CONTOS DE BARBAS

Colocando personagens do mundo encantado das fábulas infantis dentro de um contexto adulto, a comédia Contos de Barbas estreia na quinta-feira, 6 de setembro, às 21h, no Teatro Itália. A montagem tem texto de Tiago Luchi e conta com direção de Eduardo Martini. A temporada é sempre quintas e sextas, às 21h, até 16 de novembro.

A peça traz os personagens dos contos de fadas para o universo adulto sem perder as características originais que estão no imaginário do público, além é claro, de divertir os espectadores com um texto inédito, onde as personagens femininas são interpretadas por atores do sexo masculino.

A trama trata dos conflitos de quatro princesas que depois do fracasso em seus casamentos, se veem obrigadas a dividir uma taberna até encontrar um novo amor. A história ganha ritmo de suspense quando outras princesas começam a desaparecer misteriosamente. Todos os hóspedes da taberna são suspeitos.

Com um humor inteligente e divertido, mostramos a força da mulher, sob o olhar do homem, onde para ser princesa é preciso matar um dragão por dia. É uma peça que lida com a questão da autoestima, com temas e um universo que a maioria tem uma ligação, uma identidade. É uma síntese desse mundo das aparências das redes sociais, onde o ter é mais importante que o ser”, conta o diretor.

O projeto tem texto inédito, cheio de mistério e suspense de maneira divertida. A trilha cantada mostra novas versões de clássicos que farão a plateia dar muitas risadas. Figurino e cenários ganham uma releitura para ambientação de todo o universo.

Para Martini, a comedia é um excelente caminho para fazerem as pessoas se movimentarem e se divertirem em um dos momentos mais desgastados, como o que se vive atualmente.

CARMEN

Contos de Barbas

Com Raphael Gama, Du Kammargo, Ailton Guedes, Bruno Fadeli, Eduardo Martini e Markinhos Moura

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

06/09 até 16/11

Quinta e Sexta – 21h

$50

Classificação 12 anos

OS ÚLTIMOS 5 ANOS

O conceito de que toda história de amor dá certo pelo tempo em que dura é o mote especial de “Os Últimos 5 Anos”, musical que nasceu em 2001, em Chicago, Estados Unidos, estreando no circuito Off-Broadway no ano seguinte. Desde então a produção já passou por mais de 10 países, ganhou uma adaptação para os cinemas, em 2015, e agora chega ao Brasil, a partir de 16 de setembro, para uma curta temporada no Teatro Viradalata, em São Paulo.

Relatando os altos e baixos de um relacionamento de cinco anos vivido por Cath Hyatt, uma jovem atriz em busca de sua realização profissional, e Jamie Wellerstein, um romancista em desfrute de sua ascensão, os dois se descobrem vítimas do desencontro, situação que os leva a repensar o tempo juntos e sobreviver ao dilema de ter que escolher entre o amor e o trabalho. Fugindo de um relato óbvio e apoiada no referencial da teoria da relatividade, a trama coloca as emoções na contramão e se desenrola de forma inversa, onde o rapaz conta a história do início para o fim, desde o namoro até o casamento, e a moça a revive de trás para frente, propondo ao público percepções diferentes de uma mesma situação.

Os atores Beto Sargentelli e Eline Porto, conhecidos especialmente no eixo Rio-São Paulo por diversos trabalhos em teatro musical, são os responsáveis por encenar os dilemas atemporais retratados na versão brasileira de “The Last Five Years”, e juntos eles encaram um desafio dobrado, de não apenas protagonizar o espetáculo como também produzi-lo, compartilhando a função no projeto com o produtor executivo Lucas Mello. O casal que hoje divide a vida dentro e fora dos palcos compartilha da mesma paixão pelo musical há mais de 10 anos, mas isso só veio a tona há alguns meses, quando contracenaram juntos pela primeira vez na adaptação teatral de “2 Filhos de Francisco”. A descoberta por sonhos em comum despertou neles o desejo de reunir grandes profissionais e amigos que admiram e que hoje os acompanham no duplo desafio.

