BEM VINDO MEU NOVO SER

Mães, gestantes, puérperas e mulheres que aguardam seus pequenos na fila de adoção têm um show feito especialmente para elas: trata-se de Bem Vindo Meu Novo Ser, novo espetáculo da cantora Isadora Cantoque estreia no Teatro MorumbiShopping dia 1º de maio, terça-feira, às 21 horas.

Bem Vindo Meu Novo Ser é uma releitura profunda e intensa da carreira de mais de 20 anos de Isadora. Neste show a artista canta o sentimento do “ser Mãe”, os momentos que envolvem a maternidade, os sentidos da pulsação do cordão umbilical aos primeiros anos da conexão única entre ela e a criança.

Por meio de melodias, ela dá voz às emoções e trata da redescoberta da mulher e seu reencontro com o feminino. Músicas como Vem Bebê, que acolhe as mães tentantes ou na fila de adoção, Crescer, para aquelas que vivem a descoberta de carregar um ser no ventre, Bailarina, que trata da inconstância do puerpério, e De Peito Aberto, composição que aborda a amamentação, formam o repertório que fazem parte do show.

Músicas inéditas como Novembro e Recomeço trazem o lado das dores e delícias de ser mulher. Isadora trará versões de Reconhecimento e Mãe, dois dos seus maiores sucessos. Indicada ao Grammy Latino, a apresentação da artista é recomendada ao público adulto.

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Bem Vindo Meu Novo Ser
Com Isadora Canto
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das acácias, São Paulo)
Duração 60 minutos
01 a 29/05
Terça – 21h
$50
Classificação 18 anos

DAMA DA NOITE

O ator Luiz Fernando Almeida, volta aos palcos com “Dama da Noite”, uma adaptação do conto de Caio Fernando Abreu, para mais uma temporada em São Paulo. A reestréia acontece no dia 19 de abril, quinta-feira, as 21horas, no Cabaret da Cecília. A direção e de Andre Leahun. A montagem comemora sete anos em cartaz e narra à vida de um ser humano que vê o mundo e não se sente inserido no mundo que vê.

A premiada versão do ator santista Luiz Fernando Almeida para o monólogo “Dama da Noite”, inspirado em um conto de Caio Fernando Abreu (1948-1996), comemora sete anos de existência em sua quarta temporada em São Paulo.

A peça fica em cartaz no Cabaret da Cecília, sempre as quintas-feiras, a partir de 19 de Abril, com apresentações às 21h. Os ingressos são no sistema pague quanto puder. Após cada apresentação é passado um chapéu, onde o público contribui voluntariamente.

Dirigido por André Leahun, o espetáculo revela as angústias de uma pessoa que não consegue se inserir no mundo em que vive. A personagem expurga todo o seu desprezo pela sociedade que a exclui.

Com clima intimista, a montagem é ambientada em um cenário que deve ser escolhido pela imaginação do espectador – pode ser uma balada, um bar, um clube ou qualquer outro lugar.

A montagem ganhou uma adaptação cinematográfica em 2014, dirigida por Dino Menezes. O curta-metragem já foi exibido em vários festivais nacionais.

O espetáculo foi classificado em segundo lugar no “Prêmio Nacional de Teatro de Mogi das Cruzes”, em 2011, e recebeu a premiação de melhor maquiagem no “2º FESTKAOS” no mesmo ano. Além disso, esteve entre os finalistas do “Aplauso Brasil 2013”, nas categorias de melhore ator, diretor e figurino e foi indicado a prêmios da comunidade LGBT na categoria Melhor Espetáculo Teatral LGBT pelos premio do Papo Mix e Guia Gay SP. Participou de eventos como: Corpo Subcorpo- SESC- SP, Festival Mix Brasil (SP, RJ, Acre), Sansex- Mostra da Diversidade Sexual de Santos, SIM- Semana da Diversidade Sexual de Araçatuba, Fringe- Festival de Teatro de Curitiba entre outros.

Plus

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Dama da Noite
Com Luiz Fernando Almeida
Cabaret da Cecília (Rua Fortunato 35- Santa Cecília, São Paulo)
19/04 até 26/07
Quinta – 21h
Pague quanto puder (somente em dinheiro).
Classificação 18 anos

O ASSASSINATO DO PRESIDENTE

Numa noite na Rua do Triunfo, o maior criminoso do Brasil, o rei da Boca do Lixo do século 21, Ulisses, recebe uma prostituta travesti, Penélope, do seu catálogo vip para um encontro antes dele executar, no dia seguinte, o presidente do País. Nessa noite, revelações na vida das personagens as aproximam para sempre, mudando inesperadamente o rumo da história.

