O SONHO NÃO ACABOU

Considerada a melhor banda de tributos aos Beatles no Brasil, fundada em 1976, a Beatles 4Ever realiza o show “O Sonho não acabou”, no Teatro J. Safra, sexta-feira, dia 11 de maio.

O espetáculo conta, com detalhes, a trajetória da banda britânica e é dividido em três partes. O início traz a fase da “beatlemania”, composta por músicas dançantes, incluindo grandes hits como “She Loves You”, “Twist And Shout”, “All My Loving” e A “Hard Day’s Night”. Nesta época que os Beatles usavam seus consagrados terninhos e o corte de cabelo “tigelinha”, revolucionário para a época. Em seguida, vem a fase psicodélica, tendo seu auge com o álbum Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band e com o desenho Yellow Submarine. Neste momento, as cores tomam conta do espetáculo, com o uso das fardas, interpretações e músicas divertidas, como “Lucy In The Sky With Diamonds”, “Hello Goodbye” e “Penny Lane”. A última fase do show é composta pelas músicas lançadas próximo à separação dos Beatles, quando já começavam a transparecer seus estilos individuais. Canções grandiosas como “Don’t Let Me Down”, “Something” e “Let It Be” emocionam a plateia.

A maioria dos instrumentos e amplificadores são da mesma época daqueles utilizados por eles, o que torna a sonoridade mais próxima possível das gravações originais. O show do Beatles 4Ever sempre conta com um público composto por crianças, jovens e adultos, mostrando que a obra dos Beatles é atemporal e continua viva até hoje.  A banda cover procura interagir com a plateia, criando uma atmosfera intimista e descontraída.

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Beatles 4Ever – O Sonho Não Acabou
Com Beatles 4Ever (Ricardo Felício, Raffa Machado, Nando Braga, Rene Zayon
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 120 minutos
11/05
Sexta – 21h30
$40/$120
Classificação Livre

TERRITÓRIO MÃE

Os ideais da maternidade impostos pela sociedade e suas consequências são base da reflexão do espetáculo Território Mãe, do Coletivo Cênico Joanas Incendeiam. Composto pelas atrizes Beatriz Marsiglia, Camila Andrade e Letícia Leonardi, o coletivo faz temporada a partir do dia 2 de maio, quarta-feira, 20h30, no Mora Mundo. Em cena, as atrizes estão acompanhadas pela musicista Eva Figueiredo, que também assina direção musical com o músico e compositor Jonathan Silva.

Composto prioritariamente por mulheres, o espetáculo é uma trama poética performática criada de maneira colaborativa tendo como material para criação os encontros entre mulheres, estudos das figuras da mãe, da madrasta e da madrinha em contos de fadas tradicionais, relatos do Movimento Mães de Maio e das experiências das atrizes-criadoras como mães e filhas.

Durante o processo de criação, foram realizadas diversas aberturas da pesquisa seguidas de roda de conversa sobre o assunto que colocou a obra em constante contato com o público de mulheres que colaboraram com a criação como um todo. As aberturas aconteceram em saraus feministas e no IV Festival Internacional de Teatro Knods Nudos, que aconteceu em Mogi das Cruzes em janeiro de 2017.

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Território Mãe
Com Beatriz Marsiglia, Camila Andrade e Letícia Leonardi. 
Mora Mundo Casa de Tudo (Rua Barra Funda, 391 – Barra Funda, São Paulo)
02 a 30/05
Quarta – 20h30
$30 (Reservas pelo email joanasincendeiam@gmail.com)
Classificação 14 anos

E FORAM QUASE FELIZES PARA SEMPRE

E Foram Quase Felizes Para Sempre é primeira comédia solo escrita e encenada pela atriz Heloisa Périssé.

A peça brinca já no título com a ideia de que uma relação a dois é (ou deveria ser) semelhante a um conto de fadas. O espetáculo traz a atriz no papel de Letícia Amado, escritora workaholic que passou os últimos meses enfurnada no projeto de seu nome livro até que é dispensada por seu companheiro.

