IN ROCK

Alírio Netto e banda Noturnall preparam shows inéditos para gravação de DVD. Serão dois shows diferentes e especiais, preparados exclusivamente para este evento. Ao final, as duas bandas se reúnem para uma JAM especial.

Show em comemoração aos 25 anos de carreira, Alírio Netto canta desde músicas dos seus primeiros CDs, até mais recente álbum João de Deus, além de temas dos musicais que protagonizou como We Will Rock You, do Queen, em que viveu o protagonista Galileo e Jesus Cristo Superstar, onde fez o papel de Jesus na produção mexicana e o de Judas na produção brasileira. Seu mais recente projeto foi o espetáculoFreddie Mercury Revisited. A banda que acompanhará Alírio Netto será composta pelos músicos da Noturnall.

A banda Noturnall que conta com mais de 300 mil seguidores, 300 shows na carreira, participação festivais pelo mundo, tours pelo Brasil, América Latina, América do Norte e Europa, agora se reúne para fazer o lançamento do seu primeiro material acústico. Formada pelos músicos Thiago Bianchi (vocal), Fernando Quesada (baixo), Junior Carelli (teclados), Henrique Pucci (bateria) e Bruno Henrique (guitarra), a banda faz versões de grandes sucessos, e ainda comemora 10 anos da formação Immortal da banda Shaman, uma das maiores bandas da história do heavy metal e rock nacional.

In Rock (gravação de DVD)
Com Alírio Netto e Noturnall
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 120 minutos
24/04
Terça – 21h
$40/$60
Classificação Livre

 

 

In Rock (gravação de DVD)
Com Alírio Netto e Noturnall
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 120 minutos
24/04
Terça – 21h
$40/$60
Classificação Livre

ROMEU E JULIETA

A mais famosa história de amor de todos os tempos vai virar musical. A adaptação “Romeu e Julieta”, em formato inédito no país para o clássico de William Shakespeare, chega ao palco do Teatro Riachuelo Rio no dia 9 de março. Com direção de Guilherme Leme Garcia (Um Pai – Puzzle), o roteiro musical do espetáculo é composto por 25 canções do repertório de Marisa Monte, como “Amor I Love You” e “Um Só”, que ficou conhecida através do projeto Tribalistas. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Circuito Cultural Bradesco Seguros, o espetáculo é assinado pela Leme Produções Artísticas, em parceria com a Aventura Entretenimento e patrocínio da Riachuelo.

Contamos com uma equipe de criadores incríveis para encantar o público, contando a história trágica do amor de dois jovens, obra imortal da literatura”, comenta Aniela Jordan, sócia-diretora da Aventura, ao lado de Fernando Campos, Luiz Calainho e Patrícia Telles.

A tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária do inglês, conta a história de dois adolescentes apaixonados cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. A obra é uma das mais levadas aos palcos do mundo inteiro e hoje o relacionamento dos protagonistas é considerado como o arquétipo do amor juvenil.

Histórias de amor sempre têm um lado melancólico, triste, mas, como todos sabem, Romeu e Julieta é a mais bela história de amor que já existiu“, comenta o diretor. “Eu assisti uma montagem do Antunes Filho há 30 anos, em São Paulo, e desde então fiquei totalmente emocionado. Sempre quis falar de Shakespeare para os jovens e trazer essa galera nova para o teatro, então pretendemos fazer um espetáculo atemporal, que mistura o texto de 1500 com a música dos anos 2000, além de um figurino e um cenário que circulam entre esses tempos”.

Para viver o jovem e apaixonado casal, estarão em cena Bárbara Sut (Rio Mais Brasil – O Nosso Musical) e Thiago Machado (Cazuza, Rent, Rocky Horror show, Cantando na Chuva). O elenco traz ainda nomes como Ícaro Silva (Rock in Rio – O Musical, Simonal, Elis, a Musical), no papel de Mercuccio, Pedro Caetano (Rei Leão, Les Misérables), Bruno Narchi (Rock in Rio – O Musical, Cazuza, Cinderella, Rent), Stella Maria Rodrigues (Cristal Bacharat, Cazuza, Emilinha), Claudio Galvan (Família Addams, Garota de Ipanema – O Amor É Bossa), Kacau Gomes (Rock in Rio – O Musical, Beatles num céu de diamantes, O médico e o monstro, Les Misérables) e Marcello Escorel (A Grande Viagem do Doutor Tchecov, Cheiro de Chuva, Vaidades e Tolices).

