QUANDO AS MÁQUINAS PARAM

Uma nova montagem da peça “Quando as Máquinas Param”, de Plinio Marcos, reestreia no dia 18 de janeira, com supervisão artística de Oswaldo Mendes e direção de Augusto Zacchi. No elenco estão Carol Cashie e Cesar Baccan.

O texto mostra a dificuldade de  em encontrar trabalho, o que torna a relação com Nina, sua esposa, cada vez mais complicada. Nessa situação de penúria, ele revela um lado que ela antes não conhecia. Em tempos de recessão e desemprego a atualidade da peça de Plínio Marcos (escrita em 1967) é o que mais assusta.

“Quando as Máquinas Param” já teve Tony Ramos, Luiz Gustavo e Marcos Paulo, nos papeis masculinos, Walderez de Barros, Yara Amaral e Miriam Mehler, nos papeis femininos, em montagens dirigidas por Nelson Xavier, Jonas Bloch e também pelo autor, Plinio Marcos. Esta nova montagem inaugurou um novo espaço no teatro Aliança Francesa: a Sala Atelier. 

Sobre o autor e a peça

Por Oswaldo Mendes 

História de amor em um tempo mau

Há quem diga que o Teatro não muda o mundo. Nada mais falso. A Arte, assim com maiúscula, transforma as pessoas e a sociedade. Seria cansativo enumerar exemplos. Pensar no tema no momento em que um Museu se transformou em cinzas tem um efeito dramático e por vezes desolador, como lição a ser aprendida. Mas voltemos ao nosso cotidiano e a essa Arte tão frágil que é o Teatro. Uma Arte que fala diretamente ao seu tempo. Por isso efêmera, por isso condenada a nascer e a renascer a cada instante, enquanto fenômeno cênico. Enquanto literatura, eventualmente um texto teatral pode sobreviver ao tempo pela força da sua poesia e do seu mergulho na alma humana. É preciso lembrar o óbvio para entender o destino do dramaturgo que, ao contrário do poeta, fala com os seus contemporâneos para ser ouvido de imediato. Enfim, o dramaturgo tem urgência. Foi essa urgência que transformou o Palhaço Frajola das quebradas de Santos em autor de Teatro, no final dos anos de 1950. Ao ler sobre um garoto, currado na cela de uma cadeia pública, que ao sair vingou-se de cada um dos seus estupradores, o Bobo Plin escreveu, num impulso, sua primeira peça, “Barrela”. Ele que já sabia alguns segredos do palco, como palhaço de circo e ator de espetáculos infantis e amadores, dominou logo a escrita teatral, ao ponto de Patrícia Galvão, a Pagu dos modernistas, surpreender-se com o fato de um analfabeto escrever uma peça tão boa e forte. Analfabeto ele não era, mas essa é outra história.

Já em São Paulo, no início dos anos de 1960, Plínio Marcos não deixou de ser, como ele mesmo se apresentava, “repórter de um tempo mau”. E foi assim que deu voz e tornou visíveis personagens até então ausentes dos palcos. Fossem eles dois perdidos numa noite suja ou habitantes de um quarto infecto de uma pensão dos becos esquecidos do bom Deus. Personagens que invadiram os palcos com um ímpeto avassalador. Logo algumas vozes, do próprio teatro, começaram a duvidar da legitimidade revolucionária e transformadora desses personagens, incapazes de mudar a própria vida e muito menos a vida da sociedade. É quando Plínio Marcos nos apresenta Nina e Zé, jovem casal de uma vila operária na periferia. Poderia ser apenas mais uma história de amor de dois jovens com sonhos de Romeu e Julieta. Sonhos modestos de uma novela de rádio ou de um time de futebol. Mas Plínio nos mostra o que acontece quando as máquinas param para José e ele vai para o olho da rua. De repente, a modesta felicidade sonhada não resiste à brutalidade do desemprego e à incerteza do amanhã.

De novo Plínio Marcos foge do padrão de crítica política e sociológica do teatro daqueles tempos. Ele não é maniqueísta, não aponta um inimigo que encarne o mal absoluto. Como uma metralhadora giratória, ele vai tocando em todos os pontos vulneráveis da ferida social. São tempos maus. Lá estão os meninos no futebol de rua, despreparados como Zé para enfrentar a vida e o trabalho. Lá está o jovem sem profissão. Lá está a mulher, arrimo de família, sustentando o duro cotidiano da casa. Lá está o sindicato que não se preocupa com os desempregados, mas com a mesa de pingue-pongue. Lá está o trabalhador que explora o próprio trabalhador. Lá está o orgulho do náufrago que recusa a mão que o quer salvar. Lá está Zé, para quem a vida se resume a Nina e ao Corinthians, e que ao contrário do herói da radionovela não pode se alistar na Legião Estrangeira e fugir da infelicidade. Lá está Nina, a mulher sozinha com a sua decisão de ter o filho que espera, custe o que custar. E o preço é alto, Nina. E o preço é alto, Zé.

Mais uma vez, como Brecht, Plínio Marcos faz ruir à nossa frente uma história de amor e deixa no ar a pergunta – quem fez isso a eles? Plinio não responde. Não cabe a ele responder. Ele é apenas o poeta que nos pega pela mão e leva até seus personagens para que não nos esqueçamos deles. E de nós mesmos. E então o Teatro abre nossos olhos, toca nossa sensibilidade, desperta nossa humanidade. Talvez, sim, o Teatro possa mudar o mundo. Há urgência. Tomara um dia não mais existam Nina e Zé, como os dois perdidos numa noite suja, senão como personagens de uma reportagem de um tempo mau e distante. Por enquanto, porém, eles ainda pedem pelo nosso olhar.

Oswaldo Mendes, ator e dramaturgo, é autor de “Bendito Maldito – Uma biografia de Plínio Marcos (Editora Leya, 2009).

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“Quando as Máquinas Param”

Com Carol Cashie e Cesar Baccan

Teatro Aliança Francesa – Sala Atelier (Rua Gen. Jardim, 182 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 60 minutos

18/01 até 24/02/19

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h30

$30

Classificação 12 anos

AS AVENTURAS DO SUPER ESPANTALHO CONTRA O DR. CORVO

Depois dos clássicos de Maria Clara Machado (Pluft, o fantasminha e A bruxinha que era boa) que fizeram tanto sucesso em São Paulo, agora é a vez do autor Ivo Bender, com “As aventuras do Super Espantalho contra o Dr. Corvo” que tem como objetivo (além de divertir) levar o espectador a uma reflexão leve e agradável sobre certas dificuldades de relacionamento e aceitação do que surge como diferente e inusitado e como podemos superar tudo com o amor e amizade.

A peça conta a história de Julinha que mora com sua tia Clara, uma costureira que usa uma velha máquina de costura que só aceita ser lubrificada com óleo de girassol. Ao lado da casa, elas cultivam uma plantação de girassóis guardada por um espantalho. Ao chegar o tempo da colheita com as sementes já fortes, tia Clara decide se desfazer do espantalho. Julinha, compadecida da sorte do espantalho, se propõe a cuidar dele até que fosse necessário novamente. Como a tia se recusasse a manter o espantalho, certa noite, Julinha resolve resgatá-lo mas ao se aproximar percebe o som de um coração que bate no espantalho.
A partir daí, Julinha, seu novo amigo, tia Clara, a Estrela da Manhã e o Doutor Corvo vão viver experiências surpreendentes. 

O espetáculo estreia dia 2 de dezembro, ficando em cartaz aos domingos, 16h, no Teatro Jardim Sul. A diversão é para todas as idades e como sempre, a Ferbeck vai encantar a todos com o incrível trabalho das mágicas mãos de Angela Schoendorfer, além do talento dos atores.

