DIAS PERFEITOS

O espetáculo Dias Perfeitos, após uma temporada no Rio de Janeiro e São Paulo volta no dia 17 de setembro para uma nova temporada, na capital paulista no Espaço Parlapatões.

A peça é uma adaptação do livro de mesmo do autor Raphael Montes, feita pelo diretor Cesar Baptista. Nesse suspense, Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia, conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema.

Téo fica viciado em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez.

Dias Perfeitos tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, a montagem é uma história de amor obsessivo e paranoico.

Esse é o segundo espetáculo da parceria Raphael Montes e Cesar Baptista (ganhador do Prêmio Arte Qualidade Brasil de direção por Roleta Russa, livro também da obra Raphael) e tem no elenco Hélio Souto Jr., Dani Brescianini, Arno Afonso, Leonardo Vasconcelos.

SINOPSE – Téo é um pacato estudante de medicina que conhece Clarice por quem se apaixona de forma doentia, levando-o a tomar uma atitude extrema durante uma viagem.

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Dias Perfeitos
Com Dani Brescianini, Helio Souto Jr. Arno Afonso, Leonardo Vasconcelos
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 100 minutos
17/09 até 29/10
Domingo – 20h
$50
Classificação 16 anos

 

O NEGÓCIO É AMAR – DICK FARNEY VIVE

No ano de 1987, o Brasil perdeu Dick Farney, grande pianista e cantor, aclamado por muitos como o pai da Bossa Nova. Trinta anos após a sua morte, Marcio Louzada, ator experiente em musicais e carioca como Dick, idealizou esse tributo. Sua voz límpida e suave, muito semelhante a voz de seda de Dick, fez com que se debruçasse no universo dos “anos dourados”. Um ambiente boêmio e, sobretudo, musical do final dos anos 40 até meados dos anos 60, que serve de cenário para esse espetáculo (todo em primeira pessoa) inspirado na efervescência cultural da época.

O roteiro musical permite uma viagem por todo esse movimento, citando curiosidades e referências como a de Vinicius de Moraes lembrando de histórias na casa da família de Dick Farney que, segundo o poetinha, faziam as festinhas de apartamentos dos bossa-novistas da zona sul se tornar brincadeira de criança. E foi nesse ambiente de música erudita e do jazz ao samba que Dick foi contaminado até estourar em 1946, interpretando Copacabana, a faixa inaugural da linguagem que movimentaria o país por décadas batizada de samba-canção. Ele tornou clássico quase tudo que gravava sendo fonte de confessadas inspirações dos músicos que viriam a formar o movimento da Bossa Nova.

Dick chegou a participar da Bossa Nova mas, por ironia do destino, acabou sendo atropelado pela revolução que esse movimento causou na nossa música e viu seu mercado encolher. Mas jamais fez concessões a estilos que não acreditava e manteve sua dignidade até o fim. Com isso, esse espetáculo musical vem prestar essa homenagem inédita aqui em São Paulo, cidade que escolheu viver e onde morreu aos 66 anos, para iluminar esse ícone da música popular brasileira injustamente menos revisitado nos dias de agora.

O musical estreia no Bar Brahma e contará com três participações especiais da nossa cena musical: Thulla Melo, Janaína Bianchi e Leo Diniz.

O Negócio é Amar- Dick Farney vive
Com Marcio Louzada e participações especiais de Leo Diniz, Thulla Melo e Janaina Bianchi.
Músicos: Piano e voz: Marisa Gurgel, Contra-baixo e violão: Marcellus Meirelles, Bateria: David Vieira.
Bar Brahma – Salão Principal (Avenida São João, 677 – Centro, São Paulo)
20/09
Quarta (Abertura às 20h / Previsão Início do show às 21h30)
Couvert $30
Classificação livre (menores de idade acompanhados pelo responsável)
 
Reservas: 11 2039-1251 reservas@fabricadebares.com.br

 

MELODRAMA DA MEIA NOITE

Comemorando os 10 anos do espetáculo “Melodrama da Meia Noite” a Companhia Melodramática do Rio de Janeiro chega a São Paulo para uma curta temporada a partir do dia 16 de setembro no Espaço Parlapatões.

A peça traz à cena a investigação dos elementos que constituem o gênero teatral nascido na França no século XIX e exportado para o Brasil através do circo e de importantes companhias teatrais. Alguns atores que ajudaram a difundir o gênero no Brasil foram Leopoldo Froes, Procópio Ferreira e Dulcina de Morais, entre outros.

