AMIGAS, PERO NO MUCHO

Há 12 anos em cartaz, comédia irreverente volta ao Teatro Folha para apresentações às terças e quartas, a partir do dia 08 de janeiro de 2018.

Em fevereiro de 2007, “Amigas, Pero no Mucho”, comédia de Célia Forte estreava no Teatro Renaissance inaugurando o horário da meia noite. O sucesso foi tanto com elenco de atores interpretando as quatro amigas, que por cinco anos percorreu vários teatros de São Paulo, com temporada também no Rio de Janeiro. Ganhou montagem baiana, com apresentações em várias capitais do nordeste e Angola. Tem seu texto traduzido para o espanhol, alemão e inglês. Quase doze anos depois, as amigas voltam ao cartaz, agora no Teatro Folha com apresentações às terças e quartas, até 27 de março.

Desde então, mais de 170 mil pessoas riram com as incríveis situações criadas pela jornalista Célia Regina Forte sobre quatro mulheres da nossa época que tentam dar conta de tudo: do cotidiano, do corpo, da mente, do trabalho, da família e da amizade, causando inusitadas situações típicas do universo feminino.

Com direção de José Possi Neto e composição musical de Miguel Briamonte, essa epopeia se dá através do encontro de quatro amigas em uma tarde de sábado, onde todas – ou quase todas – as roupas sujas são lavadas por elas. Com humor cáustico, ironia e irreverência, elas falam sobre suas dissimulações, devaneios e loucuras. Quatro mulheres bem-sucedidas – ou não – comuns e sofisticadas que numa única tarde fazem revelações que as surpreendem e surpreendem o público que tem lotado todos os teatros por onde elas passam. Mulheres que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Amigas, enfim.

“Amigas, Pero no Mucho” faz história no cenário da comédia brasileira por sua capacidade em fazer plateias se divertirem e se reconhecerem numa das quatro personagens:

Elias Andreato é Fram, 50 anos – Divorciada, dois filhos que moram com o pai. É a mais velha das quatro amigas. Já passou dos 50 anos, mas quer parecer 30. Ninfomaníaca. Fala muito palavrão quando está sozinha, em público jamais. Faz meditação, mas quando está com raiva, tem tiques nervosos.

Leandro Luna é Sara, 35 anos – Solteira. Executiva. A mais reservada. Parece ser fria, mas esconde grande esperança. Fuma descontroladamente. Não perdoa as amigas, mas pouco se importa com a opinião dos outros. Desconfiada. Odeia as hipocrisias de Fram.

Raphael Gama é Debora, 40 anos – Divorciada, sem filhos. Inteligente, perspicaz, irônica, mas tipo dona da verdade. Sempre tem uma consideração a fazer, tentando que sua opinião prevaleça. Idealiza o amor. Come compulsivamente.

Nilton Bicudo é Olívia, 40 anos – Casada com filhos. Foi rica, não é mais. Tem que dirigir sua VAN que leva crianças para a escola. Julga-se sempre perseguida. Está sempre perguntando: O que vocês estão falando de mim? Exalta o marido, Alfredo, para as amigas.

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Amigas, Pero no Mucho

Com Elias Andreato, Leandro Luna, Raphael Gama e Nilton Bicudo

Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Santa Cecilia, São Paulo)

Duração 80 minutos

08/01 até 27/03

Terça e Quarta – 21h

$40/$50

Classificação 14 anos

FALANDO DE AMOR

As cantoras Isabella Taviani e Myllena apresentam o show Falando de Amor no dia 8 de outubro, segunda, 21h, no Theatro Net São Paulo. Acompanhadas por Pedro Braga, as artistas interpretam um repertório de canções de amor de variados compositores, entre eles Reginaldo Rossi, além de músicas autorais.