Toda essa história é contada através das lembranças de Letícia, desfiadas no dia do lançamento do seu livro, como se os espectadores fossem os convidados do evento. Os episódios narrados ganham vida através de Heloisa, desdobrando-se em quinze papéis. O resultado é uma visão do casamento sem ingenuidade, mas também sem amargura.

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E Foram Quase Felizes Para Sempre
Com Heloisa Périssé
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 70 minutos
18 a 27/05
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$30/$100
Classificação 14 anos

AGNALDO RAYOL E ÂNGELA MARIA

Em homenagem ao Dia das Mães, o cantor Agnaldo Rayol convidou Angela Maria – uma das artistas com mais tempo em atividade  no país –  para um show especial, no sábado, dia 12 de maio às 21h, no Teatro J. Safra, em São Paulo.

Agnaldo, conhecido nacionalmente por sua voz poderosa e com uma carreira coroada por grandes sucessos, retorna ao palco do Teatro J. Safra, pela terceira vez, para receber o carinho de seus fãs.

Com mais de 60 anos de carreira artística e mais de 50 discos gravados, Agnaldo Rayol irá cantar seus principais sucessos com a participação especial de Angela Maria, outro grande ícone da música brasileira que mantém viva a memória da Era do Rádio no Brasil. No repertório sucessos como “Ave Maria”, “Mia Gioconda”, “Fascinação”, “New York, New York”, “As Rosas não Falam” e “Chão de Estrelas”, serão relembradas por este dueto icônico.

Com banda intimista e cenário aconchegante, Agnaldo Rayol espera poder levar ao público momentos de muito amor, emoção e surpresas.

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Agnaldo Rayol – Show Dia das Mães
Com Agnaldo Rayol e Ângela Maria
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 90 minutos
12/05
Sábado – 21h
$50/$140
Classificação Livre

ANAÏS NIN – À FLOR DA PELE

Dando continuidade a Mostra Poéticas da Resistência, o Centro Compartilhado de Criação apresenta o espetáculo ANAÏS NIN – À FLOR DA PELE. Com adaptação e interpretação de Flavia Couto e direção de Aline Borsari, atriz do Théâtre du Soleil, montagem baseada nos diários íntimos da escritora Anaïs Nin, faz temporada de 13 a 29 de abril, sextas-feiras e sábados às 20 horas e domingos às 18 horas.

ANAÏS NIN – À FLOR DA PELE conta a história de Anaïs Nin, grande nome da literatura erótica, retratando sua trajetória na década de 30 em sua luta pela libertação artística, sexual e emocional. “A peça percorre os anos de 1932 à 1937, uma verdadeira cartografia dos desejos de uma escritora, que a tornou uma referência para movimentos emancipatórios femininos, ao persistir sempre na luta pelo seu estilo pessoal de escrita, espaço como autora e mulher livre”, conta Flavia Couto.

Em um cenário que remete ao “quarto de palavras” da autora e revelando trechos de sua vida amorosa, sua experiência com a psicanálise e suas inquietações como escritora, o público ouve as confissões e mergulha nas aventuras eróticas e literárias que se passam em três locais diferentes: a cidade francesa provinciana Louveciennes, Paris  ameaçada pela Segunda Guerra Mundial e a agitada e libertina Nova Iorque.

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Anaïs Nin – À Flor da Pele
Com Flavia Couto
Centro Compartilhado de Criação (Rua Brigadeiro Galvão,1010 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 50 minutos
13 até 29/04
Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h
$20
Classificação 14 anos

EU SEI EXATAMENTE COMO VOCÊ SE SENTE

Considerado um dos artistas mais prestigiados do teatro britânico a discutir a questão da homoafetividade, o dramaturgo, diretor e tradutor Neil Bartlett tem suas obras investigadas pelo Núcleo Experimental em Eu sei exatamente como você se sente. O espetáculo estreia no dia 17 de abril, no Teatro do Núcleo Experimental, e segue em cartaz até 30 de maio, com sessões às terças e quartas-feiras, às 21h.

A montagem parte dos solos “Onde está o amor?”, “É pra isso que servem os amigos”, “O que você vai fazer?”, “Improvável” e “O meu amor é forte assim” para apresentar depoimentos do próprio Barlett sobre o que é ser homossexual na sociedade contemporânea. O medo da agressão e da homofobia, o desejo e a necessidade de uniões afetivas, o relacionamento com os pais e (eventualmente) os filhos, a coragem de lutar pelos direitos dos LGBTTs, o estigma do HIV são algumas das muitas das questões discutidas em cena.

