EM NOME DO FILHO

“EM NOME DO FILHO” é uma comédia dramática que entremeia números musicais e shows de dança paracontar a história de  Liuba, o dono da Brasil Dourado, uma sauna gay decadente, que esconde um segredo.

Sucesso no Rio de Janeiro por quase dois anos, o texto é de Dolores delRio e a direção de Marco Miranda, que tem um vasto currículo nos palcos brasileiros e na Tv Globo, vencedor de vários prêmios. A estreia acontece no dia 3 de novembro, no Teatro Bibi Ferreira.

A montagem lembra o universo do cineasta Pedro Almodovar. “EM NOME DO FILHO” discute a diversidade sexual e coloca uma luz sobre este tema tão importante. Tudo de forma divertida e leve, mas sem deixar de tocar nos pontos importantes da questão.

Sinopse

A peça se passa em um dia numa sauna gay, a Brasil Dourado, onde é mostrada a realidade de uma sauna. Liuba, o dono, sofre com a perda de seu filho, que foi afastado de seu convívio desde criança. Liuba tem um romance complicado com Roby, um ex-garoto de programa. Odetinha, empregado da sauna é aliado de Liuba e o único que sabe de seu passado.

Na trama são apresentados ao público tipos característicos de gays que frequentam as saunas: o debochado, o poderoso, o prático, o casado e o carente. Eles interagem nas cenas cômicas com os garotos de programa, belos rapazes da sauna.

O foco central da trama é a procura de Liuba pelo seu filho Junio. Por intermédio de uma carta, e por coincidência perversa do destino, Liuba descobre que o filho trabalha como garoto de programa em sua sauna.  Ele então se aproxima do filho e conquista a confiança do rapaz para retirá-lo de lá. Para manter seu segredo, em paralelo Liuba termina seu romance com Roby,  que por não entender o motivo, se desespera. Num reencontro emocionado eles se entendem e os três terminam juntos, revelando uma grande história de amor.

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Em Nome do Filho
Com Dolores DelRio, Matheus Freira, Bruno Islam, Anderson Lopes, Gustavo Azaranys, Luiz Xaxu, Angelo Antonio, Angelo Barreto, Gleyson Lopes, Yago Custódio e Douglas Loyola
Teatro Bibi Ferreira (Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 931 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
03 até 24/11
Sexta – 23h15
$50
Classificação 16 anos

 

 

 

Em Nome do Filho
Com Dolores DelRio, Matheus Freira, Bruno Islam, Anderson Lopes, Gustavo Azaranys, Luiz Xaxu, Angelo Antonio, Angelo Barreto, Gleyson Lopes, Yago Custódio e Douglas Loyola
Teatro Bibi Ferreira (Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 931 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
03 até 24/11
Sexta – 23h15
$50
Classificação 16 anos

QUEM AMA BLOQUEIA

A comédia moderna Quem Ama Bloqueia, texto inédito de Renato Bellamin, estreia dia 19 de outubro, às 21h, no Teatro Ruth Escobar (sala Dina Sfat), e segue em temporada, sempre às quintas-feiras, até 7 de dezembro. O elenco do espetáculo, que conta com a minuciosa direção de Renato Scarpin, é composto pelo próprio autor da peça Renato Bellamin e pela experiente atriz Carla Fioroni.

Quem Ama Bloqueia conta a história de Rogério e Selma, um casal comum em suas vivências diárias, mas que, como a maioria das pessoas hoje em dia, vive em torno da Internet, de Smartphones, Iphones e seus aplicativos. O uso abusivo dessas ferramentas, que na peça é mostrado de forma cômica e escancarada, afeta o relacionamento do casal no dia a dia e o resultado são muitas intrigas, confusões e insatisfações.

Ciúmes, supostas traições, stalker e nudes são alguns dos assuntos abordados no espetáculo, que pela própria temática atual, é de fácil identificação por parte do público, que vive o impacto da tecnologia influenciando completamente a forma do ser humano se relacionar com o outro e com o mundo.