ISABELLA TAVIANI 

Na estrada com a turnê IT – 15 Anos Eu e Você, aos 15 anos de carreira, a cantora e compositora Isabella Taviani conquistou lugar de destaque na música popular brasileira. Filha de uma pianista e neta de um cantor de ópera, Isabella estudou canto para aprimorar a voz. Bebendo na fonte de Dalva de Oliveira a Elis Regina, de Maria Calas a Maria Bethânia e Simone -, lançou seu primeiro CD em 2003, pelo selo Green Songs, chegando às rádios do país inteiro com o hit instantâneo Foto Polaroid e os sucessos DigitaisDe Qualquer Maneira(“Peixinho”, para os íntimos) e Canção Para Um Grande Amor – todas no repertório do show.

MYLLENA

Apresentada ao Brasil como a revelação da Garagem do Faustão , em 2009, a cantora, compositora e instrumentista mineira concilia a música com a medicina. Em 2015,  Myllena lançou Liberdade de Ser, produzido por ela e pelo músico Torquato Mariano, com direção musical de Jorge Ailton. Já teve três músicas em trilhas sonoras de novela da Rede Globo. No repertório: a autoral QuandoCérebro Eletrônico (Gilberto Gil) e Apenas mais uma de amor (Lulu Santos).

Falando de Amor

Com Isabella Taviani e Myllena

Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)

Duração 80 minutos

08/10

Segunda – 21h

$100/$120

Classificação 12 anos

DANIEL BOAVENTURA AO VIVO NO MÉXICO

O cantor, músico e ator Daniel Boaventura apresenta no dia 6 de outubro, às 21h30, o show de lançamento do DVD gravado na Cidade do México, em outubro de 2017, no icônico Teatro Metropolitan – Daniel Boaventura ao Vivo no México.

Os laços de Daniel Boaventura com o México firmaram-se alguns anos atrás, em 2015, quando o cantor fez suas primeiras apresentações no país. Em cada um dos três shows na Cidade do México, Boaventura foi recebido com entusiasmo pela plateia mexicana. O cantor escolheu o país para registrar os momentos marcantes de seus últimos três anos de carreira, desde Your Song, seu último DVD, gravado em 2014.

Entre os destaques do show, estão I´ve Got You Under My Skin, eternizada na voz de Frank Sinatra – referências da carreira de Boaventura -, Should I Stay or Should I Go?, clássico do The Clash em versão big band; Sway, em uma versão metade em inglês e metade em espanhol, seguida pelos clássicos Corazón PartioLa Barca e Besame Mucho.

Daniel Boaventura ao Vivo No México

Com Daniel Boaventura

Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)

Duração 80 minutos

06/10

Sábado – 21h30

$180/$220

Classificação 12 anos

AS IRMÃS SIAMESAS

Com encenação de Sébastien Brottet-Michel, diretor francês e ator do Théâtre du Soleil, desde 2002, o espetáculo As Irmãs Siamesas, de José Rubens Siqueira, estreia no dia 5 de outubro (sexta, às 20h30), no Teatro Aliança Francesa. peça revela a complexidade e ternura da alma feminina, inserida na relação familiar, a partir do reencontro de duas irmãs, interpretadas por Cinthya Hussey e Nara Marques, após a morte da mãe.

As Irmãs Siamesas foi escrita em 1986, rendendo o Prêmio APCA de Melhor Autor a Siqueira. As particularidades da alma humana, a personalidade e a individualidade aparecem de forma natural e contundente no reencontro de Marta e Maria.

A morte da mãe provoca o encontro e o confronto entre Marta, a irmã mais velha e cuidadora da mãe, e Maria, que partiu para uma vida nova em São Paulo. Frias e distantes, elas entram em casa envoltas pelo incômodo da presença uma da outra e precisam reaprender a se comunicar. As lembranças são inevitáveis. Cada memória vem carregada de rancor, mágoa, acusação ou mesmo ternura, leveza e humor. O passado é o fantasma de Marta que acredita não ter tido a oportunidade de ser feliz, obrigada a permanecer numa cidade do interior, carregando a responsabilidade da mãe doente sem opção de viver a própria vida. Agora, sente-se ainda mais perdida, sem a mãe e sem o filho que vive fora do país.

