SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO

Sucesso de público e crítica, o espetáculo SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO, com Celso Frateschi e direção de Roberto Lage, prorroga por mais três semanas sua temporada em São Paulo. A montagem fica em cartaz de 17 de fevereiro a 4 de março, sempre com apresentações aos sábados e domingos, às 19 horas, no Ágora Teatro. O espetáculo, que estreou em 2005, é baseado no conto homônimo do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado pela primeira vez em 1877 no livro Diário de um Escritor.

Em SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO um funcionário público, sabe que é ridículo desde a infância, mas por orgulho jamais confessou esse fato a ninguém. Motivo de desprezo e zombaria de seus semelhantes, já não tem mais nenhum interesse na continuação da sua existência. Num dia, inútil como todos os seus outros dias, em que mais uma vez esperava ter encontrado o momento de meter uma bala na cabeça, foi abordado por uma menina de uns oito anos, que clamava por ajuda. Ele não só recusa o apoio à criança, como a espanta violentamente e aos berros.

Ao voltar para casa, não consegue dar fim a sua existência. Já com sua arma pousada em seu peito e perturbado pelos sentimentos causados por aquela criança, adormece e sonha com a sua própria morte, com seu enterro e com uma vida após o tiro disparado. Viaja pelo espaço e por desconhecidas esferas. Experimenta a terra não manchada pelo pecado original e conhece os homens na plenitude da sabedoria e equilíbrio. Ele acredita que aquilo tudo foi real, pois as coisas terríveis que sucederam não poderiam ter sido engendradas num

Construção de conhecimento

Para Celso Frateschi, o texto clássico encenado é sempre contemporâneo, por isso a importância de voltar a encenar SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO. “No momento em que a barbárie avança violenta e rapidamente, destruindo valores humanistas que imaginávamos consagrados pela história e quando o sonho de liberdade individual, justiça social e fraternidade passam a ser vistos como retrógrados, a diversidade como ofensa e que virtuoso é quem rouba bem, o teatro se mantém como espaço de prazer estético e construção de conhecimento”, explica ele, que sentencia: “A linguagem não deve estar a serviço da ideologia, mas da liberdade.

O ator afirma ainda que ao abordar os clássicos de outra maneira, há uma permissão para que ele se aproxime de nosso tempo não pelas semelhanças, mas pelas diferenças entre a época em que foi escrito ou apresentado e a atual. “Identificar os modos de agir, sentir, se relacionar e pensar de nossos ancestrais, característicos de suas épocas para que se choquem e ou se assemelhem aos nossos, livremente, sem freios e cabrestos ideológicos, para que a poesia de nossos mestres nos ilumine e nos transforme”, conta Frateschi.

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Sonho de Um Homem Ridículo
Com Celso Frateschi
Ágora Teatro – Sala Edith Siqueira (Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
17/02 até 04/03
Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos

A HORA DO BRASIL: UMA COMÉDIA NACIONAL

O ator Ederson Miranda estreia o espetáculo solo  “A HORA DO BRASIL: uma comédia nacional” no dia 13 de janeiro no teatro  Ruth Escobar. O texto e a direção são assinados por  Ederson Miranda e Felipe de Moraes.

Inspirado nas tradições da comédia popular, o espetáculo conta a História do Brasil de maneira inédita, fazendo uma releitura de do mais tradicional programa de rádio brasileiro, que há quase  80 anos é companheiro “obrigatório” de nossas jornadas noturnas:  A Voz do Brasil.

Pensando naqueles que procuram uma alternativa aos acordes retumbantes do Guarany e aos boletins oficiais de Brasília, o espetáculo oferece uma nova versão para o programa.

Durante uma hora, o espectador viajará pela história do país através de alguns personagens típicos de imaginário nacional.

