UM SONHO DE NATAL

Temos na nossa mente o Natal com os cenários brancos, cobertos pela neve; pessoas apaixonadas ao pé da lareira; famílias se reunindo para troca de presentes e a ceia;  decorações espalhadas pela casa inteira; grupos de corais interpretando canções que se perpetuam pelos anos,…

Este espírito natalino chega ao Teatro Porto Seguro, com o espetáculo “Um Sonho de Natal“. O mais novo musical da O Alto Mar Produções (“O Palhaço e a Bailarina“) promete trazer esta imagem para o palco do teatro – com direito a trenó, neve artificial e luzes natalinas. Esta época do ano, inspiradora de boas ações, é a oportunidade perfeita para alegrar os corações tanto de quem propõe a generosidade quanto de quem a recebe.

O musical é estrelado por Kiara Sasso e Lázaro Menezes ao lado de Jonathas Joba, Valentina Oliveira, Gabriel Cordeiro e um coro de 15 crianças. Conta com as participações mais que especiais de Saulo Vasconcelos, Miguel Falabella e Alessandra Maestrini, que alternam o papel antagonista em cada uma das três apresentações, dias 8, 9 e 10 de dezembro.

No espetáculo, com o Natal se aproximando, uma trupe se prepara para contar uma história cheia de mensagem e emoção; Ela ganha rumo com um casal, que tem por hábito compartilhar com seus filhos o verdadeiro significado desta época mágica. Conforme os filhos vão crescendo, eles ensinam que, mais do que esperar presentes do Papai Noel, é possível ser um também, fazendo o bem sem olhar a quem, e mostrando como todos merecem ser tocados pelo generoso espírito natalino, repleto de compaixão e amor, até mesmo aqueles que têm tudo para estar na lista negra do bom velhinho.

Para a caçula, Tina, que chega enfim a idade de entender a importância e se tornar um, ninguém parece ser menos digno do espírito natalino do que um rabugento vizinho, um senhor recluso que é motivo de temor entre as crianças do bairro. Exatamente por isso, com a ajuda de seus pais, e seu irmão Biel – que por ser mais velho já passou por essa experiência, Tina se empenha em ajuda-lo neste ano, tornando ele o alvo principal da família para viver a transformação que só o Natal pode fazer.

O texto e cenografia são de Lázaro Ramos, que divide com Kiara Sasso a direção geral. Kiara também é responsável pelo figurino e pela versão de alguns clássicos natalinos do inglês para o português. A direção musical é de Guilherme Terra, que comanda mais nove músicos da orquestra.  Manu Littiéry e Pedro Arrais são os back vocals do espetáculo. Tato Menezes é o diretor de palco, iluminação de Alexandre Zullu, o som de Alexandre Martins (Japa) e o visagismo de Anderson Bueno.

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Um Sonho de Natal
Com Kiara Sasso, Lázaro Menezes, Valentina Oliveira, Gabriel Cordeiro, Jonathas Joba.
Participações Especiais: Miguel Falabella, Alessandra Maestrini, Saulo Vasconcelos
Coro infantil: Ana Julia Santaniello, Gabi Leão, Mariana Dias, Gabriela Borer, Clara Peralta, Haggi Andrade de Souza, Carol Pelegrini, Isabella Faile, Nina Medeiros, Duda Araújo, Duda Pedroso, Isabella Daneluz e Ana Clara Martins.
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – ­ Campos Elíseos ­- São Paulo)
Duração 80 minutos
08 a 10/12
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$90/$120
Classificação Livre

 

DOC A.A.A.

No período de 3 de novembro a 17 de dezembro, o Núcleo de Artes Cênicas apresenta, na Sala Arquimedes Ribeiro do Complexo Cultural Funarte SP, o espetáculo DOC. A.A.A.O espetáculo fica em cartaz de sextas a domingos, sempre às 19h. Os ingressos têm preços populares.

Em uma reunião de Adictos de Afeto Anônimos, os membros são livres para compartilhar o que sentem, em um ambiente sem julgamentos. Em comum, o que temos de mais humano: a dependência afetiva, a necessidade de ser amado e de amar, muitas vezes, sem limites. O espetáculo faz um apelo para que o público reconheça e acolha sua condição humana.

