É SAMBA NA VEIA, É CANDEIA

Com texto de Eduardo Rieche, direção geral de Leonardo Karasek, produção executiva e artística de Rita Tele, “É Samba na Veia, é Candeia” conta a trajetória de Antônio Candeia Filho (1935/1978), mais conhecido como Candeia, um popular sambista portelense. A peça, que esteve em cartaz no Teatro Oficina (18/10 a 9/11), recebendo cerca de 2.000 pessoas, retorna para segunda temporada no Teatro Oficina entre 17 de fevereiro e 18 de março.

Encenado no entorno de uma roda de samba ambientada na trajetória do artista entre as décadas de 60 e 70, o musical foi encenado pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 2008. As duas montagens evidenciam a genialidade do compositor carioca, bem como destaca a contemporaneidade de suas letras e de seu pensamento.

A montagem paulista recebeu uma enorme aceitação do público, que lotou todas as apresentações. Atriz e produtora executiva do espetáculo, Rita Teles acredita que, além da questão do tema e dos cuidados com a montagem, a peça se fortaleceu muito por evidenciar o protagonismo da cena cultural independente, bem como pela representatividade de um elenco e de músicos majoritariamente oriundos do samba, das artes e de movimentos sociais afirmativos, principalmente o feminista e o movimento negro.

Para o diretor, Leonardo Karasek, o espetáculo defende o protagonismo de artistas negros que são a parcela majoritária na formação do elenco. Para ele, É Samba na Veia, É Candeia” ultrapassa as definições de um musical e se encaixa, perfeitamente, como uma peça biográfica. “O cenário reforça todo o simbolismo da trajetória de Candeia como homem negro e crítico social. A estruturação da montagem reforça o sentido da imersão do público no universo do compositor. E, nesse caminho, fazemos um convite para a releitura do mundo nos olhos de Candeia, com todas suas facetas e vivências como corpo e voz de movimento e atuação política por meio do samba”, diz.

O ator Marcelo Dalourzi interpreta Candeia com maestria e paixão. Os aspectos cotidianos da vida do músico, a utilização do samba como instrumento de resistência cultural da população negra do subúrbio carioca e a sua maneira singular de compor sobre os amores, as vicissitudes da vida e seu estilo musical sem perder a possibilidade de contestar males sociais como o racismo e apropriação cultural ganham destaque na encenação.

A direção musical é de Edinho Carvalho, compositor, pesquisador e responsável pela direção harmônica e melódica do Projeto Samba de Terreiro de Mauá, que faz todo o acompanhamento musical do espetáculo. A trilha sonora tem arranjos e também direção do músico Abel Luiz.

“Pintura sem arte”, “Testamento de Partideiro” e de “De Qualquer Maneira” são alguns dos sambas que compõem a vasta discografia de Candeia e integram o espetáculo. A trilha também conta com canções que, exaltadas na voz de outros célebres sambistas, como “Preciso me Encontrar”, consagrada por Cartola, ícone da Estação Primeira de Mangueira; “O Mar Serenou”, eternizada pela cantora e madrinha da Velha Guarda Musical da Portela, Clara Nunes, interpretada na peça por Suelen Ribeiro; e “Dia de Graça”, defendida pela voz de Elza Soares, interpretada por Josi Souza.

Outros temas do espetáculo são composições dos habituais parceiros de Candeia, como Riquezas do Brasil”, de Waldir 59; Me Alucina”, de Wilson Moreira; Falsas Juras”, de Casquinha; e “Coisas Banais”, de Paulinho da Viola. O espetáculo conta, ainda, com a coreografia do ator e dançarino Jefferson Brito e participação da cantora Sueli Vargas.

Para Rita Teles, “É Candeia, É Samba na Veia” exerce papel fundamental na releitura do compositor como crítico dos mecanismos de apropriação cultural dos valores e processos históricos de identidade negra. “Candeia, quando funda o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo com Wilson Moreira e Paulinho Viola, posiciona-se para além da música. Ele não somente se coloca contrário ao processo de industrialização cultural do samba, como o enxerga como uma ilha de resistência de valores identitários negros diante desse processo. E, no palco, este lado do poeta Candeia, idealista e ativista se faz presente”, conta.

