60! DÉCADA DE ARROMBA – DOC. MUSICAL

Aos primeiros acordes da abertura da ópera “O Guarani” (Carlos Gomes), abrem-se as cortinas do espetáculo “60! Década de Arromba – Doc. Musical“, no palco do Theatro Net São Paulo.

O espetáculo, criado por Frederico Reder e Marcos Nauer, retrata – através de projeções de fotos e filmes – o que aconteceu no nosso país e no mundo durante a década de 60. E como estamos falando de teatro musical, a história é embalada por canções do mesmo período.

O que é um Documentário Musical

Nem os autores sabiam. O formato era algo inovador no gênero do Teatro Musical.

O que ambos sabiam era o desejo que Frederico Reder tinha por fazer um musical com a Wanderléa, segundo Marcos Nauer. Era uma relação de fã e ídola. Do convite até o sim, durou aproximadamente um ano.

O musical conta a história do mundo durante esta década. Não há um protagonista específico. Os autores criaram três fios condutores que atravessam o período: a exploração espacial pelos Estados Unidos e União Soviética; o desenvolvimento da juventude (já que até os anos 50, de criança passava-se direto para adulto) e a transformação do papel da mulher na família e sociedade.

Para contar a história, os autores também recorreram aos meios de comunicação. No prólogo, é mostrada a década de 20, com o início das transmissões de rádio no país. E passam-se quatro décadas, até chegar a década de 60, com a televisão e o cinema (o palco do teatro é uma grande televisão – que vai do preto e branco até a em cores).

O musical segue uma estrutura cronológica, que vai mostrando os fatos mais importantes, bem como as músicas lançadas, ano após ano. Há uma intercalação entre os momentos de projeção de filmes e fotos, com o dos atores no palco.

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60! Década de Arromba – Doc. Musical

Pelo palco do Teatro NET São Paulo desfilam cerca de 100 canções desta década, por cerca de 180 minutos, interpretadas por um elenco de 23 jovens atores/cantores. (Não há como destacar um só. Todos têm o seu momento de destaque. São a nova geração de atores do nosso Teatro Musical brasileiro)

Wanderléa aparece ao final do primeiro ato, com a canção “Ternura” (1965), que veio lhe dar o apelido de Ternurinha. É um dos momentos mais aguardados pela plateia. Depois ela volta para cantar outros clássicos, como “Pare o Casamento” (1966), “Pode vir quente que estou fervendo” (1966) e “Te Amo” (1967). Ela encerra o espetáculo com “Foi Assim” (1969) e “É preciso saber viver” (1968).

Durante o espetáculo, algumas cenas marcam emocionalmente a plateia: a construção do Muro de Berlim (1961), tragédia do Gran Circo Norte Americano em Niterói/Rio de Janeiro (1961), o envio dos jovens para lutar no Vietnam (1963), a censura durante o tempo da ditadura (1968); além da perda de personalidades, como Marylin Monroe (1962) e John Kennedy (1963).

Mas também há espaço para o humor. Podemos destacar os atores Rodrigo Naice e Tauã Delmiro, que além de interpretarem vários papéis, cuidam do número de plateia (começo do segundo ato). Ambos são duas freiras que irão reger o público num número musical.

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Os próximos Doc. Musicais

Marcos Nauer disse que, devido a receptividade do público carioca (a temporada inicial prevista era de dois meses, ficaram cinco) e do público paulista, já estão previstos os Doc. Musicais dos anos 70, 80 e 90. “2000 ainda não porque está muito perto.” As pesquisas já começaram. E conjuntamente, Marcos está escrevendo “As Vozes que Mudaram o Mundo“, um outro doc. musical que retrata as vozes negras femininas na América.

Ficou com vontade de ver alguns números musicais? Vá na nosso canal do youtube, que publicamos oito vídeos.

