CONFISSÕES DE UM SENHOR DE IDADE

Flávio Migliaccio retorna em cartaz dia 17 de julho com o espetáculo “Confissões de um Senhor de Idade”, montado ano passado em comemoração aos 60 anos de carreira do ator. Escrita e dirigida por Flávio, a peça fica em cartaz às terças e quartas no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, às 21h, até o dia 28 de agosto.

Flávio divide o palco com o ator Luciano Paixão, que interpreta Deus encarnado no corpo de um simples mortal para propor um estranho pacto: se Flávio ajudar a desvendar um caso estranho que está acontecendo no céu, receberá a recompensa da vida eterna.

Num diálogo bem humorado com Deus, Flávio conta suas histórias, suas experiências, suas memórias, saudades e até tristezas, tudo com o bom humor que sempre foi a sua marca. Detalhes da vida íntima do artista também serão revelados – uma forma de presentear o público, em agradecimento ao carinho recebido pela comemoração dos 60 anos de carreira.

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Confissões de um Senhor de Idade

Com Flavio Migliaccio e Luciano Paixão

Teatro dos Quatro – Shopping da Gávea (R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro)

Duração 55 minutos

17/07 até 28/08

Terça e Quarta – 21h

$60

Classificação 10 anos

INSONES

Com texto inédito de Victor Nóvoa e direção de Kiko Marques, ganhador do prêmio Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil pelo espetáculo CAIS ou da Indiferença das Embarcações, e também ganhador do APCA por Sínthia, o espetáculo INSONES estreia dia 21 de junho, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros.

O elenco reúne atores de diferentes trajetórias no teatro, Fernanda RaquelHelena CardosoPaulo Arcuri e Vinícius Meloni – indicado ao prêmio Shell em 2011 por sua atuação em Cidade Fim – Cidade Coro – Cidade Reverso do Teatro de Narradores. Para compor o jogo entre luz e cenário estão Eliseu Weide e Marisa Bentivegna. Os figurinos são assinados por Ozenir Ancelmo e Ana T. e a trilha sonora por Carlos Zhimber.

Em INSONES, quatro figuras passaram 365 noites em claro e tentam incessantemente finalizar a contagem regressiva para o ano que virá. A comemoração é constantemente interrompida por acontecimentos insólitos, revelando relações humanas descartáveis e violentas. A história se mantém por um fio tênue, porém mais importante que a trama são os estados gerados por esse mundo em funcionamento contínuo no qual habitam os personagens. Essas figuras fazem emergir questões fundamentais em nossos dias, como o excesso de estímulos e o crescente controle do tempo e da experiência.

O mundo sem sombras, que explode em violência de tempos em tempos em INSONES, carrega traços em comum com outras peças de Victor Nóvoa, como Condomínio Nova Era e Entre Vãos – desenvolvidas com seu coletivo A Digna – e Verniz Náutico para Tufos de Cabelo, que tratam da mercantilização das relações humanas que se dá de diferentes maneiras em nossa sociedade. “É um engano estrutural achar que consumimos coisas, é o tempo que se comercializa. Por isso estamos soterrados por um fluxo incessante de estímulos. Não querem que paremos nem por um instante. Dormir é profanar a liturgia do mercado”, diz o dramaturgo.

O diretor Kiko Marques assume o estilo de escrita não linear de Victor Nóvoa permitindo a abertura de inúmeras camadas de significação do texto. “Nossa opção é pelo teatro e pelo jogo entre os atores. Daí Insones ser uma espécie de desencontro que acontece com hora marcada e lugar definido para seu não acontecimento explosivo e ofuscante“, fala Marques.

O projeto de montagem da peça foi impactado pela leitura de obras como 24/7 – capitalismo tardio e os fins do sono de Jonathan Crary e Sociedade do Cansaço de Byung-Chul Han, que trazem reflexões sobre os dispositivos de poder na vida contemporânea.

