DUOSOLO

Estreia no dia 13 de março no Teatro Eva Herz, o novo texto da autora Nanna de Castro, DuoSolo, com direção de Dan Rosseto e no elenco os atores Bruna Magnes e Gustavo Haddad.

O espetáculo conta o drama de uma empresa que vive um processo profundo de crise e transformação, representados por um Narrador e um Personagem. Enquanto o Personagem quer ser livre e subverter texto e consequentemente o destino, o Narrador quer seguir rigorosamente fiel ao que foi escrito pelo autor. O personagem não suporta mais viver submetido aos limites enquanto, para o Narrador, os limites são a única garantia.

São representados vários funcionários da empresa e suas dificuldades do dia a dia em conciliar vida pessoal e profissional representados pelos cargos que ocupam como o presidente, diretor de marketing, diretor de recursos humanos, a moça do cafezinho.

DuoSolo é ancorado em um trabalho terapêutico que explora os múltiplos personagens internos que formam a nossa personalidade, com estudos da psicologia e filosofia, principalmente o hinduísmo e o budismo.

Para a montagem o diretor Dan Rosseto pretende: “provocar a reflexão através da relação entre o opressor e o oprimido, transformando o Narrador e o Personagem em um só, contrastando seus desejos e frustrações, expectativas e resistências. A densidade psicológica proposta pela autora oferece muitas camadas a serem dissecadas; e levar ao palco um texto tão cheio de nuances é um presente.

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DuoSolo

Com Bruna Magnes e Gustavo Haddad

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 70 minutos

13/03 até 24/04

Terça e Quarta – 21h

$40

Classificação Livre

SENHORA X, SENHORITA Y

Tendo como ponto de partida o texto A mais forte, de August Strindberg, o espetáculo Senhora X, Senhorita Y se debruça sobre alguns dos papéis que a mulher  desempenha na sociedade contemporânea, investigando aspectos muitas vezes contraditórios de sua inserção social e política, de seus investimentos afetivos e dos agenciamentos simbólicos que a cercam. O foco é a construção do feminino do modo como ele se revela por meio da relação entre mulheres.

Sinopse
Senhora X e Senhorita Y encontram-se em uma casa de chá e entram em conflito ao confrontarem suas vidas. Esse encontro se repete, com variações de humor e grotesco, em outros tempos e em outras circunstâncias, revelando novas possibilidades de  compreensão do lugar que cada uma ocupa em relação à outra e em relação à sociedade.

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Senhora X, Senhorita Y

Com Ana Paula Lopez, Sol Faganello e Camila Couto

Oficina Cultural Oswald de Andrade – sala 7 (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 70 minutos

14 a 30/03

Quinta e Sexta – 20h, Sábado – 18h

Entrada gratuita (ingressos distribuídos com 1 hora de antecedência)

Classificação 14 anos

COMO SE UM TREM PASSASSE

Como se um trem passasse é uma comédia dramática, escrita em 2014 pela argentina Lorena Romanin [Buenos Aires, 1974-], que aborda a relação de uma mãe e seu filho pós-adolescente,  deficiente intelectual, que deseja a vida com paixão e profundidade. A mãe, superprotetora e medrosa, transmite ao filho seus receios e a impossibilidade de alcançar sonhos. A chegada da prima da capital evidencia fissuras na situação fechada em que vivem mãe e filho, muda as relações na casa e abre a perspectiva de que desejos se realizem.

Esta primeira versão brasileira é dirigida pela autora, também diretora da montagem original em Buenos Aires, onde a peça está em sua quinta temporada, com elogios da crítica. Curiosamente este texto de Romarin teve sua estreia em Madri, com elenco espanhol. Este ano a montagem argentina viaja para o Panamá e  Peru e seus direitos foram vendidos para Uruguai e México.

Os produtores e atores Caio Scot e Junio Duarte [CAJU] assistiram ao espetáculo em Buenos Aires em maio de 2018, se encantaram com a dramaturgia de comunicação direta, sem ruído, ainda que se passe em um território de combate que é a família. O situação pode ser triste, mas não é desoladora

No elenco, Dida Camero [Susana, a mãe], Caio Scot [Juan, o filho] e Manu Hashimoto [Valéria, a prima] estrelam a peça que aborda um tema de interesse de públicos diversos, através de um drama familiar que se equilibra com a leveza cômica das personagens.

Em tempos de disputa econômica, social e de uma profunda crise na arte, Como se um trem passasse é a história de personagens que enfrentam dificuldades diárias e ainda assim lutam por seus desejos.

