GOD

Quando alguma coisa está errada, pode confiar: Deus toma as devidas providências. E dessa vez, o Todo-Poderoso, Rei do Universo, autor do espaço e do tempo decide vir à Terra pessoalmente… ou quase isso. Cansado dos Dez Mandamentos e de toda a incerteza que eles vêm gerando à humanidade, o criador toma forma através de Miguel Falabella para propor novas leis e esclarecer qualquer mal-entendido a seu respeito.

No espetáculo, ele e seus dois arcanjos dedicados, Miguel (Magno Bandarz) e Gabriel (Elder Gattely), respondem a algumas das questões mais profundas que têm atormentado a humanidade desde a Criação, em apenas 90 minutos. De uma forma muito particular, o Deus de Falabella vem para arrancar muitas risadas do público e desvendar os maiores segredos do universo ou, pelo menos, do Brasil. Afinal, Deus não é brasileiro?

De David Javerbaum, vencedor de Emmy Award Winner, o aclamado e premiado “GOD” fez um enorme sucesso na Broadway, sendo definido pelo jornal The New York Times como “delirantemente, divinamente engraçado”. No Brasil, o espetáculo chega ao público pelas mãos de Miguel Falabella que, além de interpretar o personagem principal, assina a versão brasileira e a direção. A codireção é de Fernanda Chamma.

O altíssimo vem aos seus em uma versão bem mais “moderninha”, com direito à Bíblia em formato iPad, sabendo tudo sobre corte de gordura trans e glúten, e sem paciência para política. Dentre os mandamentos repaginados, estão “Honrarás teus filhos”, “Separar-me-ás do Estado” e “Não me dirás o que devo fazer” – todos peculiarmente muito bem explicados e fundamentados.

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God
Com Miguel Falabella, Magno Bandarz e Elder Gattely
Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823 – Cerqueira Cesar, São Paulo)
Duração 90 minutos
18/08 até 24/09
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$90/$150
Classificação 14 anos

 

GATÃO DE MEIA IDADE, A PEÇA

No dia 25 de agosto, o Teatro J. Safra recebe a estreia nacional e inédita, de “Gatão de Meia Idade, a peça”. Com os atores Oscar Magrini, Leona Cavalli, o ator ventríloquo Yakko Sideratos, direção de Eduardo Figueiredo e dramaturgia de Miguel Paiva, a temporada fica em cartaz todas às sextas, sábados e domingos até o dia 14 de outubro de 2017, em São Paulo.

A comédia teatral, que sai das tradicionais tirinhas do Jornal O Globo e Jornal do Brasil e que já foi publicada até na Itália, vai pela primeira vez para o teatro e é inspirada no livro “Cama de gato, Histórias de Cama do Gatão de Meia Idade”, de autoria de Miguel Paiva. Lançado pela Editora Globo, retrata de maneira precisa e bem-humorada o quarentão urbano que sabe rir do seu próprio destino e da sua própria imagem. O livro já teve uma versão de sucesso para os cinemas em 2006, com Alexandre Borges como protagonista, e agora ganha versão para o teatro.

O personagem “Gatão”, criado em 1986 e interpretado, desta vez, pelo ator Oscar Magrini, é um homem na faixa dos 50 anos, solteiro, crítico de sua condição, mas que não quer envelhecer sozinho e sabe que, se não se esforçar para isso, vai acabar assim. Além disso, ele é bastante antenado, mas sua antena está, muitas vezes, direcionada para o satélite errado e ele sofre com isso.

A atriz Leona Cavalli interpreta oito hilariantes personagens femininos, todos completamente diferentes e repletos de humor, que dão bossa aos relacionamentos amorosos vividos ao longo da história pelo “Gatão”. Além disso, um show a parte pode ser conferido às frenéticas e muito rápidas trocas de figurino e composição, essas criadas pelo premiado visagista Anderson Bueno, que duram segundos de uma personagem à outra;

O elenco conta ainda com o ator ventríloquo, Yakko Sideratos, considerado um dos melhores do país no gênero, que manipula o boneco que, na história, é uma espécie de “consciência” do “Gatão”. O boneco promete fomentar ainda mais o humor presente no espetáculo.

