FRIDA, FRIDA, FRIDA

A artista Frida Kahlo serve como base para o novo musical da ARINA Entretenimento, “Frida, Frida, Frida”, que estreia dia 29 de setembro no Teatro XP Investimentos (RJ). Em cena, seis atores (três crianças e três adultos) dão vida a personagens inéditos, com texto e música autorais.

A intenção do musical é colocar o público infanto-juvenil em contato com o universo da artista. São três esquetes, interpretadas por três crianças, que, com diferentes pontos de vista, apresentam as cores e a ludicidade da obra da pintora mexicana e abordam questões sobre diversidade e superação.

O espetáculo nasce da necessidade de abordar no teatro temas que afetam as crianças atualmente e que não são habitualmente discutidos no seu cotidiano. A peça procura apresentar uma história real, de uma heroína real, ampliando assim o horizonte da criança e a relação com seus ideais – diz Kau Swaelen, uma das idealizadoras e fundadora da ARINA.

A peça tem texto e composição das canções de Tauã Delmiro, reconhecido por seu trabalho em “O edredom” e recém-premiado no Prêmio do Humor na categoria Especial e Melhor espetáculo pela direção de “O nome do espetáculo”. A direção é dividida por Fabiana Tolentino (“Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812” e “Bibi, o musical”), Erika Affonso (“60! Doc. Musical”, “Mister Brau”, “Cia Encanto” e “Cordel do Amor sem Fim”) e Gustavo Klein (Os Produtores, Avenida Q, Matilda). A direção musical é de Maíra Garrido (“Eu Quase Morri Afogada Várias Vezes”), bacharel em canto pela UNIRIO com experiência em diversos corais e musicais.

“Frida, Frida, Frida” fica em cartaz até dia 4 de novembro no Teatro XP Investimentos, Leblon (RJ), com sessões aos sábados e domingos, às 16h.

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Frida, Frida, Frida 

Com Laura Rabello, JF Barreiro, Manu Oliveira, Déborah Cecília, Kau Swaelen e Mateus Penna Firme

Teatro XP Investimentos – Jockey Club do Rio de Janeiro (Av. Bartolomeu Mitre, 1.110 – Leblon, Rio de Janeiro)

Duração 50 minutos

29/09 até 04/11

Sábado e Domingo – 16h

$60

Classificação Livre

OS TRÊS PORQUINHOS – O RETORNO DO LOBO MAU

A história dos Três Porquinhos não acabou e continua na peça “Os Três Porquinhos – O Retorno do Lobo Mau”. A peça mostra o Lobo Mau reinventando seus planos para conseguir entrar na casinha de tijolos com a ajuda de sua mamãe loba. O espetáculo reestreia no Teatro Folha no dia 06 de outubro e fica em cartaz até 16 de dezembro, aos sábados e domingos, às 16h.

O texto  divertido e criativo, prende a atenção das crianças do começo ao fim do espetáculo, tanto nos momentos de suspense, como na abordagem de questões como o bullying e o respeito às diferenças, sempre de forma sutil. “Os porquinhos tentam compreender as atitudes do Lobo. Ele revela que na infância, na escola, sofria  bullying e que não tinha amigos. Os porquinhos, unidos, falam sobre suas diferenças e a necessidade do respeito entre todos”, comenta o diretor Leandro Mariz.

Na versão do espetáculo, há momentos interativos em que crianças e adultos participam ativamente em cenas na plateia. “Num destes momentos de interação, uma das crianças da plateia é convidada a se disfarçar de Lobo Mau”, revela o diretor.

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Os Três Porquinhos – O Retorno do Lobo Mau

Com Edson Thiago, Charlie Larroca, Ferruccio Cornachia e Leandro Mariz

Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 50 minutos

06/10 até 16/12 (sessões extras 12/10; 02, 15, 16, 19 e 20/11)

Sábado, Domingo e Feriado – 16h

$40

Classificação Livre

SCRIPT – UM LONGA-METRAGEM IMPROVISADO

Script – Um longa-metragem improvisado” é o segundo espetáculo da Mostra Espontânea que acontece no Teatro dos Arcos. Com direção de Ian Soffredini, o espetáculo de improviso faz referências à estética cinematográfica e será apresentado de 28 de setembro a 02 de novembro, incluindo sessões no Festival Satyrianas, com entrada grátis.

Ian Soffredini conta que o espetáculo “mimetiza os efeitos do cinema utilizando-se dos recursos da construção cênica teatral”. Close, enquadramento, movimento de câmeras e outros recursos da linguagem cinematográfica são sugeridos nas movimentações e posicionamento dos atores em cena. É teatro de improviso que brinca com a narrativa do cinema.

