NOSSAS TRILHAS

Nossas Trilhas é um espetáculo em capítulos, uma revista de flashes e impressões de nossa História – entremeados com músicas e canções – que trazem a reflexão sobre as questões contemporâneas do Brasil.
A peça transita por momentos que vão desde a colonização, passando pelo cotidiano de ambulantes do transporte público e sua irreverência, pela peculiar conversa com um ET, por um filósofo morador de rua e seu amor pelos cachorros, pela mente afiada dos repentistas nordestinos, pelo doloroso “7×1” e pela indagação de onde de fato nos encontramos depois de quase dois séculos de independência.
E, é claro, sem esquecer o bom humor.
texto e direção geral é de Caio Salay, que em 2015 estrelou o sucesso “Urinal, o Musical”, no papel do protagonista Bonitão.
elenco conta ainda com Diego RoddaFlávio Rubens e Pedro Macedo, além da participação especial de Nábia Villela.
Nossas Trilhas
Com Caio Salay, Diego Rodda, Flávio Rubens, Pedro Macedo, Nábia Villela
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387, Sumaré – São Paulo)
Duração 80 minutos
02/06 até 29/07
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$50
Classificação Livre

ADORÁVEIS CRIATURAS REPULSIVAS

A Companhia Casa da Tia Siré estreia seu primeiro espetáculo juvenil, Adoráveis Criaturas Repulsivas no dia 1º de maio, terça-feira, às 18h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. A temporada segue até 23 de maio com sessões sempre às terças e quartas, às 20h, com ingressos gratuitos.

O texto e as músicas são de Juh Vieira, que também assina a direção musical e está em cena ao lado de Andressa FerrareziArthur ChaconBreno BarrosClara KokFelipe Pan Chacon e Glauber Pereira. A direção geral é de Rogério Tarifa.

Dentro de um circo decadente as atrações são criadas e executadas por uma banda de insetos, um corvo e dois palhaços. O jogo entre os palhaços, o Sr. Realejo Amargus (Glauber Pereira) e Tunico (Andressa Ferrarezi) são utilizados para deflagrar a opressão existente no mundo do trabalho.

A ideia para o espetáculo partiu do desejo da Companhia de levar ao palco uma reflexão sobre os vínculos de trabalho questionando esses modos de relação naturalizados na sociedade atual. Adoráveis Criaturas Repulsivas faz uso de bonecos e músicas autorais para tratar sobre as relações sociais estabelecidas e deformadas pelos conceitos neoliberais.  “É uma tentativa de questionamento e provocação sobre essa realidade através da metáfora de um circo decadente e sujo representando esse jogo e sem o apontamento de uma saída”, fala Juh Vieira.

Na trama, o circo Pantaleon está decadente mas o show não pode parar. Os números passam a ser executados por um palhaço desempregado que se oferece para trabalhar no circo em condições precárias. Ele traz em suas confusas memórias as lembranças seu parceiro Sequela, um palhaço que se perdeu no mundo por não caber mais nele.

A dramaturgia do grupo tem como propósito descortinar a tensa relação entre o desenvolvimento humano e esse atual contexto social hostil às práticas coletivas, criativas e lúdicas. Em tempos de forte individualismo, empreendedorismo e fortalecimento do capitalismo, falar de vínculo, afeto e cuidado tornou-se uma ponte para a aproximação do grupo com o público”, completa Andressa Ferrarezi.

Com cerca de 8 músicas compostas para o espetáculo a trilha sonora costura a dramaturgia fazendo a função de um narrador relacionando os temas abordados em cena.

A peça integra o projeto CompArte: Gestando Poéticas – 10 Anos de Cia. Casa da tia Siré, contemplada com a 30ª. Edição do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que resultou em duas novas montagens: DesPrincesa e Adoráveis Criaturas Repulsivas e prevê ainda as montagens de Gesta Mullier e Assombrosas – todas com dramaturgia própria. A proposta atual do grupo é dar continuidade a este intercâmbio ampliando as possibilidades de criação com estudos práticos e oficinas.

