CARNE DE MULHER

Solo da atriz Paula Cohen, com direção de Georgette Fadel, CARNE DE MULHER, um dos espetáculos mais celebrados de 2017, volta em cartaz em uma nova fase junto ao projeto QUAL É O SEU GRITO?. Idealizada pela Contorno Produções, das produtoras Jessica Rodrigues e Victória Martinez, essa nova etapa fará 24 apresentações em teatros da prefeitura, de 26 de julho a 13 de outubro, com palestras e debates sobre violência contra a mulher com a advogada Isabela DelMonde, a psicóloga Carolina Cristal, a professora de feminismo Carla Cristina, além da exibição do documentário de Sarah Stopazzolli “Legitima Defesa”.

A fotógrafa Lenise Pinheiro foi às ruas com a atriz para fazer novos registros que representam essa fase do projeto. Essas fotos criam uma ponte entre o teatro e a rua, colocam a personagem em um cenário real das violências cotidianas, da violência urbana. “Carne de Mulher, nesta nova fase, ultrapassa os limites da dramaturgia, do teatro, quebra a quarta parede e vai para a rua, para o social. Na peça uma mulher conta a sua trajetória de abusos e violência, agora, com Qual é o seu grito?, mulheres voluntárias, inclusive eu, narramos nossas histórias de abusos. Todas nós em maior ou menor escala fomos e somos abusadas cotidianamente. Temos que falar sobre isso, parte de nós, só assim vamos conseguir destruir essa estrutura social machista que normatiza violências. Não vamos nos calar, nos teatros, nas ruas, onde for! Chega de violência e de permissividade” comenta Paula Cohen

Vídeos e Livreto “Qual é o seu grito?” 

Na página do Facebook do espetáculo serão lançados vídeos com relatos de mulheres que sofreram abusos e violências sexuais e psicológicas, além de conversas  com a Psicóloga Carolina Cristal e com a advogada Isabela DelMonde. Indo em direção ao objetivo dos vídeos, serão elaborados também alguns livretos que serão distribuídos nos teatros, nas redondezas dos teatros e nas ONGs. Estes livros e vídeos trarão também uma relação de serviços para que todas as mulheres ao lerem e se identificarem com as situações possam descobrir caminhos para se assegurarem legalmente e psicologicamente.

“O projeto ‘Qual é o seu grito?’ é a primeira idealização da Contorno Produções e este é vinculado ao espetáculo ‘Carne de Mulher’. No espetáculo a atriz Paula Cohen convida a todas as mulheres escreverem em sua pele. Neste projeto convidamos todas nós mulheres a escreveremos em nossas próprias peles. Queremos juntas formar um cordão de coragem em que possamos denunciar situações de abuso e violência sexual e psicológica e com isso compartilhar reflexões e podermos nos segurar em um ato de libertação” completa a produtora Jessica Rodrigues.

Sobre o espetáculo Carne de Mulher

O novo solo de Paula Cohen, leva à cena um texto de Dario Fo e Franca Rame escrito em 1977 e que está mais atual do que nunca. A peça expõe uma trajetória de violência na qual a protagonista foi exposta durante a vida, tendo como grande vilão o sistema patriarcal que é um sistema profundamente enraizado na nossa cultura, onde os pilares são o caminho da opressão e da violência contra a mulher.

CARNE DE MULHER foi criado apenas por mulheres, artistas potentes de grande destaque nas artes, que vertem no trabalho o seu olhar, a sua luta permanente a qual estão expostas dia a dia. A peça já realizou quatro temporadas no centro de São Paulo, nos teatros: Teatro de Arena Eugênio Kusnet, Teatro Pequeno Ato, Teatro Cemitério de Automóveis e Teatro Eva Herz.  Realizou também apresentações no Itáu Cultural, em Poços de Caldas, na Mostra SOLO de Mulheres no Teatro de Container, no Festival Boca de Cena em Campo Grande em Mato Grosso do Sul, nos Sescs Registro e Sorocaba e para o Uruguai no CICLO ELLAS EN LA DELMIRA do Teatro Solís.

FACE (3)

Carne de Mulher

Com Paula Cohen

Centro Cultural Vila Formosa (Av. Renata, 163 – Vila Formosa, São Paulo)

Duração 50 minutos

04 a 13/10

Sábado – 20h, Domingo – 19h (04/10 – Sexta – 14h)

Grátis

Classificação 12 anos

CARNE DE MULHER

Em Carne de Mulher, a peça dos italianos Dario Fo (Prêmio Nobel) e Franca Rame aparece como parte de um manifesto artístico feminista de uma performer, interpretada por Paula Cohen. A peça estreou no Teatro de Arena em julho deste ano, seguindo para uma temporada no Teatro Pequeno Ato e agora volta em cartaz para sua terceira temporada no Cemitério de Automóveis.

Desde as Pitonisas Gregas, que eram sacerdotisas da maior importância, até escritoras, cineastas, alquimistas e outras que tiveram destaque, mas não são mais lembradas por conta do machismo de nossa sociedade”, conta Paula.

A peça escrita por Dario Fo e Franca Rame em 1977 traz a história de uma prostituta que está presa no manicômio judiciário por ter ateado fogo no escritório de um industrial. A personagem conta sua trajetória de vida, revelando uma sequencia de abusos, onde o transbordar torna-se inevitável, fazendo com que encontre forças para reagir diante de seus opressores.

