SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO

Sucesso de público e crítica, o espetáculo SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO, com Celso Frateschi e direção de Roberto Lage, reestreia dia 6 de outubro, sexta-feira, às 21 horas, no Ágora Teatro. O espetáculo, que estreou em 2005, é baseado no conto homônimo do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado pela primeira vez em 1877 no livro Diário de um Escritor.

Em SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO um funcionário público, sabe que é ridículo desde a infância, mas por orgulho jamais confessou esse fato a ninguém. Motivo de desprezo e zombaria de seus semelhantes, já não tem mais nenhum interesse na continuação da sua existência. Num dia, inútil como todos os seus outros dias, em que mais uma vez esperava ter encontrado o momento de meter uma bala na cabeça, foi abordado por uma menina de uns oito anos, que clamava por ajuda. Ele não só recusa o apoio à criança, como a espanta violentamente e aos berros.

Ao voltar para casa, não consegue dar fim a sua existência. Já com sua arma pousada em seu peito e perturbado pelos sentimentos causados por aquela criança, adormece e sonha com a sua própria morte, com seu enterro e com uma vida após o tiro disparado. Viaja pelo espaço e por desconhecidas esferas. Experimenta a terra não manchada pelo pecado original e conhece os homens na plenitude da sabedoria e equilíbrio. Ele acredita que aquilo tudo foi real, pois as coisas terríveis que sucederam não poderiam ter sido engendradas num sonho.

Construção de conhecimento

Para Celso Frateschi, o texto clássico encenado é sempre contemporâneo, por isso a importância de voltar a encenar SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO. “No momento em que a barbárie avança violenta e rapidamente, destruindo valores humanistas que imaginávamos consagrados pela história e quando o sonho de liberdade individual, justiça social e fraternidade passam a ser vistos como retrógrados, a diversidade como ofensa e que virtuoso é quem rouba bem, o teatro se mantém como espaço de prazer estético e construção de conhecimento”, explica ele, que sentencia: “A linguagem não deve estar a serviço da ideologia, mas da liberdade.

O ator afirma ainda que ao abordar os clássicos de outra maneira, há uma permissão para que ele se aproxime de nosso tempo não pelas semelhanças, mas pelas diferenças entre a época em que foi escrito ou apresentado e a atual. “Identificar os modos de agir, sentir, se relacionar e pensar de nossos ancestrais, característicos de suas épocas para que se choquem e ou se assemelhem aos nossos, livremente, sem freios e cabrestos ideológicos, para que a poesia de nossos mestres nos ilumine e nos transforme”, conta Frateschi.

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Sonho de um Homem Ridículo
Com Celso Frateschi
Ágora Teatro (R. Rui Barbosa, 664 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/10 até 10/12
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos

D’ARC – DARK

Concebido pelos coreógrafos Dinah Perry e Jorge Garcia, o espetáculo D’Arc – Dark estreia no dia 5 de novembro (domingo, às 19h), no Espaço Capital 35, em Perdizes. A temporada segue até o dia 26 de novembro com sessões sempre aos domingos, às 19h.

D’arc – Dark é dividido em dois atos sequenciais com 30 minutos de duração cada um. São coreografias distintas que mostram o diferente olhar dos coreógrafos para o mesmo tema, mas que se complementam ao contemplar a mulher de todos os tempos.

Tanto D’arc de Dinah Perry quanto Dark de Jorge Garcia tem Joana d’Arc como inspiração: heroína francesa, santa da igreja católica e padroeira da França, ela foi chefe militar na Guerra dos Cem Anos e condenada à execução na fogueira sob a acusação de bruxaria. Dinah traz a Joana D’arc inserida nas questões da mulher contemporânea; já Garcia explora o lirismo e as dores desse arquétipo de mulher. Embora o período medieval seja pano de fundo, o espetáculo tem contexto atemporal.

A coreografia de Perry reúne elementos da dança, do teatro e da expressão corporal, amarrados por textos autorais. Em foco o corpo dinâmico em combate, propondo imagens intensas às cenas. Em D’arc, a mulher aparece inserida nas mazelas do mundo atual, questionando as relações humanas ceifadas pelo poder, pela inveja e pela solidão.

A criação de Garcia aborda Joana d’Arc como símbolo do sofrimento das mulheres acusadas de bruxaria na Idade Média. O nome ‘dark’, de escuro, é uma metáfora ao nome da heroína para trazer luz ao escuro da cena e refletir sobre uma cultura que ainda se faz presente. A sensação de ser queimado e a imagem sensorial desta ação trazem para a coreografia Dark o discurso ao qual se propõe. Manipulam-se corpos em cena enquanto o sofrimento e o aprisionamento também são manipulados.