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É Samba na Veia, é Candeia
Com Danilo Ramos, Denise Aires, Jair de Oliveira, Jefferson Brito, Jose Nelson Junior, Josi Souza, Leo Dias, Marcelo Dalourzi, Rita Teles, Suelen Ribeiro, Sueli Vargas, Viviane Clara, Wallace Andrade
Teatro Oficina Uzyna Uzona (Rua Jaceguai, 520 – Bixiga – São Paulo)
Duração 150 minutos
17/02 até 18/03
Sábado – 20h, Domingo – 19h
$40 ($10 – moradores do Bixiga)
Classificação: 12 anos

A PEQUENA SEREIA

O musical ‘A Pequena Sereia’, superprodução da Broadway inspirada no filme da Disney, terá sua primeira montagem no Brasil, a partir de 30 de março, no Teatro Santander.

A diretora e coreógrafa Lynne Kurdziel-Formato, que já esteve à frente de diversos musicais no mundo, assinará a versão brasileira, destinada ao público de todas as idades, tanto para quem guarda o filme em sua memória afetiva quanto para as novas gerações.  É a primeira vez que a Disney autoriza uma montagem no país, sem obrigação de ser uma réplica da americana.

IMM e Stephanie Mayorkis, da EGG Entretenimento, compraram os direitos para realizar este espetáculo  no Brasil, que terá 33 atores em cena e 12 músicos, com apresentação do Ministério da Cultura,Mercado Livre e Mercado Pago, patrocínio da Zurich Santander SegurosSkyMultiplus e Prevent Senior, com apoio da ColgateDrogaria São Paulo e Focus Energia.

Tenho muito orgulho do processo de desenvolvimento que o Teatro musical no Brasil vem passando desde 2001 até hoje. Atualmente, temos grandes talentos no país, assim como músicos, equipes criativas e técnicos capacitados. Investimos na formação de plateia”, destaca Stephanie Mayorkis, co-produtora do espetáculo e diretora da IMM. “Tudo isto, junto com nossa relação profissional de credibilidade e parceria com o time da Disney Theatrical, contribuiu para que a Disney nos desse esse voto de confiança e oportunidade para trabalharmos em uma versão totalmente nova, com qualidade e adaptações que sejam pertinentes ao nosso país”, acrescenta.

Em sua estreia no país, Lynne Kurdziel-Formato ficou encantada com a qualidade dos atores brasileiros: “eles são extremamente talentosos e criativos. E o que mais me impressionou e me fez sentir “em casa” foi a paixão com a qual eles se entregavam nas cenas, totalmente abertos a tudo que propusemos”.

 

Com base na clássica história de Hans Christian Andersen, ‘A pequena sereia’ tem como protagonista Ariel, que vive no fundo do mar, mas quer fazer parte do mundo dos humanos. Depois de tomar coragem e fazer um acordo com Úrsula, a esperta bruxa do mar, Ariel embarca na aventura da sua vida. Ao lado de Linguado e Sebastião, Ariel precisará de coragem e determinação para fazer o bem para os seus dois mundos.

 

MTS  SÃO PAULO    31/01/2018     CADERNO 2   A PEQUENA SEREIA  Ensaio  do musical " A Pequena Sereia" , rua Cotoxó 321. FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

Lucas Cândido (Linguado), Tiago Abravanel (Sebastião) e Fabi Bang (Ariel) (crédito JF Diorio/Estadão)

Com base na clássica história de Hans Christian Andersen, ‘A pequena sereia’ tem como protagonista Ariel, que vive no fundo do mar, mas quer fazer parte do mundo dos humanos. Depois de tomar coragem e fazer um acordo com Úrsula, a esperta bruxa do mar, Ariel embarca na aventura da sua vida. Ao lado de Linguado e Sebastião, Ariel precisará de coragem e determinação para fazer o bem para os seus dois mundos.

