11 SELVAGENS

Indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem pelo texto original de Pedro Granato, o espetáculo 11 SELVAGENS volta em cartaz dia 22 de setembro, sexta-feira, às 21h, no Teatro Pequeno Ato.

A peça reúne onze atores em situações onde as pessoas perdem o controle. No elenco, Anna Galli, Bianca Lopresti, Gabriel Gualtieri, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Rafael Carvalho, Renan Botelho e Vítor diCastro.

O trabalho foi criado ao longo do ano de 2016 a partir de experiências e observações do grupo de atores. São cenas do cotidiano em que explode um impulso descontrolado. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são onze quadros interligados como uma camada de sociabilidade que pode rapidamente ser rompida em nossos dias.

O ponto de partida para o espetáculo é a tensão crescente no país em 2016. Foi um processo colaborativo, em que os atores trouxeram histórias vividas por eles ou relatos de conhecidos. A chave para a interpretação é realista em situações que tem um desenvolvimento absurdo, levando para um lugar muito inesperado. A peça retrata o universo desses atores e busca uma universalidade pelo caminho da identificação”, explica Pedro Granato.

O público acompanha tudo de perto, em arena, próximo. Em algumas cenas, é como se a plateia estivesse na mesma situação dos atores. Em outras é cúmplice e voyer, já que as cenas passeiam pelos diferentes lados da arena colocando atores e público lado-a-lado. “O jogo com o espaço cênico tem um aspecto imersivo de colocar o espectador na situação em que os atores estão trazendo. É a sensação de que tudo poderia acontecer com qualquer pessoa ali presente”, fala Granato.

Cada cena é levada ao paroxismo e quando parece não haver mais para onde ir, a música toma o ambiente e os atores extravasam em coreografias. É um trabalho visceral, que busca intensificar o conflito de cada cena. Histórias em que a plateia se identifica, músicas contemporâneas, tudo está equalizado para dialogar profundamente com a geração atual. “São fragmentos que formam um conjunto em que se observa essa polaridade e explosão que a gente percebe nas relações hoje em dia”.

O trabalho é hiper-realista, com o público próximo, como em um close detalhado de cada cena. Sua estrutura fragmentada em quadros permite que cada um faz sentido isolado, mas sua conexão permite diferentes interpretações. O figurino e a luz se baseiam em elementos minimalistas que são reconstruídos para cada cena. A intervenção musical dá agilidade à narrativa e permite uma explosão estética para além da verossimilhança.

O diretor Pedro Granato e o Pequeno Ato, juntamente com um grupo de novos atores dão prosseguimento à pesquisa estética que gerou o premiado espetáculo jovem Fortes Batidas – Prêmio APCA de Melhor Espetáculo em Espaço não Convencional, Prêmio Especial por Experimentação de Linguagem no Prêmio São Paulo e Prêmio Zé Renato para circulação.

A ideia é trabalhar com temas atuais e atores jovens explorando diferentes formas de incluir a plateia na cena, de forma que o espectador se sinta impulsionado a interferir ou tomar um partido na situação que se apresenta diante dela”, explica o diretor.

Leia nossa opinião sobre o espetáculo – https://goo.gl/bchAj3

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11 Selvagens
Com Anna Galli, Bianca Lopresti, Gabriel Gualtieri, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Rafael Carvalho, Renan Botelho e Vítor di Castro.
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 70 minutos
22 a 30/09
Sexta e Sábado – 21h
06/10 a 11/11
Sexta – 21h, Sábado – 19h
$40
Classificação 16 anos

CURARE

O Pessoal do Faroeste, em seus 19 anos, escolheu a Mulher como tema de Curare, peça que está em cartaz aos sábados às 20h e as 22h30 e aos domingos as 19h, na sede da Companhia na Rua do Triunfo, no Centro de São Paulo.