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60! Década de Arromba – Doc. Musical
Com Wanderléa, Amanda Döring, Analu Pimenta, André Sigom, Bel Lima, Cássia Raquel, Deborah Marins, Erika Affonso, Fabiana Tolentino, Giu Mallen, Jade Salim, Jullie, Leandro Massaferri, Leo Araujo, Marcelo Ferrari, Mateus Ribeiro, Pedro Arrais, Rachel Cristina, Raphael Rossatto, Rodrigo Morura, Rodrigo Naice, Rodrigo Serphan, Rosana Chayin, Tauã Delmiro
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 180 minutos
10/04 até 28/05
Quinta e Sexta – 20h30; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 17h
$50/$220
Classificação 12 anos
Roteiro e Pesquisa: Marcos Nauer
Direção: Frederico Reder
Direção Musical: Tony Lucchesi
Coreografia: Victor Maia
Figurino: Bruno Perlatto
Cenário: Natália Lana
Iluminação: Daniela Sanchez
Diretora Assistente: Alessandra Brantes
Videografismo cenário: Thiago Stauffer
Desenho de Som: Talita Kuroda e Thiago Chaves
Direção de Produção: Juliana Reder e Frederico Reder
Produtores Associados: Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr

BEM SERTANEJO, O MUSICAL

A montagem conta a história da música sertaneja, desde a sua origem caipira, na década de 1920, até os dias mais recentes e traz no repertório cerca de 56 sucessos de nomes consagrados, como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Gustavo Lima, entre outros. 

Do “Fantástico” para os Palcos

Com o mesmo nome do quadro, que foi um sucesso no programa “Fantástico”, exibido pela Rede Globo de Televisão, o protagonista do musical no teatro será o mesmo apresentador da série que é um sucesso e voltará a ser exibida, em breve, no programa.  Michel Teló fará a sua estreia como ator.

Esse é outro mundo para mim. É muito novo ter texto para decorar, ter que interpretar um personagem, aprender as marcações diferentes, estar em cima do palco para um musical é diferente. Mas tem sido um desafio muito bacana”, afirma Michel.

O elenco trará ainda nomes de destaque no cenário do teatro musical brasileiro, como Lilian Menezes, que recentemente chamou a atenção ao protagonizar o sucesso “Elis, A Musical”, Sergio Dalcin, cantor sertanejo e ator, com experiência em musicais, e o premiadíssimo elenco de “Samba Futebol Clube” e “Aquele Abraço” que trabalha com o autor e diretor Gustavo Gasparani há cinco anos. São eles: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima.

Ao escrever Bem Sertanejo – O Musical, voltei à minha infância na fazenda quando queria ser veterinário. A peça conta a trajetória e a formação da música caipira e da cultura interiorana do nosso país de forma poética e não cronológica.  Proponho uma viagem pelos nossos interiores – memórias, infância, descobertas – resgatando, assim, o sertão que há em cada um de nós, e ao mesmo tempo, um contato direto com as nossas raízes culturais. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceitos e longe da palavra progresso. Onde Tarsila, Mário de Andrade e   Villa-Lobos se encontram com Tonico e Tinoco, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho e tantos outros”, explica Gustavo Gasparani.

A turnê percorrerá as seguintes cidades brasileiras: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Ribeirão Preto.

O Universo Sertanejo

Para criar toda a estrutura do musical, o pesquisador André Piunti e Gustavo Gasparani utilizaram vários livros e ouviram muitas músicas, num trabalho minucioso que já dura cerca de dois anos. Marcelo Olinto, figurinista, explica um pouco de onde buscou a inspiração para criar a vestimenta dos atores em cena: “De pesquisa histórica (onde se destaca o livro de Rosa Nepomuceno “Música Caipira – da roça ao rodeio”) aos ensaios de moda. Destaco as telas pintadas por artistas brasileiros, retratando a vida no interior do país e de seus personagens. Vale ressaltar a importância do trabalho de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e, principalmente, Almeida Junior no conceito deste trabalho. Também contribuíram me inspirando os estilistas Gianni Versace e Roberto Cavalli, além da Maison Lesage e seus bordados espetaculares”.