A produção desta peça é da mesma dupla que idealizou, traduziu e encenou o musical Nome do Espetáculo, sucesso de crítica, que fez três temporadas no Rio de Janeiro entre 2017 e 2018.

Sinopse resumida

Comédia dramática sobre a relação vulnerável de uma mãe e seu filho em uma cidade no interior. A chegada da prima da capital vai mudar tudo para sempre.

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Como Se Um Trem Passasse

Com Caio Scot, Dida Camero e Manu Hashimoto

Teatro Poeirinha (R. São João Batista, 104 – Botafogo, Rio de Janeiro)

Duração 70 minutos

07/03 até 14/04

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 12 anos

FREQUENCIA_AUSENTE.DOC

O Sesc Avenida Paulista recebe a instalação interativa “frequencia_ausente.doc”, dramaturgia site specific e documental que conduz o visitante em uma experiência imersiva pelos andares da Unidade e versa sobre o desaparecimento de um ator, ex integrante da ExCompanhia de Teatro, nas dependências do Sesc no dia da estreia do seu monólogo.

O visitante recebe o celular que pertenceu ao ator e acessa a exposição  por meio do dispositivo, que também contém registros da última hora antes do seu misterioso desaparecimento. O público acompanha os rastros deixados por ele em instalações imersivas distribuídas nos andares do prédio do Sesc. Após o monólogo ser cancelado, resultado do misterioso sumiço do ator, a ExCompanhia e o Sesc optaram então por realizar, nos meses de fevereiro e março, uma nova obra em sua homenagem.

Os artistas Bernardo Galegale, Gustavo Vaz e Gabriel Spinosa assinam a concepção e a dramaturgia da experiência. O roteiro tem duração de cerca de uma hora e é gratuito, com saídas individuais a cada 10 minutos das 14h às 17h e retirada prévia de senha no local.

Dramaturgia Site Specific

Momentos antes da estreia de seu monólogo no Sesc Avenida Paulista, um ator desapareceu misteriosamente após receber a notícia de que sua plateia estava totalmente vazia. Na exposição, uma série de rastros deixados por ele são apresentados, fazendo com que a experiência se conecte com o monólogo, o ator, o prédio do Sesc e a memória do fatídico dia. São bilhetes escritos à mão, livros deixados pelo edifício, imagens nas TV’s e registros das câmeras de segurança, entre outros; além disso, o visitante recebe o celular que pertenceu ao ator, e nele estão contidos outros vídeos, áudios, mensagens no Whatsapp e etc. Através da leitura de QR CODES, é possível interagir com a exposição e acessar os direcionamentos que refazem o último percurso trilhado pelo ator no prédio, uma hora antes de desaparecer.

O Conceito

A experiência propõe inserir o público como parte da obra, colocando-o nos exatos lugares que ator visitou no prédio momentos antes de desaparecer. Ao somar ao percurso diversos elementos narrativos multimídia, a ExCompanhia de Teatro provoca o público a sentir o que o ator sentiu, trazendo à tona pensamentos sobre a importância da plateia e do encontro presencial nas artes.

As instalações se alimentam das características do espaço e de pesquisas site specific para revelar micro e macro conexões entre a dramaturgia ficcional e real, o prédio, a cidade e o ator, buscando um constante movimento de percepção da importância do artista e da presença do público nos dias de hoje.

A filosofia existencialista que inspirava o monólogo do ator deaparecido inspira também agora a exposição itinerante ‘frequencia_ausente.doc’. A jornada desiludida do nosso ator que invadiu o prédio do Sesc Avenida Paulista – esse corpo vertical – carrega memórias ficcionais e reais sobre sua existência. Durante o percurso da exposição, os participantes do público absorvem e ressignificam o espaço ao redor a partir dos rastros dele, ao mesmo tempo em que são impactados por questões existenciais que sempre o afetaram” – comentam os integrantes da ExCompanhia de Teatro.

Além disso, a dramaturgia valoriza a importância dos encontros presenciais, cada vez mais deixados em segundo plano na sociedade contemporânea. A sensação de solidão vivenciada pelo ator é transferida aos participantes, A sensação de solidão que foi vivenciada por ele é transferida aos participantes, que são também o personagem central da instalação itinerante, fazendo com que seja possível se colocarem no “lugar do outro”, criando espaço para a vivência de uma experiência de empatia, pertencimento e coletividade” – completam.

A trasmidialidade do projeto se estende às diferentes plataformas (papéis, TVs, corpos e etc.), explorando diferentes formas de contato entre dramaturgia ficcional/real e público participante, usando múltiplas linguagens e formas de narrativa para promover novas possibilidades de experimentação.

