A MEGERA DOMADA – O MUSICAL

Após o sucesso das duas temporadas (2017 e 1º semestre de 2018), “A Megera Domada – O Musical” está de volta a São Paulo para uma apresentação especial em outubro, em comemoração ao “Mês das Crianças”, no Teatro Procópio Ferreira.

O espetáculo é resultado de um trabalho realizado com atores e atrizes na faixa dos sete aos dezoito anos, que contam a história cantando, dançando e sapateando, unindo o conhecimento artístico com o lúdico. A proposta é mostrar ao grande público como Shakespeare é atual, simples e principalmente cômico e musical.

O roteirista Leonardo Robbi adaptou a clássica obra de romance e comédia, a partir da história original, para os dias atuais. Todo o enredo se passa na Escola William Shakespeare (WS) que conta com aulas inusitadas de matemática, português e botânica. E nessa escola tudo pode acontecer.

Prepare-se para muita diversão, romance e confusão nesta encenação conduzida pelas renomadas diretoras Cininha de Paula e Fernanda Chamma. Com participações especiais de Andrezza Massei, Ivan Parente e Vânia Pajares.

Um espetáculo musical para todas as idades. Um excelente programa para a família toda. Cante, dance e se apaixone por uma das obras do grande mestre da Literatura Inglesa contada e cantada por crianças, adolescentes e jovens talentosos que passaram por criteriosa audição. O projeto é uma iniciativa das escolas CN Artes e Estúdio Broadway.

Sinopse
Catarina é uma garota bonita, mas possui uma personalidade forte. Seu jeito insensível assusta os garotos que a evitam por ser considerada muito durona, uma verdadeira megera. Já Bianca, sua irmã, é o oposto. Meiga e sensível, ela é a garota mais desejada da Escola WS. Mas o pai das meninas orientou Batista, o irmão mais velho, a não permitir que Bianca namorasse antes de Catarina. E é aí que está o dilema, pois nesse conflito, surge Petrúquio, um garoto do interior que acabou de chegar na escola e aceita a difícil missão de conquistar a megera. Será que ele vai conseguir?

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A Megera Domada – o Musical

Teatro Procópio Ferreira (R. Augusta, 2823 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 60 minutos

06 a 27/10

Sábado – 15h

$70

Classificação Livre

FLORES NA CABEÇA – VIDA E FOTOGRAFIA

O QUE EU FAÇO DA MINHA VIDA ENQUANTO A MINHA MORTE NÃO ACONTECE?

A frase do filósofo Mário Sérgio Cortella é um dos motes da peça “Flores na Cabeça – Vida e Fotografia”, que conta a história de Luciana Cavalcanti, uma menina/mulher, que assim que conseguiu realizar seu maior sonho recebeu uma sentença de morte: um câncer agressivo estava tomando conta do seu corpo e ela teria pouco tempo de vida.

Ao invés de se entregar para a doença, ela luta desesperadamente pela vida, levando a todos uma mensagem de otimismo, esperança a quem já a perdeu e encontrando para si mesma uma razão para continuar respirando ao enxergar prazer nas coisas mais simples.

Seis meses antes de morrer, Luciana deixou um e-mail com todas as instruções para o seu velório para sua grande amiga, Luciana Garcia. Junto com o texto  fez também um pedido “Não deixem que as pessoas me esqueçam”.

Comovida com o drama vivido pela amiga que conhecia desde a adolescência e movida pelo juramento para que ela não fosse esquecida, a atriz e também autora Luciana Garcia decidiu montar um espetáculo que despertasse nas pessoas a vontade de repensar suas vidas: “Não temos certeza de nada nesse mundo, a não ser da nossa finitude. Pensando a morte, acredito que a gente possa entender um pouco melhor o que estamos fazendo de nossas vidas”, disse.

O diretor da peça, Alcides Peixe, que estreia dia 06 de outubro,  optou por montar o monólogo com Luciana Garcia no papel de atriz-narradora conduzindo o espectador em atitude quase confessional e de desnudamento, pois a proposta também é documental. “Assim, de forma intimista, a história vai sendo traçada amparada por elementos visuais de projeções e demais dispositivos físicos e tecnológicos”.

