CRUELLA – UM NOVO MUSICAL

Uma nova faceta de Cruella, personagem conhecida da literatura e do cinema, será apresentada em“Cruella – Um Novo Musical”, que chega ao Teatro de Bonecos Dr. Botica, em São Paulo, à partir de 04 de agosto para uma curta temporada.

Livremente inspirada na famosa história de 1956, a trama volta alguns anos e gira em torno de Ella, vivida por Tati Caruso, uma linda menininha nascida nos anos 80 e que, após uma infância conturbada e uma relação difícil com seu pai (Deniz Félix), se transforma em uma jovem cheia de personalidade, feminista e com paixão por Moda. Ella se descobre tempos depois uma grande estilista e desponta com a ajuda de seu amigo Roger (Lucas Cracco) e sua assistente Ana (Marcela Lisboa), mas o rumo das coisas muda, bem como sua forma de ver a vida e tratar as pessoas, ao sofrer algumas decepções pelo caminho, capazes de fazer com que uma nova identidade, mais obsessiva e cruel, surja, deixando toda a essência de Ella para traz e dando lugar a vingativa Cruella, onde com o passar dos anos, suas escolhas e decisões refletem no esperado final de história que muitos conhecem.

Com roteiro original escrito por Tati Caruso e Jorge William Timóteo – responsável também pela direção geral, a produção conta com música e letra de Guilherme Gila e a produção executiva de Luis Fernando Rodrigues, da Lumus Produções, que assina a realização.

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Cruella – um novo musical

Com Tati Caruso, Denis Felix, Lucas Cracco e Marcela Lisboa

Teatro Dr. Botica – Shopping Metrô Tatuapé (Rua Dr. Melo Freire, s/n – Tatuapé, São Paulo)

Duração 60 minutos

04/08 até 09/09

Sábado e Domingo – 20h

$40

Classificação Livre

DEPOIS DAQUELA NOITE

Com direção de Eduardo Martini e dramaturgia de Carlos Fernando BarrosDepois Daquela Noite está em cartaz no Teatro Viradalata. A comedia traz no elenco Carol Hubner, Renato Scarpin, Theo Hoffmann, além do próprio Eduardo Martini. A temporada ocorre todas as sextas-feiras até 28 de setembro.

Na trama, Ana e Rafael, dois amigos que trabalhavam na mesma empresa, ao saírem do trabalho, deparam-se com a cidade transformada em um verdadeiro caos por uma chuva torrencial. Após tentarem em vão, voltar para suas casas, resolvem passar a noite em um hotel.

No lugar, Ana telefona e conta a situação ao seu marido Maurício, que não entende e acha tudo muito estranho. Já André, namorado do Rafael, ao saber do que está acontecendo, pensa que está sendo traído. Enquanto Ana e Rafael se preparam para dormir, Maurício e André vão até o hotel para cobrar satisfação. O encontro serve de pano de fundo para que todos mostrem o seu verdadeiro “eu”.

Um dos maiores trunfos da dramaturgia do espetáculo é a de falar do amor entre as pessoas, a premissa mais básica de todas, ainda mais nesse mundo conectado com todas as redes sociais. Precisamos falar sobre amor, pois as pessoas estão demonstrando apenas nos emojis da vida. É uma história simples que começa com uma amizade, fala de laços, das decisões que tomamos, tudo que envolve a vida dos quatro personagens. O cenário é um quarto de hotel, onde ocorre todas as ações, que se vale pelo trabalho dos atores”, conta Eduardo Martini.

O ator celebra mais de 40 anos de carreira e também está em cartaz no Teatro Viradalata com A Rainha do Rádio com sessões Sábados as 21h30 e domingos 19h.

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Depois Daquela Noite

Com Carol Hubner, Renato Scarpin, Theo Hoffmann e Eduardo Martini

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Duração 70 minutos

10/08 até 28/09

Sexta – 21h

$50

Classificação 16 anos

EXPLICANDO ‘NATASHA, PIERRE E O GRANDE COMETA DE 1812’

O musical “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812” tem sua estreia marcada para esta sexta, 24 de agosto no 033 Rooftop. Uma produção da Move Concerts (“Nuvem de Lágrimas, o musical”, “Carrossel, o Musical”) e com a direção geral de Zé Henrique de Paula (Núcleo Experimental).

