ZECA PAGODINHO – UMA HISTÓRIA DE AMOR AO SAMBA

O nome de batismo é Jessé Gomes da Silva Filho, mas o grande público o conhece mesmo como Zeca Pagodinho. Artista consagrado, que alcançou o sucesso sem perder suas origens. É o Zeca do subúrbio, de Xerém, dos amigos, do palco e das canções que todo brasileiro sabe um refrão. Essa é a história real de um homem que se apaixonou pelo o samba ainda criança e, desde então, vive um caso de amor com a música.

“Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba” retrata a vida do cantor em dois atos. No primeiro, o público conhecerá os momentos que levaram a construir o sólido caráter do nosso herói suburbano, que nunca deixou de ser um homem do povo. Caberá a Peter Brandão dar vida ao protagonista Jessé nessa fase. No segundo momento, o espetáculo retrata o encontro do artista com a fama e sua popularidade. O ator e diretor Gustavo Gasparani assume o papel de Jessé em sua fase madura.

O musical estreia em São Paulo no dia 14 de julho e fica pela cidade, em curtíssima temporada popular somente até 05 de agosto. Com ingressos a partir de R$40, as sessões acontecerão às quintas-feiras (21h), sextas-feiras (21h), sábados (17h e 21h) e domingos (17h). Os ingressos podem ser adquiridos pela bilheteria oficial (Teatro Procópio Ferreira) e pelo site www.ingressorapido.com.br – ambas as formas sem taxa de conveniência.

A trilha sonora é destaque na construção da obra, compartilhando com nosso herói o protagonismo dessa história. Samba e narrativa se misturam nessa homenagem a Jessé. As canções evocam sua criação no subúrbio e potencializam o jeito carioca de ser, uma assinatura de Zeca Pagodinho e um jeito único de deixar a vida nos levar. Quatro músicos e um regente se unem aos 13 atores do elenco para juntos contarem, em texto e canção, a trajetória desse homem apaixonado pelo samba.

A dramaturgia recorre ao Teatro de Revista para narrar essa trajetória de sucesso e parceria com o público ao longo de mais de três décadas. Irreverência e bom humor marcam a narrativa, características que não poderiam faltar ao retratar o nosso herói suburbano. Com toda a liberdade que o teatro permite, a poesia também está presente no espetáculo. A peça inicia com Jessé embarcando no trem do samba rumo à “Estação Sucesso”. Essa é uma viagem sem paradas e que fará o espectador perder o fôlego, se emocionar e querer cantar.

“Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba” estreou no Rio de Janeiro e agora, além de São Paulo, sai em turnê pelo Brasil, passando por Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Vitória, Goiânia, Santos, Curitiba e Porto Alegre. O espetáculo é uma produção da Dannemann Entretenimento Chaim Produções. Realização do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura. Patrocínio SulAmérica. Transportadora oficial é a Avianca Brasil.

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Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba

Com Ana Velloso, Beatriz Rabello, Douglas Vergueiro, Édio Nunes, Gustavo Gasparani, Hugo Kert, Lilian Walesca, Lucianna Vieira, Milton Filho, Peter Brandão, Psé Diminuta, Ricardo Souzedo e Wladimir Pinheiro

Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 120 minutos

14/07 até 05/08

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 17h

$80

Classificação Livre

AVALON

A Cia London estreia no dia 20 de julho, no Teatro União Cultural, em São Paulo, o seu novo espetáculo: “Avalon“, conta a épica história de Rei Arthur e os cavaleiros da Távola redonda.
Avalon” é um texto original, baseado nas lendas inglesas medievais de Rei Arthur e nas crenças pagãs da época. Mostra, de maneira mística, a saga de um povo em busca de um rei que unifique a Bretanha política e religiosamente.
Quando Uther Pendragon tomou Merlin por seu conselheiro, ele não imaginava que teria, futuramente, que entregar seu filho Arthur para ser criado pelo mago, longe da corte. Ao morrer, Uther finca a clássica espada na pedra e apenas o herdeiro do trono seria digno de tirá-la de lá. Arthur o faz! Vira o grande e esperado rei e casa-se com Guinevere, uma donzela altamente católica e que não aceita a antiga religião.
As coisas parecem cada vez mais complicadas; a rainha não engravida, o relacionamento dos dois encontra um terceiro elemento em Sir. Lancelot e a meia irmã de Arthur, Morgana, a sacerdotisa da ilha sagrada de Avalon, espera um filho do Rei.
Com dois atos e um elenco de 28 artistas entre músicos, atores, dançarinos e cantores, “Avalon” é um espetáculo misterioso e questionador. De romances, intrigas, magia, reviravoltas, batalhas, mulheres fortes e que traz o público a reflexões sobre o homem, sua religião e seu caminho hoje e sempre.