O público que vai assistir ao espetáculo precisa se atentar que não se trata de um show de música sertaneja. É linguagem teatral”, ressalta Aniela Jordan, da Aventura Entretenimento. No Rio de Janeiro, uma ousadia: “Tivemos a ideia de fazer a apresentação no Theatro Municipal, exatamente para levar o público que gosta de sertanejo para esse espaço nobre na cultura da cidade, que está sempre aliado ao clássico”, afirma Aniela que acredita ainda que vai conseguir com o musical atingir ao público que frequenta os teatros, mas desconhece a música sertaneja.

Gringo Cardia, cenógrafo premiado, vai voltar às origens. Tem em seu currículo inúmeros shows sertanejos, realizados no começo de sua carreira. “Eu sempre fui mais da área pop, e conheci o sertanejo de fato há 15 anos. O barato dessa peça, é que vamos poder contar a história do sertanejo raiz. Para isso, eu pensei de imediato na Tarsila do Amaral, que sempre valorizou a cultura do interior do Brasil de uma maneira muito plástica, colorida e moderna.

A história

O primeiro ato é completamente rural, lírico, interiorano, entremeado por poemas de Cora Coralina, Manoel de Barros e inspirado no universo de Guimarães Rosa. Flerta, ainda, com o movimento modernista, que ajudou na construção da nossa identidade brasileira, através dos versos de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, da música de Villa-Lobos e da obra de Tarsila do Amaral, que inspirou a cenografia da peça. Monteiro Lobato, Catulo da Paixão Cearense, Chiquinha Gonzaga, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho, Alvarenga e Ranchinho, também fazem parte desse nosso sertão. Toda a cena se passa no meio do mato, com jeito e perfume do mesmo. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceito e longe da palavra progresso.

No segundo ato, o foco será a trajetória dos artistas caipiras, tais como: Angelino de Oliveira, Raul Torres, João Pacífico, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro, entre outros. Das primeiras apresentações pelo interior até chegar à cidade grande.  De como aquele sertão mítico, isolado do resto do país, vai ficando cada vez mais para trás e os efeitos da sua transformação devido ao progresso e a globalização. O grupo de atores, agora, representa o típico caipira – com o seu chapéu de palha e camisa xadrez – e vai se modificando através do circo/teatro, da rádio e da TV até chegar ao universo pop/multimídia da música sertaneja atual. É nesse contexto que discutimos a rivalidade que há entre o sertanejo pop e o caipira raiz. Mas será que ela existe mesmo? E assim, a tradicional viola caipira das rotas de tropeiros sai do interior do Brasil, se transforma, dialoga com o contemporâneo e vai conquistar o mundo.

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Bem Sertanejo, o Musical
Com Michel Teló, Lilian Menezes, Alan Rocha, Cris Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima, Rodrigo Lima e Sergio Dalcin
Músicos: Sanfona / Gaita / Regente – Marcelo Costa Lima, Teclado 1 – Roberto Bahal, Teclado 2 – Daniel Pereira dos Santos, Bateria – Wesley Abdo, Percussão – Tiago Ferreira, Baixo – Sergio Henrique Soares Lima, Violão / Guitarra – Jonathas Xavier da Silva, Viola – Marcelo Mello do Nascimento
Tom Brasil (R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 200 minutos
21 a 23/04
Sexta e Sábado – 22h; Domingo – 20h
$50/$160
Classificação Livre
 
Porto Alegre – RS – 28 a 30 de abril (SESI) – 21h (28 e 29/04) e às 20h (30/04);
Curitiba – PR – 05 a 07 de maio (Guaíra) – 21h (05 e 06/05) e às 19h(07/05)
Rio de Janeiro – RJ – 10 a 12 de maio (Teatro Municipal) – 20h30m;
Brasília – DF – 19 a 21 de maio (CICB) – 21h (19 e 20/05) e 20h (21/05);
Belo Horizonte – MG – 27 a 28 de maio (Minas Centro) –22h (27/05), 16h e 20h (28/05);
Ribeirão Preto – SP – 02 a 04 de junho (Centro de Eventos) – 21h (02 e 03/06) e 19h (04/06)
 