“Gatão de Meia Idade, a peça” mostra detalhes, aflições e anseios da vida de um homem na faixa dos 50 anos que não sabe viver sozinho e tenta, de todas as maneiras, conseguir uma companheira. Mas, ingênuo que só, acaba sempre metendo os pés pelas mãos. Como uma boa comédia, a mensagem principal da peça é: divirta-se e dê boas risadas. E, claro, se você for um homem acima dos 50 anos, cuidado, pois você pode se identificar em muitas situações”, comenta Miguel Paiva, autor da peça e conhecido cartunista brasileiro.

O diretor da comédia, Eduardo Figueiredo, faz sua terceira adaptação do universo dos quadrinhos para os palcos. Sua primeira experiência, a peça “Mulheres Alteradas”, foi sucesso de público e crítica, rendeu turnê por todo o país durante quatro anos e grandes nomes no elenco como: Luiza Tomé, Adriane Galisteu e Mel Lisboa. E posteriormente, outro livro da Maitena, “Superadas”, esse com versão para os palcos também de Miguel Paiva.

Após minha experiência com duas obras femininas, eu e o Miguel nos unimos para abordar o masculino. Assim, o ‘Gatão de meia idade, a peça’ é minha terceira adaptação dos quadrinhos para o teatro e acho que essa ideia de migrar do impresso para o palco, tem uma linguagem interessante e um humor incrível, além de um apelo lúdico muito bacana. Vale a pena assistir o ‘Gatão’, garantimos boas risadas”, comentou o diretor.

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Gatão de Meia Idade, a Peça
Com Oscar Magrini, Leona Cavalli e Yakko Sideratos
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo)
Duração 80 minutos
25/08 até 14/09
Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 20h
$40/$80
Classificação 16 anos
 
(Exceto dias 29 e 30 de agosto e 1 de outubro)

NOITES ÁRABES

“Noites Árabes” é como chamam os ingleses aos contos d´“As Mil e Uma Noites” e dá título também ao primeiro espetáculo do Vila 8, coletivo de pesquisas teatrais criado em 2013 pelo ator, diretor e professor de Artes Cênicas da Unicamp, Eduardo Okamoto. Depois da estreia em Campinas, onde o coletivo é radicado, a temporada paulistana terá início em 28 de agosto, segunda-feira, na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

A peça evoca a ancestral necessidade humana de contar histórias. Para isso, fricciona materiais retirados das espantosas histórias contadas por Sahrazad para se manter viva na coletânea d’ “As Mil e Uma Noites” e relatos contemporâneos de guerra de palestinos na Faixa de Gaza. Com isso, o espetáculo reconhece que palestinos parecem atualizar a tradição árabe da narração. Assim, mais que denunciar crimes de guerra, no processo de criação, o Vila 8  procurou entender a ficção como potência: estratégia de combate e sobrevivência. “Esperamos, desta maneira, que nossa cena esteja alicerçada para além do horror das histórias de guerra”, diz Okamoto.

A dramaturgia é da também docente de Artes Cênicas da UNICAMP Isa Kopelman, que equilibra a pesquisa do grupo (improvisações, materiais jornalísticos, histórias em quadrinhos, filmes etc.) com textos retirados da tradição árabe, inclusive o Alcorão.  

Na encenação, os atores-narradores permanecem a peça inteira sobre um tapete de 3mX2m, sem entradas nem saídas. Assim, revezam-se nas tarefas de narrar histórias fantásticas, relatar fatos reais e compor personagens. A cenografia bastante reduzida (econômica em dimensões e no uso de recursos) procura enfatizar a tríade corpo/espaço/palavra como elementos de jogo. 

O músico Marcelo Onofri, que igualmente leciona na UNICAMP, assina a composição da trilha sonora inédita. 

O espetáculo acaba de ser selecionado para o Festival Internacional de Teatro de Tânger, no Marrocos, onde se apresenta em outubro. 

