SE EXISTE EU AINDA NÃO ENCONTREI

Em Se Existe Eu Ainda Não Encontrei, os personagens viscerais do dramaturgo britânico Nick Payne mostram como as pessoas, mesmo que estejam preocupadas em salvar a humanidade, encontram subterfúgios para fugir dos problemas íntimos na própria casa. Nesse contexto, os filhos são muitas vezes negligenciados por seus pais.
 
É o que acontece com a adolescente Anna (papel de Liv Zieze), que está acima do peso e, por isso, tem sofrido  com o bullying de seus colegas de classe. Ignorada pelos pais, ela caminha, de decepção em decepção, para a beira do abismo. 
 
Enquanto a filha enfrenta os desafios dessa turbulenta fase da vida, o ambientalista George (papel de Leopoldo Pacheco) está obssessivamente envolvido com seu livro sobre as emissões de carbono na atmosfera. Já sua mulher Fiona (interpretado por Helena Ranaldi) usa seu novo musical, que está prestes a estrear na escola, como pretexto para fugir das questões conjugais e da doença degenerativa de sua mãe. 
 
A velocidade dos acontecimentos na vida contemporânea é responsável por essa incomunicabilidade entre pessoas próximas, acredita o diretor Daniel Alvim. “O mundo parece girar mais rápido. Parece que temos menos tempo para tudo, mesmo sem sabermos por que precisamos correr tanto?! Temos a impressão de um atropelamento constante. As pessoas tentam se salvar e, talvez, seja por isso que não enxergam o outro. É uma luta individual e solitária”, esclarece.
 
As barreiras existentes nessa família são ressaltadas com a chegada de Terry (interpretado por Luciano Gatti), o irmão mais jovem e disfuncional de George, um beberrão boca suja apaixonado por uma mulher comprometida. Esse personagem desestruturado é responsável por revelar as relações dilaceradas na família. “Acho que Terry, por ser fruto dessa geração que navega na instabilidade do tempo atual, tem mais compreensão e entendimento sobre o agora. Talvez seja por isso que enxergue além”, comenta Alvim.
 
O cotidiano aparentemente simples desse pequeno núcleo evoca, no entanto, uma série de temas contemporâneos relevantes, como sustentabilidade, bullying, incomunicabilidade e aquecimento global, que são discutidos com um tom dramático, mas temperado com o conhecido humor britânico.
 
SEEANE_proscila_prade_02
Se Existe Eu Ainda Não Encontrei
Com Helena Ranaldi, Leopoldo Pacheco, Luciano Gatti e Lyv Ziese
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073, Cerqueira César – São Paulo)
Duração 90 minutos
30/09 até 10/12
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50
Classificação 16 anos

BRUTA FLOR

Sucesso de público e de crítica, “Bruta Flor”, peça que provoca o espectador a refletir sobre homoafetividade e preconceitos nas relações amorosas, retorna ao cartaz, em curta temporada, no Teatro Augusta, às sextas-feiras dos meses de agosto e setembro.  A peça estreou em novembro de 2016 e ficou em cartaz por oito meses, em temporadas distintas, no Viga Espaço Cênico e no Teatro Augusta.

Texto denso e potencialmente polêmico, que trata da homofobia internalizada e sua possível consequência trágica, despertou o interesse do ator Marcio Rosario em assumir a direção e a produção do espetáculo. “O tema não poderia ser mais atual: o Brasil vive uma onda de intolerância contra a diversidade sexual”, diz Rosario.

O drama de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando de Barros aborda o relacionamento de dois homens, Lucas e Miguel, que se reencontram e começam a relembrar a trajetória deles, desde a adolescência. Miguel vai estudar em Londres e Lucas se casa com Simone, sua namorada desde o colégio, e lutam para realizar o grande sonho dele: ser pai. Após 12 anos, Miguel e Lucas se reencontram no metrô. Um reencontro que traz à tona sentimentos até então desconhecido para ambos. A relação vai ganhando contornos dramáticos, envolvendo a aceitação da sua própria  homossexualidade.

A peça tem trilha sonora de Cida Moreira e efeitos sonoros de Pedro Lemos, cenário de Reinaldo Patrício e figurinos de Amir Slama.

A realização fica a cargo da produtora de cinema, Três Tons Visuais e tem Produção Executiva de Daniel Chiarelli, projeto gráficos de Angel Jackon e William Rucci e Fotografia de Ronaldo Gutierrez.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Bruta Flor
Com Adriano Arbol, Érika Farias e Willian Tucci
Teatro Augusta (Rua Augusta 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 80 minutos
04/08 até 29/09
Sexta – 21h30
$70
Classificação 16 anos

O NOME DO SHOW VOCÊ DECIDE

Matheus Ceará volta ao Comedians para uma pré-temporada de seu novo show, com estreia prevista para 2018.