A peça INSONES reafirma a parceria de Victor Nóvoa e Fernanda Raquel, iniciada em Verniz Náutico para Tufos de Cabelo, unidos em mais um projeto pela urgência em criar espaços e temporalidades onde as noções de compartilhamento e produção do comum, tão em crise em nossos tempos, possam acontecer. A montagem foi contemplada pelo PROAC 01/2017.

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Insones

Com Fernanda Raquel, Helena Cardoso, Paulo Arcuri e Vinicius Meloni. Atriz substituta: Fani Feldman.

Sesc Pinheiros – Auditório (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 55 minutos

21/06 até 21/07

Quinta, Sexta, Sábado – 20h30

$25 ($7,50 – credencial plena)

Classificação 14 anos

N

Os famosos relatos de Anne Frank, a garota judia alemã que viveu refugiada durante toda a Segunda Guerra Mundial, serviram para inspirar a Cia. Arte-Móvel ao discutir a questão dos refugiados na peça N. O espetáculo que tem duas apresentações gratuitas nos dias 23 e 24 de junho, na Galeria Olido, às 20h e às 19h, respectivamente.

Com concepção e direção de Otávio Delaneza, a peça retrata acontecimentos recorrentes a vida de tantas pessoas que fogem de seus países em busca de condições para existir.

Em um universo cheio de poesia, a montagem cria uma reflexão sobre a condição de vida refugiada e sobre como as pessoas são “nada”, “ninguém” ou “nenhum” ao longo de suas existências. Basta que não sejam aceitas, que não tenham a liberdade de existir como são para que o silêncio do refúgio aconteça.

Arte-Móvel especializou-se na mescla de linguagens entre o corpo expressivo, a interpretação e o teatro de animação e objetos. São artistas que buscam o potencial transformador da arte. E, por meio de projeto como estes, encontram mecanismos de democratizar o acesso a cultura de forma potente e eficaz.

O espetáculo é uma das atrações do projeto “Por um Estado de Liberdade”, contemplado pelo edital ProaAC 02/2017 – Concurso de apoio a projetos de circulação de espetáculos de teatro. A iniciativa prevê a circulação da peça pelas 11 cidades de São Paulo que receberam o maior número de refugiados estrangeiros até 2015, destacando histórias marcadas pela imigração oriunda de guerras.

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N

Com Gabriel Mazon, Lays Ramires e Matheus Luis

Galeria Olido – Sala Paissandú (Avenida São João, 743, 2º andar – Centro, São Paulo)

Duração 55 minutos

23 e 24/06

Sábado – 20h, Domingo – 19h

Grátis (ingresso com uma hora da sessão)

Classificação Livre

Informações: facebook.com/ciaArteMoveldeTeatro/ ou (19) 99263.7088

FLICTS

Em uma época em que preconceitos de todos os gêneros estão cada vez mais gritantes, o espetáculo Flicts, com direção e adaptação de Lívia Gaudencio, ensina para a criançada a importância de respeitar e aceitar o outro como ele é. A peça reestreia no Teatro Municipal da Moóca Arthur Azevedo, no dia 9 de junho.

A partir do primeiro livro infantil escrito pelo cartunista Ziraldo, a montagem narra o drama de uma cor chamada Flicts, que não está presente no arco-íris, nas bandeiras e nem em nada deste mundo. Por esse motivo, o personagem é excluído e mal recebido onde quer que vá e parte em uma jornada mundo afora para descobrir o seu lugar.

Flicts é uma metáfora para as pessoas excluídas, solitárias e diferentes. A ideia da encenação é mostrar para os pequenos que o bullying e toda forma de discriminação devem ser tratados como algo nocivo e desrespeitoso, além de reforçar a noção de que cada um tem sua individualidade e subjetividade. Outro tema é a relativização do belo, a noção de que a beleza não tem um padrão pré-determinado e cada um deve desenvolver seu pensamento crítico sobre o que é bonito ou não.

Escrita em 1969, ano em que o homem pisou pela primeira vez na Lua, a obra de Ziraldo foi dada como presente da embaixada brasileira nos Estados Unidos ao astronauta Neil Armstrong, que, em resposta ao autor, disse: “A Lua é Flicts”. A temática do livro que encantou o viajante espacial continua atual quase 50 anos depois de seu lançamento, por isso o grupo resolveu encená-lo.

