QUARTA-FEIRA, SEM FALTA, LÁ EM CASA

Debruçada sobre um tom divertido de comédia, Quarta-feira, sem falta, lá em casa discute a solidão e a maneira como lidamos com ela. É através de Alcina (Eva Wilma) e Laura (Suely Franco), que esse texto de 1976 levanta argumentos tão pertinentes à condição humana e suas relações para abordar de maneira sensível questões relacionadas à terceira idade e as dificuldades em lidar com as gerações mais novas.

Amigas há mais de quarenta anos, Alcina e Laura se reúnem todas as quartas-feiras para jogar conversa fora e tomar um chá. Durante os papos, as duas senhoras falam amenidades em assuntos relacionados à família, vizinhos, amigos, amores e sobre o passado que as une. Um saudosismo cheio de sentimento e vida.

CARMEN

Quarta-feira, sem falta, lá em casa

Com Eva Wilma e Suely Franco

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 75 minutos

05/10 até 25/11

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$70/$90

Classificação 12 anos

QUARTO 19

QUARTO 19, espetáculo solo de Amanda Lyra construído a partir do conto No Quarto Dezenove (To Room Nineteen), da escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), prêmio Nobel de Literatura em 2007, reestreia dia 22 de setembro no Teatro Vivo. A direção é de Leonardo Moreira, dramaturgo e diretor da Companhia Hiato, de São Paulo.

O conto To Room, publicado pela primeira vez em 1963, conta a história de uma mulher de classe média casada e com quatro filhos que se vê despersonalizada pelo casamento burguês, pela maternidade e pela fragmentação de sua identidade feminina.

As questões abordadas pelo texto e pela encenação de Quarto 19 dizem respeito principalmente às mulheres, mas não só a elas. Nesse conto, Lessing aborda com simplicidade e força alguns de seus temas mais persistentes, como o cabo de força entre o desejo humano e os imperativos do amor, da traição e da ideologia, as tensões entre o doméstico e a liberdade, a responsabilidade e a independência. A construção da identidade, o trabalho para estabelecê-la, defini-la e refiná-la, talvez seja o fio que liga toda a obra de Lessing.

A ATUALIDADE DO TEXTO

A atriz Amanda Lyra, também idealizadora do projeto e tradutora do texto, conta: “To Room 19 foi publicado pela primeira vez em 1963. Esta peça estreou em 2017. Tanto tempo no fim das contas parece tão pouco. É doloroso perceber a universalidade e atemporalidade desse texto. Perceber que estamos nos debatendo com mesmas questões tantos anos depois, com o movimento feminista já em sua quarta vaga.

Mas Quarto 19 vai além de um retrato da condição da mulher. O conto de Lessing questiona o ideal de felicidade da família burguesa, o modelo social racional e inteligente que soterra nossa sensibilidade, nossa selvageria. É uma grande tarefa lutar pela sobrevivência da própria identidade numa sociedade com modelos tão sufocantes. O quarto 19, aqui, é mais do que um espaço físico. Ele é uma metáfora de libertação. Um espaço/estado onde qualquer pessoa pode ser o que quiser, a despeito do que se exige dela na sociedade.”

A personagem do conto está consciente de que é prisioneira de alguma coisa maior e, em seu discernimento embotado, passa a acreditar que está doente. Mas o mal que a aflige está também – e talvez principalmente – no âmago da sociedade, e não só em algum lugar escondido das anomalias individuais. A personagem vive assim a luta silenciosa de muitas outras mulheres. Uma luta gigante, onde o desejo de autenticidade se vê barrado por princípios e modelos culturais.

A MONTAGEM

O cenário e a luz de Marisa Bentivegna criam um espaço limpo e claro, que traz somente uma parede ao fundo, um carpete e uma poltrona. Na cena predominam os tons de verde. O figurino, realista, é de uma mulher comum, e suas cores dialogam com o tom geral da montagem. É através do trabalho da atriz que todos os espaços são desenhados – a casa da família, o jardim, o quarto 19.