Sobre o Núcleo de Artes Cênicas

O Núcleo de Artes Cênicas (NAC) é um espaço de investigação das Artes Cênicas, que oferece gratuitamente um curso anual de atuação teatral tendo em vista questionamentos de paradigmas tanto da linguagem cênica quanto das práticas humanas do nosso tempo.

O NAC é coordenado por Lee Taylor, mestre em Pedagogia do Teatro – Formação do Artista Teatral junto ao Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (PPGAC/ECA/USP).

O curso de atuação do NAC é desenvolvido em três módulos, com duração aproximada de dez meses no total, sendo o primeiro dedicado ao aperfeiçoamento artístico de cada participante (quatro meses), o segundo à construção de uma obra teatral que estimule a criação autoral do elenco (quatro meses) e o terceiro à temporada do espetáculo (dois meses).

O NAC foi criado em 15 de abril de 2013 e desde a sua inauguração tem estabelecido parcerias com diferentes instituições, que apoiam e abrigam as atividades do curso e as temporadas dos espetáculos. Nos anos de 2014 e 2015 o NAC foi selecionado para o programa “Obras em Construção” da Casa das Caldeiras, onde realizou residência artística. A partir de 2016, o NAC estabeleceu uma parceria com o TUSP e com a Funarte SP.

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DOC. A.A.A.
Com Anderson Vianna, Flávia Meyer, Giovanna Siqueira, Livia Matuti, Paulo Victor Gandra, Rebeca Ristoff
Complexo Cultural Funarte SP – Sala Arquimedes Ribeiro (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 90 minutos
03/11 até 17/12
Sexta, Sábado e Domingo – 19h
$20
Classificação 14 anos

CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL

Com Nathalia Timberg e a pianista Clara Sverner a montagem consagrada a Chopin, associa música e poesia sob a direção de José Possi Neto. A atriz Nathalia Timberg  pela primeira vez em sua carreira, interpreta um personagem masculino.

Partindo de recortes textuais da vida de Chopin, cartas de George Sand entrelaçadas com declarações e poemas de Musset, Liszt, Baudelaire, Gérard de Nerval e Saint-Pol-Roux, o espetáculo ilumina vinte anos da vida e da obra do compositor, criando uma possível subjetividade acerca de sua biografia com a objetividade e a poética do seu contexto histórico.

A montagem original teve sua estreia nos primeiros meses do ano de 1987, no Théâtre de la Gaîté-Montparnasse, em Paris. O pianista Erik Berchot, vencedor do prêmio Frédéric Chopin de Varsóvia (1980), uniu seus talentos aos do ator e autor Philippe Etesse para compor o espetáculo.

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site da Ingresso Rápido.

 

CHOPIN 3b EDSON KUMASAKA

Chopin ou O Tormento do Ideal
Com Nathalia Timberg e Clara Sverner
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 70 minutos
01 a 03/12
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$60/$80
Classificação 14 anos

UM

 

Teatro Porto Seguro está com as vendas de ingressos abertas para o show de Ayrton Montarroyos que acontece no dia 5 de dezembro, terça-feira, às 21h.

O show intitulado Um, é baseado em seu álbum de estreia, Ayrton Montarroyos, lançado em abril de 2017. O CD traz músicas inéditas de Zeca Baleiro (À Porta do Edifício) e Zé Manoel (Tu Não Sabias), além de regravações de Cartola (Que Sejas Bem Feliz) e de Tiné, integrante da banda Academia da Berlinda (E Então).

A carreira do jovem intérprete pernambucano de 22 anos começou cedo, quando, aos 16 anos, foi convidado para gravar a música Riacho do Navio (Luiz Gonzaga/Zé Dantas) no álbum triplo 100 Anos de Gonzagão, da gravadora Lua Music. O produtor musical Thiago Marques Luiz percebeu em Ayrton um grande potencial e o convidou para outro projeto, o CD 100 Anos de Herivelto Martins (Lua Music, 2013). Ayrton foi indicado ao Grammy Latino por essa gravação.

