A MINICOSTUREIRA

A peça infantil ‘A Minicostureira’ faz temporada no Centro Cultural São Paulo de 21 de abril a 27 de maio. O elenco estão os atores Frann FerrarettoBruno Ribeiro, Antoniela Canto Mateus Monteiro.

O conto que inspirou o espetáculo traz a história de uma jovem tecelã cuja obra feita no tear se transforma na própria realidade da personagem. Isso faz com que a menina reflita sobre a própria vida numa jornada constante de auto conhecimento. O espetáculo, por sua vez, a partir de pesquisas que caminham pelo imaginário, pelo onírico, pela espiritualidade e também pela psicomotricidade, integra fantasia e realidade, provocando a reflexão sobre questões sensíveis e de um campo pouco visitado na infância.

Na trama, a garotinha Clara cria seu próprio mundo, em meio a linhas, agulhas e tesouras. Lá vivem criaturas retalhadas por ela, como um peixe dourado que se chama Fidalgo, e assume o papel de seu melhor amigo, e uma Santa protetora das minicostureiras. Juntos, eles decidem realizar o maior sonho da menina, que logo vira um terrível pesadelo e faz com que a garota precise tomar a decisão mais difícil de seus vividos nove anos de idade – e para o resto de sua vida.

Entre retalhos e costuras, o público é convidado a ponderar sobre o seu potencial no mundo, por meio da imaginação e da concepção das próprias vontades, poderes e planos. As crianças, mais do que ninguém, sabem viajar instantaneamente para onde quiser sem sair do lugar. O espetáculo estimula a expedição por este mundo tão especial, onde é possível criar grandes navios com a sobra de uma calça, ou fazer a cortina de um teatro com um pano de chão.

O intuito do espetáculo é justamente estimular a imaginação por meio de signos têxteis que impulsionam o público para a reflexão sobre questões inerentes ao ser humano, como a afetividade, a espiritualidade e a imaterialidade.  A Minicostureira instiga com simplicidade o que há de mais antigo e precioso no mundo: a força de acreditar em algo até que isso aconteça.

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A Minicostureira
Com Antoniela Canto , Bruno Ribeiro, Frann Ferraretto e Mateus Monteiro
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)
Duração 50 minutos
21/04 até 27/05
Sábado – 16h, Domingo – 15h
$20
Classificação Livre

PUNK ROCK

‘Punk Rock’ é o texto de um dos mais importantes e renomados dramaturgos mundiais contemporâneos, Simon Stephens e ganha pela primeira vez montagem no país, pela Cia da Memória, formada por Ondina Clais e Ruy Cortez, que assinam a direção artística e a concepção do projeto que prevê a encenação de cinco obras que desdobram temas autônomos, vistos sob a perspectiva do feminino.

A estreia é dia 16 de março, no Centro Cultural São Paulo, sala Jardel filho, em temporada de quatro semanas, sempre as sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h.

‘Punk Rock’ é a segunda montagem da pentalogia e aborda o bullying e a violência nas escolas. O texto faz crítica ao elitismo do ensino, à disputa entre os vestibulandos dentro das instituições escolares, ao vestibular como afunilamento social e a forte presença do bullying nesse meio.

É preciso dar vazão à potência do texto de Simon e o que ele nos diz sobre a contemporaneidade e sua respectiva construção do sujeito social. Ainda que o bullying seja identificado como o principal motivo para a execução de massacres, não temos efetivamente políticas e diretrizes unificadas de identificação desses casos e métodos para lidar com essa questão a tempo, antes que outras tragédias aconteçam. Precisamos fomentar projetos nesse sentido, precisamos entender isso como uma questão de saúde, educação e segurança. ”, diz Ondina Clais, diretora da montagem junto com Ruy Cortez.

Levar ao palco essa temática é a possibilidade de o teatro irromper em cena aquilo que não pode acontecer no tecido do real. A peça, enquanto texto, direção e concepção e interpretação de maneira nenhuma faz apologia, incentiva ou apoia esse tipo de comportamento último. Ao contrário, toda a cautela do projeto é para constituir um discurso contra o ódio e a intolerância, frisando a importância das boas relações, da empatia, do respeito às diferenças e do amor ao próximo”, diz Ruy Cortez, diretor artístico da montagem junto com Ondina Clais.