A montagem terá toques de brasilidade. “A versão ficou maravilhosa, com pitadas e ritmos do nosso país que encantarão o público”, afirma Stephanie Mayorkis. “Tenho certeza que entregaremos uma bela produção à plateia brasileira, fiel às intenções originais do musical. Nossos tradutores fizeram um trabalho adorável e toda a magia da Disney estará presente no palco desta superprodução”, enaltece Lynne.

 “A Pequena Sereia é um clássico da Disney e tem uma presença muito forte na memória dos brasileiros de todas as idades. Ele trata de um tema cada vez mais atual, que é a força das mulheres e a capacidade que elas têm de correr atrás de seus sonhos”, afirma Stephanie MayorkisLynne Kurdziel-Formato complementa: “todos os jovens passam por estágios nos quais eles sentem que não se encaixam, que são incompreendidos, o que costuma gerar o conflito de gerações. A Pequena Sereia é uma história universal, é também sobre os sacrifícios que estamos dispostos a fazer para o amor, seja ele o romântico, de família, de amigos”.

Produzido originalmente pela Disney Theatrical Productions, o musical estreou oficialmente na Broadway em 2008. O texto do musical é de Doug Wright, com música de Alan Menken , letras de Howard Ashman (escritas para o filme) e  letras adicionais de Glenn Slater. “Eu amo a música de Alan Menken, em um momento você está muito emocionado e, no instante seguinte, está gargalhando. Em vários momentos, queremos sair cantando e dançando juntos. Como qualquer bom musical, há uma grande variedade de estilos”, afirma Lynne.

A Pequena Sereia teve duas indicações ao Tony Awards, três ao Drama Desk Awards (incluindo melhor atriz), sete ao Broadway.com Audience Awards (vencendo com Sierra Boggess, na categoria revelação favorita), além de ter sido indicado ao Grammy como melhor álbum de gravação de elenco.

Lançado em 1989, o filme foi uma das maiores bilheterias do ano, sendo um marco na retomada das grandes produções da Disney. ‘Under the sea’, presente também na trilha do musical, ganhou o Oscar e Globo de Ouro de melhor canção original, além do Grammy de Melhor canção escrita para filme. A trilha sonora também venceu o Oscar e O Globo de Ouro.

A montagem brasileira traz, além de Lynne Kurdziel Formato (diretora artística e coreógrafa), Vânia Pajares(diretora musical), Fernanda Chamma (diretora artística e coreógrafa associada), Mariana Elisabetsky eVictor Mühlethaler (tradução) e Stephanie Mayorkis (produção geral).

Para aguçar um pouco mais a sua curiosidade, postamos um trailer de como foi a montagem na Broadway (lembrando, que aqui será uma montagem nacional).

A Pequena Sereia
Com Fabi Bang, Tiago Abravanel, Rodrigo Negrini, Andrezza Massei, Lucas Cândido, Conrado Helt, Fábio Yoshihara, Elton Towersey, Lucas de Souza, Marcelo Vasquez, Arízio Magalhães, Alberto Venceslau, Alessandra Dimitriou, Ana Araújo, Andreza Meddeiros, Bruna Vivolo, Carla Vazquez, Daniel Caldini, Fernanda Muniz, Guilherme Pereira, Henrique Moretzsohn, Johnny Camolese, José Dias, Letícia Soares, Marisol Marcondes, Murilo Armacollo, Nay Fernandes, Renato Bellini, Rodrigo Garcia, Sandro Conte, Vanessa Mello, Willian Sancar e Ygor Zago.
Teatro Santander (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
30/03 até 29/07
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 16h e 20h, Domingo – 15h e 19h
$75/$280
Classificação Livre

SE MEU APARTAMENTO FALASSE

Burt Bacharach é um compositor que dispensa apresentações. Aos 89 anos e ainda em atividade, ele segue pelo mundo colhendo os frutos de uma carreira repleta de sucessos e de canções que se eternizaram, como ‘I Say a Little Prayer’ e ‘I’ll Never Fall In Love Again’. Estes dois hits fazem parte do repertório de ‘Se Meu Apartamento Falasse…’ (‘Promises, Promises’ no original de 1968), sua primeira e única incursão no Teatro Musical, que chegará aos palcos de São Paulo a partir de 21 de janeiro no Teatro Santander. Os responsáveis pela empreitada são Charles Möeller & Claudio Botelho, que já tinham dedicado um espetáculo ao cancioneiro de Bacharach (‘Cristal Bacharach’, em 2003) e retornam à obra em seu 41º musical.