Sobre a Companhia Casa da Tia Siré

Em 2008, a Cia. Casa da Tia Siré montou o espetáculo Rua Florada, sem saída abordando jogos infantis e rituais de passagem, propondo uma reflexão acerca dos valores e das contradições de um mundo deformado pelos adultos, mas que ainda abriga possibilidades de transformação. O resultado percebido foi uma maior aproximação e uma crescente preocupação com o vínculo afetivo e o cuidado entre pais/mães e filhos/filhas, inclusive, durante as apresentações.

Nestes dez anos de existência da Companhia, alguns procedimentos mostraram-se bastante significativos dentro da proposta de interlocução com crianças, adolescentes e pais. Certas intervenções em espaços públicos e escolas – vivências de brincadeiras e piqueniques coletivos – foram potentes instrumentos de provocação ao reunir crianças e adolescentes no espaço de entrega e brincadeira.

As narrativas e experiências destes interlocutores contribuíram para a criação do pensamento, dos procedimentos e construção de cenas. Os espetáculos, oficinas e estudos do grupo propõe questões relacionadas à formação do individuo como o vínculo afetivo (Gesta Mullier), as questões de gênero (DesPrincesa), crenças e intolerância (Assombrosas), relações sociais (Adoráveis Criaturas Repulsivas) e diversidades culturais. E todo artista ou grupo convidado potencializa as vertentes do projeto com sua experiência artística e/ou militante.

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Adoráveis Criaturas Repulsivas
Com Andressa Ferrarezi, Arthur Chacon, Breno Barros, Clara Kok, Felipe Pan Chacon, Glauber Pereira e Juh Vieira. 
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 80 minutos
01 até 23/05
Terça e Quarta – 20h
Ingresso Grátis (Retirar com 1h de antecedência)
Classificação 12 anos
 
Agendamentos para escolas: Litta Mogoff – 11 99698-7620 e Thaís Campos – 11 99654-0474.

O ARQUITETO E O IMPERADOR DA ASSÍRIA

O diretor Léo Stefanini dá continuidade à sua pesquisa sobre o Teatro do Absurdo – iniciada em 2016 com a encenação de “Esperando Godot”, de Samuel Beckett – com a nova montagem de O Arquiteto e o Imperador da Assíria, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal. O espetáculo estreia no dia 13 de abril, no Teatro Jaraguá e segue em cartaz até 1º de julho.

As comédias absurdas de Arrabal e Beckett têm muitas semelhanças entre si, segundo Léo Stefanini. “As duas são as obras-primas desses autores, os escritores são considerados os maiores dramaturgos de seus países, os textos apresentam o encontro entre personagens em um universo pouco definido e elas necessitam da participação do espectador. As histórias só se fecham quando o público se torna cocriador das obras. Quando montamos ‘Godot’, por exemplo, notávamos que as pessoas saíam do teatro com as mais diversas interpretações. Esse universo multifacetado de possibilidades é o que me encanta”, diz.

A trama se passa em uma ilha deserta onde vive apenas o Arquiteto. Certo dia, depois de ouvir uma explosão do lado de fora de sua cabana, ele encontra o único sobrevivente de um acidente de avião, que diz ser o Imperador da Assíria.  Depois de anos de uma convivência claustrofóbica, os dois vivem uma maratona de emoções: ora se desafiam, ora se solidarizam com a situação do outro.

O cenário da montagem, assinado por Chris Aizner, é uma ilha absolutamente poluída, que serve para representar a real situação de nossos oceanos. “É uma praia preta, porque nós chegamos à conclusão de que esta é a verdade em que vivemos. Existe um estudo que diz que, em 2050, teremos mais plástico no mar do que peixes. E quisemos cutucar nessa ferida. O figurino de Marichilene Artisevskis também não poderia ser diferente, uma vez que esses homens devem estar imundos depois de tanto tempo longe da ‘civilização’”, explica Léo Stefanini. Completam a ficha técnica criativa o iluminador Wagner Pinto e o músico Raul Teixeira, que assina a trilha sonora.

