PORNOTEOBRASIL

Diante do conturbado cenário sociopolítico brasileiro atual, o Tablado de Arruar apresenta Pornoteobrasil, com texto do dramaturgo Alexandre Dal Farra, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, onde segue em cartaz até 6 de abril. As sessões acontecem às quintas e sextas-feiras às 20h e sábados às 18h, com ingressos grátis.

Co-dirigido por Dal Farra e Clayton Mariano, o espetáculo se passa no Brasil contemporâneo, no cenário de um acidente ou atentado – não é possível afirmar ao certo. É neste espaço de destruição e catástrofe que a peça se dá. Depois de uma situação traumática como essas é comum que o sujeito tenha as suas estruturas abaladas, estruturas estas que constituíam o seu próprio olhar para si mesmo, para o seu passado, para o seu presente, e para o futuro.  Depois do acidente, três cenas procuram abordar aspectos diversos de um mesmo trauma. Primeiramente, um texto reflexivo discorre sobre perspectivas religiosas diversas, na tentativa de construir um olhar teológico para o presente. Em seguida, pessoas procuram lidar com as próprias memórias, sem conseguir ordená-las. E, finalmente, brota, do meio das memórias destroçadas, uma cena de violência e desespero, como se o terror da violência sofrida no passado recente emanasse para o presente em forma de terror em relação ao futuro.

Em alguns momentos, a encenação sugere que o país pode não ter saído completamente do tempo histórico que começou com o Golpe Militar de 1964. “O que se percebe de maneira indireta e oblíqua nas memórias dos personagens é que, de alguma forma, a sombra da ditadura não eram apenas sombras. Ela estava mascarada sob outras formas. Vemos também fragmentos dos caminhos da esquerda e pedaços de uma história que resultou no que vivemos atualmente”, esclarece Alexandre Dal Farra.

O cenário devastado, de acordo com Clayton Mariano, é uma metáfora para a situação sociopolítica brasileira atual. “O acidente é tanto uma referência mais direta à greve dos caminhoneiros de 2018 como também a imaginação de um desastre na estrada, no qual vários caminhões tombam e derrubam seus produtos na pista. E, como a peça começa com essa imagem, é como se no Brasil já vivêssemos nessa tragédia antes mesmo do recente avanço da extrema direita”, explica.

As figuras se comportam como o príncipe Míchkin, protagonista do romance O Idiota, do russo Fiódor Dostoievsky. “Eles comentam fatos e momentos políticos vivenciados no passado, mas não conseguem criar um pensamento crítico – nem nas memórias, nem no presente. Eles não conseguem se posicionar ou concatenar ideias”, revela Mariano.

Além do clássico russo, a encenação teve como referências o romance O Estrangeiro, do argeliano Albert Camus, a Pornochanchada brasileira e o livro Três Mulheres de Três Pppês, de Paulo Emílio Sales Gomes. “Creio que o ‘O Estrangeiro’ e ‘O Idiota’ confluem na construção de um ponto de vista sobre algo perplexo para o agora, que é o que defendemos como a única possibilidade de olhar realmente para as coisas. Por outro lado, as demais obras entraram como parte dessa tentativa de construir um olhar sobre o outro, a elite brasileira – sobre o que não somos e que não soubemos perceber”, acrescenta Dal Farra.

Há, além disso, uma referência às novas teologias que se propagam na sociedade brasileira atual. “O próprio termo ‘pornoteo’ do título tem a ver com a junção de uma elite pornográfica – no sentido de explicitude – e essa teologia nova do Estado Teocrático, no qual estamos inseridos. No entanto, tal junção não é, para nós, uma crítica à igreja pura e simples, e sim, a aceitação da sua importância e centralidade”, elucida Mariano.

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Pornoteobrasil

Com André Capuano, Alexandra Tavares, Gabriela Elias, Ligia Oliveira e Vitor Vieira

Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Anexo (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro – São Paulo)

Duração 90 minutos

21/02 até 06/04

Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h

Entrada gratuita (distribuídos uma hora antes)

Classificação 14 anos

 

AMOR NÃO RECOMENDADO

Realizado pelo Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (LCICC – UFF), o espetáculo “Amor Não Recomendado”, com direção e dramaturgia de Martha Ribeiro, faz curta temporada, de 19 a 27 de março, às terças e quartas-feiras, às 20h, no Teatro da UFF, em Niterói.