As aventuras do Super Espantalho contra o Dr. Corvo

Com Gabriela Camargo, Marcello Palermo, Michelle Alexandre, Rita Mirone e Victor Garbossa. Gabriela Colin e Igor Ludac (stand ins)

Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (Avenida Giovanni Gronchi, 5.819 – Vila Andrade, São Paulo)

Duração 60 minutos

02 a 16/12, 13 a 27/01

Domingo – 16h

$50

Classificação Livre

SUPER MOÇA

Baseado em histórias reais, a atriz Izabella Van Hecke dá vida à atrapalhada aeromoça Pérola, que, ao completar 25 anos de aviação e finalmente se aposenta, podendo agora retomar o sonho de adolescente, ser atriz.

Para esta realização junta suas economias  e aluga um teatro para montar um clássico grego: Jocasta. Mas louca como é, resolve inovar e arriscar na busca do tão sonhado prêmio Shell, trocando Édipo por Hamlet, e para mostrar todo seu potencial como atriz dramática, Pérola faz sua Jocasta ser paraplégica e com problemas auditivos.

Sem perceber, nossa aeromoça vai se distraindo do seu clássico e acaba contando inúmeras histórias ocorridas dentro dos seus voos, com classe de pessoas que ela mais tem pavor na vida: Os passageiros.

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Super Moça

Com Izabella Van Hecke

Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

08 a 29/11

Quinta – 22h30

$40

Classificação 14 anos

MESA PARA CINCO

Cinco amigos de infância sentados em um bar, calor do fim de tarde, happy hour, um bate-papo sobre a vida, trabalho, relacionamentos. Esse é o clima de Mesa Para Cinco, comédia com dramaturgia e direção de Gabriela Lemos, que estreia no dia 3 de novembro no foyer do Espaço Cia da Revista. A temporada será sempre, sábados e domingo, às 18h, até 2 de dezembro. As sessões de sábado contam com pocket show especial no final.

Na trama, uns amigos se reúnem pra animar Julio, que acaba de sair de um relacionamento longo depois de uma brutal traição.  Nessa mesa de bar, os cinco falam sobre suas vidas, seus relacionamentos e empregos. Suas personalidades e caráter vão se revelando na medida em que suas opiniões, controversas ou não, vão sendo expostas. Cada personagem revela uma fragilidade que aos poucos vai abalando a convivência e inflando os ânimos. Diante desse cenário, uma novidade específica da vida amorosa de Augusto, instaura o caos. Nenhum dos cinco sai ileso desse encontro no bar. Todos têm alguma ferida exposta e polemizada pelo grupo.

A montagem se passa em uma mesa de bar, tipicamente paulistana. Os personagens trazem características comuns do grupo ao qual pertencem e ao revelarem – orgulhosos e ignorantes- suas falhas morais, ironicamente transparecem também suas vulnerabilidades e fraquezas”, conta Gabriela Lemos.

Cadeiras e mesas vão transformar o foyer do Espaço Cia da Revista em um verdadeiro bar da cidade, um clima intimista que vai deixar o público praticamente dentro da história do espetáculo. Um dos pilares é a fácil identificação de cada personagem existente, todo mundo conhece ou vai conhecer algum dos cinco rapazes daquela mesa. O público se relaciona com eles como se coexistissem em um desses happy hours de São Paulo.

É a união da qualidade artística com entretenimento, feita com pesquisa em todas as camadas que envolvem a peça. É um lazer com reflexão. Para ser algo prazeroso não precisa ser raso”, enfatiza a diretora.

Além dos cinco, existe outra figura habitando o universo desse bar. Servindo a mesa, está uma drag queen extremamente glamorosa e bem montada. Sua presença acompanha indiferente as atrocidades proferidas por aqueles clientes, e tem como objetivo diferenciar essa situação da realidade, fazer resistência e ironizar a postura do tipo ali presente, e do ambiente carregado de uma masculinidade bronca e defasada.

Os personagens habitam um universo de “monstros urbanos” presentes no dia a dia. Quando paramos para ouvir e pensar criticamente sobre seus discursos, nos chocamos com a sua existência (antes despercebida no meio do cotidiano).

Mesa Para Cinco é um projeto que evidencia a parceria de Gabriela Lemos e Yorran Furtado.  Ambos foram realizadores de outras montagens como Oração Para Um Pé De Chinelo (Texto de Plínio Marcos) e a comedia Nem Romeu, Nem Julieta. A última trazia um outro lado para o clássico de Shakespeare, Romeu e Julieta, ao focar na história sob o ponto de vista de Rosalina, prima de Julieta Capuleto e o primeiro amor de Romeu Montéquio. 

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Mesa Para Cinco

Com Alexandre Menezes, Luis Gustavo Bricks, Mateus Menoni, Rafael Augusto de Carvalho, Thiago Albanese e Yorran Furtado

Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)

Duração 60 minutos

03/11 até 02/12

Sábado e Domingo – 18h

$40

Classificação 14 anos

BAGAGEM

O ator Marcio Ballas, que pesquisa há 20 anos as linguagens do palhaço e da improvisação teatral, conta ao público alguns episódios que marcaram a sua infância no espetáculo Bagagem, com direção de Rhena de Faria. A peça faz nova temporada no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional de 12 de outubro a 7 de dezembro de 2018, toda sexta-feira às 21h.

Nos anos de 1950, o militar Gamal Abdel Nasser tornou-se presidente do Egito e implantou várias medidas para limitar a presença de estrangeiros no país, o que gerou uma guerra responsável pela expulsão de milhares judeus da região. Os pais de Ballas foram obrigados a abandonar sua terra natal nessa circunstância e embarcaram em um navio com destino ao Brasil.

Segundo o ator, a ideia de contar ao público as histórias de sua família surgiu em um jantar. “Em uma sexta feira, fui comer na casa da minha mãe. Na sobremesa, tinham vários doces incríveis e um pequeno cacho de bananas. Brinquei dizendo que ninguém escolheria a fruta. Ela disse: ‘Não fale assim. Um dia, isso foi o meu almoço’. Eu achei que ela estava brincando, mas ela contou que quando chegaram refugiados do Egito, não tinham dinheiro para comida. Então, por várias vezes, almoçaram bananas! Nesse dia, pensei: quero compartilhar as histórias da minha família em um espetáculo“, explica Ballas.

Em cena, Ballas apresenta uma visão bem-humorada e poética sobre as histórias de sua família e a Cultura Judaica em forma de pequenas crônicas, com os temas infância, melhor amigo, pai, mãe e férias. As técnicas de improviso teatral são usadas quando o ator convida a plateia para entrar na cena e a participar da peça.

Em 2010, eu organizei um Festival de Improviso no Brasil e trouxe convidados internacionais. Um deles era o mestre Omar Argentino, que apresentou um solo de improviso. Eu fiquei maravilhado. Eu não sabia que dava para improvisar sozinho, não sabia que era possível! Essa ideia ficou na minha cabeça durante 7 anos, até que eu tomei coragem e decidi: está na hora de fazer o meu solo. Misturei o improviso com textos escritos e surgiu o espetáculo“, conta o improvisador.

Bagagem

Com Marcio Ballas

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073, Bela Vista – São Paulo)

Duração 60 minutos

12/10 até 07/12 (não haverá sessão 19/10)

Sexta – 21h

$60

Classificação: 12 anos

UM PRESENTE PARA RAMIRO

A importância de se planejar e se organizar para concretizar os sonhos é a principal lição ensinada pelo espetáculo infantojuvenil Um Presente Para Ramiro, com texto e direção de Valdo Resende. Patrocinada pela Visa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e do Governo Federal, a peça estreia em uma temporada gratuita pelos CEUs e Fábricas de Cultura, com apresentações já agendadas entre 12 e 31 de outubro. O elenco é formado por Roberto Arduin, Conrado Sardinha, Isadora Petrin, Neusa de Souza e Rogério Barsan.

A trama narra as descobertas de Ramiro em seu aniversário de 12 anos. Na véspera desse dia, seu avô Miguel, que diz ter poderes especiais, entra nos sonhos do neto para descobrir quais são os desejos dele. Depois de perceber que o garoto não aceita ficar sem presentes caros, o avô decide ensiná-lo sobre o valor das coisas.

Com a ajuda da prima Valentina e de Fortuna, um cofre em forma de um porquinho falante, Miguel propõe uma viagem ao passado para apresentar a Ramiro os sonhos e a história de seus pais. A proposta da peça é mostrar o conflito entre o querer e o não poder – presente na realidade de muitas famílias brasileiras – e as possíveis saídas éticas para essa questão.

O trabalho partiu de uma pesquisa sobre como as crianças lidam com a realidade financeira da família, revela o diretor Valdo Resende. “Durante meses nós estudamos esse tema e somamos a isso a nossa experiência em falar com esse público infanto-juvenil e, consequentemente, com os pais, pois são eles que levam os filhos ao teatro. Usamos uma linguagem própria para a idade para mostrar que há um valor real e concreto para as coisas e que precisamos de planejamento, investimento e economia para consegui-las”, comenta.

A encenação evidencia a importância do valor real das coisas e não a importância do ter o que é caro, o que está na moda, o que dá status. Trata, ainda, do egoísmo em contraposição aos valores familiares. Dessa forma, apresenta e valoriza os brinquedos simples, antigos. “Resgatamos alguns brinquedos que estão desaparecidos, mas ainda permeiam o imaginário das pessoas. E a nossa cenografia (assinada por Djair Guilherme) é construída como um brinquedo que se monta e desmonta. Não temos um cenário na própria concepção da palavra, mas elementos cenográficos que vão compondo os ambientes onde as cenas ocorrem. A encenação se baseia em um teatro no qual as ações são construídas a partir do movimento dos atores, a partir da maneira com qual eles manipulam os elementos cenográficos”, explica Resende.

Já os figurinos, assinados por Márcio Araújo, fazem referência a outras cidades e épocas e remetem o espectador a um mundo onírico. “Colocamos a cenografia, os figurinos, os adereços (de Renato Ribeiro) e a trilha sonora original (de Flávio Monteiro) em função do jogo lúdico para ajudar o Ramiro a perceber essa nova realidade em que ele precisa ir além como indivíduo”, acrescenta.

Sobre o projeto

A circulação pela cidade de São Paulo ocorrerá até março de 2019. Escolas públicas, instituições e equipamentos culturais com interesse em receber apresentações gratuitas do espetáculo podem entrar em contato pelos seguintes canais:  lilian@kavantan.com.br ou 11 3023-3040

@umpresentepararamiro (Facebook e Instagram)

Site: umpresentepararamiro.com.br

Sobre a Visa e seu apoio à educação financeira

A produção infantojuvenil Um Presente Para Ramiro é patrocinada pela Visa, reconhecida por desenvolver projetos voltados à educação financeira para crianças, jovens e adultos, por meio do Programa de impacto social Finanças Práticas. A empresa já patrocinou dois outros espetáculos do mesmo tema para crianças e empreendedores, além de ter sido reconhecida pelo selo ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira) do Banco Central, que comprova a qualidade e a imparcialidade da empresa ao tratar do assunto.

Segundo Sabrina Sciama, diretora de comunicação corporativa da Visa, o espetáculo foi patrocinado pois, além de suas qualidades artísticas, está dentro do espírito do Programa. “Investimos na produção por compartilhar da opinião de que com uma melhor organização e planejamento de suas finanças, todos podem alcançar seus sonhos de uma maneira consciente e responsável”.  “As crianças têm um forte poder de influência dentro de sua casa e podem levar toda sua família a adotar fundamentos aprendidos na peça, como fazer um orçamento e poupar”, acrescenta Sciama.

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Um Presente Para Ramiro

Com Roberto Arduin, Conrado Sardinha, Isadora Petrin, Neusa de Souza e Rogério Barsan

Duração 60 minutos

Entrada Grátis (distribuição uma hora antes da sessão)

Classificação 8 anos

CEU PARAISÓPOLIS – Rua Dr. José Augusto de Souza e Silva, s/n – Jardim Parque Morumbi. Quando: 23 de outubro, às 11h e às 14h. Informações: (11) 3747-1963.

CEU PARQUE BRISTOL – Rua Prof. Artur Primavesi, S/N – Parque Bristol. Quando: 24 de outubro, às 10h30 e às 14h. Informações: (11) 2334-9151.

CEU VILA CURUÇÁ – Avenida Marechal Tito, 3452 – Jardim Miragaia. Quando: 25 de outubro, às 11h e às 14h. Informações: (11) 2563-6100.

CEU PARQUE ANHANGUERA – Rua Pedro José de Lima, 1020 – Anhanguera. Quando: 29 de outubro, às 9h e às 14h. Informações: (11) 3912-6020.

CEU ÁGUA AZUL – Avenida dos Metalúrgicos, 1262 – Cidade Tiradentes. Quando: 31 de outubro, às 10h30 e às 15h. Informações: (11) 3396-3534.

GALO ÍNDIO

Espetáculo solo de Rodolfo Amorim, do Grupo XIX de Teatro, com a direção de Antônio JanuzelliGalo Índio ganha temporada na Vila Maria Zéliade 13 de outubro a  11 de novembro, com sessões aos sábados, 20h e domingo, às 19h.

O solo mostra um órfão, que tenta retratar o seu pai ausente a partir de poucos fragmentos que se alojaram em sua memória. Na busca pelos contornos desse pai, sua própria infância emerge de sua memória e demonstra o quanto esse vazio foi determinante na construção da sua forma de ver e interagir com a vida. Um encontro entre pai e filho. Entre um adulto e sua criança.

Galo Índio remonta as lembranças do ator e autor Rodolfo Amorim em relação a morte de seu pai e o silêncio criado em torno desse fato na sua infância em Sorocaba. O ator  pesquisou sobre a memória e as possibilidades de exploração da multiplicidade e transformações de uma narrativa. Entrevistas, relatos de pessoas próximas desse acontecimento e documentos, foram os materiais provocadores na construção desse retrato.

Nesse jogo de rememoração, incomoda mais ao órfão sua necessidade de pensar o pai, feita de dificuldades, imprecisões e faltas, do que propriamente a morte em si. Sua forma de enterrar o pai e compreender sua partida é desvelar as palavras que o encobrem. Assim, na tentativa de traduzi-lo, o confessor nos leva ao mundo invisível de sua história: à medida que precisa aliviar o fardo de sua criança e desse pai.

Pensamos um procedimento que investigue e discuta não só o ato de estar só em cena, mas sobretudo, de utilizar a própria história do ator/narrador, em seus limites de interprete e confessor. Fazendo da fricção entre um fragmento do real e o imaginado, um meio de encontrar ecos com o público em sua materialidade cênica,” explica Rodolfo Amorim.

Em uma trajetória pelo passado com ecos no presente, a peça reconstitui a personalidade de um pai conservado e inventado no silêncio dos anos. A busca de detalhes para esse retrato, somada à dificuldade de traduzir em palavras as lembranças que restam de alguém que se foi, resulta nessa peça autobiográfica sobre a perda de um pai, conectada com as atuais formas de autorrepresentação e autoficcionalização.

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Galo Índio

Com Rodolfo Amorim

Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa 13 – entre as ruas Cachoeira e dos Prazeres – Belém, São Paulo)

Duração 60 minutos

13/10 até 11/11

Sábado – 20h, Domingo – 19h

$40

Classificação 14 anos