Ayrton Montarroyos participou do reallity musical da Rede Globo, The Voice Brasil, na edição 2015. Apadrinhado por Lulu Santos passou por todas as fases do programa e sagrou-se vice-campeão cantando clássicos da música popular brasileira.

 

Um
Com Ayrton Montarroyos
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 70 minutos
05/12
Terça – 21h
$30/$50
Classificação Livre

TEMPO PRESENTE

Os arcos de Tomie Ohtake, inertes, parecem pedir por alguma ação. Em contato com um público disposto a experimentar e participar, a criação da consagrada artista transforma obra e espectadores em um único corpo, num único tempo. Os arcos assumem o movimento que já se pressentia em suas formas e realizam sua condição intrínseca e paradoxal de esculturas em constante transformação.

Esse convite à interatividade é justamente um dos objetivos de Amanda Dafoe e Rodrigo Villela, curadores de Tempo presente, mostra em cartaz no Espaço Cultural Porto Seguro de 1º de novembro a 17 de dezembro de 2017. Entrada gratuita.

As obras escolhidas têm em comum a capacidade de convidar o público para uma posição ativa, tanto física, quanto no plano reflexivo, quebrando assim a usual posição de uma contemplação passiva. Queremos estreitar a relação com o nosso visitante, compartilhar com ele esse momento, o nosso momento, ao qual todos de alguma forma pertencemos, transformando-o como parte desta atmosfera vibrante”, afirma Amanda.

Para a empreitada, sete artistas nacionais foram selecionados a expor suas instalações em diferentes ambientes. Os arcos de Tomie Ohtake dividem espaço com Espera, de Leandro Lima e Gisela Motta, no piso térreo. Ali, a videoinstalação usa dois bancos para projetar as sombras de um casal que nunca estará junto, mas que vive a expectativa do encontro. O rito se repete: ora é a sombra dele que vem, senta-se, espera, levanta e vai embora; ora é a dela que repete o mesmo percurso físico-afetivo. Evocativas, as sombras são verdadeiras presenças de uma ausência. Entre as inúmeras referências e camadas interpretativas, fazem lembrar um dos mitos ocidentais da origem do desenho, em que uma jovem apaixonada risca na parede o contorno da sombra projetada do amado que se preparava para ir à guerra. Os mesmos bancos também convidam o público a se sentar e contemplar a obra “de dentro”.

Na rampa de acesso ao mezanino, cuja parede de vidro se abre para a rua, na Alameda Nothmann, a artista Laura Vinci provoca: sua cortina de neblina No ar é um obstáculo? A nebulosidade da fumaça de glicerina em suspensão, imbuída de poética, também chama atenção para o entorno. E vice-versa:  a neblina, que ritmicamente preenche a rampa, pode ser igualmente vista do lado de fora, pelos que passam na rua, e simula a vivacidade de um Espaço Cultural que respira no coração de São Paulo. A fumaça estabelece também um ambiente com ausência de contraste, elemento crucial para a visão das formas e representação nas artes – a própria linha, algo a que estamos tão acostumados, é em si uma abstração humana do contraste que nos permite identificar o mundo ao redor. Ao mesmo tempo aponta para outro fator fundamental: a representação da luz e da atmosfera nela implicada, fazendo referência às camadas de subjetividade e afeto que atribuímos ao mundo e às obras de arte.

No andar de cima, a Rede Social, do Coletivo Opavivará estimula momentos de aproximação real entre os visitantes. Uma convidativa rede gigantesca, coletiva, espera que o espectador interaja com os demais, partilhando um espaço em que a luz natural reforça a sensação de conforto de varanda. Beirando a ironia, uma rede física, de pano, chama e interliga factualmente pessoas atualmente cada vez mais conectadas apenas pelas redes virtuais.

Da luminosidade das varandas para o subsolo, a série Sobre tesouros e outros domínios traz três obras de Nazareno, criadas sobre superfícies de cobre polidas ao ponto de se tornarem espelhos, instigando no interlocutor a reflexão, literalmente, sobre a ação do tempo. Evocando os antigos espelhos de cobre e bronze, as atuais selfies e o mito de Narciso, as obras instantaneamente fazem do espectador um participante, ao se ver refletido na obra. Os trabalhos, de caráter introspectivo, contam ainda com frases sobre passado e futuro, e precedem a instalação da paulistana Raquel Kogan.