A peça parte das inquietações contidas no “Banquete” de Platão para nos questionar sobre amor e desejo nos dias de hoje. A partir de cinco hipóteses sobre o afeto, “Amor Não Recomendado” nos oferece diferentes pontos de vista sobre o amor e sua escassez, confrontando o sujeito contemporâneo com seus inconfessáveis desejos de destruição de si e do objeto amado.

O espetáculo convoca personalidades marginais, artistas conturbados e personagens clássicos, como Artaud, Nijinsky e Fedra, para compor uma paisagem ótico-sonora que nos desafia a pensar o que fazemos em nome do amor – afirma Martha.

Mais informações sobre o espetáculo no https://www.facebook.com/amornrecomendado/

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Amor Não Recomendado

Com Bruno Bernardini, Charlotte Cochrane, Claudia Wer, Lucas Rodrigues, Nicolle Longobardi, Raíza Cardoso, Thales Ferreira

Teatro da Universidade Federal Fluminense (Centro de Artes UFF – R. Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ)

Duração 90 minutos

19 a 27/03

Terça e Quarta – 20h

$30

Classificação 16 anos

A BELA E A FERA – UMA HISTÓRIA ENCANTADA

A ER Arte produções traz aos palcos do Teatro Fernando Torres , uma adaptação de Cristiane Marques sobre o apaixonante conto de fadas francês escrito por Jeanne-Marie LePrince de Beaumont., essa produção mágica que vem encantando o público infantil desde de sua montagem em 2015: “A Bela e a Fera – Uma História Encantada” um espetáculo para toda a família.

 “Esta história de amor clássica está cheia de personagens inesquecíveis, cenas fantásticas e figurinos deslumbrantes, além é claro de belas e originais canções. O espetáculo tem 35 profissionais envolvidos, 10 atores, mais de 40 luxuosos figurinos, 5 cenários e efeitos especiais incríveis preparados para criar toda a magia que envolve a história”.

A Bela e a Fera – A história encantada

Com Tawany Rein, Rodrygo Biancchi, Felipe Estevão, Tami Pontes, Christopher Jonas, Ygor Sapucaia, Andrea Zanotti, Fernando Borges, Guilherme Pedroso, Gabriella Tavares

Teatro Fernando Torres (Rua Padre Estevão Pernet, 588 – Tatuapé, São Paulo)

Duração 90 minutos

09/03 até 28/04 (não haverá sessão 24/03)

Sábado e Domingo – 16h

$50

Classificação livre

PAISAGENS PARA NÃO COLORIR

Nos dias 20 e 21 de março, o Teatro Porto Seguro recebe o espetáculo internacional Paisagens para Não Colorir. A produção chilena integra a programação da sexta edição da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, que acontece de 14 a 24 de março, em diversos espaços da cidade de São Paulo e traz artistas de vários países como Bélgica, Brasil, Chile, Congo, Itália, Reino Unido e Suíça.

Paisagens para Não Colorir, dirigido por Marco Layera, foi resultado de um longo processo de criação realizado com onze adolescentes chilenas entre 13 e 17 anos. A partir dos seus depoimentos pessoais, que envolvem questões relativas aos preconceitos, sexualidade e violência, o espetáculo cria uma sensível e reveladora experiência para o espectador.

O público acompanha os relatos de temores, desejos, vulnerabilidades, todos baseados em histórias reais vividas por elas. Presenciando também seus posicionamentos e lutas diante de um mundo adulto que insiste em não lhes dar voz. O espetáculo foi um dos grandes destaques da última edição do Festival Santiago a Mil, em janeiro de 2019, não apenas pela originalidade da proposta, mas também pela força emocional que provoca.

O espetáculo traz à tona problemas que são invisíveis ou silenciados pela sociedade, dá voz a segmentos vulneráveis, sensibilizando o público para temas complexos e ainda não suficientemente discutidos.

A sexta edição da MITsp tem apresentação do Ministério da Cidadania e Banco Itaú, realização da Olhares Instituto Cultural, ECUM Central de Produção, Itaú Cultural, Sesc São Paulo e correalização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa – Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de São Paulo, Sesi-SP, Consulado Geral da França, Instituto Francês no Brasil, Pro Helvetia, Consulado Geral da Alemanha em São Paulo, Goethe-Institut, British Council, Cultura Inglesa, Instituto Italiano de Cultura de São Paulo; copatrocínio ASUS e Porto Seguro.