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Avalon
Com Mateus Polli, Luna Milano, Hellen Kazan, Rafael Mallagutti, Carla Leandro, Maíra Natássia, Mariana Terreri, Jefferson Mascarenhas, Augusto Portes, Gustavo Martins, Taís Cristina Orlandi, Thais Coelho, Nina Vettá, Marcio Vidgóy, Renan Rezende, Bella Santos, Helena Magon, Elizabeth Clini, Barbara Trabasso, Mariana Terreri, João Pedro Uvo, Cleber Cley Braz, Otávio Santiago, Anthony Caio, Rhayssa Rodrigues Martins, Mariana Gimenes, Leonardo Malinowski, Gregory Pena, Alex Ramos, Lucas de Campos, Victor Garbossa, Dominic Mendonza, Adriano Klinglebt, Nicholas Carrer Guerreiro, Octavio Amado
Teatro União Cultural (R. Mario Amaral, 209 – Paraíso, São Paulo)
Duração 120 minutos
20/07 até 14/09
Sexta – 21h
$70
Classificação 14 anos

O FRENÉTICO DANCIN’ DAYS

Asas abertas, feras soltas, o Rio de Janeiro era uma festa. E não havia lugar mais adequado para celebrar do que o Frenetic Dancing´Days Discotheque, boate idealizada pelos amigos Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto, Dom Pepe e Djalma. E por que não resgatar esse tempo quando o carioca era feliz e sabia? Os dias de alegria estão de volta!

Ao lado de Patrícia Andrade, o próprio Nelson Motta assina a história de ‘O Frenético Dancin’ Days’. O musical marca a estreia da coreógrafa e bailarina Deborah Colker na direção de um espetáculo teatral, com realização das Irmãs Motta e Opus e direção de produção de Joana Motta.

O musical será uma superprodução, com 17 atores e sete bailarinos, escolhidos através de audições, à exceção de Stella Miranda, uma das mais importantes atrizes de musicais do país, que foi convidada especialmente para o projeto. Além de Stella, que interpreta Dona Dayse, o elenco é formado por: Ariane Souza (Madalena), Bruno Fraga (Nelson Motta), Cadu Fávero (Djalma), Franco Kuster (Léo Netto), Gabriel Manita (Inácio/Catarino), Karine Barros (coro/stand in feminino), Larissa Venturini (Scarlet), Natasha Jascalevich (Bárbara), Thadeu Matos (Tony Manero), além das Frenéticas: Carol Rangel (Edyr de Castro), Ester Freitas (Dhu Moraes), Ingrid Gaigher (Lidoca), Julia Gorman (Regina Chaves), Larissa Carneiro (Leiloca) e Ludmila Brandão (Sandra Pêra).

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Elenco e Equipe Produção

Deborah Colker (que acaba de ser premiada na Rússia com o Prix Benois de la Danse, considerado o Oscar da Dança) assina também as coreografias e terá ao seu lado uma ficha técnica de peso: Gringo Cardia (cenários), Maneco Quinderé (designer de luz) e Alexandre Elias (direção musical). Passarão pelo palco os principais personagens que marcaram não apenas a história da boate, mas da cultura nacional.

A noite carioca fervia nos anos 70, quando a casa foi criada para inaugurar também o Shopping da Gávea. A cena disco estava explodindo em Nova York, mas ainda não tinha acontecido no Brasil. O Dancin´Days foi inaugurado em 05 de agosto de 1976 e marcou a chegada da discoteca no país. Lady Zu, Banda Black in Rio, Tim Maia, a pista da boate fervia. Na casa, se apresentaram nomes como Rita Lee (ainda com o Tutti-Frutti), Raul Seixas, Gilberto Gil.

Entretanto, nada causou tanta sensação quanto o surgimento das Frenéticas. Contratadas inicialmente como garçonetes, elas também faziam uma breve apresentação durante a madrugada. O sucesso foi imediato: Leiloca, Sandra Pera, Lidoca, Edyr, Dhu Moraes e Regina Chaves logo abandonaram as bandejas e assumiram os holofotes. Elas foram o primeiro grupo contratado da multinacional Warner, que estava aportando no Brasil. O país inteiro cantou ‘Dancin´Days’, ‘Perigosa’, ‘O Preto que satisfaz’ (abertura da novela ‘Feijão Maravilha’, da TV Globo), entre tantas outras.

Freneticas

As Frenéticas

A boate funcionou por apenas quatro meses, pois o contrato era limitado ao período que antecedia a abertura do Teatro dos Quatro. Ela celebrava um Rio e um país que conseguiam ser livres, apesar da ditadura militar. A casa reunia famosos e anônimos, hippies e comunistas, todas as tribos com o único objetivo de celebrar a vida. O sucesso foi tamanho que a casa foi reaberta no Morro da Urca e inspirou a novela ‘Dancin´ Days’, de Gilberto Braga, que tinha a música homônima das Frenéticas como tema de abertura. O país inteirou caiu na gandaia e entrou na festa.

E é justamente esta festa que estará de volta a partir de agosto. O espetáculo relembrará grandes clássicos da discoteca como ‘I love the nightlife’, ‘You make me feel might real’, ‘We are Family’, ‘Y.M.C.A’, ‘Stayin´alive’, além de clássicos das Frenéticas e grandes sucessos nacionais da época, como ‘Marrom Glacê’ e ‘A noite vai chegar’, entre outros. O Rio de Janeiro voltará a sorrir!

Abaixo, as Frenéticas interpretam a música tema da boate.

O Frenético Dancin’ Days

Com Stella Miranda, Ariane Souza, Bruno Fraga, Cadu Fávero, Franco Kuster, Gabriel Manita, Karine Barros, Larissa Venturini, Natasha Jascalevich, Carol Rangel, Ester Freitas, Ingrid Gaigher, Julia Gorman, Larissa Carneiroe Ludmila Brandão

Teatro Bradesco Rio – Shopping Village Mall (Avenida das Américas, 3900 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro)

Duração 120 minutos

24/08 até 21/10

 

Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h

$75/$160

Classificação Livre

 

 

 

QUIERO HACER EL AMOR

Criada e dirigida pela atriz e dramaturgaCarolina Bianchi,a performance Quiero Hacer El Amor ocupa áreas de convivência do Sesc Pinheiros entre 6 e 27 de julho. As apresentações acontecem todas as sextas-feiras e também no feriado (9 de julho, segunda-feira), às 13h30. Criada como um desdobramento dos estudos de Carolina sobre corpo e sexualidade, QuieroHacer El Amor conta com dez performers, todas mulheres.

O trabalho de Carolina pretende desierarquizar noções estabelecidas sobre sexo. Ao deslocar mulheres para ambientes públicos que, a princípio, nada tem de sexuais, a artista experimenta o poder da sexualidade de criar desvios no que está estabelecido. “Nós nos perdemos no espaço até que o corpo também vire parte da arquitetura que ocupamos”, diz Carolina.

As performers ocupam diferentes espaços e interagem com corrimão, chão, parapeito e outras superfícies que estiverem disponíveis. “É importante que esses locais estejam desprovidos de qualquer libido, pois isso é construído na cena. Já fizemos a ação na frente de um tribunal de contas, por exemplo”, explica a artista.

Entre as principais referências de Carolina para os estudos sobre sexualidade, estão o filósofo francês Gilles Deleuze (1925 – 1995), que ao propor pensar a pele como uma superfície repleta de poros abre a percepção sobre outras possibilidades de prazer; o filósofo espanhol Paul B. Preciado (1970), que critica principalmente a cultura heterocentrada, que olha o corpo como algo que funciona a serviço da reprodução sexual e produção de prazer genital; e da americana Andrea Fraser (1965), performer e professora de novos gêneros de arte na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Desenvolvida ao longo de duas horas, a performance não tem o objetivo de que o público a assista do começo ao fim, mas sim a flagre em determinados momentos. “É uma experiência em trânsito, menos sobre ver e mais sobre perceber o que está acontecendo”, diz Carolina. Para ela, o trabalho desloca o prazer sexual da mulher para o ambiente público, espaço que culturalmente foi concedido apenas aos homens.

QuieroHacer El Amor por Carolina Bianchi

QuieroHacer El Amor é uma experiência em performance em que um grupo
de 10 a 20 artistas mulheres se relacionam sexualmente com diferentes superfícies/ matérias que configuram um espaço. Durante aproximadamente 120 minutos friccionamos toda a extensão do nosso corpo como possibilidade de prazer quando em contato com o chão, a arquitetura de um edifício, e os objetos que são encontrados pelo caminho.

Deslocar a erotização feminina para o espaço público, provocar a expansão das possibilidades deprazer em cada centímetro do nosso corpo. Desvio.
Descontextualizando hábitos, músculos afetivos altivos. Molhar o patrimônio
com nossos fluídos. Transar com o espaço e ser transada por ele. “A revolução é a sexualidade pisoteando a civilização”( The Motherfuckers).

