PROCURA-SE POR UM AMOR QUE GOSTE DE CHICO BUARQUE (MG)

A Libre Téâtre apresenta o espetáculo “Procura-se por um Amor que Goste de Chico Buarque“. Com texto e direção de Douglas Leite, o musical estreia no dia 15 de dezembro, para uma curta temporada no CEU das Artes (Governador Valadares – MG).

Sinopse

Cinco atores revezam no palco momentos de emoção e poesia em uma viagem musical através das canções de Chico Buarque. Um encontro inesperado, um instante de partilha, o momento do encontro e o momento da partida, são os pontos que conduzem essa noite.

Ambientado no Rio de Janeiro entre o boêmio Bairro da Lapa e de Santa Tereza no findar da década de 70, “Procura-se por um amor que Goste de Chico Buarque” é uma celebração do amor e da poesia.

Um grito daqueles que buscam aquilo que acreditam ser bom pra si, mesmo que isso seja apenas uma ilusão. Todo mundo procura por alguma coisa…E você, o que procura?

 

 

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Procura-se por um amor que Goste de Chico Buarque
Com Ademir Martins, Alisson Gonçalves, Kevin Figueiredo, Lidiane Oliveira, Nicole Sá
CEU das Artes (Avenida Tancredo Neves, S/N, Santa Efigênia. Governador Valadares – MG)
Duração 60 minutos
15 a 17/12
Sexta, Sábado e Domingo – 20h
$10
Classificação 14 anos
 
Vendas de Ingressos – Maxx flowers – Floricultura (Rua Belo Horizonte 527 – Centro, Governador Valadares – MG)

KIWI

KIWI traz a história de uma jovem que, abandonada por sua família em meio ao processo de gentrificação de uma cidade-sede dos Jogos Olímpicos, encontra nas ruas uma nova família para lhe proteger. Esquecendo seu passado e assumindo o nome de Kiwi, neste grupo onde todos têm nomes de frutas e legumes, a jovem protagonista irá se deparar com uma realidade que envolve a violência, o uso de drogas e a prostituição infantil, mas também uma persistente esperança.

O texto é inédito no Brasil e é considerado a obra-prima do dramaturgo contemporêneo franco-canadense Daniel Danis. Ele escreveu KIWI inspirado em notícias de jovens vivendo em subterrâneos de países europeus; crianças em uma prisão na Romênia; e remoções de pobres para os Jogos Olímpicos. O texto foi montado na França, México e Hungria e recebeu três prêmios internacionais.

A montagem brasileira idealizada pelo tradutor e diretor Lucianno Maza e interpretada por Rita Batata e Lucas Lentini recebeu nove indicações em premiações como Prêmio Aplauso Brasil, Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (Femsa / Coca-Cola) e Prêmio Cenym de Teatro, tendo vencido o primeiro na categoria melhor espetáculo e o segundo na de melhor atriz.

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Kiwi
Com Rita Batata e Lucas Lentini 
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura – Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
11/11 até 10/12
Sábado e Domingo – 15h
$40
Classificação 12 anos

PLUFT, O FANTASMINHA

O Teatro Dr. Botica apresentará o espetáculo, aclamada pelo público infantil, “Pluft, o Fantasminha” entre os dias 25 e 26 de novembro e nos dias 02 e 03 de dezembro.

A peça, encenada pela Cia dos Reis, conta a cômica e inusitada história de Pluft, um fantasma que tem medo de gente. A trama também foca na amizade de Pluft com uma menina que irá ajudá-lo a superar seus medos. Com autoria de Maria Clara Machado, quem assina a direção da montagem é o ator e diretor Ivo Ueter.

Pluft, o Fantasminha começa quando o malvado e temido Pirata Perna de Pau, que está em busca do tesouro perdido do Capitão Bonança Arco-Iris, sequestra a jovem Maribel que é escondida na antiga casa de Bonança. Chegando lá, a menina descobre que a morada abriga uma família muito engraçada de fantasmas, inclusive Pluft, um gentil e bondoso fantasminha que tem medo de pessoas.

