O PALÁCIO DAS DELÍCIAS

Durante todas as quintas-feiras de julho, às 21h30, a Cia. Hedonê de Teatro Afrodisíaco apresenta ‘O Palácio das Delícias‘ no Dominatrix Augusta (rua Fernando de Albuquerque, 298).
Com concepção, texto e direção de Xean Lechien, o espetáculo sensorial e interativo tem como objetivo encantar, surpreender e transformar o público durante os 60 minutos de apresentação.
Na trama, Xean Lechien; o mago, convida as pessoas a visitar os salões magníficos do imponente e legendário Palácio das Delícias. Ao deixar na chapelaria todas as coisas inúteis, o espectador estará pronto para imergir numa jornada transformadora, onde encontrará criaturas misteriosas e fascinantes e com elas viverá momentos mágicos e inesquecíveis.
Os mentores Lola Steinhot, Miyamoto Sam, La Falcão, Lua, Latifah, Vicky e Newton Eric estarão a postos, em performances envolventes, para tornar a aventura segura e prazeirosa a todos.
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O Palácio das Delícias
Com Lola Steinhot, Miyamoto Sam, La Falcão, Lua, Latifah, Vicky e Newton Eric
Dominatrix Augusta (rua Fernando de Albuquerque, 298 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
05 a 26/07
Quinta – 21h30
$40
Classificação 18 anos

JUSTA

Depois estrear no Rio de Janeiro, o espetáculo JUSTA, com texto de Newton Moreno e direção de Carlos Gradim, desembarca em São Paulo para uma temporada no Sesc 24 de Maio, entre 28 de junho e 22 de julho. Com Yara de Novaes (ganhadora do Prêmio Shell de melhor atriz em 2017 pelo espetáculo “Love, Love, Love”) e Rodolfo Vaz (Prêmio Shell de melhor ator em 2007 pela peça “Salmo 91”) no elenco, a peça marca os 20 anos de trajetória da Odeon Companhia Teatral.

O trabalho foi idealizado por Gradim, que convidou Moreno para escrever um texto sobre a vida e a intimidade das prostitutas. Depois de discutir o esgotamento ético do Brasil atual e as mazelas sociais da população, eles criaram uma espécie de crônica política dos nossos tempos. Na trama, um investigador trabalha com crimes contra políticos corruptos brasileiros e tenta encontrar algum cidadão ético e incorruptível.

Nesse caminho, ele colhe o depoimento de várias prostitutas, todas interpretadas por Yara de Novaes, que são alegorias para o povo brasileiro. Uma delas é Justa, uma mulher ética no trabalho, na vida e no relacionamento com os clientes. ”A realidade do Brasil vem através dos discursos da vida dessas mulheres, do que as levou até ali, das injustiças e desigualdades sociais que sofrem. Em alguma delas, há uma defesa da prostituição como uma escolha do feminino, uma atitude política consciente”, comenta Newton Moreno.

Com um clima investigativo típico do Cinema Noir, a peça está recheada de metáforas que apontam para o reencantamento do povo pela justiça. “Nossa fábula metaforiza a necessidade de erradicar uma velha política. Após este momento de esgotamento ético, como avançar em tempos de extremos, quando parece que a única forma de diálogo é a violência? (ou o não diálogo?). Mas em nossa fábula, pensamos não mais a política como prostituição, mas a prostituição como política”, instiga o dramaturgo. Outra referência é a obra “Mãe, Filha, Avó e Puta”, de Gabriela Leite.

Antes de chegar a São Paulo, o espetáculo estreou no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB Rio) no final de 2017 e foi selecionado para duas apresentações na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, no município de Pavuna, em janeiro de 2018.

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Justa

Com Yara de Novaes e Rodolfo Vaz

Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo)

Duração 90 minutos

28/06 até 22/07

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$40 ($12 credencial plena)

Classificação 18 anos

 

ODISSEIA

Com 10 anos de trajetória, a Cia. Hiato estreia no dia 9 de junho, no Sesc Avenida Paulista seu sétimo espetáculo: Odisseia, inspirado no poema épico de Homero, que teve estreia internacional em maio no Onassis Cultural Centre, em Atenas, na Grécia. Com direção de Leonardo Moreira e dramaturgia coletiva, a peça fica em cartaz até 8 de julho, com sessões de quinta a sábado, às 19h, e aos domingos, às 17h.