Texto – Gustavo Gasparani
Direção Geral– Gustavo Gasparani
Direção Musical e arranjos – Marcelo Alonso Neves
Arranjos e Preparação vocal – Mauricio Detoni
Roteiro Musical – Gustavo Gasparani 
Coreografia – Renato Vieira
Cenografia – Gringo Cardia
Figurino – Marcelo Olinto 
Visagismo – Marcio Mello
Pesquisa – André Piunti e Gustavo Gasparani
 

ENTRE VÃOS

O espetáculo foi contemplado pela 29ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e conta com a direção de Luiz Fernando Marques, o coletivo teatral A Digna reestreia o espetáculo Entre Vãos no dia 1º de abril, sábado, às 15 horas. A peça propõe uma experiência teatral que começa antes mesmo da cena.

Pelo site do espetáculo www.adigna.com/entrevaos, o público escolhe o local e a personagem que deseja acompanhar: uma balconista que trabalha numa loja de paletas mexicanas na Santa Cecília; um livreiro de um sebo no Anhangabaú; ou uma mulher, conhecida como Anjo de Corredor (pessoa que guiava os moradores nas dependências do antigo edifício São Vito, normalmente sem luz elétrica, até seus apartamentos), que mora próxima ao metrô Marechal Deodoro.

A quarta personagem é Walkyria Ferraz, uma espécie de empreendedora comercial que passa por todas as histórias.

A montagem propõe uma experiência cênica pulverizada que transita entre fronteiras de linguagens, oferecendo ao espectador um encontro vivo com histórias reais, ficcionais e paisagens paulistanas.

Durante o processo, A Digna mergulhou na realidade do Edifício São Vito, um prédio de arquitetura modernista, popularmente conhecido por Treme-Treme, que foi concebido como opção de moradia popular na baixada do Glicério e acabou demolido em 2011.

No site do espetáculo, as personagens fazem um convite ao espectador por meio de vídeos. As cenas, imagens e textos funcionam como prólogo da peça e dão pistas sobre as histórias. Após finalizar a compra do ingresso, o espectador recebe um e-mail com orientações e o endereço para o ponto de encontro próximo a cada história.

No ponto de encontro marcado, cada grupo, formado por até 15 pessoas, caminha para os locais onde se desenrola cada história individual. Após o término dessa cena, os espectadores são convidados a acompanhar sua personagem em um percurso a pé e por meio de transporte coletivo até outro ponto da cidade. No trajeto, o público é guiado por um áudio composto de músicas e textos que sugerem colagens entre sons, a história contada e as paisagens do caminho. Ao fim do percurso, as quatro personagens e os três grupos de espectadores se encontram para a cena final.

Para sincronizar as ações, o uso da tecnologia é determinante, por isso a parceria com o coletivo Um Cafofo – Núcleo de criação artística que mescla variadas vertentes das artes e das tecnologias em suas obras – que propõe novas camadas de fruição, além de estabelecer os elos entres as cenas.

O desafio do diretor Luiz Fernando Marques foi potencializar essa dinâmica. “A proposta dialoga com a linguagem que eu costumo trabalhar, por ser num espaço não convencional, pelo envolvimento do público e a ideia do seu deslocamento. Durante o processo fiz provocações no sentido de trabalhar a relação com a plateia, transformando esse texto pronto numa conversa e deixando que o espaço também conte a história”, explica.

Por afetar a vida particular de centenas de cidadãos, a demolição do Edifício São Vito serve de ponto de partida para a reflexão sobre o despejo físico e simbólico de inúmeras pessoas. A cidade se transforma e obriga os cidadãos a refazerem suas histórias, ao mesmo tempo em que essas novas histórias colaboram para a contínua transformação da cidade. A intimidade mais profunda de cada um e a sua relação com o que é público permeia todos os meus textos”, explica o autor Victor Nóvoa.

