APARECIDA, UM MUSICAL

Walcyr Carrasco precisava de um milagre para poder encontrar o mote do espetáculo musical que faria em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. A parte histórica ele já tinha, através das pesquisas feitas para escrever a novela “A Padroeira“, que estreou em 2001 na rede Globo. Mas ele queria algo mais atual.

Até que a mão do Destino se pronunciou.

Durante um voo, o autor sentou ao lado de um casal, que durante a conversa, contou o milagre pelo qual o marido tinha passado. Era o que Walcyr esperava – a história de “Caio e Clara” se intercalaria à da Santa.

53926346_2275534866026323_4076442929097342976_n

A história

Aparecida, um Musical” conta a história de Caio, um jovem advogado, materialista, de pouca fé, casado com Clara. No início da história, ele descobre ser vítima de um câncer. O tratamento não funciona, e ainda tira sua visão. Até que juntos vão ao santuário da Padroeira do Brasil, pedir por um milagre.

Milagres não faltam na história da imagem de Nossa Senhora, desde quando foi encontrada em 1717, por três pescadores, e que se produziu o seu primeiro milagre – o dos Peixes. No musical são retratados, além deste, os milagres das velas, do escravo Zacarias e do cavaleiro prepotente, além de incluir a passagem do atentado em 1978, quando foi destruída e depois restaurada no MASP.

FACE (2).png

A produção

Assim como o Brasil, “Aparecida, um musical” é eclético – seja no seu elenco, nos ritmos musicais e nos figurinos. Não é uma obra de catequização, mas sim, um espetáculo de teatro musical, voltado a todo tipo de público.

No palco, são mais de 30 atores, das mais variadas raças e credos religiosos, oriundos das principais produções de musicais no país.

Não espere encontrar canções que já fazem parte do imaginário de devoção à Santa. Na verdade, somente “Ave Maria“, de Bach e Gounod, se faz presente no musical. Todas as outras canções são originais, e procuram complementar a história que está sendo contada. Os ritmos musicais são os presentes na nossa cultura, não podendo deixar de citar a presença dos ritmos afro-brasileiros.

Para também mostrar a força da brasilidade nos figurinos, foram escolhidos os tecidos de algodão cru e renda nacional.

Os cenários utilizam uma mistura de estruturas físicas grandiosas com projeções de vídeos. Para mostrar uma sensação de dinamismo, serão movimentados pelo elenco, inclusive durante as cenas e canções.

“Aparecida, um musical” tem tudo para ser considerado um dos grandes espetáculos do ano.

 

Aparecida, um Musical

Com Leandro Luna, Bruna Pazinato, Edson Monttenegro, Frederico Reuter, Nábia Villela, Ana Araújo, Maysa Mundim, Arthur Berges, Reynaldo Machado, Cadu Batanero, Talita Real, Alessandra Vertamatti, Pamella Machado, Joyce Cosmo, André Torquato, Marcelo Vasquez, Daniel Cabral, Rubens Caribé, Vandson Paiva e Bernardo Berro, Keila Bueno, Rafael Machado, Maria Clara Manesco, Isabel Barros, Ygor Zago, Ditto Leite, Lucas Nunes, Tutu Morasi, Nay Fernandes, Gigi Debei, Isa Castro, Guilherme Pereira e Nina Sato 

Teatro Bradesco – Bourbon Shopping (R. Palestra Itália, 500 – Perdizes, São Paulo)

Duração 135 minutos

Estreia 22/03

Sexta – 21h, Sábado – 16h e 21h, Domingo – 15h e 19h30

$75/$220

Classificação Livre

APARECIDA – UM MUSICAL

Aparecida – um Musical” conta a jornada de fé de um casal, Clara e Caio (Bruna Pazinato e Leandro Luna) na procura pela cura do câncer, que pode deixar cego o rapaz. A estreia é no dia 22 de março de 2019 no Teatro Bradesco (Bourbon Shopping).

No elenco, temos Edson Montenegro, (narrador), Frederico Reuter (Padre Lino), Nábia Vilela (Maria Helena), Arthur Berges (Rogério), Reynaldo Machado (Zacharias), Cadu Batanero (Cavaleiro), Talita Real (Romeira 1), Alessandra Vertamatti (Romeira 2), Pamella Machado (Romeira 3), Marcelo Vazques (Pescador 2), Vandson Paiva (Pescador 3), Daniel Cabral (Padre redentorista 1), Rubens Caribé (Feitor).

Como coro, temos Keila Bueno, Rafael Machado, Ygor Zago, Ditto Leite, Lucas Nunes, Tutu Morasi, Gigi Debei, Isabela Castro, Nina Sato e Guilherme Pereira.

Na equipe criativa, encontramos os nomes de Walcyr Carrasco, que escreveu o texto; produção de Maria Eugenia Maladogi, Eurico Maladogi e Fernanda Chamma; que também é responsável pela direção e coregrafia; Fábio Namatame assina os figurinos; Carlos Bauzys é o diretor musical; e Ricardo Severo fica a cargo das composições e produção musical.

O autor já havia prestado anteriormente uma homenagem à Santa. Walcyr escreveu a novela “A Padroeira” (Rede Globo), que esteve no ar no horário das dezoito horas, entre 18 de junho de 2001 e 22 de fevereiro de 2002. Devoto de Nossa Senhora, a intenção era unir amor, fé e aventura em uma só história.