CARMEN

Quarto 19

Com Amanda Lyra

Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460, Morumbi – São Paulo)

Duração 75 minutos

22/09 até 07/10

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$40

Classificação 16 anos

TURMA DA MÔNICA E HELLO KITTY: O PODER DA AMIZADE

O espetáculo musical Turma da Mônica e Hello Kitty em: O Poder da Amizade é uma importante realização fruto de uma parceria que já foi anunciada no co-branding de produtos licenciados entre a Mauricio de Sousa Produções e a Sanrio. A estreia da temporada na capital paulista será no dia 15 de setembro e terá sessões às 11h e às 15h, no Teatro Opus – Shopping Villa Lobos. Depois, o musical segue em turnê para o Rio de Janeiro, Campinas (interior de São Paulo), Campo Grande e Salvador.

Apresentado por Ministério da Cultura, Cultura para todos e SulAmérica, o espetáculo promete ser um sucesso não somente pelo encontro de personagens, mas também pela produção original e 100% brasileira, afinal todo o roteiro, cenários, as nove músicas e aproximadamente 45 figurinos estão sendo criados nos estúdios da Mauricio de Sousa Produções em parceria com a Chaim Produções.

A união da Turma da Mônica com a Hello Kitty ao vivo, em cena, traz um desafiador e inédito espetáculo voltado a todo tipo de público, principalmente aos que já são fãs do universo dos Mangás e Animes. O público geek certamente se identificará muito com toda a proposta e a temática que estamos trazendo desde o roteiro, a cenografia e os figurinos. A força da união das duas marcas trará em cena a beleza desta mistura de Brasil e Japão para enaltecer a riqueza da cultura oriental e envolver toda a família em uma grande aventura”, explica Mauro Sousa, produtor e diretor do musical e quem comanda a MS AO VIVO, empresa do Grupo Mauricio de Sousa Produções realizadora de todos os eventos da Turma da Mônica em live experience.

Participações especiais:

imagesQuem dará vida à vilã da história é a atriz e cantora Lissah Martins, que se tornou conhecida nacionalmente por integrar a girl band Rouge e que acumula, ao longo dos últimos anos, papéis de destaque e de protagonismo em diversos musicais de sucesso de público e crítica, como “Miss Saigon”, “A Bela e A Fera”, “Jekyll & Hyde – Médico e o Monstro”, “Disney In Concert”, entre outros.

unnamedQuem dará voz à Hello Kitty é Pâmela Yuri, cantora e bailarina que participou de importantes festivais ligados à cultura oriental e já esteve presente em musicais como “Broadway’s Night, O Show”, “33 Variações de Beethoven”, “O Grandioso Mágico de OZ, O Musical”, entre outros.

Encontro em cena de uma longa parceria: A relação comercial entre a Mauricio de Sousa Produções e a Sanrio é de longa data. Histórias do Horácio, um dos personagens mais antigos da Turma da Mônica, começaram a ser publicadas em um jornal japonês voltado para o público infantil que pertence à Sanrio ainda nos anos 1970. Atualmente, outras histórias da Turma da Mônica são publicadas no mesmo jornal, em versão japonesa. Em 2017, a MSP e a Sanrio firmaram uma parceria para licenciamento de produtos, cujo lançamento será no segundo semestre de 2018.

Sinopse do musical: Ao longo de uma hora de espetáculo, a Turma da Mônica viverá uma aventura em solo japonês. Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão viajam para o país do sol nascente para participar do aniversário de uma grande amiga: a graciosa Hello Kitty.  Mas o que seria uma bonita festa se transforma em uma história cheia de mistérios e novas experiências, já que a vilã Alini Miga não gosta do sentimento da amizade e fará de tudo para atrapalhar. Durante a jornada, a Turma aprenderá mais um pouco sobre a sinceridade, o afeto e a proteção, valores essenciais que compõem a verdadeira amizade.

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Turma da Mônica e Hello Kitty em: O Poder da Amizade

Com Turma da Mônica e elenco

Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros, São Paulo

Duração 75 minutos

15/09 até 14/10

Sábado e Domingo – 11h e 15h

$75/$100

Classificação Livre

CABEÇAS TROCADAS

Metáforas e ironias dão o tom da montagem “Cabeças Trocadas”, baseada na obra do alemão Thomas Mann (1875-1955), que o grupo Caixa de Fuxico estreia na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro. Ligada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, a instituição recebe o espetáculo de 6 de julho a 6 de agosto.

