DIÁLOGO NOTURNO COM UM HOMEM VIL

Sucesso de público e crítica DIÁLOGO NOTURNO COM UM HOMEM VIL com Aílton Graça e Celso Frateschi, volta aos palcos a partir de 4 de maio, sexta-feira, às 21 horas, no Ágora Teatro. Montagem tem direção de Roberto Lage para o texto de Friedrich Durrenmatt e apresenta dois personagens: Escritor e Carrasco. Assassino e vítima travam um diálogo dentro da noite e o que parecia ser apenas mais um ato brutal, torna-se uma profunda reflexão sobre a vida, a morte, a violência, o poder e a liberdade.

O texto, que volta aos palcos após 30 anos, foi encenado no então Teatro do Bixiga por Roberto Lage, com Chico Solano e pelo próprio Celso Frateschi (vencedor do Prêmio Shell Teatro de melhor ator por sua atuação como o Escritor). Na montagem atual decidiu-se por não se aceitar o óbvio e  Aílton Graça interpretará o Escritor e Celso Frateschi fará o papel do Carrasco.

Para Celso Frateschi o encontro insólito de um escritor e um carrasco, já é revelador de uma situação de exceção. “O ofício do primeiro traduz o exercício da liberdade, o do segundo a eliminação mais radical da liberdade de viver. Um, luta contra o sistema, o outro, é o eixo silencioso em redor do qual a terrível roda do sistema se move. Um é um artista da vida, o outro um burocrata da morte”, explica o ator.

Do encontro entre escritor e carrasco se desenvolve DIÁLOGO NOTURNO COM UM HOMEM VIL sem se deixar levar por nenhum tipo de maniqueísmo. O diálogo deixa de lado qualquer ideologismo e caminha para uma dimensão do próprio entendimento do sentido dessas nossas vidas. Os personagens, surpreendentemente, encaram essa jornada de entendimento que só a proximidade da morte proporciona.

Nova leitura

Roberto Lage que também dirigiu a montagem de 1988 diz que “Reler o texto em momento tão diferente do nosso país, revela a potência do teatro de Dürrenmatt capaz de iluminar aspectos do humano em épocas tão distintas”.

O ator Aílton Graça conta que já fazia muito tempo que queria ser dirigido por Roberto Lage e atuar ao lado de Celso Frateschi era um sonho antigo. “Sempre pensávamos em algo para o teatro em que pudéssemos atuar junto. Quando li o texto fiquei encantado”. Para seu personagem, o ator buscou inspirações em personalidades como Mandela e Malcom X e também do catador de lixo Rafael Braga, condenado a cinco anos de prisão por portar uma garrafa de desinfetante nos protestos de 2013.

Espaço atemporal

A cenografia de Sylvia Moreira cria um espaço íntimo, que é brutalmente invadido pelo carrasco, com uma diversidade de caminhos em uma clara referência às escadas de Escher, que assim como os figurinos, não se fixam em nenhuma época determinada.

A iluminação e a trilha sonora seguem a mesma proposta de se atingir a “menor grandeza” dos elementos utilizados para se potencializar a contundência poética.

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Diálogo Noturno com um Homem Vil
Com Aílton Graça e Celso Frateschi
Ágora Teatro – sala Gianni Ratto (Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
04/05 até 24/06
Sexta – 21h, Sábado – 19h e 21h30, Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos

PELO CANO

‘Pelo Cano’ é um espetáculo de palhaçaria criado a partir da paixão comum das atrizes Paola Musatti e Vera Abbud por esta linguagem. Duas palhaças vivem pequenas situações que revelam sua forma de interagir com o mundo, em geral de forma ridícula e catastrófica. Emily e Manela, chegam para tocar seus instrumentos em troca de moedas, como fazem os músicos e musicistas de rua. A partir daí, uma série de situações inusitadas envolve as palhaças. Elas tentam solucionar essas situações da melhor forma possível. Nem sempre conseguem!