Marcelo Medici interpreta Chuck Baxter, o atrapalhado contador de uma companhia de seguros que empresta seu apartamento para encontros casuais de colegas de trabalho, em troca de promoções e vantagens na empresa. Entre algumas confusões e hilários desencontros, as coisas se complicam quando ele se apaixona pela garçonete Fran Kubelik (Malu Rodrigues), conhece a desmiolada Marge MacDougall (Maria Clara Gueiros) e cede a sua casa para Sheldrake (Marcos Pasquim), o dono da empresa.

A trama cômica foi inicialmente escrita pelo premiado dramaturgo Neil Simon e levada ao cinema (‘The Apartment’, 1960) por Billy Wilder e I.A.L. Diamond. Estrelado por Jack Lemmon  e Shirley MacLaine, o longa venceu o Oscar de Melhor Filme e ainda levou outros quatro troféus (Direção, Roteiro Original, Direção de Arte e Edição). Nos anos seguintes, Simon procurou Bacharach com a ideia de transformar a história em um musical. O resultado estreou em 1968 e marcou a história da Broadway com impressionantes 1281 apresentações.

Criadas especialmente para o palco, muitas das canções de ‘Se Meu Apartamento Falasse…’ foram gravadas por astros da música internacional, como Dionne Warwick, e são facilmente reconhecidas em todo o mundo. Além dos sucessos já citados acima, entram na lista ‘Promises, Promises’ e ´A House Is Not A Home´. A versão brasileira conta com arranjos e direção musical de Marcelo Castro, que vai reger uma orquestra com oito músicos.

Além do maestro, outros antigos parceiros de Möeller & Botelho estão reunidos na ficha técnica do musical, como Tina Salles (coordenação artística), Rogério Falcão (cenografia), Paulo Cesar Medeiros (iluminação), Alonso Barros (que assina a coreografia com Möeller), Beto Carramanhos (visagismo) e Ademir Moraes Jr. (design de som). Todos estiveram com a dupla em produções recentes como ‘Kiss Me, Kate’ (2015), ‘O Que Terá Acontecido a Baby Jane?’ e ‘Rocky Horror Show’ (2016).

Protagonista desta última montagem, Marcelo Medici reforça o elo com a dupla, que também o dirigiu em ‘Sweet Charity’ (2006). Enquanto Marcos Pasquim faz a sua estreia com os diretores neste trabalho, Maria Clara Gueiros esteve em ‘As Bruxas de Eastwick’ (2011) e ‘O Mágico de Oz’ (2012).

Já Malu Rodrigues chega ao seu 11º com Möeller & Botelho. Aos 24 anos, a atriz alcançou a incrível marca após atuar em ‘7 – O Musical’, ‘Beatles Num Céu de Diamantes’, ‘A Noviça Rebelde’, ‘Milton Nascimento – Nada Será Como Antes’, ‘O Despertar da Primavera’, ‘Nine – Um Musical Felliniano’, ‘Um Violinista no Telhado’, ‘O Mágico de Oz’, ‘Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos’, ‘Versão Brasileira – 25 anos de Musicais’.

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Elenco e Equipe Criativa

Se Meu Apartamento Falasse…
Com Marcelo Medici, Malu Rodrigues, Marcos Pasquim e Maria Clara Gueiros, André Dias, Fernando Caruso, Antonio Fragoso, Renato Rabelo, Ruben Gabira, Jullie, Karen Junqueira, Patrick Amstalden, Caru Truzzi, Lola Fanucchi, Patricia Athayde, Duda Ramos, Marianna Alexandre, Mayra Veras e Yasmin Lima
Teatro Santander (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
21/01 até 24/02
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$50/$190
Classificação 12 anos
 

CANTANDO NA CHUVA, O MUSICAL PRORROGA TEMPORADA

O público pode comemorar: “Cantando na Chuva”, com Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello, acaba de ter prorrogada sua temporada no Teatro Santander. Serão 18 apresentações a mais para presentear o público com a oportunidade de ver de perto essa superprodução elogiada pela crítica e prestigiada pelo público. Com a extensão, o espetáculo passa a ficar em cartaz até o dia 17 de dezembro.