A peça é uma ficção científica escrita por Paulo Faria, fundador e diretor da Cia, e se passa em 2084. Na trama, livremente inspirada no conto O Alienista, de Machado de Assis, o médico Simão ganha versão feminina e negra, a Dra. Joana Bacamarte, uma médica que se une a quatro Amazonas do Apocalipse – Peste, Fome, Guerra e Morte, para curar com o óleo da cannabis, todas as mulheres no Brasil das dores de amor causadas pelo patriarcado. Ao fim de 70 anos de tratamento, todas serão libertas da Casa Cannabis de Redução de Danos, em 2084. Neste Brasil ficcional, presidido por mulheres – elas governam há 70 anos – o empoderamento feminino protagoniza um período de ouro na história mundial, com a mulher plena em todos os seus direitos. O Brasil em 2084 é maior exportador de cannabis e petróleo do mundo e a medicina pública no Brasil é fitoterápica.

Inicialmente o trabalho teve como mote a questão do embate na cidade de Verona que fez com que as mãos de duas famílias se enchessem de sangue, uma questão não abordada na tragédia, Romeu e Julieta, uma das mais populares de W. Shakespeare. Ao longo de processo de construção da narrativa que levou em conta a intensa troca com os moradores e habitantes da região da Luz e em meio a questões políticas urgentes do país, Curare abarcou livremente a obra machadiana O Alienista para mais uma vez usar como fonte de pesquisa a vida social e política do povo brasileiro por meio de seu imaginário popular e de sua cultura, e com um olhar especial à cidade de São Paulo, especificamente o centro, onde atualmente tem a sua sede ‘Luz do Faroeste’, na Rua do Triunfo, 301/305. A peça se passa no endereço da Cia e começa no Largo General Osório, onde há um prólogo a partir do coro inicial de Romeu e Julieta.

As composições musicais de Curare são inéditas e a cenografia e iluminação contam com efeitos em vídeo mapping.

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Curare
Com Cris Rocha, Cris Lozano, Carolina Nagayoshi, Leona Jhovh e Thais Dias
Sede da Cia Pessoal do Faroeste (R. do Triunfo, 301 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
até 08/10
Sábado – 20h e 22h30, Domingo – 19h
$ Sistema Pague Quanto Puder
Classificação 16 anos

FALA SÉRIO, GENTE!

Qual a hora certa de começar a namorar? Por que a minha mãe insiste em me tratar como criança? Como agir em um encontro com o crush? Esses e outros dilemas existenciais – comuns a todos que passam pela transformadora e complicada adolescência – são retratados em “Fala Sério, Gente!”.

Na peça, Thalita Rebouças, a escritora que mais vende livros para o público juvenil brasileiro, reúne os melhores trechos da sua série de livros “Fala Sério”, um fenômeno do mercado editorial jovem.

As dores e delícias de ser adolescente estão presentes em “Fala Sério, Gente!” de forma leve, musical e com muito humor em formato de crônicas que se encadeiam de uma maneira envolvente e fluida.

A montagem é uma parceria entre Raia Produções (de Claudia Raia) e Oito Graus Produções (da produtora Kananda Raia) e tem direção de Jarbas Homem de Mello.

O espetáculo conta com um elenco de jovens talentos que interpretam, cantam e dançam para contar histórias que prometem emocionar e divertir.

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Fala Sério, Gente!
Com Artur Volpi, Caio Menk, Camila Brandão, Gabriela Camisotti, Giovanna Rangel, Isabela Quadros, Juliana Moulin, Júlia Ritondaro, Rhener Freitas, Robson Lima, Thiago Franzé
Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – 409 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
Estreia 12/10
Quinta, Sexta e Sábado – 19h
$70
Classificação livre

PRA COMER DEPOIS

Depois de oito anos fazendo personagens cômicos, humor com texto, teatro físico, Yuri Gofman começou no stand up e agora estreia em São Paulo o show “Pra Comer Depois”, que começa temporada no Teatro Folha no dia 06 de outubro, em sessões às sextas-feiras, às 23h59.