É preciso restabelecer os laços, a ligação fraterna que se perdeu. Os diálogos evoluem na mesma proporção das emoções. A muralha vai sendo transposta à medida que as questões vão sendo expostas, colocando-as numa posição de maior proximidade. O encontro é permeado por momentos de ternura e delicadeza, outros de raiva e até violência, até revelar os detalhes da vida de cada uma.

A magia de As Irmãs Siamesas está na simplicidade em como apresenta duas personalidades tão distintas na superficialidade e tão similares no íntimo. O afeto é o frágil elo que une Marta – mulher forte, severa, amarga e retraída, mas que comove por sua naturalidade – e Maria – jovem urbana, ousada, instintiva e de alma livre. Ao espectador cabe a imersão nessa história sensível que discute o tempo por meio das relações familiares e das consequências das escolhas do passado, ampliado pela ótica do feminino.

Sobre a direção, Sébastien Brottet-Michel diz que o fundamental é expor as características das personagens. “O caminho não é a busca psicológica dessas características, mas a imaginação, tanto a minha quanto a das atrizes, sobre o que é necessário para contar a história. O corpo do ator deve ser uma entidade que recebe a personagem; o psicológico vem pelo estado do corpo e da imaginação”. Sébastien afirma que não importa a interpretação propriamente dita, mas o fato de que as atrizes vivam, literalmente, as mulheres do texto com a máxima verdade. Segundo ele, o espectador precisa ler o corpo do ator a partir da possibilidade que o ator lhe dá. “Buscamos pelo melhor momento, pelo estado que trouxe a verdade para encantar a realidade por meio do deslocamento poético. Isto é percebido pela respiração, pela tensão interior. A emoção vem das descobertas em cena. E o drama é vivo: oferece-nos estados e diferentes possibilidades”. E com relação ao texto de José Rubens, o diretor diz que espera que o público se reconheça nas personagens, pois “o luto é inerente a todos, e a morte do pai ou da mãe é como um muro que desaba, trazendo a consciência da nossa própria finitude”.

O Brasil não é novidade para o diretor Sébastien Brottet-Michel. Há 10 anos, ele se apresenta no país com o Théâtre du Soleil. “Cinthya e eu estivemos juntos em vários projetos, sempre pensamos em realizar um espetáculo e agora aconteceu”. Para Cinthya Hussey, a direção de Sébastien fez um ajuste fino na obra de José Rubens Siqueira que se encaixa perfeitamente nas emoções das cenas. “A preparação foi um trabalho muito difícil e muito rico até chegarmos ao ponto pretendido por ele; aquele ponto onde o corpo diz uma coisa e o texto diz outra. E o coração? Ele também diz outra coisa”, comenta a atriz.

Cinthya conta que teve contato com o texto, em 2005, e já pensava em montá-lo. Fez algumas leituras e, em 2009, conheceu Nara, passando a compartilhar com ela, desde então, o desejo de levar As Irmãs Siamesas para o palco. “Pensei em Sébastien para dirigir essa peça porque admiro a forma como ele nos traz as imagens, fazendo a transição do real para o poético. Ele nos guia e nos insere no universo proposto pelo autor sem precisar do realismo material, penetrando nas camadas mais profundas das personagens”, revela a atriz.

Para Nara Marques, ter um texto brasileiro encenado com um olhar europeu é um privilégio, depois de anos à espera de concretizar esse sonho. Ela conta que, para ela, o trabalho foi muito desafiador e a tirou da zona de conforto: “Sébastien me pediu para transpor a vida, transpor o realismo para dentro da poesia e só assim cheguei a um lugar que eu não conhecia”. E completa afirmando que “esse processo foi fundamental para potencializar um texto cheio de humanidade e intensidade nas relações”.