A fotografia também tem um importante papel em “Flores na Cabeça”, promovendo um diálogo sobre vida e memória com questões como qual o papel da fotografia na história de cada um? O que deixamos de legado além da saudade? Um convite a olhar para o outro e falar sobre sentimentos de uma forma que o mundo atual não nos convida mais

Segundo Alcides Peixe: “Numa sociedade cada vez mais desumanizada, efêmera e repleta de ódio com o diferente, se faz necessário reaprendermos a olhar o outro, descobrir o que nos faz iguais, nos identificarmos como seres coletivos e, ao nos depararmos com o semelhante (ou não), nos reconhecermos. A história das Lucianas nos envolve, na medida em que nos percebemos como seres cada vez mais perdidos de nossas raízes e crenças.

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Flores na Cabeça – Vida e Fotografia

Com Luciana Garcia

Teatro Augusta – Sala Experimental (R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração não informada

06/10 até 16/12

Sábado – 21h30, Domingo – 19h

$50

Classificação não informada

O LOUCO E A CAMISA (OPINIÃO)

“O Louco e a Camisa” está em cartaz no Teatro Renaissance, com Rosi Campos/ Patrícia Gasppar, Rainer Cadete, Ricardo Dantas, Priscilla Squeff e Dudu Pelizzari no elenco.

Texto do dramaturgo argentino, Nélson Valente, já foi montado em outros países como Chile, Espanha, França, Portugal e Estados Unidos. Aqui no Brasil, foi dirigido por Elias Andreato e voltou para mais uma temporada, agora no Teatro Renaissance.

Uma família de classe social baixa, composta de um pai machista, uma mãe resignada, uma filha que não aceita a sua realidade e procura a todo custo alguém que a tire daquele meio, mas sem perceber que já está presa naquela teia.

E alheio a tudo – o filho ‘louco’. Mas será? Ou por ser verdadeiro e ‘ver tudo’, consegue enxergar o que seus familiares procuram esconder. E por não saber como se relacionar, sofre.

O elenco está perfeito no papel, mas não tem como não reconhecer o trabalho de Rainer Cadete como Beto, o filho louco. Com uma precisão de gestos, entonação, atuação, conquista a plateia. Transmite o que se passa dentro daquela mente, daquele ser, que por ser verdadeiro demais, incomoda os outros. Um pouco a mais, seria caricato. Do jeito que está, perfeito.

Também não podemos esquecer de Patrícia Gasppar (substituta de Rosi Campos), que vive a mãe. Que ‘inocência’, que sofrimento contido. A dor do abandono extravasa seu corpo e nos atinge em cheio.

Não deixe de assistir. São só mais 05 sessões. Recomendamos.

“O Louco e a Camisa” está em cartaz sextas e sábados ás 21h30 e domingos ás 18h. Termina no próximo dia 16 de setembro.

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O Louco e a Camisa
Com Rosi Campos, Rainer Cadete, Ricardo Dantas, Priscilla Squeff, Dudu Pelizzari e Patricia Gasppar
Teatro Renaissance (Alameda Santos, 2233 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 70 minutos
10/08 até 16/09
Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h
$80/$100
Classificação 12 anos

CANTRIX CANTA GILBERTO GIL

Formado pelas atrizes e cantoras, Renata Ricci, Lívia Graciano, Yael Pecarovich e Luciana Bollina, o grupo “Cantrix” se apresenta no espaço Music Hall do Paris 6 Burlesque, em São Paulo, no dia 05 de setembro.

Reunindo antigas amigas e retomando de forma independente uma história que se iniciou há mais de 10 anos, em um concurso de formação de banda feminina, o grupo, que já passou por algumas formações, se reencontra agora em um novo momento, mas ainda como um quarteto vocal feminino, pouco tradicional e menos ainda formal. Embaladas pelo repertório de Gilberto Gil, a nova proposta, essencialmente feminista, traz este encontro de vozes em um show repleto de história e muita atitude.