O espetáculo é a versão brasileira para o sucesso da Broadway. Composta por Dave Malloy, e dirigida por Rachel Chavkin, “O Grande Cometa” abriu as cortinas pela primeira vez em 2012. Chegou a ser montada em Quito (Equador) no idioma espanhol, antes de estrear na Broadway em 2016. Recebeu 12 indicações ao Tony Awards, mas só recebeu o troféu em duas categorias – cenário e iluminação.

O espetáculo é focado em 70 páginas do 2º livro de “Guerra e Paz“, obra prima do escritor russo Leon Tolstói.

Para você entender melhor o que acontecerá no teatro, fizemos esta matéria, situando-o na história.

A obra que deu origem a tudo

1110612-350x360Guerra e Paz” é um romance histórico do autor russo, Leon Tolstói. Foram escritas duas versões – a primeira foi publicada em 1865. Mas por não estar contente com o livro, Tolstói reescreveu sua obra, alterando o final e o publicou em 1869 (dizem que também, ao final da vida, falava que não estava feliz com a segunda versão).

(A saber – Tolstói também é o autor de outro clássico da literatura mundial, “Anna Karenina“)

A obra conta com 1.225 páginas, divididas em quatro livros (quinze partes) e dois epílogos – um principalmente narrativo, o outro inteiramente temático.

Conta a história de cinco famílias aristocráticas (particularmente os Bezukhovs, os Bolkonskys e os Rostovs) e o vínculo delas com a história da Rússia de 1805 a 1813, principalmente com invasão de Napoleão Bonaparte em 1812.

Apesar de ser escrito em russo, os diálogos dos aristocratas eram em francês (costume das cortes da época). Isto seria considerado como uma falta de contacto com os autênticos valores da Rússia.

Há mais de de 500 personagens no livro. Mas os principais – inclusive para o musical – são Pierre Bezukhov, Natasha Rostova e Anatoly Kuragin.

Mas e o cometa? O astro realmente existiu e esteve visível na Terra por cerca de nove meses (seu início foi em 1811). Como muitos acreditavam, a passagem de um cometa traria mau agouro, mas Pierre, ao final do espetáculo, vê a passagem do astro como sendo um novo começo de vida para si.

As 70 páginas transformadas em musical

O compositor norte americano, Dave Malloy, focou seu musical em uma parte da história da dupla de protagonistas – Natasha Rostova e Pierre Bezukhov, que é o verdadeiro personagem central de “Guerra e Paz”. Filho ilegítimo de um conde abastado, após receber uma herança inesperada, fica confuso e perdido em encontrar seu lugar na sociedade aristocrata russa.

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A plateia entra em um clube russo do início do século XIX, com uma cenografia feita por Bruno Anselmo, e 11 luminárias Sputnik, assinadas pela designer Ana Neute. O elenco percorre o clube, atuando além do palco principal, pelas passarelas que permeiam toda a plateia.

O musical começa com o Prólogo, onde são apresentados os personagens e a plateia é situada da ação. “Afinal, estamos em uma ópera, e precisamos estudar um pouco o que está acontecendo. Como é um romance russo complicado, e cada personagem tem até nove variações de nomes, a plateia precisa ler o programa que foi dado a porta. Obrigado.” (tradução própria)

Caso você compreenda a língua inglesa, abaixo há uma montagem da canção do prólogo do musical com cenas da minissérie “Guerra e Paz”, apresentadas pela BBC em 2016)

A história se passa em Moscou, em 1812, antes de Napoleão invadir a cidade e por fogo em tudo. Pierre Bezukhov está perdido na vida, sem saber como se comportar na sociedade aristocrata russa. Passa o tempo bebendo e lendo. É amigo do príncipe Andrey Bolkonsky, que está na guerra.

Andrey é noivo de Natasha Rostova. Ela chega na cidade, com sua prima Sonya, para passar o inverno na casa de sua madrinha, Marya Dimitryevna, enquanto espera pelo retorno do noivo. Marya sugere que a afilhada vá visitar seu futuro sogro, o Príncipe Bolkonsky e sua filha, Mary, para ser aceita pela família. Mas tem mais em jogo – o casamento garantirá o status e a sobrevivência da família Rostov, que está quase falida. Só que infelizmente, o resultado da visita não foi o esperado – os Bolkonsky não aprovaram Natasha.