Foi como mudar de sexo: você acha que ver é tão fácil quanto fazer, mas se você vai ter uma ferramenta nova precisa de habilidade com ela, afirma Yuri, que, com a vantagem de já ser humorista, antes de levar seu show aos palcos, o testou em vídeos e trouxe sua experiência como autor, a interação com o público e o improviso para pular etapas na criação de seus sets.

Criou seu primeiro show, testou na estrada, em teatros, escritórios, em eventos corporativos para seu patrocinador, a Germed. Foi um intensivo que o fez amadurecer ainda mais rápido. Quando o show entrou em cartaz, no Rio de Janeiro, já tinha um repertório, que melhorou e deu mais confiança ao autor/ator. E foi esse o caminho que o levou a criar e produzir o espetáculo “Pra Comer Depois”, com material novo e mais focado na interação com o público.

Partindo de sua biografia de ator, roteirista e diretor, do sonho de ser galã de novelas, à desistência da profissão – aconselhado pela própria mãe, a atriz Rosane Gofman – e como o humor o trouxe de volta, Yuri parte para a comicidade, em um texto que traz uma mistura da conversa com amigos no bar e das relações entre mãe e filho, vida a dois, trabalho, ansiedade, de viver tudo ao mesmo tempo, o que o aproxima da plateia. Yuri fala sobre ser um cara comum, nem bonito nem feio, para chegar à vida do ser humano igualmente comum.

Mais que um show de humor, “Pra Comer Depois” leva a plateia a uma experiência. Um bar montado no palco, com mesas e cadeiras, convida o público para beber uma cervejinha e Yuri cria em cima do que cada um tem pra contar na hora. Sabe quando você fala ‘po, lembra aquele dia no bar, que tava eu, você, o Yuri…’? É esse tipo de memória que a gente quer criar. “

 “Eu mesmo há um ano estava solteiro, pegando geral, mas sou um cara normal, nota 5, e pra pegar alguém eu tinha que conversar e às vezes você não quer, e quando você fala nem sempre a pessoa gosta do que você diz, então… em um ano eu tive um filho, ganhei uma filha, casei, me mudei pra São Paulo e estou devendo no SERASA. Dividir isso com as pessoas faz ficar mais leve, engraçado e cheio de identificação. Você pode se achar muito especial, mas no fundo todo mundo é parecido. E é nisso que foco meu show”, considera Yuri, que finaliza: “E com tanto comediante por aí, se uma empresa resolveu gastar seu dinheiro de marketing pra me patrocinar, não foi por amor, né? Eu devo ser engraçado.

Que seja fast food, como faz referência na arte da peça, mas que importe o momento, a lembrança, quem está com você. Quando trabalhava no McDonalds, eu sempre deixava um sanduíche na estufa pra comer depois do expediente, porque quando sobrava nós comíamos. Mas, às vezes, quando estávamos fechando, aparecia um cliente que comia o meu sanduíche. A gente nunca sabe, nessa vida, se deixar pra comer depois,  alguém vai comer nosso sanduiche. Ou não, pondera Yuri. Ao mesmo tempo o slogan da peça, “vamos rir de tudo isso”, é emulação do “amo muito tudo isso”, da rede de fast food. Rir sozinho é ruim. É coisa de maluco. E da minha mulher também, ela ri sozinha. Mas deve ser meio maluca, é casada comigo”.

Existe essa impressão que não só a vida, mas o humor aqui é fast food: as pessoas consomem de forma imediata. Esse é o conceito que norteou a criação de “Pra comer depois”. Pela rapidez e proximidade do público, acaba criando uma experiência. Memórias você cria assim, compartilhando”, diz Yuri, que completa: “e ainda temos parcerias com estabelecimentos 24 horas, caso alguém queira sair pra comer um sanduiche depois”.