Esta é a sinopse do espetáculo da Cia de teatro Pessoal do Faroeste, com texto e direção de Paulo Faria, que retoma temporada no próximo dia 26 de fevereiro, com apresentações sempre às segundas, às 20h. A peça, assim como a maior parte do material produzido pela Cia, segue explorando o entorno da sede do grupo, a região da Luz, onde também está o Memorial da Resistência, que na ficção seria o palco do crime contra o presidente da república.

O espetáculo se desenvolve por meio de diálogos entre as duas personagens, vividos pelo próprio autor/diretor Paulo Faria e a atriz Leona Jhovs. Os diálogos revelam uma relação capaz de mudar o fim da história.

A montagem será apresentada na sede da Cia, que fica na Rua do Triunfo, 301/305, próximo à estação de metrô Luz. A entrada é “pague quanto puder”.

Esta é a segunda temporada. A peça estreou no dia 04 de dezembro de 2017, de segunda a sexta, até o dia 26 de janeiro de 2018 (com intervalo para as festas natalinas), totalizando 25 apresentações. Nesta nova temporada, de 26 de fevereiro a 21 de maio, as apresentações serão somente às segundas-feiras, às 20h.

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O Assassinato do Presidente
Com Leona Jhovs e Paulo Faria
Sede da Cia Pessoal do Faroeste (Rua do Triunfo, 301, Luz, São Paulo)
Duração 60 minutos
26/02 até 21/05
Segunda – 20h
$ – pague quanto puder
Classificação 18 anos

ISTO É UM NEGRO?

Como transformar teoria em cena? Como discutir negritude e questões raciais a partir da experiência singular de cada um dos intérpretes? ISTO É UM NEGRO?, que estreia no dia 2 de março, sexta-feira, às 21h30, no Sesc Belenzinho, propõe algumas hipóteses possíveis para essas perguntas. A montagem, com direção de Tarina Quelho e dramaturgismo de José Fernando Peixoto de Azevedo, traz no elenco Ivy Souza, Lucas Wickhaus, Mirella Façanha e Raoni Garcia.

ISTO É UM NEGRO? é  também um estudo sobre como implicar e  estar implicado em um assunto e, para tanto, explora na cena os limites entre autobiografia e ficção, assim como entre o humor e o constrangimento, misturando diversas linguagens e formatos, do stand-up ao vídeoclipe. Sempre buscando engajar a plateia nestes acontecimentos, é  a  conversa que dita o tom despretensioso do discurso levado ao palco.

Para a diretora Tarina Quelho, discutir negritude numa equipe formado por negros, negras, brancos, mestiços indígenas e japoneses, foi desafiador e muito importante para construção do espetáculo, e revelou com quem queremos dialogar: um Brasil mestiço e racista. “Enquanto não entendermos que racismo é um sistema e que todos estamos dentro dele, e somente pessoas negras se interessarem por discussões raciais, avançaremos pouco nesta conversa. É preciso que todxs  estejam engajados para o fim dessa sociabilidade excludente, escravocrata e cruel, e a peça, como tantas outras iniciativas em vários campos, que falar sobre isso”, explica ela.

Cadeiras amontoadas

Pela mesma porta que o público entra no teatro para assistir ao espetáculo, entram três intérpretes molhados – vestidos e encharcados de água. Olham as pessoas que ali estão para assistir, olham uma pilha de cadeiras brancas amontoadas no proscênio e se perguntam: nós? E logo concluem: nós! Tiram as roupas molhadas, com dificuldade porque estão pesadas e coladas no corpo, e sobem no palco empurrando a montanha de cadeiras brancas. Empurram juntos até que haja espaço para que eles ocupem aquele lugar.

Uma atriz que toma de assalto o espaço que não é dela, um “ex-branco”, uma mulher negra num show de stand up e um menino negro e “bicha” são algumas das figuras  criadas pelos atores e que aparecem nas cenas do espetáculo, que tem estrutura episódica e faz da metalinguagem seu brinquedo.

Foi lendo e estudando Angela Davis, Fred Moten, Achille Mbembe, Bel Hooks, Grada Kilomba, Frantz Fanon, Sueli Carneiro, Mano Brown e Aimé Cesaire, que o grupo elaborou as questões presentes em cada uma das cenas do espetáculo.

Diálogo com público

De acordo com Tarina Quelho, a pergunta ISTO É UM NEGRO? do título do espetáculo não busca uma resposta ou conclusão e sim friccionar a invenção do negro e tentar elaborar a experiência do que é ser e existir como negro, hoje no Brasil. “A interrogação é uma proposição para o diálogo com o público, a partir do encontro, pensamos sobre como o reconhecimento de nossas trajetórias são pontos de partida para a construção de novas experiências”, conta a diretora.

Em um país que possui maioria da sua população negra  e que ao mesmo tempo é cenário de processos de aniquilação desta, da sua cultura e identidade, é necessário enxergar que o racismo opera como método de controle social, regendo desigualdades, velando sua atuação de forma sofisticada, se enraizando de maneira truculenta através das relações de opressões cotidianas e contínuas.

A inquietação que busca respostas para os efeitos que o racismo produz em nossa sociedade, gera paralelamente uma contra-força que evoca um coro de indivíduos que pretendem através do reconhecimento do seu percurso e compreensão de sua identidade, causar uma ruptura da manutenção de práticas que neguem sua subjetividade. Perguntar é uma forma de negar a manutenção dessas estruturas”, defende Tarina.

Liberdade de expressão

Como campo de experiências sensíveis, a arte tem potência para dar forma a territórios poéticos heterogêneos, onde coexistem liberdades de expressão e expressões de liberdades diversas. Por meio da presente atividade, o Sesc reitera o seu compromisso com a cultura e com a educação, ao trazer à baila produções e processos artísticos que debatem a liberdade de expressão concretamente, em sua imbricação com a liberdade dos corpos – que precisa ser construída permanentemente.

03.2018 - Teatro - Isto e um Negro - Lucas Brandao

Isto é um Negro?
Com Ivy Souza, Lucas Wickhaus, Mirella Façanha e Raoni Garcia
Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos I (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)
Duração 90 minutos
02 a 11/03
Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h30
$20 ($6 – credencial plena)
Classificação 18 anos

OPUS XV

O espetáculo marca a celebração dos 15 anos da companhia, celebrado em 2017, e é resultado da [Tram(a)ntropofágica] – projeto anterior que englobou mais de 140 dias de ações gratuitas para a população, revisitando todo o seu repertório de criação, pesquisa e experimentos, a fim de desvendar os elementos constitutivos do presente coletivo.

A peça foi construída na forma de uma rapsódia, no sentido delineado por Gilda de Melo e Souza ao descrever o processo composicional da obra Macunaíma, de Mario de Andrade, ou ainda pelo estudo de Maria Augusta Fonseca sobre o livroPau-Brasil, de Oswald de Andrade. Embebida ainda de contribuições valiosas do teatro épico de Bertolt Brecht, do Teatro Documentário, do teatro de memória de Tadeusz Kantor e da forma ensaística de Adorno.

Para a criação de OPUS XV, o grupo buscou compreender o que de universal havia em seu repertório, em uma espécie de peça-manifesto da ética e da poética desenvolvidas ao longo de seus quinze anos. O espetáculo é uma espécie de viagem poética no tempo. Uma viagem pela trajetória de 15 anos de trabalho coletivo, com todos os desafios, percalços e contextos históricos inerentes a esse período.

Uma peça que arranca de nossas entranhas as camadas históricas do passado coletivo, uma composição polifônica que destila o que tem de universalidade nos trabalhos anteriores do grupo. Como uma pilha de negativos que procura lançar nova luz sobre o tempo presente. Uma espécie de peça em formato de manifesto palimpséstico da ética e poética praticada pelo grupo nos últimos 15 anos.” Thiago Reis Vasconcelos.

O NOVO PROJETO – [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X

A temporada de OPUS XV é a primeira fase do projeto [D.E.T.O.X] que tem como fio condutor o diálogo entre territórios extremos da cidade, através de ações formativas, experimentos cênicos com dramaturgos convidados, mecanismos de registro e compartilhamento do processo criativo da Antropofágica e a criação de um novo espetáculo, tudo com a intenção de ampliar os diálogos da Antropofágica com os espaços públicos. As ações deste projeto extrapolam os limites de sua sede, o Espaço Pyndorama, e seguem também para a região de Perus, para a criação do Teatro de Monhangokaracy (parte do projeto que posteriormente será revelada pela Companhia).