Quando os atrapalhados e divertidos marinheiros, amigos de Maribel percebem seu desaparecimento, logo começam a desconfiar que o maldoso Pirata possa ter levado a amiga para a antiga e assombrada residência do Capitão. Juntos, João, Julião e Sebastião vão atrás da garota para salvá-la, passando por momentos onde a coragem de cada um é colocada à prova. Com isso, o Pluft também terá que testar sua bravura e passar por cima do medo para enfrentar seus anseios e construir uma linda amizade entre ele e os humanos.

Com texto leve e simples, a peça leva às crianças a loucura com as trapalhadas de seus personagens.

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Pluft, o Fantasminha 
Com Cia dos Reis
Teatro Dr. Botica – Shopping Metrô Tatuapé (Rua Domingos Agostim, 91. Tatuapé, São Paulo)
Duração 60 minutos
25/11 a 03/12
Sábado e Domingo – 14h
$40
Classificação Livre

CARNE DE MULHER

Em Carne de Mulher, a peça dos italianos Dario Fo (Prêmio Nobel) e Franca Rame aparece como parte de um manifesto artístico feminista de uma performer, interpretada por Paula Cohen. A peça estreou no Teatro de Arena em julho deste ano, seguindo para uma temporada no Teatro Pequeno Ato e agora volta em cartaz para sua terceira temporada no Cemitério de Automóveis.

Desde as Pitonisas Gregas, que eram sacerdotisas da maior importância, até escritoras, cineastas, alquimistas e outras que tiveram destaque, mas não são mais lembradas por conta do machismo de nossa sociedade”, conta Paula.

A peça escrita por Dario Fo e Franca Rame em 1977 traz a história de uma prostituta que está presa no manicômio judiciário por ter ateado fogo no escritório de um industrial. A personagem conta sua trajetória de vida, revelando uma sequencia de abusos, onde o transbordar torna-se inevitável, fazendo com que encontre forças para reagir diante de seus opressores.

Paula conheceu o texto ‘Monólogo da Puta no Manicômio’ há 20 anos quando saiu da EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP) e sempre pensou em montá-lo.“Essa poderosa e emocionante obra voltou para mim quando Dario morreu em 2016. Reli e percebi o quanto é atual e senti a urgência de fazer o espetáculo neste momento. É necessário acabar de uma vez por todas com as práticas de violência, repressão e assassinatos que em muitos casos acontecem dentro dos próprios lares.Com isso é preciso que caminhemos para um despertar de uma consciência cada vez maior através de campanhas, políticas públicas, debates sobre gênero nas escolas e todo tipo de discussão nesse sentido.Muitas vezes estes crimes são tidos como passionais, quando é necessário ir direto à verdadeira nomenclatura do ato, e categorizá-los como feminicídios, violência de gênero, evitando correr o risco de romantizar o ato”, conta Paula Cohen.

Quando comprou os direitos para fazer o espetáculo, Paula Cohen convidou Georgette Fadel para dirigir. “É uma poderosíssima artista, inteligente, comprometida com o que faz e com um pensamento crítico maravilhoso. Tínhamos um desejo mútuo de trabalhar juntas um dia e ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça”, conclui a atriz, que também convidou Marisa Bentivegna para assinar a iluminação, Lenise Pinheiro para fazer as fotos e também as produtoras Victoria Martinez e Jessica Rodrigues para completar a ficha técnica de criação composta apenas por mulheres.

SINOPSE

Uma mulher está sendo interrogada por uma médica e sua equipe. A partir do seu depoimento, nos deparamos com a trajetória de alguém que foi alvo de uma sequência de violências de gênero ao longo da vida e que de repente decide colocar em prática, como com a força de um grito, o seu ato de libertação.

Carne de Mulher é o meu manifesto, o meu ato político. Os artistas têm essa responsabilidade de cutucar a sociedade na sua cegueira, na sua burrice, na sua intolerância. Não temos mais como permitir o machismo. A peça é um grito de libertação, um clamor pelos direitos humanos e, portanto, altamente feminista”, diz Paula.

