E O VENTO VAI LEVANDO TUDO EMBORA

Todo mundo teve ou tem um grande amigo que em determinado momento se afasta e deixa muita saudade. Você já passou por isso?

E o Vento vai levando tudo embora” é a história de dois melhores amigos, irmãos de alma, que pelo destino da vida acabam se apaixonando pela mesma mulher. A grande dúvida da peça é o questionamento: O que vale mais a pena, o valor do amor entre um homem e uma mulher ou de uma amizade verdadeira? Uma grande lição de vida, de forma lúdica, bem humorada e sensível, um espetáculo para todas as idades e tribos.

Escrito e dirigido por Regiana Antonini, “E o Vento Vai Levando Tudo Embora” é a segunda obra da trilogia autoral livremente inspirada na canção “Vento no Litoral”, de Renato Russo, iniciada com o texto “Aonde está você agora?”, de 1995, que alcançou o sucesso em suas nove montagens, inclusive no exterior. No palco, um trio de jovens talentos como protagonistas: Gabriel Chadan, o intérprete de Robinson Rocha na novela A Lei do Amor, Josie Pessôa, que esteve em Império, novela que levou o Emmy InternacionalJuliano Laham, o Rômulo da última temporada de Malhação – Pro Dia Nascer Feliz.

Josie_Gabriel_Juliano_34061 crédito Nana Moraes

Em “E o vento vai levando tudo embora”, a autora retoma o valor da amizade – iniciado em “Aonde está você agora?” – entre Gabriel (Juliano Laham) e Pedro (Gabriel Chadan), melhores amigos que sofrem uma separação quando Gabriel se muda para Nova York deixando seu irmão de vida em Vila Velha, numa praia rodeada de águas límpidas e areias douradas no Estado do Espírito Santo.

Na peça,a força desta amizade vence a separação de dez anos e as mudanças que esses dois personagens sofreram durante esse período. Mas o reencontro traz uma nova provação: a paixão por uma mesma mulher, Bia (Josie Pessôa).

Na época em que a primeira parte da peça se passa a internet não era tão acessível como hoje. Amigos de alma, eles se comunicavam através do Livro da Sorte, uma espécie de livro mágico – um pensaria no outro e abriria o livro em qualquer página e o livro responderia como o outro estaria.

A trilha da peça enaltece os sentimentos ali vividos e traz uma gravação inédita, em fita k7, da música “Mãos Atadas”, escrita por Simone Saback e gravada em 1982 por ela e Cássia Eller.

Nunca poderia imaginar que uma das minhas músicas pudesse gerar um espetáculo tão lindo! O Brasil inteiro, ou melhor, o mundo precisa ver essa peça! Se todas as pessoas que habitam esse planeta, pudessem ver esse espetáculo, acho que sairiam daqui, com mais amor no coração, com mais esperança em suas vidas! Pois essa peça fala disso: do amor, da amizade, da esperança! E ter amigos é a melhor coisa que existe nessa vida! Vou sair daqui, ligar para o meu melhor amigo e dizer: cara, eu te amo! Se cada um de vocês também fizer isso, a gente vai conseguir juntos, espalhar um pouco de amor por aí!”, declarou Renato Russo, para toda a plateia, ao assistir a montagem de “Aonde está você agora?”, em 1995.

E o Vento Vai Levando Tudo Embora
Com Gabriel Chadan, Josie Pessôa e Juliano Laham
Teatro Itália – Sala Drogaria SP
Duração 75 minutos
07 a 30/07
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos
Veja abaixo o convite dos atores.

 

 

OS ATINGIDOS OU TODA COISA QUE VIVE É UM RELÂMPAGO

Com uma linguagem que permeia a relação entre teatro e cinema, a Ordinária Companhia traz os questionamentos que envolvem o impacto da maior tragédia ambiental no Brasil em Mariana (MG) com novo espetáculo. 

Os Atingidos ou Toda Coisa que Vive é um Relâmpago estreia sábado, 8 de julho, às 21h, na SP Escola de Teatro. A direção e dramaturgia é de José Fernando Peixoto de Azevedo e a temporada vai até 30 de julho com sessões sábados, às 21h, domingos, às 20h, e segundas, às 21h. 

Na trama, uma moradora da cidade atingida interroga: isso aí foi o quê, uma tragédia, um acidente, um desastre, ou um crime? A pergunta nos devolve ao campo próprio de uma disputa pela vida: aqueles que foram atingidos pela lama reclamam precisamente a sua condição própria, a de atingidos em meio ao processo de destruição. 