[D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X parte da necessidade da Companhia de aprofundar as pesquisas sobre questões eco-ambientais contemporâneas, a fim de operar a ponte entre um pensamento desenvolvido no início do século XX e os processos de devastação do planeta atualmente em curso. Uma proposta de pesquisa sintetizada no conceito de Modernidade Tóxica: uma ampla toxicologia dos muitos projetos modernos que coabitam no país, abrangendo desde questões do manejo ecológico do solo como oposição aos agrotóxicos industriais até a dimensão metafórica do conceito de tóxico presente na arte, na literatura, no teatro e em manifestações diversas da indústria cultural.

Este é um projeto de continuidade dos quinze anos de trabalho teatral coletivo da Antropofágica, que busca abarcar a totalidade de seu diálogo artístico com a cidade de São Paulo.

Com mais de trinta integrantes que se revezam entre direção, atuação, música, pesquisa, produção, registro e muitos dos quais com mais de 10 anos de trabalhos conjuntos e ininterruptos, o grupo busca desde sua origem devolver à cidade criações e experiências cênico-musicais que sejam alimento para o livre pensar.

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Opus XV
Com Adonis Rossato, Alessandra Queiroz, Alexei Boris, Clayton Lima, Daniel Arantes, Daniel Solnik, Danilo Santos, Deborah Hathner, Débora Xavier, Elaine Guimarães, Fabi Ribeiro, Flávia Ulhôa, Gabriela Jennifer, Gabriela Moraes, Gabriel Vasconcelos, Giovanna Perasso, Jaques Cardeal, Karitas “Kkau” Gusmão, Laura Soares, Martha Guijarro, Matheus Houck, Mauro Britto, Rafael Frederico, Rafael Graciola, Renata Adrianna, Ruth Melchior, Suelen Moreira
Espaço Pyndorama (Rua Turiassú, 481 – Perdizes, São Paulo)
02/03 até 22/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
Grátis
Classificação 18 anos

TERRÁRIO – DANÇA PRIVÊ NUM PORTAL INTERDIMENSIONAL

Em TERRÁRIO – DANÇA PRIVÊ NUM PORTAL INTERDIMENSIONAL o artista curitibano Maikon K trabalha nas fronteiras entre performance e dança, teatro e ritual. A ação faz apresentações dias 23, 24 e 25 de fevereiro, sexta-feira e sábado às 21h30 e domingo às 18h30.

O foco da arte de Maikon K é o corpo como instaurador de realidades e os limites entre humano e não humano. A ação dá continuidade à pesquisa do artista também presente em DNA de DAN, selecionada pela artista Marina Abramovic para integrar a exposição Terra Comunal, em março de 2015, no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Estruturada em duas partes distintas, a performance é sobre observar e ser observado, sem no entanto se deixar tocar. O nome da ação remete ao recipiente que recria as condições ambientais para a criação de animais ou plantas, fora do qual é possível observar o comportamento dos seres vivos em seu interior.

Cubo negro

Na primeira parte de TERRÁRIO – DANÇA PRIVÊ NUM PORTAL INTERDIMENSIONAL, Maikon K está em pé e aguarda a entrada do público. No chão à sua frente, uma superfície feita com pedaços de espelhos. Ao fundo da sala, um cubo negro de três metros de altura. O performer se ajoelha e, enquanto fala, tira sua roupa. Ele então executa uma dança sobre os espelhos: ilusionismo erótico, corpo estilhaçado, manipulação biológica, hipnose. “Nesta etapa, o foco está na relação com os espelhos, na luz que se reflete e na música”, explica ele.

Num segundo momento, Maikon K entra no cubo. Essa caixa preta é forrada com areia e espelhos cobrem as paredes. Um microfone está posicionado no teto e os sons produzidos no interior do cubo saem em caixas acústicas do lado de fora, manipulados pelo músico Beto Kloster. O público se coloca na posição de voyeur e assiste à performance através de pequenas janelas, podendo escolher para onde quer olhar, captando pedaços e reflexos do corpo que ali se move. O jogo de espelhos permite ao espectador criar diversas perspectivas. O artista se relaciona com a areia e desenterra peças de roupa: um arreio de couro e uma saia negra. “Neste peep show xamânico construo gradativamente uma persona, que emerge através da minha voz, respiração e movimentos. Um jogo de espelhos onde o público observa e também é observado. Contemplando o aparecimento e morte de sucessivos estados e imagens”, conta o artista.