É uma personagem que já não imaginava fazer. Teve uma peça na escola que me colocaram para fazer a Ama. Todas as meninas fizeram a Julieta, mas eu era muito alta. Teoricamente eu também não tenho o perfil do que se espera de Julieta, né? Itália medieval, uma Julieta negra? Por isso também me sinto muito honrada de ter essa oportunidade, é um papel que eu pensava ser meio inacessível para mim“, confessa Bárbara. 

Já conhecido de musicais como “Cantando na chuva”, Thiago comenta sua primeira vez ao interpretar um texto de Shakespeare: “Eu acho que todo ator não só almeja, mas tem que viver pelo menos uma vez o teatro Shakespeariano. E contar a história do Romeu com a Julieta, que é a maior história de amor que tem, ainda mais na linguagem do teatro musical, vai ser uma aventura muito grande!“.

A escolha do repertório veio com naturalidade. “Quando comecei a pensar no espetáculo ele não era nem musical, na verdade. Mas, toda vez que eu ouvia Marisa, eu pensava ‘Nossa, essa canção ficaria tão linda nessa cena’. Quando o Gustavo Gasparani, que entrou para fazer o processo de criação, propôs que o espetáculo fosse inteiro com músicas da Marisa, topei na hora!”, conta Guilherme.

Sou muito próximo da Marisa e o meu universo se aproxima muito do dela”, comenta Gasparani. A ideia teve o aval de Aniela Jordan: “As canções casam como se tivessem sido escritas para a peça”, completa.

Romeu & Julieta” é a vigésima quinta produção da Aventura Entretenimento em 10 anos de estrada.

 Romeu e Julieta - Foto Fernando Torquatto

Romeu e Julieta
Com Bárbara Sut, Thiago Machado, Ícaro Silva, Stella Maria Rodrigues, Claudio Galvan, Marcello Escorel, Kacau Gomes, Bruno Narchi, Pedro Caetano, Diego Luri, Kadu Veiga, Max Grácio, Neusa Romano, Franco Kuster, Gabriel Vicente, Laura Carolinah, Luci Salutes, Saulo Segreto, Thiago Lemmos, Vitor Moresco, Gabi Porto, Santiago Villalba, Daniel Haidar e Natália Glanz.
Teatro Riachuelo Rio (Rua do Passeio, 40 – Cinelândia – Rio de Janeiro)
Duração 120 minutos
09/03 até 27/05
Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h
$50/$160
Classificação Livre

RENATO RUSSO – O MUSICAL

Em cartaz no Theatro NET São Paulo, na Vila Olímpia, o espetáculo Renato Russo – O Musical cumpre temporada até 4 de março. Em cena, belíssimas canções e histórias curiosas sobre a vida e a obra de um dos grandes poetas do rock nacional, Renato Russo (1960-1996).

Com dramaturgia de Daniela Pereira de Carvalho, direção de Mauro Mendonça Filho, iluminação de Wagner Pinto, cenário de Bel Lobo e Bob Neri, o musical reúne canções que marcaram toda uma geração. No papel principal está o ator Bruce Gomlevsky.

Em cena, a banda toca ao vivo Para deixar o espetáculo ainda com mais cara de show. A Arte Profana é formada por teclado, guitarra, baixo, bateria e ilustra a peça com 22 canções. O texto conta a história de Renato Russo desde a juventude punk em Brasília, quando fundou a banda Aborto Elétrico e ficou por dois anos, em uma cadeira de rodas, até o sucesso da Legião Urbana. O quebra-quebra num show em Brasília e os problemas com drogas estão na encenação.

Depoimentos, reportagens, entrevistas, livros e imagens de shows serviram de base para a concepção da obra biográfica, que há 11 anos estreou no centro do Rio. “Renato é um grande poeta, e é por isso que continua causando comoção nas gerações de hoje. Sua obra gera um impacto enorme na nossa cultura”, afirma Gomlevsky.

Sem a menor dúvida, o que move o espetáculo é a força do Renato e o legado que deixou na Legião Urbana, através das composições, que são a cada dia mais atuais. Os fãs se renovam e hoje temos além de adultos e idosos na plateia, jovens e adolescentes que se emocionam a cada sessão”, conta Bianca de Felippes, produtora do musical e do longa metragem “Eduardo e Mônica”, que será rodado este ano.

Fotos Ricardo Brajtermam-3.jpg

Renato Russo – O Musical
Com Bruce Gomlevsky
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 120 minutos
até 04/03
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 17h30
$50/$120
Classificação 12 anos

CANTOS DE COXIA E RIBALTA

Primeiro musical 100% autoral nos doze anos de existência da Companhia, e completamente inédito, “Cantos de Coxia e Ribalta” foi criado por Alef Barros e Gustavo Dittrichi, a partir do estudo de três vertentes artísticas: os personagens-tipos da commedia dell’arte, os ritmos musicais brasileiros e o teatro narrativo brasileiro; combinando esta nova abordagem com a bagagem de pesquisa cênica que a Cia. Lusco-Fusco já carrega; teatro e música (ou teatro musical).