A peça procurou usar como propulsores para a construção os desdobramentos e os antecedentes da tragédia. Desde o histórico da rota do ouro e de minérios, além de deslizamentos menores que causaram morte ainda nos anos 80 nessa longínqua exploração da região. 

Durante a pesquisa, o grupo foi a cidade de Mariana e nos pequenos distritos em busca de contato direto com os que sofreram e ainda sofrem com o rompimento da barragem. O encontro trouxe a oportunidade de ver de perto todas as camadas que envolvem a tragédia desde os aspectos sociais, econômicos e ambientais, além das rupturas e discriminações que se tornaram a vida dos atingidos. As pessoas foram pulverizadas e classificadas de acordo com a lama que sujou suas vidas na tragédia. 

Todos esses elementos foram utilizados de maneira ficcional para criar uma montagem que constrói no palco uma espécie de filme ao vivo calcado pelo suspense. Uma linguagem que permeia o teatro e o cinema, característica que já foi trabalhada no espetáculo Zucco do grupo. 

Em cena, a situação é a de um “estúdio”, ao menos em dois sentidos simultâneos, justapostos: estúdio de gravação (atores e técnicos que, diante do público, gravam e editam materiais que são projetados, e este trabalho é também cena), mas também espaço de estudo da cena (atores atuam suas figuras em situação, diante do público). 

O resultado é um teatro-filme com um deslizamento entre os pontos de vista e perspectivas. Durante a pesquisa, filme de Alfred Hitchcock, David Lynch e o recente Corra!, de Jordan Peele, serviram para absorver os artifícios de suspense inseridos na encenação. 

A Ordinária Companhia surgiu em 2013, resultando do percurso de uma turma de alunos da Escola de Arte Dramática, a EAD, da ECA-USP, que naquele ano estreia seu trabalho de conclusão de curso, ZUCCO, uma adaptação do texto de Bernard Marie-Koltès, dirigida pelo também professor da Escola, José Fernando de Azevedo. O espetáculo fez temporadas em São Paulo – na EAD (2013), no TUSP e no CIT-ECUM (2014) – e o grupo foi indicado ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (2014), na categoria revelação.

 Peça Atingidos Crédito Caio Oviedo.jpg

Os Atingidos ou Toda Coisa que Vive é um Relâmpago
Com Áurea Maranhão, Conrado Caputo, Juliana Belmonte, Paulo Balistrieri e Rafael Lozano
SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
08 a 30/07
Sábado – 21h; Domingo – 20h; Segunda – 21h
$20
Classificação 14 anos

SE FOSSE FÁCIL, NÃO TERIA GRAÇA

Inspirado no livro Um palhaço na boca do vulcão (Editora Grua), de Nando Bolognesi, a primeira sit down tragedy narra, sempre com muito bom humor, a trajetória do autor/interprete, que conta como aprendeu a conviver com as limitações impostas por uma doença degenerativa, progressiva, incurável e com potencial incapacitante.

O ator mescla um relato engraçado, humano e comovente sobre como podemos transformar dificuldades, limites e crises em alegrias, desafios e realizações com diversas reflexões sobre a vida, a morte, nosso lugar no universo e nossa relação com a alteridade.

Se fosse fácil, não teria graça nos faz rir e chorar ao mesmo tempo e nos convida a uma série de reflexões sobre nosso modo de estar no mundo.

Nando Bolognesi nasceu em Maio de 1968. Aos vinte e um anos ficou sabendo que sofria de Esclerose Múltipla. Formou-se em economia na USP, história na PUC, se casou, adotou um filho e resolveu dar uma virada na própria vida ao ingressar na concorridíssima Escola de Arte Dramática EAD-ECA-USP.

Transformou-se no palhaço Comendador Nelson. Atuou por quatro anos nos Doutores da Alegria; fez parte, por dez anos, do elenco de palhaços improvisadores do espetáculo Jogando no Quintal, criou, atuou e dirigiu os projetos Fantásticos Frenéticos – palhaços em hospitais psiquiátricos e Cidadão Clown – Palhaço e cidadania.

No cinema participou do elenco dos filmes Bicho de sete Cabeças de Lais Bodanzky e Carandiru de Hector Babenco.

No teatro trabalhou com diretores como Celso Frateschi, Elias Andreato, José Rubens Siqueira, William Pereira e Cristiane Paoli Quito.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Se Fosse Fácil, Não Teria Graça
Com Nando Bolognesi
Teatro Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 80 minutos
01 até 30/07
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$60
Classificação 14 anos

 

A CABALA DO DINHEIRO

A CABALA DO DINHEIRO é uma livre adaptação do livro homônimo de Nilton Bonder. Centrada nessa obra, a dramaturgia também traz inspirações dos outros dois títulos de Bonder que compõem a trilogia da Cabala (A Cabala da Inveja e A Cabala da Comida), escrita a partir da seguinte máxima judaica: “Uma pessoa se faz conhecida através de seu copo, bolso e ódio.