O elenco conta com a participação de Bárbara Salomé, Bianca Fernandes, Ederson Miranda, Eliot Tosta e Rai Teichimam.

Como a história se passa nos anos de 1960, a montagem tem uma trilha sonora original, composta por Leo Mendonza, inspirada na sonoridade da banda inglesa The Beatles.

Já os figurinos, assinados por Paolo Suhadolnik, dialogam com as cores e formas geométricas presentes nas obras do pintor holandês Piet Mondrian. O trabalho com os atores, proposto por Gaudencio, é baseado em partituras físicas inspiradas no circo-teatro e no melodrama, utilizando vários registros de energia do corpo em cena.

SINOPSE

Flicts é discriminado entre as outras cores porque ninguém o conhece. Ele representa o excluído, o solitário, o diferente. Mas, como todos têm o seu lugar no mundo, Flicts também irá encontrar o seu. A peça é uma adaptação da obra de Ziraldo, com dramaturgia inédita e trilha sonora original. O espetáculo traz diversão, interação e reflexão sobre o preconceito e a relativização do belo.

HISTÓRICO

O espetáculo Flicts estreou em São Paulo em março de 2018 cumprindo 10 apresentações, no Teatro Paulo Eiró, e já realizou apresentações em Feira de Santana/BA, Belo Horizonte/MG, Contagem/MG e João Monlevade/MG.

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Flicts
Com Bárbara Salomé, Bianca Fernandes, Ederson Miranda, Eliot Tosta e Rai Teichimam
Teatro Municipal da Moóca Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Moóca, São Paulo)
Duração 55 minutos
09/06 até 01/07 (exceto dia 17/06)
Sábado e Domingo – 16h
$16
Classificação 4 anos

A DAMA E O VAGABUNDO – O MUSICAL

A Dama e o Vagabundo, clássico da literatura infantil e imortalizado pelas mãos de Walt Disney, em 1955, a partir de um conto original do norte-americano Ward Greene, reestreia dia 5 de maio no Teatro Fashion Mall, 17h.

Dirigido e adaptado por André Breda e direção musical de Cosme Motta, a produção da RPR Produções conta a clássica história de Dama (Carol Leipelt), uma Cocker Spaniel acostumada ao luxo e aos carinhos de seus donos que vê sua vida se transformar quando estes têm um bebê. No contraponto, Vagabundo (Caio Godard), um vira-lata acostumado com os perigos das ruas da cidade, possuidor de um enorme instinto de sobrevivência e de uma boa dose de malandragem.

Com linguagem moderna, em relação ao famoso filme, que conta a história de amor entre uma cadela de raça e um vira-lata, completam o elenco os atores Debora Mesquitta (Shelly), Daniel de Mello (Bidu), Nicolas Moraes (Caco), Alison Weller (Humano), Clarice Monteiro (Humana) e Bruna Natali (Lily).

Ao fugir de casa, Dama se perde pela cidade, cruzando seu “mundo perfeito” com o contrastante universo em que vive Vagabundo, de quem dependerá para conseguir sobreviver em meio aos perigos que habitam nas esquinas da cidade.

Ela é uma Dama. Ele é um Vagabundo. Dois mundos; duas realidades; um caminho cruzado. O que será que acontece quando nos arriscamos a conhecer o desconhecido? No mínimo uma grande aventura! Claro que falamos dos nossos melhores amigos, os cachorros!

A Dama e o Vagabundo nos mostra que temos um mundo inteiro a descobrir, que o mais importante está nas pequenas coisas, que não precisamos de muito para ser feliz, mas, principalmente, que o encaixe perfeito está onde as diferenças se completam!

Com músicas originais, cantadas ao vivo, e personagens que encantam a todos os públicos, o musical foi eleito, pela Revista Veja, como um dos 5 melhores espetáculos infantis em sua primeira temporada, no Teatro Vannucci.

A nova temporada tem sessões aos sábados e domingos, 17h, até dia 27 de maio.