Yuri optou por chamar “Pra Comer Depois” de comédia ou show porque faz cenas que não consideradas stand up. Então é um show de humor em que se pode notar a influência da precisão e dedicação dos comediantes, mas também as experiências que acumulou como ator. Esse é o show sobre a vida de todo mundo, sobre família, relacionamentos e como tudo isso é louco, a vida corrida que a gente leva.

Pensa nisso e vem me ver. Vem com os amigos, com a namorada, com o amante, com a mãe, com o pai. A vida tá difícil? Tá ruim pra todo mundo? Vamos rir de tudo isso. E com saideira.

Pra Comer Depois
Com Yuri Gofman 
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/10 até 24/11
Sexta – 23h59
$40/$50
Classificação 14 anos

 

 

GUITARRADAS DO PARÁ

O show inédito mescla clássicos de carreira à canções do CD Do Tamanho Certo Para O Meu Sorriso (2015) – vencedor do Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Álbum e Melhor Cantora de Canção Popular.

Fafá de Belém “viaja” no tempo e em sua própria história, percorre atitudes, gestos, memórias, referências, relembra Belém do Pará e as muitas fases de vida e trajetória  em canções como Bilhete (Ivan Lins/Vitor Martins), Abandonada (Michael Sullivan/Paulo Sergio Valle), Ao Pôr do Sol(Firmo Cardoso/Dino Souza), Asfalto Amarelo (Manoel Cordeiro/Felipe Cordeiro/Zeca Baleiro), Pedra Sem Valor (Dona Onete), Meu Coração É Brega (Veloso Dias), entre outras.

Guitarradas do Pará
Com Fafá de Belém
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 70 minutos
14/11
Terça – 21h
$100/$140
Classificação Livre

MELODRAMA DA MEIA NOITE

Comemorando os 10 anos do espetáculo “Melodrama da Meia Noite” a Companhia Melodramática do Rio de Janeiro chega a São Paulo para uma curta temporada a partir do dia 16 de setembro no Espaço Parlapatões.

A peça traz à cena a investigação dos elementos que constituem o gênero teatral nascido na França no século XIX e exportado para o Brasil através do circo e de importantes companhias teatrais. Alguns atores que ajudaram a difundir o gênero no Brasil foram Leopoldo Froes, Procópio Ferreira e Dulcina de Morais, entre outros.

O espetáculo estrutura-se a partir do “jogo do Gaulier”, criado com base na experiência do diretor École Philippe Gaulier em Paris (2008), instituição direcionada à formação de atores. O jogo consiste numa apresentação dos tipos melodramáticos, como o sofredor, o apaixonado e o vilão através de exercícios que estimulam os gestos típicos desses personagens.

Após essa apresentação, conduzida pelo diretor da Companhia, Paulo Merísio, na figura de Monsieur, inicia-se, então, com a antiga brincadeira de “tudo que seu mestre mandar, faremos todos”, a criação improvisada de uma trama, a partir da acusação do ator que fizer uma ação não comandada pelo Monsieur.

Apreciando temas frequentes no melodrama – conflitos familiares, amores impossíveis, crianças trocadas, revelações, filhos ilegítimos –, os atores executam jogos teatrais baseados no gênero francês. Para dar desfecho à história estabelecida, insere-se o jogo do ‘detetive e assassino”, onde a figura do detetive precisa desvendar as mortes misteriosas que começam a surgir no enredo. Além desses dois novos personagens, surge também a figura do cantor, que enfatiza o caráter musical do melodrama.

Ao fazer a incursão ao clássico, o público se transforma em “povo de Paris” participando ativamente do espetáculo. Durante a encenação, os espectadores podem jogar bolas de meia nos atores caso não gostem da atuação melodramática ou lançar moedas para o palco como elogio à interpretação, além de ter o poder de decidir o destino de personagens que estão sob acusação.

Sinopse:

Espetáculo de improvisação em que os atores executam jogos teatrais com situações melodramáticas. Vilão, mocinho e sofredor desenvolvem a dramaturgia a partir de temas comuns ao gênero – conflitos familiares, amores impossíveis, crianças trocadas, revelações – e fazem o desfecho a partir do jogo do “detetive e assassino”. Durante a encenação, o público, na figura de “povo de Paris”, pode jogar bolas de meia nos atores caso não gostem da atuação melodramática ou lançar moedas para o palco como elogio à interpretação.