Assim como o conto de Mann, publicado pela primeira vez em 1940, o espetáculo se inspira em tradições e costumes da Índia para mergulhar em temas como espiritualidade, desejo e a representação do feminino. Na trama, Sita se vê apaixonada por dois homens: seu marido e o amigo dele, ambos com condições sociais e filosofias de vida muito diferentes um do outro. Em um momento de desespero, ela pede ajuda à deusa Kali, que troca a cabeça dos dois homens.

Adaptado pela atriz Andrea Cavinato, que estrela o solo, o texto traz ao palco as características da história original, permeada por ironias e metáforas questionando o poder do inconsciente sobre nossas atitudes. A atriz também interpreta os dois homens da narrativa e a deusa Kali.

Convidada inicialmente para supervisionar a preparação corporal da Andrea, a atriz e dançarina Rosana Pimenta, que também é pesquisadora de danças indianas, acabou assumindo a direção de “Cabeças Trocadas”. Além da inspiração em rituais e danças da Índia, ela optou por trazer para a encenação as estéticas do teatro épico e do teatro das sombras. No palco, a musicista Estela Carvalho usa violão, flauta, escaleta, acordeon e percussão para compor a trilha ao vivo

Sinopse – Numa aldeia na Índia, dois amigos fisicamente diferentes com formas diversas de pensar a vida, vivem uma estranha aventura com a bela Sita que, num momento de desespero e com a ajuda da deusa Kali, toma a decisão de trocar a cabeça do marido com a do amigo. O espetáculo utiliza dos recursos da narrativa, do ritual, do teatro de sombras e da música ao vivo.

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Cabeças Trocadas

Com Andrea Cavinato

SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação. São Paulo)

Duração 75 minutos

06/07 até 06/08

Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h

$30

Classificação 16 anos

REFÚGIO

Com direção e dramaturgia de Alexandre Dal Farra, o espetáculo Refúgio estreia no Sesc Bom Retiro, dia 22 de junho, sexta-feira, às 21h. No elenco estão Marat DecartesFabiana GugliAndre Capuano Carla Zanini e Clayton Mariano.

Em um contexto aparentemente cotidiano, algumas pessoas começam a ir embora, não se sabe para onde nem para quê. Uma mulher procura entender o que está acontecendo, seu marido a acompanha nesta busca. O mundo ao redor deles caminha para uma completa desestruturação, e ela mergulha cada vez mais em uma angústia sem solução, até que tudo se transforma em algo completamente novo e estranho.

Na trama, nada se explica completamente. A linguagem lacunar das personagens não se deve às suas características psicológicas, mas sim a uma indefinição objetiva da própria realidade. A peça flerta com o ambiente do Cinema Noir de diretores como Alfred Hitchcock e com o Teatro do Absurdo de Samuel Beckett. “Se existiu um teatro do pós-guerra, que tentava dar conta da experiência catastrófica da guerra, aqui é como se estivéssemos olhando para a possibilidade de um conflito iminente, como um ‘teatro pré-guerra’. O texto fala de um mundo que se acabou, de um momento histórico em que a esperança de um capitalismo com face humana caiu por terra”, comenta Dal Farra.

A ideia é explorar em cena duas concepções diferentes de refúgio para discutir a desestruturação simbólica do cotidiano. “Tratamos da ambiguidade entre dois sentidos da palavra refúgio: uma opção de fuga de um lugar em que não se quer/pode ficar ou como um espaço em que se fica para fugir de uma situação. É por causa desse sentido amplo que o refúgio se dá em um ambiente aparentemente cotidiano. N0ão se trata de uma guerra ou algo destrutivo, mas sim de uma espécie de desagregação sutil da estrutura do próprio cotidiano”, explica o autor.

Para criar esse ambiente, a iluminação e a cenografia transmitem ao espectador uma sensação de espera em um lugar entre dois mundos. “Essa casa vai diminuindo até chegar a prensar as personagens até que eles quase não caibam ali. A música também ajuda a reproduzir essa sensação de crescente claustrofobia. Os figurinos sugerem certa violência e um ambiente belicoso de maneira sutil e algo subterrânea, que tensiona as características reais das personagens, dando sinal da tensão que sustenta a peça como um todo”, acrescenta.

