BEATLES PARA CRIANÇAS 2 – A BAGUNÇA CONTINUA

Beatles Para Crianças 2 traz um repertório renovado, com canções como Sargent PeppersLonely Hearts Club BandShe Loves YouObladi ObladaOctopus Garden, entre outras. Vídeos e animações operadas ao vivo deixam o espetáculo ainda mais atraente.

As crianças são apresentadas também a novos e diferentes instrumentos musicais, tais como banjo, gaita, sanfona, escaleta e outros. E mantendo a tradição do grupo, dessa vez as crianças recebem no final do show uma carteirinha de Fã Número 1

Beatles Para Crianças 2 – A Bagunça Continua
Com Beatles Para Crianças
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 70 minutos
10/03 até 29/04
Sábado e Domingo – 15h
$30/$60
Classificação Livre

SENHORA DOS AFOGADOS

Ligações incestuosas, obsessões, pulsões arcaicas, conflitos entre o lógico e o irracional, todas as amarras são rompidas, os personagens se movem num tempo verdadeiramente mítico, do inconsciente. Senhora dos Afogados é uma peça que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre-devoram num inferno de culpas desmedidas.

Dona Eduarda, esposa de Misael, e Moema, única filha mulher que restara, além do irmão, Paulo, se degladiam em torno da questão do pudor e da honra da mulher, hostilizando-se devido a um ódio primordial. Moema, que gostaria de viver sozinha com o pai, urde um plano para que a mãe o traia com o próprio noivo, um ex-oficial da marinha.

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Senhora dos Afogados
Com Alexia Dechamps, João Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado.
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 90 minutos
23/02 até 29/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$70/$90
Classificação 16 anos

BIBI, UMA VIDA EM MUSICAL

Não consigo lembrar de mim fora de um teatro”. É assim que Bibi Ferreira, 95 anos, 76 como atriz, cantora, diretora e produtora, se descreve.

A trajetória pessoal e profissional dessa estrela brasileira só poderia ser contada e celebrada levando para o palco o próprio palco, das companhias de comédia, do teatro de revista, dos grandes musicais e do teatro engajado em que ela atuou.

E assim é BIBI, uma vida em musical, um espetáculo inédito, escrito por Artur Xexéo e Luanna Guimarães, sob direção geral de Tadeu Aguiar, que tem estreia nacional em 5 de janeiro de 2018, no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro.

Apresentado pelo Ministério da Cultura e Circuito Cultural Bradesco Seguros, através da lei Rouanet, o musical é uma realização da Negri e Tinoco Produções Artísticas [espetáculo “Excepcionalmente Normal” e diversos shows de Thereza Tinoco e Áurea Martins].

A atriz paulistana Amanda Acosta será Bibi. Ela foi Eliza Doolittle na montagem paulista de “My Fair Lady” de 2006, o mesmo papel que Bibi Ferreira fez na primeira montagem brasileira da peça americana. Amanda foi integrante do Trem da Alegria, de 1988 a 1992, quando o trio se desfez. Atriz de cinema e TV, ela fez no teatro musical “Essa é a nossa Canção”, “Baby, o Musical” e “4Faces do Amor”, todas sob direção de Tadeu Aguiar. Mais 18 atores integram o elenco.

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Em BIBI, uma vida em musical, a história familiar, profissional e amorosa da artista se enredam. A formação em música, dança e línguas estrangeiras foi estimulada pela mãe Aida Izquierdo, bailarina espanhola. A estreia profissional no teatro, aos 19 anos, foi pela mão do pai, o ator Procópio Ferreira, em papel escrito por ele para a filha. Assim, o musical percorre todas as fases da vida de Bibi, da escolha do seu nome, sua preparação para os palcos, os espetáculos musicais como os inesquecíveis “Gota d’Água”, de Paulo Pontes e Chico Buarque, “My Fair Lady”, “Alô Dolly” e “Piaf, a Vida de Uma Estrela da Canção”,  seus casamentos, o nascimento da filha única, Tina Ferreira,  as viagens para Portugal e Inglaterra a trabalho, a homenagem da escola de samba Viradouro até sua chegada a um teatro da Broadway, aos 90 anos.

Artur Xexéo [“Cartola – O Mundo é um Moinho”, “Eu Não Posso Lembrar Que Te Amei – Dalva e Herivelto”, “Hebe, o Musical”] avalia a importância de Bibi Ferreira na profissionalização do ator no Brasil, em relação ao seu ofício. “Em relação ao teatro musical, ela foi, sem dúvida, a primeira atriz brasileira pronta para o gênero. Antes dela, havia as vedetes de revista, não necessariamente atrizes“, diz o coautor do texto.