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Com ExCompanhia de Teatro

Sesc Paulista – Arte II – 13º andar (Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 70 minutos

21/02 até 16/03

Quinta, Sexta e Sábado – 14h até 17h (sessões a cada 10 minutos)

Entrada gratuita (distribuição de senhas no local de início da atividade)

Classificação livre

AEROPLANOS

Na sexta-feira, 01 de fevereiro, reestreia no Teatro Municipal Alfredo Mesquita o espetáculo AEROPLANOS, escrito pelo premiado dramaturgo argentino Carlos Gorostiza. Com direção de Ednaldo Freire, a comédia traz no elenco os veteranos Antonio Petrin e Roberto Arduin e fica em cartaz até o dia 10 de março, de sexta a domingo.

Enquanto relembram o passado e discutem questões urgentes do presente, Chico (Petrin) e Cristo (Arduin), velhos amigos com mais de 70 anos e ex-jogadores de futebol, são surpreendidos por um convite inesperado, que poderá transformar suas vidas.

Ao retratar um dia especial na vida desta dupla inseparável, a peça propõe ao espectador uma delicada e divertida reflexão sobre a amizade e o envelhecimento. “Com humor, sensibilidade e diálogos inteligentes, o espetáculo reflete sobre a existência, a partir do ponto de vista dos idosos. O medo da morte, a solidão, a perda de independência e a sempre irrefreável e humana vontade de viver intensamente cada minuto são temas essenciais desse grande texto da dramaturgia argentina contemporânea”, lembra Petrin, que também assina a tradução e adaptação da obra.

Velhos Protagonistas

Primeira montagem brasileira do texto de Gorostiza, AEROPLANOS é o terceiro espetáculo do projeto Velhos Protagonistas iniciado em 2000, quando Antonio Petrin completou trinta e cinco anos de carreira profissional. A peça escolhida para abrir o projeto foi A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett. Em 2004, o ator produziu e interpretou Um Merlin, texto escrito especialmente para ele por Luis Alberto de Abreu.

A escolha de AEROPLANOS para finalizar o projeto, segundo Petrin, é uma consequência natural, já que “essa é uma das mais profundas e comoventes peças da atual dramaturgia argentina, enfocando a velhice com humor, poesia e delicadeza”.

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Aeroplanos

Com Antonio Petrin e Roberto Arduin

Teatro Municipal de Santana Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo)

Duração 70 minutos

01/02 até 10/03 (EXCETO dias 15, 16 e 17 de fevereiro e 01, 02 e 03 de março)

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Entrada gratuita

Classificação 14 anos

LUGAR DE ESCUTA

Debatendo Após o sucesso de sua primeira temporada, realizada no final de 2018, o espetáculo “Lugar de Escuta” reestreia no Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda (SP), de 5 de fevereiro a 27 de março, às terças e quartas, às 21h. A mulher, o feminismo e a busca por lugares de fala, de expressões e de reflexões são temas debatidos pelo musical que propõe um mergulho por esses temas.

“Lugar de Escuta” é uma produção do Projeto M.O.T.I.M (Mulheres Organizadas por um Teatro em Infinito Movimento) em parceria com a Arina Entretenimento. O musical tem em seu elenco somente mulheres, dirigidas por Fabiana Tolentino.

– A experiência da primeira temporada foi bastante intensa e transformadora. Como a peça é diferente a cada dia, era uma expectativa muito grande (inclusive para nós) de como iria ser aquele dia em específico. Teve cena que estreou na última sessão do último dia de temporada! Outra que só saiu uma vez e depois nunca mais. O Tarot sempre sabe o que é melhor para todos … Temos histórias incríveis de ‘coincidências’: no primeiro ensaio aberto, a primeira pessoa escolhida por uma das atrizes para sortear uma carta foi o Professor de Tarot da nossa taróloga (Luiza Luka), e a atriz que o escolheu não fazia ideia disso, só pra exemplificar – diz Fabiana Tolentino sobre a primeira temporada do espetáculo.

Lugar de Escuta é uma peça que se adapta a cada apresentação. As cenas, com diversos lugares de fala, buscam trazer um panorama sobre as infinitas questões e percalços que ser mulher e feminista nos dias de hoje representa, sem deixar de falar das delícias, por isso é também uma celebração. No total, são 22 cenas inspiradas pelos 22 arcanos maiores do tarô, porém somente oito delas serão apresentadas por sessão. Essas cenas serão selecionadas por um jogo de tarô com a seguinte pergunta: “Que peça de teatro a plateia de agora precisa assistir?” Sendo assim, a ausência de assuntos, de certa forma, também fala sobre eles.

Como na primeira temporada, a peça ganha um espaço, além dos palcos, onde haverá exposição de obras, especialmente criadas para o espetáculo, de cinco artistas. São elas: Beatriz Ghidalevich, Jessica Factor, Natalia Buell, Amanda Falcão e Mariana Rosa.

Temos os painéis de quatro metros, já conhecidos de quem foi assistir, é a união do trabalho de quatro jovens artistas feministas da Belas Artes, todas, em algum lugar de sua obra, abordam questões feministas. Elas se uniram e criaram os dois painéis, inspiradas pelos textos da peça. E a Mariana Rosa é atriz, começou a pintar influenciada pelo teatro, pelas cenas que queria viver nele. Seu trabalho é baseado, não só, pela forma física da mulher, mas pela forma abstrata do universo feminino, a aura intensa, a Mãe Terra, galhos, flores.

“Lugar de Escuta” conseguiu sua segunda temporada graças ao financiamento coletivo. Em tempos em que a cultura brasileira sofre com a falta de investimento, além da ausência de políticas públicas que fomentem o teatro, surge cada vez mais a necessidade das pessoas se unirem, a fim de discutirem sobre temas pertinentes ao que regem os valores humanos e culturais.

– Eu acredito que qualquer espetáculo teatral ajuda a desenvolver um pensamento crítico, o teatro é a comunhão das almas, é onde nos reconhecemos ou não, e isso já nos tira do lugar de conforto. Eu acho que peças como ‘Lugar de Escuta’ tem o diferencial de proporcionar, além dos mil questionamentos internos e externos, um espaço de cura. Cura de dores passadas, de assédios sofridos, de dificuldades de lidar com a competição feminina ensinada… ouvimos muita coisa nesse sentido da plateia. Infelizmente, o acesso ao teatro ainda é algo a ser pensado por todos nós artistas, por isso acredito que qualquer iniciativa independente deveria ser incentivada, principalmente pela classe, que sabe o quanto é difícil produzir alguma coisa sem incentivo fiscal nesse país – finaliza Fabiana.

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Lugar de Escuta

Com Ágata Matos, Fabiana Tolentino, Gabriela Medvedovski, Júlia Sanches, Letícia Soares, Lívia Graciano, Luisa Sabino, Luiza Borges Campos, Nani Porto e Pamella Machado

Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)

Duração 70 minutos

05/02 até 27/03 (não haverá espetáculo nos dias 05/03 e 06/03 – Carnaval)

Terça e Quarta – 21h

$60

Classificação Livre

BORBOLETA AZUL

O drama escrito pelo dramaturgo Paulo Faria, que está em temporada no Teatro da Cia. Pessoal do Faroeste,  é ambientado em uma área rural do Brasil e traz elementos do romance O Estrangeiro, de Albert Camus, além de influências da obra de Guimarães Rosa.

Com abordagem sensível (e que dispensa as referências intelectuais), Paulo Faria conta a história de mãe e filha que moram em uma pensão decadente, em uma cidade ameaçada pela construção de uma usina. A mãe, a amarga Cora (interpretada pela atriz Juliana Fagundes), e a filha caçula, Belbelita (Thais Aguiar), além de clientes, esperam uma visita. Há 30 anos, a mãe vendeu seu primogênito para que ele enriquecesse e voltasse para buscá-las. Surge um misterioso hóspede (Beto Magnani),viajante interessado em comprar as terras próximas à futura hidrelétrica, que pode ser a chave para que elas possam deixar a cidade.

Intimista, poética e, ao mesmo tempo, melodramática, Borboleta Azul aborda o universo mítico do Brasil sertanejo.

A época é indefinita e a geografia, imprecisa; sabemos apenas que o lugarejo onde se encontra a pensão de Cora (Juliana Fagundes) e sua filha Belbelita (Thaís Aguiar) será inundado pelas águas de uma represa. Os demais moradores já partiram, mas as duas mulheres  permaneceram ali, à espera do retorno incerto de José, filho de Cora, vendido a estranhos quando tinha 8 anos. Nesses anos todos, Belbelita cultiva um jardim na solidão e esperança de que as flores atraiam borboletas azuis para sua coleção.

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Borboleta Azul

Com Beto Magnani, Juliana Fagundes e Thaís Aguiar

Cia. Pessoal do Faroeste (Rua do Triunfo, 305, Luz – São Paulo)

Duração 70 minutos

19/01 até 20/04

Sábado – 21h

Pague quanto puder

Classificação 14 anos