 

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Melodrama da Meia Noite
Com Adriana Albuquerque, Henrique Moretzsohn, Gloria Diniz, Gui Terreri, Leonardo Vasconcelos, Paulo Merísio, Virgínia Castellões e Wesley May.
Participações especiais: Gabriela de Paula, Igor Veloso, Leonardo Paixão, Maria de Maria, Ricardo Augusto e Rita Von Hunty.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 70 minutos
16/09 até 28/10
Sábado – 23h59
$30
Classificação livre

1 MELHOR QUE O OUTRO

Eles vão disputar a simpatia do público com o que sabem fazer de melhor. Marcinho Eiras toca duas guitarras ao mesmo tempo, Mauricio Dollenz faz números inusitados de mágica e mentalismo, Dinho Machado canta sobre relacionamentos amorosos e Paulinho Serra satiriza questões do seu cotidiano. Juntos, os parceiros de palco estreiam o show de humor 1 Melhor Que o Outro no Teatro MorumbiShopping dia 6 de setembro, quarta-feira, às 21 horas.

Cada comediante terá quinze minutos para registrar sua marca com o público e provar que é melhor do que o companheiro a se apresentar na sequência. “São quatro humoristas de universos bem diferentes mostrando o que têm de mais interessante em cena”, sintetiza Paulinho Serra, ressaltando que a competição não passa de uma brincadeira para promover um encontro de humor com o público. Paulinho irá vestir sua camisa de carioca e contar piadas sobre o período que morou no Rio de Janeiro, destacando as primeiras empreitadas como ator e comediante por lá.

O guitarrista Marcinho Eiras diz que rola uma afinidade grande entre os quatro no palco e que cada um se garante. Brincalhão, descobriu que suas apresentações encaixam-se no rótulo stand-up e agora investe na comédia. Empunhando duas guitarras que toca ao mesmo tempo, com pegada jazzista, o número de Marcinho ilustra casos do cotidiano com músicas. “Ele se intitula o melhor, o cara“, diz o artista sobre o espírito provocativo de seu personagem.

O mágico Maurício Dollenz entra e sai do palco durante o espetáculo, “um pouco como o garçom Alex, do Programa do Jô”, diz, explicando como será o formato de sua apresentação. “Vou fazer a plateia rir com números de mentalismo, quando adivinho o que passa na cabeça das pessoas“, adianta o artista chileno radicado no Brasil desde 2013.

Dinho Machado prefere surpreender a cada sessão. A surpresa, inclusive, é um prato cheio para o artista, que também é ator. “Na atuação profissional nós temos que pensar em cada atitude do personagem, já no humor tudo é imprevisível e vamos sentindo o retorno da plateia na hora”, conta. Conhecido por cantar músicas satíricas sobre relacionamentos amorosos, garante com esse recurso – normalmente ao ritmo de pop e sertanejo – um dos pontos altos das suas apresentações. “Canto sobre as três etapas: a de quem está procurando por um relacionamento, quem está em um e quem acabou de sair”, fala Dinho.

Todos os artistas já trabalharam juntos antes, seja participando dos shows dos colegas ou se encontrando em turnês pelo Brasil. Paulinho e Dinho, que se conhecem há pelo menos quinze anos, chegaram a se apresentar no mesmo período no Japão. A temporada do show de humor no Teatro MorumbiShopping vai até dia 22 de novembro e, repleto de improviso e diversão, é feito para se ver mais de uma vez.

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1 Melhor Que o Outro
Com Dinho Machado, Marcinho Eiras, Mauricio Dollenz e Paulinho Serra
Teatro MorumbiShopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/09 até 22/11
Quarta – 21h
$60
Classificação 12 anos