Essas obras, assim como muito do meu trabalho, estão particularmente preocupadas em transmitir ternura, dignidade, paixão e coragem. Ao enfatizar o simples ato de falar – falar em voz alta – elas nos fazem lembrar (eu espero) que essas qualidades ainda são – mesmo que a cultura vigente queira dizer o contrário – a base da nossa experiência comum nesta vida”, reflete o autor.

Numa encenação pautada pela simplicidade, os atores Fabio Redkowicz, Paulo Olyva, Pedro Silveira e Zé Henrique de Paula são acompanhados ao vivo pelo pianista Rafa Miranda e pelo violoncelista Felipe Parisi.

SINOPSE

A partir dos monólogos “Onde está o amor?”, “É pra isso que servem os amigos”, “O que você vai fazer?”, “Improvável” e “O meu amor é forte assim”, do dramaturgo britânico Neil Barlett, a peça cria uma colcha de depoimentos do próprio autor sobre o que é ser homossexual na sociedade contemporânea. São discutidos temas como o medo da homofobia, o desejo e a necessidade de uniões afetivas, o relacionamento entre pais e filhos, a coragem de lutar pelos direitos dos LGBTTs e o estigma do HIV.

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Eu sei exatamente como você se sente
Com Fabio Redkowicz, Paulo Olyva, Pedro Silveira e Zé Henrique de Paula
Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 70 minutos
17/04 até 30/05
Terça e Quarta – 21h
$40
Classificação 14 anos

BALADA DA VIRGEM – EM NOME DE DEUS

O coreógrafo, diretor e bailarino Sandro Borelli, da Cia. Carne Agonizante, investiga a figura emblemática da heroína francesa Joana D’Arc em Balada da Virgem – Em Nome de Deus, que estreia no Kasulo Espaço de Arte e Cultura no dia 19 de abril, e segue em cartaz até 20 de maio.

Por volta de 1412, surgia a figura mítica de uma camponesa pobre, analfabeta e religiosa que, sob o comando de mensageiros dos céus, como afirmava, comandou as tropas francesas na Guerra dos 100 anos, lutando pela libertação da França contra o domínio da Inglaterra. Joana D’Arc foi capturada e condenada à fogueira em 1431 por heresia, e acabou se tornando santa da igreja católica e padroeira da França quase 500 anos depois de sua morte.

O novo espetáculo da Cia. Carne Agonizante se alimenta da força física, espiritual e das contradições políticas e religiosas contidas na personalidade dessa mulher. As dores, angústias, perturbações e inabalável crença dela foram transformadas em forma de uma tensão física permanente. E, por meio da dança, o bailarino traz para a cena sua energia revolucionária movida pela fé em nome de uma causa.

Balada da virgem nada mais é do que a necessidade constante de me autodesafiar na busca por novas possibilidades coreográficas. Neste universo, as noções de tempo e espaço se apresentam completamente alteradas, portanto, o real e o não real podem se confundir a ponto de desencadear um outro olhar, uma outra ética, um outro modo de vivenciar uma criação, apoiando-se na potente energia simbólica que D’Arc representa”, explica Borelli.

SINOPSE

O novo espetáculo da Cia. Carne Agonizante apoia-se na energia simbólica, na força física e espiritual e nas contradições de Joana D’Arc para buscar novas possibilidades coreográficas. Nesse universo, as noções de tempo e espaço são alteradas. É um lugar onde a loucura, a transgressão e a opressão, foram transformados em combustível necessário para a perpetuação desta dança.

Balada da virgem - em nome de Deus - Crédito_Alex Merino (3)

Balada da Virgem – Em Nome de Deus
Com Sandro Borelli
Kasulo Espaço de Arte e Cultura (Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 40 minutos
19/04 até 20/05
Quinta, Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h
Ingresso: Um quilo de alimento não perecível. Reservas antecipadas pelo APP Cia Carne Agonizante disponível no Google Play e Apple Store.
Classificação: livre