Desta vez o grupo vem com um objetivo muito claro em mente: Formar um ‘time’ composto por mulheres para muito além do palco. A atriz e cantora Renata Ricci, que entre idas e vindas é a única a integrar o grupo desde sua formação – e que neste retorno assume também a produção dos shows, deixa claro a importância de buscar por mulheres trabalhando em cada função por trás da cortina, seja ela técnica, criativa ou artística.A maternidade me fez admirar muito mais as mulheres e enxergá-las de uma outra maneira. Comecei então a ficar incomodada por me sentir apenas proclamando o discurso feminista e não fazendo nada efetivo a respeito. Percebi que a melhor maneira de empoderar uma mulher é dando um lugar para ela, diz Renata.

Decididas a encontrar um setlist que tivesse como foco principal um ‘discurso’ musical atual, o processo de imersão em diversas referências logo conectou as cantrizes ao universo de Gilberto Gil, porém despertou nelas uma dúvida pontual: ‘Seguir com o conceito do feminino e apresentar canções de uma potência como Madonna, ícone de luta pela liberdade sexual, ou manter Gilberto Gil e toda a identificação com o momento do grupo?’. A decisão ficou por conta da essência do ícone baiano, que em seu repertório conceitual tem por hábito lançar um olhar delicado sobre as relações e as pessoas, além de seu histórico musical e pessoal com relação as questões de gênero.

Ao longo do show, canções consagradas são costuradas por um enredo cênico, muito mais real do que ficcional, e passível de um bom improviso – o que condiz com o novo ritmo do quarteto, que, fora do palco, encara a vida corrida da mulher que, além de artista, por vezes atua como mãe, filha, esposa e amiga.

E é justamente contando um pouco de si e de suas experiências, que cada uma delas revela sua identidade mais sincera em um show-teatral cheio de música brasileira e feminilidade, e que busca, em tempos de empoderamento, colocar luz de maneira leve sobre questões importantes, saindo do já conhecido discurso e ressaltando aquilo que uma das canções do próprio Gil assegura: “Novo tempo sempre se inaugura…”.

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Cantrix Canta Gil

Com Renata Ricci, Livia Graciano, Luciana  Bollina e Yael Pecarovich

Paris 6 Burlesque | Music Hall (R. Augusta, 2809 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 70 minutos

05/09

Quarta – 21h

$70

Classificação Livre

MARIAS DO BRASIL

Escrito por Marilia Toledo e Rodrigo Castilho, com músicas originais de Chico César e arranjos de Adilson Rodrigues e Fernando Barba, “Marias do Brasil” estreou em Agosto de 2003 no teatro do Colégio Santa Cruz em São Paulo. No elenco, nomes “de peso” como Debora Reis, Nábia Vilella, Daniela Cury, Veridiana Toledo, Yael Pecarovich, Neusa Romano, Juliana Bogus Saad e Silmara Deon além de grandes músicos que tocavam ao vivo.

Em 2004, devido ao enorme sucesso, “Marias do Brasil” estreou no Teatro Villa Lobos no Rio de Janeiro.

Após duas temporadas de casas cheias e público emocionado, o CD do espetáculo com participação de Chico César também no vocal, foi lançado para eternizar as lindas canções do espetáculo.

Em 2018, exatamente 15 anos após a estreia, numa conversa informal, as amigas Fernanda Chamma, Marilia Toledo e Daniela Cury resolveram apostar na remontagem!

Assim, com estreia prevista para 26/08, “Marias do Brasil” ganha nova roupagem com os alunos do Estúdio Broadway. Foram precisas algumas adaptações e criação de novos personagens. A partir daí, os ensaios acontecem a todo vapor.

Sob direção geral de Fernanda Chamma, direção de Daniela Cury (uma das Marias originais) e direção musical de Nick Villa Maior, o universo de Marias está sendo recriado com todos os elementos que tanto emocionaram no passado.

Assim, divididos em 2 elencos num total de 64 crianças e adolescentes, “Marias do Brasil” volta para marcar antigas e novas gerações.