Clarice tem larga experiência com a literatura de Bonder, sendo diretora e atriz de A Alma Imoral, adaptação do livro homônimo do rabino, em cartaz ininterruptamente há onze anos.

Em “A cabala do dinheiro”, dois atores, Letícia Tomazella Marcos Reis, dão corpo e voz aos conceitos do livro. Eles ora são narradores, ora os personagens das várias histórias que Bonder usa em sua obra pra exemplificar suas colocações. Assim, vão-se tecendo as ideias, exemplos, reflexões e conceitos sobre o dinheiro – e a relação do indivíduo e da sociedade com ele -, sobre os demais âmbitos da vida comum que formam o conceito de prosperidade, sobre dar e receber, sobre não dar e não compartilhar, sobre abundância e escassez etc., de modo a desvendar as nuances da presença do dinheiro e da prosperidade em nossas vidas, e as formas de se ter uma vida mais abundante.

Sinopse
Num mundo onde os preços parecem se sobrepor aos valores, o dinheiro perde seu significado. Em meio a esse complexo tema, um casal de atores-narradores propõe um negócio entre si e com o público. Adentrar neste rico pomar que são as transações entre os valores humanos, em busca da compreensão do que está por detrás dos mistérios que envolvem o mercado e o dinheiro em nossas vidas.

O mais longo dos caminhos é o que leva do coração ao bolso. A peça é uma discussão ética sobre a mágica das trocas humanas. Se, por um lado o dinheiro é elemento que promove relações perversas e idólatras, não só quando adorado mas também quando desprezado, por outro, é elemento de expansão de mercados e permite uma grande sofisticação nos vínculos da malha da vida.

Este slideshow necessita de JavaScript.

A Cabala do Dinheiro
Com Letícia Tomazella e Marcos Reis
Teatro Eva Herz – Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 75 minutos
11/07 até 27/09
Terça e Quarta – 21h
$50
Classificação 14 anos

AMIGAS, PERO NO MUCHO

A irreverente comédia “Amigas, Pero no Mucho”, de Célia Regina Forte, reestreia dia 1º de julho no Teatro Folha. Com direção de José Possi Neto,  esta temporada será realizada em comemoração dos 10 anos da estreia da primeira montagem. No elenco estão os atores Elias Andreato, Jonathas Joba, Leandro Luna e Nilton Bicudo.

Em fevereiro de 2007, “Amigas, Pero no Mucho” estreava no Teatro Renaissance inaugurando o horário da meia-noite. O sucesso foi tão grande, que por cinco anos percorreu vários teatros de São Paulo, com temporada também no Rio de Janeiro. Ganhou montagem baiana, com apresentações em várias capitais do Nordeste e Angola. Seu texto foi traduzido para o espanhol, alemão e inglês.

Mais de 200 mil pessoas riram com as incríveis situações criadas pela jornalista Célia Regina Forte sobre quatro mulheres da nossa época – interpretadas por quatro atores – que tentam dar conta de tudo: do cotidiano, do corpo, da mente, do trabalho, da família e da amizade, causando inusitadas situações típicas do universo feminino.

Com direção de José Possi Neto e composição musical de Miguel Briamonte, essa epopeia se dá através do encontro de quatro amigas em uma tarde de sábado, onde todas – ou quase todas – as roupas sujas são lavadas por elas. Com humor cáustico, ironia e irreverência, elas falam sobre suas dissimulações, devaneios e loucuras.

Quatro mulheres bem-sucedidas – ou nem sempre – comuns e sofisticadas que numa única tarde fazem revelações que as surpreendem e envolvem o público que tem lotado todos os teatros por onde elas passam. Mulheres que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Amigas, enfim.

AMIGAS PERO NO MUCHO 1 - DNG

 

Amigas, Pero No Mucho
Com Elias Andreato, Jonathas Joba, Leandro Luna e Nilton Bicudo. Participação de Rodolfo Schwenger ao piano e narração.
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
01/07 até 27/08
Sexta – 21h30; Sábado e Domingo – 20h
$50/$70
Classificação 14 anos

ARTAUD, LE MÔMO

Artaud, Le Mômo é um monólogo teatrocoreográfico multimídia de Maura Baiocchi e Taanteatro Companhia sobre a vida e obra de Antonin Artaud. A linha mestra da dramaturgia é “o problema da liberdade autêntica”. Mostra a luta do poeta e ator francês Antonin Artaud contra a institucionalização das formas de vida e a sua tentativa de conquistar um corpo soberano. A meticulosa encenação combinada com uma trilha sonora vigorosa e  mapping de projeções convidam o público a vivenciar intensamente o universo lúdico-alucinatório do criador do teatro da crueldade.