Quiero Hacer El Amor

Com Joana Ferraz, Carolina Splendore, Michele Navarro, Carolina Bianchi, Marina Matheus, Danielli Mendes, Debora Rebecchi, Mariza Virgulino, Larissa Ballarotti e Mariana Mantovani.

Sesc Pinheiros – Área de Convivência ( R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 120 minutos

06 a 27/07 (inclusive 09/07)

Sexta – 13h30

Grátis

Classificação Livre

GODSPELL

O espetáculo Godspell, sucesso em 2015, ganha nova temporada a partir de 5 de junho no Teatro Serrador. De autoria de John-Michael Tebelak, direção de João Fonseca, direção musical de Tony Lucchesi e coreografia de Victor Maia, a nova temporada fica até dia 26 de junho, com sessões às terças e quartas sempre às 19h30. Com exceção da última semana, quando as sessões serão na segunda e terça.

Após seu lançamento, nos anos 70, o musical virou imediatamente o emblema de toda uma geração e um clássico da Broadway ao subverter a estética e a narrativa comumente associada a figura de Jesus. Não buscava desvirtuá-lo,  mas sim aproximando a essência de sua mensagem à realidade de todos nós através de canções pop-rock que se tornaram clássicos do teatro musical e da música mundial. Mas isso foi em 1970 nos Estados Unidos da América – e agora?

O amor em primeiro lugar, é isso que Godspell quer nos mostrar. E esse discurso se faz muito atual, já que vivemos em tempos tão difíceis e decisivos, onde constantemente somos levados à guerrear com nossos pares – literalmente e metaforicamente – o nosso espetáculo e a nossa companhia viu necessária à nossa volta aos palcos para levar essa mensagem sobre amizade, lealdade e amor – diz Lyv Ziese, do elenco da peça.

A peça já havia ganhado releitura de João Fonseca em 2015, que na época decidiu juntar um grupo de jovens atores para montar o musical usando elementos da cultura popular brasileira e a linguagem jovem atual, ele revisitava por completo a obra e propunha uma versão inédita e genuinamente brasileira do clássico da Broadway. Porém a nova remontagem do diretor promete algumas novidades!

As parábolas, as canções e as cenas divertidas de Godspell traçam o caminho de cada integrante do grupo para compreender a filosofia do “bem viver”, proposta no Evangelho de São Matheus, como um caminho para transformar o processo caótico que rege as relações humanas na sociedade atual. Dito isso, longe de ser veículo de uma mensagem religiosa, Godspell é engraçada, emocionante, jovem, popular, acessível e resgata a essência da mensagem do evangelho: a tolerância e o amor – complementa Caio Loki, responsável pela designer de arte e figurino.

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Godspell

Com Alain Catein, Analu Pimenta, Bernardo Dugin, Carol Botelho, Deborah Marins, Diana Cataldo, Erick de Luca, Gabi Porto, Giovanna Rangel, Ingrid Gaigher, Joana Mendes, João Telles, Leo Bahia, Lyv Ziese, Oscar Fabião, Raphael Rossatto e Ugo Cappelli  Swing: Tecca Ferreira

Teatro Serrador (Sen. Dantas, 13 – Centro, Rio de Janeiro – RJ)

Duração 120 minutos

05 a 26/06

Terça e Quarta – 19h30 (com exceção da última semana, quando será na segunda e terça)

$40

Classificação Livre

CORIOLANO

Considerada uma das obras menos montadas de William Shakespeare (1564-1616), Coriolano é também uma das mais experimentais e intrigantes. Com direção de Márcio Boaro e 14 atores em cena, a vibrante montagem da Cia. Ocamorana para o clássico inglês ganha nova temporada popular no Teatro Alfredo Mesquita, entre 1º de junho e 1º de julho, com ingressos vendidos por apenas R$20.

SINOPSE

Caio Marcio Coriolano, é um general romano temido e reverenciado, está em desacordo com a cidade de Roma e seus cidadãos. Impulsionado a ocupar a poderosa e cobiçada posição de Cônsul por sua mãe controladora e ambiciosa, Volumnia, ele não está disposto a agradar às massas cujos votos ele precisa para assegurar o cargo. Quando os Tribunos do Povo fazem com que o povo se recuse a apoiá-lo, a raiva de Coriolano gera um protesto que culmina em sua expulsão de Roma. O herói banido se alia então ao seu inimigo declarado Tulio Aufídio para vingar-se da cidade. Uma obra de Shakespeare que se mostra atual para os problemas das Repúblicas modernas.