A clássica história se passa nos idos de 1920 em plena Hollywood. Os atores Don Lockwood (Jarbas Homem de Mello) e Lina Lamont (Claudia Raia) são as estrelas da época, o casal preferido da indústria cinematográfica. Sucesso entre o público, os dois são os queridinhos da mídia, que aposta num relacionamento mais íntimo entres eles, algo que jamais existiu.

O sucesso do casal 20, entretanto, é abalado com a transição do cinema mudo para o falado, que logo se torna a sensação do mercado. Dispostos a não perderem o que conquistaram, Don e Lina se veem obrigados a produzirem um filme para atender às expectativas da época.  Juntos, eles precisam superar as dificuldades que essa “nova interpretação” representa para os dois, e assim se manterem no topo. Nesse processo, entram duas figuras importantes para o sucesso da investida do casal: Kathy Selden e Cosmo Brown. Originalmente interpretados por Debbie Reynolds e Donald O´Connor, Bruna Guerin e Reiner Tenente dão vida aos personagens no musical brasileiro.

Superprodução

Para produzir o musical, Claudia Raia se associou a Stephanie Mayorkis, produtora do espetáculo e diretora da IMM Esporte e Entretenimento. A direção da obra ficou a cargo do americano Fred Hanson, conhecido por seus trabalhos em “Miss Saigon”, “Les Misérables (EUA)” e “O médico e monstro”.

“Cantando na Chuva” recebe todos os cuidados dignos da superprodução que é. Para a lendária cena em que Don Lockwood sapateia na chuva, o teatro ganhou dois tanques, com capacidade total para mais de 8 mil litros de água, que produzem o efeito da chuva. O palco do Teatro Santander foi adaptado para receber um sistema de filtragem da água e outro de aquecimento, que mantém a temperatura em 29° C. Uma rede de drenagem com bombas faz a receptação para reutilização da água, evitando qualquer desperdício. Do assento, o público assiste de perto à magia de uma das cenas mais marcantes do cinema.

A cena da chuva é a mais clássica de todos os tempos dos filmes musicais. E não poderia ser diferente no nosso espetáculo”, afirma Jarbas. Sobre a cena tão emblemática, Claudia Raia é categórica: “Quando toca aquela música, e você vê alguém cantando na chuva com aquele guarda-chuva aberto, é emocionante. O público vai ao delírio”.

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Cantando na Chuva, O Musical
com Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Bruna Guerin, Reiner Tenente, Sérgio Rufino, Dagoberto Feliz, Thiago Machado, Nábia Villela, Fabio Saltini, Alessandra Dimitriou, Andreza Meddeiros, Carla Vazquez, Carol Tanganini, Claudia Rosa, Conrado Helt, Gabriela Rodrigues, Johnny Camolese, Julio Assad, Elcio Bonazzi, Luciana Milano, Marcelo Santos, Mariana Barros, Mariana Gallindo, Marisol Marcondes, Matheus Paiva, Nina Sato, Pedro Paulo Bravo, Sandro Conte, Leandro Naiss e Vanessa Mello.
Teatro Santander – Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
Estreia 12/08 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
$50/$260
Classificação Livre

CANTANDO NA CHUVA, O MUSICAL (FOTOS)

Um dos filmes mais celebrados da história do cinema norte-americano ganhará os palcos de São Paulo em agosto.

No ano em que completa os 65 anos de sua estreia nas telonas, chega ao Brasil o musical “Cantando na Chuva”, no Teatro Santander. Os icônicos papeis interpretados por Gene Kelly e Jean Hagen agora ganham vida através de Jarbas Homem de Mello e Claudia Raia.

Veja abaixo fotos da produção, com destaque para a participação de Marcelo Médici e Reynaldo Gianecchini, que gravaram filmes de época, que serão mostrados durante o espetáculo. (crédito – Produção, Caio Gallucci e Gabriela Bilo/Estadão)

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Cantando na Chuva
com Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Bruna Guerin, Reiner Tenente, Sérgio Rufino, Dagoberto Feliz, Thiago Machado, Nábia Villela, Fabio Saltini, Alessandra Dimitriou, Andreza Meddeiros, Carla Vazquez, Carol Tanganini, Claudia Rosa, Conrado Helt, Gabriela Rodrigues, Johnny Camolese, Julio Assad, Lázaro Menezes, Leandro Naiss, Luciana Milano, Marcelo Santos, Mariana Barros, Mariana Gallindo, Marisol Marcondes, Matheus Paiva, Nina Sato, Pedro Paulo Bravo, Sandro Conte, Tutu Morasi e Vanessa Mello.
Teatro Santander – Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
Estreia 12/08
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
$50/$260
Classificação Livre

RENT

Como você conta um ano de sua vida? Vencedor de 4 Tony Awards (Melhor Musical, Melhor Texto, Melhor Trilha Original e Melhor Ator Coadjuvante), RENT conta um ano na vida de oito jovens que tem que encarar as aventuras e desventuras de seus amores, amizades, conflitos, problemas financeiros, o transparecer da sexualidade e o embate com a finitude humana. Mais que um musical, Rent é uma corrente de amor!

A história começa na véspera de natal, na cobertura de uma antiga editora musical. Um loft industrial onde moram Mark (Bruno Narchi), cineasta perdido que saiu debaixo das asas de seus pais para tentar a sorte na cidade grande e Roger (Thiago Machado), musico ex integrante de uma quase bem-sucedida banda de punk rock, que perdeu sua inspiração ao se ver frente a frente com a morte.

Em meio ao frio congelante, Mimi (Ingrid Gaigher), a vizinha do andar de baixo, bate na porta deles em busca de fogo e acaba reacendendo a vida de Roger. Collins (Max Grácio), gênio da computação e professor universitário, aparece na cidade para passar a noite de natal com seus amigos. Após um assalto, acaba caído em um beco qualquer onde encontra seu salvador, Angel (Diego Montez), percussionista de rua e Drag Queen. Benny (Mauro Sousa), antigo amigo e proprietário do imóvel, aparece para cobrar o aluguel.

Maureen (Myra Ruiz), ex parceira de Mark, é uma artista performática que prepara seu protesto, contra a cobrança e a desapropriação dos terrenos da região, com a ajuda de Joanne (Priscila Borges), advogada feminista e sua atual namorada. A partir de uma única noite, acompanhamos o recorte de um ano na vida dessas pessoas. ‘Um close’ nos encontros e desencontros, na amizade, no agora, na saudade, na solidão, na companhia, na vida, na perda, no cuidar do outro e, acima de tudo, no amor.

Jonathan Larson, que venceu o Prêmio Pulitzer de Teatro com o musical, não pode nem comemorar o sucesso de sua principal obra, pois faleceu às vésperas da estreia, vítima de uma doença rara. O musical que revolucionou a Broadway comemora, em 2016, 20 anos de história. Estreou em 1996 como um musical Off Broadway. Hoje, é um dos 11 musicais com mais tempo em cartaz na Broadway (12 anos consecutivos). A adaptação para o cinema foi feita em 2005, sob a direção de Chris Columbus.

Produtor e realizador do projeto, ao lado de Bel Gomes, o ator Bruno Narchi iniciou essa jornada em 2014 e conta: “RENT foi o musical que me inspirou a fazer musicais. Foi também a primeira vez que pensei em montar e produzir um espetáculo. Somente dez anos depois, em uma conversa de camarim com outros colegas de elenco do musical ‘Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz’, nos questionamos sobre qual musical gostaríamos de fazer e produzir. Mais uma vez apareceu o nome: RENT. Hoje, vejo e acredito muito que o próprio projeto fez sua seleção natural. Formamos um time que defende essa obra com tudo aquilo que ela merece. Garra, verdade, vontade e amor. Muito amor. Um grupo de amigos falando de um grupo de amigos.”

A opção em fazer uma temporada alternativa, com apresentações durante a semana, viabilizou o projeto. “Nos apresentaremos em dias em que podemos ter os melhores profissionais do mercado que terão liberdade de fazer outros trabalhos. Marcaremos as terças e quartas como um dia de festa, um evento semanal que não briga e nem compete com os outros musicais. Pelo contrário, vejo esse projeto como uma grande celebração de uma série de conquistas desse mercado. É uma homenagem aos musicais, aos profissionais, e aos amigos. Uma linda Corrente de Amor”, completa Narchi.

Poético, visceral e humano, RENT não pode ser visto apenas como “mais um musical”. Revolucionário e atual, ele nos envolve com nossos questionamentos diários, nos convida para sua realidade palpável e nos provoca com nossas semelhanças. Uma trama de escolhas e consequências que nos mostram a fragilidade da vida, a velocidade do tempo e a força de um sentimento.

A busca por uma voz. A vida mensurada em amor.

Rent
Com Myra Ruiz, Bruno Narchi, Diego Montez, Thiago Machado,
Ingrid Gaigher, Mauro Sousa, Max Grácio, Priscila Borges,
Thuany Parente, Carol Botelho, Lívia Graciano, Zuba Janaina,
Bruno Sigrist, Arthur Berges, Philipe Azevedo, Felipe Domingues, Guilherme Leal e Kaíque Azarias.
Teatro Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 150 minutos
14 a 21/12/16
10/01 até 29/03/17
Terça e Quarta – 21h
(sessão extra 19/12 – segunda – 21h)
$100
Classificação 14 anos
 
Texto: Jonathan Larson
Versão Brasileira: Mariana Elisabetsky
Direção: Susana Ribeiro
Direção Musical: Daniel Rocha
Direção de Movimento e Coreografia: Kátia Barros
Cenografia: André Cortez
Figurino: Fause Haten
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Iluminação: Wagner Freire
Produtores Associados: Bruno Narchi e Bel Gomes
Realização: IBELIEVE R.A. e BELELEO PRODS.
Assessoria de Imprensa: Morente Forte

ESMERALDA, O MUSICAL

Esmeralda, O Musical” apresenta a história do conturbado amor da cigana Esmeralda e do fidalgo Dom Carlos. O espetáculo se passa na Espanha no início do século XIX e traz toda magia, encanto e alegria do povo cigano. A trilha sonora é composta por músicas de FÁBIO JR., com suas letras românticas e fortes que receberam um novo arranjo composto com instrumentos ciganos e espanhóis.

O best-seller “Esmeralda” é um livro aclamado da renomada autora ZÍBIA GASPARETTO. A adaptação para o palco ficou a cargo de ANNAMARIA DIAS, dramaturga brasileira, e a adaptação musical e direção geral é assinada por LUCIENNE CUNHA.

Sinopse

Esmeralda era orgulhosa, absoluta! Linda! O mistério maravilhoso de sua dança em meio ao povo arrancava olés e aplausos acalorados. Sempre desejada, despertava paixões, exacerbava sentimentos, era amada. Porém não amava ninguém. Indiferente, pouco se importava com a dor dos seus apaixonados, exigindo tudo deles sem nada dar em troca. Foi em Valença, na primavera, que Esmeralda encontrou o amor. E esse amor arrastou consigo o destino. A vaidade tem um preço que o orgulho cigano sempre paga.

Esmeralda, o Musical
Com André Moreira, Danniel Corrêah, Eduardo Moreno, Fabiana Goddoy, Gabriela Hess, Laura Santini, Luna Milano, Marcelo Iazzetti, Marcos Furtado, Marina Costa, Mayara Evans, Nalin Junior, Rosa Guimarães e Valdir Ramos. Atores convidados: Débora Munhyz e Paulo Perez
Teatro Maria Della Costa (rua Paim, 72 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 150 minutos
27/11
Domingo – 19h
$60
Classificação Etária: 14 anos