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Noites Árabes
Com Cadu Ramos, Lucas Marcondes, Tess Amorim, Vanessa Petroncari e Virgílio Guasco
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 75 minutos
28/08 até 18/10
Segunda, Terça e Quarta – 20h
Entrada gratuita (retirada de ingressos com uma hora de antecedência)
Classificação 14 anos
 
(12 e 13 de setembro não haverá apresentação – Sessões extras nos dias 21 e 28 de setembro, quintas-feiras, às 20h)

VIRILHAS

Amor ou paixão? Relacionamento ou conveniência? As reflexões para tais respostas poderão ser avaliadas pelo público no inédito texto de “Virilhas”, de Alexandre Ribondi, com estreia no próximo dia 25 de agosto, no Teatro Augusta – Sala Experimental. Com direção assinada por Rafael Salmona, a montagem encenada por Neto Mahnic e Thiago Schreiter chega pela primeira vez ao tablado sendo marcada por sensualidade, erotismo, solidão e desejos.

Em cena dois corpos aprisionados em um cômodo de apartamento. Dois homens com vontades opostas: um quer ir embora, esquecer o que aconteceu e o que sentiu. O outro, por acreditar que “um coração nunca se cura do amor”, quer ficar. Durante cerca de 50 minutos, os dois usam todos os recursos que têm, inclusive seus corpos e sua sexualidade, para conseguirem o que querem.

Trancados dentro de um banheiro do apartamento, ambos convivem com os dilemas do fim de relacionamento, ciclos que se fecham, amores líquidos e a eterna superficialidade de quem vai embora sem nunca ter ficado. Juntos, buscam a liberdade, a vingança amorosa, o gozo sexual e a felicidade – mesmo que cada um queira ser feliz à sua maneira.

Qualquer pessoa que já tenha passado pela experiência de compreender que amar não basta para estar junto também pode saber o que é interromper a raiva para se jogar nos braços do outro. Isso é o que vazem esses dois homens dentro deste apartamento”, pontua o autor. “Se uma pessoa tem o direito de ir embora é, claro, que a outra tem todo o direito de impedi-la”, completa.“

De acordo com o diretor da montagem, a peça acima retrata a violência com que o amor vai embora. “É um reflexo bem atual sobre a forma como levamos os relacionamentos. As pessoas entram e saem da vida das outras como trocam de roupas. Para dar mais realidade e profundidade a montagem da peça, inserimos vivências dos próprios atores, sobre o tema, nas palavras das personagens”, sintetiza Rafael Salmona.

Em algum momento da vida nos apaixonamos e quisemos deixar alguém. A peça é muito atual e levará a público a grandes reflexões”, pontua Neto Mahnic. “A peça não possui vilões ou mocinhos. A temática é crível, é real. O texto fala sobre relação e o melhor do modo que é visto hoje, onde tudo é meio efêmero”, completa o jovem ator Thiago Schreiter.

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Virilhas
Com Neto Mahnic e Thiago Schreiter
Teatro Augusta – Sala Experimental (Rua Augusta, 943 – Cerqueira Cesar, São Paulo)
Duração 50 minutos
25/08 até 01/10
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60
Classificação 18 anos

MANIFESTO GRÁFICO: PALESTRAS E VISITAS

Em Manifesto Gráfico, Rico Lins traz ao Espaço Cultural Porto Seguro um amplo panorama do design gráfico nacional e internacional. São cerca de 120 cartazes, entre obras impressas, digitais e instalação com lambe-lambes, com curadoria do próprio artista.

Rico Lins propõe um cuidadoso olhar para a produção brasileira e internacional de cartazes, e discute diferentes correntes e expressões no campo do design gráfico. Obras de autoria própria estão articuladas às de artistas como Leonilson, Antonio Maluf, Rodolfo Vanni, Alexandre Wollner, Kiko Farkas, Andre Stolarski e Guilherme Cunha Lima e também cartazes dos designers do prestigiado grupo russo Ostengruppe. A mostra apresenta ainda um conjunto de livros e outras obras de referência, fundamentais para seu repertório.