Coriolano, por Márcio Boaro

A cada ano notamos mudanças no nosso dia a dia, surgem diferenças comportamentais que são absorvidas rapidamente, vivemos com diferenças significativas em relação há dez anos. Neste quadro a peça Coriolano de William Shakespeare nos salta aos olhos, a história que se passa no período tão antigo que não se tem comprovações históricas de ter ocorrido, mas a história narrada parece ser nossa contemporânea.

O conceito de República (do latim res publica, “coisa pública”) era recente, a história se passa no século V antes de Cristo, mas o jogo de poder e as intrigas políticas são as mesmas. Nas origens da política republicana vemos muitos dos seus vícios.

A ideia de república onde o senado é uma estrutura política de Estado em que são necessárias três condições: um número razoável de pessoas (multitude); uma comunidade de interesses e de fins (communio); e um consenso do direito (consensus iuris). Que nasce das três forças reunidas: libertas do povo, auctoritas do senado e potestas dos magistrados.

Este conceito que parece perfeito não incluía o povo, que se manifesta, a pressão popular cria os seus representantes os “Tribunos do Povo” dentro de um regime que já devia conter os interesses populares.

Neste contexto surge um jovem general romano (aristocrata) que não acredita nos direitos dopovo, que é respeitado como herói de guerra e se coloca como candidato a Cônsul (chefe de estado), os tribunos fazem uma manobra para que ele não seja eleito e que além disto seja exilado, o grande general torna-se inimigo de Roma. Esta narrativa tem 2500 anos, mas poderia ter sido escrita a partir do jornal de hoje, o jogo pelo poder prevalece e o povo continua procurando uma forma de validar seus anseios.

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Coriolano
Com Mônica Raphael, Manuel Boucinhas e Litta Mogoff
Convidados:  Andressa Ferrarezi, André Capuano, Joaz Campos, Pedro Felicio, Rodrigo Ramos, Toni D´Agostinho, Al Nascimento, Aton Macário, Letícia Negretti, Luiz Campos, Thaís Campos.
Teatro Municipal Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770, Santana, São Paulo)
Duração 120 minutos
01/06 até 01/07
Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h
$20
Classificação 12 anos

FESTA, A COMÉDIA

O público já na sua chegada é convidado para participar de uma típica Festa Infantil, recepcionados pelo primeiro personagem da peça, um palhaço!

Imagine o que não é capaz de acontecer numa festa para crianças?

Imaginou? Então, situações inusitadas, bizarras e divertidas acontecem nesta festa de nosso aniversariante mirim que guarda um grande segredo! Em um formato de 5 (cinco) esquetes, onde cada esquete é escrita por um autor diferente. Todas retratadas por personagens interligados presentes nesta mesma Festa, a Comédia.

Uma comédia hilária, que se comunica com todo tipo de publico, por justamente reunir um ‘dream team’ de autores consagradíssimos escolhidos a dedo. Aliado à tarimba e experiência do intérprete e criador da ideia central do espetáculo, Maurício Machado.

Maurício conta “ Todos os textos foram escritos especialmente para mim, por cada um desses talentosíssimos e queridos autores, que permearam em algum momento meus 30 anos de carreira. E com alguns, em muitas oportunidades. O que é uma honra e uma responsabilidade (risos) Mas só me fascina se for com desafio, surpreendente e como o deve ser o teatro, entregue e sem rede de proteção.

Ele interpreta seis hilariantes personagens femininos e masculinos, todos completamente diferentes e repletos de humor. Além disso, um show à parte pode ser conferido às frenéticas e muito rápidas trocas de figurino e composição, essas criadas pelo premiado visagista Anderson Bueno com figurinos de Marcio Vinicius, que duram segundos de uma personagem à outra;

Com este seu novo solo, Maurício celebrará seus 30 anos de profissão onde o Teatro sempre foi seu grande alicerce e de onde nunca se ausentou e a TV e Cinema seus companheiros. E cada um desses autores escolhidos para o projeto tem relação com a trajetória profissional do ator Maurício Machado e sua admiração.

O diretor da comédia, Eduardo Figueiredo, com mais de 10 comédias de sucesso de público e crítica no currículo apresenta uma encenação focada na interpretação e no humor presente nestes personagens surpreendentes.

Maurício me propôs sua ideia de fazer um espetáculo com autores diferentes que se passa em uma festa de aniversário de criança, aceitei sem pensar, é genial esse universo. Repleto de personagens que propiciam identificação imediata para o público

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Festa, a Comédia
Com Maurício Machado
Teatro Augusta (R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 120 minutos
04 a 27/05
Sexta – 21h30, Sábado – 20h, Domingo – 18h
$40/$50
Classificação 12 anos