EU SEI EXATAMENTE COMO VOCÊ SE SENTE

Considerado um dos artistas mais prestigiados do teatro britânico a discutir a questão da homoafetividade, o dramaturgo, diretor e tradutor Neil Bartlett tem suas obras investigadas pelo Núcleo Experimental em Eu sei exatamente como você se sente. O espetáculo estreia no dia 17 de abril, no Teatro do Núcleo Experimental, e segue em cartaz até 30 de maio, com sessões às terças e quartas-feiras, às 21h.

A montagem parte dos solos “Onde está o amor?”, “É pra isso que servem os amigos”, “O que você vai fazer?”, “Improvável” e “O meu amor é forte assim” para apresentar depoimentos do próprio Barlett sobre o que é ser homossexual na sociedade contemporânea. O medo da agressão e da homofobia, o desejo e a necessidade de uniões afetivas, o relacionamento com os pais e (eventualmente) os filhos, a coragem de lutar pelos direitos dos LGBTTs, o estigma do HIV são algumas das muitas das questões discutidas em cena.

Essas obras, assim como muito do meu trabalho, estão particularmente preocupadas em transmitir ternura, dignidade, paixão e coragem. Ao enfatizar o simples ato de falar – falar em voz alta – elas nos fazem lembrar (eu espero) que essas qualidades ainda são – mesmo que a cultura vigente queira dizer o contrário – a base da nossa experiência comum nesta vida”, reflete o autor.

Numa encenação pautada pela simplicidade, os atores Fabio Redkowicz, Paulo Olyva, Pedro Silveira e Zé Henrique de Paula são acompanhados ao vivo pelo pianista Rafa Miranda e pelo violoncelista Felipe Parisi.

SINOPSE

A partir dos monólogos “Onde está o amor?”, “É pra isso que servem os amigos”, “O que você vai fazer?”, “Improvável” e “O meu amor é forte assim”, do dramaturgo britânico Neil Barlett, a peça cria uma colcha de depoimentos do próprio autor sobre o que é ser homossexual na sociedade contemporânea. São discutidos temas como o medo da homofobia, o desejo e a necessidade de uniões afetivas, o relacionamento entre pais e filhos, a coragem de lutar pelos direitos dos LGBTTs e o estigma do HIV.

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Eu sei exatamente como você se sente
Com Fabio Redkowicz, Paulo Olyva, Pedro Silveira e Zé Henrique de Paula
Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 70 minutos
17/04 até 30/05
Terça e Quarta – 21h
$40
Classificação 14 anos

ME DÁ A TUA MÃO

Após  circular por 14 cidades,  chega a São Paulo o solo com texto e atuação do ator Clóvys Tôrres, Me dá a tua mão, “desconstruído” pelo diretor Amir Haddad.

Trata-se de uma história de amor. Um homem recebe visitas em sua casa enquanto a esposa, Ela, pede sua mão insistentemente no quarto.  Um narrador vai apresentando a história deste casal   e de várias personagens que  aparecem  revelando  momentos que ligam o mar ao sertão, falando sobre a família, o amor e a saudade.

Utilizando um acordeon e um berrante o ator se vale da narrativa como um detonador de memórias da plateia. “A medida que as personagens contam suas emoções, a plateia mergulha em suas memórias e esta é a grande poesia deste trabalho. Possibilitar que cada um viaje por suas paisagens, em suas emoções, a partir da provocação do narrador”,  diz Tôrres.

O ator-autor explica que durante todo o processo criativo, desde a primeira leitura do texto já havia plateia. “Eu queria experimentar minha escrita e me colocar neste lugar de criação sem nenhum truque. Estive em grupos de estudos, em residências, em escolas, universidades,  hotel, casa de repouso, jardim e até salão de beleza. Queria construir uma história que comunicasse a diversas pessoas.

