A BELA E OS TENORES – ENTÃO É NATAL

O Teatro J. Safra antecipa as comemorações de Natal com o show dos tenores Jorge Durian, Armando Valsani e a soprano Giovanna Maira, em “A Bela e os Tenores – Então é Natal”, na sexta-feira, dia 17 de novembro.

Depois de 20 anos de sucesso se apresentando em espetáculos a bordo de diversos navios pelo mundo, o trio de cantores se apresenta, pela primeira vez no Brasil, neste show de lançamento do primeiro álbum de Natal “Hallelujha”.

Neste espetáculo de tirar o fôlego e que reúne essas belas vozes, o público irá se emocionar com canções clássicas e românticas internacionais, com temas natalinos como White Christmas, de Irvin Berlin, Adeste Fideles, de John Francis Wade, Ave Maria, de Johann Sebastian Bach e Charles Gounod e Panis Angelicos, de César Franck.

Sobre os cantores

Armando Valsani é um tenor lírico com quase 40 anos de carreira, que se destacou pelo mundo pela sua brilhante potência vocal e é muito requisitado pelas colônias italianas por todo o país. Já ganhou diversos prêmios, entre eles o de melhor cantor erudito do Brasil.

Giovanna Maira, cantora lírica (soprano), compositora e instrumentista, traz delicadeza para a apresentação com sua voz doce e cristalina, com canções que vão do pop ao erudito. Como solista, à frente da Orquestra Bachiana Jovem sob regência de João Carlos Martins, realizou grandes concertos, sendo um deles a abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.

Para abrilhantar ainda mais o espetáculo e com uma sólida carreira com mais de 30 anos, Jorge Durian, tenor que sempre foi destaque por transformar canções populares em clássicos eruditos. Já gravou diversos CDs em italiano e se encontrou com os Três Tenores (Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti).

A Bela e os Tenores
Com Armando Valsani, Giovanna Maira e Jorge Durian  
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo)
Duração 90 minutos
17/11
Sexta – 21h30
$30/$100
Classificação Livre

 

AGNALDO RAYOL, 60 ANOS DEPOIS

O Teatro J. Safra recebe no sábado, dia 18 de novembro, o show especial e em única apresentação: “Agnaldo Rayol, 60 anos depois”.  Em comemoração aos seus 60 anos de carreira, Agnaldo apresenta um espetáculo pautado por um refinado repertório que passeia pelos seus grandes sucessos e novas canções.

Um dos maiores nomes da música brasileira, conhecido nacionalmente por sua estonteante voz e com uma carreira coroada com muito sucesso – com mais de 50 discos lançados e o carinho de milhões de fãs pelo Brasil e pelo mundo -, Rayol já garantiu seu espaço de honra na música brasileira.

O artista não esconde o entusiasmo em comemorar um marco tão importante em sua vida e carreira: “É um prazer e uma emoção muito grande completar tantos anos de trabalho. O que pretendo com esta apresentação tão especial é agradecer ao meu público, sempre fiel, que esteve ao meu lado desde o início de minha carreira. O show foi preparado com muito carinho e será composto por um repertório com alguns de meus principais sucessos como Ave Maria, Mia Gioconda, Fascinação, New York, New York, As Rosas não Falam e Chão de Estrelas. Além, claro, de outras músicas inéditas”, comenta ele.

Com uma banda e cenário íntimo e aconchegante, Agnaldo Rayol espera poder levar ao público momentos de muito amor, emoção e surpresas.

 

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Agnaldo Rayol, 60 Anos Depois
Com Agnaldo Rayol e músicos convidados
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 90 minutos
18/11
Sábado – 21h
$50/$140
Classificação Livre

CRISE, QUE CRISE?

O Teatro J. Safra recebe no dia 2 de novembro, quinta-feira, o show inédito “Crise, que Crise?”, que reúne os mais diversos nomes e gerações através da música. Em única apresentação, o espetáculo que vai do pop rock, passando por músicas do folclore ao compositor Villa Lobos, foi idealizado por John Herbert Jr., o Johnnie Beat, cantor, compositor e filho da atriz Eva Wilma, promete grandes emoções. Além de Johnnie, o show traz ao palco sua mãe, Eva Wilma, o cantor e diretor musical paulista William Paiva e Heloá Holanda, cantora  semifinalista do programa X Factor Brasil, da Rede Bandeirantes.