Em cena um personagem inicia o jogo de improviso: é o Roteirista, que descreve o que o público verá na “tela do cinema”: onde acontece a cena, quem são os personagens da história, quando acontece a ação. Com base nestas informações sugeridas pelo Roteirista, os improvisadores desenvolvem as cenas.

Neste jogo de improviso, a participação da plateia é fundamental. Logo na recepção, o público é convidado a inventar e escrever num papel um título de filme. A plateia também sugere três lugares onde podem acontecer as situações dramáticas. Cabe ao Roteirista usar as sugestões do público e interferir no improviso.

As cenas e personagens em cada apresentação são inesperadas para o público e para os próprios atores, assim como o gênero a ser representado, que pode variar entre drama, horror e ficção científica, dependendo de como os estímulos dados pela plateia inspirem os atores. “A transposição da estética cinematográfica para o espaço do teatro improvisado que não possui nem de longe os mesmos recursos técnicos do cinema tem grandes chances de apresentar resultados cômicos”, comenta o diretor Ian Soffredini.

Nesta busca pela estética cinematográfica, a iluminação de Diego Rocha é um recurso decisivo. Diego é um dos mais experientes iluminadores de espetáculos de improvisação no País. Em “Script – Um longa-metragem improvisado”, o iluminador trabalha com recortes bem delineados para criar no teatro a ilusão do cinema.

O diretor musical Pedro Rabello, que é Mestre em Composição para Cinema e TV pela Kingston University London, criará trilhas sonoras ao vivo a cada sessão. Na mesma sintonia de improvisação do elenco, ele pode criar músicas que evidenciam e aprofundam propostas trazidas pelos atores como pode oferecer contrapontos que interferem na construção dramatúrgica do espetáculo.

Para alcançar o estado de prontidão necessário para o espetáculo, os improvisadores praticaram a técnica de improvisação com preparação comandada pelo colombiano Gustavo Miranda, fundador da Cia. Acción Impro e um dos mais importantes pesquisadores desta linguagem na América Latina.

A preparação corporal do elenco foi feita por João Paulo Gomes, professor de Contato Improvisação, com foco em educação somática. Ele estimulou os atores a desenvolver a intimidade necessária para a criação no improviso e expandir o repertório de representação corporal.

SOBRE A MOSTRA ESPONTÂNEA

O projeto é realizado para contribuir com a pesquisa de Improvisação Brasileira e para estimular novas criações. Improvisadores experientes se reúnem para aprofundar os estudos dos mais relevantes métodos de improvisação do cenário mundial na atualidade.

A Mostra Espontânea iniciou com o espetáculo “Haroldo”. “Script” é o segundo espetáculo do projeto. O terceiro trabalho será o espetáculo “Sigo de Volta”, que promoverá a interação com usuários do Instagram.

Todas as apresentações serão gravadas e o conteúdo disponibilizado no canal Teatro dos Arcos no Youtube.

Mais informações sobre a Mostra Espontânea estão nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/teatrodosarcos/

Instagram: https://www.instagram.com/teatrodosarcos/

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Script – Um Longa-Metragem Improvisado

Com Adriano Castanheira, Aline Ewald, Daniel Obregon, Ian Soffredini, Maria Eugenia Portolano,  Manuela Origuella, Priscila Muniz

Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista, São Paulo)

Duração 50 minutos

28/09 até 02/11 – Sexta – 21h

11/10 – Quinta – 21h

14/10 – Domingo – 21h

Entrada gratuita (entrega de convites no local uma hora antes da sessão)

Classificação 12 anos

A GAIOLA

A bem-sucedida adaptação teatral do livro infantojuvenil A Gaiola, de Adriana Falcão, que foi indicada pela obra ao Prêmio Jabuti de Literatura em 2014 volta a São Paulo para uma temporada no Teatro Vivo, de 8 a 30 de setembro, com apresentações aos sábados e domingos, às 15h. Dirigido por Duda Maia, o espetáculo ganhou cinco troféus no 5º Prêmio Botequim Cultural e sete no 3º Prêmio CBTIJ.

Trata-se de uma peça que conta uma história de amor e separação entre uma menina (Carol Futuro) e um passarinho (Pablo Áscoli) que cai ferido na varanda de sua casa. Ela passa a cuidar do passarinho e eles se apaixonam. Quando chega a hora da despedida, ele mesmo pede para que ela o prenda em uma gaiola. Certo dia, a menina flagra o pássaro encantado com a beleza do dia lá fora e uma crise se instaura entre os dois.