Esta segunda temporada de Entre Vãos faz parte do projeto 3 ATOS POR SP,  que envolve diversas ações cênicas nas cinco regiões da cidade. A peça é parte da Trilogia do Despejo, uma série de obras que buscam compreender como os modos de vida do paulistano se alteraram com a gentrificação do espaço urbano. A pesquisa originou o espetáculo Condomínio Nova Era (2014), Entre Vãos (2016) e prevê uma série de ações intitulada 3 Atos Por SP, que nortearão o terceiro espetáculo.

 

 

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Entre Vãos
Com Ana Vitória Bella, Helena Cardoso, Laís Marques e Plinio Soares
Duração 110 minutos
01/04 até 16/05
Sábado, Domingo, Terça e Feriados – 15h
$20
Classificação 16 anos
Capacidade 15 lugares (por personagem)
 
Endereço de cada ponto de encontro – A peça acontece nas imediações das estações Marechal Deodoro, Santa Cecília e Anhangabaú. As reservas, assim como as informações de logística de encontros só serão passadas via site da obra – http://www.adigna.com/entrevaos
Telefone para informações: 11 98846-6080
 
Direção: Luiz Fernando Marques
Diretor assistente: Paulo Arcuri
Dramaturgia: Victor Nóvoa
Videografismo e Tecnologias: Um Cafofo (André Grynwask e Priscila Argoud)
Cenografia e iluminação: Marisa Bentivegna
Assistente de cenografia e iluminação: Amanda Vieira
Trilha sonora: Carlos Zimbher
Figurinos: Eliseu Weide
Cinegrafista e Edição de vídeo: Bruno Araújo
Atriz convidada (vídeo Anjo de Corredor): Maria Flora Gonçalves
Equipe de Apoio: Anderson Vieira, Rodrigo Bertucci, Tatiana Vinhais e Vivian Petri
Fotos: Alécio Cezar
Programação visual: Vertente Design
Assistência de Produção: Catarina Milani
Concepção: A Digna e Um Cafofo.
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli

FLUTUANTE

Com direção de Mauro Baptista Vedia e dramaturgia do cartunista Caco Galhardo, a peça Flutuante estreia dia 7 de abril no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Paschoal Carlos Magno. As sessões acontecem às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h até 30 de abril. O elenco conta com Martha Nowill, Rafael Losso e Paulo Tiefenthaler.

A montagem é uma comédia dramática sobre uma professora de alemão que, sem motivo aparente, não consegue mais sair de casa para trabalhar. Essa súbita alteração em seu comportamento é o estopim para uma sucessão de acontecimentos que acaba por conduzi-la, na companhia de seu namorado e seu aluno das cinco, em um redemoinho de desejos, incertezas e obsessões que, aos poucos, os eleva a um estado de suspensão.

Neste texto, há um tipo de humor mais denso, ritmo mais ágil, mudança de cenários e divisão em dois atos e um epílogo. Uma comédia com elementos de reflexão, com temas pertinentes à sociedade atual, mais especificamente os desejos e neuroses dos habitantes de grandes metrópoles, tema sempre abordado pelo autor em seus quadrinhos diários na imprensa e que ganha maior profundidade na linguagem do teatro.

O projeto também consolida a parceria estabelecida entre o autor e a atriz Martha Nowill, que ganha corpo com este segundo texto. É uma peça sobre um momento na vida em que “perdemos o chão”. No epílogo, temos o desfecho com a saída encontrada por cada personagem após aquele “dia estranho”.

O texto tem humor bem contemporâneo e pop e o desafio da direção é fazer uma peça ágil, inteligente, sutil e extremamente divertida, que ao mesmo tempo passe a ideia de ser paulista e brasileira e universal. Flutuante tem tudo a ver com peças que já dirigi como A festa de Abigail e Jantar, por exemplo. Há uma inteligência no texto de assumir uma certa banalidade do contemporâneo, personagens sem eixo, sem uma âncora, perdidos na sociedade globalizada“, diz o diretor.