PERSONAGENS

PORTUGA

O espetáculo começa com a chegada de um português bem atrapalhado em terras brasileiras, este por sua vez, coloca uma cruz em nossa terra e diz que agora essa pertence à coroa portuguesa. Então, começa a tomar suas primeiras medidas para colonizar nossas terras. Porém, encontra dificuldades e para isso traz consigo seu livro de cabeceira: “O manual do empreendedor colonial”. Livro que lhe dará suporte para conseguir êxito em território tupiniquim.

CACIQUE

O encontro do europeu com os nativos é mostrado através do personagem Cacique, chefe de sua tribo. Esse encontro expõe de forma hilária os abusos dos europeus em nossas terras. A história não é tirada dos “oficiais” livros de história que temos costume de ver, livros esses que costumam mostrar apenas a visão do homem branco sobre os fatos. Aqui você verá a versão do nativo.

PADRE

Em seguida desembarca em terras brasileiras o personagem do Padre Jesuíta que vem para catequizar os nativos, todavia encontra muitos nativos hiperativos. O que irão dificultar e muito sua missão. O padre passa por diversas provações de fé para tentar impor sua cultura em nossas terras tropicais.

CAIPIRA

Eis que surge em nossa história: o Caipira. O famoso capiau tão comum no imaginário nacional. Ele aparece para mostrar aos portugueses que o caipira de bobo não tem nada. Esse personagem carrega toda a sabedoria popular do povo do interior do Brasil. E ele se declara o verdadeiro idealizador da inconfidência mineira.

CAPOEIRA

Já na época do império surge: o Capoeira, personagem que vive tirando sarro da aristocracia da época. É um verdadeiro fanfarrão, um contador de histórias que adora debochar do imperador e de seus pares.

FEMINISTA

Na fase da República Nacional no início do século XX surge a personagem da mulher feminista, que vem para brigar por seus direitos, pela igualdade de condições, num país ainda extremamente machista. Ela vem para mostrar que as mulheres vieram pra ficar e pra serem protagonistas da nossa história.

APRESENTADOR

Tanto no início como no fim do espetáculo aparece a figura do apresentador, o único personagem contemporâneo da peça. Ele aparece para falar sobre nossos conturbados dias atuais. E com acidez e perspicácia faz comentários hilários sobre os acontecimentos políticos do momento, abrindo e finalizando nossa epopeia histórica com muito bom humor.

Inspirado nas tradições do teatro popular de revista, tão tipicamente brasileiro, a peça busca uma comunicação ampla com seu público, e também se preocupa em fazer um humor crítico e inteligente.

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A Hora do Brasil: Uma Comédia Nacional
Com Ederson Miranda
Teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
13/01 até 29/04
Sábado – 21h30, Domingo – 19h30
$50/$60
Classificação 14 anos

AYRTON SENNA, O MUSICAL

Conhecido mundialmente como um dos maiores pilotos de Fórmula 1 de todos os tempos, Ayrton Senna inspirou gerações. Mas é a essência da personalidade e caráter de Ayrton, com espírito guerreiro e de solidariedade, o humor, amores e a relação com a família que o público poderá conhecer melhor em “Ayrton Senna, o musical”, produção da Aventura Entretenimento e Aventura Teatros, em parceria com a Família Senna e apresentado pelo Bradesco. O musical, com direção de Renato Rocha, entra em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, no dia 16 de março.

O projeto tem patrocínio da Atlas Schindler, BMA, Rede D’Or São Luiz, Riachuelo, Sem Parar e Volkswagen Financial Services, apoio da Alelo, Momenta Farmacêutica, Timken e White Martins e aAvianca como transportadora oficial.

A superprodução reúne 26 atores em um espetáculo diferente, para toda a família, que conta a história por meio de acrobacias e efeitos especiais, integrando música, dança, teatro e circo.

