CAFÉ AZEDO

Café Azedo teve sua primeira encenação entre de 29 de março e 01 de junho de 2017, no Teatro Pequeno Ato, com boa aceitação de público e crítica. Agora as atrizes Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel voltam ao cartaz com a trama onde três personagens observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. Intuem seus sentimentos, simpatizam ou antipatizam, sempre no plano imaginário, em fluxo de pensamento. Sem dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções e a identidade de cada uma vai se revelando, aos poucos. “A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias”, afirmam elas.  A partir da personagem-tronco, Café, ramificaram Cacos e Mililitros, que já apareciam secundariamente no conto original (“Onde os Pombos Dormem”, Ed. Benfazeja).

O texto é um mergulho no universo feminino e produz empatia, apostando no poder dos encontros, quando um sorriso ou um gesto produzem micro – às vezes macro – transformações. Esta peça foi escrita por uma mulher, dirigida por mulheres, interpretada por mulheres e é sobre mulheres. Numa cafeteria elas olham pras pessoas, olham uma pra outra, olham pra si mesmas. Nestes olhares elas se quebram em cacos e depois se reconfiguram. Misturadas.

A referência literária mais evidente é Evandro Affonso Ferreira e seu narrador sentado na confeitaria a divagar sobre velhice e morte, interagindo mentalmente com os demais frequentadores (“Minha mãe se matou sem dizer adeus”, Record). A prosa de Evandro, ourivesaria de frases, instiga e comove. Mas não é só. E aquelas mulheres da peça? Vieram de onde?

No entanto, o maior desafio foi pensar o feminino atual, tema desafiador.

O projeto Café Azedo nasceu de conversas regadas a baldes de café, tapioca e pão de queijo, intercâmbio de ideias, de vivências, de referências literárias e dramatúrgicas, muitas risadas, algumas lágrimas, e às vezes até confidências. Assim foi o processo de transformação do conto Café Azedo, (“Onde os Pombos Dormem”, Ed. Benfazeja) em peça. Um mergulho de quatro mulheres no universo feminino. Nosso universo. Fomos nos engolindo e nos deixando engolir uma pela outra. Tão diferentes: uma escritora, três atrizes. Quatro mulheres com histórias díspares, cada uma com suas dores, suas cores. Neste mergulho fomos nos dissolvendo e misturando nuances, encontrando matizes comuns. Nos reconhecemos um pouco no espelho do olhar da outra. E, aos poucos, sem perceber, éramos um grupo. Não mais um agrupamento de mulheres. Tínhamos realmente um projeto comum. Nossa reunião virou uma confluência, profundamente empática. Acreditamos no potencial dos encontros, sobretudo os femininos. Achamos que uma troca verdadeira entre mulheres é um retorno ao primitivo, ao matriarcal. Sem julgamento, mas acolhimento. No decorrer do processo nos vimos emprestando o rosto para as personagens, tomando seus rostos emprestados. E assim nasceu a peça, inserida no contexto de (re)união feminina, tema atual.” Paula Mandel, Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel

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Café Azedo

Com Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel

CASA – Casa Aguinaldo Silva de Artes (Rua Major Sertório, 476 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 50 minutos

15/08 até 26/09

Quarta – 20h30

$40

Classificação 14 anos

CAFÉ AZEDO

Propondo um mergulho no universo feminino, Café Azedo estreia dia 29 de março, às 21h, no Teatro Pequeno Ato. O espetáculo é inspirado no conto homônimo de Paula Mandel, que também é responsável pela dramaturgia. A direção é de Einat Falbel (que também está no elenco) e Giseli Ramos. No elenco, além de Einat, estão Angela Fernandes e Camila Leitte.
 
Na trama, três mulheres observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. A identidade de cada uma se revela aos poucos em fluxo de consciência. Sem jamais dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções. A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias.
 
Para a composição do espetáculo, serviram como referência o escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira e seu narrador sentado na confeitaria a divagar sobre velhice e morte, conversando mentalmente com os demais frequentadores na obra Minha Mãe Se Matou Sem Dizer Adeus.
 
Outra referência vem do romance Mrs. Dalloway, da britânica Virginia Woolf (1882-1941). Um romance com intensa troca de ponto de vista narrativo. Cada personagem vai passando o bastão à próxima em um enredo que se passa num único dia.
 
O texto do espetáculo procura gerar empatia, apostando no poder dos encontros, quando um sorriso ou um gesto produzem micro – às vezes macro – transformações. Três mulheres interagindo num plano imaginário. São mulheres com histórias díspares, cada uma com suas dores, suas cores. Neste mergulho fomos nos dissolvendo e misturando nuances, encontrando matizes comuns”, diz a autora.
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Café Azedo
Com Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel. Eliane Sombrio (stand -in)
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)
29/03 até 01/06
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 14 anos
 
Dramaturgia: Paula Mandel.
Direção: Einat Falbel e Giseli Ramos.
Desenho de Luz: Yuri Cummer.
Figurino: Veridiana Toledo.
Cenografia: João Alfredo Liébana Costa.
Colaboração: Pedro Granato e Teatro do Pequeno Ato.
Produção: Confraria das pequenas mentiras.
Fotografia e Visagismo: Gleiber Felix.
Desenho de Som: Franco de Paula.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio