COLEGAS NO TEATRO

Vencedor de vários prêmios no Festival de Gramado, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival de Toronto (Canadá), Colegas, de Marcelo Galvão, cria uma discussão sobre a vida de pessoas com Síndrome de Down e a inclusão, sem ser melodramático, didático ou piegas. A versão teatral da obra, intitulada Colegas no Teatro volta a discutir as ideias de normalidade e diferença. Essas noções não seriam apenas uma questão de ponto de vista?

A trama narra a saga de três amigos cinéfilos, Márcio (João Simões Junior), Stallone (Ian Pereira) e Aninha (Giulia Merigo), que trabalham na videoteca do instituto onde moram. Certo dia, decidem fugir da instituição para tentar realizar seus sonhos, conhecer o mundo e sair do tédio daquele cotidiano em que vivem. Stallone quer ver o mar; Aninha, casar; e Márcio, voar.

Para tal, eles partem em uma divertida jornada. Como se tudo fosse uma brincadeira, os amigos causam várias confusões, reproduzindo as cenas famosas de seus filmes prediletos, e são até perseguidos pela polícia.

O elenco é completado por Daniel Dottori e Adriana Mendonça que se revezam em diferentes papéis,  além de Ricardo Côrte Real, que interpreta o jardineiro do Instituto, Arlindo.

A comédia explora de forma poética como a felicidade pode ser encontrada nas coisas simples da vida. Os três protagonistas, originalmente interpretados por Ariel Goldenberg (ganhador do prêmio de melhor ator no Festival de Toronto), Rita Pook e Breno Viola, são vividos respectivamente por: Ian Pereira, Giulia Merigo e João Simões Junior na versão teatral.

Abaixo o trailer de “Colegas”, no cinema, que deu origem a peça.

Colegas no Teatro
Com Adriana Mendonça, Daniel Dottori, Giulia Merigo, Ian Pereira, João Simões Jr, Ricardo Corte Real
Auditório do MASP (Avenida Paulista 1578 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
13/10 até 10/12
(nos dias 01, 02, 03 e 09 de dezembro não haverá sessão)
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$50
Classificação Livre

SCAVENGERS

O que é preciso para um cidadão excluído sobreviver à crise das instituições? Esse é o ponto de partida de Scavengers, do dramaturgo escocês Davey Anderson, espetáculo escolhido para marcar os 15 anos de carreira da Cia. Artera de Teatro. Como esse texto exigia um diretor capaz de fazer provocações sobre a escuta de si, do outro, dos entornos e das relações em sociedade, a trupe convidou Francisco Medeiros, que tem mais de 45 anos de trajetória nos palcos. O elenco é composto pelos atores Ricardo CorrêaDavi Reis, ambos da Cia. Artera, e dos convidados Fani Feldman, Gabriela Rabelo e Rogério Brito.

A trama narra a saga de Michael Findlater, um homem em colapso financeiro que decide forjar sua morte, abandonar sua vida antiga e virar um andarilho até encontrar uma outra forma de viver. Dessa maneira, ele pretende se reinventar.

Na sociedade do consumo, as vontades individuais se sobressaem aos interesses coletivos e pequenos grupos à margem se unem como um coro de sobreviventes. O protagonista é uma metáfora para um país em crise e ao mesmo tempo a metáfora da incansável busca pela sobrevivência e pela felicidade.

A encenação de Francisco Medeiros propõe um jogo entre o épico e o dramático, ele convida o público a ajudar na construção das imagens do espetáculo. Os atores são narradores e personagens, a cena se divide em ação e narrativa e essas duas facetas muitas vezes se misturam na peça. “Essa linguagem traz o espectador para a cena, o protagonista se torna cada um de nós, o público tem a possibilidade de colocar sua imaginação e sensibilidade a favor da história”, comenta o diretor.

O título da obra (scavengers, em português, significa limpadores, catadores) é uma referência aos animais detritívoros, saprófogos ou necrógagos, que se alimentam de restos orgânicos e devolvem essa matéria reciclada para a cadeia alimentar, beneficiando outros organismos vivos. A ideia é comparar esses seres aos homens à deriva na sociedade, que precisam recolher os detritos dos demais para exprimir sua existência.