Sinopse

Inspirada no épico de Homero, a Cia. Hiato comemora seus dez anos com a estreia de “Odisseia”. Como rapsodos antigos, sete atores recontam odisseias pessoais e coletivas, oscilando entre realismo e fantasia. A experiência viva de narrativas marginais à Odisseia desafia tanto as dicotomias ficção / realidade , público/ privado quanto borra a polaridade ator e espectador.

A partir da tão conhecida história de um homem que deixou seu lar e seu coração para lutar uma guerra e acabou por vagar por anos tentando voltar para casa, a Cia Hiato convida o  público a tomar o lugar do protagonista ausente Odisseu e navegar por diferentes ilhas.

Os sete atores desenlaçam memórias, dúvidas e sonhos a partir dos personagens e narrativas do épico grego: o abandono de Telêmaco; a rejeição de Calipso; o corpo de Circe; a violência estratégica de  Atena; o fogo de Héstia; a espera de Penélope.

Uma viagem a um só tempo íntima e grandiosa; o encontro entre o ridículo da nossa vida ordinária e a força mítica das histórias que ainda tentam nos explicar. Porque, depois de tudo dito e feito, podemos igualmente ser ordinários e míticos.

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Odisseia
Com Aline Filócomo, Aura Cunha, Fernanda Stefanski, Luciana Paes, Maria Amélia Farah, Paula Picarelli e Thiago Amaral
Sesc Avenida Paulista (Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo)
Duração 270 minutos (com dois intervalos de 20 minutos)
09/06 até 08/07
Quinta, Sexta e Sábado – 19h, Domingo – 17h
$30 ($9 – credencial plena)
Classificação 18 anos

BEM VINDO MEU NOVO SER

Mães, gestantes, puérperas e mulheres que aguardam seus pequenos na fila de adoção têm um show feito especialmente para elas: trata-se de Bem Vindo Meu Novo Ser, novo espetáculo da cantora Isadora Cantoque estreia no Teatro MorumbiShopping dia 1º de maio, terça-feira, às 21 horas.

Bem Vindo Meu Novo Ser é uma releitura profunda e intensa da carreira de mais de 20 anos de Isadora. Neste show a artista canta o sentimento do “ser Mãe”, os momentos que envolvem a maternidade, os sentidos da pulsação do cordão umbilical aos primeiros anos da conexão única entre ela e a criança.

Por meio de melodias, ela dá voz às emoções e trata da redescoberta da mulher e seu reencontro com o feminino. Músicas como Vem Bebê, que acolhe as mães tentantes ou na fila de adoção, Crescer, para aquelas que vivem a descoberta de carregar um ser no ventre, Bailarina, que trata da inconstância do puerpério, e De Peito Aberto, composição que aborda a amamentação, formam o repertório que fazem parte do show.

Músicas inéditas como Novembro e Recomeço trazem o lado das dores e delícias de ser mulher. Isadora trará versões de Reconhecimento e Mãe, dois dos seus maiores sucessos. Indicada ao Grammy Latino, a apresentação da artista é recomendada ao público adulto.

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Bem Vindo Meu Novo Ser
Com Isadora Canto
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das acácias, São Paulo)
Duração 60 minutos
01 a 29/05
Terça – 21h
$50
Classificação 18 anos

DAMA DA NOITE

O ator Luiz Fernando Almeida, volta aos palcos com “Dama da Noite”, uma adaptação do conto de Caio Fernando Abreu, para mais uma temporada em São Paulo. A reestréia acontece no dia 19 de abril, quinta-feira, as 21horas, no Cabaret da Cecília. A direção e de Andre Leahun. A montagem comemora sete anos em cartaz e narra à vida de um ser humano que vê o mundo e não se sente inserido no mundo que vê.

A premiada versão do ator santista Luiz Fernando Almeida para o monólogo “Dama da Noite”, inspirado em um conto de Caio Fernando Abreu (1948-1996), comemora sete anos de existência em sua quarta temporada em São Paulo.

A peça fica em cartaz no Cabaret da Cecília, sempre as quintas-feiras, a partir de 19 de Abril, com apresentações às 21h. Os ingressos são no sistema pague quanto puder. Após cada apresentação é passado um chapéu, onde o público contribui voluntariamente.