Paula conheceu o texto ‘Monólogo da Puta no Manicômio’ há 20 anos quando saiu da EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP) e sempre pensou em montá-lo.“Essa poderosa e emocionante obra voltou para mim quando Dario morreu em 2016. Reli e percebi o quanto é atual e senti a urgência de fazer o espetáculo neste momento. É necessário acabar de uma vez por todas com as práticas de violência, repressão e assassinatos que em muitos casos acontecem dentro dos próprios lares.Com isso é preciso que caminhemos para um despertar de uma consciência cada vez maior através de campanhas, políticas públicas, debates sobre gênero nas escolas e todo tipo de discussão nesse sentido.Muitas vezes estes crimes são tidos como passionais, quando é necessário ir direto à verdadeira nomenclatura do ato, e categorizá-los como feminicídios, violência de gênero, evitando correr o risco de romantizar o ato”, conta Paula Cohen.

Quando comprou os direitos para fazer o espetáculo, Paula Cohen convidou Georgette Fadel para dirigir. “É uma poderosíssima artista, inteligente, comprometida com o que faz e com um pensamento crítico maravilhoso. Tínhamos um desejo mútuo de trabalhar juntas um dia e ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça”, conclui a atriz, que também convidou Marisa Bentivegna para assinar a iluminação, Lenise Pinheiro para fazer as fotos e também as produtoras Victoria Martinez e Jessica Rodrigues para completar a ficha técnica de criação composta apenas por mulheres.

SINOPSE

Uma mulher está sendo interrogada por uma médica e sua equipe. A partir do seu depoimento, nos deparamos com a trajetória de alguém que foi alvo de uma sequência de violências de gênero ao longo da vida e que de repente decide colocar em prática, como com a força de um grito, o seu ato de libertação.

Carne de Mulher é o meu manifesto, o meu ato político. Os artistas têm essa responsabilidade de cutucar a sociedade na sua cegueira, na sua burrice, na sua intolerância. Não temos mais como permitir o machismo. A peça é um grito de libertação, um clamor pelos direitos humanos e, portanto, altamente feminista”, diz Paula.

Paula+Gustavo

Carne de Mulher
Com Paula Cohen
Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
20/11 até 11/12
Segunda – 21h
$40
Classificação 14 anos

CARNE DE MULHER

Em Carne de Mulher, a peça dos italianos Dario Fo (Prêmio Nobel) e Franca Rame aparece como parte de um manifesto artístico feminista de uma performer, interpretada por Paula Cohen. Chegando ao teatro, o público encontra um potecom diversos papeis onde estão escritos nomes de mulheres vítimas de feminicídio ou que foram apagadas pela história de todas as épocas, e esses nomes vão parar na pele da performer, na carne viva, para dar vida a história de todas elas, por que a memoria não desaparece.

Desde as Pitonisas Gregas, que eram sacerdotisas da maior importância, até escritoras, cineastas, alquimistas e outras que tiveram destaque, mas não são mais lembradas por conta do machismo de nossa sociedade”, conta Paula.

A peça escrita por Dario Fo e Franca Rame em 1977 traz a história de uma prostituta que está presa no manicômio judiciário por ter ateado fogo no escritório de um industrial. A personagem conta sua trajetória de vida, revelando uma sequencia de abusos, onde o transbordar torna-se inevitável, fazendo com que encontre forças para reagir diante de seus opressores.

Paula conheceu o texto ‘Monólogo da Puta no Manicômio’ há 20 anos quando saiu da EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP) e sempre pensou em montá-lo. “Essa poderosa e emocionante obra voltou para mim quando Dario morreu em 2016. Reli e percebi o quanto é atual e senti a urgência de fazer o espetáculo neste momento. É necessário acabar de uma vez por todas com as práticas de violência, repressão e assassinatos que em muitos casos acontecem dentro dos próprios lares. Com isso é preciso que caminhemos para um despertar de uma consciência cada vez maior através de campanhas, políticas públicas, debates sobre gênero nas escolas e todo tipo de discussão nesse sentido. Muitas vezes estes crimes são tidos como passionais, quando é necessário ir direto à verdadeira nomenclatura do ato, e categorizá-los como feminicídios, violência de gênero, evitando correr o risco de romantizar o ato”, conta Paula Cohen.

Quando comprou os direitos para fazer o espetáculo, Paula Cohen convidou Georgette Fadel para dirigir. “É uma poderosíssima artista, inteligente, comprometida com o que faz e com um pensamento crítico maravilhoso. Tínhamos um desejo mútuo de trabalhar juntas um dia e ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça”, conclui a atriz, que também convidou Marisa Bentivegna para assinar a iluminação e o cenário, Claudia Assef para assinar a trilha, Lenise Pinheiro para fazer as fotos e também as produtoras Victoria Martinez e Jessica Rodrigues para completar a ficha técnica de criação composta apenas por mulheres.

SINOPSE
Uma mulher está sendo interrogada por uma médica e sua equipe. A partir do seu depoimento, nos deparamos com a trajetória de alguém que foi alvo de uma sequência de violências de gênero ao longo da vida e que de repente decide colocar em prática, como com a força de um grito, o seu ato de libertação.

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Carne de Mulher
Com Paula Cohen
Teatro de Arena (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 50 minutos
05 a 27/07
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 12 anos