Este espetáculo também marca a estreia de Eduardo Figueiredo como diretor de um show. Após receber o convite da própria Eva Wilma, aceitou o novo desafio. Muito respeitado no meio cultural, diretor de grandes sucessos no teatro, entre eles: “Mulheres Alteradas”, “Aprendiz de Feiticeiro”, “Frida y Diego” e atualmente “O Gatão de Meia Idade, a peça”.

“Crise, Que Crise?”, canção que dá nome ao show e será lançada nesta ocasião, é de autoria de Johnnie. Além disso, a música aborda o tema, tão em voga no país, de forma otimista. A capa do álbum da banda inglesa Supetramp, “Crisis, Wath Crisis”, de 1975, e este momento difícil que o Brasil passa, inspiraram o cantor e compositor.

Pensando na crise, não acho que devemos, de fato, nos preocupar e sim nos reinventar e passar por cima de tudo de maneira leve e com a esperança. Afinal, a música nos traz sentimentos bons. Estou muito feliz em levar tantos nomes bacanas e diferentes gerações ao palco. Minha mãe, que está ansiosa em relembrar os tempos em que aprendeu muito com Inesita Barroso, Heloá, uma voz feminina que trará delicadeza e encanto ao show, e, claro, William Paiva, um excelente cantor que trará força”, comentou Johnnie.

A participação de Eva Wilma, que, antes de iniciar sua carreira bem-sucedida como atriz, teve incursões na música, dá um colorido especial ao roteiro. E, como convidada de honra, homenageará o poeta ferreira Goulart e o compositor Heitor Villa Lobos, numa leitura moderna de suas obras.

A banda, composta especialmente para essa ocasião, ainda trará canções de sucesso de Nando Reis, Samuel Rosa, Erasmo Carlos, passando por The Beatles, Lou Reed e finalizando com o grande nome da música brasileira, Gilberto Gil. Sempre à sua maneira, com um pouco de rock n’roll e um sotaque blues.

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Crise, Que Crise?
Com John Herbert Jr, William Paiva, Johnny Mantelato, Leandre Gomes, Samuel Junior, Felipe Marques, Wellington Maia
Participações Especiais: Eva Wilma, Heloá Holanda e Roger W. Lima
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 90 minutos
02/11
Quinta – 21h
$15/$60
Classificação 12 anos

 

 

VOLVERE VENTO

Sinopse:
Volvere Vento deveria contar a história de três prostitutas que trabalham em condições precárias, onde uma delas tentaria sair desse sistema de exploração, morreria e fim. Porém, o espetáculo, através da mulher, se torna um pretexto para impulsionar o diálogo sobre uma sociedade imersa na sujeira de um sistema opressor.
Após o espetáculo, haverá debate diariamente.
O grupo vai realizar uma oficina que vai ser no dia 21 e 28 das 14h  às 17h
Valor: 30 reais (com direito a um ingresso pra peça qualquer um dos dias da temporada) A inscrição é feita pelo e-mail talvezelizabeth@hotmail.com
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Volvere Vento
Com Grupo Talvez Elizabeth
Duração 80 minutos
Companhia do Funil (Rua Lopes Chaves, 72 – Barra Funda -São Paulo)
Duração 80 minutos
20 a 28/10
Sexta e Sábado – 20h
$30 (estudante de teatro com comprovante $10)
Classificação 16 anos
 
 
Foto: Ciça Neder

ANDEJOS

O espetáculo Andejos valoriza a ação em coletivo, em bando, e propõe a sutileza das ações que, no dia a dia acelerado de nossa sociedade, passa despercebida. Entre sensações e canções, o grupo coloca no palco um bando de esfarrapados que dividem com a plateia seus segredos mais íntimos, truques e brincadeiras. O espetáculo estreia sábado, dia 7 de outubro, às 21h no Centro Compartilhado de Criação, na Barra Funda. Ingressos a preços populares.