Sobre a participação do diretor Amir Haddad no projeto, o ator descreve “Amir  chegou para me desconstruir de tudo que eu pensava sobre  a peça e sobre teatro.  Sua “desconstrução” foi e é muito bem vinda e nunca terá um final. A peça está começando, assim como nossa parceria. Me interessa o seu “teatro depois do teatro”, a sua ideia de narrativa e o seu não teatro. Um caminho longo e que pretendo sempre dividir com o público.

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Me Dá a Tua Mão
Com Clóvys Tôrres
Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/04 até 26/05
Sexta e Sábado – 20h
$60
Classificação 12 anos

11 SELVAGENS

Espetáculo inspirado pela polarização e o contexto político e social que tomaram as ruas do país nos últimos três anos, 11 Selvagens volta em cartaz no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, de 6 a 29 de abril.

Com direção de Pedro Granato, a peça reúne os atores Anna Galli, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Gabriel Gualtieri, Inês Bushatsky, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Fhelipe Chrisostomo, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Mauricio Machado, Rafael Carvalho e Thiago Albanese, em situações onde as pessoas perdem o controle.

As cenas se desenrolam a poucos metros do público, por vezes até na cadeira ao lado, e a identificação é imediata. São cenas do cotidiano em que explode um impulso descontrolado. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são onze quadros interligados como uma camada de sociabilidade que pode rapidamente ser rompida em nossos dias.

O ponto de partida foi a tensão crescente no país em 2016, mas parece que o espetáculo foi criado hoje. As manifestações, a violência, a sensação de impotência que mexem com os extremos, deixam a peça muito atual”, fala Granato – que foi indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2017 pelo texto original.

O público acompanha tudo de perto. Em algumas cenas, é como se a plateia estivesse na mesma situação dos atores. Em outras é cúmplice e voyer, já que as cenas passeiam pelos diferentes lados da arena colocando atores e público lado-a-lado.

Chegamos ao Teatro de Arena, um local histórico, coroando uma trajetória de sucesso que começou em 2017, no Pequeno Ato, com apresentações sempre lotadas. Vamos acomodar um número maior de expectadores numa peça feita em arena. O jogo com o espaço cênico tem esse aspecto imersivo de colocar o espectador na situação em que os atores estão trazendo. É a sensação de que tudo poderia acontecer com qualquer pessoa ali presente”,

O trabalho é hiper-realista, com o público próximo, como em um close detalhado de cada cena. Cada quadro é levado ao paroxismo e quando parece não haver mais para onde ir, a música toma o ambiente e os atores extravasam em coreografias.

O figurino e a luz se baseiam em elementos minimalistas que são reconstruídos para cada cena. A intervenção musical dá agilidade à narrativa e permite uma explosão estética para além da verossimilhança. Histórias em que a plateia se identifica, músicas contemporâneas, tudo está equalizado para dialogar profundamente com a geração atual. “São fragmentos que formam um conjunto em que se observa essa polaridade e explosão que a gente percebe nas relações hoje em dia”.

11 Selvagens estreou em 2017 no Teatro Pequeno Ato. Figurou nas listas das melhores peças em cartaz pela Revista Veja São Paulo, pelo Portal Anna Ramalho e entre os melhores textos do ano pelo Site Pecinha é a Vovózinha, do jornalista Dib Carneiro Neto.

Sinopse:

11 Selvagens reúne onze atores em situações onde as pessoas perdem o controle. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são cenas do cotidiano que explodem em impulsos descontrolados. Como uma camada de sociabilidade pode rapidamente ser rompida em nossos dias?

Fiquei muito impressionado com o espetáculo 11 Selvagens ontem, sábado. Parecia o cruzamento de Hobbes, do meu livro Todos Contra Todos, do filme Relatos Selvagens e das próprias criações de Pedro Granato. Cenas distintas unidas pelo jogo da violência: sexualidade, controle, narciso, ambiguidade, preconceitos, falsos sentimentos piedosos, hybris… Jovens talentosos, atores vivendo teatro com o uso intenso de música, luz, corpo e diálogos rascantes. Basta isso para uma noite de muita reflexão. Agradeço muito o convite. O Brasil precisa destas cenas inteligentes para o ano de 2018 ser menos doloroso.”