Tanto o argumento (texto) quanto as músicas são originais, e inéditos. O argumento (escrito por Gustavo Dittrichi) buscou livre inspiração na obra de Luis Alberto de Abreu; em especial no texto “O Auto da Paixão e da Alegria”. A linguagem cênica tem inspiração no musical “Godspell“, de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak. Já a música (escrita por Alef Barros, e em parte composta por ele) buscou referências na obra musical de Chico Buarque; nas composições de Baden Powell com Toquinho, em especial nos seus estudos e releituras dos cantos de terreiro e umbanda; e na bossa-nova em geral. Os arranjos musicais e composições gerais são de Dario Ricco, Hiago Guirra e Marco De Laet; e os arranjos vocais são de Pedro Aldozza. A concepção cênica e estética é de Gustavo Dittrichi.

O espetáculo tem patrocínio da Só Dança; apoio da ACENBI (Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira do Imirim), da Poiesis, das Fábricas de Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura e da Prefeitura de São Paulo. A produção e realização é daLusco-Fusco Produções Artísticas.

Sinopse do espetáculo

Sob os sussurros da coxia e as luzes de ribalta, um grupo de atores se reúne para contar uma história. Entre o corre-vida e as chegadas e partidas dos trilhos de uma estação de trem, o público é apresentado a uma trupe de teatro em crise financeira, que corre o risco de ter seu teatro tomado por conta da especulação imobiliária. Um Poeta então é encarregado de criar uma grande obra teatral a fim de trazer de volta aos artistas os tempos áureos: é a última chance do Teatro sobreviver.

Neste cenário, personagens tipificados, inspirados pelos tipos commedia dell’arte – o Dono da Cia., um Poeta, um Músico, uma Primadonna, um Jovem Ator sonhador e uma linda e ambiciosa Jovem Atriz – passam a viver seus próprios conflitos, que misturam-se com a própria história da peça que estão montando. Enquanto tentam contar a história, a realidade mistura-se com a ficção até que se tornem uma coisa só. A abordagem poética da paixão, da desilusão, da entrega, da inveja e competição, da morte e, sobretudo, da sensação de estar sempre tentando permanecer “de pé” e superar os obstáculos impostos pelo destino – sensação tão comum ao Teatro e também à vida cotidiana – são os ingredientes para mover o espetáculo.

Cantos de Coxia e Ribalta
Com Gustavo Dittrichi, Marco De Laet, Carolina Silveira, Lucas Zamaia, Joyce Fernandes, Rodolfo Mozer, Beatriz Belintani, Isabella Costa, Heitor Moretti, Laís Helena
Teatro Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo)
Duração 120 minutos
13/01 até 04/02
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 12 anos

RENATO RUSSO, O MUSICAL

Um espetáculo magnífico, sucesso de crítica e público por onde passa volta aos palcos de São Paulo para uma curta temporada no Theatro NET SP que promete muita emoção embalada pelas belíssimas canções e histórias curiosas sobre a vida e a obra do grande poeta, do Rock nacional.

O grande sucesso do musical também se dá pela combinação perfeita das músicas de Renato Russo, que marcaram toda uma geração, somados a  Dramaturgia de Daniela Pereira de Carvalho, Direção consagrada de Mauro Mendonça Filho, Iluminação de Wagner Pinto, Cenário de Bel Lobo e Bob Neri, além da banda Arte Profana que toca ao vivo para delírio dos fãs e também para os novatos que ainda não conhecem a fundo a grande importância do astro do rock nacional no cenário artístico brasileiro. “Apenas o ator que faz o Renato Russo é mais ou menos”, brinca Bruce Gomlevsky, protagonista de “Renato Russo – O Musical”.

A banda Arte Profana é formada por teclado, guitarra, baixo, bateria e ilustra com 22 canções, a peça que conta a história de Renato Russo desde a juventude “punk” em Brasília, quando fundou a banda Aborto Elétrico e ficou por dois anos em uma cadeira de rodas até o sucesso da Legião Urbana. O quebra-quebra num show em Brasília e os problemas com drogas estão na encenação.

Depoimentos, reportagens, entrevistas, livros e imagens de shows serviram como base para a concepção da obra biográfica, que estreou no centro do Rio há mais de 10 anos. “Renato é um grande poeta, e é por isso que continua causando comoção nas gerações de hoje. Sua obra gera um impacto enorme na nossa cultura”, afirma Gomlevsky.