Enquanto a música lírica pontua a encenação de Dinah, musicais de Björk aparecem em coro, em forma de lamento, na criação de Garcia. As duas coreografias trazem um mesmo elenco de quatro bailarinas: Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Larissa Leão e Paula Miessa, além de Julia Cavalcante (que atua somente em D’arc).

 

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D’Arc Dark
Com Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Julia Cavalcante, Larissa Leão Leão e Paula Miessa.
Espaço Capital 35 (Rua Capital Federal, 35, Perdizes, São Paulo)
Duração 60 minutos
05 a 26/11
Domingo – 19h
$25
Classificação Livre

MELHOR ASSIM

O cantor Reinaldo Kherlakian, acompanhado de sua banda, apresenta temporada do show “Melhor Assim“, no Burlesque Paris 6, com apresentações mensais até dezembro. A estreia será dia 24 de outubro (terça-feira), às 21h.

O artista traz no repertório renomadas canções nacionais e internacionais, como: Se todos fossem iguais a vocêCarinhosoSous le ciel de PariMy Way, Hello Detroit e até o clássico, Evidências que ganha releitura com a dramaticidade imprimida pelo intérprete.

Um homem arrojado”. Com certeza essa é uma das frases que definem a personalidade de Reinaldo Kherlakian, que deixou o mundo dos negócios em busca da realização de um grande sonho: “ser feliz cantando”, como ele mesmo define. “Não há idade certa para ser feliz”, outra frase constante em seu vocabulário. Há quase uma década, delegou seus negócios a profissionais competentes e partiu para o conhecimento e aperfeiçoamento da arte musical em sua vida. A história de Reinaldo Kherlakian com a música teve início fora do Brasil e totalmente sem querer. Morando em Miami e New York, começou a cantar em momentos de intimidade, durante jantares na casa de amigos. Os eventos invariavelmente terminavam com uma pequena apresentação musical.

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Melhor Assim
Com Reinaldo Kherlakian
Burlesque Paris 6 (Rua Augusta 2.809 – Jardins – São Paulo)
Duração 60 minutos
24/10
Terça – 21h
$100
Classificação Livre

PEDRAS AZUIS (OPINIÃO)

O vilarejo de Pedras Azuis, localizado no sertão do nordeste do país, é tão pequeno que nem santo padroeiro tem. Para participar de uma procissão, para pedir que chova e com isso a plantação vingue e o gado não morra, os moradores têm que recorrer ao vilarejo vizinho. Diana costurou as asinhas de anjos para que seus meninos e os dos vizinhos participem. Mas ela mesma não foi. Ficou em casa só com o marido, Antero, pois ele não é muito ‘chegado’ nestas questões espirituais. Antero está preocupado porque a prefeitura (através de um funcionário público vindo do ‘Sul’) comprou um caminhão pipa, e com isso, irá tirar o sustento da sua família, pois terá que encostar o seu velho caminhão. Ele precisa fazer algo. Ao terminar o dia, suas vidas serão transformadas… para sempre!

Pedras Azuis“, texto de Márcio Macena, é livremente inspirado em “27 Carros de Algodão” de Tennessee Williams.

A peça aborda dois temas principais – a sobrevivência do homem sertanejo frente à seca e o abuso sofrido pelas mulheres.

O elo de ligação da peça, e destes dois mundos diferentes – “Nordeste x Sul” (dicotomia do saber popular e do conhecimento técnico), pertence a Diana. A personagem de Annelise Medeiros é uma mulher de múltiplas faces – a mulher com deficiência de locomoção (‘é manca’) e que sofreu bullying quando jovem; a pessoa que não estudou e com isso ‘pensar dói’; a mulher submissa que não olha o marido nos olhos e ‘aceita’ seus abusos – físicos e psicológicos; e o da mãe religiosa, que preza pelo bem da família e dos filhos.

A personagem tem uma força que atrai os olhos da plateia. Quando está em cena (quase toda a duração da peça), não se consegue desviar os olhos dela. Annelise conseguiu fazer uma Diana forte, que sofre resignada e calada pelo ‘bem da família’.