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A importância do cartaz junto aos espetáculos

O cartaz surgiu como um grito das ruas, uma forma de intervenção nas cidades, com o objetivo de comunicar algo à população. Tem a temporalidade do presente, o seu discurso é para o hoje.

Referente ao espetáculo, o cartaz funciona como o início do show. Apesar de estar posto na parte exterior do teatro, o cartaz serve para informar o espectador sobre qual é o tema da peça. Sua informação serve como chamariz inicial para o que será apresentado pelos atores, fazendo com que o público já entre com uma informação prévia.

Visitas e Palestras

Manifesto gráfico: uma visita guiada com o curador Rico Lins

Dias 19 e 20 de agosto.

Visita guiada pela exposição com o curador Rico Lins, que aborda em trajeto pelo espaço expositivo o projeto da mostra, os destaques apresentados e a trajetória do cartaz ao longo do século 20.

Datas e horários: 19 e 20 de agosto – Sábado e domingo, das 11h às 13h.

Vagas: 20 vagas.

Ingressos: Grátis (com distribuição de senhas com 30 minutos antes)

Classificação indicativa: Livre.

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Visitas temáticas – De 22 a 31 de agosto.

Visitas guiadas pelos educadores do Espaço Cultural Porto Seguro pelas exposições por meio de recortes temáticos que dialogam com os trabalhos apresentados.

Datas e horários: De 22 a 31 de agosto – Terças e quintas, das 14h às 15h30.

Vagas: 20 vagas.

Ingressos: Grátis (com distribuição de senhas com 30 minutos antes)

Classificação indicativa: Livre.

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Palestras

O Cartaz na Linha de Frente com Rico Lins – Dia 22 de agosto.

O designer e curador Rico Lins traça um panorama comentado da coleção de cartazes apresentada na exposição Manifesto Gráfico e fala a história do cartaz impresso como peça fundamental da manifestação pública nas grandes cidades, e atualmente em meios digitais.

Quais características fazem do cartaz um veículo privilegiado para a comunicação rápida através de avisos postados em lugares públicos? Como chamar a atenção do público a um espetáculo, explicitar uma mensagem política ou publicitária? Entre essas e outras questões, Rico Lins aborda também os desdobramentos da impressão mecanizada no século 20, a diferença de contextos no Brasil e em outros países, e transformação do cartaz frente às mudanças tecnológicas.

Rico Lins é designer e curador da exposição Manifesto Gráfico. Formado pela ESDI, em 1979, e com Master pelo Royal College of Art de Londres, é membro da AGI (Alliance Graphique Internationalle), com longa carreira internacional que combina atividades profissionais e didáticas. Atuou nas últimas três décadas entre Paris, Londres, New York, Rio e São Paulo. Foi professor da NY School of Visual Arts, coordenou o Master em Graphic Design no Istituto Europeo de Design SP e atualmente coordena a área de ilustração na EBAC- Escola Britânica de Artes Criativas.

Datas e horários: Dia 22 de agosto – Terça-feira, das 19h30 às 21h.

Ingressos: Grátis (com inscrição antecipada pelo site).

Classificação indicativa: Livre.

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Design Artístico em Cartaz com Guto Lacaz – Dia 29 de agosto.

Entre o design e as artes visuais, Guto Lacaz desenvolve extensa carreira na produção de cartazes, ilustrações e outros trabalhos artísticos. Ele apresenta sua trajetória profissional e a relação entre design e artes gráficas a partir de seus projetos.

Os trabalhos de Guto Lacaz destacam-se pela liberdade de pensamento através do desenho e o bom humor à beira do absurdo. Com formação em arquitetura e a vocação para o design, o artista apresenta sua forma de trabalho em estúdio, ainda remanescente da precisão das técnicas gráficas manuais. O cuidado com a tipografia, a construção geométrica e o uso da cor são colocados lado a lado na invenção de soluções entre homem e objeto. Ele retoma os pontos de destaque de sua carreira e as mudanças com a implementação do uso do computador, sem perder o olhar de artista inventor. Uma elaboração de linguagem a partir do traço geométrico que transborda poeticamente na criação de ilustrações, máquinas artísticas e objetos cotidianos.