Segundo Bellamin, a comédia tem a intenção de mostrar os relacionamentos amorosos e sociais nos dias atuais.  As discussões surgem da necessidade do diálogo pessoal, sem a presença de um aplicativo de relacionamento. A conversa habitual, olho no olho, se perdeu, ficou chata, sem sentido. Basta um pequeno som vindo do celular para que o interesse pela pessoa que está na sua frente perca o sentido. É um furor incontrolável. Uma necessidade biológica de saber quem chamou, qual o assunto… E claro: a pessoa ao meu lado – o ser ‘amado’ – pode ver quem chamou ou eu devo esconder?”, ressalta o autor.

De forma engraçada e descontraída, o espetáculo pretende levar ao público uma reflexão divertida sobre suas próprias atitudes, abordando desde fotos de prato de comida, postadas freneticamente pela grande maioria dos usuários, até as sensuais – os famosos nudes –, que já acabaram com muitos romances e, muitas vezes, os motivos são paranoias, criações de nossas mentes na tentativa de descobrir o que o outro está fazendo em seu mundo digital.

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Quem Ama Bloqueia
Com Carla Fioroni e Renato Bellamin.
Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
19/10 até 07/12
Quinta – 21h
$60
Classificação 12 anos

SPACE INVADERS

A adolescência é um período turbulento para quase todo mundo. Os sentimentos de solidão e inadequação são muito mais comuns do que pensa o inseguro Caio (Bruno Gavranic), um jovem deprimido de 14 anos que teve seu espaço invadido quando os três filhos adolescentes de seu padrasto se mudaram para a sua casa. Para aliviar o sofrimento, ele decide transformar a experiência na HQ Space Invaders, que, não por acaso, dá nome ao espetáculo jovem deFernanda Gama, da Cia. do Fubá. Isso porque a própria peça reproduz a graphic novel, ou romance em quadrinhos, escrita pelo protagonista – tudo o que vemos é sob o ponto de vista dele.

Como os alienígenas do jogo “Space Invaders”, que tentam invadir a tela do Atari (o videogame popular nos anos de 1980) e precisam ser combatidos por uma espaçonave, os irmãos Pedro (Mateus Monteiro) de 17 anos, Luca (Leonardo Devitto) de 11 anos e Vanessa (Paula Bega) de 14 anos ocupam o antigo quarto de Caio. Os três se mudaram para o apartamento do pai porque sua mãe está com uma depressão profunda e já não tem mais forças para cuidar dos filhos. Eles também sofrem com a saudade dos amigos, da antiga escola e de casa.

Fã de David Bowie, Caio retrata a si mesmo em sua HQ como o astronauta Major Tom, da música “Space Oddity” (1969), um homem que abandona a vida na Terra e acaba sozinho na imensidão do espaço. Caio evita ao máximo o encontro com os meios-irmãos e, no fundo, sofre com a indiferença deles. “Acho que a alternativa que ele encontra para o sofrimento, no fim das contas, é justamente esse prazer em escrever histórias, essa saída pelo caminho da arte e da autoexpressão”, comenta Gama.

À medida em que Caio passa a conviver mais com os meios-irmãos, descobre que eles não são esses monstros que ele retratou. “Ele percebe que ele não é o único que sofre ali. Os três também são humanos e têm problemas. E o que o alivia é que eles têm uns aos outros. Eles têm que se ajudar, ficarem vivos uns pelos outros”, esclarece a diretora.

O espetáculo surgiu de um desejo da Cia. do Fubá de desenvolver seu primeiro trabalho direcionado para o público jovem. O texto foi desenvolvido através do PROAC – Criação de Dramaturgia, em 2016, e contou com uma série de oficinas que tinham a proposta de transformar experiências e sentimentos dos adolescentes participantes em textos teatrais e depoimentos, materiais que também serviram como referências para a encenação. Em 2017, o grupo foi contemplado pelo PROAC – Montagens infanto-juvenis inéditas para a produção do espetáculo.