Este é o terceiro texto para teatro de Caco Galhardo, que teve sua estreia em 2010 com o espetáculo Meninas da Loja, produzido por Martha Nowill, dirigido por Fernanda D’Umbra, com Martha Nowill, Chris Couto, Cinthya Falabella e Mari Noguera no elenco. A temporada foi de três meses no Espaço Parlapatões, em São Paulo.

Pac-Woman, segundo texto do cartunista, foi apresentada no Satyrianas de 2012, com Marina Person e Tiago Martelli, direção de Fernanda D’Umbra, remontada em 2015 na programação Quintas em Cena do Teatro Cemitério de Automóveis, com Carcarah, Antoniela Canto e direção de Mauro Baptista Vedia.

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Flutuante
Com Martha Nowill, Rafael Losso e Paulo Tiefenthaler.
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno ( Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
07 a 30/04
Sexta, Sábado, Domingo – 20h
$40
Classificação livre
 
Texto: Caco Galhardo.
Direção: Mauro Baptista Vedia.
Cenário e Figurino: Frank Dezeuxis.
Luz: Aline Santini.
Fotografia: Luciana Nunes.
Arte Gráfica: Caco Galhardo.
Direção de Produção: Martha Nowill, Gustavo Sanna e César Ramos.
Produção: Complementar Produções.  
Realização: Mil Folhas Produções Artísticas.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.

BAIXA TERAPIA

Antonio Fagundes, Mara Carvalho, Alexandra Martins, Ilana Kaplan, Fábio Espósito e Bruno Fagundes, sobem ao palco do Teatro Tuca, em Perdizes, para a estreia do espetáculo Baixa Terapia.

O figurino e a cenografia da peça – com texto escrito pelo argentino Matias Del Federico, com adaptação de Daniel Veronese, tradução de Clarisse Abujamra e direção de Marco Antônio Pâmio – são assinados por Fábio Namatame, publicitário e artista plástico com ampla experiência em direção de arte, cenário e figurino para teatro, ópera, publicidade, cinema e TV.

Eu vi a montagem original para me inspirar. Como o cenário todo é um lugar sugerido, não um lugar físico, já que não tem paredes nem nada, optei por cores alegres e formas neutras, para ficar aconchegante tanto para os atores, quanto para o público. Além disso, me inspirei no pintor Piet Mondrian, que eu gosto muito e tem obras de arte nas cores do cenário: azul, vermelho e amarelo, além do branco e  preto, presente nos figurinos”, comenta Fábio.

Ganhador de prêmios como Shell, Apetesp e APCA, Fábio Namatame já foi responsável pela arte visual de Vermelho, última montagem de Antonio e Bruno Fagundes no Teatro Tuca.

O Fábio é um grande parceiro e artista. Resolvemos apostar nele para estar com  a gente em mais uma montagem”, comenta Antonio Fagundes.

Para o figurino, Fábio conta que buscou opções na essência de cada um e no que imaginava ser a personalidade de cada personagem. “Todas as peças de roupa, na verdade, foram escolhidas para que os personagens parecessem reais. Busquei o que cada um precisava transparecer com o texto e escolhi um figurino realista, já que a peça retrata problemas que podem acontecer com qualquer pessoa”, finaliza Fábio.

Baixa Terapia

Em cartaz em São Paulo a partir de 17 de março, Baixa Terapia é uma debochada comédia com um final que pega todos de surpresa. Três casais que não se conhecem, se encontram inesperadamente em um consultório para sua sessão habitual de terapia, mas dessa vez descobrem que a psicóloga não estará presente.

Ela deixou a sala preparada para recebê-los com um pequeno bar onde não falta whisky e uma mesa com envelopes, contendo instruções de como deverão conduzir essa sessão.

O objetivo é que todas as questões sejam resolvidas em grupo. Cada envelope traz uma situação mais engenhosa que a outra, transformando a sessão num caos hilariante.