Quem for assistir a peça procurando explicações ou caminhos lógicos de pensamento está perdido. A peça mistura elementos das experiências cotidianas, porém, no modo de operar errante e torto do bufão. Sem explicar ou decodificar nenhum símbolo. Não há uma linha de chegada ao fim do caminho, não há caminho definido para essas figuras. É um convite a andar na linha tênue entre a clareza e a loucura, da sombra com a luz, da alegria e da tristeza.

Em cena, o bando canta, dança, vagueia e faz números para o público. Tudo parece um pouco velho e gasto, talvez pelo tempo e distância que essas figuras – nem tão humanas, nem tão diferentes de nós – tem percorrido em busca de moradia. O que fica claro é que o que vale é o sonho. Que mesmo com as dificuldades e injustiças, a efemeridade da vida faz com que seja sempre possível continuar andando, continuar buscando novas casas e caminhos.

O espetáculo surgiu a partir da pesquisa da Trupe Andejos com a linguagem das máscaras, enveredando mais especificamente pela perspectiva do bufão. Isso porque o humor cáustico exercido por esta figura tende à escatologia, ao grotesco e à crítica social aguda, invertendo valores de poder e subvertendo regras. Como diria Jacques Lecoq no livro O corpo poético: uma pedagogia da criação teatral, “Bufões se divertem o tempo todo imitando a vida dos homens. Se abordam uma situação, os bufões vão deformá-la, torcê-la, colocá-la em jogo de modo não habitual”.

A musicalidade em cena também foi outro eixo de pesquisa para a criação do espetáculo. Acordeon, flauta, gaita, percussão, violão e as vozes grotescas dos bufões dão o tom musical do espetáculo. Além das canções, o espetáculo também é feito inteiro em gramelot (técnica em que o ator usa uma língua inventada, não existente, para se comunicar). Esse tipo de oralidade reforça o caráter lúdico e dá liberdade para que o texto também seja tratado como som, sem a definição de sentido exato das palavras.

Nos configuramos como um bando focado na construção de figuras a partir da perspectiva corporal e pessoal de cada ator dentro da linguagem das máscaras. Na convivência entre estes seres, se desenha um universo cheio de humor e poesia, que funciona de modo muito peculiar e que ao mesmo tempo reflete criticamente nosso cotidiano. Cada passo é um fim em si para essas pessoas que parecem ter o dom de andejar. Estamos eternamente chegando, eternamente partindo”, conta a Trupe Andejos.

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Andejos
Com Beatriz Santiago, Bibiana Caneppele, Camila Rodrigues, Caroline Araújo, Fernando Lopes, Guilherme Rodrigues, Ingrid Taveira, Laura Amaral, Thais Mukai.
Centro Compartilhado de Criação (R. Brg. Galvão, 1010 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 70 minutos
07 a 29/10
Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 12 anos

A METAMORFOSE

A Metamorfose, de Franz Kafka, conta a história de Gregor Samsa, um caixeiro viajante que depois de sonhos intranquilos, acorda metamorfoseado em um escaravelho, tornando-se assim o “objeto” de desgraça e vergonha de sua família, um estranho rejeitado pelos seus pares em sua própria casa, sendo lançado a sentimentos terríveis de inadequação, culpa e isolamento.
 
Através do corpo que dança, o espetáculo apresenta os limites do flagelo e das torturas psíquicas, emocionais e físicas que os sistemas políticos de governo imprimem ao homem comum.
 
A coreografia procura reproduzir a tensão asfixiante e opressiva da obra de Kafka, que coloca o cidadão em um único destino possível – o caminho de ida, sem qualquer possibilidade de retorno. A vida encaixotada no seu devido lugar, o da insignificância absoluta.
 
Assim como Gregor Samsa, somos criador e personagem principal de um emocionante espetáculo para uma plateia vazia. Não é assim que morremos, solitários?
 
O espetáculo estreou em 2002 na Oficina Cultural Oswald de Andrade e teve o apoio do Prêmio Emcena-Brasil.