A frente da direção está o premiado João Fonseca, que embora venha se dedicando mais ao teatro musical brasileiro, aceitou o desafio de ser o responsável por conduzir os encontros e desencontros que, nesta versão, deixam de lado o clima nova-iorquino e ganham como pano de fundo outra grande metrópole mundial, a cidade de São Paulo. “Esse ‘pequeno’ musical possui músicas lindas, fortes e teatrais, e uma história de amor irresistível, porém a originalidade da forma como ela é contada foi o que mais me atraiu, é um desafio delicioso para qualquer encenador”, revela Fonseca.

“Uma peça para dois atores, um casal, com músicas tão maravilhosas e tão complexas, com uma ordem cronológica inversa e essa qualidade dramatúrgica já é por si só um diferencial, mas na nossa montagem acho que há um plus pelo fato de ser do Brasil, conseguimos adaptar para a nossa realidade, trazer para mais perto da gente e ‘abrasileirar’ no humor e no estilo. Cada criativo está bastante envolvido com a proposta e pensando em tudo para deixar as linhas bem definidas”, pontua Beto.

Baseado em fatos reais, os cinco longos anos que no palco transcorrem em intensos 80 minutos, são inspirados no relacionamento do autor do texto e músicas, Jason Robert Brown, e Theresa O’Neill, com quem teve um casamento fracassado. Considerado um dos mais aclamados compositores de musicais contemporâneos dos EUA, Brown inovou ao unir dois atores em cena sem que, para isso, precisem interagir diretamente, exceto pela lembrança do dia do casamento, quando uma das 14 músicas possibilita um cruzamento entre as duas linhas de tempo.

“Um dos grandes diferenciais deste musical é poder mostrar dois pontos de vista diferentes, mostrar que não há uma verdade absoluta e que cada pessoa vê a relação por um prisma. Nossa encenação traz os dois lados bem claros e isso provoca diversas sensações, aproximando muito o espectador que se coloca por vezes na situação dos personagens. Somos todos pessoas dúbias, existem mil versões de nós, e queremos que o público vivencie essa história junto com a gente”, explica Eline.

Com muitas nuances, elas estão presentes também na trilha sonora, vencedora do Drama Desk Award de Melhor Música e Letra em 2002, que conta com diversos gêneros musicais, entre eles pop, jazz, clássico, rock e folk, dando espaço até mesmo para a música latina. Todos eles dão ritmo à vida a dois de Cath e Jamie, que ganha boa parte da interpretação por meio da música, trabalho este que conta com os cuidados do diretor musical Thiago Gimenes e do versionista Rafael Oliveira – fundamental para que a narrativa seja clara e emotiva. A produção é ainda acompanhada por três músicos ao vivo, responsáveis por uma orquestração composta por Cello, Violão/Baixo e Piano.

“Para mim, como compositor, poder analisar a maneira como o autor compõe as músicas, como ele traduz os sentimentos e coloca as situações lá, tem sido uma aula geral, não só de poesia, mas de conhecimento e harmonia. Muito do texto está na música e é interessante observar como as canções da Cath são mais românticas e com melodias menos dissonantes, enquanto as do Jamie, por serem autorais e escritas por ele, revelam sua mente loucamente criativa, detalha Gimenes.

Produzido em parceria pela Lumus EntretenimentoH Produções e Andarilho Filmes, o musical apresentado pelo Ministério da Cultura e patrocinado pelas empresas Solví e Loga, conta ainda com o design de luz de Paulo César Medeiros, design de som de Tocko Michelazzo e o visagismo de Marcos Padilha.

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Os Últimos 5 Anos

Com Beto Sargentelli e Eline Porto

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo0

Duração 80 minutos

16/09 até 19/11

Domingo – 21h30, Segunda – 21h

$50/$80

Classificação 14 anos

JOSEPHINE BAKER, A VÊNUS NEGRA

A história de Freda Josephine McDonald chega ao Teatro do Sesc 24 de Maio em longa temporada de “Josephine Baker, a Vênus Negra”, de 31 de agosto a 16 de setembro, quinta a domingo, com ingressos de R$12 a R$40.

Com texto de Walter Daguerre e direção de Otávio Muller, o musical reconta a trajetória de vida de Josephine Baker, interpretada por Aline Deluna, acompanhada pelo trio de jazz Dany Roland, Christiano Sauer Jonathan Ferr.

Pela primeira vez em São Paulo “Josephine Baker, a Vênus Negra”, já foi indicado na 30ª Edição do Prêmio Shell (atriz, autor e figurino), Prêmio Cesgranrio de 2017 (atriz em musical e direção musical) e 6º Prêmio Botequim Cultural (autor e atriz).

O palco despido de artefatos cênicos dá lugar a forma espontânea da interpretação de Aline que realiza um jogral direto com o público, em alguns momentos com sua delicadeza, em outros de forma mais enérgica, da sensualidade a comicidade, tal como Baker.

Segundo Walter Daguerre, Aline Deluna é sua musa inspiradora, uma atriz “flexível e disponível ao jogo do teatro”, ponto fundamental para o processo de criação do espetáculo – “construído como conceito, dramaturgia e cena ao longo dos ensaios”.

Ainda, como diz Daguerre, “estamos contando a história de Josephine Baker, uma das mulheres mais influentes do Século XX. Para se ter uma ideia, ela foi condecorada pelo General De Gaulle pela sua atuação ao lado da Resistência Francesa contra a ocupação nazista. Mas a forma como estamos narrando sua trajetória é completamente singular, passando, em primeiro lugar, pelo filtro da nossa atriz. Tanto é assim, que Aline está em cena acompanhada apenas por um trio de Jazz”.

De St. Louis, “La Baker”, mulher ativista e artista negra do século 20, foi a primeira a subir nos palcos norte-americanos e na França, desbancando o mundo, em um período marcado pelos movimentos e políticas de segregação racial e entre guerras.

Em vida, foi uma mulher libertária, lutou junto ao Movimento pelos Direitos Civis, nos Estados Unidos e na Resistência Francesa, na 2ª Guerra Mundial, condecorada com a “Croix de Guerre” – Cruz de Guerra/Cavaleira da Legião de Honra – “Chevalier da Légion d´Honneur”, pelo General Charles de Gaulle.

Aos 15 anos de idade, após viver nas ruas e com sua arte, recebeu o primeiro pedido para um espetáculo “vaudeville”- gênero de teatro de variedades, popular nos Estados Unidos e Canadá de 1880 a 1930. Em Nova York, pouco tempo depois, esteve junto ao movimento negro do “Renascimento do Harlem”, se apresentando, também, como corista nos teatros de revista da Broadway.

Porém, foi em 1925, em estreia no “Théâtre des Champs Elysées” que obteve visibilidade e sucesso, onde representava uma nova estética aos teatros europeus seja por ser negra, pelo erotismo e pela forma única de interpretação.

Entre a arte e a guerra, Josephine transformou-se em “correspondente honorável”, transportando informações importantes para a Resistência na Europa. Ajudou muitas pessoas, soldados e fugitivos de guerra quando houve a invasão nazista na França, além de adotar 12 órfãos.

Com seu uniforme da França Livre e condecoração honrosa, em 1963, discursou na “Marcha a Washington”. De volta aos Estados Unidos, a realidade ainda era diferente da europeia, com plateias unicamente de brancos, onde recusava-se a se apresentar. Porém, foi com sua persistência sobre as questões étnicas que alguns teatros, principalmente em Nevada, abriram espaço tanto para artistas quanto para públicos excluídos.

Em 1975 realizou seu último trabalho pela revista Théâtre Bobino, em Paris, em celebração aos seus 50 anos nos teatros, falecendo pouco tempo depois. Lembrada no “St. Louis Walk of Fame”, “Hall of Famous Missourians”, “Place Joséphine Baker” em Montparnasse/Paris, “Piscine Joséphine Baker” e em outros diversos trabalhos artísticos de filmografias, discos, literatura e teatros.

CARMEN

Josephine Baker, a Vênus Negra

Com Aline Deluna (atriz), Dany Roland (músico), Christiano Sauer (músico) e Jonathan Ferr (músico)

Sesc 24 de Maio (R. 24 de Maio, 109 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

31/08 até 16/09 (sessão extra dia 15/9 às 18h30)

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$40 ($12 – credencial plena)

Classificação Livre

SOLO

Ed Motta chega ao Teatro Porto Seguro com o show Solo no dia 21 de agosto, terça-feira, às 21h.

O multi-instrumentista mostra a forma em que suas canções ganham vida com piano e guitarra, apenas. No repertório músicas que costumam ficar de fora de suas turnês como, Do You Have Other Love?, Parada De Lucas, Leve-me Ao Sonho, Ikarus On The Stars e os sucessos Colombina, Manoel, Fora Da Lei, Baixo Rio, Vendaval em suas versões acústicas.

Ed inclui também temas como Caso Sério de Rita Lee e Roberto De Carvalho, sem abrir mão da veia funk-soul. O artista mistura influências que vão do jazz à canção brasileira, das trilhas sonoras de Hollywood ao rock, da música clássica aos standards americanos, da bossa nova ao reggae. 

Combinando uma variedade de sons vocais, Ed Motta se atreve a dizer não ao que ele considera “a ditadura das palavras” em canções. O “Edmottês” é uma maneira brincalhona de denominar uma música cantada que não tem letra. 

Solo

Com Ed Motta

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

21/08

Terça – 21h

$120/$180

Classificação Livre

MENOPAUSA, O MUSICAL

Quatro mulheres de meia-idade encontram-se no interior de uma loja de departamentos. Durante este dia, elas irão compartilhar suas experiências sobre mais um estágio na vida feminina, mas que é o pesadelo de 10 em 10 mulheres, a Menopausa.

Este fato foi transformado em musical por Jeanie Linders. Estreou em 2001 em Orlando, Florida. Por cerca de 90 minutos, acompanhamos um dia na vida de quatro personagens – a Atriz, a Hippie, a Executiva e a Dona de Casa do Interior, que, complementares, formam o quarteto disposto a lidar de forma bem-humorada com os detalhes e preciosidades de ser mulher entre os 45 e 55 anos de idade.

Durante o espetáculo são interpretadas 25 canções sobre o ‘fogacho’, o desejo por chocolate, a perda de memória, os suores noturnos e a dificuldade sexual. As letras são paródias de canções famosas como “What’s Love Got to Do With It”, “The Great Pretender”, “Stayin’ Alive“, “YMCA“, entre outras.

O musical foi um sucesso. Depois de Orlando, percorreu mais de 450 cidades nos Estados Unidos e diversos países. Está em cartaz há 12 anos na cidade de Las Vegas, atualmente no hotel cassino Harrah’s.

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Público feminino x masculino

Seth Greenleaf, diretor e sócio da GFour Productions, que detém os direitos do musical, ao ser questionado como é a reação do público masculino estrangeiro ao espetáculo, respondeu que “incentivamos ao público feminino trazerem seus parceiros, pois é algo educativo para eles. Eles chegam meio retraídos, mas durante o espetáculo, relaxam, aproveitam, riem bastante, e ao final, nos agradecem por poderem compreender um pouco sobre o que é a Menopausa. Pelo que pude ver durante as primeiras apresentações aqui no país, vi que o mesmo aconteceu com o público masculino brasileiro.

Menopausa em terras brasileiras

A montagem do espetáculo é um sonho do produtor Cássio Reis desde 2003, quando o assistiu pela primeira vez. Cerca de 15 anos foram necessários para colocar em pé o musical. E desde 10 de agosto, “Menopausa, o Musical” está em cartaz no palco do Teatro Gazeta, com sessões de sexta a domingo.

A direção coube a Anderson Bueno, que debuta no cargo. “Assumi o papel de direção por ser atrevido e inquieto. Já tinha minha experiência com visagismo e produção, mas queria experimentar algo a mais“. Para ajudá-lo na tarefa de contar a história, ele chamou sua amiga, Maximiliana Reis. A ela, por sua experiência, coube o papel de dirigir as atrizes.

