ERÓTICA – UMA COMÉDIA GOZADA

Erótica – Uma Comédia Gozada aborda de uma maneira cômica e crítica o universo do erotismo e do sexo, que são o pano de fundo para as divertidas esquetes apresentadas durante este espetáculo, criado e dirigido por Marco Fentanes.

Na peça, temos teatro negro, dança, humor, música, mímica e mágica.

Entre as esquetes estão:

  • O mágico atrapalhado e sua incrível partner que salva suas lambanças e diverte a plateia com um strip tease surpreendente;
  • Uma esquete em gênero burlesco: a Dança dos Leques;
  • A luta de MMA, que um desavisado juraria ser uma aula de Kamasutra;
  • Um strip tease diferente onde o palhaço Aquele Mario tira tudo. Mas tudo mesmo!;
  • Um número musical com flautas;
  • A apresentação de um medley sofisticado para as músicas mais erótico-cômicas da MPB; entre outras.

Um dos quadros presta homenagem a duas personalidades da cena paulistana: Claudia Wonder e Caio Fernando Abreu. O escritor ofereceu um belo texto para a artista transexual, ícone da cultura gay e pioneira na defesa dos direitos dos homossexuais e travestis. Esse texto foi apresentado no espetáculo Erótica – tudo pelo sensual, no Teatro Mambembe em São Paulo, em 1988.

 

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Erótica – Uma Comédia Gozada
Com Maria Cecilia Mansur, Cinthia Kadel, Laya, Aquele Mario, Esdras De Lúcia e Marco Fentanes
Bar Brahma (Av. São João, 677 – Centro, São Paulo)
Duração 75 minutos
16/10 até 13/11
Segunda – 21h30
$40
Classificação 18 anos

 

SPACE INVADERS

A adolescência é um período turbulento para quase todo mundo. Os sentimentos de solidão e inadequação são muito mais comuns do que pensa o inseguro Caio (Bruno Gavranic), um jovem deprimido de 14 anos que teve seu espaço invadido quando os três filhos adolescentes de seu padrasto se mudaram para a sua casa. Para aliviar o sofrimento, ele decide transformar a experiência na HQ Space Invaders, que, não por acaso, dá nome ao espetáculo jovem deFernanda Gama, da Cia. do Fubá. Isso porque a própria peça reproduz a graphic novel, ou romance em quadrinhos, escrita pelo protagonista – tudo o que vemos é sob o ponto de vista dele.

Como os alienígenas do jogo “Space Invaders”, que tentam invadir a tela do Atari (o videogame popular nos anos de 1980) e precisam ser combatidos por uma espaçonave, os irmãos Pedro (Mateus Monteiro) de 17 anos, Luca (Leonardo Devitto) de 11 anos e Vanessa (Paula Bega) de 14 anos ocupam o antigo quarto de Caio. Os três se mudaram para o apartamento do pai porque sua mãe está com uma depressão profunda e já não tem mais forças para cuidar dos filhos. Eles também sofrem com a saudade dos amigos, da antiga escola e de casa.

Fã de David Bowie, Caio retrata a si mesmo em sua HQ como o astronauta Major Tom, da música “Space Oddity” (1969), um homem que abandona a vida na Terra e acaba sozinho na imensidão do espaço. Caio evita ao máximo o encontro com os meios-irmãos e, no fundo, sofre com a indiferença deles. “Acho que a alternativa que ele encontra para o sofrimento, no fim das contas, é justamente esse prazer em escrever histórias, essa saída pelo caminho da arte e da autoexpressão”, comenta Gama.

À medida em que Caio passa a conviver mais com os meios-irmãos, descobre que eles não são esses monstros que ele retratou. “Ele percebe que ele não é o único que sofre ali. Os três também são humanos e têm problemas. E o que o alivia é que eles têm uns aos outros. Eles têm que se ajudar, ficarem vivos uns pelos outros”, esclarece a diretora.