Em “O Nome do Show Você Decide”, Matheus Ceará traz novas piadas e  novos quadros, como o ventríloquo humano, que conta com a participação de alguém da plateia, e o  boneco Matheus Ceará ventríloquo, que faz uma referência divertida a sua perda de peso recente.

A risada é garantida.

O público que for ao Comedians durante toda a temporada será convidado a sugerir um nome para o novo show.

Na última apresentação do ano, no dia 5 de dezembro, o humorista vai revelar o nome escolhido.

 Em uma atitude inédita nos palcos de São Paulo, o autor do título vai ganhar um carro no valor de R$ 20.000, um presente de Matheus Ceará e da A3 Rastreadores.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O Nome do Show Você Decide
com Matheus Ceará
Comedians (Rua Augusta, 1.129 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 70 minutos
05/09 até 05/12
Terça – 21h
$45
Classificação 16 anos

VIRILHAS (OPINIÃO)

Se fosse nos anos 50, uma boa trilha para a peça “Virilhas” seriam as músicas de Dolores Duran e Maysa, e uma dose de whisky para essa sessão de terapia no teatro.

Mas nos tempos atuais, em que as relações começam e acabam por meio de aplicativos, ninguém mais está preocupado em saber o porquê a relação acabou. Será?

Virilhas” é uma peça de Alexandre Ribondi que aborda o final de relacionamento. Em um quarto, trancados, está um ex-casal de namorados. Ambos se reencontraram após 12 meses e 9 dias. Novamente a química sexual funcionou e ambos transaram. Só que para Neto foi só tesão; para Thiago, ainda resquícios do amor.

Enquanto conversam, Thiago quer saber o motivo pelo qual foi abandonado pelo outro. Mas Neto não sabe explicar – acabou porque acabou. O primeiro não satisfeito fica insistindo para saber do porquê, e vai mais além, quer saber sobre o que o outro fez enquanto estiveram separados. E por aí vai a peça, até que há uma reviravolta na última parte (sem spoilers).

 

Sob a direção de Rafael Salmona, Neto Mahnic e Thiago Schreiter conseguem imprimir os altos e baixos dos seus personagens – o sentimento de carinho, o ataque de fúria, a raiva, o abandono, além do que, há uma boa química entre os dois.

O texto de Ribondi, com as atuações de Neto e Thiago, faz com que em momentos você consiga se identificar mais com um, para de repente, ter uma identificação – ou seria compreensão? – pelo outro.

O cenário é limpo. Há uma cama no centro do palco e quatro panos de tecido estendidos do teto ao chão do palco. Dois supostamente seriam os boxes do banheiro (dedução pelas fotos de divulgação), e os outros dois panos como espelhos, onde os personagens realmente se desnudam quando estão por trás dos mesmos (pelo jogo de luz, só vemos as silhuetas).

A peça será vista de forma diferente para cada um da platéia. Depende se você está em um relacionamento; se já abandonou ou se foi abandonado; se viveu as ‘sete fases do luto’; se conseguiu virar a página e está em outra. (Fomos em três assistir a peça e cada um teve o seu ponto de vista no final. E o bacana é que o texto não fala quem está certo ou errado. Cada um tem sua experiência de vida.)

“Virilhas” está em cartaz no Teatro Augusta – Sala Experimental, nos finais de semana até outubro.

20992750_1863694567282221_3523791346016959995_n

Virilhas
Com Neto Mahnic e Thiago Schreiter
Teatro Augusta – Sala Experimental (Rua Augusta, 943 – Cerqueira Cesar, São Paulo)
Duração 50 minutos
25/08 até 01/10
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60
Classificação 18 anos

GOD

Quando alguma coisa está errada, pode confiar: Deus toma as devidas providências. E dessa vez, o Todo-Poderoso, Rei do Universo, autor do espaço e do tempo decide vir à Terra pessoalmente… ou quase isso. Cansado dos Dez Mandamentos e de toda a incerteza que eles vêm gerando à humanidade, o criador toma forma através de Miguel Falabella para propor novas leis e esclarecer qualquer mal-entendido a seu respeito.

No espetáculo, ele e seus dois arcanjos dedicados, Miguel (Magno Bandarz) e Gabriel (Elder Gattely), respondem a algumas das questões mais profundas que têm atormentado a humanidade desde a Criação, em apenas 90 minutos. De uma forma muito particular, o Deus de Falabella vem para arrancar muitas risadas do público e desvendar os maiores segredos do universo ou, pelo menos, do Brasil. Afinal, Deus não é brasileiro?

De David Javerbaum, vencedor de Emmy Award Winner, o aclamado e premiado “GOD” fez um enorme sucesso na Broadway, sendo definido pelo jornal The New York Times como “delirantemente, divinamente engraçado”. No Brasil, o espetáculo chega ao público pelas mãos de Miguel Falabella que, além de interpretar o personagem principal, assina a versão brasileira e a direção. A codireção é de Fernanda Chamma.