O espetáculo estrutura-se a partir do “jogo do Gaulier”, criado com base na experiência do diretor École Philippe Gaulier em Paris (2008), instituição direcionada à formação de atores. O jogo consiste numa apresentação dos tipos melodramáticos, como o sofredor, o apaixonado e o vilão através de exercícios que estimulam os gestos típicos desses personagens.

Após essa apresentação, conduzida pelo diretor da Companhia, Paulo Merísio, na figura de Monsieur, inicia-se, então, com a antiga brincadeira de “tudo que seu mestre mandar, faremos todos”, a criação improvisada de uma trama, a partir da acusação do ator que fizer uma ação não comandada pelo Monsieur.

Apreciando temas frequentes no melodrama – conflitos familiares, amores impossíveis, crianças trocadas, revelações, filhos ilegítimos –, os atores executam jogos teatrais baseados no gênero francês. Para dar desfecho à história estabelecida, insere-se o jogo do ‘detetive e assassino”, onde a figura do detetive precisa desvendar as mortes misteriosas que começam a surgir no enredo. Além desses dois novos personagens, surge também a figura do cantor, que enfatiza o caráter musical do melodrama.

Ao fazer a incursão ao clássico, o público se transforma em “povo de Paris” participando ativamente do espetáculo. Durante a encenação, os espectadores podem jogar bolas de meia nos atores caso não gostem da atuação melodramática ou lançar moedas para o palco como elogio à interpretação, além de ter o poder de decidir o destino de personagens que estão sob acusação.

Sinopse:

Espetáculo de improvisação em que os atores executam jogos teatrais com situações melodramáticas. Vilão, mocinho e sofredor desenvolvem a dramaturgia a partir de temas comuns ao gênero – conflitos familiares, amores impossíveis, crianças trocadas, revelações – e fazem o desfecho a partir do jogo do “detetive e assassino”. Durante a encenação, o público, na figura de “povo de Paris”, pode jogar bolas de meia nos atores caso não gostem da atuação melodramática ou lançar moedas para o palco como elogio à interpretação.

 

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Melodrama da Meia Noite
Com Adriana Albuquerque, Henrique Moretzsohn, Gloria Diniz, Gui Terreri, Leonardo Vasconcelos, Paulo Merísio, Virgínia Castellões e Wesley May.
Participações especiais: Gabriela de Paula, Igor Veloso, Leonardo Paixão, Maria de Maria, Ricardo Augusto e Rita Von Hunty.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 70 minutos
16/09 até 28/10
Sábado – 23h59
$30
Classificação livre

ROLETA RUSSA

Após duas temporadas em São Paulo e duas no Rio de Janeiro, com excelente repercussão de público e crítica (03 estrelas da Revista Veja SP e ganhador do Prêmio Arte Qualidade Brasil 2016 de direção para César Baptista), o espetáculo Roleta-Russa volta no dia 16 de setembro no Espaço Parlapatões para uma última temporada na capital paulista.

A peça é uma adaptação de Suicidas de Raphael Montes, um dos livros de maior repercussão no meio literário nos últimos anos, com mais 20 mil exemplares vendidos e traduzido para mais de 10 idiomas.

Para os palcos, o espetáculo foi adaptado e dirigido por César Baptista e traz um jovem elenco formado pelos atores Ana Terra, Dan Rosseto, Diogo Pasquim, Emerson Grotti, Felipe Palhares, Gabriel Chadan, Helio Souto Jr., Lorrana Mousinho e Virgínia Castellões.

A história se passa em um porão, onde estão nove jovens e uma Magnum 608. Meninos e meninas universitários da elite carioca, aparentemente sem problemas, decidem participar de uma roleta russa. Depois de um ano da morte desses jovens, uma nova pista, um manuscrito é encontrado.

Numa trama de suspense noir, o público é convidado a tentar desvendar a história como realmente aconteceu. Rompendo as relações de tempo e espaço, o espetáculo apresenta um suspense arrebatador, com uma dose de humor irônico, personagens dúbios e tramas que se entrelaçam até a solução surpreendente que só se mostra nas últimas palavras.