A tentativa de aprisionar o amor é inútil e os dois chegam a uma importante conclusão. “É uma história que aborda temas delicados, mas fala também de reinvenção e novas possibilidades, de uma forma lúdica, carregada de humor e lirismo”, define a autora.

A Gaiola é um espetáculo que provoca sensações, onda cada um, independente da idade e experiência de vida, se identificam, por isso eu costumo dizer que é um espetáculo para a família”, afirma a diretora. A encenação de Duda Maia mistura teatro, dança, música, canto e contação de história. Ela criou uma partitura coreográfica que costura toda a encenação, exigindo um intenso trabalho físico dos atores. Eles também interpretam as seis canções originais, cujas letras são assinadas por Eduardo Rios sendo uma delas, um trecho do livro escrito pelo autora. Os arranjos foram compostos pelo premiado diretor musical Ricco Viana. Este também é responsável pelos temas instrumentais que permeiam praticamente todo o espetáculo.

Criada pelo artista plástico João Modé, a cenografia é uma instalação artística formada por um banco comprido e um trapézio, que servem para dividir o espaço cênico entre terra e céu, espaço do sonho e espaço da realidade, e uma grande caixa, que se transforma na gaiola.  Já a luz de Renato Machado foi pensada para recortar as cenas e acentuar os diversos climas do espetáculo, e os figurinos de Flavio Souza remetem ao universo dos cartoons, com cores e muitos detalhes, trazendo contudo uma estética moderna.

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A Gaiola

Com Carol Futuro e Pablo Áscoli

Teatro VIVO (Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi, São Paulo)

Duração 50 minutos

08 a 30/09

Sábado e Domingo – 15h

$40

Classificação Livre

A DONA DA HISTÓRIA

Quem nunca desejou encontrar-se consigo mesmo no futuro, só por curiosidade ou até para pedir um conselho? Ou quem não sonhou em visitar o passado e dizer umas verdades para sua versão mais jovem? A Dona da História é uma comédia que retrata esse improvável encontro.
Angela Dippe e Luana Martau interpretam a mesma mulher em fases diferentes da vida, aos cinquenta e aos quinze anos, numa espécie de acerto de contas entre juventude e maturidade, expectativa e realidade. 
O que terá acontecido nos trinta e cinco anos que separam esses dois momentos na vida dessa mulher? O que terá deixado de acontecer? Ou será que esse tempo não aconteceu ainda? E ainda está por vir? Será que a mais nova é apenas memória da mais velha? Ou será que a mais velha é apenas imaginação da mais nova? Quem está no presente? Ou no passado? Ou no futuro? Quem será a Dona da História?” João Falcão.
“A Dona da História” volta aos palcos comemorando 20 anos de sua primeira e antológica montagem. Com texto e direção de João Falcão, “A Dona da História” traz aos palcos Ângela Dippe e Luana Martau vivendo uma única personagem, a mesma vivida por Marieta Severo e Andreia Beltrão em 1997.
Sucesso de público e crítica, a primeira montagem ganhou diversos prêmios e projetou mundialmente o texto, sendo traduzido para o espanhol, inglês, francês e hebraico. 20 anos depois, o grande sucesso teatral que tornou João Falcão um dos mais festejados dramaturgos e diretor brasileiro ganha nova montagem comemorativa.
Uma versão que continua atual e nos coloca diante de uma reflexão atemporal, embora tratando-se do tempo: como seria a vida se as escolhas fossem outras? Qual vida teríamos? Outros caminhos seriam possíveis? Se tivéssemos escolhido fazer aquela viagem, morar em outra cidade ou país, se a profissão escolhida foi realmente a certa e dentre tantas outras perguntas agora mais do que nunca, pertinentes, quando o ritmo temporal da vida parece se acelerar a todo instante. “A Dona da História” conta com a direção do autor, João Falcão e no elenco Ângela Dippe e Luana Martau na personagem que coexiste no tempo.
O espetáculo conta com a iluminação de Cesar de Ramires, figurinos de Carol Lobato, preparação corporal de Kika Freire e música de Ricco Viana. A produção é do trio Túlio Rivadávia, Marcio Sam e Rose Dalney através da Rivadávia Comunicação em coprodução com a Miniatura9 Produções.
Uma mulher, um personagem, dois tempos. Entretanto cada uma vive o mesmo tempo, seu tempo presente. Um presente que as tornaram completamente diferentes. O presente da primeira é o futuro da segunda. O presente da segunda é o passado da primeira. Poderia dizer-se que uma é imaginação e a outra é a memória, ainda que ambas coexistam; Nisto toda a comicidade e humor pertinente às relações entre passado e presente e à questões tão próprias da rotina e do universo feminino que tornam o espetáculo uma deliciosa comédia sobre o viver.
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A Dona da História
Com Ângela Dippe e Luana Martau
Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros, São Paulo)
Duração 50 minutos
01/09 até 04/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50/$100
Classificação 12 anos