Ao fim, o projeto pretende trazer uma reflexão sobre como as pessoas aprendem a lidar com a crueldade do mundo. “Tem um pessimismo, que também aparece no material produzido pelos jovens nas oficinas. Quando passamos da infância para a adolescência, tomamos consciência sobre a maldade, o sofrimento, como as pessoas são terríveis, como a vida pode te passar para trás. É assustador. Na vida adulta, entendemos que os nossos problemas não são maiores do que os de ninguém, e não são eternos. É como um videogame, em que as coisas vão ficando mais difíceis a cada fase. Você quer avançar, mas tem saudades de quando as coisas eram mais simples. Ao mesmo tempo, essa é a graça do jogo. Não dá para voltar atrás”, comenta Gama.

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Space Invaders
Com Bruno Gavranic, Leonardo Devitto, Mateus Monteiro e Paula Bega
Espaço Elevador (Rua Treze de Maio, 222 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
04/11 até 10/12
Sábado e Domingo – 19h
$30
Classificação 12 anos

SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO

Sucesso de público e crítica, o espetáculo SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO, com Celso Frateschi e direção de Roberto Lage, reestreia dia 6 de outubro, sexta-feira, às 21 horas, no Ágora Teatro. O espetáculo, que estreou em 2005, é baseado no conto homônimo do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado pela primeira vez em 1877 no livro Diário de um Escritor.

Em SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO um funcionário público, sabe que é ridículo desde a infância, mas por orgulho jamais confessou esse fato a ninguém. Motivo de desprezo e zombaria de seus semelhantes, já não tem mais nenhum interesse na continuação da sua existência. Num dia, inútil como todos os seus outros dias, em que mais uma vez esperava ter encontrado o momento de meter uma bala na cabeça, foi abordado por uma menina de uns oito anos, que clamava por ajuda. Ele não só recusa o apoio à criança, como a espanta violentamente e aos berros.

Ao voltar para casa, não consegue dar fim a sua existência. Já com sua arma pousada em seu peito e perturbado pelos sentimentos causados por aquela criança, adormece e sonha com a sua própria morte, com seu enterro e com uma vida após o tiro disparado. Viaja pelo espaço e por desconhecidas esferas. Experimenta a terra não manchada pelo pecado original e conhece os homens na plenitude da sabedoria e equilíbrio. Ele acredita que aquilo tudo foi real, pois as coisas terríveis que sucederam não poderiam ter sido engendradas num sonho.

Construção de conhecimento

Para Celso Frateschi, o texto clássico encenado é sempre contemporâneo, por isso a importância de voltar a encenar SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO. “No momento em que a barbárie avança violenta e rapidamente, destruindo valores humanistas que imaginávamos consagrados pela história e quando o sonho de liberdade individual, justiça social e fraternidade passam a ser vistos como retrógrados, a diversidade como ofensa e que virtuoso é quem rouba bem, o teatro se mantém como espaço de prazer estético e construção de conhecimento”, explica ele, que sentencia: “A linguagem não deve estar a serviço da ideologia, mas da liberdade.

O ator afirma ainda que ao abordar os clássicos de outra maneira, há uma permissão para que ele se aproxime de nosso tempo não pelas semelhanças, mas pelas diferenças entre a época em que foi escrito ou apresentado e a atual. “Identificar os modos de agir, sentir, se relacionar e pensar de nossos ancestrais, característicos de suas épocas para que se choquem e ou se assemelhem aos nossos, livremente, sem freios e cabrestos ideológicos, para que a poesia de nossos mestres nos ilumine e nos transforme”, conta Frateschi.