Leandro Karnal

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11 Selvagens
Com Anna Galli, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Gabriel Gualtieri, Inês Bushatsky, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Fhelipe Chrisostomo, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Mauricio Machado, Rafael Carvalho e Thiago Albanese. 
Teatro de Arena (Rua Doutor Teodoro Baima, 94 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
06 a 29/04
Sexta – 21h, Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos

MUITO LOUCA

As atrizes Suely Franco e Fafy Siqueira fizeram parte do elenco do musical As Noviças Rebeldes, com direção de Wolf Maia, no início dos anos 90. Porém, nunca se encontraram no palco já que Suely entrou no elenco depois de Fafy ter saído. Finalmente, mais de 15 anos depois, tamanho desencontro é resolvido em comédia de Gabriel Chalita, dirigida por Hudson Glauber.

Muito Louca é uma peça sobre o universo complexo das relações humanas, onde Janete (Fafy Siqueira) e Tete (Suely Franco) discutem o passado em comum e suas frustrações amorosas. Fatos cotidianos ilustram o diálogo das personagens que falam sobre seus terapeutas, as dificuldades de superarem amores passados e o medo da solidão. Nesta peça irreverente, duas grandes amigas passam a limpo suas trajetórias de vida. Entre risadas, superstições, segredos, lágrimas, farpas e picuinhas, elas relembram o passado em comum.

Trata-se de um diálogo entre duas mulheres, em momentos diferentes de suas vidas, onde fatos cotidianos ilustram problemas afetivos. Falam de seus terapeutas e das dificuldades de superarem as amarras que as fazem infelizes. Falam de seus amores e do quanto o medo da solidão faz com que mintam para si mesmas. Falam de suas famílias e das ausências que sentem. Falam da vida.

Enfim, a história de ambas leva o público a percorrer os seus próprios universos pessoais, femininos ou masculinos,  cheios de medos e carências, mas com alguma esperança. No inicio, elas ainda têm muito tempo de vida. No final da peça, acompanha-se o entardecer de suas vidas. Olhamos com elas para o que foi possível viver e para o que ficou faltando.

O autor Gabriel Chalita afirma que “Muito Louca é uma  homenagem à prosa cotidiana, ao dito e ao não dito, às verdades doloridas e aos afetos. No meio dos risos necessários às comédias e à vida, uma reflexão sobre o mais atual dos temas: a solidão”.

Janete e Tetê tem aquilo que chamamos de relação de amor e ódio, o tempo todo implicando uma com a outra, mas sempre com muito carinho. São amigas desvairadas, que com humor e ironia abordam temas delicados como amizade, amor, ciúme, solidão, dúvidas em relação ao futuro e arrependimentos em relação ao passado”, comenta o diretor Hudson Glauber.

 

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Muito Louca
Com Suely Franco e Fafy Siqueira
Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
20/04 até 08/07
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$60/$80
Classificação 12 anos

3 ANOS DE TEATRO PORTO SEGURO

As cantoras Zizi Possi Gal Costa são atrações do final de semana especial de comemoração de 3 anos do Teatro Porto Seguro, celebrado em maio. Na sexta, dia 4 de maio, o teatro recebe o show Zizi Possi Canta Chico e Edu, um passeio da intérprete pelo universo poético e sonoro desses dois grandes compositores da MPB, Chico Buarque e Edu Lobo.

No sábado e no domingo, dias 5 e 6 de maio, Gal Costa sobe ao palco com o show Espelho d`água, acompanhada pelo violonista e guitarrista carioca Guilherme Monteiro.