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Marias do Brasil

Paris 6 – Augusta (R. Augusta, 2809 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 60 minutos

26/08 até

Domingo – 13h e 17h

$50

Classificação Livre

O LOUCO E A CAMISA

Texto do argentino Nélson Valente, O Louco e a Camisa está em sua nona temporada na cidade de Buenos Aires, além de já ter ganhado os palcos de outros países como Chile, Espanha, França, Portugal e Estados Unidos.  Sucesso de público e crítica, a peça faz sua segunda temporada em São Paulo com direção de Elias Andreato.

O texto entrelaça temas como a loucura, a convivência familiar, a revelação da verdade e a violência doméstica, ao retratar um pai violento e severo. O público se depara com uma família distorcida e marcada pela convivência hipócrita entre eles, que se esforçam para esconder a existência de um “louco” (o filho) e suas ideias aparentemente malucas.

No decorrer do espetáculo, percebe-se que o “louco” é, na verdade, o mais são entre os integrantes da família, pois é fiel e íntegro aos seus valores. O único com percepção real e verdadeira. Desta forma, a comédia se dá em contraponto ao drama vivido com esses conflitos familiares, pois os personagens naturalmente se metem em situações cômicas para solucionar seus problemas.

É importante estar em constante discussão sobre as diferenças e estimular a tolerância e o respeito ao próximo. Neste espetáculo retratamos distúrbios de personalidades e relacionamentos, e isso serve para pôr uma lupa em nós mesmos e fazermos uma autoanálise do quanto somos permissivos e complacentes com certas situações”, comenta Priscilla Squeff, idealizadora do projeto no Brasil, ao lado dos sócios Leandro Luna e Danny Olliveira. Os produtores assistiram ao espetáculo em Buenos Aires e, cada vez mais, acreditam na importância deste intercâmbio cultural.

 

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O Louco e a Camisa

Com Rosi Campos, Rainer Cadete, Ricardo Dantas, Priscilla Squeff e Dudu Pelizzari

Teatro Renaissance (Alameda Santos, 2233 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 70 minutos

10/08 até 16/09

Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h

$80/$100

Classificação 12 anos

*Não haverá sessões no dia 17 de Agosto*

*Sessão com tradução de libras e audiodescrição dia 19 de agosto*

O JULGAMENTO DE SÓCRATES

Aos 50 anos de carreira, e quase 70 de vida, Tonico Pereira sobe ao palco do Teatro Nair Bello com a comédia filosófica – O julgamento de Sócrates – a partir de 21 de julho. Em turnê pelo Brasil, solo é sucesso de crítica e público e marca a carreira de Tonico que interpreta seu primeiro monólogo. Em cena, interpreta um dos fundadores da filosofia ocidental cuja adaptação assinada por Ivan Fernandes, da obra ‘Apologia de Sócrates’, do filósofo e matemático Platão, dramatiza a defesa de Sócrates, no julgamento que o condenou à morte por envenenamento.

O texto, por ser um dos primeiros grandes casos na história em que um homem foi condenado por ter ideias diferentes da sociedade, debate a liberdade de expressão e o pensamento no mundo contemporâneo. As sessões acontecem aos sábados, 21h e aos domingos, 19h,  com temporada até dia 9 de setembro.

No palco, Sócrates defende suas ideias, mas, acima de tudo, o direito de tê-las. Para Tonico, o espetáculo é um “antiteatro”, ou seja, não é um espetáculo cheio de glamour, e sim uma troca de ideias com figurino, cenário e trilhas simples. É essencialmente artesanal, sem muitos recursos. Mas isso “é a essência do teatro”. Afirma

Para o autor, Ivan Fernandes, a inspiração veio da ideia de se falar dos tempos atuais. “Não queria falar diretamente sobre isso, até porque muitas pessoas estão sem distanciamento. Então, me ocorreu falar que tudo que se tornou em um grande julgamento”.

O Julgamento de Sócrates

Com Tonico Pereira

Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 50 minutos

21/07 até 09/09

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 12 anos