Para inserir a plateia nesse universo, a trilha sonora, criada por Raul Teixeira, é composta por todos os ruídos da ilha (das ondas, da chuva, dos trovões, dos pássaros, etc.), como uma ambientação.

Ainda segundo o diretor, o texto de Arrabal traz uma comicidade que os artistas buscaram preservar ao máximo, sem infantilizar o espectador. Algumas das referências da encenação, além da obra de Samuel Beckett, são as linguagens do grupo inglês Monty Python, dos filmes do americano Buster Keaton, do seriado brasileiro TV Pirata e da peça “O Mistério de Irma Vap”, do americano Charles Ludlam.

SINOPSE

A história se passa em uma ilha selvagem, onde vive um único habitante. Certo dia, por causa de um acidente aéreo, o único sobrevivente da tragédia também vai parar na ilha. A partir desta situação, os dois personagens vivem uma maratona de emoções; ora se digladiam, ora se solidarizam, em uma convivência claustrofóbica, surpreendente e permeada por refinado humor.

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O Arquiteto e o Imperador da Assíria
Com Rubens Caribé e Eduardo Silva
Teatro Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro, São Paulo)
Duração 80 minutos
13/04 até 01/07
Sexta – 21h, Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50
Classificação 12 anos

UMA COMÉDIA DO ALÉM

Nando (Paulo de Almeida) morre de infarto e seu anjo da Guarda Rafa (Leão Lobo), vem para convencê-lo que está morto. Se julgando vítima de várias conspirações, Nando se recusa a ir com o anjo e quer se vingar de sua esposa Ana(Cristina Freitas) e de seu melhor amigo Josmar, (Zé Alberto Martins) que supõe serem amantes e terem tramado seu assassinato. A chegada de Dag (Ananda Scaravelli) provoca as mais diversas e hilárias confusões , pois ao estilo “GHOST” recebe o espírito de Nando para acerto de contas.
Uma comédia de costumes divertida, bem ao estilo do premiado autor, com direção de Carla Fioroni (“Trair e Coçar é só Começar” e “Chiquititas”) e realização de Rama Kriya Produções (“O Amor Venceu” e “Esmeralda, o Musical”).
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Uma Comédia do Além
Com Leão Lobo,  Paulo de Almeida, Cristina Freitas, Ananda Scaravelli, Zé Alberto Martins e Fernanda Guerra
Teatro Bibi Ferreira (Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 931 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
18/05 até 30/06
Sexta – 23h, Sábado – 20h30
$50/$60
Classificação Livre

E ENTÃO…

Duas gerações diferentes se juntam num show que passei pelo ontem e hoje da música popular brasileira. Claudette Soares, ícone da Bossa Nova, completou recentemente 80 anos e acaba de lançar o álbum Canção de Amor, inspirado no mais recente livro de Ruy Castro, que conta a história e as histórias do samba-canção.  Ayrton Montarroyos, com apenas 22 anos, lançou no ano passado seu elogiado primeiro disco, depois de participar da penúltima edição The Voice, chamando atenção pelo repertório refinado e pela personalidade de sua voz.

Números solos e duos dão o tom do roteiro que passeia pelas últimas seis décadas da MPB e inclui alguns dos clássicos que consagraram a carreira de Claudette, como De tanto amor (Roberto e Erasmo Carlos) e Hoje (Taiguara). O repertório ainda traz músicas de Paulinho da Viola (Sinal Fechado), Gilberto Gil (Mancada), Marcos e Paulo Sérgio Valle (Garra), Vinicius de Moraes e Baden Powell (Samba e Prelúdio) e Luiz Gonzaga (Qui nem jiló).

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E Então…
Com Claudette Soares e Ayrton Montarroyos
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 80 minutos
05/06
Terça – 21h
$40/$50
Classificação Livre

AMOR BARATO – O ROMEU E JULIETA DOS ESGOTOS

Tudo vai mal. Tudo.  Mas mesmo da lama pode surgir um grande amor, capaz de fazer respirar um mundo carregado de intrigas, intolerância e brigas por pequenos (e grandes) poderes.