Paula+Gustavo

Carne de Mulher
Com Paula Cohen
Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
20/11 até 11/12
Segunda – 21h
$40
Classificação 14 anos

MARIA RITA EM “VOZ E PIANO”

Theatro NET São Paulo recebe a cantora Maria Rita com o show Voz e Piano, nos dias 17 e 18 de novembro, sexta-feira e sábado, às 21 horas. O show volta às bases do ofício da artista, que estará acompanhada do músico Rannieri Oliveira. No setlist estão canções como Grito de Alerta, Cara Valente, Pagu, Over The Rainbow e Vida de Bailarina. O espetáculo tem figurino de Fause Haten.

Maria Rita começou a cantar aos 24 anos. Seu disco de estreia, lançado em 2003, vendeu mais de um milhão de cópias. O primeiro DVD, que saiu no mesmo ano, alcançou marca de 180 mil cópias. No total foram 15 indicações ao Grammy Latino e algumas turnês pela Europa, América Latina e Estados Unidos.

Sobre o Theatro NET São Paulo

Dois anos depois de abrirem o Theatro NET Rio (antigo Teatro Tereza Rachel), na capital carioca, os produtores culturais Frederico Reder eJuliana Reder inauguraram o Theatro NET São Paulo, localizado no quinto andar do Shopping Vila Olímpia. Com uma grande festa, a noite do dia 18 de julho de 2014 foi marcada por um inesquecível show de Gilberto Gil. Desde então, o teatro já recebeu em seu palco grandes nomes da música brasileira, além de espetáculos teatrais, musicais e eventos corporativos. Com um pouco mais de dois anos de atividades, a casa realizou mais de 600 sessões, com um público de aproximadamente 370 mil pessoas. Apesar de grandioso, tudo noTheatro NET São Paulo é aconchegante. Com 2.300 m² a estrutura conta com arquitetura moderna e tecnologia de ponta, em um conceito chique-nostálgico.

Maria Rita em Voz e Piano
Com Maria Rita
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 60 minutos
17 e 18/11
Sexta e Sábado – 21h
$120/$240
Classificação 12 anos

A PEÇA AO LADO (RIO DE JANEIRO)

Durante uma noite chuvosa, um grupo de atores mambembes ocupa um teatro público no intuito de se proteger. Encantado com o local, encontra textos do dramaturgo francês Jean Tardieu e inicia encenações divertidíssimas. Com humor ácido, crítico e um texto livremente inspirado no universo de Tardieu e em Dario Fo, a montagem inédita de “A Peça ao Lado” marca a primeira parceria entre a “Cia Ao Lado” e o diretor Delson Antunes, que também assina a adaptação do texto ao lado de Victor Lósso e dos atores da Cia Ao Lado.

A peça conta ainda com a pesquisa de Clown e Bufão orientada por Daniela Carmona e traz no elenco João Telles, Luíza Surreaux, Marcos Guian, Milla Fernandez e Valléria Freire, acompanhados pelos músicos Dani Ruhm e Pedro Botafogo. O espetáculo reestreia dia 31 de outubro e fica em cartaz às terças e quartas-feiras, às 20h, até o dia 22 de novembro no Teatro Municipal Café Pequeno.

A Peça ao Lado é um espetáculo construído com diversas referências da comédia universal, como a Commedia dell’art, o melodrama e a farsa. O roteiro é o resultado de uma pesquisa de linguagens, com um grupo de jovens atores. É uma comédia aparentemente despretensiosa, mas, além de divertir, aos poucos se torna uma reflexão crítica sobre o teatro e sobre alguns valores da nossa sociedade. Uma homenagem aos artistas que dedicaram as suas vidas a essa arte milenar e seu poder de comunicar, emocionar e transformar o homem”, conta Delson, que desde o final de 2016 se reúne com os atores num processo colaborativo.