Os papéis masculinos são interpretados por Neto Mahnic (Antero) e Emanuel Sá (Lívio). A princípio tão diferentes entre si – um mostra a ‘rudeza’ do sertão e o outro, a ‘educação e a sedução’ do estrangeiro. Ambos opostos, mas que no final provam que não tão opostos assim.

Há duas cenas cruciais na história, para nós. A primeira é quando Diana está só com Lívio, e este vai engendrando uma teia para capturá-la; e a segunda, a cena final, quando ela está só com o marido, ‘à noitinha’ (não vamos estragar a surpresa da cena).

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Neto Mahnic, Annelise Medeiros e Emanuel Sá (crédito foto – Marcus Leoni / Folhapress)

Completa a montagem as vozes de Zeca Baleiro, que no começo da peça, faz uma narração, como se fosse uma oração; Mel Lisboa, que passa os dados estatísticos dos abusos sofridos por mulheres no país; e Maria Gadú, que faz o fundo musical da peça.

Ressaltamos o cenário do diretor, Márcio Macena. Simples – uma rede, uma cerquinha, e um banco, mas tão essencial para a história, e que combina com o estado de simplicidade do local e dos moradores daquela casa.

A iluminação de Cesar Pivetti e Vania Jaconis também é muito bem desenhada. Mesmo com o ar condicionado da sala do teatro ligado, você consegue sentir o ar parado, abafado e angustiante do sertão brasileiro, que margeia a vida de Diana e Antero.

Não deixe de assistir e recomendar para amigos.

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cena de “Pedras Azuis” (crédito foto – Leekyung Kim)

Pedras Azuis
Com Annelise Medeiros, Emanuel Sá e Neto Mahnic
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré – São Paulo)
Duração 60 minutos
06/09 até 16/10
Quarta e Quinta – 21h
$50
Classificação 16 anos

 

GOTAS DE CODEINA

O espetaculo Gotas de Codeina esta ha dois anos e meio em cartaz e chega a São Paulo para a sua primeira temporada na capital. As sessões acontecerão de 09 de Outubro a 28 de Novembro, as segundas e terças-feiras, as 20h, no Estúdio Lâmina no Centro de SP.

O monologo foi residente do projeto OCUPAÇÃO 32 do SESC Santos e teve sua estreia no projeto CorposubCorpodo SESC SP, na cidade de Santos.

Com texto de Diego Lourenço, a peça tem como temas centrais o suicídio e sexualidade. – dois grandes tabus da sociedade contemporânea. A direção e de Paula D’Albuquerque e  idealização, atuação e produção de Luiz Fernando Almeida.

Gotas de Codeína conta a historia de Cesar, um homem comum, que aparenta estar contente com a vida que leva, mas que no fundo está profundamente deprimido. A peça revela intimidades de um homem casado que vive atrás de máscaras, sem coragem de assumir seu verdadeiro “Eu”. Cesar, como tantos outros, já não suporta mais continuar e pensa em acabar com a própria vida.

A plateia  circula pelo espaço para vivenciar juntos, alguns momentos cotidianos do personagem, enquanto refletem sobre questões como amor, família, sexualidade e felicidade.

Até que ponto podemos fugir do que realmente somos? Vale a pena viver uma vida pela metade?

Espetáculo indicado na categoria Melhor Espetaculo LGBTQ no Premio Papo Mix da Diversidade 2016

Não  recomendado para pessoas que tem problemas com cigarro. As sessões tem capacidade para 20 espectadores.

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Gotas de Codeina
Com Luiz Fernando Almeida
Estudio Lamina (Av. São João, 108 – 41 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
09/10 até 28/11
Segunda e Terça – 20h
$30
Classificação 16 anos

 

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Cia Le Plat du Jour volta ao Teatro Folha para reestrear a peça ”Alice no País das Maravilhas” dia 07 de outubro. A temporada acontecerá até 17 de dezembro, aos sábados e domingos, às 16h.

Nesta montagem Alice mora em um prédio situado em grande metrópole. Como toda criança, Alice só deseja brincar com outras crianças, mas como nem sempre isso é possível, ela resolve dar um mergulho em sua imaginação. A correria do dia-a-dia e a vida na cidade grande não impedem que a menina viva muitas aventuras. “Eu queria tanto que tudo fosse tão diferente” é o que diz na busca do lugar ideal, o paraíso perdido, seu verdadeiro “Jardim das Maravilhas”.

A partir do desejo de Alice, o público vê a grande viagem da personagem. Nesta aventura, tudo é possível: ela diminui e aumenta de tamanho, encontra situações e personagens inusitados como um coelho que anda de ponta cabeça, um cachorro gigante, um cogumelo que canta, um dragão que voa, uma rainha autoritária, entre outros personagens.

