, Blanche Dubois (Um Bonde Chamado Desejo) e Maggie (Gata em Telhado de Zinco Quente) as cenas serão exibidas no lobby, saguão, salas e quartos da Casa Don’Anna.

CARMEN

Hotel Tennessee

Com Brian Penido Ross, Ana Lys, Suzana Muniz, Fernando Medeiros, Jessica Monte, Bea Quaresma, Marcelo Schmidt, Alessandra Lia, Klever Ravanelli, Suel Silva, Rodrigo Ladeira, Fúlvio Filho, Thiago Merlini, Zé Gui Bueno, Raphael Gama, Eugenia Granha, Tati Passarelli, Emmanuel Aguilera, Rodolfo Freitas, Laura Ishikawa, Jean Le Guévellou, Felipe Vidal, Ewerton Novaes, Vinicius Soares e Gabriel Abu-Asseff.

Casa Don’Anna (Rua Guaianazes, 1149; Campos Elísios – São Paulo)

Duração 75 minutos

17/01 até 17/03

Quinta – 20h, Sexta – 21h, Sábado – 19h e 21h30, Domingo – 17h e 19h30

$40

Classificação 12 anos

É obrigatório fazer RESERVA pelo whatsapp de Mrs. Wire 11 993868150

NUNCA FOMOS TÃO FELIZES

O espetáculo Nunca Fomos tão Felizes, a nova produção da Applauzo e a Lugibi, está em cartaz no Teatro Itália, o. No elenco Eduardo Martini, Larissa Ferrara, Luccas Papp, Mateus Monteiro e Nicole Cordery, com texto e direção de Dan Rosseto (ganhador do Prêmio Nelson Rodrigues de personalidade do Teatro de 2018).

Esse novo espetáculo de Rosseto, acontece em uma noite de inverno de 1962. Nancy fez planos para comemorar o aniversário de casamento durante o jantar; seu marido Charlie sonha com a promoção na concessionária de Billie, um velho lascivo casado com Simone, uma mulher autentica com pensamentos de vanguarda.

Num clima de sedução e permissividade Charlie e Nancy são presos na teia de Billie e Simone. O velho se mostra desde o início seguro, uma persona que consegue tudo o que deseja. Simone, uma mulher à frente de seu tempo, extravasa sua frustração com o cinismo e a ironia de quem manipula cada situação a seu favor.

A verdade se torna algo degradante, após a entrada do subestimado e não convidado Frank. Aos poucos o espectador monta um quebra cabeça psicológico e cruel, observando cair às máscaras sociais assumidas pelas personagens por proteção e medo de expor os sentimentos.

O que era para ser um jantar de celebração transforma-se numa fogueira das vaidades, revelando a perturbadora face de cada um. O espectador, voyer da catástrofe alheia é testemunha dos acontecimentos sem imaginar a triste sentença. Afinal todo mundo oculta a verdade nos assuntos sexuais.

CARMEN.png

Nunca Fomos Tão Felizes

Com Eduardo Martini, Larissa Ferrara, Luccas Papp, Mateus Monteiro e Nicole Cordery

Teatro Itália, (Av. Ipiranga 344 – República, São Paulo)

Duração 100 minutos

18/01 até 17/03 (não haverá apresentações 01, 02 e 03/03)

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$60

Classificação 12 anos

O JARDIM DAS CEREJEIRAS

Para celebrar quarenta anos de vida artística o Grupo TAPA estreia O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov (1860-1904), no dia 10 de janeiro, quinta-feira, às 20h30, no Teatro Aliança Francesa, palco que foi residência artística do grupo durante os primeiros quinze anos de atividades em São Paulo.

Com direção de Eduardo Tolentino de Araujo, o elenco é formado por Adriano Bedin, Alan Foster, Alexandre MartinsAnna Cecília JunqueiraBrian Penido RossClara CarvalhoGabriela WestphalGuilherme Sant’AnnaMariana MunizNatália Beukers, Paulo MarcosRiba CarlovichSergio Mastropasqua e Zécarlos Machado.

Última peça escrita pelo dramaturgo russo, a trama é ambientada no início do século 20 em uma Rússia na iminência da revolução social. Comédia dividida em quatro atos, a peça conta as peripécias de uma família aristocrata em decadência, que resiste em vender o seu jardim de cerejeiras, ao qual atribui valor afetivo, apesar de improdutivo nos últimos tempos. Um homem de negócios chega para tentar adquirir a propriedade e transformá-la em balneário para veranistas, de olho no potencial turístico.

Escrita em 1904, O Jardim Das Cerejeiras é um dos pilares da dramaturgia ocidental. Seu tema é a transformação: Um ciclo termina e outro começa. “Como é próprio dos jardins que renascem a cada primavera. Nada mais oportuno diante de um mundo que passa pela profunda transformação da era industrial para a digital”, diz Eduardo Tolentino de Araujo.

Para o TAPA, a montagem desse texto é um momento simbólico. Em 1998, ao completar vinte anos de trajetória, escolheram Ivanov, primeiro texto de Tchekhov, como marco de maioridade. E, agora, a sua obra prima final para celebrar a maturidade do grupo. “Nada mais instigante e desafiador do que enfrentar esse texto que há anos povoa nossos sonhos, sempre a espera da maturidade que pudesse dar conta da tarefa. É como fechar um ciclo, sobrepor o amadurecimento de um autor com o de um grupo de teatro. É urgente, afinal a vida passa como um átimo”, acrescenta o diretor.

CARMEN (2).png

O Jardim das Cerejeiras
Com Adriano Bedin, Alan Foster, Alexandre Martins, Anna Cecília Junqueira, Brian Penido Ross, Clara Carvalho, Gabriela Westphal, Guilherme Sant’Anna, Mariana Muniz, Natália Beukers, Paulo Marcos, Riba Carlovich , Sergio Mastropasqua e Zécarlos Machado.
Teatro Aliança Francesa (Rua Gen. Jardim, 182 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 120 minutos
10/01 até 21/04 (Dias 28 de fevereiro e 1º, 2 e 3 de março – feriado de Carnaval – não haverá espetáculo)
Quinta, Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h
$30/$60
Classificação 12 anos