Em São Paulo, estreou em agosto de 2016 no Teatro da Aliança Francesa  por ocasião do 120º aniversário de Antonin Artaud (1896-1948). Na França, em outubro do mesmo ano, estreou na Capela Paraire, edifícação remanescente do manicômio de Rodez onde Artaud permaneceu internado de 1943 a 1946.

A repercussão positiva vem motivando sucessivas reestreias dentro e fora do Brasil. Recentemente estreou em Córdoba/Argentina. De 07 a 28 de julho (somente às sextas feiras) realiza curta temporada no Teatro Viga Espaço Cênico/ São Paulo e em novembro voltará a fazer apresentações em Paris e em dezembro estreia em Berlim.

 Na mitologia grega, Momo é uma divindade nascida de Nix, a Noite. Expulso do Olimpo por criticar os outros deuses, Momo é a personificação do sarcasmo, das burlas, da zombaria e das grande ironias. Comparável à função do palhaço ou do bufão.

Inspirado em textos como – As novas revelações do serVerdadeira história de Artaud, o Momo; Supostos e Supliciações; A face humana; O homem árvore– o espetáculo encena a atualidade da poética artaudiana diante de nossos conflitos sócio-políticos e culturais.

E o conflito entre a América e a Rússia, mesmo multiplicado por bombas atômicas, pouca coisa será, face ao outro, que irá, de um só golpe disparar, entre os mantenedores e uma humanidade digestiva por um lado e por outro, o homem da vontade pura e seus raros seguidores, mas que têm por si a força eterna.” A. Artaud

Artaud, Le Mômo - Foto Lenise Pinheiro.JPG

Artaud, Le Mômo
Com Maura Baiocchi
Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 90 minutos
07 a 28/07
Sexta – 21h
$40
Classificação 14 anos

AGRESTE

A premiada montagem da Companhia Razões Inversas, com direção de Marcio Aurelio, está de volta para uma curta temporada no Teatro de Contêiner, no período de 23 de junho a 31 de julho, de sexta a segunda, às 20h.

Juan Alba passa a integrar o elenco ao lado de Paulo Marcello (ator desde a primeira montagem) da obra que tornou o nome do dramaturgo Newton Moreno conhecido nacional e internacionalmente.

Agreste é um vigoroso manifesto poético, uma fábula sobre ignorância, preconceito e amor incondicional. Um drama de amor no interior nordestino, em que um dos protagonistas acaba sendo vítima do horror da intolerância.

Foi escrita a partir de depoimentos sobre a sexualidade de mulheres no Nordeste, o desconhecimento que estas mulheres tinham de seu corpo e de sua sexualidade e trata do que pode ser considerado “o invisível”, aquilo que ninguém descreve ou explica, apenas sente. “Agreste retorna à cena para refletirmos a respeito do “diferente”, num momento em que a desconstrução de corpo, gênero e sexualidade está em jogo”, diz Paulo Marcello.

O espetáculo flerta com a referência constante das artes plásticas e a direção de arte, a cargo de Marcio Aurelio, é inspirada nos trabalhos do artista plástico Joseph Beuys e dos fotógrafos Angélica Del Nery e Chema Madoz.

SINOPSE

No meio da seca, um casal de lavradores simples descobre o amor e fogem. Pressentem que “algo” de perigoso paira sobre seu amor. A esposa vem a compreender o porquê, anos depois, após a morte do marido. Essa mulher machucada pela perda, sem entender a dimensão de seus atos, acaba sendo vítima do horror da intolerância.

AGRESTE é um vigoroso manifesto poético, uma fábula sobre ignorância, preconceito e amor incondicional. Em cena, dois atores narram e representam as personagens de sua estória. Esses atores montam e desmontam a cena, com o mesmo domínio que assumem a passagem narrador-personagem para personagem-narrador.

 image001

Agreste
Com Paulo Marcello e Juan Alba.
Teatro de Contêiner (R. dos Gusmões, 43 – Santa Ifigênia, São Paulo)
Duração 60 minutos
23/06 até 31/07
Sexta, Sábado, Domingo e Segunda – 20h
$30 ($5 moradores do bairro)
Classificação 14 anos