O humor irreverente e nonsense da Cia Le Plat du Jour unido às técnicas circenses utilizadas no espetáculo dão a graça e a beleza que agradam não somente às crianças mas também aos adultos.

A montagem é uma adaptação do livro “Aventuras de Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll. A obra foi publicada pela primeira vez em 1865. A complexa obra deu vazão a diversas interpretações tanto para o universo da psicanálise como para o universo artístico.

 

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Alice no País das Maravilhas
Com Cia Le Plat du Jour
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/10 até 17/12
Sábado e Domingo – 16h
$40
Classificação 5 anos
(Sessões extras dias 12 e 13/10; 02, 03 e 15/11)

BRINCANDO EM CIMA DAQUILO

Depois de uma curta temporada de estreia, a obra dos italianos Dario Fo e Franca Rame, encenada no Brasil por grandes atrizes, como Marília Pêra, Denise Stoklos e Débora Bloch, chega ao Teatro Morumbi Shopping a partir do dia 29 de setembro.

Brincando em cima daquilo traz ator paulista Wilson de Santos dando vida a três mulheres mergulhadas em humor e poesia para desafiar as pequenas – e também gigantescas – repressões às quais estão sujeitas em suas relações cotidianas. A comédia fica em cartaz até o dia 26 de novembro, às sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.

Brincando em cima daquilo tem direção do ator e diretor Marcelo Médici e vem rendendo ótimos comentários juntos à imprensa paulistana. “Wilson de Santos é do tipo de ator que não teme grandes desafios. (…) Famoso por sua versatilidade justamente ao incorporar personagens femininas, Wilson dá conta do recado, divertindo e fazendo refletir a plateia do Teatro Renaissance, em São Paulo”, escreveu o crítico Miguel Arcanjo Prado em seu blog do portal UOL, depois da estreia na capital paulista. Já o crítico Dirceu Alves Jr. (Veja SP) escreveu: “Comediante de mão-cheia acostumado aos tipos femininos, o ator paulista Wilson de Santos é o primeiro homem a protagonizar os monólogos de Brincando em Cima Daquilo. (…) O protagonista acentua o caráter tragicômico dessas duas histórias e ganha o público pela identificação com as situações. Mas é na parte final, porém, como a dona de casa Maria, que o talento de Santos salta aos olhos do espectador”.

Três esquetes mesclam momentos de muito humor, retirados de rotinas identificáveis por cada um de nós, com a crítica contida no enfrentamento à violência e à educação repressora que insistem em recair sobre as mulheres, ainda hoje. Uma dona de casa é trancada no apartamento pelo marido, enquanto outra mulher enfrenta um ônibus cheio na volta do escritório. Já a operária acorda atrasada e tenta encontrar as chaves da porta de casa, numa luta contra o relógio e suas “obrigações” cotidianas. Ressignificadas pelo olhar, voz e corpo de Wilson, todas as cenas são capazes de nos fazer rir e se identificar com a força da peça de Fo e Rame, sempre ancorada na união da coloquialidade do texto e o desempenho dos artistas que decidem dar vida àquelas histórias.

A proximidade entre o ator e o público, utilizando a improvisação para manter um contato direto entre eles, é uma das características que não deixa Brincando em cima daquilo perder sua vitalidade. E essa é justamente uma das grandes características do trabalho de Wilson de Santos, que valoriza palavras, olhares e o timing em cena para estabelecer um diálogo íntimo – e sempre hilário – com quem se deixa contaminar pelo humor ácido com o qual constrói suas personagens. A autorização da peça – cujos textos foram encenados em cerca de 50 países e nunca antes haviam sido liberados para um ator – foi dada a Wilson por Jacopo Fo, filho do casal italiano e representante da obra, que se sentiu instigado com a novidade após analisar o currículo do ator. Nos últimos anos Wilson levou ao palco hilárias personagens femininas, como a freira Maria José, da comédia A Noviça Mais Rebelde, e a atriz Bette Davis, na peça Bette Davis e Eu. Essa nova versão de Brincando em cima daquilo, portanto, é uma oportunidade rara de viver através do teatro uma experiência emocionante e, sobretudo, divertidíssima.

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Brincando em Cima Daquilo
Com Wilson de Santos
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acacias, São Paulo)
Duração 60 minutos
29/09 até 26/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$60/$70
Classificação 14 anos