O espetáculo surgiu de um desejo da Cia. do Fubá de desenvolver seu primeiro trabalho direcionado para o público jovem. O texto foi desenvolvido através do PROAC – Criação de Dramaturgia, em 2016, e contou com uma série de oficinas que tinham a proposta de transformar experiências e sentimentos dos adolescentes participantes em textos teatrais e depoimentos, materiais que também serviram como referências para a encenação. Em 2017, o grupo foi contemplado pelo PROAC – Montagens infanto-juvenis inéditas para a produção do espetáculo.

Ao fim, o projeto pretende trazer uma reflexão sobre como as pessoas aprendem a lidar com a crueldade do mundo. “Tem um pessimismo, que também aparece no material produzido pelos jovens nas oficinas. Quando passamos da infância para a adolescência, tomamos consciência sobre a maldade, o sofrimento, como as pessoas são terríveis, como a vida pode te passar para trás. É assustador. Na vida adulta, entendemos que os nossos problemas não são maiores do que os de ninguém, e não são eternos. É como um videogame, em que as coisas vão ficando mais difíceis a cada fase. Você quer avançar, mas tem saudades de quando as coisas eram mais simples. Ao mesmo tempo, essa é a graça do jogo. Não dá para voltar atrás”, comenta Gama.

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Space Invaders
Com Bruno Gavranic, Leonardo Devitto, Mateus Monteiro e Paula Bega
Espaço Elevador (Rua Treze de Maio, 222 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
04/11 até 10/12
Sábado e Domingo – 19h
$30
Classificação 12 anos

 CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL

A atriz Nathalia Timberg e a pianista Clara Sverner sobem ao palco do Sesc 24 de Maio e estreiam, sob a direção de José Possi Neto, o espetáculo CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL. Montagem consagrada a Chopin, que associa música e poesia, faz apresentações de 27 a 29 de outubro (sexta-feira às 21h, sábado às 16h e 21h e domingo às 18h).

Partindo de recortes textuais da vida de Chopin, cartas de George Sand entrelaçadas com declarações e poemas de Musset, Liszt, Baudelaire, Gérard de Nerval e Saint-Pol-Roux, o espetáculo ilumina, neste encontro de música e palavras, vinte anos da vida e da obra do compositor, criando uma possível subjetividade acerca de sua biografia com a objetividade e a poética do seu contexto histórico.  Em CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL, texto e música marcam os acontecimentos e apresentam uma personagem dividida entre um cotidiano vivido, às vezes, dolorosamente e um ideal inatingível.

A montagem original teve sua estreia nos primeiros meses do ano de 1987, no Théâtre de la Gaîté-Montparnasse, em Paris. O Pianista Erik Berchot, vencedor do prêmio Frédéric Chopin de Varsóvia (1980), uniu seus talentos aos do ator e autor Philippe Etesse para compor o espetáculo.

 

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Chopin ou o Tormento do Ideal
Com Nathalia Timberg
Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109 – República, São Paulo)
Duração 75 minutos
27 a 29/10
Sexta – 21h, Sábado – 16h e 21h, Domingo – 21h
$40 ($12 credencial SESC)
Classificação 14 anos

TUDO QUE DÓI

Tudo que dói, peça inédita de Mario Bortolotto, estreia em 06 de outubro, sexta-feira, às 21h, no Teatro Cemitério de Automóveis e permanece em cartaz até 03 de dezembro, completando 27 apresentações.

A montagem inédita foi contemplada com o Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral de 2016 e marca os 34 anos de profícua atividade do grupo, que em 2013, ganhou sede na Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, onde está atualmente instalado. Ao longo desses anos de trajetória, o Cemitério de Automóveis, em fascínio mútuo, aglutinou artistas consagrados e talentos promissores em colaborações artísticas torno dos interesses pela poesia, literatura, histórias em quadrinhos, cinema, blues, rock e o universo beatnik.