E o autor José Rubens Siqueira também fala sobre a montagem de seu texto, mais de 20 anos após ser concebido. “Sempre que um autor vê seus personagens saltarem da página e ganharem corpo e voz sobre o palco, renova-se a fé na arte como instrumento de mudança pessoal e social. A sensibilidade e coragem dessa equipe jovem e talentosa é um alento neste momento sombrio que vivemos”.

A cenografia de As Irmãs Siamesas, assinada por Marisa Rebollo, também é cheia de poesia e foge do realismo: apresenta um baú dentro de outro baú para transparecer as diversas camadas da relação entre as irmãs. O baú é a simbologia da mãe, da vida, da morte, podendo representar as prisões internas, as lembranças guardadas, o túmulo. O estado interior das personagens é potencializado pela iluminação de Rodrigo Alves (Salsicha) e pela trilha sonora original de Wayne Hussey, conhecido cantor, guitarrista e compositor da banda inglesa The Mission. “Compor música para uma peça de teatro era algo que eu queria muito fazer. Evitei os instrumentos modernos, que exigem eletricidade para não colocar a peça em uma época determinada, e segui pela linha do acústico, com piano, violino e violão clássico, que se tornaram minha paleta de som exclusiva para a trilha: uma música mais lenta, vazia e aberta, não sentimental”. Wayne trabalhou em conjunto com o pianista inglês James Bacon e o violinista David Milsom na criação da série de adágios que compõem o clima da encenação. A trilha será lançada em CD, em edição limitada, e vendida após as apresentações do espetáculo.

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As Irmãs Siamesas

Com Cinthya Hussey e Nara Marques

Teatro Aliança Francesa (Rua Gen. Jardim, 182 – Vila Buarque. São Paulo)

Duração 80 minutos

05/10 até 02/12

Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h

$40

Classificação 14 anos

LUCIANA MELLO em 60 ANOS DE BOSSA NOVA

Há mais de 30 anos transitando por vários estilos musicais, Luciana Mello aproveita o momento em que o gênero musical, que fez o mundo cantar em português, completa 60 anos.

Acompanhada por Walmir Borges (violão), Eric Budney (baixo acústico) e Daniel de Paula (bateria), a cantora interpreta uma seleção especial com clássicos da Bossa Nova misturados com grandes sucessos de carreira.

60 Anos de Bossa Nova

Com Luciana Mello

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

27/11

Terça – 21h

$90/$120

Classificação Livre

SILVA em BRASILEIRO

Silva volta aos palcos do Teatro Porto Seguro com o show de seu novo disco Brasileiro.

Nessa nova turnê, Silva se dedica intensamente a construir novos caminhos entre tempos e estéticas musicais diferentes, mostrando toda força de um dos nomes mais produtivos e criativos dessa geração.

O cantor se apresenta acompanhado de Lucas Arruda (baixo, synth e piano) e Hugo Coutinho (bateria e programações).

Brasileiro

Com Silva

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração  80 minutos

19 e 20/11

Segunda e Terça – 21h

$70/$80

Classificação Livre

MART’NÁLIA em + MISTURADO

Vencedora do 18º Grammy Latino (2017) com o melhor disco de samba + Misturado, Mart’nália apresenta o show que dá nome ao álbum, no Teatro Porto Seguro.

O CD traz oito canções inéditas e sete regravações de grandes clássicos da MPB como Estrela (Gilberto Gil),Tempo de Estio (Caetano Veloso), Linha do Esquador (Djavan/Caetano) e o medley Ela disse-me assim/Loucura (Lupicínio Rodrigues).

O show é uma mostra da personalidade artística plural de Mart’nália que sobe ao palco celebrando a vida.

+ Misturado

Com Mart’Nália

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

30/10

Terça – 21h

$70/$80

Classificação Livre