Paola e Vera expõem os conflitos entre duas figuras antagônicas e, poeticamente, complementares. Neste sentido, apoiam-se na dramaturgia tradicional de palhaços. Mas em ‘Pelo Cano’ tais conflitos não se revelam por gags consagradas, típicas do repertório tradicional. No espetáculo, o recurso aos fundamentos clássicos não produz uma estética necessariamente clássica. A roupagem de ‘Pelo Cano’ é contemporânea. E suas gags, além de novas, buscam dialogar com questões também contemporâneas.

Toda a narrativa, que não é linear, é centrada na interação entre a dupla Emily e Manela, e também com o ambiente que as cerca. Através disto, as palhaças revelam suas formas de pensar o mundo, de estar no mundo. Utilizam objetos cotidianos: dinheiro, fita crepe, sifão de pia. Trabalham esses objetos sob formas que escapam da sua função cotidiana e utilitária.

‘Pelo Cano” começou com uma pequena cena de 15min em 2005. Participou de diversos festivais de cenas curtas como Cenas Curtas do Galpão Cine Horto de BH, onde ganhou vários prêmios. Isso motivou as atrizes a criar o espetáculo Pelo Cano. Ao longo desses anos, ‘Pelo Cano’ passou por muitas transformações. Desde sua estreia, cenas inteiras foram suprimidas, outras cenas inéditas entraram, outras ainda tiveram seus lugares mudados, e novas músicas foram acrescentadas à trilha.

Essas mudanças vêm da percepção interna das palhaças de que algo precisa mudar, ou vêm da resposta do público, ou de algum improviso que acontece durante alguma apresentação.

A dupla de palhaças Paola Musatti e Vera Abbud, trabalham juntas há mais de vinte anos, em projetos como Doutores da Alegria, Jogando no quintal, tendo como foco principal a linguagem do palhaço. Optaram neste espetáculo por uma vertente mais

poética do palhaço, com música ao vivo e poucas palavras. Sem dispensar a gargalhada que esta linguagem proporciona. É um espetáculo de palhaço que concebido para todas as faixas etárias, como no circo.

Muitas das cenas desse espetáculo surgiram no trabalho de palhaço em hospital que a dupla desenvolve. Nessas cenas utilizam objetos: dinheiro, fita crepe, sifão de pia.

Trabalham eles de diferentes formas que escapam da sua função cotidiana e utilitária.

Eles ajudam a revelar a inaptidão do palhaço com a vida, sua forma enviesada de resolver as situações e seu dom de transformar a realidade. Por vezes revelam novos espaços, emitem sons que são incorporados às músicas tocadas ao vivo pelas palhaças.

É um espetáculo de palhaço que proporciona poesia e gargalhada para todas as idades. Estão nos ingredientes do espetáculo o riso, a fragilidade, a brincadeira, músicas, mágicas, a liberdade, a transgressão do espaço, do tempo e um tanto de poesia.

 “Graças ao apoio do Fomento ao Circo, conseguimos criar e estruturar uma cena de mágica (quick-change) que fará parte desta temporada. ‘Pelo Cano’ contou com muitos colaboradores durante seus processos de criação e aprimoramento. Entre tais colaboradores encontram-se os palhaços e palhaças dos Doutores da Alegria, do Jogando no Quintal e, principalmente, o palhaço Fernando Sampaio. Esses são profissionais pelos quais nutrimos grande amor e admiração. São parceiros e parceiras com quem partilhamos nossa paixão: o ofício da palhaçaria. Dedicamos o espetáculo aos palhaços e às palhaças de ontem, de hoje, e de sempre!”, diz Paola.

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Pelo Cano
Com Paola Musatti (Palhaça Manela) e Vera Abbud (Palhaça Emily)
Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo)
Duração 60 minutos
04 a 27/05
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
Grátis
Classificação 12 anos

JUNTEI TUDO PRA TE CONTAR

 
O Teatro MorumbiShopping apresenta, a partir do dia 4 de maio, sexta-feira, 21 horas, o espetáculo Juntei Tudo Pra Te Contar, do humorista Paulo Vieira. Falando de suas peripécias e das particularidades de sua vida simples como a infância no interior, a vida de ator amador, os amigos, as confusões da sua família, as suas observações mais íntimas, ou suas experiências comuns a tantos brasileiros de mesma origem: a vida de pobre, o ator, com sua simplicidade e bom humor, rasga o verbo sem medo e sem abrir mão da criatividade e das referências que carrega, proporcionando à plateia a sensação de conhecê-lo tão bem quanto o seu amigo mais íntimo.
 
Foi falando de si e da própria família que Paulo Vieira se tornou o mais premiado comediante da nova geração, conquistando os principais prêmios de humor do país. Também foi assim que ele conseguiu destaque na televisão e não vai ser diferente no seu show solo. “Cada comediante tem uma visão de mundo, uns óculos, no meu show eu quero emprestar meus óculos para a plateia, fazer com que ela veja como eu vejo o mundo”, afirma Paulo Vieira.
Ver pelos meus olhos e mergulhar nas minhas melhores histórias, nas roubadas pelas quais já passei e todos os momentos que vivi, absorvi, fiz graça disso e juntei tudo pra te contar!”, finaliza o comediante.
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Juntei Tudo Pra Te Contar
Com Paulo Vieira
Teatro Morumbi Shopping – Shopping Morumbi (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)
Duração 60 minutos
04/05 até 10/06
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50/$60
Classificação 14 anos

OLIVER TWIST

Eleito um dos melhores espetáculos infantis de 2017 por Dib Carneiro Neto (Pecinha é a Vovozinha) e finalista de seis prêmios do site Aplauso Brasil, Oliver Twist faz temporada no Teatro Alfa a partir do dia 5 de maio, sábado, às 17h30, no Teatro Alfa. Com direção de Rodrigo Audi, a peça conta a história do pobre garoto órfão Oliver Twist e sua luta pela sobrevivência em meio à dura realidade social da Inglaterra do século XIX. Durante esta saga, Oliver é testado em sua força e fé, assim como é apresentado ao lado sombrio da natureza humana, quando se vê obrigado a fazer importantes escolhas que poderão determinar seu destino.

No elenco, oriundo do CPT (Centro de Pesquisa Teatral do SESC, coordenado por Antunes Filho), Rita Pisano interpreta Oliver Twist, Hercules Morais dá vida ao complexo e dúbio Velho Faguin, Leonardo Santiago e Ângela Ribeiro se dividem entre as crianças do orfanato onde Oliver foi criado e as crianças das ruas de Londres.

Com grande influência da experiência da companhia no CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc), a montagem se apresenta de maneira mais minimalista, focando na relação entre personagens e elementos essenciais à cena.

Oliver Twist foi contemplado pelo Edital Cultura Inglesa 2015. Em 2016, após apresentações no Festival, se apresentou no Sesc Campo Limpo. Em 2017 as apresentações aconteceram na 13ª edição do “Em Janeiro Teatro pra Criança é o Maior Barato” – São José do Rio Preto, no Sesc Belenzinho, no Circuito Cultural Paulista 2017, na Virada Cultural, no Sesc Campinas, no Teatro do Centro da Terra, no Sesc 24 de Maio, no Sesc Piracicaba. Em 2018, participou como convidado no 27º Festival de Teatro de Curitiba.

O espetáculo está entre os seis finalistas do VI Prêmio Aplauso Brasil de Teatro – categoria Melhor Espetáculo para o público Infantil e juvenil. Foi eleito pelo crítico Dib Carneiro Neto – site Pecinha é a Vovozinha – entre as Melhores Dramaturgias, Melhores Diretores e Melhores Atores e Atrizes da temporada 2017 de teatro para crianças e jovens em São Paulo.

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Oliver Twist
Com Angela Ribeiro, Leonardo Santiago, Hercules Morais e Rita Pisano
Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 60 minutos
05/05 até 10/06
Sábado e Domingo – 17h30
$40
Classificação Livre

BENTO BATUCA

A Oficina de Alegria apresenta o espetáculo teatral infantil “Bento Batuca”, com estreia em São Paulo, no dia 7 de abril (sábado), às 16h, no Teatro Jaraguá. A primeira montagem teatral realizada pela produtora valoriza a cultura brasileira através da dança, ritmos e sua história, em texto assinado por Daniela Cury e Mariana Elisabetsky, direção de Edu Leão e Luciana Ramanzini e direção musical do grupo Os Capoeira. O espetáculo terá, algumas sessões específicas com tradução em libras. Bento Batuca é apresentado também, pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