A peça, além de apresentar um clima de suspense entre os personagens, aborda alguns temas delicados como preconceito e o desrespeito à diversidade, com casos de homofobia e de pessoas portadoras de necessidades especiais como a síndrome de down; a auto-afirmação; a aceitação a falta de discernimento; o orgulho; o egoísmo; a mania de grandeza; a rebeldia.

 

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Roleta Russa
Com Ana Terra, Dan Rosseto, Diogo Pasquim, Emerson Grotti, Felipe Palhares, Gabriel Chadan, Helio Souto Jr., Lorrana Mousinho e Virgínia Castellões
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 120 minutos
16/09 até 28/10
Sábado – 21h
$50
Classificação 16 anos

GIN COM TÔNICA – QUANDO UM HOMEM AMA… OUTRO

Texto de Ricardo Leitte escrito em 1995, buscando expor as próprias experiências em casas noturnas das mais variadas, a peça foi chamada para inaugurar o primeiro espaço teatral da Praça Roosevelt, onde antes funcionava o CINE BIJOU, buscando tratar o tema da homossexualidade sem peso, sem culpas, sem grandes dramas.
É um texto doce e sensível e mostra a busca de companhia de homens que se relacionam com outros homens, são 4 cenas, onde personagens chamados JOÃO e PEDRO, se revezam em vários papéis, ocupando a mesa de um bar comandado por uma travesti sessentona.
Na primeira cena, um jornalista se interessa pelo garçom do bar. A segunda, encontro de um rapaz em busca de um amor é outro que busca apenas sexo. Na terceira, um advogado maduro está terminando um relacionamento de cinco anos com um garoto muito mais novo por traição. Na quarta cena, os dois atores se revezam num único personagem que deixou no passado o seu grande amor e vem ao bar buscar alento no álcool das bebidas. Na quinta cena, todos os personagens se cruzam as ordeNS de Annete, a dona do bar.
A nova montagem que estreia em setembro, volta ao mesmo palco do antigo CINE BIJOU, agora TEATRO DO ATOR, que inicia com esse espetáculo um projeto de TEATRO DA DIVERSIDADE, que dará espaço para espetáculos com esse tema.

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Gin com tônica – Quando um homem ama…outro
Com Dindry Buck, Ricardo Leitte e Roberto de Paula
Teatro do Ator (Praça Franklin Roosevelt, 172 – Centro, São Paulo)
Duração 90 minutos
05 a 26/09
Terça – 21h
$40
Classificação 16 anos

FORA DESSE MUNDO

O   segundo   espetáculo   do   grupo A Arca,   Fora   Desse   Mundo, propõe   uma   reflexão   sobre   relações   de    poder,   sexo,   amor   e   morte,   desejos   e   devaneios   íntimos.

Originalmente   o   texto,   escrito   por    Arthur   Haroyan,   relatava   a   vida   de   6   personagens   que   viviam   reclusas   em   um   lugar   não    específico   e   assistidos   por   um   médico   excêntrico   e   de   caráter   duvidoso.

Sobre   o   olhar   do    diretor   Kleber   Góes,   foi   proposto   um   trabalho   contemporâneo,   de   múltiplas   linguagens    como   mímica,   dança,   manipulação   de   objetos   cotidianos,   ação   verbal   e   depoimentos   íntimos    dos   atores   criando   uma   atmosfera   mais   poética   e   sensorial.   Um   projeto   que   difunde   as   artes    plásticas   e   conversa   com   o   teatro   e   a   dança,   onde   gestualidade   têm   papel   primordial   na    comunicação   com o   espectador.

Aborda   as   relações   humanas,   ficção   e   realidade   se    misturam   através   do   imaginário   e   da   concretude,     deste   não   lugar   onde   estas   pessoas    aparentemente.

A   ideia   da   peça   surgiu   durante   a   minha   viagem   pra   as   montanhas   de   Cáucaso.   Eu   estava    buscando   histórias   novas,   relatos,   crônicas   para   meu   texto   novo.   Essa   busca   me   levou   para    uma   pequena   aldeia   onde   os   seus   moradores   viviam   como   se   fosse   fora   desse   mundo.   Era   uma    comunidade   com   as   suas   próprias   regras   da   vida,   repletas   de   relações,   de   poder,   amor,   ódio,    sexo   e   morte,   sem   tempo   e   sem   relógio,   onde   cada   pequena   ausência   é   uma   eternidade”,   diz   o    autor   do   texto   Arthur   Haroyan