Além dos shows, no momento da compra do ingresso pelo site é possível escolher um combo promocional com desconto especial no jantar ou happy hour do Gemma Restaurante, localizado no Complexo Cultural Porto Seguro – Piso Térreo.

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ZIZI POSSI CANTA CHICO E EDU

A cantora Zizi Possi faz show com repertório totalmente dedicado a Chico Buarque e Edu Lobo. No repertório, canções de parceria da dupla, e canções de cada um – fazendo ou não dupla entre si. É o caso por exemplo de Lero Lero (de Edu Lobo e Capinam) e Carolina (de Chico Buarque).

Há canções que foram gravadas por Zizi em participações especiais mas que nunca foram cantadas ao vivo, ou gravadas em seus próprios discos. É o caso de Com Açúcar com AfetoDuetoCantiga de Acordar, entre outras. Como não poderia faltar, há também as que são inéditas na voz da cantora como Ciranda da Bailarina e Lilly Brown.

A relação musical de Zizi com Chico Buarque e Edu Lobo vem de longa data. O primeiro LP da cantora, Flor do Mal, gravado em 1978, chamou a atenção de Chico Buarque, que a convidou para cantar no disco dele a canção Pedaço de Mim, em dueto. Em 1982, Zizi participou da trilha sonora composta para o Ballet do Teatro Guaíra, Curitiba, O Grande Circo Místico e interpretou a canção-tema do espetáculo. Dois dos discos mais emblemáticos de Zizi Possi têm em seus nomes, os nomes de canções da dupla: ³Sobre Todas as Coisas e Valsa Brasileira.

Promoção Restaurante Gemma

Válida somente para compras no site Tudus.

COMBO 1 – HAPPY HOUR GEMMA RESTAURANTE

Contém: 4 cervejas long necks Heineken ou Stella Artois + pizza Gemma (sabor mussarela ou calabresa com 8 fatias).

Valor: R$40,00 (valor com 40% de desconto para compras antecipadas pelo site Tudus).

Validade: Apenas para o dia da apresentação, 04/05, das 18h às 20h30.

Quantidade disponível: 50 vouchers.

Orientação: Entregar o voucher impresso no Gemma Restaurante.

COMBO 2 – JANTAR GEMMA RESTAURANTE

Contém: 1/2 garrafa (375 ml) de vinho tinto chileno Montgras Carmenere + 2 pratos de delicioso torteloni recheado de mussarela de búfala (molho de tomate fresco e manjericão ou branco). 

Valor: R$ 95,00 (valor com desconto de 30% para compras antecipadas pelo site Tudus).

Validade: Apenas para o dia da apresentação, 04/05, das 18:00hs as 20h30.

Quantidade disponível: 50 vouchers.

Orientação: Entregar o voucher impresso no Gemma Restaurante.

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Acompanhada pelo guitarrista Guilherme Monteiro,  o roteiro se concentra nos temas que se tornaram clássicos na voz de Gal Costa. O repertório foi escolhido a quatro mãos pela cantora e pelo jornalista Marcus Preto, que também divide com Gal a direção do espetáculo. Desde a primordial Coração Vagabundo (Caetano Veloso), canção que abria o primeiro álbum de Gal, até alguns de seus maiores sucessos, como Folhetim (Chico Buarque), Vaca Profana (Caetano Veloso), Sua Estupidez (Roberto e Erasmo Carlos), Volta (Lupicínio Rodrigues) e Baby (Caetano Veloso).

Batiza o show Espelho d’Água, primeira parceria de Marcelo Camelo (Los Hermanos) com o irmão, o poeta Thiago Camelo. A canção está no disco Estratosférica, recém-lançado por Gal Costa. Apesar das características intimistas do espetáculo, Gal busca na guitarra e no violão de Guilherme Monteiro a mesma sofisticação de seus shows com banda, conciliando sempre delicadeza e intensidade.

Promoção Restaurante Gemma

Válida somente para compras no site Tudus.

COMBO HAPPY HOUR

Contém: 1 taça de espumante Salton Brut.