Na noite seguinte, Natasha é apresentada a sociedade decadente de Moscou (quem realmente é alguém na sociedade está em São Petersburgo, atual sede do governo). Na ópera, ela acaba conhecendo o Príncipe Anatole Kuragin, que acaba mexendo com seus sentimentos.

Após a ópera, Anatole, Dolokhov e Pierre saem para beber. Acabam encontrando a esposa de Pierre, Hélène, que por acaso é irmã de Anatole. Ela dá em cima de Dolokhov na frente de Pierre, que acaba desafiando-o para um duelo. Mas ninguém morre, só Dolokhov sai ferido.

Anatole arma com sua irmã e com Dolokhov, que ele dará em cima de Natasha e acabará com o casamento dela. É quando ficamos sabendo que Anatole também é casado. A investida se dará no baile de máscaras que Hélène dará na noite seguinte.

Na manhã seguinte, Hélène visita Natasha e faz o convite. Ela aceita. Durante o baile, Natasha dança com Anatole e ouve juras de amor. Ela se faz de rogada, dizendo que está noiva de Andrey. Anatole parte para cima e lhe beija.

Intervalo – lembre-se que o musical é baseado em uma história do século XIX, então juras de amor e beijo são levados muito seriamente por donzelas e cavalheiros.

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Cartas começam a ser escritas e enviadas: planos de fuga entre os novos amantes (Anatole e Natasha), rompimento de noivado (Natasha e Andrey), notícias sobre a guerra (Pierre e Andrey).

Só que Sonya descobre o plano de Natasha e resolve se intrometer pelo bem da prima. Enquanto isso, Anatole e Dolokhov dão prosseguimento ao plano. Quando chegam na casa de Natasha, conduzidos pelo motorista Balaga (ele tem até uma canção em seu nome), Marya Dimitryevna expulsa os dois. Ao entrar em casa, ela repreende Natasha, que desesperada foge e fica esperando pela volta de Anatole, durante a noite toda.

Ao ver a afilhada daquele jeito, Marya chama Pierre e pede pela sua ajuda. Só então que elas ficam sabendo que Anatole é um homem casado. Natasha tenta se suicidar com um veneno, mas sobrevive. Pierre, com raiva, vai até Anatole e lhe dá dinheiro, contanto que ele saia de Moscou.

No dia seguinte, o Príncipe Andrey retorna. Pierre tenta explicar o ocorrido e pede que o amigo perdoe Natasha. Só que para ele, o casamento acabou. Pierre acaba visitando Natasha, ao final da história. Ambos acabam se auxiliando, dando forças um para o outro. Após a visita, Pierre olha para o céu e vê o Grande Cometa de 1812. É o sinal que esperava para mudar sua vida.

Um verdadeiro jantar russo

A experiência pode ser completa com o serviço de bar, que oferecerá drinks e aperitivos; além de um jantar, servido antes do musical. O cardápio foi elaborado pelo Chef Mario Azevedo (033 Rooftop), com pratos da gastronomia russa. O serviço é composto de uma entrada, prato principal e sobremesa, no valor de R$ 125 por pessoa. (maiores informações no link)

Nossa sugestão – sente, relaxe e aproveite a história. Temos certeza que essa noite na Rússia do século XIX será única e muito interessante.

Vache zdoróvie!” (À sua saúde!)

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Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812

Com André Frateschi, Bruna Guerin, Gabriel Leone, Guilherme Leal, Nani Porto, Adriana Del Claro, Miranda Kassin, Wilson Feitosa, Lola Fanucchi, Nábia Villela, Daniel Cabral, Natália Glanz, Andre Torquato, Fabiana Tolentino, Vitor Moresco, Carol Bezerra, Arthur Berges, Letícia Soares, Giovanna Moreira, Patrick Amstalden, Rafael Pucca e Thiago Perticarrari

033 Rooftop – Complexo Shopping JK Iguatemi (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, SãoPaulo)

Duração 150 minutos

24/08 até 25/11

Sexta – 21h30, Sábado – 16h e 21h30, Domingo – 19h30

$130/$160

Classificação 12 anos

HOTEL TENNESSEE

Hotel Tennessee estreia em 16/08, uma peça para o público interagir com personagens criados pelo dramaturgo e escritor norte-americano Tennessee Williams. Um espetáculo interativo, imersivo e itinerante com cenas de trechos curtos de 12 peças do autor que ocorrem simultaneamente e se passam no lobby, salas e quartos da Casa Don’Anna, encravada na Rua Guaianazes, 1149.

