SENHORA DOS AFOGADOS

Ligações incestuosas, obsessões, pulsões arcaicas, conflitos entre o lógico e o irracional, todas as amarras são rompidas, os personagens se movem num tempo verdadeiramente mítico, do inconsciente. Senhora dos Afogados é uma peça que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre-devoram num inferno de culpas desmedidas.

Dona Eduarda, esposa de Misael, e Moema, única filha mulher que restara, além do irmão, Paulo, se degladiam em torno da questão do pudor e da honra da mulher, hostilizando-se devido a um ódio primordial. Moema, que gostaria de viver sozinha com o pai, urde um plano para que a mãe o traia com o próprio noivo, um ex-oficial da marinha.

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Senhora dos Afogados
Com Alexia Dechamps, João Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado.
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 90 minutos
23/02 até 29/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$70/$90
Classificação 16 anos

ROMEU & JULIETA 80!

Os jovens apaixonados mais icônicos da dramaturgia universal serão vividos pelos atores Renato Borghi e Miriam Mehler, em versão adaptada e dirigida por Marcelo Lazzaratto, a partir de 18 de janeiro, quinta-feira, no teatro do Sesc Ipiranga.

Além de celebrar a longevidade da dupla — amigos, que começaram a fazer teatro no mesmo período (1957) — esta versão de Romeu e Julieta de W. Shakespeare vai homenagear o próprio Teatro, já que o biênio 2017/2018 marca os 60 anos de carreira dos dois atores que fizeram do palco suas moradas e ajudaram a alicerçar o moderno Teatro Brasileiro.

Os jovens que se cuidem. Ou “envelheçam”, como já dizia Nelson Rodrigues. “Devemos ser reverentes a eles e à sua geração: Renato Borghi e Miriam Mehler são ‘nossos’ inusitados Romeu e Julieta do século XXI; as marcas de seus corpos nascidos nas primeiras décadas do século XX dão testemunho de suas paixões e sacrifícios. E têm mais: Eles se amam de verdade, o afeto dos primeiros anos de carreira quando formaram pares enamorados em algumas montagens permaneceu intacto”, diz Lazzaratto, que concebeu há quase uma década a versão com a dupla.

Quando foram convidados para esse projeto, como lembra Lazzaratto, Renato e Miriam riram como duas crianças! Eles aceitaram no mesmo instante. Imaginaram-se… O que poderá vir à tona, quantas sutilezas da alma humana podem se manifestar se os intérpretes de Romeu e Julieta já conhecem a vida há 80 anos?  Esta é a questão mobilizadora desta montagem e os resultados são surpreendentes.

Carolina Fabri e Elcio Nogueira Seixas completam o elenco para tornar jogo mais dinâmico; são eles, o casal mais jovem de atores que dará voz aos demais personagens: Ama, Mercucio, Teobaldo, Frei Lourenço, mães e pais, Prefeito, Benvólio, Paris, Boticário. A ênfase será dada à ação. Os papéis se revelam pelo que fazem e não em como se mostram, acrescenta Lazzaratto.

Daniel Maia e Simone Mina se juntaram à equipe para assinar a trilha sonora e o cenário/figurino respectivamente.

  • Sinopse 

Em Verona, na Itália, por volta de 1600, à rivalidade entre os Montecchios e os Capuletos acentua-se e os conflitos estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz. Num baile de máscaras na casa dos Capuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta Capuleto. A paixão é mútua e instantânea. Ao descobrir que pertencem a famílias inimigas, os dois se desesperam. Resolvem casar-se secretamente. Como todos já sabem, o destino do amor entre Romeu e Julieta seria trágico. Nesta inusitada montagem do clássico de Shakespeare, os jovens Romeu e Julieta são interpretados pelos consagrados atores Renato Borghi e Miriam Mehler, ambos na casa dos 80 anos de idade. Todos os outros personagens da peça são distribuídos entre os atores Elcio Nogueira Seixas e Carolina Fabri. Direção e adaptação de Marcelo Lazzaratto.