Sem a menor dúvida o que move o espetáculo é a força do Renato e o legado que deixou na Legião Urbana, através das composições, que são a cada dia mais atuais. Os fãs se renovam e hoje temos além de adultos e idosos na plateia, jovens e adolescentes que se emocionam a cada sessão”, conta Bianca de Felippes, produtora do musical e do longa metragem “Eduardo e Mônica”, que está em produção.

Renato Russo- O Musical percorreu mais de 40 cidades, já foi assistido por quase 300 mil pessoas em 400 sessões. Após temporada no Teatro Frei Caneca, a peça realizará turnê por outras cidades brasileiras, reproduzindo toda a energia e brilhantismos das obras deste grande poeta e pensador que fez história e que até hoje segue como sendo um dos nomes mais importantes da história do rock nacional.

 

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Renato Russo, o Musical
Com Bruce Gomlevsky e Banda Arte Profana:
Theatro Net SP – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas 360 – Vila Olimpia, São Paulo)
Duração 120 minutos
05/01 até 25/02
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 17h30
$50/$120
Classificação 12 anos

A VISITA DA VELHA SENHORA

Clássico do suíço Friedrich Dürrenmatt, escrito em 1956, se mantém atual e apresenta um olhar irônico sobre a fragilidade dos valores morais, da justiça e da esperança

Texto do autor suíço Friedrich Dürrenmatt, A Visita da Velha Senhora volta ao palco do Teatro do SESI-SP sob a direção de Luiz Villaça. A montagem inédita, com Denise Fraga, Tuca Andrada, Ary França, Fábio Herford, Davi Taiyu, Maristela Chelala, Romis Ferreira, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino, expõe a fragilidade dos valores morais e da noção de justiça quando a palavra é dinheiro. Em 2018, o espetáculo fica em cartaz de 24 de janeiro até 18 de fevereiro, com entrada gratuita

Na trama, os cidadãos da cidade de Güllen esperam ansiosos pela chegada da milionária Claire Zachanassian (vivida por Denise Fraga) – que promete salvá-los da falência. No jantar de boas-vindas, Claire impõe uma condição: doa um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e que a abandonou grávida por um casamento de interesse. Ouve-se um clamor de indignação e todos os habitantes de Güllen rejeitam a absurda proposta. Claire, então, decide esperar, hospedando-se com seu séquito no hotel da cidade.

A partir dessa premissa, Friedrich Dürrenmatt nos premia com uma obra-prima da dramaturgia, construindo uma rede de cenas que se entrelaçam, cheias de humor e ironia, onde os personagens vão, pouco a pouco, escancarando a fragilidade humana diante do grande regente de nossas vidas: o dinheiro.

A Visita da Velha Senhora é caracterizada por Dürrenmatt como uma comédia trágica. Seu texto faz uso do humor para a reflexão. Disseca os conflitos morais, as noções de ética, poder e justiça e as sutilezas de suas fronteiras. Até onde pode-se ir por dinheiro? O que significa justiça em nossos tempos? Até que ponto o valor moral da justiça se adequa ao poder econômico? Até que ponto a linha ética se molda ao poder? Até onde nos vendemos? E quanto nos custa a não submissão? Ao longo da história, o público se depara com questões que sempre estiveram em pauta na história da humanidade e que se apresentam agora mais atuais do que nunca.

Depois de dois anos e meio de A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, e um ano e meio de Galileu Galilei, do mesmo gênio alemão, sou mais uma vez surpreendida pela potente atualidade de um clássico. Não foi por acaso que cheguei a Dürrenmatt. Foi discípulo, bebeu em Brecht. Lá está o mesmo fino humor, a mesma ironia e teatralidade. Dürrenmatt também se faz valer do entretenimento para arrebatar o público para a reflexão”, afirma Denise Fraga.

Na peça Alma Boa de Setsuan, a personagem principal perguntava “como posso ser boa se eu tenho que pagar o aluguel? Como posso ser bom e sobreviver no mundo competitivo em que vivemos? ”. Em Galileu Galilei, o questionamento central era “como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como manter meus ideais comprando meu vinho bom?”. Para Denise Fraga, “encenar a Visita depois de A Alma Boa e Galileu é quase como completar uma trilogia. A trilogia de nosso eterno dilema entre a ética e o ganha pão”.

Em cada uma das peças – Alma Boa, Galileu Galilei e A Visita da Velha Senhora – as relações de poder e os conflitos morais vividos pelos personagens são explícitos. A diferença é que Brecht prefere desconstruir as ilusões de que nos alimentamos e propor uma possível transformação, enquanto Dürrenmatt as mantém vivas e ri delas por serem apenas isso: ilusões, enganos pelos quais lutamos e sempre lutaremos.