 “Como   resposta,   chegamos   a   um   espetáculo   onde   a   fiscalidade   do   ator   num   primeiro   plano   e    apoia   a   dramaturgia.   Mímica,   dança,   aparece   manipulação   de   objetos   cotidianos,   ação   verbal    e   depoimentos   íntimos   dos   atores   criam   uma   atmosfera   mais   poética   e   sensorial.   A    flexibilidade   na   busca   de   referências,   a   liberdade   de   expressão   criativa   fiel   à   experimentação   e    risco,   transformam   o   texto   original   em   uma   mistura   de   fragmentos   de   diários   íntimos   e    personagens   inventadas”,   diz   o   diretor   Kleber   Góes.

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Fora desse Mundo
com Ana Paula Inácio, Arthur Haroyan, Fábio Parpinelli, Gustavo Vierling, Júlia Marques, Pedro Reis
Espaço Parlapatões )Praça Franklin Roosvelt, 158 – Centro, São Paulo)
12/07 até 10/08
Quarta e Quinta – 21h
$30
Classificação 12 anos

ATO FALHO

O drama ATO FALHO estreia dia 17 de junho no espaço Cia do Pássaro para temporada até 30 de julho. Bruna Anauate e Tati Lenna assumem praticamente a ficha técnica toda trazendo um espetáculo árido onde também é possível encontrar o riso.

Sinopse

Um ato fortuito no cotidiano de uma mulher cansada desencadeia uma série de situações onde a fragilidade humana é revelada sem cuidado. Fatos aparentemente pequenos e irrelevantes assumem grandes proporções quando as personagens se encontram a ponto de explodir. Um copo que cai, um mascar de chicletes excessivamente barulhento, um atendimento de telemarketing que não se conclui, uma foto que não fica boa. Tudo, qualquer coisa, pode ser o estopim para uma revelação que estávamos tentando esconder na ansiedade de viver e cumprir um cotidiano aprisionador.

Sobre o processo criativo

Os últimos meses foram movimentados nos meios teatrais/culturais da cidade de São Paulo. A crise econômica que o país vem atravessando amedrontou patrocinadores, as verbas de cultura municipais sofreram cortes e a Lei Roaunet sofreu mudanças marcantes. Diante desse cenário desfavorável às produções artísticas independentes, resolvemos criar um espetáculo que se encaixasse neste momento de dificuldades tornando-se realizável independentemente de patrocínios ou editais.”, conta a atriz Bruna Anauate.

Estávamos cansadas de ter textos e projetos presos na gaveta pela impossibilidade de recursos que os viabilizassem. Acreditamos que a força do teatro está no texto e no ator. Já tínhamos esse material, então resolvemos investir nisso e criar uma montagem com o mínimo de recursos possível, focada na palavra e no jogo cênico”, completa Tati Lenna.

Bruna Anauate e Tati Lenna se conheceram em 2008 no CPT – Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho, e desde então seguiram em contato. Bruna Anauate já havia se envolvido na área de produção em 2013 quando atuou como atriz e produtora em “Tem alguém que nos odeia”, texto de Michelle Ferreira. Tati Lenna investiu mais na área da dramaturgia ao integrar o Núcleo de Dramaturgia do Sesi através do qual publicou em 2016 seu primeiro texto teatral “Circo Chernobyl – Um ensaio sobre a peça”.

ATO FALHO foi escrito e dirigido quase que simultaneamente. Os encontros semanais com improvisação e exercícios de dramaturgia resultaram no espetáculo composto por 6 cenas que se mesclam propondo um jogo para o espectador. “Jogamos as peças e quem monta o quebra cabeça é o público. As peças são coringas e podem se encaixar de diversas formas permitindo que várias leituras sejam possíveis. Queremos o espectador ativo na obra e não entregar uma narrativa fechada.”, comenta Bruna.

Os personagens não são caracterizados permitindo que as sensações, emoções e atitudes por eles expressadas possam ser atribuídas a toda e qualquer pessoa independente de classe social, cor, credo, orientação sexual ou gênero.

 Ato Falho-271

Ato Falho
Com Bruna Anauate e Tati Lenna.
Cia do Pássaro (Rua Álvaro de Carvalho, 177 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
17/06 até 30/07
Sábado – 21h; Domingo – 19h
$40