60! DÉCADA DE ARROMBA – DOC. MUSICAL

Aos primeiros acordes da abertura da ópera “O Guarani” (Carlos Gomes), abrem-se as cortinas do espetáculo “60! Década de Arromba – Doc. Musical“, no palco do Theatro Net São Paulo.

O espetáculo, criado por Frederico Reder e Marcos Nauer, retrata – através de projeções de fotos e filmes – o que aconteceu no nosso país e no mundo durante a década de 60. E como estamos falando de teatro musical, a história é embalada por canções do mesmo período.

O que é um Documentário Musical

Nem os autores sabiam. O formato era algo inovador no gênero do Teatro Musical.

O que ambos sabiam era o desejo que Frederico Reder tinha por fazer um musical com a Wanderléa, segundo Marcos Nauer. Era uma relação de fã e ídola. Do convite até o sim, durou aproximadamente um ano.

O musical conta a história do mundo durante esta década. Não há um protagonista específico. Os autores criaram três fios condutores que atravessam o período: a exploração espacial pelos Estados Unidos e União Soviética; o desenvolvimento da juventude (já que até os anos 50, de criança passava-se direto para adulto) e a transformação do papel da mulher na família e sociedade.

Para contar a história, os autores também recorreram aos meios de comunicação. No prólogo, é mostrada a década de 20, com o início das transmissões de rádio no país. E passam-se quatro décadas, até chegar a década de 60, com a televisão e o cinema (o palco do teatro é uma grande televisão – que vai do preto e branco até a em cores).

O musical segue uma estrutura cronológica, que vai mostrando os fatos mais importantes, bem como as músicas lançadas, ano após ano. Há uma intercalação entre os momentos de projeção de filmes e fotos, com o dos atores no palco.

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60! Década de Arromba – Doc. Musical

Pelo palco do Teatro NET São Paulo desfilam cerca de 100 canções desta década, por cerca de 180 minutos, interpretadas por um elenco de 23 jovens atores/cantores. (Não há como destacar um só. Todos têm o seu momento de destaque. São a nova geração de atores do nosso Teatro Musical brasileiro)

Wanderléa aparece ao final do primeiro ato, com a canção “Ternura” (1965), que veio lhe dar o apelido de Ternurinha. É um dos momentos mais aguardados pela plateia. Depois ela volta para cantar outros clássicos, como “Pare o Casamento” (1966), “Pode vir quente que estou fervendo” (1966) e “Te Amo” (1967). Ela encerra o espetáculo com “Foi Assim” (1969) e “É preciso saber viver” (1968).

Durante o espetáculo, algumas cenas marcam emocionalmente a plateia: a construção do Muro de Berlim (1961), tragédia do Gran Circo Norte Americano em Niterói/Rio de Janeiro (1961), o envio dos jovens para lutar no Vietnam (1963), a censura durante o tempo da ditadura (1968); além da perda de personalidades, como Marylin Monroe (1962) e John Kennedy (1963).

Mas também há espaço para o humor. Podemos destacar os atores Rodrigo Naice e Tauã Delmiro, que além de interpretarem vários papéis, cuidam do número de plateia (começo do segundo ato). Ambos são duas freiras que irão reger o público num número musical.

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Os próximos Doc. Musicais

Marcos Nauer disse que, devido a receptividade do público carioca (a temporada inicial prevista era de dois meses, ficaram cinco) e do público paulista, já estão previstos os Doc. Musicais dos anos 70, 80 e 90. “2000 ainda não porque está muito perto.” As pesquisas já começaram. E conjuntamente, Marcos está escrevendo “As Vozes que Mudaram o Mundo“, um outro doc. musical que retrata as vozes negras femininas na América.

Ficou com vontade de ver alguns números musicais? Vá na nosso canal do youtube, que publicamos oito vídeos.

