A NOTÍCIA

Como uma notícia atravessa um corpo? Como um corpo reverbera um noticiário? Nos dias 02 e 03 de dezembro (sábado e domingo), o Caleidos Cia de Dança estreia o espetáculo “A Notícia”, 24º trabalho da companhia paulista que, mais uma vez, se volta sobre o tema da violência na cultura do macho.

Com solo do intérprete criador Nigel Anderson, em “A Notícia”, o noticiário de violência contra homossexuais no Brasil e no mudo se se desdobra numa rede de denúncias, afetos e ações no corpo múltiplo do ator dançarino, revelando e discutindo narrativas pessoais do não-macho na sociedade atual.

“A Notícia” é uma extensão do espetáculo “Mairto” – Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013, criado a partir da notícia do assassinato de um homossexual em São Paulo. E, assim como “Mairto”, “A Notícia” é resultado do Projeto Rosa Azul, que ocupou papel central nos processos de pesquisa do Caleidos Cia durante todo o ano de 2014. O foco de Rosa Azul é a questão da violência na cultura do macho e os espetáculos ligados a esse projeto tematizam os principais alvos dessa violência: homossexuais, mulheres e crianças.

O espetáculo “A Notícia” é dividido em três atos e notícias distintas. O primeiro ato refere-se a uma notícia de agressão gratuita e motivada pela homofobia, ocorrida em 2010, quando três jovens homossexuais foram agredidos com uma lâmpada fluorescente na avenida Paulista.

O segundo ato trata da patologização da homossexualidade representada pela notícia da aprovação este ano, pelo STF, da cura gay, além de matérias sobre pessoas que foram submetidas a tratamentos de reversão sexual ou de expulsão de demônios.

O terceiro ato aborda a criminalização dos gays, com notícias internacionais sobre campos de concentração para extermínio gay, lista de homossexuais procurados pela polícia em Uganda, enforcamento e apedrejamento no Irã e Arabia Saudita.

Todas as notícias são dançadas e as danças são atravessadas por memórias de vida do intérprete-criador, além de falas científicas e elementos de cênicos documentais numa narrativa caótica e não-linear que costura texto e dança. Após a estreia em São Paulo, ainda em dezembro o espetáculo “A Notícia” segue em temporada em Belém (PA), terra natal do ator e dançarino Nigel Anderson.

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A Notícia
Com Nigel Anderson
Caleidos Cia. de Dança (Rua Mota Pais, 213, Lapa, São Paulo)
Duração 45 minutos
02 e 03/12
Sábado e Domingo – 20h
$20
Classificação 16 anos

NÃO ME RECUPERO DO VAZIO DO SEU CORPO

O projeto Berçário Teatral, que apresenta espetáculos com entrada gratuita no Teatro dos Arcos com o objetivo de revitalizar o espaço cênico localizado na Bela Vista, apresenta o espetáculo “Não me Recupero do Vazio do Seu Corpo”, do OBARA – Grupo de Pesquisa e Criação, com direção de Lu Carion. A estreia acontece dia 25 de novembro e a peça fica em cartaz até 17 de dezembro, aos sábados e domingos, às 19h.

Este é o quinto espetáculo dentre as seis novas produções que compõem o projeto Berçário Teatral. A montagem do OBARA parte de reflexões a respeito do distanciamento, cada vez maior, dos corpos em uma sociedade frenética e saturada de estímulos. A ausência de vínculos e o vazio causado por uma virtualidade excessiva são parte da temática dessa dramaturgia inédita, que se constrói de forma fragmentada, repetitiva, muitas vezes aleatória e descontínua.

A virtualidade tem se tornado uma constante em nossa sociedade contemporânea, que constrói mais relações com o virtual do que com o real. O espetáculo aborda estas questões a partir de jogos e improvisos com partituras corporais que compõem a dramaturgia cênica.  Silvia Camossa,  escritora e ex-integrante do grupo,  recompôs de forma lúdica o texto cênico, a partir de fragmentos de registros dos atores durante processos anteriores.

Partindo da ótica de que o corpo é indissociável de sua sensibilidade, “Não me Recupero do Vazio do Seu Corpo” é uma busca pela reaproximação de corpos tão distanciados de si mesmos, pela urgência de vínculos em tempos de tantas ausências.

SOBRE O GRUPO OBARA – GRUPO DE PESQUISA E CRIAÇÃO

O OBARA – Grupo de Pesquisa e Criação foi criado por Lu Carion em 2001, na USP, a partir de sua pesquisa sobre o treinamento do ator com base na Técnica Klauss Vianna, em parceria com as atrizes Paulina Caon e Veronica Veloso. Hoje o trabalho é desenvolvido na Sala Crisantempo, na Vila Madalena, com novos integrantes. O grupo continua a investigação sobre a aplicação dos princípios e instruções de TKV para o treinamento e processo criativo do artista cênico.