Falar sobre a educação é fundamental em tempos de inversões, que não só freiam avanços, mas que também causam retrocessos no Brasil. O memorável levante dos secundaristas e a ocupação por todo o país provam que os jovens não estão de acordo com a estrutura educacional e com a forma de se produzir – ou não – pensamento. Como estamos formando os cidadãos? O que o mundo contemporâneo propõe para o futuro sob a ótica das relações humanas? ” Reflete João Vasconcellos, um dos atores da montagem.

O conceito da encenação para essa montagem é o aprisionamento, o confinamento. A cenografia desenvolvida por Juliana Lobo – um fechamento retangular de plástico translúcido – permite à encenação destacar, isolar, aprisionar, segregar, confinar, expor, reunir, aproximar e libertar falas, corpos, pensamentos e subjetividades dentro do espaço cênico. O espaço é minimalista para enfatizar os personagens, tendo poucos objetos pontuais, que ajudam a compor uma arquitetura impessoal.

No ano em que foi escrita, 2008, a peça recebeu duas indicações como melhor peça teatral do ano, pelos mais conceituados prêmios ingleses: TMA Theatre Awards e Evening Standard Theatre Awards.

Sinopse

Na biblioteca de uma escola, sete colegas se preparam para as provas do vestibular, enquanto extravasam as pressões latentes da adolescência, que aos poucos rompem em agressividade. William Carlisle, protagonista da obra, é um jovem estudante que tem o mundo aos seus pés e o peso dele sobre os seus ombros.

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Punk Rock
Com Álvaro Motta, Andressa de Santi, Luiz Antônio Motta, Conrado Costa, Jessica Rodrigues, João Vasconcellos, Lais Gavazzi, Vivi Ono e Yan Brumas
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)
Duração 180 minutos
16/03 até 08/04
Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos

SUTURA

A notícia de um fato importante intensifica a dinâmica já estabelecida de um casal que tenta começar a reorganizar sua vida. Na tentativa de reconstruir essa história de amor, o terreno se revela movediço: encontros, desencontros, desejos, sonhos, ficção e realidade atravessam a relação desse casal, com ternura e brutalidade, abrindo um corte que expõe suas precariedades e os limites de sua natureza.

Desde a época de convivência no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de Antunes Filho, há mais de dez anos, Ivo Müller e César Baptista alimentam o desejo de concretizar uma parceria no teatro. Depois de uma lacuna de anos em que ambos se dedicaram ao teatro e ao cinema em caminhos diferentes, agora finalmente se juntaram com o objetivo de montar um espetáculo teatral. Após muitas leituras de textos clássicos e contemporâneos, o ator e o diretor escolheram “Sutura”, de Anthony Neilson. Anna Cecília Junqueira, atriz que também fez parte do CPT, foi convidada pelos dois a abraçar o projeto e, logo após a primeira leitura, integrou-se nesse trabalho com imensa identificação e enorme desejo de montar a peça.

Agora, para quê montar um texto de um dramaturgo escocês, em São Paulo, hoje? Entendemos que o texto Sutura está naquele rol de textos que provocam e surpreendem a plateia, porque leva a crer que a história vai se desenrolar por um lado, quando na verdade vai por outro. Como o próprio autor já disse a propósito da estreia de uma de suas peças, ‘Você está sentado confortavelmente? Bem, não por muito tempo.’”, comenta o diretor César Baptista.

O diretor optou por uma montagem que deseja colocar a plateia numa condição de cumplicidade com a situação do casal. Ao mesmo tempo, nesse trajeto que poderia instaurar um caminho de identificação, a peça procura gerar desvios, por vezes sutis, que tornam as certezas movediças, escapando assim de uma lógica cartesiana. Este caminho, cheio de detalhes rigorosamente pensados para a cena, procura não dar a história totalmente pronta para a plateia, de modo que ela mesma possa contribuir, em certa medida, com sua perspectiva. Para a direção, no cerne disso tudo, está o jogo – entre os atores e o texto – como procedimento que constitui o fundamento deste trabalho.