No elenco, estão os atores: Sidney Santiago Kuanza (Bento), Fernando Oliveira, Lena Roque e Vitor Bassi. Com música ao vivo no palco, comandada pelos percussionistas Contramestre Leandrinho, Heverton Faustino “Bbzão”, Paulinho Percussão, Cauê Silva e Rogério Rogi, o espetáculo Bento Batuca tem repertorio que transita entre cânticos de capoeira e ritmos como frevo, maculelê e samba, além de referências a canções da música nacional, como Suíte dos Pescadores, de Dorival Caymmi. Entre os instrumentos estão atabaques, berimbau, pandeiro, surdos, chocalhos e objetos sonoros.

A peça revela uma viagem por São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, onde Bento vai descobrir ritmos genuinamente oriundos da cultura afro, com personagens que homenageiam figuras emblemáticas, como Mestre Besouro Mangangá (lendário capoeirista baiano), Guerreiro Maculelê (lenda folclórica brasileira), Maestro Nunes (ícone do frevo pernambucano) e Tia Ciata (influente figura no surgimento do samba).

Bento é um menino sonhador, esperto e curioso, que batuca desde que nasceu, na mamadeira, na chupeta e transformando garfos e colheres em instrumentos de percussão. A cada encontro nessa aventura, Bento Batuca preenche a trouxinha que o acompanha de sons, cores, conhecimento e, a cada lugar que chega, descobre um pouco mais sobre a nossa cultura, a nossa música e sobre si mesmo.

O espetáculo Bento Batuca é uma montagem para toda a família que, propõe, por meio da linguagem poética, teatral e musical, enaltecer os ritmos, sons e danças da cultura afro-brasileira. O espetáculo traz uma conscientização sobre a nossa própria história, com lições educativas sobre como enfrentar as dificuldades da vida com coragem.

O público poderá embarcar junto a viagem de Bento, de forma interativa. O espetáculo garante, ainda, um final contagiante, onde o público é convidado a cantar, dançar e tocar junto ao elenco.

 

 

 

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Bento Batuca
Com Sidney Santiago Kuanza; Lena Roque; Fernando Oliveira; Vitor Bassi
Teatro Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/04 até 13/05 (06/05 apresentação com interpretação em Libras)
Sábado – 16h, Domingo – 11h e 16h
$40
Classificação Livre

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA

A comédia Morte Acidental de Um Anarquista, que completa quase 3 anos em cartaz, tendo passado por 27 cidades, volta aos palcos do Teatro Gazeta, em  São Paulo. A montagem do texto de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997, com Dan Stulbach no elenco e direção de Hugo Coelho, teve temporada prorrogada após novo sucesso de público e fica em cartaz até 27 de maio, com apresentações aos sábados (22h) e domingos (18h).

O autor Dario Fo partiu de um caso verídico, uma controversa investigação de um caso em Milão, em dezembro de 1969, quando o principal suspeito de um crime, um anarquista, caiu da janela. Morte Acidental de Um Anarquista é sua peça mais conhecida e premida, montada no mundo inteiro. Recentemente, em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles. No Brasil, já foi montada com Antonio Fagundes, em São Paulo, em 1985, e Sérgio Britto, no Rio de Janeiro, como protagonistas.

O espetáculo abre com uma festa na entrada do teatro, onde o elenco toca músicas e recebe o publico. Com todos no teatro, Dan Stulbach entra em cena e conta o que aconteceu na vida real e o porque de montar este espetáculo: “A idéia era aproximar a todos, quebrar qualquer distância entre o elenco e o publico”, diz Dan .

Depois, o publico tira suas duvidas, fazem todo o tipo de pergunta e, quando todos estiverem prontos, o espetáculo começa. Um louco (Dan Stulbach), cuja doença é interpretar pessoas reais, está detido por falsa identidade. Ali na delegacia, num momento de distração dos policiais, ele se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista. Só o publico sabe que ele não é quem diz ser. “O Louco e o publico são cúmplices”, dizia Dario Fo.