O altíssimo vem aos seus em uma versão bem mais “moderninha”, com direito à Bíblia em formato iPad, sabendo tudo sobre corte de gordura trans e glúten, e sem paciência para política. Dentre os mandamentos repaginados, estão “Honrarás teus filhos”, “Separar-me-ás do Estado” e “Não me dirás o que devo fazer” – todos peculiarmente muito bem explicados e fundamentados.

GOD_CreditoDanielChiacos00070.jpg

God
Com Miguel Falabella, Magno Bandarz e Elder Gattely
Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823 – Cerqueira Cesar, São Paulo)
Duração 90 minutos
18/08 até 24/09
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$90/$150
Classificação 14 anos

 

VIRILHAS

Amor ou paixão? Relacionamento ou conveniência? As reflexões para tais respostas poderão ser avaliadas pelo público no inédito texto de “Virilhas”, de Alexandre Ribondi, com estreia no próximo dia 25 de agosto, no Teatro Augusta – Sala Experimental. Com direção assinada por Rafael Salmona, a montagem encenada por Neto Mahnic e Thiago Schreiter chega pela primeira vez ao tablado sendo marcada por sensualidade, erotismo, solidão e desejos.

Em cena dois corpos aprisionados em um cômodo de apartamento. Dois homens com vontades opostas: um quer ir embora, esquecer o que aconteceu e o que sentiu. O outro, por acreditar que “um coração nunca se cura do amor”, quer ficar. Durante cerca de 50 minutos, os dois usam todos os recursos que têm, inclusive seus corpos e sua sexualidade, para conseguirem o que querem.

Trancados dentro de um banheiro do apartamento, ambos convivem com os dilemas do fim de relacionamento, ciclos que se fecham, amores líquidos e a eterna superficialidade de quem vai embora sem nunca ter ficado. Juntos, buscam a liberdade, a vingança amorosa, o gozo sexual e a felicidade – mesmo que cada um queira ser feliz à sua maneira.

Qualquer pessoa que já tenha passado pela experiência de compreender que amar não basta para estar junto também pode saber o que é interromper a raiva para se jogar nos braços do outro. Isso é o que vazem esses dois homens dentro deste apartamento”, pontua o autor. “Se uma pessoa tem o direito de ir embora é, claro, que a outra tem todo o direito de impedi-la”, completa.“

De acordo com o diretor da montagem, a peça acima retrata a violência com que o amor vai embora. “É um reflexo bem atual sobre a forma como levamos os relacionamentos. As pessoas entram e saem da vida das outras como trocam de roupas. Para dar mais realidade e profundidade a montagem da peça, inserimos vivências dos próprios atores, sobre o tema, nas palavras das personagens”, sintetiza Rafael Salmona.

Em algum momento da vida nos apaixonamos e quisemos deixar alguém. A peça é muito atual e levará a público a grandes reflexões”, pontua Neto Mahnic. “A peça não possui vilões ou mocinhos. A temática é crível, é real. O texto fala sobre relação e o melhor do modo que é visto hoje, onde tudo é meio efêmero”, completa o jovem ator Thiago Schreiter.

unnamed

Virilhas
Com Neto Mahnic e Thiago Schreiter
Teatro Augusta – Sala Experimental (Rua Augusta, 943 – Cerqueira Cesar, São Paulo)
Duração 50 minutos
25/08 até 01/10
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60
Classificação 18 anos

BONITA, RICA E TRIPOLAR

A comédia “Bonita Rica e Tripolar”, com texto e direção de Roberto Bento, estreia dia 01 de julho, 21h 30, no Teatro Augusta, Sala experimental. A temporada vai até setembro.

Quatro atores, oito personagens, num espetáculo onde o público logo se identifica, pois, retrata de cara o cotidiano da sua, da minha, das nossas vidas: um marido intelectual submisso; uma esposa tripolar, mas apaixonada; ummordomo que “se acha”; um empresário amigo; um investidor salvador da Pátria; uma sogra que vou te contar e um narrador que quer a todo custo ser o protagonista dessa estória… Isto é, “Bonita, Rica e Tripolar! ” 

Com uma pitada Brechtiniana, as situações além de cotidianas, ainda são amarradas por um narrador que se acha o diretor da vida das personagens, e, quem não é tão Guilherme, ao ponto de se colocar na submissão pelo simples fato de evitar brigas? E quem não tem um pouco da Ema Rita, a “tripolar”, que faz e desfaz?

Participação áudio com voz de-Thalita Drodovisk .

Este slideshow necessita de JavaScript.

Bonita Rica e Tripolar
Com Jose Negreiros, Flávia Mercadante, Alexandre Luz, Juliana Mascaliovas
Teatro Augusta (R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 70 minutos
01/07 até 01/10
Sábado – 21h30; Domingo – 19h30
$60
Classificação 12 anos