As peças curtas de Tennessee escolhidas para esta montagem retratam o mesmo “tipo” de ser humano e embora tenham sido escritas em momentos diferentes de sua carreira, se referem aos seres incompreendidos, renegados, marginalizados, e que por muitas vezes sofrem preconceito e abuso da sociedade por não se enquadrarem nos padrões estabelecidos, restando a eles vagarem em busca de encontrar um lugar de pertencimento.

Por que montar peças curtas e esquecidas, peças escritas nos anos 1930 e 1940, antes do dramaturgo encontrar a sua glória? “Primeiramente falaríamos que Tennessee foi um grande escritor, dramaturgo, poeta e romancista que soube botar no papel a dor da alma humana dos pobres de espírito e dos derrotados. Foi ele quem deu voz a todos os incompreendidos, a todos os marginalizados, a todas as minorias, a todos os sem voz, sem lugar de fala, a todos os esquecidos da sociedade e do bem-estar social das democracias capitalistas”, diz Brian.

“Vivemos hoje no Brasil uma situação muito parecida a da América nos anos 1930 e 1940, entre a Grande Recessão, de 1929 e a II Guerra Mundial. Aqui, também, estamos vivendo uma brutal recessão, onde uma parcela significativa da população passa pelas mesmas privações, inconformidades e incompreensão’, acrescenta Ross.

A proposta deste pout-pourri de Tennesse Willians permite que o público retorne ao “Hotel” mais vezes para conhecer os outros desfechos das cenas, pagando meia-entrada mediante a apresentação do primeiro ingresso, e assim vivenciar diferentes personagens.

Um Portal de entrada nos anos 1930/1940

Há algo em comum entre uma mansão nos Campos Elísios, em São Paulo, e um hotel no French Quarter, em Nova Orleans? Construções magníficas feitas de encomenda por uma elite endinheirada de uma época áurea: lá por conta do algodão e aqui, pelo café, que entraram em declínio com a decadência dessas monoculturas.

Ao longo de sua vida Tennessee Williams morou em pensões e hotéis, até morrer por asfixia, engasgado pela tampa de um colírio, em 1983, aos 71 anos, no seu quarto no Hotel Elysee, em Nova York. Ele retratou suas peças os personagens incompreendidos, marginalizados, a quem não resta outra opção a não ser vagar pelo país, fugindo de um passado, buscando uma verdade própria. Transitando e vivendo por entre hotéis, pensões, quartos alugados, dependendo da bondade de estranhos, assim como a famosa personagem Blanche Dubois, de Um Bonde Chamado Desejo.

A encenação será diferenciada, saindo do tradicional palco italiano, para uma “visitação” a um espaço, pois teremos um “hotel”, uma recepção – bar, onde tudo se inicia e se comunica, um espaço em comum entre as diferentes histórias que serão apresentadas e que a partir dali serão direcionadas a outros ambientes dando continuidade às histórias previamente apresentadas, dando diferentes opções ao espectador.

O cenário será composto de dois ambientes de um hotel, o Hotel Tennessee, que irá mostrar seu ar decadente, porém com resquícios de uma época suntuosa, e apesar de ter uma decoração antiga e ultrapassada, e estar sem manutenção, ainda restam indícios de que um dia foi um lugar charmoso, e bem frequentado.

O primeiro ambiente, onde se passa a maior parte da peça, seria a reconstituição de um saguão de um hotel sulista americano. Dividido em recepção com front desk, sala de espera, com dois sofás e duas poltronas, bar com duas mesinhas e lojinha de souvenir. Tapetes desgastados cobrirão o chão e cortinas e sofás puídos e com alguns buracos, irão mostrar o tal ar decadente.