Esse é o ponto de partida do musical Amor Barato – O Romeu e Julieta dos esgotos, que estreia em abril em São Paulo misturando referências reais, fábulas tradicionais e histórias de amor clássicas para cantar o improvável romance entre Dona e Dom, seres tão estranhos quanto o mundo em que vivem.

Amor Barato – O Romeu e Julieta dos esgotos é dirigido por Fábio Espírito Santo e Ana Paula Bouzas, e estreia para o público no dia 19 de abril, no Teatro Itália, onde cumpre temporada às quartas e quintas-feiras, sempre às 21h, até 31 de maio.

Com dramaturgia de Fábio Espírito Santo e trilha original assinada por Jarbas Bittencourt e Ronei Jorge, a montagem traz seis atores e atrizes em cena, dando voz e corpo a dezenas de personagens criados para narrar e viver as aventuras de um amor impossível, famílias rivais e um desfecho trágico. A história infantil “O casamento da Dona Baratinha” é uma das referências de Amor Barato. Mas não é a única; a trama namora também com “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, e outras histórias clássicas de amor. Tudo recheado com uma pitada generosa de referências reais dos noticiários diários, que transformam a história de amor entre um rato e uma barata nos esgotos de uma metrópole num musical adulto e absolutamente atual.

Na trama, Dona (Aline Machado) é uma jovem com sérios conflitos com seu pai, Dr. Barata (Eric de Oliveira), um empresário da comunicação. Ela se apaixona por Dom (Pietro Leal), um jovem playboy inconsequente, fruto do casamento fracassado de Madame (Adriana Capparelli) e o corrupto Senador (Beto Mettig). Frutos de famílias diferentes e rivais, Dona e Dom vivem, sob o olhar irônico da Narradora (Thaís Dias), uma intensa paixão, apesar de toda adversidade presente nos subterrâneos do poder.

Com 37 composições originais, o musical Amor Barato traz uma dramaturgia sonora que flui através de gêneros musicais tão variados quanto “os sons que correm nas veias de uma cidade”, como afirma Jarbas Bittencourt, musicista com profícua experiência em trilhas para as artes cênicas.  Para criar a música do espetáculo, os compositores partiram do texto de Fábio Espírito Santo com o desafio de preservar a potência dramatúrgica e poética já contida na obra original.

O conceito de gênero musical expandido abre espaço para aproximações estéticas composicionais amplas. “Não há na música de Amor Barato um limite muito claro entre o radiofônico e o experimental, entre o clube e a sala de concerto”, comenta Jarbas, que faz questão de valorizar as referências usadas na obra: elas vão da vanguarda paulista, representada por Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé, a operetas, música dodecafônica e atonal, passando ainda pela obra de Tom Zé e pelo teatro alemão do século 20, como o clássico “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

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Amor Barato – O Romeu e Julieta dos Esgotos
Com Adriana Capparelli, Aline Machado, Beto Mettig, Eric de Oliveira, Pietro Leal e Thaís Dias
Teatro Itália – Sala Drogaria SP (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
19/04 até 31/05
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 16 anos

ZECA BALEIRO AO VIVO

Zeca Baleiro faz um passeio pela sua discografia, mostrando alguns lados B e arranjos contagiantes de canções já consagradas como Era DomingoTelegrama, Meu Amor Minha Flor Minha Menina e Babylon. O público também pode esperar novidades de Zeca Baleiro, que costuma preparar releituras de músicas de outros artistas.

Nesse show, Zeca Baleiro é acompanhado por dois amigos com quem tem dividido palcos e estúdios em ocasiões diferentes ao longo de sua carreira: Tuco Marcondes (guitarras e vocais) e Adriano Magoo (teclados, samplers, sintetizadores e acordeon).

Ao Vivo
Com Zeca Baleiro
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 80 minutos
17/04
Terça – 21h
$100/$160
Classificação Livre