BOB ZOOM E O TREM DE FERRO

Bob Zoom e seus amigos vão viver uma aventura animada para encontrar o trem de ferro que dá nome ao show. Nessa viagem divertida, os personagens vão se deparar com situações inusitadas que prometem surpreender e alegrar a criançada e seus pais.

A trilha sonora do show tem 18 canções conhecidas do público que se acostumou a acompanhar o Bob Zoom na internet e em outras plataformas. São clássicos do cancioneiro popular como A baratinhaPintor de Jundiaí e Marcha Soldado.

O Trem de Ferro

Com Bob Zoom e Amigos

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 50 minutos

22 e 23/09

Sábado e Domingo – 15h

$40/$60

Classificação Livre

CAFÉ AZEDO

Café Azedo teve sua primeira encenação entre de 29 de março e 01 de junho de 2017, no Teatro Pequeno Ato, com boa aceitação de público e crítica. Agora as atrizes Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel voltam ao cartaz com a trama onde três personagens observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. Intuem seus sentimentos, simpatizam ou antipatizam, sempre no plano imaginário, em fluxo de pensamento. Sem dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções e a identidade de cada uma vai se revelando, aos poucos. “A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias”, afirmam elas.  A partir da personagem-tronco, Café, ramificaram Cacos e Mililitros, que já apareciam secundariamente no conto original (“Onde os Pombos Dormem”, Ed. Benfazeja).

O texto é um mergulho no universo feminino e produz empatia, apostando no poder dos encontros, quando um sorriso ou um gesto produzem micro – às vezes macro – transformações. Esta peça foi escrita por uma mulher, dirigida por mulheres, interpretada por mulheres e é sobre mulheres. Numa cafeteria elas olham pras pessoas, olham uma pra outra, olham pra si mesmas. Nestes olhares elas se quebram em cacos e depois se reconfiguram. Misturadas.

A referência literária mais evidente é Evandro Affonso Ferreira e seu narrador sentado na confeitaria a divagar sobre velhice e morte, interagindo mentalmente com os demais frequentadores (“Minha mãe se matou sem dizer adeus”, Record). A prosa de Evandro, ourivesaria de frases, instiga e comove. Mas não é só. E aquelas mulheres da peça? Vieram de onde?

No entanto, o maior desafio foi pensar o feminino atual, tema desafiador.

O projeto Café Azedo nasceu de conversas regadas a baldes de café, tapioca e pão de queijo, intercâmbio de ideias, de vivências, de referências literárias e dramatúrgicas, muitas risadas, algumas lágrimas, e às vezes até confidências. Assim foi o processo de transformação do conto Café Azedo, (“Onde os Pombos Dormem”, Ed. Benfazeja) em peça. Um mergulho de quatro mulheres no universo feminino. Nosso universo. Fomos nos engolindo e nos deixando engolir uma pela outra. Tão diferentes: uma escritora, três atrizes. Quatro mulheres com histórias díspares, cada uma com suas dores, suas cores. Neste mergulho fomos nos dissolvendo e misturando nuances, encontrando matizes comuns. Nos reconhecemos um pouco no espelho do olhar da outra. E, aos poucos, sem perceber, éramos um grupo. Não mais um agrupamento de mulheres. Tínhamos realmente um projeto comum. Nossa reunião virou uma confluência, profundamente empática. Acreditamos no potencial dos encontros, sobretudo os femininos. Achamos que uma troca verdadeira entre mulheres é um retorno ao primitivo, ao matriarcal. Sem julgamento, mas acolhimento. No decorrer do processo nos vimos emprestando o rosto para as personagens, tomando seus rostos emprestados. E assim nasceu a peça, inserida no contexto de (re)união feminina, tema atual.” Paula Mandel, Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel

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Café Azedo

Com Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel

CASA – Casa Aguinaldo Silva de Artes (Rua Major Sertório, 476 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 50 minutos

15/08 até 26/09

Quarta – 20h30

$40

Classificação 14 anos