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A Dama e o Vagabundo – O Musical
Com Carol Leipelt, Caio Godard, Debora Mesquitta, Daniel de Mello, Nicolas Moraes, Alison Weller, Clarice Monteiro, Bruna Natali
Teatro Fashion Mall – Sala II – Shopping Fashion Mall (Estrada da Gávea, 899 – São Conrado, Rio de Janeiro)
Duração 55 minutos
05 a 27/05
Sábado e Domingo – 17h
$60
Classificação Livre

PANÇA

Pança é o segundo homem mais importante da maior potência econômica do planeta, braço direito do todo poderoso Don Quixote.
Sua tarefa é explicar para os iniciantes, aspirantes ao poder, quais são as regras quando as regras são as regras da vida; onde vence o mais forte, o mais esperto, o mais organizado, o mais armado.
Pança corta grandes pedaços de carne diante de seus ouvintes, ao mesmo tempo em que esmiúça, com humor e requintes de crueldade, o funcionamento da economia mundial, a decadência do Estado de direito e a instabilidade das relações humanas em sua forma mais bruta.
O boato de que ele costuma virar cachorro atrai ainda mais interessados a ouvir o que ele tem a dizer.
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Pança
Com Beto Magnani
Teatro de Arena Eugenio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 55 minutos
03 a 27/05
Quarta – 20h, Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$30
Classificação 14 anos

BORDERLINE

Bipolaridade, esquizofrenia, desejos, loucura e lucidez. Esses são os temas de “Borderline”, monólogo de Junior Dalberto que estreia dia 13 de abril no Espaço Parlapatões, 21h. Destaque literário potiguar Troféu Cultura em 2014, montagem dirigida por Marcello Gonçalves é estrelada pelo ator potiguar Bruce Brandão.

Produzido pela Cia. de Arte Nova, o drama traz Rutras, numa linguagem metafórica, atemporal numa viagem mitológica acerca do personagem inspirado no livro O Cangaço e o Carcará Sanguinolento, posicionando-se diante de questões íntimas relacionadas à família, sexualidade homoafetiva, incesto,  HIV, mundo cibernético, dependência química e sua relação com a geração dos anos 90.

O desafio de dirigir proposto pelo ator Bruce Brandão, me acendeu em algo que é inerente a todos nós, homens da arte: a necessidade e o comprometimento de levar aos palcos uma obra singular e plural. Suponho que aonde quer que eu vá, levarei comigo os ventos das mudanças, eu estou na onda, no ritmo, marchando nele. O registro, a interpretação, a produção e a direção.” Marcello Gonçalves.

Para o ator Bruce Brandão, as leituras sobre o tema Borderline foram fruto do contato com o autor Junior Dalberto em Natal. Encantado com esse universo, fez suas pesquisas e se familiarizou com o tema.

No início eu pensava em visitar clínicas psiquiátricas, entrar em manicômios, mas percebi que o ”manicômio” estava dentro de cada indivíduo. O entendimento sobre o transtorno Borderline me fez galgar outros degraus: É o jeito de ser. Quem já não teve medo de rejeição, impulsividade, ciúmes, sensação de abandono? Porém quando se trata de um Border, o olhar é outro. Tudo tem intensidade! Olhar poeticamente a doença é mergulhar no desconhecido.

Sobre a Cia. de Arte Nova

A Cia. nasce do encontro entre os atores Marcello Gonçalves e Bruce Brandão, com a necessidade de gerar cultura, arte e o comprometimento com o trabalho de pesquisa, para criar novas formas de se pensar o teatro. Fomentando uma nova economia de gestão e transmissão de conhecimento, a Cia. criada em julho de 2014 pretende ser um centro integrado de arte onde os atores e as equipes formam e constroem um novo olhar sobre o teatro. Atualmente a Cia está em processo de montagem “O Senador”, baseada na obra de Victor Hugo.

Borderline
Com Bruce Brandão
Espaço Parlapatões (Praça Roosevelt, 158 – Consolação – São Paulo)
Duração 55 minutos
13/04 até 20/05
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$40
Classificação 16 anos