A falta de lugares para se apresentar, o emparelhamento da máquina pública, o não reconhecimento de artistas mambembes e qualquer outra crítica social não são apenas meras coincidências com a realidade atual do país. Essas coincidências são abordadas de maneira a levar o público à reflexão.

Estou muito grata a toda a equipe envolvida no projeto, cada um foi se chegando a seu tempo e contribuindo da melhor forma possível. Tudo isso deu muito confiança para todos nós atores, que iniciamos este encontro em um curso de teatro e agora vamos levar o resultado para o público” – diz Valléria, realizadora e atriz da peça.

A peça reflete sobre a profissão do teatro fora do glamour dos palcos e do audiovisual. Do grupo mambembe, de rua, que se alimenta puramente do amor à arte. O desafio foi criar uma dramaturgia que amarrasse os esquetes do texto de Tardieu.

O grupo se reúne com os diretores desde o ano passado, debatendo sob qual trama gostaríamos que esses esquetes fossem apresentados. O resultado veio desses encontros e de improvisos que foram feitos durante os ensaios. Busca-se a crítica à seletividade artística e a criminalização da arte, tão presente atualmente. Não é à toa que os personagens são inspirados em bufões que são, em sua essência, dejetos, perdedores sociais. Ao mesmo tempo, celebra-se e promove o enaltecimento ao teatro”, conclui Victor Lósso, que assina a adaptação.

 

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A Comédia ao Lado
Com João Telles, Luíza Surreaux, Marcos Guian, Milla Fernandez e Valléria Freire
Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva 269 – Leblon, Rio de Janeiro)
Duração 60 minutos
31/10 até 22/11
Terça e Quarta – 20h
$40
Classificação 12 anos

VOX

Drama inédito da dramaturga Beatriz Carolina Gonçalves, o espetáculo VOX  está em cartaz na SALA EXPERIMENTAL DO TEATRO AUGUSTA. Com direção de Helio Cicero, a peça traz no elenco os atores Luiza Curvo, Fernanda Viacava, Fernando Trauer e Helio Cicero. O cineasta Cristiano Burlan assina as imagens em vídeo. O projeto tem apoio do ProAC ICMS, da Secretaria de Estado da Cultura.

A peça se passa em 1997, durante 24 horas, e se concentra na trajetória de Mariana (Luíza Curvo), uma mulher de trinta anos, que sofre de amnésia, e de sua irmã Martha (Fernanda Viacava). A ação se inicia quando Mariana recebe um estranho telefonema, que vai tirá-la da zona de conforto em que vive e obrigá-la a enfrentar seu passado, resgatando a história de seus pais e, por flutuação inevitável, a história do País.

A questão da memória e de sua contrapartida, o esquecimento, são pontos essenciais levantados pela encenação. Para Helio Cicero, diretor e personagem do espetáculo, VOX discute a necessidade de lutarmos contra nosso “esquecimento histórico”. “É preciso resgatar e discutir a história recente do País para que possamos nos vacinar contra os regimes ditatoriais, que anulam os direitos democráticos, tão duramente conquistados pelo povo brasileiro.

Segundo Beatriz Gonçalves, um dos objetivos do espetáculo também é o de propor uma reflexão sobre a tortura, praticada indiscriminadamente durante a ditadura militar e institucionalizada pelo do AI 5, cuja promulgação completa 50 anos em 2018. “Estamos vivendo um momento extremamente grave, onde a censura disfarçada de moralismo e de poder jurisdicional cancela exposições e apresentações de teatro; onde militares de alta patente defendem abertamente uma nova intervenção militar”, afirma Beatriz. “Nunca foi tão urgente e necessário refletir sobre a violência institucionalizada, que é o epicentro de qualquer regime autoritário, caso das ditaduras latino-americanas, cujo legado foram milhares de vítimas, entre mortos e desaparecidos.

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Vox
Com Luiza Curvo, Fernanda Viacava, Fernando Trauer e Helio Cicero
Teatro Augusta – Sala Experimental (Rua Augusta 943, Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
19/10 até 15/12
Quarta e Quinta – 21h, Sexta – 21h30
$40
Classificação 14 anos