A FANTÁSTICA BALEIA ENGOLIDORA DE CIRCOS

Sem usar qualquer palavra falada, a carioca Cia. Frita apresenta para a criançada o universo mágico do circo em A Fantástica Baleia Engolidora de Circos, que ganha uma temporada na CAIXA Cultural São Paulo, entre 22 de fevereiro e 4 de março. O elenco conta com as atrizes Érika Freitas, Mariana Rabelo e Florencia Santángelo, e a direção e o roteiro são assinados por Alvaro Assad. Os ingressos são gratuitos e começam a ser distribuídos às 9h do dia da apresentação, na própria CAIXA Cultural.

O público conhece a hilária saga de três palhaças que foram engolidas por uma baleia junto com seu pequeno circo durante uma enchente que alagou a cidade. Enquanto o animal navega pelos sete mares do globo, as artistas precisam se adaptar àquele cotidiano surreal.

Elas esperam ansiosamente pelas surpresas que virão com a próxima mordida da baleia e sonham com o mundo externo. Durante cada tempestade no meio do mar, as palhaças se comportam de modo completamente nonsense.

Durante o processo criativo da peça, a trupe pesquisou o universo da pantomima e das reprises e gags (piadas) clássicas do circo. Como o espetáculo não tem falas, o elenco teve um treinamento corporal para a comédia física, em que os gestos são usados para provocar a comicidade e narrar de forma eficiente a história. A proposta da encenação é resgatar e difundir a arte da palhaçaria clássica.

Oficina de palhaçaria

Além do espetáculo, a trupe ministra uma oficina gratuita de Palhaçaria para Crianças, com Érika Freitas. A atividade pretende despertar o lúdico, o riso, a espontaneidade e a relação com o outro a partir de brincadeiras e jogos de improviso. A ideia é proporcionar aos participantes a oportunidade de ter um primeiro contato com o universo dos clowns.

A oficina acontece na própria CAIXA Cultural São Paulo, no dia 3 de março, das 10h às 12h, e oferece 20 vagas para crianças de 10 a 14 anos. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo telefone (11) 3321-4400. A seleção será a partir da ordem de inscrições.

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A Fantástica Baleia Engolidora de Circos
Com Érika Freitas, Mariana Rabelo, Raquel Theo e Florencia Santángelo
CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro, São Paulo)
Duração 50 minutos
22/02 até 04/03
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 15h
Entrada gratuita (ingressos distribuídos a partir das 9h do dia da apresentação)
Classificação 6 anos
 
Oficina: Oficina de Palhaçaria para Crianças
CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro, São Paulo)
03/03
Sábado – 10h às 12h
Inscrições: gratuitas e feitas pelo telefone (11) 3321-4499 (por ordem de inscrição)
Vagas: 20 vagas
Público-alvo: crianças de 10 a 14 anos

UMA HISTÓRIA DE VIDAS PASSADAS

SINOPSE

Você Acredita em Vidas Passadas? Cinco vozes interpretam Fabiana, que quando jovem, sonhava em ser artista, mas impedida e humilhada por sua família que a subjugava incapaz e inferior, entra em depressão. Nesta mesma fase,descobre-se apaixonada por um cantor quando ele vem a falecer.

Em crise, faz regressões de memória que a levam a França no século XVIII e descobre que este amor teve início em sua vida passada. Fabiana tenta encontrar motivos para continuar a viver, mas ainda precisa voltar a acreditar em si mesma.

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Uma História de Vidas Passadas
Com Gleiciane Felício, Iara Pereira da Costa, Andressa Marconi, Kamila Mafra e Fernanda Rusvéer. 
Teatro do Ator (Praça Roosevelt, 172 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
27/01 até 03/03 (não haverá 10/02)
Sábado – 20h
$50
Classificação 14 anos

L, O MUSICAL

Canções femininas que embalam o romance entre mulheres compõem a trilha sonora de L, o Musical, de Sérgio Maggio, que chega aos palcos do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB São Paulo) no dia 6 de janeiro, depois de duas temporadas bem sucedidas em Brasília e no Rio de Janeiro. Pautado por temas como a liberdade, o desejo, os afetos e a identidade humana, o espetáculo cria uma reflexão sobre as delícias e conflitos do amor lésbico.

A discussão fica ainda mais intensa porque as protagonistas do musical são negras sem a necessidade de a peça debater o preconceito racial. “Os corpos de Elisa e Ellen no palco trazem em si um poderoso discurso político mobilizador. Esse pretagonismo, como batizou Elisa, abala o racismo estrutural, que naturalizou a não presença de atrizes negras no centro do palco em personagens vitais para a trama”, esclarece o diretor.

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A peça narra o entusiasmo da renomada autora de novelas Ester Rios (Elisa Lucinda) com o sucesso de seu primeiro folhetim a retratar um triângulo amoroso entre mulheres. Ela divide a sua empolgação com as amigas Anne, Simone, Elle, Filipa, Léa e Xena (interpretadas por Renata Celidonio, Gabriela Correa, Tainá Baldez e Luiza Guimarães) e lembra-se de Rute (Ellen Oléria), o grande amor de sua vida. Notícias inesperadas poderão mudar o destino de todas essas mulheres.

Com direção musical de Luís Filipe de Lima, a montagem ainda conta com a participação de uma banda formada pelas instrumentistas Alana Alberg (baixo), Marlene de Souza Lima (guitarra), Nathália Reinehr (bateria) e uma musicista a definir no teclado. Aurélio de Simoni concebeu o desenho de luz, Maria Carmem de Souza, o cenário, e Carol Lobato, os figurinos. Ana Paula Bouzas assina a direção de movimento, enquanto Jones de Abreu é o diretor assistente. A direção de produção é de Ana Paula Martins.

Para escolher quais canções fariam parte da trilha sonora, Maggio fez uma pesquisa em grupos virtuais de mulheres lésbicas. Formou-se um universo de 90 temas. Depois, ele, com a ajuda de Ellen Oléria e supervisão de Luís Filipe de Lima, chegou a 22 músicas de Simone, Adriana Calcanhotto, Márcia Castro, Cássia Eller, Mart’nália, Isabella Taviani, Maria Gadú, Leci Brandão, Sandra de Sá, Angela Ro Ro, Marina Lima, Maria Bethânia, entre outras cantoras que se declararam publicamente lésbicas ou bissexuais, ou que têm uma identificação afetiva com esse público.

Outra referência importante para o espetáculo é a montagem icônica de “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant”, do alemão Rainer Werner Fassbinder, com elenco formado por Fernanda Montenegro, Renata Sorrah, Rosita Thomas Lopes e Juliana Carneiro de Cunha, que discutiram o amor entre mulheres em 1982.

L, O Musical
Com Elisa Lucinda, Ellen Oléria, Renata Celidonio, Gabriela Correa, Tainá Baldez, Luiza Guimarães
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo)
Duração 110 minutos
06/01 até 26/02
Sexta, Sábado e Segunda – 20h, Domingo – 18h
$20
Classificação: 14 anos

UM

UM é o título do espetáculo que a Companhia Moderno de Dança encena nos dias 24, 25 e 26 de novembro na Caixa Cultural São Paulo. O grupo, fundado em 2002, é originário de Belém do Pará e tem a “dança imanente” como proposição teórica e prática em dança.

Pautada no compartilhamento de subjetividades para a criação cênica, a Companhia, que também se configura como grupo de pesquisa, valoriza a construção coreográfica pelas trocas estabelecidas entre o individual (unidade) e o coletivo (múltiplo). A programação é totalmente gratuita e os ingressos devem ser retirados na recepção da Caixa Cultural a partir das 9h nos dias do evento.

A obra baseia-se na ideologia Ubuntu, cuja tradução literal significa: “eu sou o que sou pelo que nós somos”. A palavra, originária do vocabulário dos povos Bantu, da África do Sul, em diálogo com o fazer/pensar da dança imanente, alicerça o conceito do espetáculo, que utiliza práticas de matriz africana e afro-brasileira como recursos técnico-corporais para a pesquisa de movimentos.

O processo de criação cênica emprega elementos da capoeira, da cultura de escolas de samba, das danças afro-baianas e do candomblé, entendidos como matrizes mobilizadoras para a concepção do espetáculo.

UM foi contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013 e já teve duas temporadas em Belém, além de ter circulado pelo interior do estado do Pará e se apresentado em Macapá.

Para a diretora artística Ana Flavia Mendes, “iniciativas como esta da Caixa são grandes oportunidades para difundir a arte produzida no país, de norte a sul. Para nós é muito caro poder dar visibilidade ao que fazemos em outra localidade, longe de casa, sobretudo pela expectativa de troca com o público de outra cidade“.

Além do espetáculo, três atividades paralelas são contempladas pelo projeto, sendo elas: a realização de uma oficina de compartilhamento dos preceitos criativos da dança imanente; uma palestra reflexiva acerca das relações teórico-metodológicas estabelecidas a partir do espetáculo UM e o lançamento de livros que tratam dos processos coreográficos da Companhia Moderno de Dança.

As inscrições para oficina e palestra têm vagas limitadas e podem ser feitas pelo e-mail ciamoderno@gmail.com.

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UM
Com Companhia Moderno de Dança
CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro, São Paulo)
Duração 50 minutos
24 a 26/11
Sexta, Sábado e Domingo – 19h15
Ingresso grátis (ingressos distribuídos a partir das 9h do dia da apresentação)
Classificação Livre

INTERVENÇÃO DALLOWAY: RIO DOS MALEFÍCIOS DO DIABO

Em seu novo espetáculo o Grupo XIX de Teatro convida o público a caminhar pelas ruas do centro, contemplar espaços públicos e habitar uma estufa promovendo outras formas de ocupar e conviver no cotidiano urbano. Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo estreia dia 27 de novembro, segunda-feira, às 16h. A temporada segue até 14 de dezembro, com sessões de segunda a quinta-feira, sempre às 16h. A montagem tem o apoio da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

O espetáculo-performance é itinerante. A peça começa no edifício da SEL (Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo), um prédio histórico na Praça Antônio Prado, no Centro. Depois, o público é convidado para um trajeto até chegar ao local onde será construída uma estufa.

O romance Mrs Dalloway de Virgínia Wolf (1882-1941) norteia a construção da performance. O grupo se inspirou pela fábula de uma mulher de classe alta que sai pela cidade e ao fim do dia dá uma festa em sua casa. “O livro é também sobre olhar e ser olhado. Sobre o que vemos, como vemos e como somos vistos no emaranhando de corpos que desfilam pelos centros urbanos diariamente”, conta o diretor do grupo, Luiz Fernando Marques.

A obra se passa num dia na vida dessa mulher que decide ir comprar as flores para a festa que dará à noite. Ela caminha pela Londres do século 19 imersa em seus pensamentos, cruzando com outras pessoas também em seus próprios pensamentos,  todos ligados por uma rede invisível,  submersa, que os une. Estudantes,  comerciantes, donas de casa, um homem que irá se matar, talvez a rainha, que passa num carro oficial,  todas essas trajetórias individuais unidas na sincronicidade das horas. “Propomos assim, uma experiência de possíveis caminhos pela cidade de São Paulo do século 21, com suas contradições, sua frenética movimentação e todas as vidas individuais que se cruzam nesse espaço coletivo. Lembrando que é muito perigoso viver, por um só dia que seja”, explica a atriz Juliana Sanches.