Valor: R$ 12,00 (valor com desconto de 25% para compras antecipadas pelo site Tudus).

Validade: Apenas para os dias de apresentação, 05/05 e 06/05, das 18:00hs as 20h30.

Quantidade disponível: 100 taças.

Orientação: Entregar o voucher impresso no Gemma Restaurante.

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Zizi Possi Canta Chico e Edu
Com Zizi Possi
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 ­ Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 70 minutos
04/05
Sexta – 21h
$140/$180
Classificação 14 anos
 
Espelho d`água
Com Gal Costa
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 ­ Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 90 minutos
05 e 06/05
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$180/$220
Classificação Livre

1 MELHOR QUE O OUTRO

Devido ao sucesso de público, o Teatro MorumbiShopping apresenta nova temporada do espetáculo 1 Melhor que o Outro a partir do dia 6 de abril, sexta-feira, inaugurando o horário das 23 horas com temporada até dia 29 de junho. O espetáculo retorna a São Paulo depois de temporada bem sucedida no Rio de Janeiro, onde esteve em cartaz no Teatro dos Grandes Atores.

Sem sair do palco durante o show, os humoristas Marcinho EirasMaurício DollenzFelipe Ruggeri e Paulinho Serratentarão fazer jus ao nome do espetáculo, apresentando seus melhores números de humor, a fim de conquistar a simpatia do público.

No palco, o quarteto promete um show de comédia com universos bem diferentes para mostrar o que cada um tem de mais interessante em cena. Paulinho Serra ressalta que a competição entre os parceiros de palco não passa de uma brincadeira para promover um encontro com o público. Serra veste a sua camisa de carioca, conta piadas sobre o cotidiano, enquanto Marcinho Eiras, empunhando duas guitarras, que toca ao mesmo tempo, com pegada jazzista, ilustra casos do cotidiano com músicas. “Eu me intitulo o melhor, o cara“, diz o artista sobre o espírito provocativo de seu personagem.

Já o mágico Maurício Dollenz entra e sai do palco durante o espetáculo, “um pouco como o garçom Alex, do Programa do Jô“, diz, explicando como será o formato de sua apresentação. “Vou fazer a plateia rir com números de mentalismo, quando adivinho o que se passa na cabeça das pessoas“, adianta o artista chileno radicado no Brasil desde 2013.

Felipe Ruggeri faz imitações de personalidades colocando as personagens em situações inusitadas. Ele também aproveita para fazer um stand up incorporando essas vozes.

QUEM SÃO OS CARAS

Felipe Ruggeri

Imitador nato, ator, jornalista e humorista, começou no teatro O Tablado, passou por grandes companhias de humor, como Comédia em Pé e Dezimprovisa, na TV se destacou no Multishow em Treme Treme e no Domingão do Faustão com o saco de risadas. É radialista e trabalha na rádio Mix, no programa De Primeira. Há pouco tempo criou sua própria companhia de humor, Manda Risos, com apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro.

Marcinho Eiras

Espirituoso e carismático, Marcinho Eiras é um showman. Guitarrista autodidata, seus números misturam música e comédia sketches baseadas em casos do cotidiano e piadas infames. Com uma pegada jazzista, explora os recursos tecnológicos de seus instrumentos e equipamentos, gravando ao vivo sua própria base e vocais. Conhecido pela técnica inusitada de tocar duas guitarras simultaneamente, já participou das bandas do Programa do Jô e Domingão do Faustão (Globo), Programa Pânico (Bandeirantes) e A Grande Farsa (Multishow), além de ter tocado com Dominguinhos e Fagner, entre outros.

Maurício Dollenz

Ator, mágico e comediante, o chileno radicado no Brasil desde 2013 tem 15 anos de carreira e já se apresentou em mais de 30 países. Com amplo repertório de mágicas, o especialista em manipulação de cartas garante que estará preparado para qualquer improviso. Craque nos jogos de mentalismo (arte de adivinhar o que está na mente das pessoas). Participou do Domingão do Faustão e do Prêmio Multishow de Humor 2013.