A enorme caixa preenchida com pó de mármore lembra um tanque de areia de playground. Ao lado, pares de sapato estão disponíveis para o visitante deixar seu rastro na superfície de Volver. Nas solas, palavras imprimem textos no chão a cada passo, formando infinitas e espontâneas citações sobrepostas. Efêmeras, estampadas na areia e também coletivas, fazem referência à própria condição da linguagem e da comunicação, fatores tão humanos, que só existem a partir e por causa da convivência.

Na sequência, o Jardim Secreto, de Laura Belém, é uma experiência sensorial completa e levanta questões sobre deslocamento, tempo, cultura e memória. Os pés caminham sobre uma superfície de cascalho; as mãos tateiam e abrem caminho pelas fitas que descem do teto enquanto, ao fundo, vozes recitam trechos comentados de Tristes Trópicos, relato de viagem do antropólogo Claude Lévi-Strauss quando esteve no Brasil.

A exposição contará ainda com uma programação pública, com debates, oficinas e cursos ministrados pelos artistas, com a participação de críticos. Mais uma vez, o objetivo é possibilitar que o público interessado possa explorar transversalmente os temas relativos à exposição.

Parceria com o MuBE

A exposição Tempo presente ganha também extensão para além dos limites do Espaço Cultural Porto Seguro. Dois dos arcos de Tomie Ohtake estarão expostos nos jardins do Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE). A parceria integra o Portas Abertas,  programa do museu que nasce com o intuito de estreitar a relação da instituição com a paisagem do seu entorno e com os demais espaços culturais da cidade, promovendo o intercâmbio de experiências artísticas e a formação de redes colaborativas. Além do ECPS, a vizinha Fundação Ema Klabin também participa da iniciativa.

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Tempo presente
Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610. Campos Elíseos – São Paulo)
01/11 até 17/12
Segunda a Sábado – 10h às 19h, Domingo – 12h às 19h
Entrada Gratuita
Classificação Livre
 
Agendamento para visitas em grupo
educativo@espacoculturalportoseguro.com.br

 

O ESPECTADOR CONDENADO À MORTE

Escrito em 1985 durante a ditadura romena, O Espectador Condenado à Morte retrata uma sessão de julgamento cômica e absurda e chega com temporada a partir de quarta-feira, 4 de outubro na Funarte São Paulo. Encenado pela Companhia Teatro da Dispersão, o texto de Matéi Visniec tem direção de Thiago Ledier e a temporada acontece até 12 de novembro, de quarta a sábado, às 20h30, e domingo, às 19h30.

Na trama, Procurador, Defensor, Escrivão e até mesmo o Juiz estão envolvidos em uma intensa disputa para incriminar um réu. Durante uma cômica sessão de julgamento, eles criam provas e contam com testemunhas pouco confiáveis para convencer um espectador de que ele deve ser condenado à morte.

Para ilustrar um julgamento que não segue qualquer protocolo e rompe com aspectos morais, éticos e institucionais, o texto traz elementos do Teatro do Absurdo, explicitados na encenação por meio de elementos da farsa e da comédia física.

O espetáculo conta com um cenário que retrata um tribunal com o mínimo de objetos cênicos, e utiliza recursos tecnológicos: ao longo da narrativa, pessoas da plateia são fotografadas e apresentadas em um telão como “evidências” que reforçam algumas das teorias apresentadas pelos advogados.

O Espectador Condenado à Morte provoca a discussão sobre temas urgentes diante da realidade sócio-política brasileira, como intolerância, discursos de ódio, manipulação das instituições em benefício próprio e episódios de justiça com as próprias mãos. E, ao colocar o espectador como protagonista, questiona como a omissão de cada indivíduo também é responsável pela consolidação de regimes que violam os princípios democráticos e os direitos fundamentais de cada um.