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60! Década de Arromba – Doc. Musical
Com Wanderléa, Amanda Döring, André Sigom, Bel Lima, Camila Braunna, Deborah Marins, Erika Affonso, Ester Freitas, Fernanda Biancamano, Gabi Porto, Giu Mallen, Jade Salim, Leandro Massaferri, Leo Araujo, Marcelo Ferrari, Pedro Arrais, Rachel Cristina, Raphael Rossatto, Rodrigo Morura, Rodrigo Naice, Rodrigo Serphan, Rosana Chayin, Tauã Delmiro, Victor Maia.
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 180 minutos
10/04 até 30/07
Quinta e Sexta – 20h30; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 17h
$50/$220
Classificação 12 anos
Roteiro e Pesquisa: Marcos Nauer
Direção: Frederico Reder
Direção Musical: Tony Lucchesi
Coreografia: Victor Maia
Figurino: Bruno Perlatto
Cenário: Natália Lana
Iluminação: Daniela Sanchez
Diretora Assistente: Alessandra Brantes
Videografismo cenário: Thiago Stauffer
Desenho de Som: Talita Kuroda e Thiago Chaves
Direção de Produção: Juliana Reder e Frederico Reder
Produtores Associados: Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr

BEM SERTANEJO, O MUSICAL

A montagem conta a história da música sertaneja, desde a sua origem caipira, na década de 1920, até os dias mais recentes e traz no repertório cerca de 56 sucessos de nomes consagrados, como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Gustavo Lima, entre outros. 

Do “Fantástico” para os Palcos

Com o mesmo nome do quadro, que foi um sucesso no programa “Fantástico”, exibido pela Rede Globo de Televisão, o protagonista do musical no teatro será o mesmo apresentador da série que é um sucesso e voltará a ser exibida, em breve, no programa.  Michel Teló fará a sua estreia como ator.

Esse é outro mundo para mim. É muito novo ter texto para decorar, ter que interpretar um personagem, aprender as marcações diferentes, estar em cima do palco para um musical é diferente. Mas tem sido um desafio muito bacana”, afirma Michel.

O elenco trará ainda nomes de destaque no cenário do teatro musical brasileiro, como Lilian Menezes, que recentemente chamou a atenção ao protagonizar o sucesso “Elis, A Musical”, Sergio Dalcin, cantor sertanejo e ator, com experiência em musicais, e o premiadíssimo elenco de “Samba Futebol Clube” e “Aquele Abraço” que trabalha com o autor e diretor Gustavo Gasparani há cinco anos. São eles: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima.

Ao escrever Bem Sertanejo – O Musical, voltei à minha infância na fazenda quando queria ser veterinário. A peça conta a trajetória e a formação da música caipira e da cultura interiorana do nosso país de forma poética e não cronológica.  Proponho uma viagem pelos nossos interiores – memórias, infância, descobertas – resgatando, assim, o sertão que há em cada um de nós, e ao mesmo tempo, um contato direto com as nossas raízes culturais. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceitos e longe da palavra progresso. Onde Tarsila, Mário de Andrade e   Villa-Lobos se encontram com Tonico e Tinoco, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho e tantos outros”, explica Gustavo Gasparani.

A turnê percorrerá as seguintes cidades brasileiras: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Ribeirão Preto.

O Universo Sertanejo

Para criar toda a estrutura do musical, o pesquisador André Piunti e Gustavo Gasparani utilizaram vários livros e ouviram muitas músicas, num trabalho minucioso que já dura cerca de dois anos. Marcelo Olinto, figurinista, explica um pouco de onde buscou a inspiração para criar a vestimenta dos atores em cena: “De pesquisa histórica (onde se destaca o livro de Rosa Nepomuceno “Música Caipira – da roça ao rodeio”) aos ensaios de moda. Destaco as telas pintadas por artistas brasileiros, retratando a vida no interior do país e de seus personagens. Vale ressaltar a importância do trabalho de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e, principalmente, Almeida Junior no conceito deste trabalho. Também contribuíram me inspirando os estilistas Gianni Versace e Roberto Cavalli, além da Maison Lesage e seus bordados espetaculares”.

O público que vai assistir ao espetáculo precisa se atentar que não se trata de um show de música sertaneja. É linguagem teatral”, ressalta Aniela Jordan, da Aventura Entretenimento. No Rio de Janeiro, uma ousadia: “Tivemos a ideia de fazer a apresentação no Theatro Municipal, exatamente para levar o público que gosta de sertanejo para esse espaço nobre na cultura da cidade, que está sempre aliado ao clássico”, afirma Aniela que acredita ainda que vai conseguir com o musical atingir ao público que frequenta os teatros, mas desconhece a música sertaneja.