Paulinho Serra

Ator dos seriados Chapa Quente, Vai Que Cola e Chilindró, participou em mais de 12 filmes brasileiros, ex-VJ da MTV, fundador do canal Amada Foca, foi repórter de rua do BBB e participou do quadro Super Chef, do programa Mais Você. Esteve no elenco de Aluga-se um Namorado, montou a extinta Cia. de humor DEZNECESSÁRIOS enquanto atuava na novela Duas Caras. Passou pelo programa Pânico na TV, participou das novelas Pé na Jaca, Beleza Pura, atuou nos longas-metragens Super Pai, Mundo Cão e Os Normais 2.

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1 Melhor que o Outro
Com Paulinho Serra, Marcinho Eiras, Felippe Ruggeri e Maurício Dollenz
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jd. das Acácias, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/04 até 29/06
Sexta – 23h
$50
Classificação 12 anos

SUTURA

A notícia de um fato importante intensifica a dinâmica já estabelecida de um casal que tenta começar a reorganizar sua vida. Na tentativa de reconstruir essa história de amor, o terreno se revela movediço: encontros, desencontros, desejos, sonhos, ficção e realidade atravessam a relação desse casal, com ternura e brutalidade, abrindo um corte que expõe suas precariedades e os limites de sua natureza.

Desde a época de convivência no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de Antunes Filho, há mais de dez anos, Ivo Müller e César Baptista alimentam o desejo de concretizar uma parceria no teatro. Depois de uma lacuna de anos em que ambos se dedicaram ao teatro e ao cinema em caminhos diferentes, agora finalmente se juntaram com o objetivo de montar um espetáculo teatral. Após muitas leituras de textos clássicos e contemporâneos, o ator e o diretor escolheram “Sutura”, de Anthony Neilson. Anna Cecília Junqueira, atriz que também fez parte do CPT, foi convidada pelos dois a abraçar o projeto e, logo após a primeira leitura, integrou-se nesse trabalho com imensa identificação e enorme desejo de montar a peça.

Agora, para quê montar um texto de um dramaturgo escocês, em São Paulo, hoje? Entendemos que o texto Sutura está naquele rol de textos que provocam e surpreendem a plateia, porque leva a crer que a história vai se desenrolar por um lado, quando na verdade vai por outro. Como o próprio autor já disse a propósito da estreia de uma de suas peças, ‘Você está sentado confortavelmente? Bem, não por muito tempo.’”, comenta o diretor César Baptista.

O diretor optou por uma montagem que deseja colocar a plateia numa condição de cumplicidade com a situação do casal. Ao mesmo tempo, nesse trajeto que poderia instaurar um caminho de identificação, a peça procura gerar desvios, por vezes sutis, que tornam as certezas movediças, escapando assim de uma lógica cartesiana. Este caminho, cheio de detalhes rigorosamente pensados para a cena, procura não dar a história totalmente pronta para a plateia, de modo que ela mesma possa contribuir, em certa medida, com sua perspectiva. Para a direção, no cerne disso tudo, está o jogo – entre os atores e o texto – como procedimento que constitui o fundamento deste trabalho.

SINOPSE

A notícia de um fato importante intensifica a dinâmica já estabelecida de um casal que tenta começar a reorganizar sua vida. Na tentativa de reconstruir essa história de amor, o terreno se revela movediço: encontros, desencontros, desejos, sonhos, ficção e realidade atravessam a relação desse casal, com ternura e brutalidade, abrindo um corte que expõe suas precariedades e os limites de sua natureza.

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Sutura
Com Anna Cecilia Junqueira e Ivo Müller
Centro Cultural São Paulo – Porão – Sala Ademar Guerra (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)
Duração 70 minutos
23/03 até 29/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 16 anos