Com texto e músicas inéditas de Claudio Lins e Cristiano Gualda, que dão o tom para contar a carreira do piloto por meio de uma linguagem artística, a trama acontece com duas histórias paralelas. De um lado temos Hugo Bonemer (Hair, Yank!, Rock in Rio, o musical e A Lei do Amor) como o Ayrton Senna, o atleta focado, perfeccionista, competitivo e louco por vitórias e do outro lado temos João Vitor Silva (Verdades Secretas e Rock Story) como Beco – apelido de Ayrton entre os mais próximos –, um jovem paulistano que trabalha com a família, com sonhos, valores e ideais. “Quisemos contar a história de uma pessoa comum que virou um herói nacional. E o Ayrton era isso, uma pessoa com dúvidas, medos, mas também inspiradora, que corria muito atrás dos seus sonhos e chegou no topo“, diz Claudio Lins. A narrativa traz grandes momentos da carreira e da vida de Ayrton Senna, como a relação dele com os pais e a emblemática vitória em Interlagos em 1991.

O espetáculo começa na última corrida de Ayrton, em Ímola, na Itália, e desenvolve com o que pode ter passado pela cabeça de Ayrton naquelas últimas cinco voltas. “É como se nessas últimas voltas ele se lembrasse dos principais momentos da vida dele, como uma retrospectiva”, comenta Aniela Jordan, sócia-diretora da Aventura Entretenimento. Cenários, sons e luzes envolvem e levam o público para dentro de uma corrida de Fórmula 1. Números aéreos e acrobacias representam no palco a velocidade que fazia parte da vida de Senna.

Responsável pela direção do espetáculo, Renato Rocha desenvolveu carreira internacional por quase 10 anos e é reconhecido por unir circo e teatro. O artista criou espetáculos em Londres (para a Royal ShakespeareCompany, The Roundhouse, LIFT (Festival Internacional de Teatro de Londres) e Circolombia), para a Bienal Internacional de Artes de Marselha, Teatro Nacional da Escócia, Festival Internacional de Dança de Leicester, União Européia e Unicef. “Para fazer um espetáculo sobre o Senna precisávamos usar muita velocidade, sons e luzes. Temos um espetáculo com muitos números aéreos e pendulares. Juntamos ferramentas de várias plataformas – teatro, o circo, a música e a dança – para essa grande homenagem a um dos nossos maiores heróis”, comenta o diretor.

Lavínia Bizzotto é a coreógrafa responsável pela construção e direção dos movimentos do espetáculo. A bailarina, atriz e coach corporal já ministrou cursos de dança contemporânea para a Intrépida Trupe e Cia de Dança Deborah Colker e traz toda a sua experiência para esta montagem. “Trabalhamos muito para a construção de uma coreografia forte, rápida e intensa”, comenta Lavínia. Para suporte circense à produção, Rodolfo Rangel integra a equipe como coach de acrobacia. O brasileiro integra a equipe de criação do Cirquedu Soleil e comanda o desenvolvimento acrobático do elenco. “Temos oito acrobatas já experientes no elenco e, além deles, aproveitamos para também capacitar alguns artistas que já têm uma aptidão física para a realização de alguns movimentos acrobáticos corretamente e com segurança”, disse Rodolfo.

No cenário, Gringo Cardia traz a referência às pistas de Fórmula 1 com os elementos que pertencem ao mundo da velocidade, como pneus, capacetes, boxes e faixas. Um pneu com 6m de altura e 3,5m de comprimento é um grande elemento acrobático em movimento e utilizado para as coreografias. Completam o cenário um painel de LED com 6m x 7,5m de altura e boxes – simulando garagens da F1 – montados nas laterais do palco, que abrigam a banda.

Para trazer o ar das passarelas para o palco, Dudu Bertholini assina o figurino do espetáculo. “Esse musical fala sobre o que o Senna representa para todos nós e ele representa superação, coragem, vitória e enfrentar os medos. Isso tudo é uma leitura mais sonhadora, mais poética, então tivemos a possibilidade de criar uma linguagem para esse musical que é o que a gente faz na passarela também”, conta o estilista. Para sustentar as coreografias rápidas e os movimentos acrobáticos, Dudu recorreu à tecnologia para a confecção das peças.  “Um exemplo é o macacão de piloto – que reproduzimos na forma – e colocamos tacos de malha na lombar, nas entrepernas e axilas para que eles possam executar os movimentos. Escolhemos matérias-primas que têm essa funcionalidade e esse conforto”, explica Bertholini.

Completam a equipe criativa o diretor musical Felipe Habib, a criação sonora de Daniel Castanheira, desenho de som do Carlos Esteves, desenho de luz de Renato Machado e o visagismo de Anderson Montes.

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Ayrton Senna, o Musical
Com Hugo Bonemer, Victor Maia, João Vitor Silva, Lucas Vasconcelos, Pepê Santos, Will Anderson, Leonardo Senna, Adam Lee, Ivan Vellame, Kiko do Valle, Natasha Jascalevich, Estrela Blanco, Karine Barros, Lana Rhodes, Bruno Carneiro, Douglas Cantudo, Juliano Alvarenga, Marcella Collares, Marcelinton Lima, Olavo Rocha, Laura Braga, João Canedo, Gabriel Demartine, Paula Raia, Norrana Hadassa e Pedro Valério Lopez.
Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo)
Duração 140 minutos
16/03 até 03/06
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h30
$50/$150
Classificação Livre

CASAR PRA QUÊ?

A comédia romântica CASAR PRA QUÊ? estreia no dia 2 de março no Teatro Gazeta.  O texto é de Alessandro Anes, que também atua na peça ao lado de Michelle Martins.  A direção é de Eri Johnson.

O espetáculo estreou em 2007  e nunca mais saiu de cartaz. Apesar de já ter rodado mais de 60 palcos de norte a sul do  país, somando um público de mais de 800 mil espectadores, a comédia chega pela primeira vez em São Paulo. “CASAR PRA QUÊ? permite mudanças no roteiro exatamente por brincar com o cotidiano e transforma-lo em comédia”, fala  Alessandro Anes sobre o espetáculo. “ Isso acaba fazendo o público voltar várias vezes ao teatro e torna cada apresentação um momento prazeroso também para nós, atores”, completa.

A história se passa no apartamento dos recém-casados Pedro Paulo e Ana Lúcia. O casal acabou de se conhecer numa boate, onde foram “atingidos” pelo cupido do amor à primeira vista. Ela, uma “patricinha” de classe média alta,  super vaidosa e culta; ele um suburbano, galanteador, enrolão, que omite suas origens para conquistá-la.

A partir desta união, a peça relata o cotidiano do casal, onde as brigas causadas pelas inúmeras diferenças só fazem divertir o público, não só com as piadas do texto, mas também pela identificação com as situações vividas no palco.

Mas o espetáculo não mostra e nem vive só das brigas. Pedro Paulo e Ana Lúcia são realmente super apaixonados e cada crise e discussão sempre  termina aos beijos e abraços, já que rola entre os dois  “aquele lance de pele”. Quando um encosta no outro  não há água no mundo que apague esse fogo.  Entre brigas e paixão, fica a interrogação:  CASAR PRA QUÊ?.

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Casar Para Quê?
Com Michelle Martins e Alessandro Anes
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
02/03 até 29/04
Sexta – 21h, Sábado e Domingo – 20h
$70/$80
Classificação 14 anos

REBELIÃO – O CORO DE TODOS OS SANTOS

Teatro do Incêndio estreia, no dia 24 de fevereiro (sábado, às 20 horas), o espetáculo Rebelião – O Coro de Todos os Santos com texto e direção de Marcelo Marcus Fonseca.

No enredo, Artura (Gabriela Morato), Cacimba (Elena Vago) e Jí (Francisco Silva) saem do interior do país com o intuito de salvar o Brasil, devolvendo para Portugal símbolos da colonização. Para cumprirem a missão eles enfrentam os terríveis Arranca-línguas, figuras míticas que encontram durante a viagem.

Rebelião – O Coro de Todos os Santos é a segunda peça inédita do projeto A Gente Submersa, trabalho de pesquisa do grupo sobre heranças e descaracterização da cultura e da sabedoria popular pelo esquecimento das raízes que moldaram o brasileiro. O primeiro espetáculo, homônimo, fez temporada com lotação esgotada, em 2017. A atual montagem segue no caminho da cultura brasileira. Trata da manifestação popular como revide contra seu apagamento, como arma de guerra no combate à intolerância religiosa, à infantilização cultural produzida atualmente e às ingenuidades que aceitam lutas separadas e compartimentadas na sociedade moderna.

O diretor desabafa: “Esse é o espetáculo ‘de saco cheio’. Saco cheio de insensibilidade, de em cima do muro, de engolir a pobreza de manifestações sociais, políticas e culturais no país de Jorge Amado, Vinícius de Moraes, Nelson Sargento. Saco cheio de dizer que gostamos do que não gostamos, de dar ibope para o que não queremos, de desprezar a cultura do nosso país em prol de uma manifestação rasa. A indústria do entretenimento cria um mundo falso, de barulho ensurdecedor para destruir nossa identidade”. E finaliza: “Teatro não é entretenimento”.

Esta montagem fecha a trilogia iniciada com O Santo Dialético, sobre a investigação e valorização da formação do homem brasileiro, da raça brasileira. Para o autor/diretor Marcelo Marcus Fonseca, “Rebelião – O Coro de Todos os Santos fala o que as pessoas querem dizer e não podem. É a revolta de toda a raiz brasileira que se levanta com direito a protestar contra tudo que não lhe representa nas culturas oferecidas pela mídia”.

Protagonistas nas três montagens, Gabriela Morato afirma que o trabalho vem sendo fundamental para sua formação como cidadã e como artista. “A mulher é a própria terra, é a vida. Hoje ela descobriu que pode mudar as coisas e que sua força inspira e transforma. Tive a honra de viver nessa trilogia várias faces e idades da mulher brasileira”.

O projeto A gente Submersa foi viabilizado pela 29ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo; e o espetáculo Rebelião – O Coro de Todos os Santos foi contemplado com o ProAC 2017 para Espetáculo Inédito.

A montagem

Com música executada ao vivo – entre temas inéditos de Bisdré Santos e Marcelo Marcus Fonseca e peças de compositores esquecidos do Séc. XVIII – a peça traz elementos da cultura popular traduzidos de forma livre, de forma surrealista ou carnavalesca, explorando a dialética nos motivos religiosos ou sociais que controlam a razão do cidadão brasileiro contemporâneo.

A caminhada de Artura e Cacimba é um levante com destino certo: o ponto exato onde pretendem devolver, para reparo na Europa, um objeto da época da colonização portuguesa que, apesar da boa intenção, trouxe desgraça ao ser usado com maus propósitos.

Acompanhadas por Ji (Victor Castro), um corcunda que carrega o tal objeto como um estandarte, elas pretendem formar um “exército de fodidos” (pessoas excluídas da sociedade) para enfrentar os misteriosos Arranca-línguas, criaturas que propagam a miséria social e humana por meio do controle da liberdade dos viventes.

Nesse tumultuado caminho encontram João Batista, um ex-pescador sádico e assassino de Arranca-línguas – interpretado pelo diretor Marcelo Marcus Fonseca que volta à cena depois de três anos. Eles começam, então, a entender a extensão das barreiras, a violência que precisam enfrentar para criar um mundo livre e delicado, para chegar ao recomeço do Brasil. Juntam-se ao “exército” um índio filósofo e alcoólatra (André Souza), um açougueiro negro monossilábico (Valcrez Siqueira) e uma dançarina de prostíbulo (Lia Benacon) que teve o filho morto pelos inimigos dos combatentes.

A cruzada de Artura, que está grávida do boto, e de sua fiel companheira Cacimba remonta à jornada de Dom Quixote (personagem de Miguel de Cervantes). O toque surrealista é um artifício usado pelo diretor Marcelo Marcus Fonseca para jogar com a própria existência moderna. Figura extraída do folclore, o Arranca-línguas pode se materializar em forma de pastores alemães (cães ou pregadores?), de lixo cultural, de machismo, de intolerância religiosa e social; de tudo que cerceia a livre expressão das pessoas. “Onde tem Arranca-línguas tem ódio”, comenta o diretor.

Sobre seu personagem João Batista, Fonseca conta que ele se tornou canibal de Arranca-línguas depois de perder tudo. “Ele perdeu o lugar onde vivia para a devastação da floresta. Perdeu a família, os bens e a dignidade para o fanatismo religioso de sua mulher e sua filha. Por isso luta contra tudo que representa aquilo que está programado para gostarmos ou fazermos”, finaliza.

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Rebelião – O Coro de Todos os Santos
Com Gabriela Morato, Elena Vago, Francisco Silva, Marcelo Marcus Fonseca, Valcrez Siqueira, André Souza, Lia Benacon e Erick Malccon.
Coro de guerra (jovens do projeto de vivência artística 2018): Ana Beatriz do Araújo Borges, Bruno, Giulia Soares, Jonathan Yuri, Luiza Kehdi, Murilo Rocha, Stela Coelho, Thays Ferreira, Thaina Muniz, Vallessa Fagundes e Yago Medeiros.
Teatro do Incêndio (Rua Treze de Maio, 48 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
24/02 até 24/07
Sábado – 20h, Domingo – 19h
Pague Quanto Puder
Classificação 16 anos

O MÁGICO DE OZ – O ESPETÁCULO

Baseado na obra original de Lian Frank Baum O MÁGICO DE OZ tem texto e direção geral de um dos nomes mais conceituados na dramaturgia do Teatro para Crianças , FERNANDO LYRA JÚNIOR , que ao longo de seus mais de 20 anos dedicados ao palco foi detentor de vários prêmios e críticas elogiosas.

 

A peça conta a história de Dorot,uma garotinha que se perde no Mundo de Oz e para conseguir o caminho de volta para sua casa precisa encontrar o Grande Mágico de Oz.

 

Com a ajuda da Bruxa do Norte , Doroty , começa a sua procura no caminho até o Castelo do Mágico, onde muita coisa acontece .Ela conhece seus três inseparáveis amigos : O Espantalho , O Homem de Lata e o Leão, que ajudam a menina a atingir seus objetivos.

 

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O Mágico de Oz – O Espetáculo
Com Marina Ribeiro, Matheus Rodrigues, Cibelle de Martin, Rebecca Etiene, Fernando Lyra Jr, Luciano Brandão e Bruno Bianchi.
Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 50 minutos
28/01 até 25/03
Domingo – 17h30
$40
Classificação Livre

A TIA É UM SHOW

Guilherme Uzeda volta em cartaz com a peça “A TIA É UM SHOW”, até final de março, domingos às 19h30, no teatro Ruth Escobar.

O espetáculo se passa em um programa de auditório comandado pela TIA, personagem criada por Guilherme Uzeda, e traz muita diversão, de forma leve e descontraída.

Uma apresentadora totalmente informal conduz o programa de maneira muito peculiar, se atrapalhando de forma ingênua e levando a plateia a um riso descontraído e cúmplice.

Entre seus vários quadros, estão o ‘Bailão da Tia’ – onde pessoas da plateia são chamadas para participar de um concurso de dança, ‘Tia Canta e Encanta’, ‘Tia Responde’ onde a Tia responde de forma engraçada as cartas dos telespectadores.

No formato dos antigos programas de auditório, o espetáculo traz convidados especiais a cada semana, sorteio de prêmios para a plateia e os famosos ‘reclames’, onde o público participa de forma ativa e divertida com esta TIA simpática e cheia de entusiasmo todos riem muito!

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 A Tia é um Show
Com Guilherme Uzeda
Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
14/01 até 18/03
Domingo – 19h30
$50
Classificação 12 anos