A ideia de uma estufa, artificial e temporária, invasiva ao mesmo tempo que orgânica, aponta para o desejo de um diálogo físico e metafórico entre os artistas e o público, entre todos e a cidade. “Pretendemos sobretudo transformar o espaço do cotidiano em testemunho, em uma experiência vivida e compartilhada. Proporcionar um estado latente de presença diante de um ato, injetado artificialmente no hábito do cotidiano urbano”, fala Marques.

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Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo
Com Janaina Leite, Juliana Sanches, Luiz Fernando Marques, Rodolfo Amorim e Ronaldo Serruya.
Ponto de encontro: Edifício-sede da SELJ – Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo (antigo Banco de São Paulo) (Praça Antônio Prado, nº 9, Centro, São Paulo)
Duração 90 minutos
27/11 até 14/12
Segunda, Terça, Quarta e Quinta – 16h
Ingresso grátis (reservas de ingressos: reservadalloway@gmail.com/ )
Classificação 12 anos

SÍNTHIA

Cotado pela crítica como um dos melhores espetáculos de 2016, Sínthia volta para sua quarta – e curta – temporada na cidade.

A peça fez sua primeira leitura dramática, em 2013, no Projeto Terceira Margem III, do CapobiancoA atriz Denise Weinberg, do Grupo Tapa, juntou-se ao elenco da Velha Companhia para assumir o papel da mãe de Vicente, o protagonista da trama, participando da pesquisa que originou o texto de Kiko Marques (prêmios Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil por CAIS ou Da Indiferença das Embarcações).

Como nas peças anteriores – Cais ou Da Indiferença das EmbarcaçõesCrepúsculoO Travesseiro e Brinquedos Quebrados – Kiko inspirou-se em histórias pessoais.

Nascido em março de 1965, um ano após o golpe militar que depôs o presidente João Goulart e colocou o país em uma ditadura, o autor foi esperado como menina por sua mãe. O enxoval era todo cor de rosa e seu nome, Sínthia. Na época seu pai era major da PM do Rio e a mãe, uma mulher aprisionada em um mundo patriarcal e machista. “A partir desse mote e do paradigma da repressão como forma de amor, além da questão da identidade de gênero, resolvi criar uma obra que falasse de compaixão. A peça conta as histórias de Maria Aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o Natal de 2013 quando chega para a ceia vestido como Sínthia, nome que teria se tivesse nascido menina“, conta Kiko.

A trama se passa no Rio de Janeiro de 1964, com o policial Luiz Mário e a dona de casa Maria Aparecida vividos por Sílvio Restiffe (nesta temporada no lugar de Henrique Schafer) e Alejandra Sampaio (no papel da mãe na fase mais jovem). O casal tem três filhos e sonha com a chegada de uma garota. O autor e diretor interpreta o papel de Vicente. Na segunda fase, a viúva Aparecida (representada por Denise Weinberg) esconde uma doença terminal e tenta contornar a instabilidade financeira do caçula, que é músico erudito e mora em São Paulo com a mulher (Virgínia Buckowski) e duas filhas. Sínthia é o nome que o personagem se dará aos 50 anos, percebendo que, de fato, era uma mulher no corpo de um homem.

A peça fala de uma transformação necessária e ininteligível como tudo o que é necessário, e sobre a incapacidade de aceitar aquilo que não se possui. Matamos aquilo que não entendemos“, completa Kiko Marques. Escrita em 2014, a obra, para o próprio Kiko, “se mostra atual e necessária pela maneira como a intolerância alicerçada em certezas e interesses, vem se tornando o modo principal de nos relacionar tanto no campo pessoal como social”.  Criada para a peça por Tadeu Mallaman,  a música Sinfonia da Compaixão é executada ao vivo pelo quarteto e cordas Quadril.

