ROMEU E JULIETA

A mais famosa história de amor de todos os tempos vai virar musical. A adaptação “Romeu e Julieta”, em formato inédito no país para o clássico de William Shakespeare, chega ao palco do Teatro Riachuelo Rio no dia 9 de março. Com direção de Guilherme Leme Garcia (Um Pai – Puzzle), o roteiro musical do espetáculo é composto por 25 canções do repertório de Marisa Monte, como “Amor I Love You” e “Um Só”, que ficou conhecida através do projeto Tribalistas. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Circuito Cultural Bradesco Seguros, o espetáculo é assinado pela Leme Produções Artísticas, em parceria com a Aventura Entretenimento e patrocínio da Riachuelo.

Contamos com uma equipe de criadores incríveis para encantar o público, contando a história trágica do amor de dois jovens, obra imortal da literatura”, comenta Aniela Jordan, sócia-diretora da Aventura, ao lado de Fernando Campos, Luiz Calainho e Patrícia Telles.

A tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária do inglês, conta a história de dois adolescentes apaixonados cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. A obra é uma das mais levadas aos palcos do mundo inteiro e hoje o relacionamento dos protagonistas é considerado como o arquétipo do amor juvenil.

Histórias de amor sempre têm um lado melancólico, triste, mas, como todos sabem, Romeu e Julieta é a mais bela história de amor que já existiu“, comenta o diretor. “Eu assisti uma montagem do Antunes Filho há 30 anos, em São Paulo, e desde então fiquei totalmente emocionado. Sempre quis falar de Shakespeare para os jovens e trazer essa galera nova para o teatro, então pretendemos fazer um espetáculo atemporal, que mistura o texto de 1500 com a música dos anos 2000, além de um figurino e um cenário que circulam entre esses tempos”.

Para viver o jovem e apaixonado casal, estarão em cena Bárbara Sut (Rio Mais Brasil – O Nosso Musical) e Thiago Machado (Cazuza, Rent, Rocky Horror show, Cantando na Chuva). O elenco traz ainda nomes como Ícaro Silva (Rock in Rio – O Musical, Simonal, Elis, a Musical), no papel de Mercuccio, Pedro Caetano (Rei Leão, Les Misérables), Bruno Narchi (Rock in Rio – O Musical, Cazuza, Cinderella, Rent), Stella Maria Rodrigues (Cristal Bacharat, Cazuza, Emilinha), Claudio Galvan (Família Addams, Garota de Ipanema – O Amor É Bossa), Kacau Gomes (Rock in Rio – O Musical, Beatles num céu de diamantes, O médico e o monstro, Les Misérables) e Marcello Escorel (A Grande Viagem do Doutor Tchecov, Cheiro de Chuva, Vaidades e Tolices).

É uma personagem que já não imaginava fazer. Teve uma peça na escola que me colocaram para fazer a Ama. Todas as meninas fizeram a Julieta, mas eu era muito alta. Teoricamente eu também não tenho o perfil do que se espera de Julieta, né? Itália medieval, uma Julieta negra? Por isso também me sinto muito honrada de ter essa oportunidade, é um papel que eu pensava ser meio inacessível para mim“, confessa Bárbara. 

Já conhecido de musicais como “Cantando na chuva”, Thiago comenta sua primeira vez ao interpretar um texto de Shakespeare: “Eu acho que todo ator não só almeja, mas tem que viver pelo menos uma vez o teatro Shakespeariano. E contar a história do Romeu com a Julieta, que é a maior história de amor que tem, ainda mais na linguagem do teatro musical, vai ser uma aventura muito grande!“.

A escolha do repertório veio com naturalidade. “Quando comecei a pensar no espetáculo ele não era nem musical, na verdade. Mas, toda vez que eu ouvia Marisa, eu pensava ‘Nossa, essa canção ficaria tão linda nessa cena’. Quando o Gustavo Gasparani, que entrou para fazer o processo de criação, propôs que o espetáculo fosse inteiro com músicas da Marisa, topei na hora!”, conta Guilherme.

Sou muito próximo da Marisa e o meu universo se aproxima muito do dela”, comenta Gasparani. A ideia teve o aval de Aniela Jordan: “As canções casam como se tivessem sido escritas para a peça”, completa.

Romeu & Julieta” é a vigésima quinta produção da Aventura Entretenimento em 10 anos de estrada.

 Romeu e Julieta - Foto Fernando Torquatto

Romeu e Julieta
Com Bárbara Sut, Thiago Machado, Ícaro Silva, Stella Maria Rodrigues, Claudio Galvan, Marcello Escorel, Kacau Gomes, Bruno Narchi, Pedro Caetano, Diego Luri, Kadu Veiga, Max Grácio, Neusa Romano, Franco Kuster, Gabriel Vicente, Laura Carolinah, Luci Salutes, Saulo Segreto, Thiago Lemmos, Vitor Moresco, Gabi Porto, Santiago Villalba, Daniel Haidar e Natália Glanz.
Teatro Riachuelo Rio (Rua do Passeio, 40 – Cinelândia – Rio de Janeiro)
Duração 120 minutos
09/03 até 27/05
Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h
$50/$160
Classificação Livre

NAVEGAR

Desde de 2016 o Grupo Esparrama organizou “expedições poéticas” que percorreram regiões de São Paulo se aproximando do imaginário infantil sobre cidade. Vivências, oficinas e uma exposição deram subsídio para que a janela mais movimentada do Minhocão reabrisse esparramando arte e bom humor novamente.

No dia 25 de fevereiro, o público será convidado a embarcar na temporada do espetáculo Navegar, que para além do Minhocão, prevê apresentações nos CEUs Heliópolis, Butantã e Casa Blanca, ciclos de conversa sobre a relação da arte com a cidade e sobre o papel dos artistas como agentes da Cidade Educadora e conta com novidades. Desta vez, o grupo propõe uma interação ainda maior com a plateia, convidando crianças para pintar as bandeiras que formam a vela do navio das personagens do espetáculo e haverá um microfone aberto para as crianças que queiram se expressar.

A história se inicia com o retorno de Nina, a garotinha do espetáculo anterior, que ao voltar para contar como foi sua viagem pela cidade se depara com outro menino viajante, Samuel. Depois de se conhecerem, eles descobrem que a cidade foi dominada por Gatão (um misterioso gato que acha que é dono de tudo) e, juntos com seus amigos pássaros, tentam se libertar das garras desse gatuno.

O Grupo Esparrama é reconhecido por surpreender as crianças com temas que geralmente são considerados complexos, mas que ao serem tratados em camadas simbólicas proporcionam diversos níveis de diálogo, envolvendo os públicos de todas as idades. Agora, com uma fábula sobre a disputa entre pássaros e gatos, além de discutir uma cidade que não leva em consideração a “fala” das infâncias o grupo reflete sobre os mecanismos sociais, políticos e urbanos que nos afastam do exercício democrático.

Por fim, o espetáculo discute a ideia apresentada na música inicial do espetáculo: “Cidade é bicho grande e solto que não cabe na gaiola…”.

“NAVEGAR” nasceu da necessidade de resposta à provocação que o grupo se lançou na obra anterior, Minhoca na Cabeça. Uma garotinha que veio do interior e precisa vencer seus medos para brincar na cidade grande, ao final convida a todos a desbravarem a cidade entoando em alto e bom som: “Navegar!”.

Mas é possível uma criança navegar pela cidade nos dias de hoje?

Para tentar responder a essa questão o grupo se jogou em grandes e audaciosas expedições por São Paulo. Orientados pela pedagoga Laila Sala, na primeira expedição do Projeto Navegar partiu para encontrar com as infâncias da EMEI Gabriel Prestes, da ocupação Lord Palace e do CEU Heliópolis, com a participação de Daniel Viana (poeta), Sissy Eiko (fotógrafa) e Marina Faria (Ilustradora) que fizeram registros poéticos contribuindo com o entendimento sobre como aquelas crianças pensam, vivem e sentem seus territórios.

Toda a materialidade criada foi organizada pelo cenógrafo Jaime Pinheiro na exposição interativa “Navegar – Uma Expedição por Imaginários”, que foi de encontro com infâncias de outros e que agora está na FUNARTE, em cartaz até 04 de março, com entrada gratuita.

O grupo trouxe na bagagem materiais incríveis que alimentaram os artistas do projeto a criar o novo espetáculo, que tem a orientação dramatúrgica de Solange Dias, figurino de Marcela Donato e cenografia de Carlos Mendes (mantendo a já conhecida janela azul criada por Jaime Pinheiro). Os bonecos criados por André Mello, referenciam as imagens modeladas em massinhas pelas crianças durante as pesquisas do grupo e complementam o tom do universo fantástico e poético necessário para contar sua história.

Neste espetáculo buscamos compartilhar com o público o que nós aprendemos com as crianças e com o Manoel de Barros durante as pesquisas: O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo.” – comenta o diretor Iarlei Rangel.

Além dos atores do grupo (Kleber BrianezLígia Campos e Rani Guerra) foram convidados Gabi ZanolaGislaine Pereira,Renato RibeiroVinícius Ramos – integrantes da Trupe Dunavô e Weslley Nascimento que se revezam entre a janela e o próprio Minhocão, permitindo que a encenação ganhasse agilidade com jogos coreográficos criados pelo palhaço e bailarino Ronaldo Aguiar.  Fazem parte do elenco os músicos Adilson Camarão e Laruama Alves que, sob a direção musical de Joel Carozzi, criaram um ambiente sonoro com composições inéditas.

O Grupo Esparrama iniciou sua trajetória com o Teatro na Janela em 2013 e desde então atraiu os olhares da crítica especializada, imprensa nacional, internacional e ganhou o carinho dos paulistanos trazendo arte, cores e muito bom humor para um cenário de cinza de concreto: o Minhocão.

Esparrama pela Janela (primeiro espetáculo) ainda de forma independente, recebeu o Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem (categoria Revelação – direção Iarlei Rangel e categoria Prêmio Crystal Eco de Sustentabilidade) e o Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro, categoria Melhor Ocupação de Espaço.

Em 2014, contemplado pelo Rumos Itaú Cultural com o projeto Janelas do Minhocão, criou o espetáculo Minhoca na Cabeça. Em 2015, com Prêmio Zé Renato realizou temporadas dos espetáculos no Minhocão.

Em 2016, foi contemplado com o Projeto Navegar na 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo (um dos mais importantes editais de fomento ao teatro da cidade), com o qual vem dando continuidade à sua pesquisa de linguagem e ampliando sua relação com a cidade.

Espetáculo Navegar

Durante suas viagens dois navegadores de cidade, Nina e Samuel, se conhecem e resolvem juntar suas embarcações para continuar transformando as ruas e vielas por onde passam, mas são surpreendidos por Gatão que se proclamou dono de todas as coisas do mundo e que agora quer o barco das crianças. Ele e seus capangas usarão de todos os disfarces para enganá-las, mas, com ajuda de pássaros amigos, as crianças descobrirão que para a imaginação não há limites. Se não for possível navegar pela cidade, sempre será possível voar por ela.

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Navegar
Com Adilson Camarão, Gabi Zanola, Gislaine Pereira, Kleber Brianez, Laruama Alves, Lígia Campos, Rani Guerra, Renato Ribeiro, Weslley Nascimento e Vinícius Ramos
Minhocão – (Elevado Presidente João Goulart), altura do número 158 da Avenida Amaral Gurgel. Entrada pelas alças de acesso do Minhocão no Metrô Santa Cecília ou Rua da Consolação.
Duração 50 minutos
25/02 até 25/03 (no caso de chuva, o espetáculo não acontece)
Domingo – 10h30 e 16h
Grátis
Classificação Livre
 
Apresentações nos CEU’s da cidade de São Paulo
 
CEU Heliópolis – 07 de Março – Horários 10h e 15h30 – Área externa
 
CEU Butantã – 14 de Março – Horários 10h e 15h30 – Ginásio de Esportes
 
CEU Casa Blanca – 21 de Março – Horários 10h e 15h30 –  Ginásio de Esportes.

SENHORA DOS AFOGADOS

Dirigido por Jorge Farjalla, o espetáculo Senhora dos Afogados, texto de Nelson Rodrigues, estreia no Teatro Porto Seguro, dia 23 de fevereiro, sexta-feira, às 21h. O elenco traz Alexia DechampsJoao VittiKaren JunqueiraRafael VittiLetícia BirkheuerNadia BambirraJaqueline Farias e Du Machado.

Senhora dos Afogados faz parte da saga mítica rodriguiana assim intitulada pelo crítico Sábato Magaldi. Escrita em 1947, segue a linha de Álbum de Família (1945), Anjo Negro (1946) e Dorotéia (1949) e traz uma forte simbologia que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre-devoram num inferno de culpas desmedidas.

O projeto desta montagem nasceu de um desejo de Letícia Birkheuer de que Farjalla a desconstruísse num papel de teatro.

Os Drummond, uma família de três séculos, com mulheres que se gabam da fidelidade conjugal, choram a morte por afogamento de Clarinha, uma das filhas de Dona Eduarda e Misael Drummond, e, ao mesmo tempo, prostitutas do cais do porto interrompem suas atividades para lamentar a impunidade do assassinato de uma das suas que morrera há dezenove anos.

Nesta encenação, Jorge Farjalla – depois da ousada e elogiada versão de Dorotéia com Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller – leva outra vez Nelson Rodrigues ao extremo contemporâneo e destaca a singularidade da religião em suas obras, em que o sagrado se alimenta do profano, teatralizando ainda mais, através dos signos e símbolos, revisitando a obra numa estética que comunga cenário, figurino, desenho de luz, som e música original, em um contexto singular aos olhos do teatro pós-moderno, riscando nesta montagem, mais uma vez, sua visão própria e original do texto com a marca arrojada e diferente que imprime nas encenações que dirige.

Será uma montagem feita não pra chocar e sim pra refletir. A sociedade está indo para um lugar retrógrado, confundindo liberdade de expressão com exibicionismo. Não quero que o meu modo de ver ou olhar para a obra de Nelson seja rotulado ou criticado sem embasamento. Ao contrário, vamos pensar juntos; não consigo desassociar religião e rito de sua odisseia mítica”, explica Farjalla.

Os atores estarão em cena vivendo todos os personagens, brincando com os arquétipos, para contar e narrar a trajetória da família Drummond – nome que tem em seu significado “vindo do mar” – alguns assumindo os ‘vizinhos’, uma espécie de coro da tragédia grega, assim como seus próprios personagens, com sotaque local, pois a peça se passa em Recife, que é o mar da infância de Nelson, onde ele nasceu.

Um farol, sempre presente em cena, teatralmente representado como uma espécie de lamparina que o próprio ator-narrador executará é cenário para a religiosidade dos nativos que vivem no mar, para Iemanjá como símbolo de todo o contexto da obra, assim como as canções do cancioneiro popular da beira do rio e do mar, fazendo da encenação única e teatralmente cheia de signos e apresentando um Nelson trágico, profundo, íntimo, patético e absurdo.

Alexia Dechamps, que participou da encenação de Dorotéia, agora divide este segundo projeto com Farjalla assumindo a protagonista Dona Eduarda, junto com Karen Junqueira (Moema, irmã do Paulo), que está fazendo Rita Cadillac no cinema. “Dois projetos com o mesmo autor e diretor, um trabalho de identidade de companhia, me colocando num lugar de risco do início ao fim, me provocando e instigando é algo que preciso celebrar. Certamente um momento único, feliz!”, comemora ela.

Já João Vitti e Rafael Vitti dividem pela primeira vez o palco e com personagens que remetem à vida real: pai e filho (Misael e o noivo, respectivamente). E um dos personagens masculinos será interpretado por Letícia Birkheuer, que viverá Paulo, filho do casal pescador, além de Du Machado, o vendedor de pentes. No elenco feminino também estão Nadia Bambirra (Dona Marianinha, a avó) e Jaqueline Farias, a prostituta morta, vizinha e outra prostituta do cais. Aqui vale uma observação: tanto os Vitti como Karen, Letícia e Nádia viverão pela primeira vez um texto de Nelson Rodrigues.

O cenário é assinado por José Dias e a trilha sonora por João Paulo Mendonça – ambos parceiros de Farjalla desde a montagem de Paraíso AGORA! Ou Prata Palomares, do roteiro do filme de André Faria, e Dorotéia – enquanto figurinos e adereços são de Jorge Farjalla em conjunto com Ana Castilho e a luz de Vladimir Freire e Jacson Inácio.

Sinopse

Ligações incestuosas, obsessões, pulsões arcaicas, conflitos entre o lógico e o irracional, todas as amarras são rompidas, os personagens se movem num tempo verdadeiramente mítico, do inconsciente. Senhora dos Afogados é uma peça que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre devoram num inferno de culpas desmedidas.

Dona Eduarda, esposa de Misael, e Moema, única filha mulher que restara, além do irmão, Paulo, se digladiam em torno da questão do pudor e da honra da mulher, hostilizando-se devido a um ódio primordial. Moema, que gostaria de viver sozinha com o pai, urde um plano para que a mãe o traia com o próprio noivo, um ex-oficial da marinha.

Senhora dos Afogados - João Vitti e Rafael Vitti HOR 3 - foto Carol Beiriz

Senhora dos Afogados
Com Alexia Dechamps, Joao Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado. 
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 90 minutos
23/02 até 29/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$70/$90
Classificação 16 anos

PLUFT, O FANTASMINHA

O novo Teatro Playcenter Family, localizado dentro do Playcenter Family no Shopping Aricanduva, apresentará o espetáculo, aclamado pelo público infantil, “Pluft, o Fantasminha” entre os meses de janeiro e fevereiro.

A peça, encenada pela Cia dos Reis, conta a cômica e inusitada história de Pluft, um fantasma que tem medo de gente. A trama também foca na amizade de Pluft com Maribel, uma jovem que irá ajudá-lo a superar seus medos. Com autoria de Maria Clara Machado, quem assina a direção da montagem é o ator e diretor Ivo Ueter.

Pluft, o Fantasminha começa quando o malvado e temido Pirata Perna de Pau, que está em busca do tesouro perdido do Capitão Bonança Arco-Iris, sequestra a jovem Maribel que é escondida na antiga casa de Bonança. Chegando lá, a menina descobre que a morada abriga uma família muito engraçada de fantasmas, inclusive Pluft, um gentil e bondoso fantasminha que tem medo de pessoas.

Quando os atrapalhados e divertidos marinheiros, amigos de Maribel percebem seu desaparecimento, logo começam a desconfiar que o maldoso Pirata possa ter levado a amiga para a antiga e assombrada residência do Capitão. Juntos, João, Julião e Sebastião vão atrás da garota para salvá-la, passando por momentos onde a coragem de cada um é colocada à prova. Com isso, o Pluft também terá que testar sua bravura e passar por cima do medo para enfrentar seus anseios e construir uma linda amizade entre ele e os humanos.

pluft

Pluft, o Fantasminha
Com Carol Marafiga, Fábio Brasile, Filipe Bertini, Ivo Ueter, Johnny Gonçalves, Luisa Galatti, Pamela Almeida, Pietro Alonso, Otávio Negri, Thiago Mantovani, Vivian Nóbrega e William Avelar
Teatro Playcenter Family – Shopping Leste Aricanduva (Avenida Aricanduva, 5.555, Vila Matilde, São Paulo)
Duração 50 minutos
25/01 até 25/02
Sábado e Domingo – 16h
$40
Classificação Livre

OS TRÊS PORQUINHOS E O LOBO

Apreciado por todas as gerações, a obra de Joseph Jacobs adaptada pela Companhia dos Reis, ganhou uma versão repaginada de “Os Três Porquinhos e o Lobo” sem perder a essência do clássico, com músicas e sapateado, inovando com cenário em tamanho diferenciado e moderno.

O espetáculo está em cartaz no novo Teatro Playcenter Family localizado dentro do Playcenter Family, no Shopping Aricanduva até 25 de fevereiro.

Com direção de Ivo Ueter, a saga narra a incrível jornada de três porquinhos que decidem construir uma nova moradia, em meio a muitas trapalhadas precisaram escapar de um lobo que está rondando a vizinhança e que utiliza muitos disfarces para enganar e perseguir os irmãos, o  lobo que  se sente esperto com planos que nunca dão certo, tentará ainda destruir as três casinhas feitas de palha, madeira e tijolos.

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Os Três Porquinhos e o Lobo
Com Fábio Basile, Filipe Bertini, Ivo Ueter, Thiago Mantovani, Yago Senciani e William Avelar
Teatro Playcenter Family – Shopping Leste Aricanduva (Avenida Aricanduva, 5.555, Vila Matilde, São Paulo)
Duração 50 minutos
25/01 até 25/02
Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação Livre

 

SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO

Sucesso de público e crítica, o espetáculo SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO, com Celso Frateschi e direção de Roberto Lage, prorroga por mais três semanas sua temporada em São Paulo. A montagem fica em cartaz de 17 de fevereiro a 4 de março, sempre com apresentações aos sábados e domingos, às 19 horas, no Ágora Teatro. O espetáculo, que estreou em 2005, é baseado no conto homônimo do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado pela primeira vez em 1877 no livro Diário de um Escritor.

Em SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO um funcionário público, sabe que é ridículo desde a infância, mas por orgulho jamais confessou esse fato a ninguém. Motivo de desprezo e zombaria de seus semelhantes, já não tem mais nenhum interesse na continuação da sua existência. Num dia, inútil como todos os seus outros dias, em que mais uma vez esperava ter encontrado o momento de meter uma bala na cabeça, foi abordado por uma menina de uns oito anos, que clamava por ajuda. Ele não só recusa o apoio à criança, como a espanta violentamente e aos berros.

Ao voltar para casa, não consegue dar fim a sua existência. Já com sua arma pousada em seu peito e perturbado pelos sentimentos causados por aquela criança, adormece e sonha com a sua própria morte, com seu enterro e com uma vida após o tiro disparado. Viaja pelo espaço e por desconhecidas esferas. Experimenta a terra não manchada pelo pecado original e conhece os homens na plenitude da sabedoria e equilíbrio. Ele acredita que aquilo tudo foi real, pois as coisas terríveis que sucederam não poderiam ter sido engendradas num

Construção de conhecimento

Para Celso Frateschi, o texto clássico encenado é sempre contemporâneo, por isso a importância de voltar a encenar SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO. “No momento em que a barbárie avança violenta e rapidamente, destruindo valores humanistas que imaginávamos consagrados pela história e quando o sonho de liberdade individual, justiça social e fraternidade passam a ser vistos como retrógrados, a diversidade como ofensa e que virtuoso é quem rouba bem, o teatro se mantém como espaço de prazer estético e construção de conhecimento”, explica ele, que sentencia: “A linguagem não deve estar a serviço da ideologia, mas da liberdade.

O ator afirma ainda que ao abordar os clássicos de outra maneira, há uma permissão para que ele se aproxime de nosso tempo não pelas semelhanças, mas pelas diferenças entre a época em que foi escrito ou apresentado e a atual. “Identificar os modos de agir, sentir, se relacionar e pensar de nossos ancestrais, característicos de suas épocas para que se choquem e ou se assemelhem aos nossos, livremente, sem freios e cabrestos ideológicos, para que a poesia de nossos mestres nos ilumine e nos transforme”, conta Frateschi.

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Sonho de Um Homem Ridículo
Com Celso Frateschi
Ágora Teatro – Sala Edith Siqueira (Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
17/02 até 04/03
Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos

A CASA DA MARIQUINHAS – UM CABARÉ PORTUGUÊS COM POESIA E FADO

O espetáculo musical A Casa da Mariquinhas – Um cabaré português com Poesia e Fado reestreia no dia 20 de janeiro (sábado, às 18 horas), no Botequim Contra Regra do Espaço Cia da Revista, onde permanece em cartaz até o dia 11 de março.

Tradicional estilo musical de Portugal, o fado dá o tom ao espetáculo que tem roteiro e concepção de Helder Mariani e direção de Dagoberto feliz.

No palco, os atores-cantores – Helder MarianiKatia Naiane,Ricardo Arantes, e Silmara Deon – costuram poesias de autores expressivos da literatura portuguesa como Fernando Pessoa, Florbela Espanca, José Régio e Bocage aos fados que marcaram a cultura lusitana. Entre as músicas, “É Loucura”, “Só Nós Dois É que Sabemos”, “Perseguição”, “Casa Portuguesa”, “Grândola Vila Morena”, “Esquina de Rua”, “Maldição” e “Estranha Forma de Vida”, além da canção-título “A Casa da Mariquinhas”. Segundo o idealizador do espetáculo Helder Mariani, “são todas obras instigantes, carregadas de nostalgia e com grande apelo dramático e teatral”.

Os espectadores, sentados em mesas espalhadas pelo salão da Cia da Revista, são envolvidos pela atmosfera dos antigos cabarés, como nos ambientes chamados “fado vadio”, em que as pessoas cantavam e bebiam junto com os fadistas.

No passado, Casa da Mariquinhas foi uma animada casa de raparigas, onde os frequentadores se encontravam para contar da vida e cantar o fado. A Casa foi leiloada e se tornou uma respeitável e discreta casa de penhor. Do antigo estabelecimento nada sobrou, nem mesmo as tabuinhas nas janelas para evitar os fuxicos.

O musical se desenvolve com base em canções interpretadas pelo fadista português Alfredo Marceneiro, criadas para retratar a história da Casa da Mariquinhas, então apresentada em três momentos: o apogeu com todo o glamour peculiar ao bordel, o duro momento em que a casa é leiloada e sua transformação em casa de penhor, tendo janelas de vidro no lugar das tábuas.

Na poesia e no fado se confundem as historias de Portugal, dos fadistas e das pessoas do povo. E nesse cabaré, os atores brasileiros, deste lado do Atlântico, se voltam para as terras lusitanas de além-mar e redescobrem as nossas próprias raízes e lutas, somadas às  artimanhas do amor para aproximar a plateia do universo da cultura lusitana.

O espetáculo A Casa da Mariquinhas é um antigo projeto de Helder Mariani de reunir duas de suas paixões: poesia e fado. Segundo ele, a criação seguiu dois critérios: “existencial, para ressaltar o caráter sentimental e nostálgico do fado com suas tragédias de vida, e a questão política, pois o fado é uma expressão artística relacionada diretamente à Revolução dos Cravos que derrubou o ditador Antônio de Oliveira Salazar, em 1974”, comenta.

Dagoberto Feliz explica que na ditadura portuguesa, enquanto alguns fadistas adaptavam letras, fazendo com que o governo de Salazar se apropriasse politicamente do fado, outros resistiram ao regime e mantiveram seu caráter contestatório e revolucionário. “Fato bastante semelhante ao que ocorreu na ditadura brasileira”, explica o diretor. Helder completa: “É inegável que o fado, ao registrar a história contemporânea de Portugal, passa também por nossa própria história”.

thumbnail_A Casa da Mariquinhas -foto de Rafael Sampaio -b

A Casa da Mariquinhas – Um cabaré português com Poesia e Fado
Com Helder Mariani, Katia Naiane, Ricardo Arantes e Silmara Deon.
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 70 minutos
20/01 até 11/03
Sábado e Domingo – 18h
$50
Classificação 12 anos