Como a peça foi escrita para a realidade escocesa, foram estabelecidos novos pontos de comparação com o contexto e os problemas brasileiros. A encenação lança um olhar sobre a cidade de São Paulo, seus excluídos, esconderijos, movimentos e sons. A poesia surge das relações dos artistas com o entorno e com as paisagens urbanas e grotescas da pobreza.

Para o trabalho dos atores, o grande desafio é incorporar o trânsito -por vezes frenético- entre os diferentes planos narrativos, muitas vezes traduzidos pela relação da fisicalidade do corpo com o espaço, outras vezes pelo uso multifacetado das potencialidades vocais.”, comenta Francisco Medeiros.

Já o cenário de Basquiat contém, desde a movimentação de uma estrutura de ferro e madeira a cargo do elenco, até outros planos narrativos que buscam tirar o máximo proveito da arquitetura do palco da Sala Jardel Filho. Os figurinos assinados por Cy Teixeira, e a luz de Fran Barros foram também concebidos como uma sobreposição de ” camadas”, diferentes texturas que ora se acumulam , ora se devassam para revelar interiores.

O universo sonoro tem um papel relevante como suporte para a escritura cênica e será operado ao vivo pelo seu criador, Tiago de Melo.

O espetáculo foi contemplado na 5ª edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo.

SINOPSE

Michael Findlater é um homem em colapso e falido, uma metáfora para a crise institucional de um país. Arruinado, ele decide dar uma pausa em sua vida para se reinventar e transforma-se em um andarilho. O protagonista tentar compreender como as suas desventuras estão relacionadas aos mecanismos perversos das instituições sociais. O nome da peça é uma referência aos animais detritívoros, sapófagos ou necrófagos, que se alimentam de restos orgânicos, devolvendo-os reciclados para a cadeia alimentar de modo que outros organismos vivos possam se beneficiar dessas substâncias.

 

_DSC1589

Scavengers
Com Ricardo Corrêa, Davi Reis, Fani Feldman, Gabriela Rabelo e Rogério Brito.
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso, São Paulo)
Duração 80 minutos
29/09 até 05/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 12 anos

ABELHA RAINHA

A Senhoura Antonieta de Bernardo é a figura central de uma nobre família aristocrata em meados do Século XVIII. Ela viveu atormentada pelos desejos mais obscuros de sua mente. Lembranças do seu passado retornam no dia em que sua enteada é pedida em casamento por um jovem rapaz. Ao aceitar o compromisso formal entre os dois jovens, o Comendador Alcântara, esposo de Antonieta e pai da menina, não imaginava o que sua família enfrentará. Para Tibéria, a sua escrava de confiança, Antonieta revelou a sua pior faceta, transformando este segredo íntimo no maior e mais doloroso tormento para a sua nobre família. 

Sobre o Grupo Trapo

Grupo Trapo em 17 anos de trabalhos ininterruptos, volta á cena com seu elenco fixo para uma temporada do espetáculo teatral “Abelha Rainha” concebido e dirigido pelo jovem diretor Muriel Vitória. A história nos transporta para meados do Século XVIII e para as relações conflituosas de uma família aristocrata, cuja personagem principal sofre com transtornos de personalidade. Como o título mesmo indica, a personagem principal vivida pela atriz Marília Pacheco, é a matriarca da nobre família, a “abelha-mestra”: de comportamento tidos como “estranhos” e incompreendida pelos familiares e até por ela mesma em dados momentos, visto que o Brasil do século XVIII, era precário em informações de cunho psiquiátrico.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Abelha Rainha
Com Diego Brito, Hélio Leão, Marília Pacheco, Marília Vitória, Priscilla Rosa.
Teatro Municipal da Mooca – Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 80 minutos
29/09 até 22/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 14 anos

 

 

CASA! DEPOIS ME CONTA

A comédia Casa! Depois me conta, com texto e direção de Roberto Bento, reestreia junto ao novo teatro BTC, na Vila Mariana, em temporada de 22 de setembro a 27 de outubro de 2017.

A comédia de situação, apresenta o cotidiano comum de qualquer cidadão , interpretada por 2 atores em 6 personagens (Roberto Bento e Amanda Blanco) que interpretam universos, vontades e talentos diferentes, mostrando que a condição social nem sempre traz a solução para os problemas diários.