Para Maikon K no mundo atual de webcams e fotos instantâneas, capturamos, selecionamos e oferecemos nossa imagem a uma multidão de olhos. Imagem que se alastra sem controle, viral. “Podemos nos comunicar com o mundo de dentro de nosso quarto, carro, banheiro, prisão. E o mundo vem até nós, fibra ótica, sorvido pelas retinas vidradas. Consumimos um mundo-imagem, e somos por ele consumidos”, acredita ele.

Liberdade de expressão

Como campo de experiências sensíveis, a arte tem potência para dar forma a territórios poéticos heterogêneos, onde coexistem liberdades de expressão e expressões de liberdades diversas. Por meio da presente atividade, o Sesc reitera o seu compromisso com a cultura e com a educação, ao trazer à baila produções e processos artísticos que debatem a liberdade de expressão concretamente, em sua imbricação com a liberdade dos corpos – que precisa ser construída permanentemente.

Terrário – Dança Privê num Portal Interdimensional
Com Maikon K.
Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos I ( Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)
Duração 60 minutos
23 a 25/02
Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h30
$20 ($6 – credencial plena)
Classificação 18 anos

QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI? 

Escrito e dirigido por Silvero Pereira, ator e pesquisador cearense, e pela diretora gaúcha e professora Jezebel De Carli, QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI? é um teatro-musical e tem como base narrativa a construção histórica da travestilidade, onde travestis exerciam papel de protagonismo no teatro, cabendo-lhes ocupar lugar de destaque nas principais encenações do teatro de revista e, logo em seguida, chegando à decadência, exclusão e marginalização artístico-social.

Para Silvero Pereira, a peça é um olhar artístico sobre o universo Trans. “Um espetáculo epidérmico-sensível-agressivo sobre um olhar delicado, e quase cru, acerca do medo daquilo que não se conhece ou que se julga, mesmo sem conhecer. É um trabalho sobre verdade e necessidade de falar, de se ouvir, de gritar”, conta ele.

Universo Trans

A pesquisa para a encenação, sua proposição estética, trilha sonora e dramaturgia foram criadas a partir de fragmentos de vidas reais, coletados através de conversas com travestis, transexuais e transformistas, bem como pesquisas acadêmicas e vídeos documentários.

O espetáculo expõe histórias sobre a arte, exclusão, decadência e violência, presentes no cotidiano desta população. Entretanto, subvertendo estas tristes histórias, a obra vai além ao abordar narrativas de superação e transformação, tendo também o intuito de fortalecer e ampliar essa investigação, promovendo a valorização do ator-transformista e da criação do conceito, em teatro, da travesti enquanto alter ego do ator.

QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI? acontece de uma parceria iniciada em 2013 com a montagem do espetáculo BR-TRANS. Esse encontro/intercâmbio possibilitou a criação de novos laços, aproximando e unindo artistas do Ceará, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Mostra Libertária

Como campo de experiências sensíveis, a arte tem potência para dar forma a territórios poéticos heterogêneos, onde coexistem liberdades de expressão e expressões de liberdades diversas. Mas a história efetiva das artes, tal qual conhecemos por meio de processos educativos variados, desde há muito tempo nos dá notícias do silenciamento de vozes poéticas subjugadas e do encobrimento de corpos dominados: de mulheres, homossexuais, transgêneros, negros e outros sujeitos sociais periféricos.

Ao se negar a legitimidade da presença, sabotar o lugar de fala e subjugar o protagonismo, constitui-se a contraface da condição de liberdade do campo artístico. De fato, como elemento estrutural da própria sociedade, as muitas formas de normatividade também marcam contraditoriamente a linha do tempo e os modos de produção artística. Por meio da presente mostra, o Sesc reitera o seu compromisso com a cultura e com a educação, ao trazer à baila produções e processos artísticos que debatem a liberdade de expressão concretamente, em sua imbricação com a liberdade dos corpos – que precisa ser construída permanentemente.

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Quem Tem Medo de Travesti
Com Deydianne Piaf, Verónica Valenttino, Alicia Pietá, Patrícia Dawson, Karolaynne Carton, Mulher Barbada
Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos I (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)
Duração 60 minutos
16 a 18/02
Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h30
$20
Classificação 18 anos