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Luciana Milano, Simone Gutierrez, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui e Adriana Fonseca (crédito foto – Marco Máximo)

 

O elenco feminino brasileiro

Para compor o elenco, foram convidadas cinco atrizes. Adriana Fonseca, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui e Simone Gutierrez dão vida, respectivamente, à Hippie, à Dona de Casa do Interior, à Executiva, e à Atriz. Luciana Milano assume o papel de stand-in.

Oficialmente, nós temos um elenco mais jovem do que o que é montado nos outros países. Porque, no Brasil, a menopausa atinge mulheres cada vez mais jovens. Então rejuvenescer estas personagens seria importante“, afirma Bueno.

Simone Gutierrez entende esta mudança como importante, afinal “o musical foi criado há 20 anos. A mulher de 50 anos atual é bem diferente daquela do início do século XXI. Ela é uma Claudia Raia, ela faz de tudo“. Já Alessandra Vertamatti vê o espetáculo como “uma forma de deixar mais leve esse ‘tabu’. Afinal, sobre menopausa só se ouve falar sobre a parte médica, algo pesado“.

Para ajudá-las a entrar nas personagens, foi contatada a endocrinologista Elaine Dias, que presta assessoria ao musical.

Abrasileirando o musical

Para trazer o espetáculo mais próximo do público brasileiro, mudanças foram feitas em algumas personagens. A Hippie mora nos bairros italianos de São Paulo, e a Dona de Casa, saiu do interior dos Estados Unidos e veio parar em Minas Gerais.

Outra mudança necessária foi a versão das canções para o português. Isto ficou a cargo do diretor musical, Thiago Gimenes – “É importante que a prosódia e a acentuação das palavras estejam corretas, mas estou me baseando principalmente nas fonéticas. As pessoas vão ouvir as músicas com o mesmo tipo de sonoridade que ouvem em inglês, mas com palavras em português“.

A única canção brasileira que foi permitida ser incluída pela pela produção americana é o clássico das Frenéticas, “Dancing Days“, inserida no encerramento do show.

A coreografia também foi algo estudado, afinal as personagens são senhoras de meia idade, que não tem mais o vigor de quando eram jovens. Para tanto a coreógrafa Ciça Simões e sua assistente Nina Sato Pires pensaram em algo mais natural, ouvindo o que as atrizes pensaram para compor seus personagens. “A coreografia é feita para contar a história. Tem que ser natural. Lógico que alguns movimentos muito clichês tem que ficar, como forma de homenagem, como no caso de “Saturday Night Fever”. Conseguimos encontrar um equilíbrio entre fazer movimentos que ficassem bons nos corpos das atrizes e que contassem bem a história“, disse Ciça.

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crédito foto – Opinião de Peso

Vídeos das cenas apresentadas durante a coletiva de imprensa.

 

Menopausa, o Musical
Com Adriana Fonseca, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui, Simone Gutierrez e Luciana Milano (stand in) Fafy Siqueira (em off).
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/08 até 21/10
Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 16h
$80
Classificação 12 anos

MENOPAUSA, O MUSICAL

A chegada da meia-idade e o universo da mulher estão em foco no texto de “Menopausa – O Musical”. O cômico espetáculo, estreou em Orlando, na Flórida, em 2001, migrando para o circuito Off-Broadway em 2002, onde completou temporada de 1.500 apresentações; desde então já percorreu mais de 450 cidades nos Estados Unidos e diversos países. Fenômeno em Las Vegas há 12 anos, é o espetáculo de temporada mais longa da história da cidade, sendo premiado em 2015 como o “Best Scripted Live Show”.
Inédito no Brasil, ele chega ao Teatro Gazeta, em São Paulo, a partir de 10 de agosto, pelas mãos de Cássio Reis Anderson Bueno, mesmos produtores da icônica comédia, também feminina, “Os Monólogos da Vagina”, conhecida no país há quase 20 anos.