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Sonho de um Homem Ridículo
Com Celso Frateschi
Ágora Teatro (R. Rui Barbosa, 664 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/10 até 10/12
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos

TRAIR E COÇAR É SÓ COMEÇAR (Opinião)

As aventuras da empregada Olimpia ainda arrancam risadas do público que vai vê-la no Teatro Ruth Escobar.

“Trair e Coçar É Só Começar”, comédia de Marcos Caruso, está em cartaz há 31 anos ininterruptos.

A peça acumula outros números impressionantes: mais de 6 milhões de espectadores, mais de 9 mil apresentações, 4 vezes no Guiness Book, Prêmio Quality Cultural e homenagem pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

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A história gira em torno de meras hipóteses de adultérios, geradas por equívocos e confusões provocadas por uma empregada, que se aproveita da desconfiança geral entre os casais do enredo para subornar seus patrões e amigos.

Ressaltamos o trabalho da atriz Anastácia Custódia, que desde 2005 dá vida a protagonista da história; o trabalho do elenco, por trazer o frescor para a peça como se estivesse sendo apresentada pela primeira vez, e para o texto maravilhoso de Marcos Caruso.

Se por acaso você ainda não viu (será que tem alguém) ou quer rever, e se divertir muito, “Trair e Coçar É Só Começar” é a nossa recomendação. Não perca.

Trair e Coçar é Só Começar
Com Anastácia Custódio, Carlos Mariano, Mario Pretini, Tânia Casttello, Carla Pagani, Miguel Bretas, Ricardo Ciciliano, Siomara Schröder e Beto Nasci.
Teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 120 minutos
07/04 até 26/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$70/$80
Classificação 12 anos

O MÁGICO DE OZ – O ESPETÁCULO

Baseado na obra original de Lian Frank Baum O MÁGICO DE OZ tem texto e direção geral de um dos nomes mais conceituados na dramaturgia do Teatro para Crianças , FERNANDO LYRA JÚNIOR , que ao longo de seus mais de 20 anos dedicados ao palco foi detentor de vários prêmios e críticas elogiosas.

 

A peça conta a história de Doroty, uma garotinha que se perde no Mundo de Oz e para conseguir o caminho de volta para sua casa precisa encontrar o Grande Mágico de Oz.

 

Com a ajuda da Bruxa do Norte , Doroty , começa a sua procura no caminho até o Castelo do Mágico, onde muita coisa acontece. Ela conhece seus três inseparáveis amigos : O Espantalho , O Homem de Lata e o Leão, que ajudam a menina a atingir seus objetivos.

 

foto original O MAGICO DE OZ

O Mágico de Oz – O Espetáculo
Com Mariana Ribeiro, Ruben Espinoza, Cibelle de Martin, Rebecca Etiene, Luciano Brandão e Fernando Lyra Jr.
Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração
15/01 até 26/11
Domingo – 17h30
$40
Classificação Livre

O ENTREGADOR DE PIZZA

Num apartamento simples de São Paulo, mora Aquiles dos Santos, vulgo Kéku (Hilton Have), senhor aposentado que, nas horas vagas, se distrai fazendo tapeçarias. É bem relacionado a pessoas influentes mas tem poucos amigos, apenas os que lhe restaram da época da juventude.

Kéku tem hábitos estranhos, especialmente na hora de dormir…. É uma pessoa atenciosa e gentil.  Tem uma rotina calma e tranquila, até o dia em que pede uma pizza. Esse fato mudará totalmente sua vida e seu humor. O que será¿

Com texto de Wilson Coca e direção de Sebastião Apolônio, O Entregador de Pizza faz temporada de 07 de outubro a 10 de dezembro no Teatro Ruth Escobar, sala Miriam Muniz.

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O entregador de pizza
Com Hilton Have e Rafhel Carvalho
Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz (Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, São Paulo)
07/10 até 10/12
Sábado – 21h30, Domingo – 19h30
$60
Classificação: 14 anos