Gringo Cardia, cenógrafo premiado, vai voltar às origens. Tem em seu currículo inúmeros shows sertanejos, realizados no começo de sua carreira. “Eu sempre fui mais da área pop, e conheci o sertanejo de fato há 15 anos. O barato dessa peça, é que vamos poder contar a história do sertanejo raiz. Para isso, eu pensei de imediato na Tarsila do Amaral, que sempre valorizou a cultura do interior do Brasil de uma maneira muito plástica, colorida e moderna.

A história

O primeiro ato é completamente rural, lírico, interiorano, entremeado por poemas de Cora Coralina, Manoel de Barros e inspirado no universo de Guimarães Rosa. Flerta, ainda, com o movimento modernista, que ajudou na construção da nossa identidade brasileira, através dos versos de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, da música de Villa-Lobos e da obra de Tarsila do Amaral, que inspirou a cenografia da peça. Monteiro Lobato, Catulo da Paixão Cearense, Chiquinha Gonzaga, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho, Alvarenga e Ranchinho, também fazem parte desse nosso sertão. Toda a cena se passa no meio do mato, com jeito e perfume do mesmo. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceito e longe da palavra progresso.

No segundo ato, o foco será a trajetória dos artistas caipiras, tais como: Angelino de Oliveira, Raul Torres, João Pacífico, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro, entre outros. Das primeiras apresentações pelo interior até chegar à cidade grande.  De como aquele sertão mítico, isolado do resto do país, vai ficando cada vez mais para trás e os efeitos da sua transformação devido ao progresso e a globalização. O grupo de atores, agora, representa o típico caipira – com o seu chapéu de palha e camisa xadrez – e vai se modificando através do circo/teatro, da rádio e da TV até chegar ao universo pop/multimídia da música sertaneja atual. É nesse contexto que discutimos a rivalidade que há entre o sertanejo pop e o caipira raiz. Mas será que ela existe mesmo? E assim, a tradicional viola caipira das rotas de tropeiros sai do interior do Brasil, se transforma, dialoga com o contemporâneo e vai conquistar o mundo.

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Bem Sertanejo, o Musical
Com Michel Teló, Lilian Menezes, Alan Rocha, Cris Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima, Rodrigo Lima e Sergio Dalcin
Músicos: Sanfona / Gaita / Regente – Marcelo Costa Lima, Teclado 1 – Roberto Bahal, Teclado 2 – Daniel Pereira dos Santos, Bateria – Wesley Abdo, Percussão – Tiago Ferreira, Baixo – Sergio Henrique Soares Lima, Violão / Guitarra – Jonathas Xavier da Silva, Viola – Marcelo Mello do Nascimento
Tom Brasil (R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 200 minutos
21 a 23/04
Sexta e Sábado – 22h; Domingo – 20h
$50/$160
Classificação Livre
 
Porto Alegre – RS – 28 a 30 de abril (SESI) – 21h (28 e 29/04) e às 20h (30/04);
Curitiba – PR – 05 a 07 de maio (Guaíra) – 21h (05 e 06/05) e às 19h(07/05)
Rio de Janeiro – RJ – 10 a 12 de maio (Teatro Municipal) – 20h30m;
Brasília – DF – 19 a 21 de maio (CICB) – 21h (19 e 20/05) e 20h (21/05);
Belo Horizonte – MG – 27 a 28 de maio (Minas Centro) –22h (27/05), 16h e 20h (28/05);
Ribeirão Preto – SP – 02 a 04 de junho (Centro de Eventos) – 21h (02 e 03/06) e 19h (04/06)
 
Texto – Gustavo Gasparani
Direção Geral– Gustavo Gasparani
Direção Musical e arranjos – Marcelo Alonso Neves
Arranjos e Preparação vocal – Mauricio Detoni
Roteiro Musical – Gustavo Gasparani 
Coreografia – Renato Vieira
Cenografia – Gringo Cardia
Figurino – Marcelo Olinto 
Visagismo – Marcio Mello
Pesquisa – André Piunti e Gustavo Gasparani
 

ALÔ ALÔ THEATRO MUSICAL BRAZILEIRO (OPINIÃO)

A atriz e cantora, Amanda Acosta, conta a trajetória do Teatro Musical do país no seu mais recente espetáculo – “Alô Alô Theatro Musical Brasileiro“, em cartaz, às terças feiras de abril, às 21 horas, no Teatro Morumbi Shopping.