O final pode ser bem surpreendente, ou não! rs

O autor e diretor Roberto Bento: extensa participação em comerciais. Na TV fez participações nas novelas A Força do Querer, Malhação, Avenida Brasil e dos humorísticos Zorra Total, Caras de Pau e Programa do Didi.

Casa! BTC.jpg

Casa! Depois me conta  
Com Roberto Bento e Amanda Blanco
Teatro B.T.C (Rua Santa Cruz , 2501 Vila Mariana – São Paulo)
Duração 80 minutos
22/09 até 27/10
Sexta – 21h30
$60
Classificação 12 anos

 

CERBERA

Uma classe média sem coragem de assumir suas doenças esconde sua perversão atrás de discursos libertários. Esse é o mote de Cerbera, que encerra a trilogia de peças escritas pela atriz e dramaturga Carol Rainatto, ainda composta pelos espetáculos “Oito Balas” (2016) e “Meia-Noite, Feliz Natal” (2016).
Com direção de Elias Andreato, o novo trabalho adota uma narrativa fragmentada em vários tempos, espaços e sensações para abordar diversas formas de morte (de gênero, sexo ou ideais). O enredo narra a história dos amigos Martin e Cecília, que estudam no mesmo colégio. Ele acredita que a amiga é a solução para todos os seus problemas.
 
A mãe de Martin é alcoólatra e vítima da fúria de um homem incontrolável. Além disso, o menino precisa lidar com o abuso sexual que sofre de sua professora de piano. O espectador assiste a tudo isso como se olhasse pelo buraco de uma fechadura.
 
O intenso jogo psicológico entre todos esses personagens é ofuscado pela sedução, o que revela a deformação máxima da sociedade contemporânea, sempre no limite entre a loucura e a morte.
 
Além de Rainatto, o elenco conta com a participação de Rodrigo de Castro, Rodrigo Frampton, Victoria Blat e Ynara Marson. Carolina Rossi assina a assistência de direção; Yan Montenegro, a trilha sonora; Diogo Monteiro, a cenografia; e Ananda Sueyoshi, o figurino.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Cerbera
Com Carol Rainatto, Rodrigo de Castro, Rodrigo Frampton, Victoria Blat e Ynara Marson
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação – São Paulo)
Duração 80 minutos
14/09 até 27/10
Quinta e Sexta – 21h
$40
Classificação 18 anos

GAYA

A cantora e compositora Tiê apresenta Gaya, seu quarto álbum de estúdio, com lançamento em outubro.

No repertório estão os singles Mexeu Comigo e Amuleto, além de canções dos seus três álbuns anteriores como A NoiteDois e Piscar o Olho. Ao mesmo tempo que mantém sua identidade de voz suave e letras sinceras, Tiê traz uma nova dinâmica à apresentação, com batidas mais eletrônicas e canções inéditas mais dançantes.

Gaya
Com Tiê
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 80 minutos
28/11
Terça – 21h
$70/$120
Classificação Livre

AMOR GERAL

Fernanda Abreu celebra o amor através da música no show Amor Geral. A apresentação, cheia de suingue e balanço e uma mensagem de tolerância e respeito às liberdades individuais, mescla seis músicas do disco de mesmo nome, lançado no ano passado, com grandes sucessos da carreira da artista. Com dez canções, das quais nove são autorais, o disco Amor Geral foi lançado após um hiato de uma década sem soltar um álbum novo.

No set-list, além de trabalhos do mais novo álbum apresenta clássicos como Rio 40 Graus (Fernanda Abreu/Carlos Laufer/Fausto Fawcett), Veneno da Lata (Fernanda Abreu/ Will Mowatt), Jorge de Capadócia (Jorge Ben Jor), Garota Sangue Bom (Fernanda Abreu/Fausto Fawcett), Kátia Flavia (Fausto Fawcett/ Carlos Laufer), sempre acompanhados de performances que esbanjavam sensualidade em cima do palco.

Amor Geral
Com Fernanda Abreu
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 80 minutos
21/11
Terça – 21h
$60/$80
Classificação Livre