Debates

Serão realizados 3 debates após apresentação do espetáculo (ainda falta confirmar nomes e palestrantes):

  • 08/10– Matéi Visniec e o Teatro do Absurdo
  • 22/10– A banalização do ódio e as ameaças aos Direitos Universais
  • 29/10– As novas arenas de construção do discurso de ódio

Leia nossa Opinião quando vimos a montagem no ano passado – https://goo.gl/uV1eBm

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O Espectador Condenado à Morte
Com André Camargo, Cadu Batanero, Caio Balthazar, Drica Czech, Guilherme Iervolino, Patrícia Vieira Costa, Raphael Nespule, Rony Álvares, Vanessa Rodrigues
Funarte – Sala Carlos Miranda (Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 75 minutos
04/10 até 12/11
Quarta, Quinta, Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h30
$20 (entrada gratuita aos domingos – retirar ingressos na bilheteria 1 hora antes do início)
Classificação 14 anos

O SOM E A SÍLABA

O espetáculo musical O Som e a Sílaba estreia no Teatro Porto Seguro no dia 6 de outubro e fica em cartaz até 26 de novembro, com sessões de sexta-feira a domingo. Com texto e direção de Miguel Falabella, o musical foi concebido especialmente para Alessandra Maestrini e Mirna Rubim, duas cantoras atrizes com registro lírico. O espetáculo conta a história de Sarah Leighton (Alessandra Maestrini), uma jovem com diagnóstico de autismo altamente funcional, uma savant, com habilidades específicas em algumas áreas, entre elas a música, e sua relação com Leonor Delise (Mirna Rubim), sua professora de canto.

A música vai unir essas duas mulheres e esse encontro mudará a vida de ambas. Recheado com árias, duetos e trechos de óperas, O Som e a Sílaba celebra o mistério da mente humana, com um texto terno, engraçado e comovente. “O espetáculo é todo muito gostoso e aproxima o público. É cheio de humor, como tudo que Miguel e eu gostamos de fazer. Ao mesmo tempo, é extremamente delicado, poético e transformador, dada a trajetória tão rica e profunda da personagem central, Sarah, e de como isto também transforma – para muito melhor – a vida de Leonor (a professora de canto interpretada por Mirna)“, conta Alessandra Maestrini.

Sarah busca alguém que lhe ajude a dar algum sentido a sua vida. Com a morte dos pais, ela mora com o irmão casado, mas sente que não se encaixa na organização da casa, tem consciência de suas limitações nas relações pessoais e sabe que precisa romper as barreiras da síndrome para se ajustar ao mundo lá fora. Em sua busca por uma autonomia, ela lista suas habilidades, entre elas cantar. Ela sabe cantar. “O elemento mais importante da relação entre Sarah e Leonor é o estabelecimento da empatia. Desse laço, se cria a relação de amizade, cumplicidade, respeito e profundo amor entre as personagens“, revela Mirna Rubim.

Gente como eu precisa de duas coisas na vida: de um trabalho e de alguém que lhe estenda a mão“, Sarah diz a Leonor ao se apresentar. Leonor, por sua vez, atravessa uma crise pessoal e profissional. “Este choque de anseios fará com que uma transforme a vida da outra, até que o público se pergunte quem, de fato, está ensinando quem“, comenta Alessandra Maestrini.

O Som e a Sílaba tem cenário de Zezinho Santos e Turíbio Santos; a luz dramática de Wagner Freire complementa os figurinos de Ligia Rocha e Marco Pacheco que, juntamente com o visagismo de Wilson Eliodoro, constroem os cativantes personagens do musical. O design de som é de Mario Jorge Andrade.

O musical chega a São Paulo em outubro, depois de uma temporada por algumas das principais cidades do Estado. A turnê começou em agosto por Osasco (17), Ubatuba (19), Ribeirão Preto (26) e São José do Rio Preto (27), e em setembro passou por São José dos Campos (1, 2 e 3), Campinas (8, 9 e 10), Botucatu (22), Bauru (23) e Lorena (28).

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O Som e a Sílaba
Com Alessandra Maestrini e Mirna Rubim
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 ­- Campos Elíseos,­ São Paulo)
Duração 90 minutos
06/10 até 26/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$90/$120
Classificação 14 anos