Sob direção musical de Tony Lucchesi [“60! Década de Arromba – Doc. Musical”, “Eu não posso lembrar que te amei–Dalva e Herivelto”], oito músicos interpretam 33 canções, das quais cinco foram criadas para o espetáculo, letra e música, por Thereza Tinoco [suas composições foram gravadas por Simone, Ney Matogrosso, Lucinha Araújo, entre outros. Sua canção O Viajante foi tema do personagem de Tony Ramos, na novela Baila Comigo, da TV Globo. Compôs para vários infantis, para “Fica Combinado Assim”, de Herval Rossano, e dois números musicais para Bibi in Concert Pop, III, a pedido de Bibi Ferreira].

BIBI, uma vida em musical tem direção geral de Tadeu Aguiar [“Quase Normal”, “Ou tudo ou Nada”, “Essa é a nossa Canção” , “4Faces do Amor”, “Para sempre ABBA”, “Eu não posso lembrar que te amei–Dalva e Herivelto”].

 

Veja, abaixo, o convite do ator que interpreta o pai da atriz, Procópio Ferreira.

Bibi, Uma Vida em Musical
Com Amanda Acosta, Analu Pimenta, André Luiz Odin, Bel Lima, Caio Giovani, Carlos Darzé, Chris Penna, Fernanda Gabriela, Flavia Santana, Guilherme Logullo, João Telles, Julie Duarte, Leandro Melo, Leo Bahia, Leonam Moraes, Luísa Vianna, Moira Osório, Rosana Penna, Simone Centurione.
Teatro Oi Casagrande (Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro)
Duração 140 minutos
05/01 até 01/04
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 19h
$50/$150
Classificação 10 anos

UM BONDE CHAMADO DESEJO

A história criada por Tennessee Williams narra a decadência de Blanche Dubois, que se abriga na casa da irmã, Stella, para fugir do passado e se depara com seu vulgar cunhado, Stanley Kowalski. Marlon Brando e Jessica Tandy interpretaram, em 1947, na Broadway, dirigidos por Elia Kazan, os protagonistas que aqui são representados por Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis. O texto ganharia notoriedade mundial no cinema, quatro anos depois, quando o mesmo Kazan dirigiu a adaptação cinematográfica com Brando e Vivian Leigh nos papéis principais.

Na trama, a sonhadora e atormentada Blanche DuBois muda-se para a casa da irmã, Stella, no estado norte americano de New Orleans, para logo entrar em violento embate com a brutalidade de seu cunhado, Stanley. Na tensão entre a carnalidade bestial de Stanley e o espírito etéreo de Blanche, ergue-se a mais pungente e bela metáfora do duelo entre o sonho e a realidade, entre a alma e o corpo, que o teatro já produziu.

Com direção de Rafael Gomes, completam o elenco Donizeti Mazonas (no papel de Harold Mitchell), Virgínia Buckowski (no papel de Stella Kowalski), além dos atores Fabrício Licursi, Nana Yazbek e Davi Novaes.

Através do enredo doméstico de Tennessee Williams, criam-se complexos universos éticos e estéticos, com refinadas teias simbólicas, maestria de linguagem e, principalmente, enorme envergadura moral.

O diretor Rafael Gomes, um dos mais destacados encenadores da nova cena teatral paulistana (Prêmio APCA por Música Para Cortar Os Pulsostrês indicações ao Prêmio Shell por Gotas D’Água Sobre Pedras Escaldantesmais de 20 indicações e 5 Prêmios conquistados pelo musical Gota D’Água [a seco]; 2 indicações de melhor espetáculo e Prêmio APCA de melhor autor para a peça Os Arqueólogos) é um profissional que, assim como Elia Kazan, diretor da montagem inaugural do texto, transita entre o Audiovisual e o Teatro, com experiência multidisciplinar, buscando as particularidades e convergências em cada uma das artes, bem como aquilo que as alimenta mutuamente.

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Um Bonde Chamado Desejo
Com Maria Luisa Mendonça, Eduardo Moscovis, Virgínia Buckowski, Donizeti Mazonas, Fabricio Licursi, Nana Yazbek e Davi Novaes
Teatro Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 110 minutos
19/01 até 01/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$80
Classificação 14 anos

TOUR DU MONDE

A noite paulistana será presenteada com a estreia do novo show do Burlesque Paris 6: Tour Du Monde. Multissensorial e surpreendente, o espetáculo é uma superprodução que mistura teatro físico, dança, circo, ilusionismo, acrobacia, humor e música.

Apresentado por artistas com habilidades incríveis e com experiências internacionais, Tour Du Monde é uma grande homenagem ao mundo, suas particularidades e culturas. É um show repleto de beleza, tecnologia, festividade, com muita alegria, emoção, sensualidade em diferentes aspectos.

Com formato de dinner show, inovador no país, o público pode interagir com o espetáculo enquanto degusta um glamoroso jantar – uma oportunidade única de aliar uma experiência artística e gastronômica ao mesmo tempo.

O projeto é idealizado por Sandro Chaim e dirigido por ele em parceria com Monica Alla, fundadora e diretora do Grupo Ayres, um dos maiores em apresentações e performances acrobáticas do país. Alla também foi uma das coreógrafas de acrobacia aérea da abertura da Copa do Mundo de 2014.

A coreografia é de Weide Barbosa Leite, coreógrafo da abertura e do encerramento da Copa do Mundo 2014 e coreógrafo assistente de Deborah Colcker na abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016.

O show tem sua estreia no próximo dia 22 de setembro para toda a família e fica em cartaz até maio de 2018, sempre às sextas, sábados e domingos.

Elenco renomado

O elenco conta com a experiente e premiada cantora e atriz Leilah Moreno. Dotada de uma voz forte e inconfundível, Moreno já participou de inúmeros musicais e festivais de cinema no Brasil e Europa e já recebeu duas indicações ao Grammy Latino (Revelação) e uma indicação ao Emmy (Melhor Seriado de TV).

O famoso ilusionista Dimy também é uma das atrações. Campeão Latino Americano de Mágicas pela Federação Latino Americana de Sociedades Mágicas (FLASOMA), ganhou o prêmio máximo representando o Brasil no Congresso de Mágicos feito em Buenos Aires, na Argentina.

O elenco conta também 9 artistas performáticos, que realizarão números de dança e acrobacia solo e aérea, como tecido acrobático, lira e pole dance, além de interpretação e poesia. Para a trilha sonora do show, 4 músicos ficam responsáveis pelos instrumentos de percussão, teclado, violão, guitarra, bandolim, baixo e sopro.

Sinopse

O espetáculo conta a história da bailarina Sophie, que deseja viajar pelo mundo. Para ela, a dança é o início de tudo. É a chance de realizar seus sonhos e ir muito além de onde jamais imaginou estar. Em uma noite especial, tudo pode acontecer. Seu sonho pode se realizar de um minuto para o outro. No palco, onde a dança liberta, a magia acontece.

Com sua imaginação fértil, Sophie vai conhecer o mundo numa noite em que todos estão convidados a sonhar. Argentina, França, Portugal, Japão, Rússia, Espanha, Itália, Estados Unidos e Brasil são alguns dos lugares pelos quais viajaremos nessa mágica aventura. Cada país será representado no palco com suas particularidades. Na terra de Evita Perón, o tango não pode ficar de fora, enquanto o fado ganha a vez nos caminhos lusitanos. Sophie é a anfitriã de um espetáculo que fará o espectador viajar sem sair do lugar. Leilah Moreno interpretará as canções características de cada país visitado, enquanto Dimy conduz a história como um mestre de cerimônias.

Tecnologia e Acrobacia

Uma megaestrutura foi montada para criar esse universo lúdico. Aparelhos para acrobacias aéreas foram criados exclusivamente para apresentação. Será utilizado um telão de LED de alta qualidade para conceituar cada país visitado por Sophie. Através da tecnologia de video mapping, técnica inovadora e de alta qualidade, que reproduz vídeos de forma realista, o público irá até cenários característicos das maiores capitais do planeta. As ruas do Caminito, na Argentina, os cabarés luxuosos de Paris, azulejos portugueses, um piquenique nas cerejeiras japonesas e outras paisagens irão ilustrar a essa incrível viagem.

Espetáculo para toda a família

O show contará com uma versão adaptada para toda a família, em horário de matinê. Aos sábados, às 17h, será realizada uma apresentação com classificação etária livre. Na compra do evento, em qualquer data e horário, o espectador terá direito ao jantar especial*, feito especialmente para o Tour du Monde. Se preferir, o público também poderá optar pelos pratos disponíveis no menu do Paris 6 e por pagar o couvert artístico separadamente.

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Tour du Monde
Com Leilah Moreno, Dimy, Thaina Feroldi, Lana Borges, Maria Celeste Mendozi, Renas, Julio Nascimento, Ciro Italo, Barbara Francesquine, Tarik Henrique, Alan Melo
Burlesque – Paris 6 (R. Augusta, 2809 – Jardins, São Paulo)
Duração 90 minutos
22/09 até 05/2018
Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h
$80/$240
Classificação 14 anos (aos sábados, às 17h, será classificação Livre)
 
Informações Complementares: O espaço abre 1 hora antes do horário do show para entrada do público, serviço inicial de bebidas e entrada do jantar. Não será permitida a entrada após início do espetáculo.
*Bebidas serão cobradas à parte.

 

60! DÉCADA DE ARROMBA – DOC. MUSICAL

Aos primeiros acordes da abertura da ópera “O Guarani” (Carlos Gomes), abrem-se as cortinas do espetáculo “60! Década de Arromba – Doc. Musical“, no palco do Theatro Net São Paulo.

O espetáculo, criado por Frederico Reder e Marcos Nauer, retrata – através de projeções de fotos e filmes – o que aconteceu no nosso país e no mundo durante a década de 60. E como estamos falando de teatro musical, a história é embalada por canções do mesmo período.

O que é um Documentário Musical

Nem os autores sabiam. O formato era algo inovador no gênero do Teatro Musical.

O que ambos sabiam era o desejo que Frederico Reder tinha por fazer um musical com a Wanderléa, segundo Marcos Nauer. Era uma relação de fã e ídola. Do convite até o sim, durou aproximadamente um ano.

O musical conta a história do mundo durante esta década. Não há um protagonista específico. Os autores criaram três fios condutores que atravessam o período: a exploração espacial pelos Estados Unidos e União Soviética; o desenvolvimento da juventude (já que até os anos 50, de criança passava-se direto para adulto) e a transformação do papel da mulher na família e sociedade.

Para contar a história, os autores também recorreram aos meios de comunicação. No prólogo, é mostrada a década de 20, com o início das transmissões de rádio no país. E passam-se quatro décadas, até chegar a década de 60, com a televisão e o cinema (o palco do teatro é uma grande televisão – que vai do preto e branco até a em cores).

O musical segue uma estrutura cronológica, que vai mostrando os fatos mais importantes, bem como as músicas lançadas, ano após ano. Há uma intercalação entre os momentos de projeção de filmes e fotos, com o dos atores no palco.

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60! Década de Arromba – Doc. Musical

Pelo palco do Teatro NET São Paulo desfilam cerca de 100 canções desta década, por cerca de 180 minutos, interpretadas por um elenco de 23 jovens atores/cantores. (Não há como destacar um só. Todos têm o seu momento de destaque. São a nova geração de atores do nosso Teatro Musical brasileiro)

Wanderléa aparece ao final do primeiro ato, com a canção “Ternura” (1965), que veio lhe dar o apelido de Ternurinha. É um dos momentos mais aguardados pela plateia. Depois ela volta para cantar outros clássicos, como “Pare o Casamento” (1966), “Pode vir quente que estou fervendo” (1966) e “Te Amo” (1967). Ela encerra o espetáculo com “Foi Assim” (1969) e “É preciso saber viver” (1968).

Durante o espetáculo, algumas cenas marcam emocionalmente a plateia: a construção do Muro de Berlim (1961), tragédia do Gran Circo Norte Americano em Niterói/Rio de Janeiro (1961), o envio dos jovens para lutar no Vietnam (1963), a censura durante o tempo da ditadura (1968); além da perda de personalidades, como Marylin Monroe (1962) e John Kennedy (1963).

Mas também há espaço para o humor. Podemos destacar os atores Rodrigo Naice e Tauã Delmiro, que além de interpretarem vários papéis, cuidam do número de plateia (começo do segundo ato). Ambos são duas freiras que irão reger o público num número musical.

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Os próximos Doc. Musicais

Marcos Nauer disse que, devido a receptividade do público carioca (a temporada inicial prevista era de dois meses, ficaram cinco) e do público paulista, já estão previstos os Doc. Musicais dos anos 70, 80 e 90. “2000 ainda não porque está muito perto.” As pesquisas já começaram. E conjuntamente, Marcos está escrevendo “As Vozes que Mudaram o Mundo“, um outro doc. musical que retrata as vozes negras femininas na América.

Ficou com vontade de ver alguns números musicais? Vá na nosso canal do youtube, que publicamos oito vídeos.

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60! Década de Arromba – Doc. Musical
Com Wanderléa, Amanda Döring, André Sigom, Bel Lima, Camila Braunna, Deborah Marins, Erika Affonso, Ester Freitas, Fernanda Biancamano, Gabi Porto, Giu Mallen, Jade Salim, Leandro Massaferri, Leo Araujo, Marcelo Ferrari, Pedro Arrais, Rachel Cristina, Raphael Rossatto, Rodrigo Morura, Rodrigo Naice, Rodrigo Serphan, Rosana Chayin, Tauã Delmiro, Victor Maia.
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 180 minutos
10/04 até 27/08
Quinta e Sexta – 20h30; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 17h
$50/$220
Classificação 12 anos
Roteiro e Pesquisa: Marcos Nauer
Direção: Frederico Reder
Direção Musical: Tony Lucchesi
Coreografia: Victor Maia
Figurino: Bruno Perlatto
Cenário: Natália Lana
Iluminação: Daniela Sanchez
Diretora Assistente: Alessandra Brantes
Videografismo cenário: Thiago Stauffer
Desenho de Som: Talita Kuroda e Thiago Chaves
Direção de Produção: Juliana Reder e Frederico Reder
Produtores Associados: Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr

BEM SERTANEJO, O MUSICAL

A montagem conta a história da música sertaneja, desde a sua origem caipira, na década de 1920, até os dias mais recentes e traz no repertório cerca de 56 sucessos de nomes consagrados, como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Gustavo Lima, entre outros. 

Do “Fantástico” para os Palcos

Com o mesmo nome do quadro, que foi um sucesso no programa “Fantástico”, exibido pela Rede Globo de Televisão, o protagonista do musical no teatro será o mesmo apresentador da série que é um sucesso e voltará a ser exibida, em breve, no programa.  Michel Teló fará a sua estreia como ator.

Esse é outro mundo para mim. É muito novo ter texto para decorar, ter que interpretar um personagem, aprender as marcações diferentes, estar em cima do palco para um musical é diferente. Mas tem sido um desafio muito bacana”, afirma Michel.

O elenco trará ainda nomes de destaque no cenário do teatro musical brasileiro, como Lilian Menezes, que recentemente chamou a atenção ao protagonizar o sucesso “Elis, A Musical”, Sergio Dalcin, cantor sertanejo e ator, com experiência em musicais, e o premiadíssimo elenco de “Samba Futebol Clube” e “Aquele Abraço” que trabalha com o autor e diretor Gustavo Gasparani há cinco anos. São eles: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima.

Ao escrever Bem Sertanejo – O Musical, voltei à minha infância na fazenda quando queria ser veterinário. A peça conta a trajetória e a formação da música caipira e da cultura interiorana do nosso país de forma poética e não cronológica.  Proponho uma viagem pelos nossos interiores – memórias, infância, descobertas – resgatando, assim, o sertão que há em cada um de nós, e ao mesmo tempo, um contato direto com as nossas raízes culturais. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceitos e longe da palavra progresso. Onde Tarsila, Mário de Andrade e   Villa-Lobos se encontram com Tonico e Tinoco, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho e tantos outros”, explica Gustavo Gasparani.

A turnê percorrerá as seguintes cidades brasileiras: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Ribeirão Preto.

O Universo Sertanejo

Para criar toda a estrutura do musical, o pesquisador André Piunti e Gustavo Gasparani utilizaram vários livros e ouviram muitas músicas, num trabalho minucioso que já dura cerca de dois anos. Marcelo Olinto, figurinista, explica um pouco de onde buscou a inspiração para criar a vestimenta dos atores em cena: “De pesquisa histórica (onde se destaca o livro de Rosa Nepomuceno “Música Caipira – da roça ao rodeio”) aos ensaios de moda. Destaco as telas pintadas por artistas brasileiros, retratando a vida no interior do país e de seus personagens. Vale ressaltar a importância do trabalho de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e, principalmente, Almeida Junior no conceito deste trabalho. Também contribuíram me inspirando os estilistas Gianni Versace e Roberto Cavalli, além da Maison Lesage e seus bordados espetaculares”.

O público que vai assistir ao espetáculo precisa se atentar que não se trata de um show de música sertaneja. É linguagem teatral”, ressalta Aniela Jordan, da Aventura Entretenimento. No Rio de Janeiro, uma ousadia: “Tivemos a ideia de fazer a apresentação no Theatro Municipal, exatamente para levar o público que gosta de sertanejo para esse espaço nobre na cultura da cidade, que está sempre aliado ao clássico”, afirma Aniela que acredita ainda que vai conseguir com o musical atingir ao público que frequenta os teatros, mas desconhece a música sertaneja.

Gringo Cardia, cenógrafo premiado, vai voltar às origens. Tem em seu currículo inúmeros shows sertanejos, realizados no começo de sua carreira. “Eu sempre fui mais da área pop, e conheci o sertanejo de fato há 15 anos. O barato dessa peça, é que vamos poder contar a história do sertanejo raiz. Para isso, eu pensei de imediato na Tarsila do Amaral, que sempre valorizou a cultura do interior do Brasil de uma maneira muito plástica, colorida e moderna.

A história

O primeiro ato é completamente rural, lírico, interiorano, entremeado por poemas de Cora Coralina, Manoel de Barros e inspirado no universo de Guimarães Rosa. Flerta, ainda, com o movimento modernista, que ajudou na construção da nossa identidade brasileira, através dos versos de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, da música de Villa-Lobos e da obra de Tarsila do Amaral, que inspirou a cenografia da peça. Monteiro Lobato, Catulo da Paixão Cearense, Chiquinha Gonzaga, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho, Alvarenga e Ranchinho, também fazem parte desse nosso sertão. Toda a cena se passa no meio do mato, com jeito e perfume do mesmo. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceito e longe da palavra progresso.

No segundo ato, o foco será a trajetória dos artistas caipiras, tais como: Angelino de Oliveira, Raul Torres, João Pacífico, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro, entre outros. Das primeiras apresentações pelo interior até chegar à cidade grande.  De como aquele sertão mítico, isolado do resto do país, vai ficando cada vez mais para trás e os efeitos da sua transformação devido ao progresso e a globalização. O grupo de atores, agora, representa o típico caipira – com o seu chapéu de palha e camisa xadrez – e vai se modificando através do circo/teatro, da rádio e da TV até chegar ao universo pop/multimídia da música sertaneja atual. É nesse contexto que discutimos a rivalidade que há entre o sertanejo pop e o caipira raiz. Mas será que ela existe mesmo? E assim, a tradicional viola caipira das rotas de tropeiros sai do interior do Brasil, se transforma, dialoga com o contemporâneo e vai conquistar o mundo.

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Bem Sertanejo, o Musical
Com Michel Teló, Lilian Menezes, Alan Rocha, Cris Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima, Rodrigo Lima e Sergio Dalcin
Músicos: Sanfona / Gaita / Regente – Marcelo Costa Lima, Teclado 1 – Roberto Bahal, Teclado 2 – Daniel Pereira dos Santos, Bateria – Wesley Abdo, Percussão – Tiago Ferreira, Baixo – Sergio Henrique Soares Lima, Violão / Guitarra – Jonathas Xavier da Silva, Viola – Marcelo Mello do Nascimento
Tom Brasil (R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 200 minutos
21 a 23/04
Sexta e Sábado – 22h; Domingo – 20h
$50/$160
Classificação Livre
 
Porto Alegre – RS – 28 a 30 de abril (SESI) – 21h (28 e 29/04) e às 20h (30/04);
Curitiba – PR – 05 a 07 de maio (Guaíra) – 21h (05 e 06/05) e às 19h(07/05)
Rio de Janeiro – RJ – 10 a 12 de maio (Teatro Municipal) – 20h30m;
Brasília – DF – 19 a 21 de maio (CICB) – 21h (19 e 20/05) e 20h (21/05);
Belo Horizonte – MG – 27 a 28 de maio (Minas Centro) –22h (27/05), 16h e 20h (28/05);
Ribeirão Preto – SP – 02 a 04 de junho (Centro de Eventos) – 21h (02 e 03/06) e 19h (04/06)
 
Texto – Gustavo Gasparani
Direção Geral– Gustavo Gasparani
Direção Musical e arranjos – Marcelo Alonso Neves
Arranjos e Preparação vocal – Mauricio Detoni
Roteiro Musical – Gustavo Gasparani 
Coreografia – Renato Vieira
Cenografia – Gringo Cardia
Figurino – Marcelo Olinto 
Visagismo – Marcio Mello
Pesquisa – André Piunti e Gustavo Gasparani