Percorrendo de 1890 até 2016, Amanda canta 13 canções, e entre ela, conta em textos rápidos, como surgiu o Teatro de Revista no país, seu desenvolvimento e transformações ao decorrer dos anos até se tornar no nosso Teatro Musical Brasileiro.

É um show sobre as influências da identidade cultural do Brasil nos musicais. Um dos objetivos é reacender a interpretação de músicas maravilhosas que muitos ouvem sem saber que foram feitas para o teatro musical brasileiro”, diz a atriz.

Passam pelo palco, canções como “Feijoada do Brasil” e “Corta Jaca“, ambas composições de Chiquinha Gonzaga; os clássicos “Na Batucada da Vida” e “No Rancho Fundo“, além de “Tango de Nancy“, “Basta um Dia” e “Ode aos Ratos“, de Chico Buarque de Holanda, entre outras.

Além de interpretá-las de uma forma teatralizada, Amanda vai além. Ela emula os sotaques de cada época em que as canções foram compostas, situando o espectador antes de iniciar cada uma das faixas.

A atriz está bem acompanhada no palco pelos músicos Demian Pinto, pianista e que fez os arranjos do espetáculo, e Daniel Baraúna, na percussão.

Também tem a companhia de um dos mais importantes e criativos artistas do nosso Teatro/ Teatro Musical – Kleber Montanheiro. Em parceria com Amanda, Kleber assina a direção e roteiro, e também cuida do figurino e iluminação (realmente, um show a parte).

Em um país que não tem memória, “Alô Alô Theatro Musical Brasileiro” é quase um programa obrigatório. Além de se informar e se divertir, terá a oportunidade de (re)ver  Amanda Acosta, dona de uma linda voz e que prende a atenção do público em todos os minutos que está em cena.

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Alô Alô Theatro Musical Brazileiro
Com Amanda Acosta
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)
Duração 70 minutos
04 a 25/04
Terça – 21h
$50
Classificação 14 anos
Direção e Roteiro: Amanda Acosta e Kleber Montanheiro.
Figurino e Iluminação: Kleber Montanheiro.
Adereço de Cabeça: Paulo Bordhin.
Arranjos e Piano: Demian Pinto.
Percussão: Daniel Baraúna.
Designer de cabelo e Maquiagem: Anderson Bueno.
Produção: Waldir Terence e Amanda Acosta.
Realização: Acosta Produções Artísticas & Terence Produções.
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

A CASA DE BERNARDA ALBA

A aclamada peça de Federico García Lorca, em uma surpreendente adaptação feita só com homens, nos leva ao pequeno povoado de Andaluzia, em uma Espanha pré-guerra civil.

A sociedade é machista e o nome e a honra contam mais do que a vida e os prazeres carnais.

A austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura.

Bernarda tem cinco filhas e todas se interessam por um único homem do vilarejo, que é prometido à filha mais velha: Angustias. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados, e se digladiam longe dos olhos da mãe.

Nessa montagem especial, homens interpretam essas mulheres sem amantes, mostrando o quão brutas e fortes podem ser as personagens de Lorca que metaforizam os soldados da guerra civil espanhola.

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A Casa de Bernarda Alba
Com Rafael Mallagutti, Joaquim Araújo, Ivan Radecki, Caio Gorzoni, Alexandre Nunes, Rafael de Castro, Pedro Ruffo, Thiago Marangoni, Miguel Langone, Gustavo Dittrichi e Dan Rodrigues
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
31/03 até 05/05
Sexta – 21h
$50
Classificação 12 anos

 

SÍNTHIA

Espetáculo que nasceu e foi gestado no Instituto Cultural Capobianco, Sínthia reestreia dia 3 abril, com sessões às segundas e terças, às 20h, no espaço onde fez sua primeira leitura dramática, em 2013, no Projeto Terceira Margem III. A nova temporada do espetáculo é também uma realização do Instituto Cultural Capobianco e tem patrocínio da Construcap e Goiasa.