Klauss Vianna foi bailarino, professor, coreógrafo, preparador corporal e diretor teatral. Suas importantes pesquisas  sobre o movimento consciente resultaram em importantes  transformações na concepção, na pedagogia de ensino  e em processos criativos nas artes cênicas.

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Não Me Recupero Do Vazio Do Seu Corpo
Com Bia Miranda, Livia Vilela, Luciana Romani, Tássia Melo, Tiago Salgado e Tito Soffredini
Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista – São Paulo)
Duração 45 minutos
25/11 até 17/12
Sábado e Domingo – 19h
Entrada gratuita (entrega de convites no local uma hora antes da sessão)
Classificação 12 anos

A PEQUENA MORTE

Pela primeira vez se dirigindo e dançando, a bailarina Lavinia Bizzotto buscou inspiração na obra da fotógrafa americana Francesca Woodman, que se suicidou aos 22 anos, para criar Pequena Morte. Em São Paulo, as apresentações acontecem de 6 a 16 de julho, na Sala Renée Gumiel, na FUNARTE. Contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014, o espetáculo estreou em Belo Horizonte em junho.

Essa é a primeira vez que Lavinia dirige e coreografa um solo para si mesma. Nos dois solos anteriores, ela trabalhou com Juliana Moraes (Solo Na Dobra do Tempo– 2008) e Vanessa Macedo (Solo Sem Titulo– 2014). Ainda assim, ela divide a concepção com Alexandre Maia e tem Vanessa Macedo como parceira coreográfica e na colaboração dramatúrgica, além de contar com a colaboração artística de André Liberato.

Para Lavinia, A Pequena Morte foi um grande e intenso desafio. Foi graças a esse trabalho que ela pode se aprofundar em propostas diversas, mas com uma possibilidade de continuar sua pesquisa de linguagem corporal  e cênica. “Me deixei afetar pelas imagens da Francesca, pelas provocações dos meus três colaboradores e isso me trouxe um olhar profundo sobre o intérprete da cena e do diretor que me deixou muito realizada. Usar o meu corpo como um laboratório criativo para além do que um diretor pede foi uma experiência pessoal muito rica”.

Feminino

Foi navegando na internet que Lavínia teve seu primeiro contato com uma foto de Francesca Woodman. “Fiquei muito impactada com a imagem de uma mulher nua se misturando com uma parede descascada, como se fossem uma coisa só. Fui pesquisar mais sobre o trabalho dela e me deparei com uma linguagem estética muito própria e que tinha  muito a ver com o que eu gostaria de falar naquele momento”, explica.

Buscando uma fusão com os retratos da fotógrafa Francesca Woodman, Lavinia Bizzotto experimenta esse universo na busca de um corpo que é atravessado pelo tempo, pela delicadeza e força, pela dor e sensualidade e por suas próprias memórias como artista e mulher.

A Pequena Morte aborda a falta de identidade, feminilidade, sexualidade e morte. “Francesca fotografa mulheres, partes dos corpos e cenários sujos, crus e inóspitos, sempre com algum borrão na cena, mas identificando que existe uma figura humana ali. Busquei então trazer o universo dela para o meu corpo explorando o mistério, a degradação, o surrealismo e a delicadeza dessas mulheres. Tentando, assim, revelar as inúmeras possibilidades do ser feminino através das suas representações visíveis e inconscientes”, fala Lavinia.

Apesar de ter falecido no começo da década de 80, o trabalho de Francesca ainda é muito atual. A bailarina afirma: “Francesca questiona e confronta padrões femininos estabelecido dentro do seu contexto histórico, mas que são muito atuais ainda”.

Não é só o corpo de Lavinia que coloca em cena a linguagem da fotógrafa americana. O figurino do solo também dialoga com o universo feminino e com o tempo. Em cena, existe uma mulher que vai se despindo e revelando várias outras mulheres, levando para o espetáculo uma estética que relembre imagens do feminino, do grotesco e do mistério. O cenário, todo em madeira, busca uma dramaturgia que remeta a um ambiente onde essa mulher transita entre suas memórias, desejos e dores. É composto por uma cadeira uma mesinha e um banco alto. O desenho de luz completa esse ambiente de sombras e mistério.

Oficinas

Além do espetáculo, Lavinia Bizzotto, em parceria com Alexandre Maia, irá também oferecer uma oficina de dança contemporânea durante a temporada. Durante duas horas, os artistas explorarão com os participantes alguns dos procedimentos utilizados no processo criativo do espetáculo A Pequena Morte.