O caminho trilhado e as marcas da dramaturgia fincadas nos sempre invasores do trágico, o non sense, e o humor estão bem ilustrados na história do escritor de ‘Tudo que dói’ de passado controverso que se reencontra com a filha.

Um escritor mora sozinho em uma cidadezinha obscura. Ele tem um passado nebuloso que envolve uma filha que ele não vê há muito tempo, pois a justiça proibiu que ele voltasse a vê-la por conta de sua natureza violenta. A filha enfim completa a maioridade e tem permissão de voltar a ver o pai. Ela opta por encontrá-lo. Ele então não sabe como agir diante da premissa de reencontrar a filha. A peça começa quando ele recebe a notícia que a filha está vindo. O escritor, enquanto espera a chegada da filha, começa a beber ininterruptamente em um bar que frequenta na companhia de outros amigos tão desesperançados como ele e tenta de alguma maneira afogar os seus fantasmas num delírio de álcool e lembranças que já havia enterrado. Dito assim, a peça pode parecer um drama dos mais violentos, mas na verdade, como na maioria das peças do autor, tudo é tratado com muito humor como uma preparação para o golpe final e do puxar de tapete inevitável.

Tudo Que Dói
Com Nelson Peres, Liz Reis, Ana Luísa Hartmann, Carcarah, Walter Figueiredo, Marcos Amaral, Renata Becker e Débora Stérr
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 75 minutos
06/10 até 03/12
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 16 anos

 

                              

SENHORITA K

Espetáculo produzido pela Terceiro Acto Produções Artísticas, “Senhorita K – revelando íntimos segredos”, ficará em temporada de dois meses (21/09 a 30/11), no Teatro Ruth Escobar (dias 12 e 26/10 não haverá espetáculo).

A proposta é falar do universo feminino por meio de contos eróticos, em que as inusitadas personagens revelam os seus desejos, segredos mais íntimos, assim como as suas mais mirabolantes aventuras sexuais. Aqui o sexo não é assunto tabu, ao contrário, é uma forma de empoderamento feminino.

Maximiliana Reis (“Monólogos da Vagina”) faz a direção e classifica o espetáculo como “um  cardápio de deliciosos contos interpretados magistralmente por atrizes e atores talentosos e carismáticos. Um espetáculo divertido, sensual e muito afrodisíaco…se é que me entende!

O espetáculo é uma inebriante comédia, na qual a música ao vivo corrobora com a comicidade de cada personagem, de cada conto escrito por Biah Carfig, e que toma novo fôlego para voltar aos palcos após 10 anos de sua primeira temporada na capital. Em julho deste ano, fez curta temporada em Campinas.

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Senhorita K – Revelando Íntimos Segredos
Com Adriana Duque, Biah Carfig, Chrystiane Madeira, Deise Paz, Kamunjin Tanguelê, Suzanah Borges, Fábio Cador, Fernando Zuben e Murilo Emerenciano
Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
21/09 até 30/11 (exceto dia 12 e 26/10)
Quinta – 21h
$60
Classificação 18 anos

 

O ESPECTADOR CONDENADO À MORTE

Escrito em 1985 durante a ditadura romena, O Espectador Condenado à Morte retrata uma sessão de julgamento cômica e absurda e chega com temporada a partir de quarta-feira, 4 de outubro na Funarte São Paulo. Encenado pela Companhia Teatro da Dispersão, o texto de Matéi Visniec tem direção de Thiago Ledier e a temporada acontece até 12 de novembro, de quarta a sábado, às 20h30, e domingo, às 19h30.

Na trama, Procurador, Defensor, Escrivão e até mesmo o Juiz estão envolvidos em uma intensa disputa para incriminar um réu. Durante uma cômica sessão de julgamento, eles criam provas e contam com testemunhas pouco confiáveis para convencer um espectador de que ele deve ser condenado à morte.

Para ilustrar um julgamento que não segue qualquer protocolo e rompe com aspectos morais, éticos e institucionais, o texto traz elementos do Teatro do Absurdo, explicitados na encenação por meio de elementos da farsa e da comédia física.