Escrita e dirigida por Kiko Marques, a peça ganhou prêmio APCA de Melhor Direção, além de receber indicação ao Shell por Direção e Atriz para Denise Weinberg, convidada da Velha Companhia. O espetáculo recebeu também indicações Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Diretor e Autor para Kiko Marques, Melhor Trilha Original para Tadeu Mallaman e Melhor Atriz coadjuvante para Virgínia Buckowski.  No elenco estão Henrique Schafer, Alejandra Sampaio, Virgínia Buckowski, Kiko Marques, Marcelo Diaz, Marcelo Marothy, Willians Mezzacapa e Valmir Sant’anna. Sobre esta peça, segue release separado. Ambas as obras tiveram leituras dramáticas no instituto.

Sínthia tem origem numa experiência pessoal. Nasci em 31 de março de 1965, um ano exato após o golpe que depôs o presidente João Goulart, mergulhando o país numa ditadura. Meu pai era oficial da PM do Rio de Janeiro na época. Minha mãe teve dois irmãos homens e dois filhos também homens antes de mim. Muito por isso fui esperado por ela como menina. A partir do mote de uma mulher encarcerada num mundo machista, do paradigma da repressão como forma de amor, e da questão da identidade de gênero, resolvi criar uma obra que falasse de compaixão. A peça conta as histórias de Maria aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o natal de 2013 quando chega para a ceia vestido como Sínthia, nome que teria se tivesse nascido menina. Fala de uma transformação necessária  e ininteligível como tudo o que é necessário, e sobre a incapacidade de aceitar aquilo que não se possui. “Matamos aquilo que não entendemos.” Escrita em 2014, a obra mais do que nunca se mostra atual  e necessária pela maneira como a intolerância alicerçada em certezas e interesses, vem se tornando o modo principal de nos relacionar tanto no campo pessoal como social”. (Kiko Marques)

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Sínthia
Com Denise Weinberg. Henrique Schafer. Alejandra Sampaio. Virgínia Buckowski. Kiko Marques. Marcelo Diaz. Willians Mezzacapa. Marcelo Marothy. Valmir Sant’anna.
Instituto Cultural Capobianco.(R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 165 minutos
03/04 até 13/06
Segunda e Terça – 20h
$20
Classificação 14 anos
 
Autoria e Direção: Kiko Marques.
Diretora de Produção:  Patricia Gordo.
Cenografia: Chris Aizner.
Desenho de Luz: Marisa Bentivegna.
Figurinos: Fábio Namatame.
Direção Musical e Trilha Original: Tadeu Mallaman.
Preparação e Desenho de Movimento: Fabrício Licursi.
Consultora Vocal: Fernanda Maia.
Consultor Histórico: Ricardo Cardoso. 
Assistente no processo dramatúrgico: Cristina Cavalcanti.
Colaboradores do processo dramatúrgico: Marcelo Laham e Maurício de Barros.
Quarteto de Cordas: Violino (Mica Marcondes), Violino (Alice Bevilaqua), Viola (Elisa Monteiro) e Cello (Vana Bock).                                                                          
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

 

ALÔ ALÔ THEATRO MUSICAL BRAZILEIRO

Envolvida com a carreira artística desde os quatro anos, a cantora e atriz Amanda Acosta participou do grupo infantil Trem da Alegria, sucesso infantil nos anos 80, e em seguida consagrou sua carreira nos palcos, destacando-se em musicais como Grease, My Fair Lady e 4 Faces do Amor. Ao perceber a dificuldade do público em identificar as marcas de musicais criados no Brasil, a artista concebeu, ao lado de Kleber Montanheiro, o show Alô Alô Theatro Musical Brazileiro, que fará temporada no Teatro Morumbi Shopping entre os dias 4 e 25 de abril, sempre às terças-feiras, 21h.

Neste show, Amanda apresenta ao público treze canções que nasceram para os musicais desde 1890 até 2016. “Clássicos que se eternizaram fora dos palcos, como Na Batucada da Vida (Luis Peixoto e Ary Barroso) e No Rancho Fundo ( Ary Barros e Lamartine Babo) foram interpretados no teatro musical”, destaca Amanda. Especializada no gênero, a artista emula os sotaques de cada época, situando o espectador antes de iniciar cada uma das faixas.

No repertório, há músicas do início do século XX, como Feijoada do Brasil (Chiquinha Gonzaga) e Corta Jaca(Chiquinha Gonzaga e Machado Careca), o samba-canção Linda Flor (Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto) e músicas do multiartista Chico Buarque de Hollanda, como Tango de Nancy, Basta um Dia e Ode Aos Ratos.

Amanda relata ao público, em textos simples e breves, como foi a inserção do teatro de revista no Brasil no final do século XIX, da retomada deste gênero já em 1965, dos traços dos musicais legitimamente brasileiros e como segue o cenário nos dias de hoje. Ela também dá informações sobre as canções e os compositores que interpreta, sempre conferindo dinamismo e agilidade ao show.

Sobre a potência dos musicais, Amanda afirma que o gênero pode falar sobre questões importantes e pesadas a partir de uma linguagem mais leve. “O espectador, ao mesmo tempo em que está relaxado, capta informações relevantes.”A artista completa que o gênero no Brasil passa por um problema de patrocínios. “Os musicais importados já vem com uma divulgação espontânea e com atrativos por terem sido apresentados na Broadway ou serem inspirados em filmes, mas os musicais feitos aqui, com a nossa linguagem, com o nosso jeito, com a nossa identidade, que se comunica diretamente com o nosso público, não têm as mesmas facilidades.” diz Amanda.

Amanda complementa que teve o apoio do diretor Kleber Montanheiro para a composição do espetáculo, tendo estreado esse show em outro formato pelo projeto Cabaret Solo, promovido pelo Espaço Cia da Revista, no Centro de São Paulo.

É um show sobre as influências da identidade cultural do Brasil nos musicais. Um dos objetivos é reacender a interpretação de músicas maravilhosas que muitos ouvem sem saber que foram feitas para o teatro musical brasileiro”, finaliza Amanda.

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Alô Alô Theatro Musical Brazileiro
Com Amanda Acosta
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)
Duração 70 minutos
04 a 25/04
Terça – 21h
$50
Classificação 14 anos
 
Direção e Roteiro: Amanda Acosta e Kleber Montanheiro.
Figurino e Iluminação: Kleber Montanheiro.
Adereço de Cabeça: Paulo Bordhin.
Arranjos e Piano: Demian Pinto.
Percussão: Daniel Baraúna.
Designer de cabelo e Maquiagem: Anderson Bueno.
Produção: Waldir Terence e Amanda Acosta.
Realização: Acosta Produções Artísticas & Terence Produções.
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

 

 

ENTRE VÃOS

O espetáculo foi contemplado pela 29ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e conta com a direção de Luiz Fernando Marques, o coletivo teatral A Digna reestreia o espetáculo Entre Vãos no dia 1º de abril, sábado, às 15 horas. A peça propõe uma experiência teatral que começa antes mesmo da cena.

Pelo site do espetáculo www.adigna.com/entrevaos, o público escolhe o local e a personagem que deseja acompanhar: uma balconista que trabalha numa loja de paletas mexicanas na Santa Cecília; um livreiro de um sebo no Anhangabaú; ou uma mulher, conhecida como Anjo de Corredor (pessoa que guiava os moradores nas dependências do antigo edifício São Vito, normalmente sem luz elétrica, até seus apartamentos), que mora próxima ao metrô Marechal Deodoro.

A quarta personagem é Walkyria Ferraz, uma espécie de empreendedora comercial que passa por todas as histórias.

A montagem propõe uma experiência cênica pulverizada que transita entre fronteiras de linguagens, oferecendo ao espectador um encontro vivo com histórias reais, ficcionais e paisagens paulistanas.