Cheias de personalidade, cada mulher retratada em cena encara a vida de uma maneira e enfrenta esta nova fase de forma diferente. Apresentando arquétipos em vez de personagens reais, o espetáculo traz a Atriz, a Hippie, a Executiva e a Dona de Casa do Interior, que, complementares, formam o quarteto disposto a lidar de forma bem-humorada com os detalhes e preciosidades de ser mulher, especialmente neste período fisiológico, que tende a ocorrer entre os 45 e 55 anos de idade. Elas são um reflexo de todas as mulheres. Toda mulher tem um pouquinho de cada personagem, diz o diretor, visagista e produtor Anderson Bueno.

As personagens vividas pelas atrizes Adriana FonsecaAlessandra VertamattiBibba Chuqui e Simone Gutierrez, além de Luciana Milano na função de stand-in, tem dupla missão: todas são responsáveis não apenas por entreter, mas também por abordar este universo de forma instrutiva, onde muito além de apontar os sintomas, é proposto um maior entendimento ao público sobre o que esse momento realmente significa para as mulheres. Ainda estou aprendendo, mas começo a ver isso como a Independência total da mulher. Uma libertação. Vejo ‘Menopausa – O Musical’ como parte de uma trilogia feminina que produzimos, em continuação aos espetáculos “Os Monólogos da Vagina” e “Nany People Salvou Meu Casamento”, conta Bueno.

O texto retrata uma fase da vida pela qual todas as mulheres irão passar e muitas vezes é um período bem conturbado física e emocionalmente. Gosto de falar de verdades e ‘menopausa’ é uma transição que muda o comportamento das mulheres e também de quem as rodeia. Sempre vi o espetáculo como um show para toda a família, de adolescentes aos mais velhos, e espero realmente que o público abrace com prazer a mensagem que queremos passar, pois é um espetáculo leve, bonito, alegre e que traz uma questão, muitas vezes delicada, para uma linguagem coloquial e de fácil entendimento, tudo com muito humor e música, afirma o idealizador e produtor Cássio Reis.

Já a trilha que irá conduzir os divertidos dilemas é guiada por paródias de conhecidas canções dos anos 60, 70 e 80, sempre sobre temas cotidianos da menopausa como os hormônios a flor da pele, necessidade do chocolate, perda de memória, fogachos, suores noturnos e vida sexual. Na seleção da song list, entram versões de hits como “Fever Night”, “Stayin’ Alive”, “The Lion Sleeps Tonight”, “YMCA” e “Chain of Fools”. O produtor Cássio Reis conseguiu ainda uma autorização especial e exclusiva dos detentores dos Direitos Autorais Internacionais do texto para inserir, no encerramento do espetáculo, a música “Dancing Days”, sucesso brasileiro consagrado pelo grupo As Frenéticas na década de 80 e que será cantada originalmente.

É importante que a prosódia e a acentuação das palavras estejam corretas, mas estou me baseando principalmente nas fonéticas. As pessoas vão ouvir as músicas com o mesmo tipo de sonoridade que ouvem em inglês, mas com palavras em português. Queremos trazer personagens mais reais, tipos físicos mais próximos do que o Brasil tem, por isso buscamos, e não só na música, ‘abrasileirar’ os termos e as piadas usadas, explica Thiago Gimenes, diretor musical e responsável pelas divertidas versões.

E reforçando ainda mais a comicidade do espetáculo, o público poderá reconhecer a voz marcante da atriz, imitadora e humorista Fafy Siqueira, convidada especial que participa em “off” desta comédia universal e atemporal, que já foi aplaudida em 15 países, entre eles Austrália, Canadá, Israel, Itália, Filipinas, Reino Unido e África do Sul.

 Abaixo o trailer do espetáculo no canal particular do youtube.

Menopausa, o Musical

Com Adriana Fonseca, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui, Simone Gutierrez e Luciana Milano (stand in) Fafy Siqueira (em off).

Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 80 minutos

10/08 até 21/10

Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 16h

$80

Classificação 12 anos

CONCERTO PARA JOÃO

O emocionante exemplo de talento, genialidade e superação de João Carlos Martins inspira o espetáculo teatral Concerto para João, com direção de Cassio Scapin e texto de Sérgio Roveri, que estreia no dia 10 de agosto no Teatro FAAP, onde fica em cartaz até 02 de dezembro de 2018. A trajetória do maestro mais amado do país já foi contada no cinema pelo filme “João, O Maestro” (2017), de Mauro Lima, que, assim como a peça, traz como protagonista o ator Rodrigo Pandolfo.

Cinema e teatro são veículos muito distintos, então, invariavelmente, existe um pequeno abismo entre os dois. Desta vez, certamente, vou descobrir camadas mais profundas e me apropriar com mais segurança dessa figura tão interessante. A dramaturgia do espetáculo é muito distinta do filme. Ela foge da biografia cronológica e os personagens, a temperatura,  a direção, as situações, os atores são todos diferentes”, comenta Rodrigo Pandolfo.

Para ele não há muita diferença entre interpretar um personagem real ou fictício. “O trabalho é o mesmo. A responsabilidade de fazer o João já está implícita. Quero mais é me divertir e jogar alegremente com meus companheiros de cena”, diz.

A encenação se passa durante uma das várias cirurgias às quais o pianista foi submetido para tentar continuar tocando. Dividido entre o sono da anestesia e a vigília, ele revive alguns de seus grandes concertos, narra os inúmeros episódios de superação e recebe a visita de um homem misterioso, com quem estabelece uma relação humana e musical.

A trama transita entre fantasia e a realidade para narrar as glórias e os desafios enfrentados por um dos maiores músicos brasileiros ao longo de seus 60 anos de carreira.

O próprio maestro João Carlos ficou surpreso com o texto. “Por nunca ter conversado com o Sérgio Roveri na vida, impressionei-me muito com a peça. Parece que ele esteve dentro da minha alma desde os 18 anos. Ele soube captar o que passou internamente entre a dúvida de achar que eu tinha uma missão e a dúvida de levar essa missão adiante, sabendo que eu tinha uma distonia cerebral. Essa espécie de ansiedade aliada a uma interrogação do que seria o meu amanhã, durante esses 60 anos, estão impressos dentro as peça toda”, revela o maestro.

Este é o quarto trabalho sobre a vida do maestro. “Já foram feitos dois documentários na Europa e um filme aqui no Brasil, todos muito bons. Pura arte. Agora, no teatro, há uma espécie de mistério na ligação entre o elenco e o público. Falo isso, porque muitas das minhas gravações foram feitas ao vivo, com público, no fundo, o que fiz de melhor é quando tinha o público ouvindo, aquela ligação fazia com que todas as gravações tivessem algo de mistério. Para mim o Pandolfo chega à beira da genialidade”, afirma.

O dramaturgo Sérgio Roveri conta que procurou fugir daquele esquema tradicional de vida e obra, aquela linguagem cronológica que acompanha todos os episódios da vida de alguém famoso ano a ano. “Eu procurei um recorte para contar a história dele – e achei que a cirurgia no cérebro a que ele se submeteu em 2012 era o acontecimento perfeito para eu lidar com as questões da memória dele, dos medos, das superações. Assim, no plano real, a peça se passa nos poucos dias em que ele ficou internado, mas na imaginação do maestro há toda uma vida sendo passada em revista. A peça, na verdade, assumiu este desafio de condensar uma vida riquíssima dentro dos três ou quatro dias que ele ficou no hospital. E apesar do talento comprovado e reconhecido dele, o que mais me inspirou na hora de escrever foram os momentos em que ele se viu privado deste talento. E eu penso que, ao conduzir a história por este caminho, a peça deixa de falar apenas dele e passa a falar de todo grande artista que, de repente, se vê impedido de realizar sua arte”, conta o autor.

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Concerto Para João

Com Rodrigo Pandolfo, Michelle Boesche, Ando Camargo e Duda Mamberti.

Teatro FAAP (R. Alagoas, 903 – prédio 1 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 80 minutos

10/08 até 02/12

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$75

Classificação Livre