Guto Lacaz é arquiteto e artista. Formado em arquitetura pela FAU São José dos Campos em 1975. Em 1978, iniciou sua carreira como artista visual, e desde então ganhou vários prêmios. É membro da AGI (Alliance Graphique Internationalle) e tem trajetória muito atuante tanto no design como nas artes. Já expôs nas mais respeitadas instituições culturais do país. Entre os seus livros publicados estão Desculpe a Letra (Ateliê Editorial), Gráfica – Arte Moderna, omemhobjeto – Decor Books e 80 desenhos – Dash Editora.

Datas e horários: Dia 29 de agosto – Terça-feira, das 19h30 às 21h.

Ingressos: Grátis (com inscrição antecipada pelo site).

Classificação indicativa: Livre.

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Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610. Campos Elíseos. São Paulo)

ÀTMA – DE QUE TAMANHO É O TEU DESERTO

Os homens acreditam que satisfazer os sentidos é a necessidade primordial da civilização humana, assim optam pela ignorância de sua origem espiritual. Com isto, até o fim de sua vida sua ansiedade é imensurável dado ao fato de não se conhecerem internamente.

Àtma é um espetáculo sobre a Alma que tem como concepção cênica o palco vazio, sem cenários, mantendo caixa preta e contando apenas com o desenho de luz. Os figurinos remetem às tribos nômades e conta com uma trilha sonora incidental e músicos percussionistas ao vivo. Corpo e voz são os instrumentos que dão vida a encenação. O texto escrito e organizado por Ciro Barcelos, conta também com citações de poetas como Erasmo De Rotterdam (1469-1536) Dante Alighieri (1265- 1321) e do Bhagavad Gita (Bhaktivedanta Swami Prabhupada) além de trechos extraídos de pesquisas feitas pelos atores.

Para conceber o espetáculo, Ciro Barcelos (que também assina a direção) baseou-se em seu processo pessoal em busca do autoconhecimento através das inúmeras experiências que teve ao longo de quarenta anos peregrinando pela Índia, Assis (Itália), onde chegou a ser noviço franciscano e Turquia junto aos Sulfis e Dervixes giratórios. Na área do xamanismo indígena vivenciou durante 10 anos experiências com as plantas psicoativas como a Ayauascha.

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Àtma – De Que Tamanho É O Teu Deserto
Com Daniel Falcão, Diogenes Gonçalves, Gustavo Galliziano, Jhonatan Hoz, Ju Messias, Milton Aguiar, Patrícia Barbosa e Renata Toledo. Programação Visual de Rubens Macedo.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
06 a 27/08
Domingo – 19h30
$40
Classificação 14 anos

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL

‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) – que teria completado 90 anos em junho – defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.
 
Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo. Desta forma, nasceu o musical, que chega a São Paulo no dia 24 de agosto, no Teatro do Sesc Vila Mariana, com canções de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luís Carlos Vasconcelos e texto de Braulio Tavares.
 
Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos. ‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora.
 
A ideia inicial surgiu em conversas de Andrea com Ariano, que se confessava um palhaço frustrado e que elegeu o palhaço de ‘O Auto da Compadecida’ como um dos seus personagens prediletos. ‘Assim, surgiu a ideia de uma grande homenagem ao palhaço de Ariano e pensei na reunião da Barca dos Corações Partidos com o que eu chamo de “trio paraibano”. Assim foi sendo criada esta peça inédita, com músicas e texto originais, mas totalmente inspirada no legado de Ariano’, resume.
O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.
 
Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.
 
O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.
 
A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto. A maioria das letras ficou a cargo de Braulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.
 

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Suassuna – o Auto do Reino do Sol
Com a Cia. Barca dos Corações Partidos: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros. Atriz convidada: Rebeca Jamir. Artistas convidados: Chris Mourão e Pedro Aune
SESC Vila Mariana (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo )
Duração 120 minutos
24/08 até 01/10
Sexta e Sábado – 21h; Domingo e Feriado – 18h
$40 ($12 trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena).
Classificação 12 anos