SINOPSE

A notícia de um fato importante intensifica a dinâmica já estabelecida de um casal que tenta começar a reorganizar sua vida. Na tentativa de reconstruir essa história de amor, o terreno se revela movediço: encontros, desencontros, desejos, sonhos, ficção e realidade atravessam a relação desse casal, com ternura e brutalidade, abrindo um corte que expõe suas precariedades e os limites de sua natureza.

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Sutura
Com Anna Cecilia Junqueira e Ivo Müller
Centro Cultural São Paulo – Porão – Sala Ademar Guerra (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)
Duração 70 minutos
23/03 até 29/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 16 anos

A Companhia Casa da Tia Siré apresenta o espetáculo infantil DesPrincesa de 3 de março a 1º de abril, no Centro Cultural São Paulo. As sessões acontecem aos sábados e domingos, às 16h, com ingressos gratuitos.

Com texto e atuação de Andressa Ferrarezi e Juh Vieira, sob direção de Vera Lamy, a peça destaca, por meio da história da menina Lila, como as questões de gênero – que muitas vezes permanecem invisíveis – podem ser realçadas, ludicamente, favorecendo à expressão de dúvidas e sentimentos que são comuns entre meninas e meninos no seu desenvolvimento.

Lila é uma criança de sete anos, que no seu primeiro dia de férias é convocada, pela avó, a arrumar o quarto começando pelo guarda-roupa. Dentro do armário, Lila encontra seu brinquedo, um dinossauro inflável, que será seu companheiro com quem vai desbravar os mundos existentes por trás dos portais do reino do guarda-roupa. Juntos, eles embarcam em uma série de aventuras, que aos poucos mostram à protagonista que ela não é com as princesas dos contos de fadas.

Lila sugere ao dinossauro que seja seu príncipe, dragão, bruxa e fada-madrinha e passeia pelo mundo dos contos-de-fada, tornando-se a princesa das histórias por ela conhecidas. Mas, a cada história, Lila percebe seus desejos e comportamento cada vez mais distantes aos das princesas descritas nas fábulas e começa a “desprincesar-se”.

DesPrincesa não é uma negativa ao imaginário das fábulas, mas um reconhecimento  do limite  entre a brincadeira imaginada e a vida real. Uma percepção de que as histórias de princesa, o mundo perfeito e a felicidade eterna são idealizações, mas que a realidade possui outras características e portanto é possível manter vivos os desejos e aspirações dos nossos primeiros anos”, fala Vera Lamy, diretora do espetáculo.

A peça integra o projeto CompArte: Gestando Poéticas – 10 Anos de Cia. Casa da tia Siré, contemplada com a 30ª. Edição do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que resultou em quatro novas montagens: DesPrincesaGesta Mullier,Assombrosas e Adoráveis Criaturas Repulsivas, todas com dramaturgia própria.  A proposta atual do grupo é dar continuidade a este intercâmbio ampliando as possibilidades de criação com estudos práticos e oficinas.

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DesPrincesa
Com Andressa Ferrarezi e Juh Vieira. 
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo)
03/03 até 04/01
Sábado e Domingo – 16h
Grátis
Classificação Livre
 
Agendamentos para escolas com Litta Mogoff – 11 99698-7620 e Thaís Campos – 11 99654-0474.

DE ONDE VEM O BAIÃO

Em um pequeno salão de forró pessoas se encontram e se relacionam. Homens e mulheres dançam ao longo do salão e devaneiam pelo universo das músicas do forró pé de serra que acabam por invadir a cena.
 
A música do espetáculo retrata a história do Forró Pé de Serra que nasceu no sertão nordestino e nas últimas décadas passa por um “processo de urbanização”.
 
Porém, ela é contada a partir do pequeno: das pessoas presas em sua timidez e solidão, buscando a dança, para encontrar o amor, a amizade ou pelo menos ter por alguns minutos um contato físico com outro ser.
 
Criada em 2010 e dirigida por Rodrigo Andrade, a O QUE DE QUE é hoje a única Cia. brasileira a ser premiada no segundo maior festival de teatro de bonecos do mundo, “VISITING ARLEKIN” em OMSK na Rússia.
 
Sua pesquisa de linguagem tem como elemento primordial a investigação da relação entre o teatro, a música, a dança contemporânea com as formas animadas.
 
A dramaturgia é sempre tratada como elemento fundamental na integração dessas linguagens e se potencializa na abordagem corporal que tem como princípio, técnicas somáticas fundamentadas principalmente nos métodos de movimento consciente de Klauss Vianna e da fisioterapeuta francesa Marie Madeleine Béziers.
 
A Cia. reúne uma geração de artistas que optou pela pesquisa enquanto procedimento de criação e elaboração de seus resultados cênicos. Uma geração que busca bases em uma práxis artística cênica nomeada “contemporânea”.
 
Nessa designação, o conceito de “corpo cênico” passa a apresentar como traço principal, exigências muito próprias em seu modo de trabalhar as práticas e poéticas. Nesse “corpo cênico” investigado as formas animadas potencializam as dramaturgias. Os bonecos, sempre autorais e pesquisados a partir das dramaturgias, criam novos meios de relação entre os atores.
 
Bonecos e atores se relacionam em cena e o manipulador não é encarado somente como um manipulador. Ele é um ator que se utiliza do boneco para se relacionar com os outros atores, mas a plateia enxerga nele as intenções dos personagens. Um estudo sutil, mas que aplicado nessa pesquisa de linguagem potencializa a autonomia criativa do intérprete.
O manipulador é mais encarado como uma criança que brinca com um boneco com toda sua presença, do que alguém que precisa se tornar invisível atrás dele. O ator/manipulador está vivo e atuante a todo momento, porém colocando o boneco em foco.
De Onde Vem o Baião
Com Ana Paula Trevisan, David Caldas, Illa Benício, Ricardo Pesce, Rodrigo Andrade, Zé Neto e Zenaide Paludo
Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa (Rua Vergueiro 1000, Paraíso – São Paulo)
Duração 60 minutos
20/02 até 04/04 (dia 07/03 não haverá apresentação)
Terça e Quarta – 20h
$15
 
06/03 (promoção popular do CCSP – ingressos: 3,00)

APROXIMANDO-SE DE A FERA NA SELVA

A peça transita entre três núcleos que tem suas fronteiras borradas: “A Fera na Selva”, com os personagens John Marcher e May Bartran; as biografias dos escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson e o núcleo composto por ator e atriz. Gabriel Miziara faz John, Henry e ator, e Helô Cintra interpreta Constance, May e atriz.

Henry James escreveu a Fera em 1903, quase dez anos após a morte da sua grande amiga Constance. A amizade entre os escritores tem muitos paralelos com a relação estabelecida entre os protagonistas dessa novela de Henry.

As personagens da peça são amarradas pelas convenções sociais, ao mesmo tempo muito solitárias e de uma sensibilidade extrema, busquei inspiração em alguns artistas plásticos, além das obras literárias, para adentrar neste universo. Edward Hopper, por exemplo nos traz a solidão impressa em suas obras, algumas telas de Monet e Magritte, além de uma tela pintada pelo dramaturgo Strindberg, me trazem de diferentes formas, uma existência velada e profunda”, comenta a diretora.

Para a construção da dramaturgia, Marina Corazza se pautou na novela “A Fera na Selva” de Henry James, em “O Mestre, romance de Colm Tóibín sobre a vida do escritor americano, na biografia de Constance, “Constance Fenimore Woolson: Portrait of a Lady Novelist”, escrita pela americana Anne Boyd Rioux, além de um livro de contos de Contance “Miss Grief and other stories”, organizado pela mesma escritora.

A encenação

A peça estará em cartaz no porão do Centro Cultural São Paulo, que foi reaberto em dezembro de 2017, depois de ficar fechado durante anos para uma reforma. A diretora optou por uma encenação limpa, com poucos elementos, mas que são fundamentais para o espetáculo.