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Baixa Terapia
Com Antonio Fagundes, Mara Carvalho, Alexandra Martins, Ilana Kaplan, Fábio Espósito e Bruno Fagundes
Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 80 minutos
17/03 até 29/06
Sexta – 21h30; Sábado – 20h; Domingo – 19h
$60/$80
Classificação 14 anos
 
Texto: Matias Del Federico
Adaptação: Daniel Veronese
Tradução: Clarisse Abujamra
Direção: Marco Antônio Pâmio
Acessibilidade: Steno do Brasil
Assessoria Jurídica: OLN Advogados.
Assessoria de imprensa: Coletiva Comunicação.
Assistente administrativo: Gustavo de Souza.
Diretor de produção: Carlos Martin.

ATREVIDO

Já ouviu falar de Gustavo Mendes? Se você não frequenta o mundo do humor na Internet, talvez não. Mas é bom prestar atenção no ator e comediante que é bem conhecido por lá – tem mais de 300 mil pessoas inscritas em seu canal no Youtube e 469 mil curtidas em sua página oficial do Facebook. O mineiro de Guarani – que ficou famoso nas redes sociais por sua hilária interpretação da ex-presidente Dilma – apresenta seu o novo show Atrevido a partir de 17 de março no Teatro Morumbi Shopping.

Com experiência de palco e respaldado pelo recurso da projeção de vídeos em telão, o humorista pretende deixar a plateia à vontade no novo show. Gustavo – que assina os textos ao lado de Gueminho Bernardes – também vai interagir com outras entidades mais diretamente presentes na sua rotina: sua mãe, seu analista, alguns dos seus amores e pessoas comuns que querem saber da sua vida. Atrevido mostra um artista mais maduro, com uma carreira solidificada e novas histórias para contar.

Gustavo Mendes também interpreta sua galeria de tipos icônicos – os cantores Roberto Carlos, Maria Bethânia, Ana Carolina, Fagner, Belchior e Zé Ramalho e os apresentadores Xuxa e Sérgio Chapelin, além da personagem Dilma, responsável por cativar sua legião de fãs.

Eu amo TV e Teatro, guardo meus trunfos de comédia para esses ambientes (quem for assistir ao show irá se surpreender!). Caí na rede de paraquedas e lá fiz muito sucesso por conta da Dilma, mas aposto no teatro e faremos uma temporada histórica esse ano, primeiro aqui em São Paulo, depois viajando o Brasil!

Atuante na TV e nos palcos, em abril, o artista começa a gravar as novas temporadas das séries do Multishow – Treme Treme e Xilindró. Gustavo Mendes – que hoje coleciona mais de 20 milhões de visualizações no Youtube – começou profissionalmente no Show do Tom, na TV Record.

Depois passou pelo Casseta&Planeta – Vai Fundo, interpretou o colunista social Eloy di Marco na  novela Cheias de Charme e integrou o elenco de comediantes de Zorra Total (onde criou mais de 10 personagens), todos da Globo. Gustavo também integrou o elenco da Rede Bandeirantes de Televisão no programa Agora é Tarde, com o humorista Rafinha Bastos.

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Atrevido
Com Gustavo Mendes
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acacias, São Paulo)
Duração 90 minutos
17/03 até 30/04
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$70/$80
Classificação 14 anos

 

PETER PAN

 

Para encenar a trama em formato de musical, o diretor Billy Bond seguiu a história original do escritor escocês J.M Berrie, criada em 1904 e publicada pela primeira vez no início do século 20, como peça teatral. Posteriormente, o autor publicaria Peter & Wendy, em 1911. “Assim como Berrie ao escrever queria despertar a imaginação do leitor, procuro provocar a fantasia do público”, conta Billy Bond, informando que sua adaptação é pessoal. “Nosso musical é brasileiro.”

Em sua versão, Billy Bond utiliza influências da cultura pop para aproximar ainda mais o espectador do clássico. Por trás das aventuras vividas na Terra do Nunca há uma história cheia de simbologias: viver eternamente a infância, preservar a inocência e a maneira colorida de se enxergar a vida.