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Paisagens para não Colorir

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 90 minutos

20 e 21/03

Quarta e Quinta – 19h

$30/$40

Classificação 14 anos

O FILHO PRÓDIGO

A Cia Artística Gênesis trará aos palcos do Teatro Municipal Glória Giglio – Osasco um incrível espetáculo, cheio de cenários que prometem impressionar o público, inspirado em grandes musicais, com muita dança e encenação para contar essa história fantástica do filho prodigo.

A história é uma adaptação da Parábola do Filho Pródigo, narrando a vida de um pai que possuía dois filhos, em um belo dia o mais novo pede ao pai a sua herança e parte para terras distantes gastando tudo o que tem com os prazeres da vida, quando a herança acaba o filho mais novo se vê sem nada e começa a padecer necessidades, fazendo-o refletir sobre sua vida e em suas escolhas.

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O Filho Pródigo

Com Cia Artística Gênesis

Teatro Municipal Glória Giglio (Av. dos Autonomistas, 1533 – Vila Campesina, Osasco)

Duração 90 minutos

16/03

Sábado – 17h e 20h

$40 (lote promocional $20)

Classificação: Livre

PORNOTEOBRASIL

Diante do conturbado cenário sociopolítico brasileiro atual, o Tablado de Arruar apresenta Pornoteobrasil, novo espetáculo com texto do dramaturgo Alexandre Dal Farra, que estreia no dia 21 de fevereiro na Oficina Cultural Oswald de Andrade, onde segueem cartaz até 6 de abril. As sessões acontecem de quinta a sábado, sempre às 20h, com ingressos grátis.

Co-dirigido por Dal Farra e Clayton Mariano, o espetáculo se passa no Brasil contemporâneo, no cenário de um acidente ou atentado – não é possível afirmar ao certo. É neste espaço de destruição e catástrofe que a peça se dá. Depois de uma situação traumática como essas é comum que o sujeito tenha as suas estruturas abaladas, estruturas estas que constituíam o seu próprio olhar para si mesmo, para o seu passado, para o seu presente, e para o futuro.  Depois do acidente, três cenas procuram abordar aspectos diversos de um mesmo trauma. Primeiramente, um texto reflexivo discorre sobre perspectivas religiosas diversas, na tentativa de construir um olhar teológico para o presente. Em seguida, pessoas procuram lidar com as próprias memórias, sem conseguir ordená-las. E, finalmente, brota, do meio das memórias destroçadas, uma cena de violência e desespero, como se o terror da violência sofrida no passado recente emanasse para o presente em forma de terror em relação ao futuro.

Em alguns momentos, a encenação sugere que o país pode não ter saído completamente do tempo histórico que começou com o Golpe Militar de 1964. “O que se percebe de maneira indireta e oblíqua nas memórias dos personagens é que, de alguma forma, a sombra da ditadura não eram apenas sombras. Ela estava mascarada sob outras formas. Vemos também fragmentos dos caminhos da esquerda e pedaços de uma história que resultou no que vivemos atualmente”, esclarece Alexandre Dal Farra.

O cenário devastado, de acordo com Clayton Mariano, é uma metáfora para a situação sociopolítica brasileira atual. “O acidente é tanto uma referência mais direta à greve dos caminhoneiros de 2018 como também a imaginação de um desastre na estrada, no qual vários caminhões tombam e derrubam seus produtos na pista. E, como a peça começa com essa imagem, é como se no Brasil já vivêssemos nessa tragédia antes mesmo do recente avanço da extrema direita”, explica.

As figuras se comportam como o príncipe Míchkin, protagonista do romance O Idiota, do russo Fiódor Dostoievsky. “Eles comentam fatos e momentos políticos vivenciados no passado, mas não conseguem criar um pensamento crítico – nem nas memórias, nem no presente. Eles não conseguem se posicionar ou concatenar ideias”, revela Mariano.

Além do clássico russo, a encenação teve como referências o romance O Estrangeiro, do argeliano Albert Camus, a Pornochanchada brasileira e o livro Três Mulheres de Três Pppês, de Paulo Emílio Sales Gomes. “Creio que o ‘O Estrangeiro’ e ‘O Idiota’ confluem na construção de um ponto de vista sobre algo perplexo para o agora, que é o que defendemos como a única possibilidade de olhar realmente para as coisas. Por outro lado, as demais obras entraram como parte dessa tentativa de construir um olhar sobre o outro, a elite brasileira – sobre o que não somos e que não soubemos perceber”, acrescenta Dal Farra.

Há, além disso, uma referência às novas teologias que se propagam na sociedade brasileira atual. “O próprio termo ‘pornoteo’ do título tem a ver com a junção de uma elite pornográfica – no sentido de explicitude – e essa teologia nova do Estado Teocrático, no qual estamos inseridos. No entanto, tal junção não é, para nós, uma crítica à igreja pura e simples, e sim, a aceitação da sua importância e centralidade”, elucida Mariano.

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Pornoteobrasil

Com André Capuano, Alexandra Tavares, Gabriela Elias, Ligia Oliveira e Vitor Vieira

Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala 3 (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 90 minutos

21/02 até 06/04 (não haverá apresentação 01/03)

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

Entrada gratuita (distribuídos uma hora antes)

Classificação 14 anos

IMORTAIS

Contemporâneo e tradicional, vida e morte, liberdade e moral, masculino e feminino entram radicalmente em choque na peça Imortais, com texto de Newton Moreno e direção de Inez Viana, o mais recente trabalho da veterana Denise Weinberg. Esses conflitos servem para criar uma reflexão sobre a noção de pertencimento e sobre quais aspectos da experiência humana são capazes de tornar um indivíduo imortal. A montagem rendeu a Newton Moreno o Prêmio Aplauso Brasil de melhor dramaturgia de 2017 e a indicação ao Prêmio Shell na mesma categoria. Também recebeu a indicação ao Prêmio Aplauso Brasil de melhor cenário para André Cortez.

A trama narra o reencontro entre uma mãe extremamente apegada às tradições e uma filha que não se ajustou ao modo de vida de sua casa, fugiu precocemente e, desde então, nunca mais falou com a família. Doente e desenganada, a matriarca amargurada decide se mudar para o cemitério onde o marido e a outra filha estão enterrados, com a última esperança de que alguém apareça para realizar a coberta de sua alma.

De acordo com esse ritual fúnebre de origem açoriana (também realizado em comunidades conservadoras no sul do Brasil), quando uma pessoa morre, é preciso que um ente querido vista suas roupas e imite seus gestos para que seu espírito possa se despedir de todos e descansar em paz.

A filha retorna à terra natal acompanhada de seu noivo, um homem trans ainda em processo de transição. Enquanto espera pela morte, a mãe precisa assimilar a cultura e o modo de vida da sua única herdeira, além de enfrentar um segredo terrível do passado que a filha carregou durante todos esses anos.

A encenação, segundo Denise Weinberg, trata da necessidade de se resgatar um ritual para que as pessoas possam celebrar a vida, os nascimentos, as mortes, as aventuras, as desventuras, os encontros e os desencontros. “Por que temos essa preocupação em deixar uma saudade, em marcar nossa caminhada fazendo algo ‘importante’, esse incômodo de sermos mortais, finitos? Por que querermos ser tão notados, tão aceitos, tão amados? Essas são perguntas que sempre fiz e sempre farei. Onde ficam aqueles que não pertencem a lugar nenhum?”, complementa a atriz.

Para Newton Moreno a ‘coberta da alma’ surge como meio – dispositivo performático da raiz – proposto para detonar esta reflexão. Até onde a tradição e o contemporâneo podem conviver e se retroalimentar? Qual a negociação ainda possível entre os dois?

Segundo a diretora Inez Viana esta peça fala de tradição, família, traição, morte e desamor. Falamos aqui de escolha e liberdade, através do encontro de três mulheres, no momento em que decidem seguir por outros caminhos, mudar o rumo de suas vidas.

Além de Weinberg, o elenco da peça é formado pelas atrizes Michelle Boesche e Simone Evaristo e pelo músico Gregory Slivar, que interpreta ao vivo a trilha sonora. O espetáculo estreou em junho no Sesc Consolação.

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Imortais

Com Denise Weinberg, Michelle Boesche e Simone Evaristo

Duração 90 minutos (mais 30 minutos de debate)

Classificação 14 anos

Teatro Municipal João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino – São Paulo)

02/03, 03/03, 07/03 e 08/03

Quinta, Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h

$20

Workshop da Denise Weinberg no Teatro João Caetano – dia 09/03 – às 15h00.

Informações: (11) 5573-3774 / 5549-1744

Teatro Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana – São Paulo)

30/03, 31/03, 04/04, 05/04, 13/04 e 14/04

Quinta, Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h

$20

Workshop da Denise Weinberg no Teatro Alfredo Mesquita – dia 06/04 – às 15h00.

Informações: (11) 2221-3657