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A Pequena Morte
Com Lavinia Bizzotto. 
Complexo Cultural Funarte SP – Sala Renée Gumiel (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 45 minutos
06 a 16/07
Quinta, Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos
 
Oficina com Lavinia Bizzotto e Alexandre Maia – 15 de julho, às 14 horas
Inscrições para a oficina pelo e-mail – edsonbeserra@gmail.com

NERINA – A OVELHA NEGRA

Nerina, que significa negrinha em italiano, é uma ovelha de cor diferente das outras e, por isso, não é aceita pelo rebanho. Sozinha, ela acaba dando de cara com lobos famintos. Porém, ao invés de devorá-la, eles resolvem usá-la para atrair mais ovelhas. A partir daí, as coisas mudam um pouco de figura. O musical, que fica no Sesc Pompeia de 11 de março até 23 de abril, retrata de uma maneira lúdica e direcionada ao público infantil a questão do preconceito e como ele se insere na sociedade. 

O espetáculo é produzido por Maracujá Laboratório de Artes, grupo que há onze anos marca presença no universo do teatro para crianças e já foi contemplado com diversos prêmios e editais do segmento, além de circular por importantes festivais nacionais.

As diferença, sejam elas racionais, políticas, religiosas ou de gênero podem resultar em violência, exclusão e expressões preconceituosas. Diante desse cenário, o grupo identificou a oportunidade de questionar junto às crianças os motivos da rejeição ao outro, considerado diferente. “Em Bambolina, temos a boneca rejeitada por ser velha. Em Rabisco, o cachorro rejeitado por não ser bonito. E em Nerina, vem à tona a questão de como as pessoas lidam com as diferenças, assunto de extrema importância a ser debatido nos dias de hoje”, comenta Sidnei Caria, diretor artístico do grupo.

O espetáculo contará ainda com sessões acessíveis às pessoas com deficiência visual. O recurso audiodescritivo estará disponível nas apresentações dos dias 8 e 9 de abril.

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Nerina – A Ovelha Negra
Com Bia Rezende, Camila Ivo, Lucas Luciano, Piva Silva, Sidnei Caria, Silas Caria e Yasmin Olí
SESC Pompéia (R. Clélia, 93 – Pompeia, São Paulo)
Duração 45 minutos
11/03 a 23/04 (Apresentação do dia 8 e 9 de abril contará com audiodescrição)
Sábado e Domingo – 12h
$5
Classificação livre
 
Acompanhe o Maracujá Laboratório de Artes na internet:
 
Baseado no livro ilustrado homônimo de Michele Iacocca
Adaptação, Concepção e Direção Artística: Sidnei Caria
Direção Musical, trilha sonora e arranjos: Fernanda Maia
Assistência de Direção: Camila Ivo e Lucas Luciano
Assistente de Direção Musical: Ronaldo Liano
Direção de Arte e Figurinos: Sidnei Caria
Confecção de Cenografia, bonecos e adereços: Maracujá Laboratório de Artes (Lucas Luciano, Sidnei Caria e Silas Caria)
Música Original (letra): Michele Iacocca e Sidnei Caria
Melodias: Sidnei Caria e Fernanda Maia
Música Incidental Cena Sonho/Pesadelo: Ronaldo Liano
Iluminação: Marisa Bentivegna
Preparação Corporal: Lucas Luciano
Coreografias: Camila Ivo, Lucas Luciano e Sidnei Caria
Confecção de figurinos: Tetê Ribeiro e Cidinha André
Soluções Técnicas Audiovisuais: Lucas Luciano, Sidnei Caria e Silas Caria
Técnico de Palco e Operador de Efeitos Sonoros: Renan Vinicius
Técnico e Operador de Som: Aragonesco
Técnico de Iluminação: Henrique Andrade
Coordenação de Produção e Design Gráfico: Camila Ivo
Produção Executiva e Administração: Vivian Oliveira
Fotografias: Cacá Diniz
Assessoria de Imprensa: Taga Comunicação Estratégica
 

 

 

LIMBO

Investigar o mecanismo formador de identidades e em como ele age diariamente na vida social é o que busca o encenador Alexandre França (que também dirigiu e escreveu as peças Billie e Mínimo Contato) em seu novo espetáculo. LIMBO, montagem integrante da programação do projeto Teatro Mínimo do Sesc Ipiranga em 2016, reestreia no Club Noir no dia 6 de março, segunda-feira, às 21 horas.

 A peça marca a fundação do Coletivo de Heterônimos, que além de Alexandre, conta com os atores Amanda Mantovani (CPT) e Bruno Ribeiro (Club Noir) e do cenógrafo Hélio Moreira Filho. Escrita há três anos por Alexandre,LIMBO mostra um homem e uma mulher convivendo no que, provavelmente, seria um quarto de hospital. Em uma narrativa muito peculiar, a história desse homem, Guilherme, vai se misturando a uma série de outros episódios, que retratam a fase terminal de um paciente com câncer.