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Romeu & Julieta 80!
Com Renato Borghi, Miriam Mehler, Elcio Nogueira Seixas e Carolina Fabri
Sesc Ipiranga (R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo)
Duração 90 minutos
18/01 até 18/02
Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h (haverá espetáculo 25/01)
$30
Classificação 12 anos

E A VIDA CONTINUA…

Adaptado de um dos mais belos romances, psicografado por Chico Xavier, a peça aborda a vingança, o amor e o perdão nas complexas relações entre dos dois planos de vida.

O livro psicografado por Chico Xavier, e ditado pelo espírito de André Luiz, já foi inspiração de uma das novelas de maior sucesso da televisão brasileira e de seu remake pela Rede Globo: A Viagem. Agora, a história contada em ‘E A Vida Continua…” ganha adaptação e direção de Orlando Vieira, e narra os encontros e desencontros das personagens nos dois planos de vida.

A montagem de “E a vida continua…” conta a história de Evelina e Ernesto em recuperação, após a morte, no plano espiritual. A importância da condição mental e sua influência no despertar dos protagonistas são valorizadas. E o reencontro de cada um com suas famílias encarnadas, enquanto desvendam os dois juntos, as teias que o destino tece para entrelaçar espíritos.

Uma história marcada por desejo, ambição, assassinato, vingança, e também por amor, resignação e perdão.

A peça tem a narração da história focada no dinamismo e na emoção. Os personagens transitam de forma clara os dois planos de vida, enquanto mostram o intercâmbio e a influência das relações entre os encarnados e os espíritos. Assim o espectador vai se conduzir pela naturalidade das interpretações do elenco, enquanto se encanta num espetáculo de beleza estética e tocante.

A adaptação e direção é de Orlando Vieira. A concepção original do cenário é de Renato Scripilitti, o figurino de Ellen Cristine. A luz é de Rodrigo de Souza. A programação visual é de João Carlos Deon. Direção de produção Adriano Souza.

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E a vida continua…
Com Sílvio Toledo, Kátia Roberta, Orlando Vieira, Débora Munhyz, João Carlos Deon, Patrícia Rinaldi, Gal Spitzer, Tainan Porcel e Felipe Gonzales
Teatro Santo Agostinho (R. Apeninos, 118 – Liberdade, São Paulo)
Duração 90 minutos
14/01 até 25/03
Domingo – 18 horas
$60
Classificação 10 anos.

COISAS ESTRANHAS ACONTECEM NESTA CASA

Um grande mistério chega aos teatros neste verão. A nova comédia de Pablo Diego Garcia tem co-direção de Marisa Orth e direção geral de Marcio Macena. A peça conta a história de 5 personagens excêntricos,  presos por uma tempestade, e muitos segredos dentro de uma mansão mau assombrada.

Coisas Estranhas Acontecem Nesta Casa celebra a diversidade dentro de um contexto absurdo. A peça fala sobre a família que podemos escolher, sobre os monstros que temos que matar para sobreviver, e sobre os problemas que devemos enterrar no nosso jardim.

Fleury, Kleber e Alfredo são três excêntricos, dramáticos e misteriosos homens, que moram juntos em um casarão no alto da serra em Campos do Jordão. Tudo poderia ocorrer bem na vida desses personagens não fosse o fato de eles estarem falidos e se odiarem. Fleury é o mais velho e está perdendo a memória; Kleber é alcoólatra, mau humorado e fumante compulsivo; Alfredo é um costureiro sem talento. Tudo começa quando Fleury esquece a panela de pressão no fogo e explode o jantar que seria servido para a cliente mais importante de Alfredo, a socialite Marcela Vitanozzi. A encomenda que Marcela fará ao costureiro poderá salvar os três da miséria. Isso faz com que eles se unam para preparar o melhor jantar já servido até hoje.

Mas algo misterioso acontece e a socialite acaba falecendo durante o jantar. Desesperados eles resolvem enterrar o corpo no jardim, mas são surpreendidos por uma visita inesperada. Um jornalista misterioso aparece querendo entrevistar a socialite. E a confusão estará armada quando os três fizerem de tudo para a defunta parecer vivinha da silva! Muitos segredos serão revelados, uma fortuna em dinheiro estará em jogo e coisas estranhas acontecem pela casa.

A mansão foi erguida no topo da colina. Para chegar até ela é necessário um longo caminho entre as montanhas. Alguns pinheiros se escondem, mas quando se atravessa a densa floresta, já nos deparemos com o grande portão de ferro retorcido onde girassóis foram esculpidos nas grades como colagens infantis. E lá, ao fundo das árvores, a pequena mansão reina como uma velha senhora tomando um chá da tarde.

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Coisas Estranhas Acontecem Nesta Casa
Com Pablo Diego Garcia, Pedro Bosnich, Bruno Sperança, Deo Patricio e Daniel Aguiar
Teatro Augusta (R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 90 minutos
13/01 até 04/03
Sábado – 22h, Domingo – 20h
$50
Classificação 12 anos

VISITANDO SR. GREEN

Atendendo a pedidos, o ator, diretor, artista plástico e produtor cultural Sergio Mamberti reestreia Visitando Sr. Green no Teatro Jaraguá, a partir de 12 de janeiro, em curta temporada com ingressos populares.

Na peça, que estreou em abril de 2015, Mamberti divide o palco com Ricardo Gelli, sob direção de Cassio Scapin.

Um pequeno acidente de trânsito nas ruas de Nova York acaba provocando a aproximação entre o Sr Green, um velho e solitário judeu ortodoxo, e Ross Gardner, um jovem executivo de 29 anos que, acusado de negligência na direção e considerado culpado pela ocorrência, recebe como pena prestar serviço comunitário junto à vítima uma vez por semana, por seis meses. A circunstância legal que os uniu involuntariamente, envolve os dois em situações inusitadas, com traços de fino humor e de profunda emoção.

Revelando pouco a pouco a personalidade de cada um, suas realizações e suas frustrações acabam por constituir a trama central da peça através da riqueza da narrativa e dos instigantes diálogos de Jeff Baron. Retratam também, magistralmente, os aspectos mais pitorescos da cultura judaica, bem como os encontros e desencontros de dois habitantes de uma metrópole como Nova York.

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Visitando Sr. Green
Com Sergio Mamberti e Ricardo Gelli
Teatro Jaraguá – Hotel Novotel (Rua Martins Fontes, 71. Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
12/01 até 18/03
Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50
Classificação 14 anos

INTERVENÇÃO DALLOWAY: RIO DOS MALEFÍCIOS DO DIABO

Em seu novo espetáculo o Grupo XIX de Teatro convida o público a caminhar pelas ruas do centro, contemplar espaços públicos e habitar uma estufa promovendo outras formas de ocupar e conviver no cotidiano urbano. Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo estreia dia 27 de novembro, segunda-feira, às 16h. A temporada segue até 14 de dezembro, com sessões de segunda a quinta-feira, sempre às 16h. A montagem tem o apoio da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

O espetáculo-performance é itinerante. A peça começa no edifício da SEL (Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo), um prédio histórico na Praça Antônio Prado, no Centro. Depois, o público é convidado para um trajeto até chegar ao local onde será construída uma estufa.

O romance Mrs Dalloway de Virgínia Wolf (1882-1941) norteia a construção da performance. O grupo se inspirou pela fábula de uma mulher de classe alta que sai pela cidade e ao fim do dia dá uma festa em sua casa. “O livro é também sobre olhar e ser olhado. Sobre o que vemos, como vemos e como somos vistos no emaranhando de corpos que desfilam pelos centros urbanos diariamente”, conta o diretor do grupo, Luiz Fernando Marques.

A obra se passa num dia na vida dessa mulher que decide ir comprar as flores para a festa que dará à noite. Ela caminha pela Londres do século 19 imersa em seus pensamentos, cruzando com outras pessoas também em seus próprios pensamentos,  todos ligados por uma rede invisível,  submersa, que os une. Estudantes,  comerciantes, donas de casa, um homem que irá se matar, talvez a rainha, que passa num carro oficial,  todas essas trajetórias individuais unidas na sincronicidade das horas. “Propomos assim, uma experiência de possíveis caminhos pela cidade de São Paulo do século 21, com suas contradições, sua frenética movimentação e todas as vidas individuais que se cruzam nesse espaço coletivo. Lembrando que é muito perigoso viver, por um só dia que seja”, explica a atriz Juliana Sanches.

A ideia de uma estufa, artificial e temporária, invasiva ao mesmo tempo que orgânica, aponta para o desejo de um diálogo físico e metafórico entre os artistas e o público, entre todos e a cidade. “Pretendemos sobretudo transformar o espaço do cotidiano em testemunho, em uma experiência vivida e compartilhada. Proporcionar um estado latente de presença diante de um ato, injetado artificialmente no hábito do cotidiano urbano”, fala Marques.

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Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo
Com Janaina Leite, Juliana Sanches, Luiz Fernando Marques, Rodolfo Amorim e Ronaldo Serruya.
Ponto de encontro: Edifício-sede da SELJ – Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo (antigo Banco de São Paulo) (Praça Antônio Prado, nº 9, Centro, São Paulo)
Duração 90 minutos
27/11 até 14/12
Segunda, Terça, Quarta e Quinta – 16h
Ingresso grátis (reservas de ingressos: reservadalloway@gmail.com/ )
Classificação 12 anos

DOC A.A.A.

No período de 3 de novembro a 17 de dezembro, o Núcleo de Artes Cênicas apresenta, na Sala Arquimedes Ribeiro do Complexo Cultural Funarte SP, o espetáculo DOC. A.A.A.O espetáculo fica em cartaz de sextas a domingos, sempre às 19h. Os ingressos têm preços populares.

Em uma reunião de Adictos de Afeto Anônimos, os membros são livres para compartilhar o que sentem, em um ambiente sem julgamentos. Em comum, o que temos de mais humano: a dependência afetiva, a necessidade de ser amado e de amar, muitas vezes, sem limites. O espetáculo faz um apelo para que o público reconheça e acolha sua condição humana.

Sobre o Núcleo de Artes Cênicas

O Núcleo de Artes Cênicas (NAC) é um espaço de investigação das Artes Cênicas, que oferece gratuitamente um curso anual de atuação teatral tendo em vista questionamentos de paradigmas tanto da linguagem cênica quanto das práticas humanas do nosso tempo.

O NAC é coordenado por Lee Taylor, mestre em Pedagogia do Teatro – Formação do Artista Teatral junto ao Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (PPGAC/ECA/USP).

O curso de atuação do NAC é desenvolvido em três módulos, com duração aproximada de dez meses no total, sendo o primeiro dedicado ao aperfeiçoamento artístico de cada participante (quatro meses), o segundo à construção de uma obra teatral que estimule a criação autoral do elenco (quatro meses) e o terceiro à temporada do espetáculo (dois meses).

O NAC foi criado em 15 de abril de 2013 e desde a sua inauguração tem estabelecido parcerias com diferentes instituições, que apoiam e abrigam as atividades do curso e as temporadas dos espetáculos. Nos anos de 2014 e 2015 o NAC foi selecionado para o programa “Obras em Construção” da Casa das Caldeiras, onde realizou residência artística. A partir de 2016, o NAC estabeleceu uma parceria com o TUSP e com a Funarte SP.

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DOC. A.A.A.
Com Anderson Vianna, Flávia Meyer, Giovanna Siqueira, Livia Matuti, Paulo Victor Gandra, Rebeca Ristoff
Complexo Cultural Funarte SP – Sala Arquimedes Ribeiro (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 90 minutos
03/11 até 17/12
Sexta, Sábado e Domingo – 19h
$20
Classificação 14 anos