Dirigido por André Leahun, o espetáculo revela as angústias de uma pessoa que não consegue se inserir no mundo em que vive. A personagem expurga todo o seu desprezo pela sociedade que a exclui.

Com clima intimista, a montagem é ambientada em um cenário que deve ser escolhido pela imaginação do espectador – pode ser uma balada, um bar, um clube ou qualquer outro lugar.

A montagem ganhou uma adaptação cinematográfica em 2014, dirigida por Dino Menezes. O curta-metragem já foi exibido em vários festivais nacionais.

O espetáculo foi classificado em segundo lugar no “Prêmio Nacional de Teatro de Mogi das Cruzes”, em 2011, e recebeu a premiação de melhor maquiagem no “2º FESTKAOS” no mesmo ano. Além disso, esteve entre os finalistas do “Aplauso Brasil 2013”, nas categorias de melhore ator, diretor e figurino e foi indicado a prêmios da comunidade LGBT na categoria Melhor Espetáculo Teatral LGBT pelos premio do Papo Mix e Guia Gay SP. Participou de eventos como: Corpo Subcorpo- SESC- SP, Festival Mix Brasil (SP, RJ, Acre), Sansex- Mostra da Diversidade Sexual de Santos, SIM- Semana da Diversidade Sexual de Araçatuba, Fringe- Festival de Teatro de Curitiba entre outros.

Plus

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Dama da Noite
Com Luiz Fernando Almeida
Cabaret da Cecília (Rua Fortunato 35- Santa Cecília, São Paulo)
19/04 até 26/07
Quinta – 21h
Pague quanto puder (somente em dinheiro).
Classificação 18 anos

O ASSASSINATO DO PRESIDENTE

Numa noite na Rua do Triunfo, o maior criminoso do Brasil, o rei da Boca do Lixo do século 21, Ulisses, recebe uma prostituta travesti, Penélope, do seu catálogo vip para um encontro antes dele executar, no dia seguinte, o presidente do País. Nessa noite, revelações na vida das personagens as aproximam para sempre, mudando inesperadamente o rumo da história.

Esta é a sinopse do espetáculo da Cia de teatro Pessoal do Faroeste, com texto e direção de Paulo Faria, que retoma temporada no próximo dia 26 de fevereiro, com apresentações sempre às segundas, às 20h. A peça, assim como a maior parte do material produzido pela Cia, segue explorando o entorno da sede do grupo, a região da Luz, onde também está o Memorial da Resistência, que na ficção seria o palco do crime contra o presidente da república.

O espetáculo se desenvolve por meio de diálogos entre as duas personagens, vividos pelo próprio autor/diretor Paulo Faria e a atriz Leona Jhovs. Os diálogos revelam uma relação capaz de mudar o fim da história.

A montagem será apresentada na sede da Cia, que fica na Rua do Triunfo, 301/305, próximo à estação de metrô Luz. A entrada é “pague quanto puder”.

Esta é a segunda temporada. A peça estreou no dia 04 de dezembro de 2017, de segunda a sexta, até o dia 26 de janeiro de 2018 (com intervalo para as festas natalinas), totalizando 25 apresentações. Nesta nova temporada, de 26 de fevereiro a 21 de maio, as apresentações serão somente às segundas-feiras, às 20h.

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O Assassinato do Presidente
Com Leona Jhovs e Paulo Faria
Sede da Cia Pessoal do Faroeste (Rua do Triunfo, 301, Luz, São Paulo)
Duração 60 minutos
26/02 até 21/05
Segunda – 20h
$ – pague quanto puder
Classificação 18 anos

ISTO É UM NEGRO?

Como transformar teoria em cena? Como discutir negritude e questões raciais a partir da experiência singular de cada um dos intérpretes? ISTO É UM NEGRO?, que estreia no dia 2 de março, sexta-feira, às 21h30, no Sesc Belenzinho, propõe algumas hipóteses possíveis para essas perguntas. A montagem, com direção de Tarina Quelho e dramaturgismo de José Fernando Peixoto de Azevedo, traz no elenco Ivy Souza, Lucas Wickhaus, Mirella Façanha e Raoni Garcia.