 “Levo para o texto o que eu imagino que seja o fim de uma vida. Imagens passando na cabeça, de maneira desordenada e narrativas ganhando novos significados. A ideia de limbo é justamente trabalhar com a despossessão das coisas, dos conceitos e sentimentos. Pegamos uma doença como o câncer, que normalmente causa choro e tristeza e a colocamos numa situação em que o público ri, mesmo não sabendo se deveria rir daquilo”, explica Alexandre.

Para o dramaturgo e diretor, a doença, portanto, pulsa no centro da linguagem empregada nas engrenagens dramatúrgicas da montagem. “Neste sentido, LIMBO dialoga, de maneira cínica, com o que, na época, era a minha condição anônima em São Paulo. As relações que iniciaram o processo deste espetáculo, poderíamos dizer, se deram em um completo acaso, fruto, no fundo, da minha necessidade de conexão com algo externo. O fantasma do anonimato (do homem, da doença, do mundo ao redor), esta entidade que é chamada na peça através do nome Guilherme, é nada mais do que a capacidade solitária que temos de nos conectar com o mundo, mesmo em situações limites que nos fazem duvidar do nosso poder de insistência vital – mesmo quando não resta mais ninguém para assistir ao desenho do nosso drama”, conta ele.

Novos conceitos

Alexandre, Amanda, Bruno e Hélio dedicaram 2015 para a montagem de LIMBO. Alexandre explica que o desenho da dramaturgia exigiu isso dele e dos atores. “Minha ideia foi montar uma encenação ao estilo plano sequência, onde a união dos fragmentos de variadas linhas narrativas formam uma terceira. Busquei uma atuação líquida dos atores, fazendo eles enxergarem cada detalhe e imagem que o texto sugeria”, detalha.

França apostou num cenário limpo, assinado pelo artista Hélio Moreira Filho, onde a cor branca predomina. Um piso inteiramente branco, uma cama baixa e uma banqueta é o que basta para o Coletivo dar vida a um espaço espectral, o qual, segundo Alexandre “assistimos a um misto de paz e euforia próprio de um anúncio trágico dado em um hospital às três da madrugada”.

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Limbo
Com Amanda Mantovani e Bruno Ribeiro
Club Noir (Rua Augusta, 331 – Consolação, São Paulo)
Duração 45 minutos
06/03 até 04/04
Segunda e Terça – 21h
$20
Classificação 16 anos
 
Texto e Direção – Alexandre França.
Iluminação – Alexandre França e Erica Mitiko.
Cenário e figurino – Hélio Moreira Filho.
Desenho de som – L.P. Daniel.
Produção – Coletivo de Heterônimo.
Fotos de divulgação – Lena Sumizono.
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta

A DAMA DA NOITE

Após uma temporada de 02 meses, com grande sucesso de público e crítica, o espetáculo A Dama da Noite,protagonizado pelo ator André Grecco, com direção de Kiko Rieser está agora em cartaz no Season One – Art’s & Bar.

Lembrando os 20 anos da morte do autor Caio Fernando Abreu, a peça tem a personagem-título, beirando a meia idade, em que trava uma conversa casual com um jovem garoto em um bar. Durante todo o tempo, ela conduz o diálogo, a partir de sua perspectiva de mundo, suas experiências, anseios e frustrações. A Dama da Noite fala da morte, da espera de um grande e verdadeiro amor e, principalmente, de como ela se vê à margem do mundo que a rodeia.

Este conto de 1984 foi interpretado em 1997 por Gilberto Gawronski em uma montagem histórica. Nessa versão, são destacados o estranhamento de gênero da personagem, que surge como alguém reconhecível como um homem, mas que fala sobre si no feminino, brincando com a pluralidade de gêneros e fazendo do discurso da personagem e do texto algo muito contemporâneo.

A discussão sobre a proposição de um gênero fluido faz emergir o aspecto plural da fala da Dama, a partir de um discurso que não é só de uma personagem, mas de todos os frequentadores da noite, com suas eternas buscas por algo – utópico ou tangível – que nem sempre pode ser encontrado pelos bares e baladas de uma grande metrópole.

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A Dama da Noite
Com André Grecco
Season One – Art’s & Bar (Rua Mourato Coelho 575 – Vila Madalena, São Paulo)
Duração 45 minutos
06/10 até 24/11
Quinta – 21h
$20
Classificação 14 anos
 
Texto: Caio Fernando Abreu
Direção: Kiko Rieser
Assistente de direção: Rafael Gratieri
Consultoria teórica: João Nemi
Produção executiva: Rafael Petri
Direção de produção: André Grecco
Iluminação e Figurino: Kleber Montanheiro
Trilha Sonora: Vanessa Bumagny
Fotos e arte gráfica: Rafael Petri
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: Cão Bravo Produções LTDA