Então, o Louco, com a ajuda do publico, inicia a investigação. A polícia afirma que o anarquista teria se jogado pela janela do quarto andar. A imprensa e a população acreditam que foi jogado. O que teria acontecido realmente? O louco assume varias identidades, como juiz, médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, entre outras, e assim, vai enganando um a um, e, brincando com o que é ou não é real, desmontando o poder e descobrindo a verdade.

Na delegacia, o Louco é preso pelo Comissário (Marcelo Castro) e encontra os responsáveis pela investigação, o Delegado (Henrique Stroeter) e o Secretário de Segurança (Riba Carlovich). Depois a imprensa aparece, através da Jornalista (Maira Chasseraux). Todos, menos o Louco, inspirados em personagens reais.

Um momento marcante e bastante divertido na montagem é quando o publico ajuda o Louco a “interpretar” o juiz, sugerindo, espontaneamente, frases, palavras e gestos para que o Louco incorpore. “Tento lembrar de tudo, e vou encaixando na peça. todos se sentem representados, falam de tudo. Faz de cada apresentação mais especial e única, porque nunca se repete, diz Dan.

E é incrível, porque passamos pelo Brasil destes 3 anos, impeachment, passeatas, tudo, estávamos em cartaz recebendo as frases e a mudança dos nomes e do pensamento, diz Henrique.

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Morte Acidental de um Anarquista
Com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich,
Marcelo Castro, Maíra Chasseraux e Rodrigo Bella Dona
Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
03/03 até 27/05 (05/05 e 06/05 não haverá apresentação)
Sábado – 22h, Domingo – 18h
$70/$80
Classificação 14 anos

RIBANCEIRA

RIBANCEIRA apresenta as lembranças do personagem Zé, sobrevivente de uma catástrofe na qual perdeu mulher e filhos, mas que tenta refazer a sua vida resgatando o antigo sonho de ser escritor. Zé é humano, tem preconceitos, comete erros e chega a ser cruel. Atribui a Deus as responsabilidades pelo que acontece aos seres humanos, se vê em uma situação da qual só sairá se tomar as rédeas da própria vida.

O texto fala sobre perdas e ganhos, dos valores e direitos pelos quais esquecemos de lutar. O Zé representa a vida dessa gente esquecida e que aos poucos foi perdendo a consciência do que é certo e errado, mas nem por isso para de sonhar e rir de suas próprias desgraças”, afirma o autor Aramyz. “Quando escrevi o texto ainda não tinha acontecido a tragédia de Mariana, mas acho que ela tem um diálogo direto com o texto”, completa.

A peça é inspirada na observação de uma realidade vivida por muitas famílias no Brasil e em diversos outros países. O Zé, personagem sem sobrenome, representa os diversos sobreviventes de catástrofes sejam as causadas por enchentes, pela falta de recursos financeiros, ou pela impotência de quem vive do lado reservado a uma parcela menos privilegiada da humanidade, demarcado pelo capital e pelo poder”, declara o ator Antonio Ginco.

A montagem tem como norteador o Teatro de Narração, além de Eugenio Barba, Piscator e Rudolf Laban, que embasaram o trabalho corporal e de interpretação. “A peça se realiza no plano da memória e no plano da realidade, e ainda que a realidade de Zé seja atemporal, ele nos fala do aqui e do agora. Alguns objetos cênicos criam imagens lúdicas que contrapõem o forte teor dramático”, afirma a diretora Maria Basilio. “Ainda que a interpretação seja feita por apenas um ator, o personagem dialoga com a plateia e com outros personagens que estão em sua memória e que, às vezes, ganham corpo e voz”, finaliza a diretora.

A peça tem iluminação de Décio Filho, cenografia e sonoplastia de Maria Basílio e Antonio Ginco, figurinos de Paulo de Moraes e adereços de Eduardo Mena. Além de projeções realizadas por Renato Grieco. O trabalho contou também com a colaboração dos pesquisadores Sol Verri e Diego Pereira.

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Ribanceira
Com Antonio Ginco
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 60 minutos
12/05 até 03/06
Sábado – 21h, Domingo – 20h
$50
Classificação 12 anos