O espetáculo conta com um cenário que retrata um tribunal com o mínimo de objetos cênicos, e utiliza recursos tecnológicos: ao longo da narrativa, pessoas da plateia são fotografadas e apresentadas em um telão como “evidências” que reforçam algumas das teorias apresentadas pelos advogados.

O Espectador Condenado à Morte provoca a discussão sobre temas urgentes diante da realidade sócio-política brasileira, como intolerância, discursos de ódio, manipulação das instituições em benefício próprio e episódios de justiça com as próprias mãos. E, ao colocar o espectador como protagonista, questiona como a omissão de cada indivíduo também é responsável pela consolidação de regimes que violam os princípios democráticos e os direitos fundamentais de cada um.

Debates

Serão realizados 3 debates após apresentação do espetáculo (ainda falta confirmar nomes e palestrantes):

  • 08/10– Matéi Visniec e o Teatro do Absurdo
  • 22/10– A banalização do ódio e as ameaças aos Direitos Universais
  • 29/10– As novas arenas de construção do discurso de ódio

Leia nossa Opinião quando vimos a montagem no ano passado – https://goo.gl/uV1eBm

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O Espectador Condenado à Morte
Com André Camargo, Cadu Batanero, Caio Balthazar, Drica Czech, Guilherme Iervolino, Patrícia Vieira Costa, Raphael Nespule, Rony Álvares, Vanessa Rodrigues
Funarte – Sala Carlos Miranda (Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 75 minutos
04/10 até 12/11
Quarta, Quinta, Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h30
$20 (entrada gratuita aos domingos – retirar ingressos na bilheteria 1 hora antes do início)
Classificação 14 anos

NA CASA DO RIO VERMELHO – O AMOR DE ZÉLIA E JORGE

Na Casa do Rio Vermelho” – o amor de Zélia e Jorge, peça com texto e direção de  Renato Santos e interpretação de Luciana Borghi estreia em São Paulo, em curta temporada (de 29 de setembro a 28 de outubro), no Teatro Décio de Almeida Prado.

A peça estreou este ano em Salvador, no dia do aniversário de Zélia Gattai (2 de julho), no atual memorial Casa do Rio Vermelho, onde o casal de escritores viveu cerca de 40 anos. Depois seguiu em cartaz na cidade durante todo mês em ocasião do centenário da autora, fotógrafa e memorialista na Fundação Casa de Jorge Amado, no coração do Pelourinho e no próprio Memorial, aos domingos e agora chega a São Paulo para depois iniciar turnê pelo país.

Zélia Gattai é considerada uma das melhores escritoras memorialistas do país, que influenciou várias gerações de mulheres brasileiras. “Interpretar esta mulher precursora intuitiva do movimento de libertação do poder da mulher é um privilégio em minha trajetória”, diz a atriz Luciana Borghi.

A construção da peça é uma composição de fatos relatados por seus amigos e familiares, trechos de obras e entrevistas, além de uma intensa pesquisa do diretor e da atriz sobre a vida e obra de Zélia. Tudo acontece num simples momento em que Zélia vai se despedir sozinha da casa do Rio Vermelho e acaba por se transformar personagem de sua própria história. “Zélia é uma escritora memorialista e a narrativa dos seus livros é a partir de si mesma, por isso criamos uma meta atuação onde Zélia vira personagem de sua própria história”, explica Renato Santos, autor e diretor da peça.

Renato Santos optou por uma forma naturalista na encenação, um cenário intimista que conduz o espectador à sala ou à varanda da casa na Bahia, permeado pelo desenho emocional da memória de Zélia formado também por músicas de Dorival Caymmi e Vinicius de Moraes, amigos do casal.

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Na Casa do Rio Vermelho
Com Luciana Borghi 
Teatro Décio de Almeida Prado (R. Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 75 minutos
29/09 até 28/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 12 anos