MEU SERIDÓ

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 12 a 22 de dezembro (quinta-feira a domingo, às 19h), o espetáculo teatral Meu Seridó. Com direção de César Ferrario e dramaturgia de Filipe Miguez, a peça apresenta um olhar poético e divertido sobre a origem e os costumes da região do Seridó, no sertão do Rio Grande do Norte. As apresentações têm patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

O espetáculo conduz o público em um passeio imaginário e delirante por um lugar arcaico e mítico no sertão potiguar, com um tom nostálgico de arengas e amores”, conta a atriz Titina Medeiros, idealizadora do projeto. “Em uma hora, dez mil anos de uma rica história passam diante dos olhos da plateia nesse conto que aborda a relação do homem com a terra, que neste momento atravessa um grave impasse.

Com trilha sonora executada ao vivo e boas doses de humor e teatralidade, a peça trata de questões como a condição da mulher no sertão, a extinção do indígena em detrimento do boi e a desertificação. “A nossa narrativa não tem um compromisso histórico”, explica o diretor César Ferrario. “Ela tem seu início através de uma menção ao plano mítico do Seridó, onde o Sol e a Terra disputam o amor de Chuva.

Para Ferrario, essa é uma fábula muito coerente com as questões que atravessam toda a história de qualquer lugar sertanejo e seu imaginário. “A partir disso, ela transita pela história do Seridó em seus espelhamentos terrenos, desde a chegada do homem andino até a vinda do vaqueiro e do português. O entrelaçamento dessas raças perpassa as histórias que vão sendo contadas ao longo do espetáculo”, completa.

Sobre Meu Seridó:

Meu Seridó nasceu do desejo da atriz Titina Medeiros de falar sobre o seu lugar de origem, a região do Seridó, no sertão do Rio Grande do Norte. Pensado inicialmente como um espetáculo solo, o projeto ganhou maiores proporções com a chegada do dramaturgo Filipe Miguez e do diretor César Ferrario. Em cena, Titina passou a ter a companhia dos atores Nara Kelly, Igor Fortunato, Caio Padilha – assinando também a trilha sonora – e Marcílio Amorim. A pesquisadora Leusa Araújo conduziu a equipe numa árdua pesquisa histórica, com imersões no próprio Seridó. Foram oito meses de montagem, com 25 profissionais envolvidos. Parceiro de longa data da atriz, João Marcelino ficou responsável por figurino, cenografia e caracterização. A iluminação é de Ronaldo Costa, e, a produção executiva, de Arlindo Bezerra, da Bobox Produções.

Programação:

A temporada de Meu Seridó no Teatro de Arena da CAIXA Cultural Rio de Janeiro ainda inclui bate-papos, apresentação com tradução em LIBRAS e uma oficina. Na Resenha para a plateia, nos dias 12 e 19 de dezembro (quintas-feiras), o público vai poder conversar com elenco, direção e produção sobre o processo de criação do espetáculo.

No dia 13 de dezembro (sexta-feira), das 16h às 18h, o bate-papo gratuito Prosa com quem escreveu promove um encontro com o autor Filipe Miguez e a pesquisadora Leusa Araújo, que vão falar sobre a pesquisa e o processo de criação da dramaturgia do espetáculo. No mesmo dia, a apresentação da peça contará com intérprete em LIBRAS.

Já a oficina gratuita Estar atento ou o exercício da escuta na construção do ator, com os atores Caio Padilha e Nara Kelly, será realizada no dia 17 de dezembro (terça-feira), das 14h às 18h.  O workshop é voltado para atores e não atores, maiores de 18 anos. Para participar, os interessados devem mandar um email com carta de intenção e um breve currículo para contatocasadezoe@gmail.com. São 25 vagas.

 

Meu Seridó
Com Titina Medeiros, Nara Kelly, Caio Padilha, Manu Azevero, Marcílio Amorim e Igor Fortunato
CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena (Av. Almirante Barroso, 25, Centro – Rio de Janeiro)
Duração 65 minutos
12 a 22/01
Quinta a Domingo – 19h
$30
Classificação 12 anos

Bate-papo Resenha para a plateia

Datas: 12 e 19 de dezembro de 2019 (quintas-feiras)

Horário: logo após o espetáculo

Duração: 40 minutos

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos

Encontro Prosa com quem escreveu, com Filipe Miguez e Leusa Araújo

Data: 13 de dezembro de 2019

Horário: das 16h às 18h

Capacidade: 176 lugares

Entrada franca

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos

Oficina Estar atento ou o exercício da escuta na construção do ator, com Caio Padilha e Nara Kelly

Data: 17 de dezembro de 2019 (terça-feira)

Horário: das 14h às 18h

Vagas: 25

Inscrições: gratuitas, pelo e-mail contatocasadezoe@gmail.com

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos

OS ANALFABETOS

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 7 a 23 de junho, o espetáculo “Os Analfabetos”, com direção do curitibano Adriano Petermann e dramaturgia inédita de Paula Goja. A autora, que também está em cena e assina a produção, se inspirou em obras do cineasta sueco Ingmar Bergman, em especial em os filmes “Persona” e “Cenas de um casamento”. As apresentações acontecem de sexta a domingo, às 19h, com ingressos a partir de R$ 15.

A peça gira em torno do jantar promovido pelo ator Deco (Douglas Silveira), que finalmente consegue seu primeiro papel na televisão. Ele reúne amigos na casa de Mariana (Stella Mariss), uma famosa atriz famosa que, durante uma apresentação de “Vestido de noiva”, resolve calar-se perante o mundo. Não se sabe ao certo se ela está doente ou se, simplesmente, optou pelo silêncio. A sonhadora enfermeira Beth (Mariana Rosa) a acompanha em seu tratamento e, em paralelo, o casal Eva (Paula Goja) e Max (Paulo Maia), convidados para o evento, está prestes a assinar os papéis do divórcio, mas ainda depende emocionalmente um do outro. A essa comemoração, junta-se o personagem Luciano (Antonio Pina), que representa o alter ego do cineasta controlador que aparenta ser o mais bem sucedido de todos. Mas só aparenta.

Para a autora Paula Goja, todos os seis personagens querem romper com seus padrões, porém há uma enorme falta de conexão emocional entre eles. “Por isso o título analfabetos”, esclarece. “Em tempos atuais, de tanta intolerância e falta de escuta, a única coisa que pode nos salvar é o afeto”, reflete.

Apesar dos poucos elementos cênicos, o clima é sombrio, com referências diretas ao dark dos anos 80. O diretor Adriano Petermann criou uma realidade própria para a encenação, fugindo dos padrões habituais, com uma linguagem cheia de contrastes que alternam entre o surrealismo e metalinguagem e interferências Rodrigueanas. Em sintonia com a atmosfera do espetáculo, a trilha traz canções post-punks que se encaixam perfeitamente à iluminação de Fernanda Mantovani, que também é operada pelos atores em cena, e ao figurino com ares góticos de Maurren Miranda.

FACE

Os Analfabetos

Com Antonio Pina, Douglas Silveira, Mariana Rosa, Paula Goja, Paulo Maia e Stella Mariss

CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena (Av. Almirante Barroso, 25 – Centro, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

07 a 23/06

Sexta, Sábado e Domingo – 19h

$30

Classificação 12 anos