“Esse projeto surgiu a partir da necessidade de expor o que é trabalhado e vivenciada nos grupos de estudos, que ocorrem permanentemente no galpão do grupo TAPA. O grupo de estudo de Tennessee Williams surgiu em 2009 e continua até hoje, onde os alunos leem, ensaiam, estudam, assistem palestras, documentários, e filmes. Esse estudo intensivo do autor culminou em traduções de 26 peças curtas dos livros: Mr. Paradise e Outras Peças em Um Ato e de 27 Carros de Algodão e Outras Peças em Um Ato, lançados pela Editora É Realizações, além de mais dois volumes etambém o espetáculo Alguns Blues do Tennessee — de 3 peças curtas — que estreou, no Viga Espaço Cênico em 2011.

Sinopse:

Peça interativa, imersiva e passeante por uma mansão nos Campos Elísios. Em um hotel de Nova Orleans, na década de 40, o público interage com personagens de 12 peças de Tennessee Williams. Entre eles, Blanche Dubois (Um Bonde Chamado Desejo) e Maggie (Gata em Telhado de Zinco Quente) as cenas serão exibidas no lobby, saguão, salas e quartos da Casa Don’Anna.

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Hotel Tennessee

Com Brian Penido Ross, Ana Lys, Augusto dos Santos, Suzana Muniz, Fernando Medeiros, Marcelo Schmidt, Alessandra Lia, Klever Ravanelli, Jéssica Monte, Suel Silva, Felipe Souza, Gabriela Westphal, Thiago Merlini, Laura Ishikawa, Jean Le Guévellou, Alyne Montenegro, Daniel Di Sevo, Edgar Pedro, Ewerton Novaes, Juliana Tolentino e Tony Filho

Casa Don’Anna (Rua Guaianazes, 1149; Campos Elísios – São Paulo)

Duração 70 minutos

16/08 até 30/09

Quinta – 20h, Sexta – 21h, Sábado – 19h e 21h, Domingo – 17h30 e 19h30

$30

Classificação 12 anos

  • Tel: 11 993868150 – Reservas pelo whatzap com a gerente Mrs Wire
  • Vallet na porta grátis e o estacionamento RS 10,00

PRIMEIRO DE ABRIL

A CAT – Cooperativa Artística de Teatro – traz ao Teatro Café pequeno a peça “Primeiro de Abril“. Uma comédia leve, exemplo de Metateatro, em que os atores estão esperando o cenário e o figurino para a peça acontecer, enquanto na verdade já está acontecendo.

A CAT é uma Companhia de Teatro que monta espetáculos teatrais através do método inédito e exclusivo chamado Construção Cênica Performática. O projeto tem como base de inspiração a fusão entre o Teatro grego e contemporâneo.

Com texto da própria Cia e Mariana Marciano, montagem cumpre temporada terças e quartas, 22h30, até o dia 29 de agosto.

SINOPSE: Uma companhia de teatro espera a chegada do cenário e do figurino para apresentar uma peça que jamais acontece.

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Primeiro de Abril

Com Mariana Marciano, Flávia Oliveira, Kássia de Paula, Alicia Castro, Anderson Zani, Gabriela Neves, Artur Telles, Helena Medeiros, Jéssica Marques, Rafaela Queiroz e Glauber Damasceno.

Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

21 até 29/08

Terça e Quarta – 22h30

$40

Classificação Livre

TEATRO BREVE DE GARCIA LORCA

“Teatro Breve de Garcia Lorca”, do dramaturgo e poeta espanhol Federico Garcia Lorca, produzido pela Cia Noir Sur Blanc, estreia temporada no dia 21 de agosto no Solar de Botafogo. A peça, dirigida por Brigitte Bentolila (“Hamlet é Negro” e “Os Negros”), francesa domiciliada no Brasil, traz em seu elenco os atores Paulo Guidelly (“Noites do Vidigal” e “Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo”) e Vanessa Pascale (“Anônimas”, “Medea en Promenade” e “Feira de Humor”) e fica em cartaz até 05 de setembro com sessões às terças e quartas às 20h.

O Teatro Breve de Garcia Lorca é composto por três peças: “O Passeio de Buster Keaton”; “A Donzela, o Marinheiro e o Estudante” e “Quimera” que são levadas em cena com poesia, dança e música. O espetáculo pode ser entendido e apreendido de forma quase muda. Percebido através do corpo e do gesto, feito de imagens, ruídos e sensações, escrito e desenhado no espírito de juventude que desperta um olhar sobre a vida. Sua leveza é poética e profunda, onde a palavra surge a partir da rara necessidade – diz a diretora.

