GAROTOS

Conhecidos por revelar novos talentos da comédia e do teatro jovem, Afra Gomes e Leandro Goulart, autores e diretores do fenômeno de público Meninos e Meninas, trazem para São Paulo o espetáculo jovem que promete ser a nova febre teatral: GAROTOS, que estreia no dia 20 de abril no Teatro Folha e segue em cartaz até 16 de junho.

Inspirada em episódios da vida de Goulart, que assina a dramaturgia, a peça foi montada pela primeira vez em 2009 e levou milhares de jovens ao teatro durante os três anos em que ficou em cartaz – apesar de nunca ter sido montada em São Paulo. A experiência de Afra e Leandro com seus últimos trabalhos destinados a este público – que também inclui o sucesso Boca Rosa, A Peça – e o Prêmio Jovem Brasileiro recebido por eles em dois anos consecutivos, motivaram a dupla a revisitar o texto e lançar um espetáculo cheio de novidades.

O elenco de GAROTOS é composto por Leonardo Cidade (stand-in Luckas Moura), Eike Duarte, Lucas Santos, Tony Nogueira e Caio Giovani.

Carregando com fidelidade a marca dos diretores, GAROTOS traz tudo o que os fãs da dupla esperam: marcações dinâmicas, cenas ágeis que transitam entre o humor e o drama, e, claro, muita música. Narrada em primeira pessoa, a montagem músico-teatral cria um retrato divertido e emocionante sobre a juventude a partir de experiências e histórias do próprio autor entre os 10 anos de idade e o início da vida adulta. O texto responde a muitas questões que os adolescentes não costumam aprender em casa ou na escola, como emoções que surgem inesperadamente nessa fase da vida e os consequentes dilemas de como lidar com elas.

Na trama, cinco jovens vivem o alter ego do autor numa série de aventuras e desventuras típicas da adolescência. O violão e outros instrumentos são amigos inseparáveis desses garotos, que tocam canções que também fazem outras gerações cantarem juntas, como “Sempre Assim”, do Jota Quest; “Todas as Noites”, do Capital Inicial; “Vou Deixar”, do Skank; “Olhar 43”, do RPM, “Vinte e Poucos Anos”, de Fábio Jr., e até uma versão “quebra-tudo” de “I Get Knocked Down”, da banda inglesa Chumbawamba.

A encenação cria uma reflexão sobre as relações humanas e sobre o quanto é bom viver a partir da discussão de temas como amor, amizade, saudade, morte, virgindade, masturbação, drogas, sexualidade, paixões, família, porres, gravidez, futuro, teatro, internet, música e futebol.

A montagem conta com Patrocínio da Submarino Viagens e Co-Patrocínio da AMBEV.

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Garotos

Com Leonardo Cidade (stand-in Luckas Moura), Eike Duarte, Lucas Santos, Tony Nogueira e Caio Giovani

Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Avenida Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 70 minutos

20/04 até 16/06

Sábado e Domingo – 20h

$40/$70

Classificação 14 anos

AS CANGACEIRAS, GUERREIRAS DO SERTÃO

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão é uma fábula inspirada nas mulheres que seguiam os bandos nordestinos, que atuavam contra a desigualdade social da região.

O musical conta a história de um grupo de mulheres que se rebelam contra mecanismos de opressão que encontravam dentro do próprio cangaço.

Além de reflexões sobre o conceito de justiça social que o cangaço representava, o espetáculo reflete sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre nossa ideia de cidadania e heroísmo.

As canções originais foram compostas por Fernanda Maia (música) e Newton Moreno (letras), inspirados em ritmos da cultura nordestina. “Nas canções usei várias referências da música nordestina e tive uma abordagem afetiva desse material, por ser filha de paraibano e por ter morado no Nordeste enquanto fazia faculdade de música. Nessa época, pude entrar mais em contato com a cultura do Nordeste, que é de uma riqueza ímpar, cheia de personalidade, identidade, poesia e, ao mesmo tempo, muito paradoxal. Esse trabalho foi a união das vozes de todos. Não há como receber um texto de Newton Moreno nas mãos e não se encantar com o universo que existe ali”, conta Fernanda Maia.

Além dos atores cantarem em cena, o espetáculo traz cinco músicos para completar a parte musical (baixo, violão, guitarra, violoncelo e acordeão). Texto e música se misturam, palavra e canto se complementam, como se tudo fosse uma única linha dramatúrgica. “Optamos por uma narrativa que realmente seja uma continuação da cena e não um momento musical que pare para celebrar, ou para criar umas aspas dentro da história. Isso só é possível com canções compostas para o espetáculo. Buscamos um DNA totalmente brasileiro para a peça, tanto na embocadura, na fala, na construção do texto, como na interpretação dos atores. Não tem um modelo importado, não tem uma misancene importada, é uma investigação a partir de códigos que pertencem a uma estética do nosso país e do teatro brasileiro”, comenta o diretor Sérgio Módena.

Um pouco da trama

Uma das grandes características dessa dramaturgia é seu caráter fabular e não de uma reprodução histórica e factual do que foi o Cangaço e o próprio Nordeste brasileiro da época.

O enredo começa quando Serena (personagem de Amanda Acosta) descobre que seu filho, que ela acreditava ter sido morto a mando do marido, Taturano (personagem de Marco França), está vivo. Ela, então, larga seu grupo do Cangaço, chefiado por Taturano, para partir em busca de seu bebê. Neste momento ela não tem a dimensão de que sua luta para encontrar o filho se tornará uma luta coletiva, maior que seu problema pessoal. Outras mulheres que formavam o bando se engajam nessa batalha, além de futuras companheiras que cruzam seu caminho.

Segundo a atriz Amanda Acosta a peça  “é o grito de libertação que estas mulheres não puderam dar, mas que darão agora através desta obra escrita pelo nosso grande dramaturgo Newton Moreno. Grito que fala sobre coragem, amor, empatia, união, insurreição e liberdade”.

A partir do momento que essa dramaturgia traz um bando de mulheres, que é algo que nunca ocorreu, temos uma liberdade para abrir várias janelas de reflexão, inclusive, fazendo um paralelo com o que estamos vivendo hoje. É uma reflexão sobre o sistema de opressão, no caso a mulher, mas você pode estender para qualquer camada social que está ali sendo historicamente oprimida”, completa o diretor.

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As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão

Com Amanda Acosta, Marco França, Vera Zimmermann, Carol Badra, Luciana Lyra, Rebeca Jamir, Jessé Scarpellini, Marcelo Boffat, Milton Filho, Pedro Arrais, Carol Costa, Badu Morais, Eduardo Leão e mais 5 músicos

Teatro do Sesi (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)

Duração 120 minutos

25/04 até 04/08

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

Grátis (Reservas antecipadas de ingressos online serão liberadas sempre às segundas-feiras, às 8h, para as apresentações da semana no site do meu sesi . Ingressos remanescentes e cota para público espontâneo são distribuídos 15 minutos antes, na bilheteria do teatro.

MULHERES DE SHAKESPEARE

Duas semanas após o lançamento de sua nova novela, Órfãos da Terra, na TV Globo, a premiada autora Thelma Guedes estreia a peça Mulheres de Shakespeare, com direção do encenador inglês Luke Dixon, no Teatro Novo, em São Paulo. A peça é estrelada pelas atrizes Ana Guasque e Suzy Rêgo. O espetáculo fica em cartaz entre 12 de abril e 5 de maio, com apresentações às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.

Na trama, duas atrizes se encontram em um teatro para uma reunião de elenco, quando são surpreendidas por um temporal. Enquanto esperam pelo diretor e o restante da equipe, deparam-se com as mulheres de Shakespeare, memórias femininas que perpassam os séculos. E esse encontro faz com que se voltem para si mesmas, revendo e questionando os próprios conflitos.

A peça reúne as personagens femininas de Shakespeare em um mosaico multifacetado e leve, alternando momentos dramáticos com humor, com textos que transitam entre a transgressão, a submissão, a ambição e o amor. Mulheres decididas e autoconfiantes, mulheres submissas, castas, doces, apaixonadas, ousadas, enigmáticas, loucas, santas, trágicas, cômicas, únicas compõem esse painel colorido e cuidadosamente selecionado.

A montagem é baseada em uma extensa pesquisa realizada pela atriz e bailarina Ana Guasque sobre as figuras femininas na obra de William Shakespeare (1564-1616). A encenação surgiu da necessidade de dar voz a essas personagens criadas há cinco séculos, uma época em que as mulheres não possuíam espaço na sociedade e sequer podiam subir ao palco – elas eram interpretadas por homens mais jovens que possuíam a voz mais aguda.

O projeto também conta com um workshop gratuito da técnica criada pelo diretor Luke Dixon – “Play-Acting Shakespeare” – para profissionais que irá ocorrer no Teatro Novo, um workshop para estudantes e atividade de formação de plateias, ministradas por Kyra Piscitelli, que também assina a assistência de direção.

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Mulheres de Shakespeare

Com Ana Guasque e Suzy Rêgo

Teatro Novo (Rua Domingos de Moraes, 348, Vila Mariana – São Paulo)

Duração 70 minutos

12/04 até 05/05

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 12 anos

CÁLCULO ILÓGICO

A matemática é utilizada em metáforas em “Cálculo Ilógico”, espetáculo em que a atriz paulista Jéssika Menkel se apropria de uma dor pessoal e tenta entender esse sofrimento por meio de fórmulas e cálculos. Misturando ficção e realidade, o solo, dirigido pelo premiado Daniel Herz, apresenta o sentimento de inquietação que cerca a nós, humanos, quando nos deparamos com o fim. Com um potente trabalho corporal e um texto intrigante, em que o público embarca em emoções desmedidas, a peça, inédita no Rio, estreia em12 de abril na Casa de Cultura Laura Alvim, no Teatro Rogério Cardoso, um espaço da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa/FUNARJ. A direção de produção é de Maria Siman.

Em “Cálculo Ilógico”, Jéssika dá vida à Ella, personagem que vive em um universo numérico em busca de nova perspectiva para ver o mundo. “Busquei na matemática uma forma de contar também a história da perda do meu irmão. Todo o mundo já perdeu alguém. Quis transformar dor em arte, resignificar meu olhar para os acontecimentos da minha vida”, releva a jovem atriz, de 28 anos, que também assina a dramaturgia. Em cena, a personagem relembra, revive, calcula acontecimentos e expõe, em números, a eliminação errada de seu irmão D+ 1. “Ella enxerga por meio de uma lógica matemática, analisando a probabilidade dos acontecimentos e buscando razões nos números e nas fórmulas para explicar um cálculo chamado vida”, completa a artista.

Há cinco anos, a atriz vem realizando uma pesquisa a cerca de teatro documentário e autoficção. Em 2017, quando participou do Festival de Cabo Frio “A pastora do lixão” no (prêmios de melhor espetáculo curto pelo júri técnico e pelo júri popular, melhor atriz e melhor concepção cenográfica), conheceu o filho do diretor Daniel Herz, Tiago, que pouco tempo depois a apresentou ao pai, a quem sempre admirou o trabalho, e almejava que a dirigisse em “Cálculo Ilógico”.

Jéssika me apresentou uma cena curta e fiquei perplexo e, ao mesmo tempo, emocionado com a atuação dela e com a força do texto”, lembra o diretor. “Eu diria que o mais genial dessa dramaturgia é a ficção. A base é uma dor verdadeira da autora que, associada à criatividade, à inteligência e ao talento dela, produziu uma poesia cênica”, define Daniel Herz que, junto com a diretora de produção Maria Siman, aposta no talento da atriz e na potência do texto.

Durante o processo de criação, na sala de ensaio, Daniel Herz realizou diversas provocações dramatúrgicas que fizeram com que Jéssika investigasse memórias, sentimentos, abismos e recortes de sua vida. “Houve muita emoção e choro. Chegava em casa instigada e escrevia muito, muito. Há ficção, mas há muito da minha essência”, lembra.

A encenação valoriza a força do texto e o trabalho da atriz como principais motores da montagem. O figurino de Thanara Schonardie, que também assina a cenografia, traz fragmentos de diversas roupas, inclusive uma camisa do irmão de Jéssika. O cenário, delimitado por uma fita vermelha, traz poucos elementos, como três cubos, que ao longo da montagem ganham novos significados, e uma bicicleta. A trilha sonora original de Éric Camargo foi composta especialmente para o espetáculo, assim como luz de Aurélio de Simoni fortalece a dramaturgia e insere o público dentro da cena.

“Calculo Ilógico” estreou em outubro de 2018 em São Paulo, num curtíssima temporada o Top Teatro. A montagem carioca tem apoio da institucional do Teatro Rogério Cardoso e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa/FUNARJ.

Cálculo Ilógico

Com Jéssika Menkel

Teatro Rogério Cardoso – Casa de Cultura Laura Alvim (Av. Vieira Souto 176, Ipanema – Rio de Janeiro)

Duração 55 minutos

12/04 até 05/05

Sexta e Sábado – 19h, Domingo – 18h

$40

Classificação Livre

BRINCANTORIAS

Vencedor do Prêmio Profissionais do Ano em 2018, o grupo CantaVento faz dois shows gratuitos de lançamento de seu segundo CD, Brincantorias, na Praça do Sesc Pinheiros, nos dias 6 e 7 de abril, às 16h, gratuito.

O espetáculo reúne cantos de roda, trava línguas e improvisos coletivos para apresentar às crianças e às suas famílias lendas, mitos, festas e danças da cultura popular brasileira.

O álbum mistura sonoridades populares como Moçambique, cacuriá, coco, moda de viola, samba lenço, samba de roda e congada. E todas as crianças são convidadas a participar, brincar e cantar junto com os brincantores do CantaVento.

As músicas do disco são: “Brincantoria”, “Uá Uê”, “Kitum Bele”, “Balagulá/Óia a Onça”, “O Verde é Maravilha”, “Chovedor de Passarinhos”, “Meninos”, “Embalar Neném/Embala Eu”, “Pisa Pilão”, “Passarinho da Arnica”, “Moçambiques” e “Canção Amiga”.

Texto do encarte

“Este CD é carta de amor aos nossos filhos. Joaquim, Dara, Ravi, Lui, Mariana, Cecília, João, Flora, Cora e quem mais vier. Acontece que a História nos ensina que amar nossos filhos, é também amar toda uma geração da qual eles fazem parte. Sendo assim, este CD é carta de amor as crianças parecidas conosco e as crianças diferentes de nós. Desejamos compartilhar com elas um tantinho do Brasil Profundo que nos é tão precioso. Brasil em potência de festa, de criação, de gente fazendo bonitezas juntas. Queremos que estas músicas possam ser ponte para que os pequenos conheçam com o corpo esse pedaço de chão, e virá-lo de ponta cabeça, amassá-lo como barro, soprá-lo como pena, saboreá-lo como pitanga. É preciso deixar que o Brasil Profundo seja manuseado pelas crianças. E, como adultos, temos necessidade de aprender com isso, para transformarmos nossa adultez. É urgente que nos lembremos da capacidade de reinventar, da inteireza, do cuidado com o que é pequenino e das soluções carinhosas. Infâncias e culturas populares brasileiras… Sim, essa terra é fértil de belezas. Há muitas e muitas sementes de esperança a brotar. Nosso Tempo nos pede que cuidemos delas com amor”.

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Brincantorias

Com Cantavento

SESC Pinheiros – Praça (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração não informada

06 e 07/04

Sábado e Domingo – 16h

Grátis

Livre

O PIROTÉCNICO ZACARIAS

Conhecido e consagrado na cena teatral brasileira em seus quase 50 anos de atuação, o Grupo Giramundo construiu uma trajetória que inclui um vasto repertório com mais de 35 espetáculos teatrais, 1.500 bonecos confeccionados e objetos de cena, além da participação na formação teatral de diversos nomes importantes da dramaturgia e teatralidade contemporânea do país.

Agora, o Giramundo promove em São Paulo, a temporada de estreia do espetáculo “O Pirotécnico Zacarias”, montagem que dialoga e experimenta as linguagens do teatro e do cinema, apresentando 5 adaptações de contos de Murilo Rubião, considerado um dos mais significativos escritores da literatura fantástica no Brasil.

O espetáculo é resultado da nova vertente de trabalho do grupo, que após mais de 30 anos atuando especificamente como um grupo de teatro passa a promover ações como a formação de um núcleo multimídia experimentador de uma cena de animação, convivendo com bonecos reais e suas versões digitais.

Essa mistura do teatro de bonecos, vídeo, animação, música, dança e artes plásticas que originaram neste mais recente espetáculo do grupo, poderá ser visto a partir do dia 19 de abril, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP). A temporada segue até 24 de junho.

O PIROTÉCNICO ZACARIAS

A dramaturgia foi construída a partir da continuidade entre os roteiros de cada adaptação, estabelecendo uma conexão entre 5 contos de Rubião, interligados pela figura central do Pirotécnico Zacarias. Assim, o público é convidado a acompanhar a história do próprio protagonista, seguida pelas adaptações de “O Ex-Mágico”, “Teleco, o Coelinho”, “O Bloqueio” e “Os Comensais”.

Desde o início dos anos 2000 temos norteado nossa produção na experimentação com outras mídias, principalmente com as possibilidades híbridas com o audiovisual. Com a montagem “Pirotécnico Zacarias” fomos mais além, trazendo o cinema como um processo duplo de planejamento e produção, seguindo convenções de realização focadas na criação de um filme, mas ao mesmo tempo incorporando as características cinematográficas para uma linguagem teatral. É um campo cênico híbrido, que corresponde à uma inquietude midiática de sentimentos no mundo contemporâneo.”, conta Marcos Malafaia, diretor da montagem.

O espetáculo traz como novidade a influência do cinema no campo da linguagem e na própria construção da composição de cena. Contudo, apesar de seguir uma nova linha de experimentação no que diz respeito às possibilidades técnicas e linguísticas do teatro, a montagem mantém o rigor metodológico e a atenção estética no planejamento e produção que é adotado pelo Giramundo desde a década de 70. Assim, incorpora formas e temas adultos, dialogando com questões formais, plásticas e políticas complexas e essências para o mundo contemporâneo, seja para o contexto cultural e social, ou para a cena teatral.

Os contos de Murilo Rubião são surpreendentemente contemporâneos e importantíssimos para a cultura brasileira, apesar de não serem tão populares entre o público. À medida que realizamos as adaptações e experimentações para construção do espetáculo, percebemos que eles vão ficando cada vez mais eloquentes e que possuem traços cinematográficos fortes. Por isso, enxergamos não só a necessidade, mas também a importância em trazer vida à obra de Rubião.”, conta o diretor.

A montagem estreou oficialmente em Belo Horizonte, onde fica a sede do grupo e inicia a circulação nacional pela capital paulista. Depois, segue ainda para Rio de Janeiro e Brasília. Serão ao todo, 107 apresentações do espetáculo, transformando-se na maior temporada da história do grupo Giramundo desde a sua fundação, em 1970.

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O Pirotécnico Zacarias

Com Grupo Giramundo

Centro Cultural Banco do Brasil SP (rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo)

Duração 70 minutos

19/04 até 24/06

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h, Segunda – 20h

$30

Classificação 12 anos

A FLOR DA LUA

O bailarino Marcus Moreno e o pianista Manuel Pessôa de Lima fazem duas apresentações de “A Flor da Lua”, trabalho solo que fala da passagem do tempo, usando como metáfora a rara flor de um cacto, que ao desabrochar dura apenas uma noite, na Sala Renée Gumiel do complexo cultural Funarte, neste final de semana, dias 6 e 7 de abril (sábado, às 19h, e domingo, às 18h). A entrada é gratuita.

Espécie pouco conhecida, geralmente encontrada em florestas tropicais, a flor da lua é geralmente descrita, por aqueles que tiveram oportunidade de experienciar sua rebentação, pelo perfume intenso e o movimento constante de suas pétalas se abrindo. Um desses relatos, o da artista e ilustradora botânica Margaret Mee, serviu de ignição para a “Flor da Lua”, de Marcus Moreno: “Enquanto eu me postava ali, com a orla escura da floresta ao meu redor, sentia-me enfeitiçada. Então, a primeira pétala começou a se mexer, depois outra e mais outra, e a flor explodiu para a vida”, registrou Mee em sua última expedição à Amazônia, quando finalmente, aos 79 anos, após deixar a prancha preparada, ilustrando o cacto e as folhagens, acolheu a Flor da Lua em sua efêmera existência.

Tal como a flor da lua nasce e perdura por uma única noite, a dança, criada em nove breves capítulos – do Prólogo ao Amanhecer -, vai se constituindo no limite entre o visível e o imperceptível no espaço em que o corpo se movimenta, se modifica na ação de dançar e se expande a caminho do encerro.

As apresentações fazem parte de projeto contemplado pelo 25º edital do Programa Municipal de Fomento à Dança.

AFlordaLua+Marcus Moreno - foto Claudia Magalhães 1

A Flor da Lua

Com Marcus Moreno

Funarte – Sala Renée Gumiel (Al. Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 50 minutos

06 e 07/04

Sábado – 19h, Domingo – 18h

Grátis

Classificação Livre