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Sínthia
Com Denise Weinberg. Henrique Schafer. Alejandra Sampaio. Virgínia Buckowski, Kiko Marques, Marcelo Diaz. Willians Mezzacapa. Marcelo Marothy. Valmir Sant’anna
Instituto Cultural Capobianco (R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 165 minutos
20/11 até 19/12
Segunda e Terça – 20h
$20
Classificação 14 anos

DOSTOIÉVSKI – TRIP

Sete anos após a estreia do premiado O Idiota – Uma Novela Teatral, as companhias Livre e Mundana se reencontram em Dostoiévski-Trip, nova viagem ao universo do escritor russo e ao célebre romance publicado em 1869. Com direção de Cibele Forjaz, o espetáculo, inédito no país, está em cartaz no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.
 
O elenco de Dostoiévski-Trip é composto por atores criadores das companhias Livre e Mundana: Aury Porto, Edgar Castro, Guilherme Calzavara, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Marcos Damigo, Sergio Siviero e Vanderlei Bernardino. A direção de arte do espetáculo é assinada por Simone Mina.
 
Esta é a primeira montagem brasileira do texto de Vladímir Sorókin – um dos grandes nomes da chamada nova literatura russa –, já encenado em Moscou e Nova York. Na peça, um grupo de viciados aguarda a chegada de um traficante que lhes prometeu trazer uma novidade. Enquanto isso, conversam, discutem (e até mesmo brigam) sobre grandes nomes da literatura mundial – Kafka, Pushkin, Cervantes, entre outros – e seus supostos efeitos. Este, contudo, não é um encontro amistoso entre amantes das letras, e sim de um bando de pessoas que mal se conhecem, unidos apenas pela condição de viciados em literatura.
 
Ávidos pela próxima dose, os personagens são lançados em uma jornada pelo universo de Fiódor Dostoiévski (1821-1881). Em contato com a prosa do romancista russo, os personagens embarcam na trip do título e acabam por protagonizar uma das mais célebres passagens de O Idiota, na qualseus dilemas filosóficos e existenciais se aprofundam e se potencializam transcendendo para as formas do mundo contemporâneo.
 
Segundo Cibele Forjaz, a ideia de montar Dostoiévski-Trip surgiu ainda durante as apresentações de O Idiota – Uma Novela Teatral (2010), também dirigido por ela. Apesar de partirem da obra de um mesmo autor, para a diretora, as peças têm estéticas e temáticas bastante distintas. “Dostoiévski-Trip é uma espécie de pós-Idiota. Fizemos aquele espetáculo levando muito a sério a narrativa da novela e o seu lado humano e mais sensível. Esta, por sua vez, tem um desencanto pós-moderno. É Dostoiévski tomado como uma droga que a sociedade contemporânea não pode suportar, pois a sua poesia e sua humanidade não cabem mais nesse mundo, em que as relações sociais estão marcadas pela egotrip”, explica a encenadora.
 
O espetáculo também se beneficia de um traço comum à história recente de ambas as companhias: a pesquisa da obra do alemão Bertolt Brecht, que permeou o processo de criação. Além das leituras, também foram realizadas “travessias pela cidade” – uma experiência de toda a equipe pelas ruas de São Paulo que revelou, em uma sociedade viciada em excessos, um resquício de humanidade em meio ao concreto e à carência das populações de rua. Além de contrapor o texto russo com a realidade brasileira, a pesquisa de campo evidenciou a atualidade de Dostoiévski, autor que radiografou a burguesia de sua época e sua obsessão por dinheiro, poder e prestígio.
 
Além das apresentações em São Paulo, o espetáculo também cumprirá temporadas em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte em 2018.

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Dostoiévski-Trip
Com Aury Porto, Edgar Castro, Guilherme Calzavara, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Marcos Damigo, Sergio Siviero e Vanderlei Bernardino
Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo)
Duração 120 minutos
28/10 até 18/12
Sexta, Sábado e Segunda – 20h, Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos
 
Sessão gratuita: 13/11 (segunda-feira), 19h30, seguida de bate-papo com o elenco e a diretora