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Refúgio

Com Fabiana Gugli, Marat Descartes André Capuano, Carla Zanini e Clayton Mariano.

Sesc Bom Retiro (Alameda Northmann, 185 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 75 minutos

22/06 até 29/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$30 ($9 – credencial plena)

Classificação 14 anos

 

A BRUXA MORGANA CONTRA O INFALÍVEL SENHOR DO TEMPO

A personagem Bruxa Morgana, famosa na TV com a atriz Rosi Campos, há anos, conquista os corações de crianças, jovens e adultos. Desta vez, a feiticeira comemora seu aniversário bruxesco em uma grande festa no espetáculo A Bruxa Morgana Contra O Infalível Senhor Do Tempo. A temporada está em cartaz no Teatro Porto Segurocom sessões aos sábados e domingos, às 15h.

A Bruxa Morgana (Rosi Campos) sempre soube que tinha seis mil anos de idade, mas porque ela nunca envelhece, devido à imagem que vê no espelho, ela decide investigar quantos anos tem e juntamente com seus sobrinhos Lucrécia (Ana Guasque) e Lourival (Pedro Brandi), pede auxilio ao Deus do Tempo Khronus (Tadeu Di Pyetro) para descobrir sua verdadeira idade e então poder celebrar com todos os amigos bruxos sua festa de aniversário. Porém, por conta de um conflito antigo com Khronus, ela terá que vencer um grande desafio e contará com a ajuda de  sua tia Tia Malu (Suzan Damasceno) e de personagens históricos como Einstein, Galileu Galilei e Leonardo da Vinci.

O público é convidado a participar de uma grande celebração, onde as crianças da plateia que estiverem aniversariando, também serão agraciadas com o “Parabéns a Você”. O espetáculo une cultura, história, aventura, mistério, desenvolvendo a sensibilidade, o conhecimento e valores humanos de fundamental importância como: companheirismo, solidariedade, amor e união.

Rosi Campos e o Teatro Grafitti Produções desenvolvem espetáculos da Bruxa Morgana, como A Saga da Bruxa Morgana e o Enigma do Tempo, de Cláudia Borioni, Bruxa Morgana e a Criação do Mundo e Bruxa Morgana e a Família Real. A feiticeira mais amada do Brasil tem espaço garantido no coração das crianças, jovens e adultos, perpassando gerações.

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A Bruxa Morgana Contra o Infalível Senhor do Tempo

Com Rosi Campos, Ana Guasque, Pedro Brandi, Suzan Damasceno, Tadeu Di Pyetro e Cleber Tolini.

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 75 minutos

09/06 até 29/07

Sábado e Domingo – 15h

$40/$50

Classificação Livre

 

 

PROBLEMA MEU

Clarice Falcão apresenta o show Problema Meu, dia 22 de maio, terça-feira, às 21h, no Teatro Porto SeguroAcompanhada por João Erbetta (guitarra), Bubu (baixo), Pedro Garcia (bateria) e Danilo Andrade (teclados), a cantora, compositora, escritora, atriz e roteirista pernambucana mostra as canções do seu segundo disco, Problema Meu, lançado em 2016.

Produzido por Kassin, o álbum tem quatorze faixas, onze delas autorais. O disco conta ainda com Banho de Piscina, assinada por João Falcão, pai de Clarice; A Volta do Mecenas, do jovem compositor Matheus Torreão; e uma versão balada do hit electropop L’Amour Toujours (I’ll Fly With You), sucesso do DJ italiano Gigi d’Agostino.

Clarice canta também novas canções como IrônicoEu Escolhi VocêComo É Que Eu Vou Dizer Que Acabou? e Eu Sou Problema Meu, que inspira o título do CD, além de músicas de seu primeiro álbum, Monomania (2013). A direção artística da turnê é realizada por um coletivo de mulheres formado pela designer Julia Liberati, pela figurinista Elisa Faulhaber, pela empresária Michelly Mury e pela própria Clarice Falcão.

 

Problema Meu
Com Clarice Falcão
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 75 minutos
22/05
Terça – 21h
$70/$100
Classificação 12 anos