Lorca foi poeta, pintor e músico. Criado por Lorca na década de 30, “La Barraca”, cuja tradução do espanhol, significa “tenda”, foi um lugar de encontro de pintores, bailarinos, comediantes, músicos, entre outros artistas que fomentavam o debate e as experimentações artísticas da época. Em Teatro Breve, ele fala desse encontro feliz de todas as artes reunidas em uma só: o Teatro.

– Eu estou muito ansioso, pois é uma responsabilidade grandiosa fazer no teatro obras de Frederico Garcia Lorca e substituir o grande ator que foi Antônio Manso. Esse espetáculo é uma homenagem a ele. Não vou ser pretensioso de dizer que tudo que eu levo em cena partiu somente da minha intuição de ator, ele é minha grande inspiração. Somos atores de geração e formação bem diferentes. O espetáculo não será eu imitando o Antônio. De fato ele é o meu ponto de partida, meu anjo da guarda – diz Paulo Guidelly sobre a importância do papel que foi vivido posteriormente por Antônio Manso.

O cinema mudo de Buster Keaton, em Nova York, o amor da Donzela para o Marinheiro; o Estudante na Espanha; o pai que deixa filhos e mulher, em casa, na Andaluzia são histórias simples e curtas, com imagens leves e alegres, tristes e profundas, amargas e doces que se provocam, se interpelam.

Vanessa Pascale soube dos testes para a peça por intermédio de uma amiga. Ela, que recentemente viveu Manu em “Malhação: Vidas Brasileiras”, estrela, ao lado de Paulo Guidelly o espetáculo.

– O processo é muito intenso e rico! Há dança, poesia, cinema e culturas variadas. Viajamos no tempo e no espaço. O Paulo é um presente, um ator habilidoso, com percepção refinada e gentil. É um trabalho de muita sensibilidade. A Brigitte, nossa diretora, é admirável, inteligentíssima, pragmática, generosa e também nos dá liberdade para criar junto – diz Vanessa Pascale sobre o processo de criação do espetáculo.

O desejo, a sexualidade e a homossexualidade afloram de forma sutil, porém violenta na obra do poeta. Lorca foi assassinado em plena guerra civil espanhola por causa das suas opções de vida e de arte. Teatro singelo e singular, diferente das obras antológicas do Teatro mais reconhecido de Lorca, como “A Casa de Bernarda Alba”, “Bodas de Sangue” ou “Yerma”. “Teatro Breve” se destaca nas Obras Completas de Lorca. Essa peça foi escrita em Nova York em plena crise mundial em 1929 e ressoa de uma forma atual, moderna e contemporânea – finaliza Brigitte.

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Teatro Breve de Garcia Lorca

Com Vanessa Pascale, Paulo Guidelly e Antonio Manso (em off)

Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180 – Botafogo – Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

21/08 até 05/09

Terça e Quarta – 20h

$30

Classificação 14 anos

SOLO

Ed Motta chega ao Teatro Porto Seguro com o show Solo no dia 21 de agosto, terça-feira, às 21h.

O multi-instrumentista mostra a forma em que suas canções ganham vida com piano e guitarra, apenas. No repertório músicas que costumam ficar de fora de suas turnês como, Do You Have Other Love?, Parada De Lucas, Leve-me Ao Sonho, Ikarus On The Stars e os sucessos Colombina, Manoel, Fora Da Lei, Baixo Rio, Vendaval em suas versões acústicas.

Ed inclui também temas como Caso Sério de Rita Lee e Roberto De Carvalho, sem abrir mão da veia funk-soul. O artista mistura influências que vão do jazz à canção brasileira, das trilhas sonoras de Hollywood ao rock, da música clássica aos standards americanos, da bossa nova ao reggae. 

Combinando uma variedade de sons vocais, Ed Motta se atreve a dizer não ao que ele considera “a ditadura das palavras” em canções. O “Edmottês” é uma maneira brincalhona de denominar uma música cantada que não tem letra. 

Solo

Com Ed Motta

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

21/08

Terça – 21h

$120/$180

Classificação Livre