Durante o processo, A Digna mergulhou na realidade do Edifício São Vito, um prédio de arquitetura modernista, popularmente conhecido por Treme-Treme, que foi concebido como opção de moradia popular na baixada do Glicério e acabou demolido em 2011.

No site do espetáculo, as personagens fazem um convite ao espectador por meio de vídeos. As cenas, imagens e textos funcionam como prólogo da peça e dão pistas sobre as histórias. Após finalizar a compra do ingresso, o espectador recebe um e-mail com orientações e o endereço para o ponto de encontro próximo a cada história.

No ponto de encontro marcado, cada grupo, formado por até 15 pessoas, caminha para os locais onde se desenrola cada história individual. Após o término dessa cena, os espectadores são convidados a acompanhar sua personagem em um percurso a pé e por meio de transporte coletivo até outro ponto da cidade. No trajeto, o público é guiado por um áudio composto de músicas e textos que sugerem colagens entre sons, a história contada e as paisagens do caminho. Ao fim do percurso, as quatro personagens e os três grupos de espectadores se encontram para a cena final.

Para sincronizar as ações, o uso da tecnologia é determinante, por isso a parceria com o coletivo Um Cafofo – Núcleo de criação artística que mescla variadas vertentes das artes e das tecnologias em suas obras – que propõe novas camadas de fruição, além de estabelecer os elos entres as cenas.

O desafio do diretor Luiz Fernando Marques foi potencializar essa dinâmica. “A proposta dialoga com a linguagem que eu costumo trabalhar, por ser num espaço não convencional, pelo envolvimento do público e a ideia do seu deslocamento. Durante o processo fiz provocações no sentido de trabalhar a relação com a plateia, transformando esse texto pronto numa conversa e deixando que o espaço também conte a história”, explica.

Por afetar a vida particular de centenas de cidadãos, a demolição do Edifício São Vito serve de ponto de partida para a reflexão sobre o despejo físico e simbólico de inúmeras pessoas. A cidade se transforma e obriga os cidadãos a refazerem suas histórias, ao mesmo tempo em que essas novas histórias colaboram para a contínua transformação da cidade. A intimidade mais profunda de cada um e a sua relação com o que é público permeia todos os meus textos”, explica o autor Victor Nóvoa.

Esta segunda temporada de Entre Vãos faz parte do projeto 3 ATOS POR SP,  que envolve diversas ações cênicas nas cinco regiões da cidade. A peça é parte da Trilogia do Despejo, uma série de obras que buscam compreender como os modos de vida do paulistano se alteraram com a gentrificação do espaço urbano. A pesquisa originou o espetáculo Condomínio Nova Era (2014), Entre Vãos (2016) e prevê uma série de ações intitulada 3 Atos Por SP, que nortearão o terceiro espetáculo.

 

 

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Entre Vãos
Com Ana Vitória Bella, Helena Cardoso, Laís Marques e Plinio Soares
Duração 110 minutos
01/04 até 16/05
Sábado, Domingo, Terça e Feriados – 15h
$20
Classificação 16 anos
Capacidade 15 lugares (por personagem)
 
Endereço de cada ponto de encontro – A peça acontece nas imediações das estações Marechal Deodoro, Santa Cecília e Anhangabaú. As reservas, assim como as informações de logística de encontros só serão passadas via site da obra – http://www.adigna.com/entrevaos
Telefone para informações: 11 98846-6080
 
Direção: Luiz Fernando Marques
Diretor assistente: Paulo Arcuri
Dramaturgia: Victor Nóvoa
Videografismo e Tecnologias: Um Cafofo (André Grynwask e Priscila Argoud)
Cenografia e iluminação: Marisa Bentivegna
Assistente de cenografia e iluminação: Amanda Vieira
Trilha sonora: Carlos Zimbher
Figurinos: Eliseu Weide
Cinegrafista e Edição de vídeo: Bruno Araújo
Atriz convidada (vídeo Anjo de Corredor): Maria Flora Gonçalves
Equipe de Apoio: Anderson Vieira, Rodrigo Bertucci, Tatiana Vinhais e Vivian Petri
Fotos: Alécio Cezar
Programação visual: Vertente Design
Assistência de Produção: Catarina Milani
Concepção: A Digna e Um Cafofo.
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli