CINDY

Acabar com as definições atuais de homem e mulher e apresentar um novo gênero, livre de tabus e sem tantas predefinições. Esta é a missão de Cindy Spencer, que se autointitula “A Nova Mulher”. A comédia Cindy, com dramaturgia de Gabriel Miziara Marcelo Lazzaratto, é inspirada em personagens de autores homossexuais, como Caio Fernando Abreu, Oscar Wilde, Gore Vidal e Pedro Almodóvar, figuras que desafiam a fronteira dos gêneros conhecidos.

Pensei em fazer uma colcha de retalhos de diversos autores. No entanto, durante o período de pesquisa e o começo dos ensaios, conversando com Marcelo Lazzaratto, entendemos que poderíamos construir uma única figura baseada em várias personagens e, assim, discutir o masculino e o feminino presentes em um único ser. E fazemos isso através do humor e não do drama”, explica Miziara, que também dá vida à protagonista.

Outras referências da peça são o livro “Amor em Tempos Sombrios”, do irlandês Colm Tóibim, textos das escritoras Elisabeth Bishop, Gertrud Stein e Marguerite Yourcenar e autorretratos do ícone da pop art Andy Warhol vestido de drag queen.

Fã do cinema das décadas de 1930 e 1940, Cindy tem o sonho de ser atriz, por isso, os mitos hollywoodianos estão constantemente presentes em sua fala. Não há nada que a excite mais do que um bom desafio. Seu ex-marido Prince Spencer cometeu suicídio, e, desde então, ela faz análise via correspondência com o terapeuta e dentista Dr. Boyle.

Este trabalho marca o retorno de uma longa parceria entre Lazzaratto e Miziara. Gabriel integrou por mais de dez anos a Cia Elevador de Teatro Panorâmico, dirigida por Lazzaratto. Este é o primeiro projeto dos dois juntos, depois que o ator deixou a Companhia.

SINOPSE

Cindy Spencer, que se autointitula “A Nova Mulher”, tem a missão de apresentar outras possibilidades de vivenciar o ser humano, para além das noções de homem e mulher, um outro gênero, sem tantas predefinições e tabus. A peça é livremente inspirada em personagens de Caio Fernando Abreu, Gore Vidal, Oscar Wilde e Pedro Almodóvar, nos autorretratos Andy Warhol montado de drag queen e em textos de Elisabeth Bishop, Gertrud Stein e Marguerite Yourcenar.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Cindy
Com Gabriel Miziara
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Biblioteca Municipal Mário de Andrade – Auditório Rubens Borba de Moraes (Rua da Consolação, 94, Centro, São Paulo)
04 a 25/09
Segunda – 19h
Ingresso grátis (Distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada sessão)
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré, São Paulo)
2 a 31/10
Segunda e Terça – 21h;
$40

 

QUASE UMA ADAPTAÇÃO

Resultado de uma pesquisa iniciada em 2014, no centenário do autor argentino Julio Cortázar, pela Nossa Companhia, a peça Quase Uma Adaptação estreia no dia 12 de fevereiro, sexta-feira, às 20 horas, no Auditório da Biblioteca Mario de Andrade.
Primeira montagem profissional de um texto do dramaturgo Lucas Lassen, tem direção da atriz e produtora Tatiana Bueno, e elenco formado pelos atores Alexandra DaMattta, Bia Toledo e Everson Romito.
A certeza de que a montagem deveria acontecer veio depois que Tatiana e Lucas participaram do Ato Público de reconhecimento ao registro de 22 coletivos teatrais como Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de São Paulo. “Fizemos um paralelo do conto de Cortázar, por meio da alegoria de uma casa sendo tomada com o momento artístico do teatro paulista. O centro de São Paulo passa por um processo de gentrificação que afeta , companhias e grupos, que mesmo tombados não tem garantia da continuidade de seus espaços, e muitos estão perdendo suas sedes por conta da especulação imobiliária. Com isso, temos que pensar que cidade queremos. ”, explica Lucas.
Esse é o segundo trabalho da Nossa Companhia, que é um coletivo de arte aberta, sem nomes fixos e que pode ter novos integrantes a cada trabalho.
Quase Uma Adaptação mostra a história de um grupo de teatro, que tem a sua sede, e está montando uma peça baseada no conto Casa Tomada, de Júlio Cortázar, no qual a história é centrada em dois irmãos, mergulhados na mesma rotina que se resume a casa em que vivem. Subitamente ela é tomada por barulhos inusitados e desprovidos de razão, e sem questionar seus ocupantes não veem outra saída senão abandonar o casarão. Nesta adaptação, no decorrer dos ensaios acontecimentos fantásticos mudam o cotidiano do grupo e aos poucos as duas realidades, conto e vida, se fundem até o momento que o teatro é tomado.
O nome do espetáculo é um reflexo do que acontece com os personagens da peça, que não conseguem finalizar a adaptação por conta dos ruídos externos. Segundo o dramaturgo Lucas Lassen, apesar de não ser uma versão literal do texto de Cortázar, a peça segue a mesma estrutura do conto e em determinado momento os personagens passam a viver o que os personagens do conto vivem.
O conto de Cortázar é desconstruído , assim como tudo o que o público vê na primeira parte do espetáculo. Uma metáfora sutil disso são os dois cachecóis que uma das atrizes produz em cena usando a técnica de tricô de mãos. Ela tricota, desfaz e refaz todo o trabalho ao longo da peça.
Quase_uma_Adaptacao_-_Nossa_Companhia_-_Joao_Valerio__4
 
Quase Uma Adaptação
Com Alexandra DaMatta, Bia Toledo e Everson Romito
Auditório da Biblioteca Mario de Andrade (Rua da Consolação, 94 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
12/02 até 20/03
Quinta, Sexta e Sábado – 20 horas; Domingo – 18 horas
Recomendação 12 anos
Entrada gratuita
 
Texto – Julio Cortázar.
Dramaturgia – Lucas Lassen.
Direção –Tatiana Bueno.
Consultoria Histórica – Ricardo Cardoso.
Preparação de Atores – Inês Aranha.
Iluminação – Lisa Medeiros.
Cenário e Figurino – Osvaldo Piva.
Trilha Original – Ivan Chiarelli.
Costureira – Therezinha Bueno.
Fotos – João Valério.
Video – FVFilmes.
Realização – Prêmio Zé Renato de Teatro.
Idealização – Nossa Companhia.
Produção – Clube do Mecenas.