A Visita da Velha Senhora conta com direção do cineasta Luiz Villaça, que depois do sucesso de Sem Pensar, de Anya Reiss, e A Descida do Monte Morgan, de Arthur Miller, retorna ao teatro. A montagem ainda conta com a sofisticação dos cenários e figurinos de Ronaldo Fraga, a batuta do maestro Dimi Kireeff na direção musical, o desenho de Luz de Nadja Naira, da Companhia Brasileira de Teatro; Lucia Gayotto, na direção vocal; Keila Bueno, nas coreografias e preparação corporal, e Simone Batata, no visagismo.

“A tragédia do mundo moderno só é passível de representação no palco como comédia. A comédia é a expressão do desespero”.
(Friedrich Dürrenmatt)

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A Visita da Velha Senhora
Com Denise Fraga, Tuca Andrade, Ary França, Fábio Herford, Davi Taiyu, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino
Teatro do Sesi-SP (Av. Paulista, 1313 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 120 minutos
24/01 até 18/02
Quarta, Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h
Entrada Gratuita (Reservas antecipadas de ingressos online pelo portal http://www.sesisp.org.br/meu-sesi)
Classificação 14 anos

CAUBY! CAUBY! UMA LEMBRANÇA

Sob a interpretação de Diogo Vilela e texto de Flavio Marinho, Cauby Peixoto ganha vida nos palcos, no musical Cauby! Cauby! Uma Lembrança – numa homenagem ao saudoso e um dos mais populares cantores do Brasil.

Cauby! Cauby! Uma Lembrança, estreia no dia 11 de Janeiro no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Praça Tiradentes (RJ). Apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, o musical fica em cartaz sempre de quinta a sábado às 19H e Domingo às 18 Horas. A produção terá em cena  nove atores Diogo Vilela, Sylvia Massari, Sabrina Korgut, Paulo Trajano, Aurora Dias, Luiz Gofman, Ryene Chermont, Luiz Menezes e Rafael de Castro além de banda com cinco músicos.

Após dez anos de sua montagem, Diogo Vilela e Flavio Marinho, que dividem a direção do espetáculo, revisitaram o texto e vão levar novamente ao público um extrato da vasta trajetória do artista-ícone dos anos de ouro do rádio nacional. Em duas horas de espetáculo, o musical narra a história do menino pobre de Niterói, que sonhava em ser príncipe, e acabou se transformando em “uma das figuras mais especiais do show-business brasileiro, dono de estilo e voz inconfundíveis”, como define Flavio Marinho.

Cauby contrapõe a exuberância de sua presença cênica com uma discretíssima vida pessoal. O que ele extravasa no palco, contém num dia a dia muito sóbrio, vivendo para a voz, o canto e o trabalho”, completa. O espetáculo será realizado com adereços  do próprio Cauby como parte do cenário e uma peça do vestuário do cantor exposta na entrada do teatro cedidas especialmente para esta grande homenagem.

Conduzida por uma entrevista da secretária pessoal do cantor com alunos aspirantes a jornalistas, a peça vai e volta no tempo, remontando os grandes sucessos musicais de Cauby, para contar as cenas da vida do artista. O musical tem Direção Musical de Liliane Secco, Cenário e Figurinos de Ronald Teixeira, Luz de Maneco Quinderé, Coreografia de Tania Nardini, Caracterização Mona Magalhães, Fotos Lenise Pinheiro e relembra grandes amigos e cantores, fundamentais na carreira do “mestre” – como Ângela Maria, Emilinha Borba, Lana Bittencourt, Maysa Matarazzo e o empresário e compositor, Di Veras, que ajudou a construir a imagem emblemática de Cauby Peixoto.

Cauby! Cauby! Uma Lembrança fica em cartaz no Teatro Municipal Carlos Gomes até o dia 11/03. Após este período o espetáculo passa a ser apresentado no Imperator, também no Rio de Janeiro do dia 16/03 até 01/04.

Cauby! Cauby! Uma Lembrança
Com Diogo Vilela, Sylvia Massari, Sabrina Korgut, Paulo Trajano, Aurora Dias, Luiz Gofman, Ryene Chermont, Luiz Menezes e Rafael de Castro
Teatro Municipal Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/n – Centro, Rio de Janeiro – RJ)
Duração 120 minutos
11/01 até 11/03
Quinta, Sexta, Sábado – 19h, Domingo – 18h
$50/$80
Classificação 10 anos