O ESPÍRITO DO TEMPO

Com carreira nos musicais e em bandas de rock, o músico e performer Perí Carpigiani estreia o solo O Espírito do Tempo, seu primeiro espetáculo de teatro tradicional, no Espaço Cia. da Revista, no dia 12 de setembro. O grupo de jazz autoral ELAS TRIO abre o espetáculo no bar do teatro.

A peça é livremente inspirada na série de documentários “Zeitgeist”, do norte-americano Peter Joseph, que aborda temas como política, ciência e religião. Em cena, Carpigiani interpreta situações que questionam os efeitos do passar do tempo na sociedade atual.

O tema foi extraído da parte em que o documentário fala sobre separar o que é genético do que é comportamental”, conta o intérprete.

A narrativa, com cerca de 65 minutos de duração, é costurada por músicas autorais e clássicos do Teatro Musical, entre cenas trágicas, cômicas e outras que discutem o papel da ciência no mundo. Todos esses elementos dialogam com o desenho de som e  luz, também criado por Perí.

A encenação é pautada por uma mistura entre as linguagens do Teatro Musical e do Teatro Essencial (desenvolvido por Denise Stoklos), duas fortes
influências na carreira de Perí.

CARMEN

O Espírito do Tempo

Com Perí Carpigiani

Espaço Cia. da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)

Duração 65 minutos

12/09 até 24/10

Quarta – 21h

$15

Classificação Livre

EDUARDO II

Com montagem do diretor Paulo Ribeiro e interpretação do Núcleo de Estudos Cênicos Teatro de Sanca da Cooperativa Paulista de Teatro (NECTS), o espetáculo Eduardo II estreia no Teatro Jaraguá para temporada de 21 de julho a 26 de agosto, aos sábados e domingos, no horário das 17 horas. A peça tem como base as obras escritas por dois grandes dramaturgos da história, o alemão Bertolt Brecht (1898-1956) e o inglêsChristopher Marlowe (1564-1593), que contribuíram para revolucionar a arte e o pensamento de seu tempo.

A adaptação de Paulo Ribeiro é livremente inspirada em A Vida de Eduardo II da Inglaterra, de Brecht (a peça de teatro menos representada de Brecht) e O Reinado Problemático e a Morte Lamentável de Eduardo Segundo, Rei da Inglaterra, com a Queda Trágica do Orgulhoso Mortimer, de Marlowe. Eduardo II narra a história dos tempos do poder absoluto das monarquias, de suas dinastias, posições e privilégios, de suas atuações ante o povo, e entre seus pares, deflagra o absurdo, o cru das paixões, negociatas, abusos, que foram destrutivos, do poder e suas guerras. A encenação de Eduardo II de Brecht foi o ponto de partida para elaboração, muito a partir da prática, de uma nova teoria de encenação e interpretação que revolucionou o espetáculo teatral no século 20. Com ele Brecht estreia o Teatro Épico.

Brecht escreveu esse texto entre 1923 e 1924, quando ainda não havia lido o Capital, de Marx, e engravidado de suas ideias, mas elas já o habitavam como artista”, diz Paulo. O diretor cita a análise do pesquisador Fernando Peixoto, para quem com “esta adaptação Brecht inicia um de seus temas centrais, a gigantesca demolição do conceito de herói“.

Dramaturgia e encenação

A dramaturgia optou por uma adaptação para dois atores que se metamorfoseiam em variadas personagens. “O texto base pensou as obras e os autores, Marlowe e Brecht, mas não os tratou como intocáveis objetos de museu. Partiu principalmente de Brecht, por estar mais próximo ao nosso tempo. Revisitou Marlowe em alguns aspectos, e o clima das disputas pelo poder da história das monarquias e suas dinastias.

A encenação atravessa espaços temporais e geográficos. Privilegia a dramaturgia e o trabalho de criação do ator. Visa tornar esta mesma dramaturgia acessível a um amplo público, que ainda não tenha tido a oportunidade de conhecê-la de uma maneira simples e clara. Este processo conceitual centra-se na palavra e na atuação como condutores de uma cena que não busca subterfúgios cenográficos ou pirotecnias que possam se sobrepor ao textual. Só mesmo uma “cena limpa”, pode evidenciar uma obra complexa, afinal, trata-se de obras, autores e personagens históricos, transgressores por aviltar a ordem do seu tempo; e que equiparados, encontram completa ressonância com os nossos atuais “tempos sombrios” (como nos diria o próprio Brecht).

Para Paulo Ribeiro, “a história da peça nos propõe pensar sobre os grandes e universais males que afetam a humanidade – riquezas, paixões, poder, posições… Questões essas pertinentes a uma explanação, profundas reflexões, discussões e debates com a atual conjuntura de nosso país“.

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Eduardo II

Com Rogerio Romera e Cintia Wartusch

Teatro Jaraguá – Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro, São Paulo)

Duração 65 minutos

21/07 até 26/08

Sábado e Domingo – 17h

$40

Classificação 12 anos

AQUI JAZ HENRY

Espetáculo solo de Renato Wiemer,  com direção artística de Kika Freire, o monólogo Aqui Jaz Henry reestreia no Teatro Eva Herz, com sessões aos sábados, às 21h e domingos, às 19h.

Com figurinos de Claudio Tovar e visagismo de Leopoldo Pacheco, o espetáculo conta a história de um homem que acabou de morrer e tenta explicar uma série de fatos sobre a existência humana. Nem ele mesmo sabe o que é verdade – e nem teria como saber – pois mente a respeito tudo, até sobre a própria mentira.

Renato Wiemer traduziu a escrita polissêmica do autor canadense Daniel MacIvor (conhecido no Brasil pelas peças In On ItA Primeira Vista e Cine Monstro). “MacIvor tem uma maneira especial de escrita, uma dramaturgia não linear, meio ‘torta’, dissonante, mas que faz todo o sentido. Henry fala e se relaciona o tempo todo com a plateia. Quebrando a ‘quarta parede’ o espetáculo transporta o espectador para dentro da sua narrativa,” fala Wiemer.

A paixão do ator pelo estilo de MacIvor surgiu quando assistiu a uma montagem da peça In On It. “Minha experiência ao testemunhar a escritura dramatúrgica e a riqueza impressa do texto me trouxe a certeza que não me interessava qual história contar, mas sim, como contá-la. Nada importa para além do que é dito. Mesmo que sejam mentiras”, completa.

O texto do espetáculo foi concebido em um workshop ministrado pela Da Da Kamera Cia. de Teatro no Festival Antigonish, e sua primeira montagem aconteceu no Six Stage Festival, no Buddies In Bad Times Theatre, em Toronto. A montagem brasileira estreou em outubro de 2017 no Teatro Pequeno Ato.

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Aqui Jaz Henry

Com Renato Wiemer

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 65 minutos

09/06 a 29/07

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 16 anos

 

SILHUETAS

Com uma carreira consagrada no teatro musical, a cantora e atriz Kiara Sasso apresenta show em comemoração aos seus 30 anos de carreira. Sua trajetória é revivida ao interpretar canções de musicais em que participou como Home, de A Bela e a Fera; Think of Me, de O Fantasma da Ópera; I Have Confidence, de A Noviça RebeldeThe Winner Takes It All, de Mamma Mia; entre outras surpresas. No palco, estará acompanhada por uma banda composta de piano, baixo, bateria e sopros.

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Silhuetas
Com Kiara Sasso
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 65 minutos
26/06
Terça – 21h
$80/$100
Classificação 12 anos

MÔNICA E CEBOLINHA NO MUNDO DE ROMEU E JULIETA

Quem não teve a oportunidade de assistir a superprodução Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta, vencedora do Prêmio Coca-Cola Femsa de 2013 como melhor produção infanto-juvenil, terá novamente a chance de apreciar o clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, pela releitura de Mauricio de Sousa e adaptado ao estilo narrativo do universo da Turma da Mônica.

Trata-se de uma superprodução, o maior espetáculo já produzido pela Mauricio de Sousa AO VIVO sob a supervisão geral de Mauricio de Sousa e direção e produção geral de Mauro Sousa, diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO. São mais de 100 profissionais envolvidos nos bastidores, 20 atores e bailarinos em cena, 3 toneladas de equipamentos e cenografia e ainda figurinos assinados pelo estilista Fause Hatten. A duração é de 65 minutos, com 15 de intervalo (total 80 minutos).

Foram alguns meses de muito trabalho na remontagem de Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta, lá em 2013Acompanhamos muito de perto, junto com o Mauricio de Sousa, cada detalhe, desde a seleção dos dois mil bailarinos inscritos para participar do projeto, só 10 foram selecionados, até inúmeras reuniões com a equipe e o Fause Hatten para definição de figurino e o acompanhamento de produção cenográfica e musical. Tudo para que estivesse perfeito e a altura de Shakespeare”, relembra Mauro Sousa, Diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO, divisão de live experience do Grupo Mauricio de Sousa Produções.

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SUCESSO DE PÚBLICO E CRITICA EM TODAS AS TEMPORADAS

Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta foi o primeiro espetáculo da Turma da Mônica estreado há 39 anos, em São Paulo. Foram duas temporadas de sucesso absoluto, com um público de 12 mil espectadores por mês. Depois de 35 anos, em 2013, o espetáculo voltou com uma superprodução, completamente remontado, e ficou em cartaz durante oito meses em comemoração aos 50 anos da personagem Mônica reunindo um público de 70 mil pessoas. Em 2016, foram mais de 21 mil espectadores em 25 apresentações no Rio de Janeiro.

Esse é um musical muito especial. Primeiro por ser uma obra de Shakespeare, apreciada em todo o mundo, e depois por ter sido o primeiro espetáculo da Turma da Mônica, desenvolvido há 39 anos, que nos permitiu abrir as portas para tantas outras criações até hoje. Nas quatro temporadas, desde 1978, reunimos pouco mais de 100 mil espectadores em todas as apresentações completamente lotadas. Uma superprodução com um histórico tão rico e vencedor merece um encerramento à altura, por isso faremos uma curtíssima temporada no mês de março em São Paulo e esperamos receber 10 mil espectadores em 13 apresentações, fechando com chave de ouro a exibição desse espetáculo”, comenta Mauro.

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VAMOS CONHECER MONICAPULETO E CEBOLINHA MONTÉQUIO

Na cidade de Verona, na renascença italiana, havia duas famílias que não se entendiam e disputavam para ver quem era o dono da rua, jogando futebol na praça da cidade. Eles eram os Montéquios e os Capuletos. Quis o destino que dois jovens, Julieta Monicapuleto e Romeu Cebolinha Montéquio, se apaixonassem num baile e trocassem juras de amor sob o luar. Foram casados em segredo pelo bondoso frei Cascão, sob as vistas da ama de confiança de Julieta, Ama Gali.  Mas a vida quis separar o tão feliz casal quando, numa briga de futebol, Romeu Cebolinha foi expulso da cidade de Verona pelo príncipe Jotalhão!

A família de Julieta Monicapuleto a promete ao príncipe Franjinha, sem saber do seu casamento secreto com Romeu Cebolinha. Por não aceitar esse compromisso e ser muito apaixonada por Romeu Cebolinha, Julieta foge até a capela e lá decide participar de um plano infalível do frei Cascão, para ficar com o seu amado. Ela daria uma coelhada em si mesma e ficaria desmaiada, esperando pelo seu amor, que seria avisado por uma carta explicando toda a situação. O problema é que Ama Gali, encarregada de levar essa carta, distrai-se no caminho e o recado não chega até Romeu Cebolinha. Assim, quando ele chega à capela e encontra sua Julieta estendida no chão, resolve seguir o mesmo caminho, aplicando, também, uma coelhada em si mesmo. Seria muito triste, se isso não fosse uma adaptação da Turma da Mônica. Para saber como termina essa encantadora releitura de Mauricio de Sousa, só indo ao Teatro Opus para conferir.

Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta
Com personagens da Turma da Mônica
Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros – São Paulo)
Duração 65 minutos
24, 25, 30, 31/03, 01, 07, 08, 14, 15, 21, 22, 28, 29/04, e 01/05
Sexta, Sábado e Domingo – 16h, Terça – 11h30 e 16h
$50/$100
Classificação Livre

AS LOUCURAS QUE AS MULHERES FAZEM

Após passar dois anos viajando pelo Brasil, estreia no dia 12 de janeiro, em São Paulo, no Teatro Viradalata a comédia romântica As Loucuras que as Mulheres Fazem, estrelada pelos atores Fabio Rhoden e Maria Bia.
 
A peça escrita por Luciana Guerra Malta, com direção de Dan Rosseto, conta a história de Luiza e Fábio, um jovem casal em crise conjugal. Sem filhos e com carreiras independentes e diversas (ela professora de faculdade, ele analista de sistemas), decidem viver separados para que ambos entendam os motivos que os fizeram tomar esta decisão repentina.
 
Assim como Romeu e Julieta, um dos mais famosos casais da literatura, Luiza e Fabio, acreditaram que o amor era capaz de mover montanhas, sobreviver diferenças e passar pelas adversidades. No auge da paixão essas sensações são comuns a todos os amantes. Mas esse poderoso sentimento não é suficiente para garantir casamentos bem sucedidos e duradouros. Com o tempo a rotina revela divergências que vem a tona e que nem sempre o casal está disposto a lidar com os resultados que podem ser catastróficos.
 
Como conceito de encenação o diretor Dan Rosseto utilizará recursos de projeção em vídeo com depoimentos reais de atrizes com o tema “As Loucuras Que as Mulheres Fazem” que será exibido nas transições cênicas ajudando-o na narrativa e melhor compreensão da história pelo público. A cenografia remeter-se a um apartamento com aspecto Cult com mobília moderna, sob dois tapetes de iguais tamanhos representando os apartamentos de Luiza e Fabio. Recursos de trilha sonora (romântica), iluminação e adereços cênicos completam e enriquecem a arquitetura tornando a experiência teatral completa e extremamente profissional.
 
O espetáculo, além de divertir, também provoca reflexão e pretende fazer com que o assunto seja discutido em casa, para que casais que estejam passando por situações semelhantes aos personagens posam resolver ou amenizar sua rotina.
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As Loucuras Que As Mulheres Fazem
Com Fabio Rhoden e Maria Bia
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)
Duração 65 minutos
12/01 até 03/03
Sexta e Sábado – 21h30
$60
Classificação 12 anos

ALÉM DO QUE OS NOSSOS OLHOS REGISTRAM

O Teatro J. Safra inicia sua temporada teatral de 2018 com uma peça estrelada pelas atrizes Priscila Fantin, Luíza Tomé e Letícia Birkheuer, na sexta-feira dia 19 de janeiro. A comédia dramática “Além do que os nossos olhos registram” é escrita por Fernando Duarte, mesmo autor de “Callas” e “Depois do amor”, ambos dirigidos pela saudosa Marília Pêra. A direção artística da peça é de Fernando Philbert, que esteve a frente de aclamados espetáculos, como “O topo da montanha”, com Lázaro Ramos e Thais Araújo e “O escândalo de Felippe Dussack”, com Marcos Caruso.

Inédito em São Paulo, o espetáculo que já foi sucesso de público em duas únicas apresentações em Porto Alegre no último mês de outubro, chega ao Teatro J. Safra trazendo temas super atuais como família, amizades, classes sociais, racismo, homofobia e bullying, discutidos entre mãe, filha e avó. “Além do que os nossos olhos registram” trata da convivência entre três gerações de mulheres, com visões diferentes de suas vivências particulares, para problemas semelhantes. De maneira emocional, o espetáculo aborda as angústias e alegrias do universo feminino.

As personagens são mulheres comuns, dessas que encontramos nas esquinas da vida, e por isso são tão fascinantes. Delfina – personagem interpretada por Luíza Tomé – quando jovem, casou-se com um rapaz negro, a família era contra e, mesmo assim, enfrentou o preconceito da época e foi viver sua história de amor. Desta união nasceu Violeta, personagem de Letícia Birkheuer – que veio ao mundo com os traços da mãe, com a cor do pai, e desde pequena sente vergonha dele. Aos vinte anos, entre viver uma história de amor e casar com um homem mais velho e rico, optou pelo casamento por interesse e, nasceu Sofia. Sofia – interpretada por Priscila Fantin – como toda filha única, sempre foi muito cobrada, é a filhinha do papai, que eles esperam ver casada com um bonito rapaz de família importante. Violeta sonha e planeja o casamento do século para sua única filha. Quando Sofia assume ser lésbica, o mundo de sua mãe desmorona e ela põe para fora todo o seu preconceito até então velado.

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Além do que os nossos olhos registram
Com Luíza Tomé, Priscila Fantin, Letícia Birkheuer
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo)
Duração 65 minutos
19/01 até 11/03
Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 20h
$25/$80 – a partir 18/01 ($20/$50 – até 17/01)
Classificação 12 anos