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Os famosos relatos de Anne Frank, a garota judia alemã que viveu refugiada durante toda a Segunda Guerra Mundial, serviram para inspirar a Cia. Arte-Móvel ao discutir a questão dos refugiados na peça N. O espetáculo que tem duas apresentações gratuitas nos dias 23 e 24 de junho, na Galeria Olido, às 20h e às 19h, respectivamente.

Com concepção e direção de Otávio Delaneza, a peça retrata acontecimentos recorrentes a vida de tantas pessoas que fogem de seus países em busca de condições para existir.

Em um universo cheio de poesia, a montagem cria uma reflexão sobre a condição de vida refugiada e sobre como as pessoas são “nada”, “ninguém” ou “nenhum” ao longo de suas existências. Basta que não sejam aceitas, que não tenham a liberdade de existir como são para que o silêncio do refúgio aconteça.

Arte-Móvel especializou-se na mescla de linguagens entre o corpo expressivo, a interpretação e o teatro de animação e objetos. São artistas que buscam o potencial transformador da arte. E, por meio de projeto como estes, encontram mecanismos de democratizar o acesso a cultura de forma potente e eficaz.

O espetáculo é uma das atrações do projeto “Por um Estado de Liberdade”, contemplado pelo edital ProaAC 02/2017 – Concurso de apoio a projetos de circulação de espetáculos de teatro. A iniciativa prevê a circulação da peça pelas 11 cidades de São Paulo que receberam o maior número de refugiados estrangeiros até 2015, destacando histórias marcadas pela imigração oriunda de guerras.

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N

Com Gabriel Mazon, Lays Ramires e Matheus Luis

Galeria Olido – Sala Paissandú (Avenida São João, 743, 2º andar – Centro, São Paulo)

Duração 55 minutos

23 e 24/06

Sábado – 20h, Domingo – 19h

Grátis (ingresso com uma hora da sessão)

Classificação Livre

Informações: facebook.com/ciaArteMoveldeTeatro/ ou (19) 99263.7088

REFÚGIO

Com direção e dramaturgia de Alexandre Dal Farra, o espetáculo Refúgio estreia no Sesc Bom Retiro, dia 22 de junho, sexta-feira, às 21h. No elenco estão Marat DecartesFabiana GugliAndre Capuano Carla Zanini e Clayton Mariano.

Em um contexto aparentemente cotidiano, algumas pessoas começam a ir embora, não se sabe para onde nem para quê. Uma mulher procura entender o que está acontecendo, seu marido a acompanha nesta busca. O mundo ao redor deles caminha para uma completa desestruturação, e ela mergulha cada vez mais em uma angústia sem solução, até que tudo se transforma em algo completamente novo e estranho.

Na trama, nada se explica completamente. A linguagem lacunar das personagens não se deve às suas características psicológicas, mas sim a uma indefinição objetiva da própria realidade. A peça flerta com o ambiente do Cinema Noir de diretores como Alfred Hitchcock e com o Teatro do Absurdo de Samuel Beckett. “Se existiu um teatro do pós-guerra, que tentava dar conta da experiência catastrófica da guerra, aqui é como se estivéssemos olhando para a possibilidade de um conflito iminente, como um ‘teatro pré-guerra’. O texto fala de um mundo que se acabou, de um momento histórico em que a esperança de um capitalismo com face humana caiu por terra”, comenta Dal Farra.

A ideia é explorar em cena duas concepções diferentes de refúgio para discutir a desestruturação simbólica do cotidiano. “Tratamos da ambiguidade entre dois sentidos da palavra refúgio: uma opção de fuga de um lugar em que não se quer/pode ficar ou como um espaço em que se fica para fugir de uma situação. É por causa desse sentido amplo que o refúgio se dá em um ambiente aparentemente cotidiano. N0ão se trata de uma guerra ou algo destrutivo, mas sim de uma espécie de desagregação sutil da estrutura do próprio cotidiano”, explica o autor.

Para criar esse ambiente, a iluminação e a cenografia transmitem ao espectador uma sensação de espera em um lugar entre dois mundos. “Essa casa vai diminuindo até chegar a prensar as personagens até que eles quase não caibam ali. A música também ajuda a reproduzir essa sensação de crescente claustrofobia. Os figurinos sugerem certa violência e um ambiente belicoso de maneira sutil e algo subterrânea, que tensiona as características reais das personagens, dando sinal da tensão que sustenta a peça como um todo”, acrescenta.

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Refúgio

Com Fabiana Gugli, Marat Descartes André Capuano, Carla Zanini e Clayton Mariano.

Sesc Bom Retiro (Alameda Northmann, 185 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 75 minutos

22/06 até 29/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$30 ($9 – credencial plena)

Classificação 14 anos

 

O ÚLTIMO CAPÍTULO

Depois de uma turnê em 15 cidades e várias temporadas no Rio de Janeiro, chega a São Paulo a comédia O Último Capítulo, com os atores Mariana Xavier (que recentemente interpretou a personagem Biga em “A Força do Querer” e participou dos filmes “Minha Mãe é uma Peça I e II” e “Gostosas, Lindas e Sexies”, e das novelas “I Love Paraisópolis” e “Além do Horizonte”, além do programa “Vídeo Show”) e Paulo Mathias Jr. (ator do programa humorístico “Zorra” e ex-apresentador do programa infantil “TV Globinho”). O espetáculo fica em cartaz no Teatro Itália, entre 13 de julho e 2 de setembro, com sessões às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 18h e às 21h; e aos domingos, às 18h.

SINOPSE

A peça conta a história de um casal em crise: Berenice, uma romântica e sonhadora diarista apaixonada por novelas, e Dagoberto, um desempregado crônico fanático por futebol. Berê chega do trabalho ansiosa para curtir o último capítulo de sua novela preferida, mas um repentino apagão acaba com seus planos de acompanhar o desfecho do folhetim. Nossa história se passa num tempo em que não há celular, nem internet: resta ao casal, então, conversar.

O público acompanha uma divertida e dramática DR (Discussão de relação) de um casal que se ama, mas que acha que chegou a hora de se separar. Por meio de flashbacks, Berenice e Dagoberto vão reavaliando sua relação e chegam à conclusão de que seu casamento também é uma grande novela, e que também pode estar no último capítulo.

Escrito por Alexandre Morcillo e Clóvis Corrêa e dirigido por Márcio Vieira (premiado pela direção do espetáculo “Favela” e assistente de direção de “Andança – Beth Carvalho – O musical”), O Último Capítulo comemora a oportunidade dos amigos Mariana e Paulo, declaradamente fãs um do outro, trabalharem juntos.

Mariana Xavier é idealizadora do projeto e assina a produção junto com Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. Apesar de ter se tornado conhecida do grande público por meio da TV e do cinema, o teatro é seu berço artístico e ela se diz muito feliz por voltar aos palcos, especialmente numa comédia para todas as idades e classes sociais: “tenho muito orgulho de fazer uma peça que não tem um mísero palavrão, não tem uma baixaria sequer, e ainda assim faz a platéia passar mal de rir”, diz.

O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e patrocinado pela Marisa, a maior rede de moda feminina e lingerie doBrasil. Após várias temporadas no Rio, O Último Capítulo segue para São Paulo, no Teatro Itália, tudo sob a realização da Trampo Produções Culturais, da WB Produções e da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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O Último Capítulo

Com Mariana Xavier e Paulo Mathias Jr. Stand in Paulo Mathias: Cleber Salgado

Teatro Itália (Avenida Ipiranga, 344, Consolação – São Paulo)

Duração 70 minutos

13/07 até 02/09

Sexta – 21h, Sábado – 18h e 21h, Domingo – 18h

$50

Classificação 10 anos

*Aos sábados, após a apresentação das 18h, haverá bate-papo dos atores com o público!

**O espetáculo tem acessibilidade para a comunidade surda! Teremos intérprete de libras nas sessões de domingo às 18h!

AQUI JAZ HENRY

Espetáculo solo de Renato Wiemer,  com direção artística de Kika Freire, o monólogo Aqui Jaz Henry reestreia no Teatro Eva Herz, com sessões aos sábados, às 21h e domingos, às 19h.

Com figurinos de Claudio Tovar e visagismo de Leopoldo Pacheco, o espetáculo conta a história de um homem que acabou de morrer e tenta explicar uma série de fatos sobre a existência humana. Nem ele mesmo sabe o que é verdade – e nem teria como saber – pois mente a respeito tudo, até sobre a própria mentira.

Renato Wiemer traduziu a escrita polissêmica do autor canadense Daniel MacIvor (conhecido no Brasil pelas peças In On ItA Primeira Vista e Cine Monstro). “MacIvor tem uma maneira especial de escrita, uma dramaturgia não linear, meio ‘torta’, dissonante, mas que faz todo o sentido. Henry fala e se relaciona o tempo todo com a plateia. Quebrando a ‘quarta parede’ o espetáculo transporta o espectador para dentro da sua narrativa,” fala Wiemer.

A paixão do ator pelo estilo de MacIvor surgiu quando assistiu a uma montagem da peça In On It. “Minha experiência ao testemunhar a escritura dramatúrgica e a riqueza impressa do texto me trouxe a certeza que não me interessava qual história contar, mas sim, como contá-la. Nada importa para além do que é dito. Mesmo que sejam mentiras”, completa.

O texto do espetáculo foi concebido em um workshop ministrado pela Da Da Kamera Cia. de Teatro no Festival Antigonish, e sua primeira montagem aconteceu no Six Stage Festival, no Buddies In Bad Times Theatre, em Toronto. A montagem brasileira estreou em outubro de 2017 no Teatro Pequeno Ato.

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Aqui Jaz Henry

Com Renato Wiemer

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 65 minutos

09/06 a 29/07

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 16 anos

 

FÁBULAS DE UM SÓTÃO

O espetáculo Fábulas de um Sótão conta a história de Arthurzinho, um garoto que vai ter que mudar da casa onde mora, por decisão de seus pais. Numa tentativa de impedir isso, ele se esconde no sótão com seu amigo Lotti e os dois acabam trancados. No meio de um monte de objetos antigos guardados, encontram um rádio e um pião que, usados simultaneamente, provocam uma viagem no tempo-espaço que trará direto do futuro para o presente Arthurzão – o Arthurzinho já adulto. Dirigida por César Baptista, cria dos diretores Antunes Filho e Gabriel Vilela, o espetáculo está em cartaz no Teatro Alfa.

Ao arriscar mandar Arthurzão de volta para o futuro, sem querer, Arthurzinho e Lotti acabam indo para diferentes períodos da história e descobrindo brinquedos e brincadeiras esquecidas pelo tempo. Juntos, eles descobrem de que forma uma pipa, um catavento, uma amarelinha, um estilingue e tantos outros brinquedos estão conectados com Faraó Quéfren, com Napoleão Bonaparte ou até com índios canibais do Brasil.

No palco, Eduardo Tocha, Filipe Peña, Haroldo Joseh, Renato Cruz e César Baptista dão vida aos personagens dessa história em que um simples pião, usado no Egito Antigo como instrumento de premonição para adivinhar o futuro, ajuda a compor a máquina do tempo de nossos heróis. “Descobri junto com os atores que os brinquedos deveriam ter participação ativa na peça, como personagens que interferissem na história e no destino das coisas e dos fatos”, afirma César Baptista, diretor da montagem.

Usando brinquedos que foram bem mais presentes na infância dos pais das crianças de hoje como fio condutor, e tendo como fonte de pesquisa o livro A História do Brinquedo, de Cristina Von, Fábulas de um Sótão mostra que nem tudo é descartável. “Essa peça não pretende resgatar as coisas ‘velhas’, quer, sobretudo, mostrar que a preservação da memória – de bens materiais e imateriais – pode ser um instrumento fundamental como ideia de formação de cidadania e, consequentemente, para construção de uma nação. E que brincadeira melhor se não a de viajar no tempo-espaço para lidar com a memória?”, completa Baptista.

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Fábulas de um Sótão

Com César Baptista, Eduardo Tocha, Filipe Peña, Haroldo Joseh, e Renato Cruz

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 60 minutos

09/06 até 01/07

Sábado e Domingo – 17h30

$40

Classificação 6 anos

A BRUXA MORGANA CONTRA O INFALÍVEL SENHOR DO TEMPO

A personagem Bruxa Morgana, famosa na TV com a atriz Rosi Campos, há anos, conquista os corações de crianças, jovens e adultos. Desta vez, a feiticeira comemora seu aniversário bruxesco em uma grande festa no espetáculo A Bruxa Morgana Contra O Infalível Senhor Do Tempo. A temporada está em cartaz no Teatro Porto Segurocom sessões aos sábados e domingos, às 15h.

A Bruxa Morgana (Rosi Campos) sempre soube que tinha seis mil anos de idade, mas porque ela nunca envelhece, devido à imagem que vê no espelho, ela decide investigar quantos anos tem e juntamente com seus sobrinhos Lucrécia (Ana Guasque) e Lourival (Pedro Brandi), pede auxilio ao Deus do Tempo Khronus (Tadeu Di Pyetro) para descobrir sua verdadeira idade e então poder celebrar com todos os amigos bruxos sua festa de aniversário. Porém, por conta de um conflito antigo com Khronus, ela terá que vencer um grande desafio e contará com a ajuda de  sua tia Tia Malu (Suzan Damasceno) e de personagens históricos como Einstein, Galileu Galilei e Leonardo da Vinci.

O público é convidado a participar de uma grande celebração, onde as crianças da plateia que estiverem aniversariando, também serão agraciadas com o “Parabéns a Você”. O espetáculo une cultura, história, aventura, mistério, desenvolvendo a sensibilidade, o conhecimento e valores humanos de fundamental importância como: companheirismo, solidariedade, amor e união.

Rosi Campos e o Teatro Grafitti Produções desenvolvem espetáculos da Bruxa Morgana, como A Saga da Bruxa Morgana e o Enigma do Tempo, de Cláudia Borioni, Bruxa Morgana e a Criação do Mundo e Bruxa Morgana e a Família Real. A feiticeira mais amada do Brasil tem espaço garantido no coração das crianças, jovens e adultos, perpassando gerações.

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A Bruxa Morgana Contra o Infalível Senhor do Tempo

Com Rosi Campos, Ana Guasque, Pedro Brandi, Suzan Damasceno, Tadeu Di Pyetro e Cleber Tolini.

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 75 minutos

09/06 até 29/07

Sábado e Domingo – 15h

$40/$50

Classificação Livre

 

 

ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE

Até que a Morte os Separe” estreia no dia 30 de junho no TEATRO C.A.S.A. – Casa Aguinaldo Silva de Artes.

A peça faz um retrato do casamento atual comparado com textos de Martins Pena, através de suas histórias, formas, figuras e mitos… O texto mostra os prós e contras do casamento na visão atual junto à de Martins Pena em sua época. Casamento é tudo igual, meu senhor? Sim e não, depende dos olhos de quem vê… Mas as personagens, figuras, e dilemas são sempre iguais: as sogras, as noivas, os noivos, os maridos, as discussões e o bom humor.

Assim como os sofrimentos, então aguente essas figuras até que a morte os separe. Mas você pode se separar, se revoltar, matar ou viver feliz para sempre, depende da noiva, do noivo ou da família de ambos, o duro é conviver com tudo isso! Mas o fato é que o casamento não é uma instituição falida e nos rende cada vez mais ótimas histórias. Garantindo risos e lágrimas pra sempre.

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Até que a morte os separe

 Com André Lino,   Angela Valentin, Beatriz Nominato, Fernanda Mélick, Gabriela Favaretto, Gustavo Vieira, Joselle Carvalho, Luiz Vitor Oliveira, Marina Honda, Mario Möhrle, Thaís Almeida

TEATRO C.A.S.A. – Casa Aguinaldo Silva de Artes (Rua Major Sertório, 476 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 60 minutos

30/06 até 29/07

Sábado – 21h, Domingo – 18h

$40

Classificação 14 anos