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A Metamorfose
Com Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Kasulo Espaço de Cultura e Arte (Rua Souza Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 55 minutos
28/09 até 15/10
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
Ingresso um quilo de alimento não perecível
Reservas antecipadas pelo APP Cia Carne Agonizante disponível no Google Play e Apple Store.
Informações: ciacarneagonizante@gmail.com
Classificação 16 anos

UNFAITHFUL

UNFAITHFUL estreou em 2014 no Edinburgh Fringe Festival. Uma segunda montagem do texto foi realizada em 2016, em Londres e agora estreia em São Paulo, sob direção de Lavínia Pannunzio. No elenco, Noemi MarinhoHelio CiceroLuna Martinelli e Laerte Késsimos (idealizador do projeto). 
 
Owen McCfferty – autor irlandês de produção dramatúrgica focada nas relações humanas, com aproximadamente 20 textos escritos, vencedor de inúmeros prêmios de dramaturgia, nesta peça escreve a história de um casal de meia-idade no ápice da crise conjugal, Tom (Helio Cicero) e Joan (Noemi Marinho), e um casal de jovens na busca por sentido para suas vidas vazias, Tara (Luna Martinelli) e Peter (Laerte Késsimos). 
 
Uma noite em um bar de hotel, uma possível traição. Dois relacionamentos emaranhados, desejos não expressos, arrependimentos e conversas adiadas. Quatro personagens ligados pela sensação de que foram enganados pela vida. Um austero e abrasador vislumbre da realidade de nossos relacionamentos – dos desejos não ditos, dos arrependimentos penetrantes e das conversas adiadas que marcam a todos nós.
 
Lavínia Pannunzio criou um universo intimista para o espetáculo. Público e atores ficam muito próximos, já que a plateia é colocada no palco, ao redor do cenário. Assim, os diálogos muito bem escritos pelo autor e trabalho minimalista dos atores, podem ser ouvidos e vistos de perto. “UNFAITHFUL pretende, ao percorrer o labirinto do espelhamento desses casais formados por Tom, Joan, Peter e Tara, compreender o momento em que as “confissões das traições” – que o público sequer consegue saber se aconteceram ou não – estabelecem ou re-estabelecem os amorosos laços da confiança entre eles. Paradoxalmente. UNFAITHFUL é o nosso ´to be or not to be, that is the question´, o que quer que haja entre eles tece um labirinto de confiança e coisas ditas que se estende além de suas relações e toca algo no nosso coração de seres humanos”, comenta a diretora Lavínia Pannunzio.
 
A consciência do espectador fica maior que a consciência das personagens. O público passa a operar como um agente decifrador do comportamento anímico daqueles quatro personagens, na medida em que passa a conhecer os outros lados do quarteto de solitários.
 
Na trama Joan e Tom estão casados há quase trinta anos. Tom é um encanador de meia-idade que às vezes gosta de tomar uma bebida sozinho, após o trabalho, em um bar de hotel no centro da cidade. Certa noite, ele é abordado por Tara, uma jovem que insiste em ter relações sexuais com ele. Não é uma prostituta. Quando Tom diz a Joan o que aconteceu, ela não deixa por menos e se encontra com o garoto de programa, Peter, no mesmo hotel onde seu marido conheceu Tara. O público nunca tem certeza se que o que eles dizem é verdade.
 
“Ainda somos nós mesmos quando mentimos? O que significa ser infiel àqueles que você ama? A você mesmo? O amor é um tipo de fé. E quando duas pessoas acreditam, algo muito poderoso acontece. Se se está apaixonado, e um confia no outro o bastante para se inclinar em sua direção, eles se encontram no meio, como um triângulo, e sustentam um ao outro, e isso é muito forte. É inquebrável. Mas se um desaparece, o outro não pode manter o triângulo de pé. Ele cairá. Não existe amor sem confiança, sem fé. Por isso, quando alguém trai, é chamado de infiel (unfaithful)”, completa Lavínia.

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Unfaithful
Com Noemi Marinho, Helio Cicero, Laerte Késsimos e Luna Martinelli
Teatro do Núcleo Experimental (R. Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 60 minutos
17/11 até 18/12
Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h
$40
Classificação 16 anos