ISTO É UM NEGRO? é  também um estudo sobre como implicar e  estar implicado em um assunto e, para tanto, explora na cena os limites entre autobiografia e ficção, assim como entre o humor e o constrangimento, misturando diversas linguagens e formatos, do stand-up ao vídeoclipe. Sempre buscando engajar a plateia nestes acontecimentos, é  a  conversa que dita o tom despretensioso do discurso levado ao palco.

Para a diretora Tarina Quelho, discutir negritude numa equipe formado por negros, negras, brancos, mestiços indígenas e japoneses, foi desafiador e muito importante para construção do espetáculo, e revelou com quem queremos dialogar: um Brasil mestiço e racista. “Enquanto não entendermos que racismo é um sistema e que todos estamos dentro dele, e somente pessoas negras se interessarem por discussões raciais, avançaremos pouco nesta conversa. É preciso que todxs  estejam engajados para o fim dessa sociabilidade excludente, escravocrata e cruel, e a peça, como tantas outras iniciativas em vários campos, que falar sobre isso”, explica ela.

Cadeiras amontoadas

Pela mesma porta que o público entra no teatro para assistir ao espetáculo, entram três intérpretes molhados – vestidos e encharcados de água. Olham as pessoas que ali estão para assistir, olham uma pilha de cadeiras brancas amontoadas no proscênio e se perguntam: nós? E logo concluem: nós! Tiram as roupas molhadas, com dificuldade porque estão pesadas e coladas no corpo, e sobem no palco empurrando a montanha de cadeiras brancas. Empurram juntos até que haja espaço para que eles ocupem aquele lugar.

Uma atriz que toma de assalto o espaço que não é dela, um “ex-branco”, uma mulher negra num show de stand up e um menino negro e “bicha” são algumas das figuras  criadas pelos atores e que aparecem nas cenas do espetáculo, que tem estrutura episódica e faz da metalinguagem seu brinquedo.

Foi lendo e estudando Angela Davis, Fred Moten, Achille Mbembe, Bel Hooks, Grada Kilomba, Frantz Fanon, Sueli Carneiro, Mano Brown e Aimé Cesaire, que o grupo elaborou as questões presentes em cada uma das cenas do espetáculo.

Diálogo com público

De acordo com Tarina Quelho, a pergunta ISTO É UM NEGRO? do título do espetáculo não busca uma resposta ou conclusão e sim friccionar a invenção do negro e tentar elaborar a experiência do que é ser e existir como negro, hoje no Brasil. “A interrogação é uma proposição para o diálogo com o público, a partir do encontro, pensamos sobre como o reconhecimento de nossas trajetórias são pontos de partida para a construção de novas experiências”, conta a diretora.

Em um país que possui maioria da sua população negra  e que ao mesmo tempo é cenário de processos de aniquilação desta, da sua cultura e identidade, é necessário enxergar que o racismo opera como método de controle social, regendo desigualdades, velando sua atuação de forma sofisticada, se enraizando de maneira truculenta através das relações de opressões cotidianas e contínuas.

A inquietação que busca respostas para os efeitos que o racismo produz em nossa sociedade, gera paralelamente uma contra-força que evoca um coro de indivíduos que pretendem através do reconhecimento do seu percurso e compreensão de sua identidade, causar uma ruptura da manutenção de práticas que neguem sua subjetividade. Perguntar é uma forma de negar a manutenção dessas estruturas”, defende Tarina.

Liberdade de expressão

Como campo de experiências sensíveis, a arte tem potência para dar forma a territórios poéticos heterogêneos, onde coexistem liberdades de expressão e expressões de liberdades diversas. Por meio da presente atividade, o Sesc reitera o seu compromisso com a cultura e com a educação, ao trazer à baila produções e processos artísticos que debatem a liberdade de expressão concretamente, em sua imbricação com a liberdade dos corpos – que precisa ser construída permanentemente.

03.2018 - Teatro - Isto e um Negro - Lucas Brandao

Isto é um Negro?
Com Ivy Souza, Lucas Wickhaus, Mirella Façanha e Raoni Garcia
Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos I (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)
Duração 90 minutos
02 a 11/03
Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h30
$20 ($6 – credencial plena)
Classificação 18 anos