O figurino assinado pelo estilista Mareu Nitschke traz linhas modernas e nada óbvias para os atores, em contraponto a algumas peças mais amplas que simbolizam o universo dos personagens. O cenário manipulado pelos atores, é uma parceria da diretora Malú Bazán com Renato Caldas. A assistência de direção é de Carolina Fabri. A luz é assinada por Miló Martins e a trilha sonora é de Daniel Maia. A produção do espetáculo é da Canto Produções.

Sinopse:

A peça aborda a relação de amizade entre os escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson, a partir da investigação de suas biografias e da novela “A Fera na Selva” de Henry James, em que um homem espera pelo grande acontecimento de sua vida. Dois atores transitam entre as personagens reais e as personagens fictícias criadas pelos escritores, lançando um olhar particular sobre suas relações.

Aproximando-se de A fera na Selva_crédito Andreia Machado (5)

Aproximando-se de A Fera na Selva
Com Gabriel Miziara e Helô Cintra
Centro Cultural São Paulo – Espaço Cênico Ademar Guerra (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)
Duração 60 minutos
02/02 até 11/03
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
Entrada gratuita (ingressos retirados 1 hora antes nas bilheterias do CCSP)

FORTES BATIDAS

Criada em 2015 em uma oficina aberta com nove meses de duração no Centro Cultural São Paulo (CCSP), Fortes Batidas conquistou os prêmios APCA (Melhor Espetáculo em Espaço Não Convencional) e São Paulo (Prêmio Especial pela Experimentação Cênica). Nesse longo processo criativo, o diretor Pedro Granato e um robusto time de atores pesquisaram como criar uma experiência imersiva de teatro. Depois de três anos de sucesso, o espetáculo retorna ao porão desse espaço para mais uma temporada entre os dias 23 de janeiro a 7 de fevereiro de 2018.

A montagem, que tem sua trilha sonora reformulada de tempos em tempos, já foi encenada em festivais, como o MIX Brasil de Diversidade Sexual e FIT São José do Rio Preto, e em vários equipamentos culturais, como unidades do Sesc (Pompeia, Sorocaba, Santo Amaro e Belenzinho), CEUs (Pera Marmelo, Três Lagos, Inácio Monteiro, Vila Atlântica, Perus, São Mateus), no Teatro Pequeno Ato, entre outros.

A peça acompanha a noite vivida por 15 jovens, cruzando desejos e entrando em conflitos embalados pelas “fortes batidas” das canções de Karol Conka, Beyoncé, Pablo Vittar e de outros artistas que costumam agitar as pistas da cidade. Amigos que apostam quem consegue ficar com mais meninas, um casal testando o relacionamento aberto e a dificuldade de um rapaz tímido ficar com alguém do mesmo sexo pela primeira vez. A explosiva mistura dos desejos de personagens em busca de sua identidade constrói uma rede de conflitos que envolve a plateia.

O público vive uma experiência que desenha um retrato pulsante dessa geração e coloca no foco questões importantes para toda a sociedade. A homofobia, machismo e intolerância sexual estão no centro do alvo dessas “Fortes Batidas”.

Os ambientes da balada são divididos em variados níveis de plataformas que possibilitam a visibili­dade para a plateia. Mas isso não impede que atores dancem ao lado público e se relacionem com ele criando uma experiência ativa, em que o espectador não “assiste” o espetáculo, está imerso nele.

Em 2017, o texto de “Fortes Batidas” foi lançado em livro pela editora Giostri. A nova temporada da peça é possível graças aos incentivos da 5ª edição do Prêmio Zé Renato de Incentivo ao Teatro.

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Fortes Batidas
Com Ariel Rodrigues, Beatriz Silvei­ra, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Fernando Vilela, Gabriela Andrade, Ga­briela Gama, Gal Goldwaser, Inês Bushatsky, Ingrid Man­tovan, Laura Vicente, Lia Maria, Mateus Menoni, Mau Ma­chado e Vitor DiCastro.
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 100 – Paraíso, São Paulo)
Duração 70 minutos
23/01 até 07/02
Terça e Quarta – 20h
Entrada gratuita (distribuição de ingressos uma hora antes de cada apresentação)
Classificação 16 anos