O elenco – formado por 27 artistas que cantam e dançam em diferentes cenários, alternando o uso de mais de 100 figurinos –  foi selecionado em audição que reuniu mais de 600 candidatos. Para interpretar os personagens principais, Peter Pan e Wendy, foram escolhidos, respectivamente, Matheus Ueta (Carrossel e Bom Dia & Cia, do SBT) e Giulia Nassa (The Voice Kids, da Globo, onde cantou com Ivete Sangalo).

Billy é conhecido por incorporar às suas peças elementos que façam com que a plateia tenha a sensação de fazer parte do espetáculo. Nesta produção há forte investimento na interatividade e sofisticação do conto de fadas. Em sua fórmula bem-sucedida (“despojada de qualquer intelectualidade e de fácil leitura pela criança”), Billy moderniza o formato usando efeitos especiais, recursos de raio laser, gelo seco,  projeções em 4D, telões de LED. “Usamos a tecnologia a serviço da história”, diz ele, que mescla cenários reais com virtuais, projetados em LED.

A produção bem-cuidada das cenas reúne trajes inspirados na cultura asteca para o figurino dos índios. Já as roupas dos piratas (“sujos e malvados”) têm inspiração no século 18, no Renascentismo, com casacões de botão dourado. “Como o Teatro Bradesco é grandioso, o figurino tem de estar muito presente para aparecer, até maquiagem precisa ser exagerada”, diz Carlos Gardin.

A iluminação tem o propósito de dar volume à cena. A luz acompanha as cores do painel de LED e, junto com o cenário 4D, cria uma ambientação lúdica. No palco, uma composição física completa, com objetos cênicos, o cenário projetado no painel.

Sobre Peter Pan

Peter Pan conta a história de um garoto que se recusa a crescer. Peter e a fada Sininho levam seus amigos Wendy, João e Miguel para conhecer o lugar em que vivem, a Terra do Nunca, onde o tempo não passa. Uma sucessão de aventuras espera a turma. Eles vão se deparar com um navio pirata e ter que enfrentar o temível Capitão Gancho, conhecer a aldeia dos índios e os meninos perdidos. Uma história cheia de emoções e mensagens.

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Peter Pan
Com Matheus Ueta, Giulia Nassa, Maria Clara Rossi, Álvaro de Padua, Fabio Galvão, Tirzi Oliveira, Marcio Yaccof, Ítalo Rodrigues, Larissa Porrino, Beatricce Stoll, Diego Fecini, Marco Antonelli, Newton Yamassaki, Paula Canterini, Queren Simplicio, Sidney Simplicio, Gabriela Sega, Gui Zoboli, Gabriel Santana, Tayanne Zandonato, Paula Perillo, Carla Reis, Mayla Betti, Anton Uzhyk, Mateus Bertolli, William Santana, Uriel Trindade.
Teatro Bradesco – Bourbon Shopping (Rua Palestra Itália, nº 500 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 110 minutos
01 a 16/04
Sábado e Domingo – 15h
Sessões extras 09 e 16/04 – 11h
$50/$150
Classificação livre
 
Figurinista: Carlos Alberto Gardin.
Realização: Anna Cristina Cafaro Driscoll, Benedita Calistro, Hilda de Oliveira.
Adereços de figurinos e próteses: Sílvio Galvão.
Assistência em figurinos com leds: Paulo Mendes de Oliveira.
Makes e caracterização: Chris Mourelhe , Carlos Alberto Gardin.
Perucas e postiços: Wellington Fontinelli, Emily Garcia.
Cenários: Silvio Galvão, Billy Bond.
Adaptação: Billy Bond , Lilio Alonso.
Diretor geral de dramaturgia: Billy Bond,  Andrew Mettine .
Direção de Cena: Marcio Yacoff.
Coreografia: Italo Rodrigues , Paula Perillo .
Direção Musical: Bond , Villa.
Designer de som: Paul Gregor Tancrew.
Designer de luz:  Paul Stewart .
Efeitos especiais: Gabriele Fantine.
Filmes e animações: George Feller, Lucas Médici.
Mappings: Nicolas Duce. Fotos: Chico Audi.
Direção de Produção: Andréa Oliveira.
Direção geral e direção de arte: Billy Bond.
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação